domingo, 16 de abril de 2023

Capa da Semana: Chico Bento Nº 55

Nessa capa, Chico Bento, ao ver uma árvore derrubada, monta a sua própria árvore no lugar com as coisas que tinha em casa. Deixa uma escada apoiada em uma cadeira representando o caule e várias coisas amontoadas como cadeiras, mesas, cômoda, balde, espelho, etc, representando as folhas. Além de mostrar toda a criatividade e sabedoria do Chico, ainda mostra um alerta e reflexão sobre desmatamento e preservação da natureza.

A capa dessa semana é de 'Chico Bento Nº 55' (Ed. Globo, Fevereiro/ 1989).

quarta-feira, 12 de abril de 2023

Cebolinha: HQ "Os cinco fios mágicos"

Em abril de 1993, há exatos 30 anos, era publicada a história "Os cinco fios mágicos" em que uma bruxa faz Cebolinha ter fios de cabelo mágico para pedir o que quiser cada vez que arranca um fio de cabelo. Com 15 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 76' (Ed. Globo, 1993).

Capa de 'Cebolinha Nº 76' (Ed. Globo, 1993)

Nela, uma bruxa velha reclama que ninguém a ajuda a atravessar a rua. Então, ela mesmo resolve atravessar, escorrega em uma poça e cai. Todos na rua dão gargalhada e nem ajudam a levantá-la do chão e, com isso, a bruxa transforma todos em animais por um dia inteiro.

Cebolinha foi o único que não riu e como recompensa, a Bruxa transforma os cabelos dele em cinco fios mágicos, toda vez que ele arrancar um fio terá direito a um desejo que será realizado. Em seguida, ela se transforma em criança para atravessar a rua e vai embora.

Cebolinha comenta que adianta nada porque ele nunca teria coragem de arrancar fios do cabelo. Logo, ele pensa que poderia desejar ter enorme cabeleira e fica animado. Só que antes de desejar isso, ele teria direito a quatro desejos antes e resolve desejar ser cabeludo por último porque senão ele não conseguiria achar os outros quatro fios mágicos no meio dos outros.

Assim, o seu primeiro desejo é ter um monte de dinheiro, arranca um fio de cabelo e Cebolinha fica jogando dinheiro para o alto. Cascão pergunta se o pai dele aumentou a mesada ou se ganhou na Loto, na Sena, na Loteria Esportiva ou na margarina. Como Cebolinha nega, Cascão acha que ele assaltou um banco.

Cebolinha conta que foi por causa de uma bruxa e agora está rico. Cascão pergunta como eles vão gastar o dinheiro e logo percebe que Cebolinha perdeu um fio de cabelo. Cebolinha diz que arrancou e Cascão acha que o amigo pirou e diz que vai gastar a grana dele enquanto ele estiver no hospício. Cebolinha diz que o cheirinho do Cascão o incomoda, Cascão fala que ele já tentou dar banho nele mil vezes sem sucesso, Cebolinha deseja que o Cascão fique limpo e arranca o cabelo e tem seu desejo realizado.

Cascão fica desesperado que ficou limpo e grita alto que pode ser ouvido na China. Cebolinha diz que foi mágica e Cascão tenta bater nele, mas dá é vontade de vomitar com o cheiro de sabonete. Mônica aparece e elogia o Cascão, pensando que ele tomou banho. Ele diz que não e manda Mônica sair dali porque o Cebolinha está perigoso. 

Mônica acha Cebolinha ridículo e ri com ele com 3 fios de cabelo e cebolinha fala que pior é ela, xingando de baixinha, dentuça, gorducha, etc.  Mônica tenta bater nele e Cebolinha deseja que quer ficar mais forte que a Mônica, arrancando outro fio de cabelo. Cebolinha fica forte, dar um soco nela e consegue vencê-la, depois segura uma pedra afirmando que é o novo dono da rua e trata Mônica e Cascão como escravos e faz seu novo desejo de falar corretamente.

Cebolinha se glorifica que agora está com tudo, é rico, poderoso e fala certo, segurando um poste. Mônica diz que ele está como um palerma com um fio de cabelo, Cebolinha diz que poderia jogar o poste nela e radicalizar e provar sua autoridade, mas quer fazer o último pedido de ficar cabeludo. Ele pensa se quer ficar como o "João Lenão", "Sidão Magau" ou Fábio Búnior" e quando está prestes a pedir, Cascão arranca o cabelo do Cebolinha pedindo que tudo volte ao normal.

