Mostro uma história em que o Sansão cria vida ao ser atingido por um raio e resolve não ficar mais com a Mônica para o Cebolinha ser o seu novo dono. Com 8 páginas, foi história de miolo publicada em 'Mônica Nº 28' (Ed. Globo, 1989).
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| Capa de 'Mônica Nº 28' (Ed. Globo, 1989) |
Mônica corre atrás do Cascão depois de ele a ter xingado, joga o Sansão em direção ao Cascão no momento que dá um trovão de chuva, ele foge rápido sem ser atingido pelo Sansão, que cai no chão. Mônica vai pegar o coelhinho e cai um raio em cima dele. Leva para casa para dar uma lavada e Sansão dá uma mordida nela e foge.
Mônica vai atrás e Cebolinha pergunta o que houve, Mônica fala que o Sansão lhe deu uma mordida e Cebolinha diz que o coitadinho devia estar com fome. Mônica diz que é verdade e ele não acredita que coelhinho de pelúcia vai morder alguém e acha que a Mônica está maluca. Logo depois, ele ouve um ronco atrás da moita e vê que era o Sansão dormindo, descobrindo que ele está vivo.
Sansão quer avançar no Cebolinha por causa dos nós que deu nas orelhas dele. Cebolinha fala que não fez por mal, a culpada é a Mônica, se não fizesse essas coisas, não ia descontar nele e propõe se unirem contra ela. Sansão aceita, voltam onde estava a Mônica e Sansão mostra a língua para ela.
Mônica quer saber por que fez isso e ele diz que porque quis, ela não é mais dona dele, agora que pode pensar e falar, o Cebolinha é o dono ideal para ele. Mônica chora, falando que não pode fazer isso, sempre cuidou dele, escovava, dava banho, levava para passear. Sansão lembra que ela o jogava no Cascão, na cabeça do Cebolinha. Mônica fala que sem Sansão, ela é nada e Cebolinha diz que é uma baixinha, dentuça e gorducha e metida á dona da rua e ele vai embora com o Sansão.
Sansão pergunta se não exagerou um pouquinho, Cebolinha acha que Mônica mereceu e que está acabada. Sansão pede colo, Cebolinha fala que não fica bem para um menino dar colo para um coelhinho de pelúcia e tem ideia de jogar bola, que cai em cima do Sansão. Cebolinha resolve dar banho nele, o joga na tina de qualquer jeito e ensaboa sem delicadeza e Sansão acha que ele é um grosso.
Depois, Cebolinha o joga para o alto, uma menina pergunta se ele está brincando com coelhinho de pelúcia e Cebolinha dá um chute forte no Sansão fingindo que estava fazendo Gol com bola e responde para ela que está pensando o quê, ele é muito macho. Ele vai até onde o Sansão foi jogado, Sansão lhe dá uma mordida no dedo e Cebolinha sai correndo com medo.
Sansão lembra dos seus momentos com a Mônica lhe dando carinho, em seguida ameaça chuva e cai um raio nele quando estava em frente à casa da Mônica e volta ao normal de ser coelhinho de pelúcia inanimado. Mônica o vê na chuva e busca de volta, ela acha uma pena que não possa mais falar e andar, mas tem uma impressão que ele está sorrindo.
História legal em que o Sansão cria vida após ser atingido por um raio e não queria ficar mais com a Mônica por ela jogá-lo na cabeça dos meninos e Cebolinha aproveita para jogar ainda mais o Sansão contra a Mônica e ser o novo dono do coelhinho de pelúcia. Só que Cebolinha não trata o Sansão com o mesmo carinho que a Mônica tinha e sem cuidado algum, Sansão se cansa e morde dedo do Cebolinha, que foge. Sansão se arrepende de ter brigado com a Mônica, cai um raio do céu e volta ao normal, Mônica o encontra e percebe a felicidade que ele estava em voltar para casa.
Cebolinha um grande manipulador, aproveitar situação do Sansão vivo pra abalar a Mônica, conseguiu inverter papeis com uma lábia da Mônica ser culpada pelos nós que o Cebolinha dava e ele que era o inocente. Foi bom para o Sansão que ninguém cuida tão bem quanto a Mônica e descobriu que fez uma injustiça com sua dona, só não deu tempo de pedir desculpas porque outro raio o atingiu voltando a ser inanimado, mas pelo olhar e sorriso conseguiu se expressar o arrependimento e a gratidão.
