quarta-feira, 29 de abril de 2026

HQ" Do Contra no Parque"

Em abril de 1996, há exatos 30 anos, era publicada a história "Do Contra no Parque" em que ele brinca com os brinquedos do parque da Mônica de forma tudo errada só para ser diferente dos outros. Com 10 páginas, foi publicada em 'Parque da Mônica Nº 40' (Ed. Globo, 1996).

Capa de 'Parque da Mônica Nº 40' (Ed. Globo, 1996)

Nela, Mônica, Magali e Nimbus estão no Parque da Mônica, ouvem barulhos e descobrem que era o Do Contra, sempre imprevisível, querendo entrar pela saída do Parque e teimando com os monitores. Do Contra diz que porque fica mais perto dos brinquedos que ele gosta, os monitores não querem saber, tem que entrar na entrada da frente como todo mundo, e, assim, Do Contra entra andando com as mãos para não entrar igual a todo mundo.

Nimbus reclama com o irmão da mania de querer ser diferente, Do Contra diz que não quer, ele é. Nimbus diz que só falta dizer que não brinca para ser diferente e Do Contra fala que brinca, só que do jeito dele. Então, nos "Ciclo-Balões" que teria que pedalar para eles subirem, o Do Contra pedala para descer. No "Brinquedão", em vez de seguir o caminho normal, ele vai de contramão, atrapalhando as outras crianças, dizendo que o caminho normal é fácil e ele inventou um novo.

No "Carrossel do Horácio", em vez de sentar nos dinossauros de brinquedo, Do Contra resolve andar pelo carrossel em movimento, precisando o Monitor tirá-lo de lá, o chama de maluco e avisa que é perigoso e que ele pode se machucar. Na "Casa do Louco" em vez de entrar pela escada, ele entra escalando pela saída do escorregador e visita as atrações do brinquedo de trás para frente até sair pela entrada. A Monitora pergunta quem é ele e um menino diz que deve ser o dono da casa.

Na "Tumba do Penadinho", Do Contra se fantasia de fantasma para dar susto na criançada que achava que os monstros do brinquedo metiam medo em ninguém. Depois, ele faz malabarismo com as bolinhas da piscina de bolinhas do "Brinquedão" e vê o filme do "Cinema 3D" sem os óculos e come uma banana que trouxe de casa para não comer os lanches da lanchonete.

Quando vão embora, Mônica não deixa Do Contra sair pela entrada do Parque. No caminho para casa, todos falam que se divertiram bastante e Do Contra fala que se divertiu mais que todos eles juntos porque ousou ser diferente e vai embora. No final, quando já está sozinho, comenta consigo que qualquer dia desses precisa ir ao Parque da Mônica sozinho, sem ninguém ver porque morre de vontade de curtir os brinquedos da forma normal mesmo e se imagina brincando nos brinquedos igual a todo mundo.

História legal em que o Do Contra brinca com os brinquedos do Parque da Mônica todo errado para ser diferente dos outros. Onde é pra entrar, ele queria sair, seguia caminho contrário e tudo mais para não agir igual a todo mundo. Sendo que fazendo isso, tinha risco contra sua segurança e dos outros que estavam brincando e poder se machucar feio como percorrer contramão no "Brinquedão", correr no "Carrossel do Horácio" em movimento e escalar o escorregador de saída da Casa do Louco. Ao menos, uma coisa ele fez igual a todo mundo foi sair do Parque pela saída, mesmo contra sua vontade.

No final disse que pretendia voltar ao Parque sozinho para brincar com os brinquedos da forma normal sem que os amigos vejam. Mostrou que o Do Contra faz as coisas de pirraça para ser diferente dos outros, é carente que quer chamar atenção. Ou seja, é diferente na frente dos outros para manter a sua fama de sempre contrariar, mas quando está sozinho ou longe de quem não conhece, age igual a todo mundo. Do Contra sendo assim do seu jeito único é taxado de maluco e esquisito por quem não o conhece, se daria muito bem com o Louco. Aliás, até hoje ele foi o único que conseguiu neutralizar o Louco e não cair nas loucuras dele.

Engraçado o Do Contra fazendo tudo diferente nas brincadeiras, principalmente entrar pela saída do Parque, andar com as mãos para entrar no Parque, ir de contramão no "Brinquedão", correr no "Carrossel do Horácio" em movimento, assustar os outros como fantasma da "Tumba do Penadinho" e o esforço de escalar o escorregador da "Casa do Louco" ao contrário e Monitora perguntar quem é ele e um menino responder que deve ser o dono da casa, afinal só um louco para escalar um escorregador. 