Assim, pedido é concretizado e Cebolinha fica uma fera, Mônica bate nele por tudo que ele fez. No final, Cascão dita ditados como "Quem tudo quer, tudo perde" e "Vale mais cinco fios no coco que mil voando" e fala que Cebolinha deixou de ser rico, forte e bonito, mas não é motivo de ele arrancar os cabelos, com Cebolinha cheio de raiva tentando arrancar cabelo.

História engraçada que uma Bruxa faz Cebolinha ter fios de cabelos mágicos, que arrancados permitem realizar os desejos dele como forma de recompensa de ele não ter rido quando caiu ao atravessar a rua. Foi melhor que ter encontrado um gênio da lâmpada, pois teria direito só a 3 desejos. Só que o poder subiu a cabeça, prejudicando seus amigos e só se salvaram com o desejo do Cascão de fazer voltar tudo ao normal, mais uma vez Cascão estragando os planos dele. Pelo menos quando tudo volta ao normal, Cebolinha recupera os cinco fios de cabelo de antes.

Cebolinha saiu como vilão e teve castigo merecido. Cascão e Mônica tiveram sorte de que qualquer um podia fazer pedido arrancando cabelo do Cebolinha e não só o próprio dono do cabelo que podia fazer os pedidos senão seria o triunfo total do Cebolinha.  Foi legal que os desejos dele envolve todas as suas personalidades como dar banho no Cascão, ficar forte, derrotar Mônica, falar corretamente sem trocar o R pelo L, ficar cabeludo, em uma história vimos várias características do Cebolinha.


Desejos dos personagens podiam ser realizados por várias formas como poços de desejos, fadas, gênio da lâmpada, invenções e por uma bruxa, como nessa história, sempre eram interessantes pois exploravam os principais interesses e características deles. Cascão aparecendo limpo sem ter tomado banho também acontecia as vezes por vários motivos como quebrar a crosta de sujeira ao cair no chão ou a Mônica bater nele, ou então por maquiagem, ou Mônica assoprar e a sujeira voar, etc, e dessa vez por causa da bruxa e desejo do Cebolinha. Cascão nunca gostava de aparecer limpo mesmo não sendo por banho.

Foi engraçado ver a Bruxa velhinha cair e todos rirem dela, inclusive o Guarda de trânsito, Cascão achar que a grana do Cebolinha era dele também e querer ficar com ela enquanto o Cebolinha estaria no hospício, Cascão gritar tanto após ficar limpo que é ouvido na China, Cebolinha se imaginando cabeludo, absurdos como Cebolinha forte capaz de segurar pedra e dinheiro sumir durante a história, só retornando, sumindo após o pedido do Cascão e poste e paródias de famosos cabeludos, no caso, de John Lennon, Sidney Magal e Fábio Junior. Cebolinha falando sozinho por um tempo o começo da história também foi bom, era bem frequente isso e sempre era engraçado monólogos dos personagens. 

Incorreta hoje em dia por tratar Cebolinha como vilão,  ser taxado pelo Cascão como ladrão que assaltou banco, absurdos como ele carregar pedra e poste sozinho, poste cair no pé dele, Cebolinha aparecer surrado pela Mônica e, principalmente,  no começo ninguém ajudar velhinha atravessar rua, mesmo sendo bruxa, e ainda rirem de ela ter caído e nem ajudarem a levantá-la do chão como uma aula de mau exemplo. Tiveram palavras proibidas nos gibis atuais como "Credo!" e "gozado". 

Depois essa história virou desenho animado só que não seguiu fiel, como a bruxa era uma fada, tiraram parte inicial de ninguém ajudar a velhinha, ela cair e todos darem gargalhada, o Cebolinha quem a ajuda a atravessar a rua, é menos maníaco. Ou seja, tudo que acharam incorreto, corrigiram no desenho.

Os traços ficaram muito caprichados, com destaque a personagens com dentes expostos com mais frequência quando ficavam surpresos, com raiva ou estavam aprontando e a presença  de curvas nos olhos sem serem de fundo branco quando estavam com bastante raiva, que sempre ficavam bem, em 1993 esse recurso já estava menos frequente em relação ao final dos anos 1980 e início dos anos 1990, mas ainda tinha as vezes. Pena as cores mais escuras, cada vez mais tirando os tons pastéis até  o início dos anos 1990. Teve um erro de Cebolinha falar de boca fechada na página 10 do gibi,  erro bem comum na época.  Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.

domingo, 9 de abril de 2023

Magali : HQ "Uma Páscoa diferente"

No dia de Páscoa, mostro uma história em que a Magali é encarregada de entregar os ovos de Páscoa pelo Coelhinho só que ela come tudo, causando muita confusão. Com 8 páginas, foi história de abertura de 'Magali Nº 281' (Ed. Globo, 2000).