Interessante que a chuva passava rápido, só momento do Sansão levar o raio, tanto para ganhar vida, quanto para voltar a ser coelhinho de pelúcia comum. Pode ser que foi uma ajuda divina, percebendo que o Sansão inanimado estava descontente ser jogado na surra dos meninos e queriam dar uma lição nele lhe dando vida temporariamente para poder valorizar a Mônica. Enquanto estava vivo, chegou a ter uma altura maior como se fosse um coelho de verdade, mas a ideia era que continuou como um coelhinho de pelúcia, só que com vida.
Foi engraçado Mônica dizer interjeição "Raios!" e logo em seguida o Sansão ser atingido por raio, absurdo de ele não ficar tostado com o raio, Cebolinha dizer que o Sansão fugiu porque estava com fome, a inversão do Cebolinha de que ele dava nós pra descontar que a Mônica que batia nele, Sansão mostrar língua para ela e escolher Cebolinha como seu novo dono, dizer que a Mônica é aquela que vivia cacetando nos outros, ter banho sem delicadeza, ser amassado com a bolada do Cebolinha e chutado longe como bola diante da menina, Cebolinha preocupado com sua imagem de menino por dar colo e brincar com coelhinho de pelúcia.
Tempo que Mônica não tinha o Monicão como bichinho de estimação e o Sansão que ficava no lugar de um pet para Mônica e rendiam ótimas histórias. Achava melhor assim, ficava um diferencial de ela não ter um animal de estimação, nem todas as crianças tem e aí consideram bichinhos de pelúcia como um pet. Hoje, todos os principais obrigatoriamente tem que ter um pet. Em situação de perigo de ameaça de chuva, o Cascão conseguiu correr mais rápido que a velocidade do Sansão arremessado, eram muito boas essas características dos personagens serem além do absurdo.
Traços ficaram bons, típicos de histórias de miolo dos anos 1980. Incorreta atualmente por mostrar um Cebolinha manipulador, sem pena da Mônica deprimida sem o Sansão, maltratar o Sansão jogando bola e dando chute nele, atitude machista com ideia de mexer com masculinidade dele de que não é coisa de menino dar colo e ficar brincando com coelhinho de pelúcia, que isso é coisa de maricas, além de expressões e palavras "cacetando", "gorducha", "sou muito macho".
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O slogan deste blogue deveria ser o seguinte: 'Arquivos Turma da Mônica e você, tudo a ver(!)'. Digo isto porque o Marcos tem, no bom sentido, meio que um "(P)padrão Globo de (Q)qualidade". HQ do Anjinho na Semana Santa e na sequência um coelho encardido postado no final do Domingo de Páscoa, tudo a ver! Mais legal é que você deixa implícito. Parabéns pela padronizada sutileza, Marcos!
ResponderExcluirRaio que gera vida em coelho de pelúcia, passando a raciocinar e falar, beleza, são absurdos triviais, contudo, o curioso é vir com histórico a tiracolo, com bagagem emocional por recordar de inúmeros momentos desagradáveis e ademais se lembrar de vários momentos aconchegantes, sendo que, quando ocorreram, a criatura era um boneco inanimado - "absurdo dentro do absurdo", ou seja, overdose, cúmulo do absurdo, entretanto, pensando melhor, tem a ver com o "HD" ("disco rígido") do personagem, ainda que, enquanto brinquedo, não é do tipo eletrônico, mas, metaforicamente, consiste na sua composição material, que acumulara energias positivas e negativas durante toda sua trajetória mediante às ilustres companhias como a de sua dona e da molecada cruel, que só visava judiar do coitado.
Ainda que forçuda, grossa, geniosa, ama-seca ideal é a inoxidável Mônica, pelo simples fato de não ser "muito macho", percebe, Sansão? Seu encardido! Seu... seu... orelhudo, nos dois sentidos! Pedir colo justo para o seu pior algoz?! Merece mesmo uns nós! Asno de pelúcia!...