Os frequentadores e funcionários do Parque deviam conhecer o Do Contra porque é um personagem da Turma da Mônica e do Mauricio de Sousa. Pelo visto deixaram como desconhecido pelos outros para dar a graça que ele era maluco excêntrico. Curioso eles com autonomia de irem ao Parque sozinhos sem presença de pelo um dos pais deles, muitas vezes eles iam sozinho, mesmo o Parque sendo localizado longe do bairro do Limoeiro. Aliás, deu uma impressão que dessa vez o Parque foi localizado mais perto do Limoeiro, podendo eles irem e voltarem a pé e normalmente eles iam de carro com os pais já que era localizado no Shopping Eldorado de São Paulo, longe do Limoeiro.

Essa foi a história de abertura mais curta do Parque da Mônica, normalmente eram mais longas a partir de 15 páginas. Essa teve 10 páginas e com enquadramento de 3 linhas e 3 colunas com até 6 quadros por página, se tivesse o enquadramento normal de 4 linhas e 4 colunas e até 8 quadros por páginas, teria menos páginas ocupando o gibi. De qualquer forma, ajudou a ser mais objetiva e sem enrolação e deu conta do recado.

Incorreta atualmente por Do Contra brincar diferente dando risco de se machucar e ainda atrapalhar as brincadeiras das outras crianças, as crianças irem ao parque sozinhas sem os pais, além de palavras e expressões populares de duplo sentido proibidas como "gozado", "morro de vontade".

Traços ficaram bons, típicos dos anos 1990 com personagens com língua ocupando mais espaço na boca e dar mais humor. Só cores ruins  muito escuras, principalmente com mesmo tom de marrom escuro usado em tudo. Cascão e Cebolinha aparecem na capa, mas não aparecem na história, muitas vezes nas capas com alusão à história não seguiam exatamente o que aconteceu na trama, isso quando não faziam piada a  partir do tema da história e isso mais frequente ainda nos gibis da Editora Abril. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.

19 comentários:

  1. Como está sempre de calção (ou short), o protagonista desta historinha é um contumaz rebelde "sem calça" e, sem causa também, revelando no desfecho que não é um autista ou algo parecido e o que gosta mesmo é de fazer tipo, bancar o difícil, afinal, tem uma alcunha a zelar, portanto, jamais a deixaria ☞negativada☜. Do Contra dá dor de cabeça, mas ☞tem crédito☜ na casa por prezar pelo nome limpo. Talvez, na época, seu progenitor foi funcionário do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), se realmente trabalhava nisso, aí, tal pai, tal filho... No entanto, será que o piazito dominava algum instrumento percussivo como reco-reco, pandeiro, cuíca ou, de cordas, como cavaquinho ou bandolim? Pois, lá nos anos 1990, se tinha alguma aptidão para com músicas do tipo mela-cueca, deveria ter enviado currículo, a fim de pleitear uma vaga naquele conjunto de pagode, o SPC - Só Pra Contrariar. Acho que o cabeça de lâmpada que liderava o grupo, o tal de Alexandre Pires, iria gostar dele...

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    1. O moleque é um pestinha, legítimo rebelde sem causa, é provado que só quer bancar o diferente pra irritar o irmão, os pais e os amigos, aparecer e chamar atenção deles. Sim, até com os pais o Do Contra agia daquele jeito. Não foi mostrado se domina algum instrumento de samba, mas faz jus de se simpatizar pelo grupo "Só Pra Contrariar", nem que não revele abertamente porque seus amigos nos anos 90 também deviam gostar do grupo de pagode. Alexandre Pires devia gostar dele, fazia propaganda do grupo de graça.

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  2. Ora, ora... temos uma história do Do Contra hoje. Há quanto tempo não vemos algo desse personagem por aqui? E boa história, por sinal. Escolha certeira.