Capa de 'Magali Nº 281' (Ed. Globo, 2000)

Magali encontra o Coelho Alfredo falando que é tarde, ela acha que é o coelho da Alice e ele diz que é o Coelho da Páscoa, que está muito atrasado de entregar uma pilha de ovos e não sabe se vai ter tempo e manda Magali entregar e dar cabo deles logo. Ela reclama que deixa tralhas e sai correndo, não conhece o Apovrenildo, a Zulmira e ninguém e para dar cabo nos ovos, come tudo.

O Coelhinho da Páscoa Alfredo volta, e ao saber que Magali comeu todos os ovos, chora porque vai ser expulso da Associação dos Coelhos de Páscoa e desse jeito não vai conseguir emprego nem como rena do Papai Noel. 

Magali leva um carrinho de ovos, mas sem deixá-la explicar, Alfredo vai entregar logo. Quando termina a entrega, ele agradece e Magali explica que eram melancias. Alfredo se espanta e ela diz que não é fada da Páscoa que é só fazer "plim" que aparece um monte de ovos.

Aparece o Mestre Coelho, Alfredo pensa que ia levar uma bronca, mas o Mestre gosta, o que inventou foi um sucesso e vai chamar esse conceito de "Páscoa Diet". Alfredo agradece Magali, mérito dela de salvar a Páscoa eles vão embora para começarem a produção do ano que vem. No final, Magali sai correndo pra almoçar, se esbarra com um Duende e quebra todas as bolas de Natal, ele chora que não vai dar mais para enfeitar Árvore de Natal e Magali perguntas e não tentou melancias.

Uma boa história em que a Magali é encarregada de entregar ovos de Páscoa, mas o Coelhinho não sabia da fama de comilona dela e come tudo, precisando colocar melancias no lugar, mas até que gostaram e sem querer a Magali salvou a Páscoa. Chocolate tem muitas calorias, com ovos de melancia não engorda por não ter calorias.

Foi boa para soltar a imaginação de Coelhinhos entregarem ovos de Páscoa, legal a comparação dele com o coelho da Alice, que falava isso de "É tarde!", o Coelhinho ter um nome, Alfredo, pertencer a Associação dos Coelhos de Páscoa comandado por um Mestre dos Coelhos e o trocadilho de dar cabo, de entregar os ovos com acabar comendo tudo. 

Ao quebrar as bolinhas de Natal do Duende, Magali tem mesma ideia para salvar o Natal. Já tiveram capas e histórias com Magali enfeitando árvore de Natal com frutas e deu super certo e bem inovador. Interessante ainda tratar bolas de Natal quebráveis, antigamente quebravam fáceis, mas na época já tinham as inquebráveis à venda.

Os traços ficaram bons, ainda no estilo das histórias de 1999, já que traços típicos de anos 2000 só estrearam em 2002. Ou seja, início de décadas sempre tinham um estilo do final da década anterior, principalmente em traços e só depois que criavam estilos novos que vão predominar na década. Dessa vez o Coelhinho da Páscoa não foi pintado de branco, deixando mais um diferencial.

A capa da revista com piada com referência a Páscoa, mas sem alusão ao conteúdo da história de abertura. Era normal nas Editoras Abril e Globo terem capas fazendo piada sobre uma data comemorativa, mas sem ser com o conteúdo da história, o que era bom por ter criatividade com as piadas das datas comemorativas.

UMA FELIZ PÁSCOA!!!

quarta-feira, 5 de abril de 2023

Tina: HQ "A dificil arte de comprar"


Mostro uma história em que a Tina foi assediada por um vendedor, causando vários constrangimentos nela. Com 5  páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 163' (Ed. Abril, 1986).

Capa de 'Cebolinha Nº 163' (Ed. Abril, 1986)

Em uma loja, Pipa derruba as blusas que estava vendo e resolve experimentar tudo que ela derrubou. Tina comenta para ela não fazer como na outra loja onde experimentou tudo e levou nada e Pipa responde que culpa tem se o estoque todo era horrível. Como sabe que Pipa vai ficar um tempão experimentando roupas, Tina avisa a amiga que vai à loja do lado.