Valeu, Zózimo! A do Anjinho foi coincidência e essa do Sansão deixei implícito por ter ido ao ar já no final da Páscoa, mas intenção foi para data, sim, na falta de terem histórias de Páscoa, ficam as envolvendo coelho ou chocolate no lugar. O Sansão mesmo sendo de pelúcia teve memórias quando criou vida, foi legal esse absurdo, que já seria absurdo de cair raio nele e criar vida e sem ficar tostado. Foi querer ficar com Cebolinha machão e se deu mal, aprendeu que uma dona como a Mônica não tem, precisa valorizá-la muito.
ExcluirAssociei por se tratar de um anjo, porém, estranhei como tema de Semana Santa, porque, em "Um anjo na chaminé", conduta do Anjinho foi nada benta, teve até uma pitada de ecoterrorismo por parte dele. Como afirma que foi coincidência, então, retiro o estranhamento.
ExcluirCoelho, chocolate e ovo são elementos naturalmente distintos entre si. Se fosse cenoura de chocolate em vez de ovo, justificaria o coelho. Se fosse cacau em vez de coelho, justificaria o chocolate, vaca também justificaria o chocolate, "Vaca da Páscoa", "Cacau da Páscoa" - no caso, cacau teria pernas, pés, braços, mãos, boca e olhos, seria uma figura tal como o Naranjito, mascote da Copa do Mundo de 1982, que consiste numa laranjona antropomorfizada. Já se fosse galinha em vez de coelho, justificaria o ovo.
Parece mesmo que são poucas histórias das antigas com o tema Páscoa. Do Cebolinha, por exemplo, lembro de nenhuma. Quem sabe exista uma quantidade razoável e eu que sei de apenas algumas. Conheço uma da Mônica com a Magali e duas do Cascão, sendo as três do período Abril e uma do Chico Bento, do período Globo, e as quatro se encontram neste blogue. Sei de uma do Rolo, mas, por ser de 2005 ou 2006, não faz parte dos anos dourados, embora já seja antiguinha. Tem também aquela da Bonga trajada de coelhinha da Playboy. Bom, acho que conheço somente essas.
Anjinho por ser anjo dá ideia de Semana Santa, tudo a ver, visto que eles não fizeram história sobre essa data, aliás, apenas uma de Domingo de Ramos com o Chico Bento. Só que Anjinho não agiu como um santo como deveria ser, mas tá valendo, e posso reservar histórias do Anjinho em Semana Santa nos próximos anos.
ExcluirCoelho, chocolate e ovo representam Dia de Páscoa meramente por tradição comercial porque de fato não tem ligação entre eles. Aí, levando em conta esse lado comercial e na ausência de histórias de Páscoa, só restam esses tipos de histórias pra representarem a data. Chocolates de hoje tem de tudo e só um mínimo de cacau, basicamente são só açúcares e aroma artificial de cacau, então nem pode dizer "Cacau da Páscoa".
Todas as histórias de Páscoa antigas que eu tenho na coleção eu já postei, pena eu não ter o gibi com essa "Bonga de Páscoa", que aí com certeza postaria. Essa do Rolo eu tenho e até dá pra postar nos próximos anos. Já as outras de Páscoa são da Panini dos anos 2010 e não tenho essas, pouco interesse em ter essas, caso um dia eu conseguir encontrar em sebos os gibis em estado de banca posso postar, e olhe lá.
Sansão vacilou!! ainda bem que se arrependeu, teve outros história Marcos com esse estilo eu achava massa!!! Tem uma que um duende entra nele vc conhece essa??
ResponderExcluirÉ, que bom ele se arrependeu, só não deu tempo de falar do arrependimento com a Mônica. Conheço essa do duende do coelhinho, na verdade, foram 2 histórias ,publicadas em Mônica Nº 5, de 1970 e Mônica Nº 92 de 1977. Foram boas.
ExcluirDepois de sete anos e alguns meses o gnomo mais uma vez desincorpora do coelho de pelúcia, num retorno brabo, foi um trabalhão derrotá-lo e a grande burrice foi aceitá-lo de volta residindo no brinquedo. Coerente seria recorrer a alguma autoridade religiosa, tipo, Padre Lino*, por exemplo, e, ao unir forças com Anjinho, Mônica e o restante da turma, mandariam a criatura para o Inferno, sendo que foi de lá que ela(e) saiu para residir no Sansão.