    Engraçado, quando vi o título pensei que fosse outra história em que ele vai ao parque, só que nessa era mais uma pracinha, com gangorra e balanço, e aí várias crianças começam a copiar o que ele faz. Pessoalmente acho uma história melhor que essa.
    Mas enfim, sobre essa que temos para hoje, temos Do Contra sendo simplesmente... Do Contra, como sempre querendo ser o diferentão e dando nos nervos de todo mundo, senão não seria o Do Contra. Ah Do Contra, ironicamente consegue ser tão previsível, mesmo querendo ser exatamente o contrário, todos sabemos o que esperar dele, não me surpreende nem um pouco... O Nimbus e os outros já deveriam estar mais do que acostumados com ele, como pode né? Também, lidar com alguém assim, haja paciência... mas é/foi divertido ele nos brinquedos, causando confusão e até criando problema com os funcionários. Não sei como ele não acabou expulso do parque, sem dúvida não deve ser a primeira que ele faz isso. E todas as passagens ótimas, descer o balão com as mãos, girar o carrossel ao contrário (inclusive, muito perigoso isso. Não façam em casa, crianças.), subir o escorrega ao contrário... as tirada das crianças achando que ele era o ''Louco, dono da casa'', foi mito essa, que chiste genial (Sobre Do Contra e Louco, já vimos e tá confirmado que nem mesmo Louco aguenta ele, preferiu voltar para o hospicío do que contracenar com esse ser, conseguiu ganhar do próprio Louco. Uma das melhores histórias modernas, sem dúvida também). Ah, e as crianças não assustadas na Tumba com Lobi, mas ficando com medo de um mero fantasminha de lençol... putz, que idéia mixuruca hein, esperava bem mais criatividade do Do Contra aqui, e aquelas crianças, também, quem é que ainda se assusta com lençol hoje em dia? Nem meu primo de 3 anos fica com medo disso. Mas bom para o Do Contra, foi na tumba para assustar em vez de ser assustado, então é o que importa, ponto para ele. Quanto a parte do 3D, confesso que também prefiro ver sem, nunca gostei de 3D, então estou de acordo com Do Contra aqui (psiu, não contem para ele, tá?). E depois a lanchonete, e etc, etc, e etc... Não esperaria menos, essa peça rara vindo ao parque da Mônica só poderia dar nisso. Não há limites para a singularidade, ou devo dizer estravagância, de Do Contra.
    Só espero que tudo tenha valido a pena, só uma boa diversão valeria toda essa confusão, deve ter sido muito legal mesmo, Do Contra sabe como se divertir mais que todo mundo... Pior que não, no fim preferia fazer como todo mundo, brincar como todo mundo, mas sabe né? Tem uma reputação a zelar, precisa fazer jus ao nome que tem, mesmo que isso signifique contrariar até a si mesmo e ao que gosta. Só acho bem dificíl, quase impossível ele conseguir vir ao parque vazio, sempre vai ter alguém para flagar... a menos que viesse ao parque de noite, ou em dia de manutenção (pensando agora, isso seria algo que ele com certeza faria! Adoraria ver). Mas a diversão dele mesmo é sempre contrariar e irritar todo mundo, isso que vale a pena para ele (pensando bem... acho que se os outros parassem de se espantar com as façanhas do Do Contra e tratassem naturalmente, como se fosse tudo normal, ia perder total graça para ele. Contrariar ia perder o sentido dessa forma). Mas eu acho, uma vez Do Contra, Do Contra para sempre. Não tem concerto.

    É, uma boa história com certeza, bem divertida e cumpre bem o que propõem. Irritante ou não, Do Contra sempre será icônico. Nota 8.

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    1. É, fazia um tempo que não colocava história do Do Contra aqui. Lembro dessa da pracinha, foi boa também. Ele irrita todo mundo, eles nem deviam mais se irritar sabendo a peça que era, já deviam estar acostumados que contrariar era o normal dele, principalmente o Nimbus que tem que tolerar o tempo todo até em casa. Dava para ele ser expulso , sim, porque estava prejudicando as brincadeiras e seguranças das outras crianças. Tudo que Do Contra fez foi engraçado, rachei de rir também de acharem que ele que era o dono da casa do Louco. Aliás, foi bem legal essa história com o Louco, Do Contra conseguiu ser diferente enlouquecendo o Louco.

      Normalmente não é pra se assustarem com lençol imitando fantasma, talvez com a escuridão do brinquedo e pegos desprevenidos fizeram com que se assustassem. Sem os óculos 3D, não vê a imagem saltando da tela, viraria um filme normal. A diversão dele foi atazanar o irmão e as amigas, mas no fundo ele preferia brincar da forma normal, ele não conseguiu experimentar como era brincar do jeito certo. Parque vazio nunca encontraria só se fosse de noite com Parque fechado só pra ele, acredito ele se contentaria se fosse quando os amigos não estivessem lá. Uma alternativa seria ele se esconder em lugar que ninguém o encontrasse e depois do Parque fechado ele poderia brincar. Também acho que se ninguém se importasse, não ficassem irritados, ele pararia de ser o diferente, porém capaz de fazer tudo igual aos outros para eles se surpreenderem e continuar sendo o centro da atenção.

