sábado, 6 de junho de 2026

HQ "Magali maluquinha por melão"

Mostro uma história em que a Magali fica em dúvida em namorar o Quinzinho, filho do padeiro, ou com o Miguelzinho melão, filho do quitandeiro, por causa das comidas que eles ofereciam. Com 9 páginas, foi história de abertura publicada em 'Magali Nº 91' (Ed. Globo, 1992).

Capa de 'Magali Nº 91' (Ed. Globo, 1992)

Escrita por Rosana Munhoz, começa Magali gritando como se tivesse passando mal e Mônica pergunta se comeu alguma coisa estragada. Magali aponta para lixeira com um monte de restos de frutas que ela comeu. Mônica pergunta se a amiga ficou com remorso por ter comido e Magali responde que de comido não, mas por ter aceitado, quem trouxe foi o Miguelzinho Melão, o filho do quitandeiro, que pediu para namorar com ela. Aceitou as frutas e ele pensa que topou o namoro.

Mônica sugere explicar para o Miguelzinho que foi engano e que gosta do Quinzinho, mas Magali está com dúvida porque o Miguelzinho prometeu levar mais frutas para ela enquanto o Quinzinho só traz pão, pão, pão. Mônica perguntas e Magali vai escolher um dos dois por causa da comida e ela responde que não é isso, é que pelos presentes o Miguelzinho tem mais afeição por ela e o Quinzinho anda regulado ultimamente. Mônica dá a real que Magali está sendo interesseira, imagina trocar o Quinzinho por um punhado de frutas e vai embora.

Magali acha que Mônica tem razão, está se levando pela gulodice e promete avisar ao Miguelzinho que gosta do Quinzinho, quando chega o Miguelzinho com uma melancia. Magali acha a melancia maravilhosa, come inteira de uma vez e Miguelzinho avisa que tem muitas outras no lugar que veio, tudo para a namorada dele, se comeu porque aceitou. 

Quinzinho aparece, vê Magali e Miguelzinho de mãos dadas e se assusta. Miguelzinho pergunta se é o ex-namorado dela e Quinzinho, furioso, quer saber o que significa aquilo. Miguelzinho diz que a Magali cansou do Quinzinho e descobriu que ele é o namorado ideal para uma garotinha com grande apetite e ela se decidiu depois das frutas deliciosas dele e que Quinzinho anda meio regulado, levava nada para ela.

Quinzinho dá um saquinho de pães para Magali. Miguelzinho fala que isso é coisa menos romântica e que engorda e que ele sabe o que uma garota gosta, mostrando uma caixa de delicados pêssegos. Então, Quinzinho leva sonhos, Miguelzinho, morangos, e assim cada um vai levando coisas da padaria e da quitanda. Magali interrompe, perguntando se eles pensam que ela é uma morta de fome, assim eles a ofendem e quer saber de nenhum dos dois. 

Os meninos brigam feio, Mônica comenta que ninguém brigou assim por ela, Magali se sente culpada e Mônica tem uma ideia. Logo, surge Magali namorando o Giovani, filho do dono do restaurante de cinco estrelas e vão lá para ele oferecer um banquete para Magali. Quinzinho e Miguelzinho ficam surpresos da fila andar rápido, Miguelzinho chama Magali de interesseira, recolhe as frutas, dizendo que já teve muito prejuízo por causa daquela gulosa.

Quinzinho chora pela falta da Magali, que vê a cena e aparece dizendo que está ali. Quinzinho pergunta se ela desistiu do Giovani, Magali diz que ele era a Mônica disfarçada, só fez isso para saber se ele gostava realmente dela e retomam namoro. Quinzinho pede desculpas por ter a ofendido e diz que nunca mais vai oferecer comida para ela. Magali diz que não é bem assim, depois de ter resistido a tudo aquilo, queria pedir uma coisa a ele e no final, Quinzinho lhe dar uma fornada de pães, falando que quem quer namorar a Magali, o caminho para o coração dela passa pelo estômago mesmo.

História legal em que a Magali fica com dúvida com quem namorar, se é melhor receber comidas da padaria do Quinzinho ou frutas da quitanda do Miguelzinho Melão. Por Magali escolher ficar com nenhum dos dois e com a briga dos meninos por causa dela, a solução da Mônica foi Magali fazer fila andar rápido e arrumar logo outro menino dono filho do dono de restaurante cinco estrelas logo, quem ficasse lá é quem ela escolheria para namorar porque realmente gostava dela e deu certo que aí o Quinzinho continuou como namorado da Magali.