Ao entrar na outra loja, Tina comenta alto que está precisando de sapato, o vendedor escuta e vendo que era mulher bonita, logo se aproxima, perguntando de que cor, qual tipo e qual número. Tina aponta o que quer e diz que é número 35 e o Vendedor pergunta qual é o telefone dela. Tina não gosta e ele diz que foi brincadeira e já pegar o sapato.

Depois de trazer, o Vendedor calça o sapato nela bem devagar, tocando no pé dela. Tina reclama se não da para calçar mais depressa, ele pede desculpas, falando que a gatinha tem um pezinho lindo. Tina não gostou do sapato e o Vendedor pergunta se não quer ver um outro modelo, outra cor, uma bota ou chinelo. Tina diz que não e ele oferece vestido para ela provar e antes que dê resposta, a coloca no provador. 

Tina experimenta e o Vendedor surge na hora que estava sem roupa, só com calcinha e sutiã, perguntando se ficou bom. Tina se assusta, fecha a cortina do vestiário e o chama de atrevido. O vestido fica largo, ela sente calor na cabine e reclama que o Vendedor tomou chá de sumiço e o chama. Ele aparece, diz que ficou divino e ela diz que ficou largo. Ele sugere que é só apertar aqui, ali e ela diz quer um menor.

Após experimentar, Tina gostou e vai levar, ele insiste em ver calças e blusas e ela só quer esse vestido e se espanta por custar 200 Cruzados. Na saída, ele fala para voltar logo e ela pensa que só se for pra dar um soco na cara dele. Tina vê que ele colocou vestido errado na bolsa, ela reclama e ele diz que foi para ela voltar logo. Com o vestido certo, Vendedor pergunta se não quer ver biquíni, minissaia, quando Pipa aparece, conta para Tina que na outra loja só tinha lixo e naquela loja tem roupas bonitas, escolhe várias para experimentar, além de sapatos e Tina se sente vingada vendo o sofrimento do Vendedor com a Pipa.

História legal em que a Tina tem que aturar um vendedor que a assediava, não dava confiança, mas ele insistia como perguntar telefone dela, acariciar pés enquanto calçava sapatos nela, invadir provador enquanto ela trocava de roupas, perguntar se quer outras coisas para ela ficar na loja, inclusive biquíni e minissaia para vê-la mais a vontade. No final, ele se deu mal com a Pipa estabanada, derrubando tudo na loja e querendo experimentar tudo sem comprar, e, finalmente, Tina se saindo vingada.

O Vendedor não podia ver mulher bonita que dava em cima delas, muito abusado e atrevido, sem dúvida. Tina podia ter dado queixa ao gerente e nem ter comprado vestido após o primeiro assédio. Ponto alto foi ele abrir a cortina do provedor sabendo que ela estava quase pelada, só para ver o corpo dela. Mesmo sendo antiga, continua uma história bem atual, já que até hoje existem vendedores que assediam as clientes nas lojas e até o contrário com os clientes assediando vendedoras e deixar o alerta para os leitores que é coisa que não deve ter e ideal é a mulher denunciar. 

Gostavam de explorar sensualidade da Tina e frisar que era bonita, deixando homens loucos por ela, por isso a atitude do Vendedor, só que sem consentimento dela, vira assédio, se fosse só insistência para ela comprar, seria menos mal. Pipa bem exigente, vê loja toda e compra nada, típica cliente que vendedores não gostam. Foi engraçado ela derrubando tudo e tudo que derrubava, aproveitava para experimentar, que para ela seria favor, mas depois comprava nada.

É toda incorreta atualmente por ter assédio do Vendedor, Tina querer dar soco nele, ter sensualidade com Tina quase nua no provador. Tem também uma gíria datada do vendedor chamando Tina de "chuchu" que poderiam mudar em republicação hoje, pois eles não gostam de deixarem coisas datadas nas histórias, assim como a moeda "Cruzados" quando mostra o valor do vestido. Aliás, percebe-se que o vestido foi absurdo de caro, ao comparar 200 Cruzados com o preço dessa revista do Cebolinha que custou 6 Cruzados.

Os traços bonitos, Tina com cabelo curto, típicos dos anos 1980 e uma arte-final do Alvin Lacerda deixou melhor ainda. Interessante o Vendedor com dentes expostos maior parte do tempo, com ele com sabedoria e tentando passar lábia e cantadas na Tina. Foi uma história dos anos 1980 da Tina sem ela só aparecer só pra resolver problemas dos amigos e tendo seus próprios conflitos, o que foi bom para diferenciar o estilo que eram basicamente suas histórias na época de ser apenas a conciliadora. Foi republicada depois em 'Almanacão de Férias Nº 14' (Ed. Globo, 1993).