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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    3. Tem até uma história da TMJ em que a Mônica se declara e pede ele em namoro, e ele recusa- mesmo gostando muito dela também- em nome da contrariedade, e depois ainda aparece chorando no final em nome dos ''sacrifícios que fazemos por nossas filosofias de vida''. É mole?

      "Você acha que tá sendo autêntico, original, mas na real odiar ou rejeitar algo porque todo mundo gosta ou faz é, na verdade, tão ruim quanto gostar ou fazer só porque todo mundo gosta... porque, no final, você ainda está se baseando na opinião dos outros. Se você gosta de algo só porque todos odeiam ou odeia algo porque todo mundo gosta, então sua opinião ainda depende da dos outros, e acaba não tendo opinião própria por isso''.
      - Denise para Do Contra em uma história moderna.

      Bati palmas para o que ela disse aqui. Muito certo isso.

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    4. Sim, na TMJ ele gostava da Mônica, não sabia que abdicou namoro só pra manter sua fama do contra. Mostra que até adolescente continuou contrariando tudo. E Denise falou certo, ele sendo assim não tem opinião própria, fica sempre a depender de opinião dos outros pra ter o prazer de discordar deles.

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    5. É, chega um ponto que ser Do Contra é mais importante que a própria felicidade. Isso acaba sendo até tóxico.

      Pois é, é o que sempre achei também, ser Do Contra não é melhor do que ser Maria Vai-Com-As-Outras porque você ainda não tem opinião própria do mesmo jeito, se baseia sempre na opinião dos outros. Já tava na hora de alguém jogar isso na cara dele, por isso gostei do que Denise falou aí. Pessoas assim nunca são felizes, especialmente porque muitas vezes ele acaba desagradando a si mesmo, o que anula completamente o propósito de autenticidade, ou seja é a mesma coisa que nada.
      Se bem que o intuito real do Do Contra não é ser original ou autêntico, é na verdade chamar atenção e irritar todo mundo, então para ele é tudo lucro, mesmo que mudasse todo seu jeito de ser ou deixasse de ser do contra.

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  3. Boa história, apesar do Do Contra ser um tanto irritante as vezes. Mesmo gostando do personagem, tem horas que acho essa mesma piada em volta dele cansativa. Fico pensando se o fato do Do contra agir ao contrário dos outros já é tão previsível que ele se incomodaria com isso e passaria a agir como todo mundo só pra voltar a ser o "imprevisível". Talvez desse uma boa história.

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    1. Nos primeiros por ser novidade dava mais certo as contrariedades dele, depois ficou repetitivo, passaram a usar as mesmas piadas em outras histórias, porém, convenhamos, ainda é o único que não foi afetado pelo politicamente correto, continua irritante com os amigos, no máximo, não faz mais coisas que afete a segurança dele e de outra pessoas, como foi nessa história. Daria uma boa história assim, não se já teve, o que já vi parecido foi situação de que duas pessoas escolhem uma opção cada uma e não tem possibilidade de terceira opção e ele ficar sem escolha do que fazer porque se escolher um, está concordando com alguém.

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    2. Fazendo uma reflexão substancial a respeito do dito-cujo, a crítica de Matheus Diniz veio a calhar, pois o que se depreende de seu comentário é que "Do Contra é refém da característica que o nomeia", ou seja, só funciona se fizer jus ao nome e, isto, o coloca numa condição um tanto limitada. Neste aspecto, Nimbus, naturalmente insosso, se comparado à característica principal do irmão, por incrível que pareça, em determinada medida, consegue ser, entre aspas, "livre".

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    3. Concordo com você Zózimo. O Nimbus é extremamente insosso, mas o do Contra, por sua vez, é muito limitado. Ele parece não ter outras nuances, mais características e outros desejos como outros personagens. Acaba que pouco se pode fazer com ele, estando sempre preso à mesma única característica. Até a Marina, outra personagem sem sal como o Nimbus, tem mais nuances fora a característica principal dela, como a paixão pelo Franjinha, o medo de cachorros, o amor pelo futebol, etc. Isso gera histórias mais diversas da personagem.

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    4. é, a limitação não é boa, podiam criar outras características par ao Do Contra pra não ficar na mesmice e nem tem mais inspirações pra casos de ele discordar. Lembrando que com Marina, a paixão do Franjinha por ela e medo de cachorro dela não colocam mais, o que é uma pena que davam outras personalidades melhores pra ela, ficando menos sem graça. Já ela jogar futebol ainda tem, aí pelo menos um diferencial ela ainda tem.