Excluir*Já imaginaram como ficaria batuta?! Padre Lino, por algum motivo não revelado, temporariamente comandando a paróquia do Limoeiro e que viesse extremamente a calhar numa aventura daquele naipe?! Um crossover supimpa, eu diria!
Zózimo, ficaria bom o padre Lino nessa aventura do gnomo do coelhinho. Até se fosse um padre qualquer do Bairro do Limoeiro já teria um desenvolvimento legal também.
ExcluirVigário de aparição única ficaria da hora também. Citei o pároco de Vila Abobrinha por já ter mostrado seu valor ao repelir uma entidade sinistra, isso foi lá no final de 1981, no miolo de Cebolinha nº108. Tudo por conta de um incidente provocado pela perda da foice do protagonista durante a labuta e, até conseguiu "recuperá-la", e não foi na mão-grande, afinal, "encontrada", não é roubada - como a ferramenta foi reivindicada, daí, os dois pares de aspas. Mas o Lino mostrou a que veio, evocou uma proteção celestial que, vou te falar, viu... Às vezes me pego imaginando se fosse Dona Morte naquela trama, creio que não ocorreria tal trevosa e excelsa pendenga, acho que o impasse seria resolvido civilizadamente. Aquilo sim foi uma sensacional ☞briga de* foice☜, só que, não foi no escuro, foi à (L)luz (D)divina.
Excluir*Briga ☞por☜ foice, melhor dizendo. Todavia, perder a piada, aí, sim, seria um sacrilégio...
Foi boa essa do Chico que saiu em Cebolinha 108 de 1981. O Padre Lino de fato teve uma grande proteção celestial, a Morte não era a Dona Morte, foi uma bem cruel. Se fosse a Dona Morte seria mais mansa e voltada ao humor. Padre Lino não tinha traços definidos e nem nome, só era chamado de padre, nessa até teve traços como ia ficar definido depois. Quanto a Padre Lino com crossover na Turma da Mônica, teve em "Mônica Vampirinha", de Mônica 114 de 1979, uma figuração de um quadro, fora também aparição na capa de Mônica 131 de 1997, já é alguma coisa, só não dá pra confirmar se era ele mesmo principalmente na história da Abril.
ExcluirFicou massa o modo como "Vampirinha" (ou "Mônica vampirinha") foi interligada à saga de "No mundo de Romeu e Julieta". Comediazinha vampiresca foi um singelo anúncio descompromissado do que estava por vir nas edições de Mônica e Cebolinha de (N)novembro do último ano do inoxidável período setentista.
Excluir"Padre Lino" fizera uma pontinha ali? Quem sabe foi ele mesmo posando naquele quadro... Já o "grande crossover" foi a ilustre participação de... "Zé Vampir"(?!?)...
É, essa acabou tendo uma referência à "No mundo de Romeu e Julieta", lembrando que esta foi original de 1978 e depois que resolveram republicar nas edições Cebolinha e Mônica de novembro de 1979. Padre Lino fez uma ponta em "Vampirinha" e desenhado bem parecido, pode ter sido ele. O vampiro desta história nunca associei ao Zé Vampir, apesar de ser bem parecido. Pode ser ele, sim.
ExcluirNão entendi, Marcos. Qual HQ é de 1978 e republicada no ano seguinte? Se for "No mundo de Romeu e Julieta", em que edição ou quais edições a trama foi publicada pela primeira vez? Já se for "Vampirinha", foi republicada em apenas uma edição de 1979, não? Além disso, se a republicada for a do sósia do Zé Vampir, como bem disse em seu comentário de 08/04/2026, 21:22, foi em Mônica nº114 e essa edição chegou às bancas em (O)outubro de 1979, não em (N)novembro daquele ano, confere?
Excluir"No mundo de Romeu e Julieta" que foi de 1978, saiu em edição especial em formato americano e depois republicaram em novembro de 1979 dividida em duas partes em Cebolinha Nº 82 e Mônica Nº 115. Já "Vampirinha" foi original de Mônica Nº 114 de outubro de 1979, só teve essa versão e depois republicada em outros almanaques
ExcluirMais essa, então. Achava que a primeira publicação fora lá em (N)novembro de 1979. Valeu, Marcos, por mais esta informação preciosa!
ExcluirMais ou menos treze anos atrás cheguei a ver "No mundo de Romeu e Julieta" em formato americano, foi em supermercados, não lembro se vi também em bancas de jornais. Então, naquele formato, foi relançamento.