Capa de 'Almanacão de Férias Nº 14' (Ed. Globo, 1993)

sábado, 1 de abril de 2023

Chico Bento: HQ "A verdade dói"

Dia primeiro de abril é o "Dia da Mentira" e então mostro uma história em que o Chico prometeu ao Padre não contar mais mentiras, se dando muito mal por isso. Com 5 páginas, foi história de encerramento de 'Chico Bento Nº 17' (Ed. Globo, 1987).

Capa de 'Chico Bento Nº 17' (Ed. Globo, 1987)

Chico Bento vai à igreja para confessar ao Padre que contou uma mentira. O Padre diz que tem que aprender a falar a verdade, só tem um lugar para os mentirosos, o fogo eterno. Chico se surpreende e o Padre pergunta se está duvidando da palavra dele, o manda cumprir a penitência e Chico promete nunca mais contar uma mentira.

Na rua, Rosinha pergunta o que Chico achou do chapéu novo e ele responde que está horrível, nunca viu uma coisa tão feia e nem uma mula velha ia querer usar. Rosinha sai correndo, chorando. Depois aparece o Zé Lelé falando que roubou goiabas do Nhô Lau, que pergunta quem foi que roubou e Chico dedura que foi o Zé Lelé e as goiabas estão debaixo do chapéu na cabeça e Nhô Lau dá tiros de sal no Zé Lelé. Em seguida, professora Marocas elogia Chico que tirou dez na prova e ele diz que colou do Hiro porque sabia nada. Marocas lhe dá zero. 

Depois Seu Bento pergunta se o filho melhorou da dor do braço e Chico diz que foi mentira para não trabalhar no roçado. Seu Bento corre atrás dele para bater de cinto. Chico reconhece que é duro dizer a verdade, quando Rosinha volta, agradecendo a sinceridade dele senão ainda estaria usando o chapéu ridículo, mostra o novo chapéu dela e Chico diz que está lindo, maravilhoso e genial. No final, ele volta para a igreja para confessar ao Padre que não resistiu e contou outra mentira.

História muito engraçada em que o Chico Bento recebe ordem do Padre de não mentir mais para não ir para o inferno e passa a contar só verdades, só que não contava que ia não se dar bem por contar verdades. Engraçada a sinceridade com a Rosinha a ponto de ser bem grosso, dedurar Zé Lelé para o Nhô Lau, confirmar que colou na prova pra professora e dar desculpas para o pai de dor no braço para não trabalhar, assim como voltar a mentir e confessar para o Padre para não magoar a Rosinha de novo.

O Padre foi bem rígido e autoritário com o Chico, tanto dando medo que vai para o Inferno por contar mentiras quanto achar que estava duvidando das palavras dele, uma psicologia nada comum para um padre. Teve até final com estilo de imaginar com qual bronca que o Padre deu após a nova mentira.  Chico devia ter dito qual foi a mentira, para ver se aliviava a penitência, uma mentira do bem, poderia aliviá-lo. Na época o Padre não tinha traços definidos e nem se chamava Lino, era apenas chamado de padre, só nos anos 1990 que o padronizaram.

Esse é o autêntico Chico Bento que se consagrou, levado e que perturbava todo mundo, inclusive os pais. História é completamente impublicável atualmente por mostrar religião, Chico se confessar em igreja, padre autoritário demais, Chico contar mentiras até para o pai e sendo até grosso demais para a Rosinha, ser um menino levado para todo mundo, Nhô Lau aparecer de trabuco e dá tiros de sal no Zé Lelé, Chico trabalhar na roça, apanhar do pai de cinto, pois inadmissível pais baterem nos filhos, principalmente assim violentamente como chinelo, tapa na bunda, cinto. Tem também palavras proibidas como "roubar" (as crianças agora pegam goiaba), "disgramado" (que seria desgraçado), e "fogo eterno" por fazer referência a Inferno, que não podem também.

Os traços muito bonitos e caprichados, eram excelente personagens mais fofinhos assim, cores mais desbotadas como eram o estilo de gibis do segundo semestre de 1987 ate início de 1988. Teve um erro da Rosinha falando de boca fechada no segundo quadrinho da última página. A história depois virou desenho animado em 1990 no VHS "Chico Bento Óia a Onça", mas sem ser fiel à história começando com Chico narrando tudo e não ter falas da Turma do Chico, com um padre mais ameno e Chico não voltar para a igreja no final.