domingo, 17 de novembro de 2019

Tirinha Nº 66: Mônica

Uma tirinha bem legal  em que o Cebolinha pede para a Mônica contar até dez em um momento de muita raiva da Mônica e prestes a bater nele por ter aprontado mais uma, não com esperança de ela se acalmar, mas, sim, pra dar tempo de ele correr e  fugir da surra.

Tirinha foi publicada originalmente por volta de 1981 e republicada no 'Almanaque da Mônica Nº 21' (Ed. Globo, 1990).


quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Tina: HQ "Quero dormir!"


Compartilho uma história em que a Tina não consegue dormir na noite da véspera de uma prova importante de vestibular. Com 8 páginas, foi publicada em 'Mônica Nº 52' (Ed. Globo, 1991).

Capa de 'Mônica Nº 52' (Ed. Globo, 1991)

Nela, Tina está estudando para a prova até tarde, quando para para tomar banho e dormir. Depois do banho, ela vai para a cama, se revira de um lado par ao outro e não consegue dormir, mesmo estando cansada. Ela vai até a cozinha, toma um chá quente e volta para a cama.


Ela comenta que não tem motivo para se preocupar, a prova está fácil, logaritmo está na ponta da língua, História geral, Química e as fórmulas de Física e fica memorizando as fórmulas. Com isso, o sono não vem e reclama que tem que pensar em outra coisa e relaxar. Ela lê um livro e logo depois tenta dormir de novo. Fica se martelando que precisa dormir porque senão estará um caco amanhã na prova e como não consegue dar um berro, que acaba acordando a Vovoca no outro quarto.


Vovoca corre até o quarto da Tina e pergunta o que aconteceu e Tina, aos prantos, fala para ajudá-la, pois não consegue dormir. Vovoca diz que Tina está um pouco nervosa é para relaxar e se acalmar e pensar em coisas agradáveis como no namorado Jaime e no vestido que ela queria comprar. Tina volta para cama, lembra que havia brigado com o Jaime por ela se atrasado no encontro deles e que o vestido estava um absurdo de caro e aí que não consegue dormir mesmo. 


Tina telefona para Pipa as 2 da manhã, pedindo ajuda, já tentou de tudo. Pipa, sonolenta, pergunta se ela não experimentou fechar os olhos. Tina fala que a Pipa fala muito e queria que chateasse bastante falando para dar sono nela. Pipa desliga o telefone na cara e Tina reclama que ela é mal criada. As  da manhã ainda estava acordada, falando que está abandonada à própria sorte, que er ao fim e o narrador avisa que ainda tinha uma página.


No dia seguinte, Vovoca leva um café para a Tina, mas ela já estava de pé desde ontem e um caco, pois não conseguiu dormir. Ela faz a prova e depois vai para casa, falando que acha que se deu bem e que agora só quer saber de dormir até o sabe ro resultado. Só que no final, ela acaba não conseguindo dormir da mesma forma, já que o resultado da prova sai amanhã e preocupada de saber se foi bem ou mal na prova.



História muito legal com a Tina sem conseguir dormir preocupada com a prova da faculdade e acaba sem dormir da mesma forma preocupada com o resultado da prova.  Aborda o tema de insônia, um problema muito frequente no cotidiano das pessoas,  com muito bom humor. Procurou mostrar que preocupações e problemas causam insônia e com estudantes fazer uma prova ou saber o resultado da prova tira o sono de qualquer um. Mostrou também alternativas pra conseguir dormir bem, como tomar chá, esquecer dos problemas e lembrar de coisas boas, mas no caso da Tina a preocupação era tão grande que nada resolveu.

Engraçado ver a Tina se revirando na cama, tomando chá pra tentar dormir e até telefonar para Pipa para dar sono com os papos chatos dela. Foi praticamente um monólogo da Tina, pelo menos a metade da história foi só ela tentando dormir, depois que ainda presença da Vovoca e da Pipa. legal também a interação do narrador avisando que ainda tinha 1 página de história quando a Tina fala que era o fim.


A partir de 1991, as características da Tina mudaram. Enquanto que nos anos 80 ela apenas fazia papel de conciliadora, dar conselhos e resolver os problemas dos seus amigos, agora ela passou a ter histórias mais próprias, com temas mais ligados aos adolescentes e jovens até então, passou a ser a gostosona com todos os homens caindo a seus pés, além de ter seus próprios conflitos amorosos com seus namorados. Nos anos 80 até tinha uma vez ou outra homens dando em cima dela, mas bem raro e ela sempre dava fora neles por ser fiel ao Jaime. Ficou frequente mesmo histórias assim nos anos 90..


Falando nisso, nessa história teve a presença do Jaime, mesmo que só em pensamento brigando com a Tina, mas vê que era sinal que eles ainda eram namorados. Jaime ainda chegou a aparecer no final da história "Palavras Cruzadas" de 'Gibizinho da Tina Nº 2' de 1991 como namorado dela e depois disso ele passou a ficar no limbo do esquecimento e a Tina passou a ter um namorado diferente a cada história ou pretendentes a namorados conforme roteiros da shistórias para seguir o estilo gostosona. Legal também ver a Vovoca na história, a Tina não tinha mãe na época e a Vovoca exercia essa função maternal nas histórias dando um ar mais humorada. Só nos anos 2000 que a Tina passou a ter mãe nas histórias. 