Claro que reconheço que aquela paródia - quiçá esteja mais para sátira - é uma obra-prima, entretanto, está entre algumas HQs das antigas da TM pelas quais tenho pouco interesse.
Em "Vampirinha" (ou "Mônica vampirinha"), no quadro do "suposto Lino", protagonista diz: "Puxa! Devo estar ☞☜ algo especial! Todo mundo tá olhando pra mim!" - sem preposição entre "estar" e "algo", faltou "com".
Disponha, Zózimo. Teve um relançamento pela Panini em capa dura de luxo e recolorização digital corrigindo os erros em 2009, deve ser esse livro que você viu no supermercado ou banca. Sinceramente prefiro muito mais ter a versão simples do gibi especial de 1978 do que livro de luxo. Pelo menos, os dois gibis de 1979 com a história dividida eu tenho.
ExcluirA ausência da preposição "com" em "Vampirinha" ficou sendo erro do letrista, realmente fica bem estranho de entender em primeira leitura, como uma falta de preposição faz falta nas frases.
Quando se dão no campo ortográfico, mesmo os mais dichavados, nunca que são quaisquer errinhos, infelizmente, passam longe da insignificância. Sempre os interpreto como "inesquecíveis borrões", se é que cabe chamá-los assim.
ExcluirEdição de "Mônica e Cebolinha no mundo de Romeu e Julieta" que lembro de ter visto em supermercado(s) não parecia ter capa dura, não tinha pinta de livro. Sei lá, não lembro se cheguei tocar em algum exemplar, mas as lombadas pareciam grampeadas. O que lembro e, inclusive, me despertou certa atenção, foi ilustração de capa, um tanto atípica para época, pois era a mesma da capa do VHS, saca? Quem sabe era apenas um revistão de passatempos, vai saber...
A inoxidável sátira ou paródia ademais foi republicada na década de 1990, em algum número de Gibizão da Turma da Mônica.
Falta de atenção quando acontecem esses erros ortográficos. Pela capa que descreveu e por ser de grampos, capaz de ter sido isso uma revista de passatempos temática, volta e meia faziam isso. Na década de 1990 eles republicaram história na íntegra em 'Coleção Um Tema Só Nº 4 - Mônica Superestrela', de 1993 e depois em 'Gibizão Nº 6', de 1997, este também pode considerar edição isolada especial, um relançamento em formato maior e melhor que livros de luxo.
ExcluirEdições de luxo são mais para inglês ver do que qualquer outra coisa. "Bibelôs em quadrinhos" são uma parada que felizmente não me pega(m). Gibis do tipo já existiam lá nos anos 1970, 1980, 1990, diferença era que ocupavam o devido espaço e, em média, entregavam bem mais do que entregam hoje em dia. Faz algum tempo que esses formatos pomposos se tornaram, eu diria, overdoses, com boa parte passando a meros caça-níqueis e me refiro não apenas às edições de luxo da MSP. "Histórias em quadrinhos gourmetizadas", que expressão mais modernosa...
ExcluirOutro "borrão" (erro de letrista ou erro ortográfico) foi "fujir" em vez de "fugir" na fala do Cascão no primeiro quadro da terceira página de "O pôr-do-sol", primeira publicação em Cebolinha nº145, de 1985.
Sim, atendem público que gostam de livros assim, pra mim é desnecessário, ocupa maus espaço e só servem pra deixar estante bonita. Eu sempre vou escolher versão mais simples, quando disponível. Erro ortográfico bem feio esse de Cebolinha n° 145, faltou também revisar pra não acontecer isso.
ExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirFoi uma surpresa Sansão contra a Mônica, e o Cebolinha só piorou a situação. O Sansão de pelúcia vendido nas lojas é muito igual, que bom que você ainda tem, continue com ele, sim, hoje é relíquia.
ExcluirQue histórinha foi essa, hein? Bem divertida, ótimo tema, bem simples, e muito bem escrita. É assim que eu gosto!