Mais uma história que fica a dúvida se a Magali namora o Quinzinho por interesse ou não, que até pode não ser, mas suas atitudes ficam dando impressão que é interesseira. Sempre eram engraçadas histórias assim. Magali agiu nada bem, poderia ser firme e já dizer não para o Miguelzinho por ela ter namorado. Quinzinho corno provou que tem o amor mais verdadeiro, já Miguelzinho Melão se mostrou como arrogante, que poderia comprar o amor da Magali com as frutas, na primeira oportunidade de ele ter sido trocado por outro, caiu foram, provando que não mereceria ser novo namorado da Magali.

O plano da Mônica foi bom e conseguiu unir de novo Magali e Quinzinho, mas teve risco também dos dois pretendentes abandonarem e ela ficar sem namorado, afinal, Quinzinho era bonzinho e realmente gostava dela, se fosse outro não aceitaria ser trocado por outro e quase que imediatamente. E os meninos nem para desconfiarem que o Giovani era a Mônica disfarçada pelos dentões, se fossem mais espertos descobririam na hora.

Foi engraçado a indecisão da Magali de com quem vai ficar por causa das comidas que ofereciam, comer a melancia inteira, Quinzinho flagrar Magali de mãos dadas com Miguelzinho, absurdo de surgir as frutas do nada sem saírem de lá, Quinzinho chamar Miguelzinho de "cabeça-de-melão" e Miguelzinho chamar Quinzinho de "pão-duro", Magali dizer que acham que ela é uma morta de fome, Mônica dizer que ninguém nunca brigou assim por mim e ela como Giovani fazer declaração que Magali é o filé minhon com fritas da minha vida (no caso, "minhon" aportuguesado de filé mignon) e a cara da Magali com boca aberta para receber a fornada de pães do Quinzinho.

Observações de algumas frases ditas por eles. Magali reclamou que Quinzinho andava regulado em dar comida, ele não tinha obrigação, as coisas da padaria eram do pai dele e ficava dando prejuízo ao pai, Miguelzinho disse que pães engorda, no caso da Magali não teria risco de engordar com pães, pois ela come, come e continua magrinha. Magali dizer que pensam que ela é uma morta de fome, de fato é, pelo menos age como uma. Mônica dizer que nunca brigaram por causa dela, como meninos acham ela feia, gorda, ninguém faria isso por ela.

A briga dos meninos foi violenta, podiam se machucar feio, era bem legal esse recurso de uma espiral representando briga violenta. Mais um menino "inho" diferente por quem as meninas eram apaixonadas, dessa vez o Miguelzinho Melão como o filho do quitandeiro e ele apareceu só nessa história, como de costume de personagens criados para história única. Incorreta atualmente por ter namoro de crianças, triângulo amoroso, interesses, briga violenta dos meninos por causa de uma garota e aparecerem surrados, absurdo de Magali gulosa comer uma melancia inteira.

Traços ficaram ótimos do estilo consagrado dos personagens. Tiveram erros da camiseta do Miguelzinho ficar amarela no 3º quadro da 5ª página da história, a pontuação na fala do Quinzinho: "Ah, é? Que tal estas rosquinhas!" no 5º quadro da 6ª página da história, devia ser ponto de interrogação no final de rosquinhas em vez de exclamação e sumirem com os olhos roxos e machucados dos meninos no quadro seguinte após a briga, apesar que isso sempre fazem quando tem continuação de história sem ser o final.

2 comentários:

  1. Sorte do pai do Miguelzinho Melão e azar do verdadeiro "sogro", o "purtuga".
    Quinzinho é especializado em "gastro-cardiologia", o gordinho é um "cardio-gastro", isto é, para chegar ao coração da amada, tem que pagar pedágio para o estômago.
    Hilário foi o "carcamaninho" "Giovani", mais parece um "Titi-caçula" depois de hostilmente "batizado" por passar em corredor polonês promovido pela molecada opressora da rua de cima.

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  2. A louca!! Imagine que eu ia deixar um gatinho como o Quinzinho por causa daquele pé de nabo lá. A não ser que o Quinzinho aceitasse ser meu amante. Mas essa pauta é adulta demais até para esses tempos. E olha a que ela se submeteu para se livrar do grudento apaixonado dos nabos, ficar mal-falada como a devassa, a pervinha da rua. Que bom que logo a Mônica agiu e mostrou pro Quinzinho que ela era o Giovani. Como ninguém percebe esses disfarces toscos que a turminha tinha? Ah, Ah! Essas coisas tinham sua graça. Eu amava as revistas da Magali.

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