Os traços sensacionais, com a Tina sensualíssima e detalhes nos enquadramentos dos quadrinhos bem diferentes. A partir de 1991 mudaram os traços dela, embora era bonita nos anos 80 com os cabelos curtos até os ombros, mas nos anos 90 a ordem era sensualizar a personagem para deixar gostosona mesmo e encaixar mais nos roteiros das histórias aí passaram a colocar a tina com com cabelos compridos, pernas e barriga de fora e bem sexy.  Na época pessoas de todas as idades liam gibis e queriam agradar também os adolescentes e até adultos que liam os gibis. Hoje em dia, até poderia aprovar o roteiro dessa história, apesar de insônia não ser um tema infantil, mas provavelmente traços assim não fariam atualmente. A palavra "Droga!" seria mudada hoje em dia, pois é proibida nos gibis atuais.

domingo, 10 de novembro de 2019

Capa da Semana: Mônica Nº 96

Uma capa completamente impublicável em que a Mônica bate em uma onça para fazer um cachecol de pele com ela. Fica na imaginação do leitor se a Mônica matou a onça ou apenas deixou desacordada. Hoje em dia os personagens não enfrentam animais silvestres e ainda mais abatendo para fazer cachecol com sua pele, a Sociedade Protetora dos Animais ficaria de cabelos em pé vendo isso. Os traços muito bons da fase superfofinha dos personagens.

A capa dessa semana é de 'Mônica Nº 96' (Ed. Abril, Abril/ 1978).

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Cranicola: HQ "Boca de ouro"


Mostro uma história em que o Cranicola teve seus dentes de ouro roubados por bandidos. Com 4 páginas, foi publicada em 'Cascão Nº 6' (Ed. Globo, 1987).

Capa de 'Cascão Nº 6' (Ed. Globo, 1987)

Nela, Cranicola está exibindo seus dentes de ouro, achando que está abafando com os novos dentes. Ele percebe dois homens olhando o tempo todo para ele e pensa que estão reencarnando de inveja.  Os bandidos comentam que a boca da caveira é ouro puro e vão em direção ao Cranicola para roubar seus dentes. Apontam a arma para ele, falando que é um assalto e aí Cranicola descobre que são ladrões. O Baixinho diz que ele é só uma caveira e não tem mãos e resolve atacá-lo para roubar os dentes, mas Cranicola o morde.


O Baixinho vai mandando o Cranicola parar de morder seus dedos e o Altão resolve dando uma paulada no Cranicola e consegue roubar os dentes de ouro. Muminho aparece perguntando por que o Cranicola está banguela e ele diz que foi assaltado. Muminho corre atrás dos bandidos, gritando por polícia e que roubaram a dentadura do Cranicola. Os bandidos acham que o Muminho era um trapo, quando são cercados também pelo Zé Vampir e Frank e o Muminho se desmancha formando um laço para prender os bandidos e devolvem a dentadura par ao Cranicola.

No final, Muminho arranja um cão de guarda para o Cranicola ficar seguro com seus dentes de ouro. Só que o cão acaba engolindo o Cranicola, achando que era um osso gigante e Muminho acha que não foi uma boa ideia.


Essa história é legal, bem simples, direto ao ponto. O Cranicola além de passar sufoco com os bandidos que roubaram seus dentes de ouro ainda acabou sendo engolido pelo seu cão de guarda. Achei engraçado o trocadilho de reencarnar de inveja, que seria morrendo de inveja, mas por ele ser morto, o sentido figurado seria viver e reencarnar. 


Não mostrou como o Cranicola conseguiu aqueles dentes valiosos, apenas apareceu já com os dentes para ser dinâmico, até por ser de um gibi quinzenal de 36 páginas e aí histórias da Turma do Penadinho nos gibis do Cascão não eram muito longas, no máximo 5 paginas, muito raro passar disso, e então não podiam deixar tão explicado e até acho melhor assim. Fica a função do leitor imaginar como ele conseguiu e quem colocou os dentes nele. 

Teve um erro dos bandidos chamarem um ao outro de "Eliseu". Primeiro o bandido alto chama o baixinho de Eliseu e depois o contrário. Eles gostavam de criar histórias com duplas de bandidos, era bem frequente. Impublicável justamente pela presença de bandidos e até pela violência como darem paulada no Cranicola e apontarem arma, coisas que não tem mais nos gibis por acharem traumatizante. Até o Cranicola sendo engolido pelo cachorro no final podiam implicar também.


Os traços muito bons, típicos dos anos 80. O Frank e Muminho foram desenhados diferentes como vemos hoje, Frank, inclusive, mais assustador. Na época eles não tinham traços definitivos e apareciam diferentes em cada história. Só a partir dos anos 90 que passaram a ter os traços que conhecemos. As cores com os personagens mais rosados, marca características dos primeiros números da Editora Globo de 1987.

domingo, 3 de novembro de 2019

Um tabloide com Papa-Capim e Cafuné

Nessa postagem compartilho uma história de 1 pagina com o Papa-Capim e Cafuné. Foi publicada originalmente em 'Cebolinha Nº 112' (Ed. Abril, 1982) e republicada em 'Almanaque do Cebolinha Nº 7' (Ed. Globo, 1989).

Voltada ao absurdo, Papa-Capim e Cafuné estão tentando derrubar uma árvore com machadinhos, que acabam quebrando, pois eram muito pequenos com uma árvore forte como era. Ameaça chover e eles resolvem serrar a árvore com o raio que havia caído na hora.

Era bom ver esses absurdos envolvendo fenômenos da natureza, sempre mito engraçado. Impublicável hoje em dia por conta de eles derrubarem árvore, sendo contra preservação da natureza, fora que não gostam de envolver absurdos assim. Na época não tinham muitas histórias do Papa-Capim nos gibis, era bem raro e quando tinha, era assim em formato tabloide. Só quando o Chico Bento ganhou gibi próprio em 1982 que começaram a desenvolver histórias com a Turma do Papa-Capim. A seguir, mostro essa história completa.