ResponderExcluirQuando eu lia as histórias quando criança, sempre achava que o Sansão estava mesmo vivo e me perguntava como ele se sentia sendo usado como arma mesmo, Nessa história, pude confirmar. Realmente deve doer, mesmo que ele não tenha ossos e seja só pelúcia. E ele ganhar vida depois de ser acertado em cheio por um raio... pura fantasia, devia ter sido chamuscado, derrepente foi mão divina mesmo? Só imagino o susto da Mônica pelo coelho derrepente lhe morder e sair correndo, eu teria um piripaque, ela até reagiu naturalmente. E Cebolinha, não perde uma oportunidade, coelhinho simplesmente ganhou vida, e nem questiona nada, só aceita e usa como estilete para atingir a Mônica. Muito ardiloso o moleque, sabe jogar baixo. Se antes eu tinha pena do Sansão, logo mudei de idéia pela forma dele de destratar e magoar a dona daquele jeito. Tipo, que vacilo! Tá certo que ela pode ser bruta e tal, mas sempre foi uma dona muito carinhosa e zelosa, e ele simplesmente a desprezou pelo moleque que vive lhe dando nós? Muita ingratidão dele nessa parte. Por isso mesmo, achei muito bom o tempo que ele passou com o Cebolinha, desnaturado, grosseiro, sem nenhuma delicadeza, viu como ele sim seria um péssimo dono... áliais, não duvido nada que uma hora ele começasse a usar ele para bater na Mônica também, como provavelmente sempre quis fazer, como vingança né? De qualquer forma, bom que o Sansão tomou consciência, viu como a vida com a Mônica era bem melhor... pena que não deu tempo de se redimir de fato, pedir desculpas, mas a Mônica não consegue ficar longe do coelhinho de pelúcia favorito dela, nem precisou se desculpar, ela o aceitou de volta como coelhinho de pelúcia mesmo. E tudo ficou bem, para ele e para ela.
Muito boa escolha, como sempre. Adorei. Nota 8. Tenha um bom dia aí.
Eles caprichavam em tudo na época. Algumas vezes colocavam expressões no Sansão reagindo à cena, olhares diferentes em direção à cena que parecia que estava vivo. Como desenhos eram feitos a mão, não ficava tudo estático como são agora e permitiam essas coisas de expressões diferentes a cada quadro.
ExcluirUm raio fazer transformação pura fantasia, pra criança sempre bom isso. Mônica nem se assustou em ele criar vida, se ele não a mordesse e tratasse bem, ia até gostar dele desse jeito. Assim como meninos sentem dor recebendo a coelhada, para o Sansão também sente dor sendo nocauteado nos meninos, por isso a revolta dele nesta história. Cebolinha foi perverso, um verdadeiro vilão, aproveitou situação pra jogar contra a Mônica e nem teve pena vendo ela deprimida.
Sansão foi ingrato e sentiu na pele em não ter os cuidados que a Mônica tinha com ele, foi preciso se dar mal pra abrir os olhos que uma dona como a Mônica não tem outra. Acredito também que se continuasse de boa, Cebolinha ia depois querer jogar o Sansão na Mônica como vingança, não fez porque não deu tempo. Arrependeu e não deu pra se desculpar, como a Mônica gostava muito dele, ficou de volta para ela, o sorrisinho já pode considerar um pedido de desculpa, foi legal.
Ahh, a Turma da Mônica… que nostalgia deliciosa! 🥹
ResponderExcluirTenho muitas boas lembranças, eu amava os gibis!
Inclusive, tem uma história que nunca mais consegui encontrar: o pai do Cascão (Seu Antenor) está cortando as unhas do pé e alguém comenta algo tipo “humm, cheiro de pão de queijo” 😂
Já revirei a internet atrás disso, mas sem sucesso…
Marcos, você lembra dessa história? Sabe me dizer em qual gibi ela saiu ou onde posso encontrar?
Vou ficar muito feliz se você souber!
Sempre uma nostalgia boa, sem dúvida. Desconheço essa história do pai do Cascão com chulé, uma frase engraçada. Se eu encontrar, te aviso aqui.
ExcluirQuem falou isso, provavelmente, não foi a Magali, porque, caso tenha sido ela, Seu Antenor teve sorte de seus pés não serem mordidos.
ExcluirIsso tem "cheiro" de argumento do Emerson Abreu...
Verdade, Zózimo, a Magali já teria dado logo uma mordida, nem perguntaria antes. Tem, cara de ser história do Emerson dos anos 2000.
Excluir