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    5. Pois é, caros Matheus Diniz e Marcos, embora o mineirinho não seja limitado como o paulistaninho, Do Contra é uma espécie de "Menino Maluquinho da MSP"...
      Quanto à Marina, característica principal é aptidão por desenhar e pelas aquarelas. Medo de cães, gostar de futebol e um certo 🆒d⭕©️📧 no tocante às investidas amorosas do nerd galego, são características complementares. Inclusive, há uma memorável fala dela dirigida ao Franjinha dizendo o seguinte: "Ou eu, ou o Bidu!", quem se lembra? Zoeira minha, não teve isso, não. Mas, bem que poderia ter falado algo assim, pois, ao menos apimentaria, ainda que en passant, uma piazita, naturalmente, tão aguada...

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    6. Zózimo, então, os personagens tinham a característica principal e as complementares para não ficar só com um estilo de histórias, ajudavam a variar. O problema do Do Contra foi de não ter tido uma característica complementar como os outros. Com a Marina podiam ter preservado as outras características, davam mais conteúdos interessantes do que ela ser desenhista e só uma secundária de jogar futebol. Nunca vi essa fala da Marina sobre ou ela ou o Bidu, mas seria legal se tivesse, a deixaria engraçada pelo menos uma vez.

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    7. Admito que ainda não tinha considerado isso... mas pensando agora, é verdade, Do Contra meio que tem o ''impedimento'' de parecer ''raso'' ou pouco diverso em comparação com outros personagens, se você me entende. Um personagem com uma única característica, por melhor que seja, acaba parecendo um personagem incompleto, sem um maior conteúdo ou escopo.

      Tipo, Nimbus e Marina, por mais que sejam personagens naturalmente insossos e sem-graça, o que dá para dizer deles é que não são exatamente unidimensionais ou definidos por uma única característica. Nesse sentido, seriam personagens melhor elaborados do que Do Contra.

      Marina tem o medo de animais, o crush do Franjinha nela, e o gosto por futebol, além de ser simplesmente a desenhista. Ela não se resume só a isso.

      Nimbus ainda tem o medo de trovão e amizade com o Cascão, o papel de fofo e queridinho com as meninas, e o interesse por mágica... ainda dá para ter histórias variadas e não ser ou esperar sempre a mesma coisa.

      Caramba, até o Dudu, que começou definido quase exclusivamente pela falta de apetite, ainda ganhou como característica secundária o papel de ''capetinha'' da turma e até o antagônismo com o Cebolinha, para não ficar restristo unicamente a Magali...

      Por sua vez, o Do Contra é definido unicamente por ser Do Contra e, por mais que em conceito seja melhor do que Nimbus ou Marina e possa render histórias e conflitos divertidos, o que lhe falta em comparação com outros é uma característica complementar que lhe daria mais variedade e versatilidade, e o deixaria mais redondo. Ser Do Contra é divertido e tal, mas depois de um tempo pode se tornar um tanto limitado e previsível se não for equilibrado com outras facetas de personalidade...

      Mas por outro lado, Magali é facilmente minha personagem favorita... mas pelo que vejo por aí, é a protagonista com mais hate e críticas por parte dos fãs, que acusam que ela é completamente unidimensional e definida exclusivamente pela gula, e não tem maior alcançe ou variedade de personagem como Mônica, Cebolinha, Cascão, ou Chico Bento. Pessoalmente não concordo, mas vejo muitos que não gostam da Magali reclamando de sua suposta falta de um escopo maior...

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    8. Acho que Do Contra renderia bem mais se fosse um esporádico sobrinho do Louco do que como irmão do Nimbus. Afinal, a "liberdade se encontra na insanidade". O aspecto de Playmobil® outrossim faria sentido com tal consanguinidade.

      Estou a milhares de léguas de distância de ser um hater da Magali, pelo contrário, acho supimpa a versão original da personagem e, a versão atual, obviamente ignoro. Contudo, sou obrigado a concordar com os tais haters bocós de mola(s), pois, entre os cinco titulares consagrados da MSP, Magali sempre foi mesmo a que tem a personalidade menos diversificada, infelizmente.

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  4. Do Contra com seu complexo de protagonista eu gosto desse personagem,agora aturar ele como irmão deve ser muito ruim😂😂 coitado do Nimbus!!! Esse estilo da turma ser mais dependente mesmo tendo 7 anos que deixava as histórias interessantes os roteiristas poderiam usar e abusar nas histórias.

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    1. Verdade, um irmão conviver quase 100 % com o Do Contra é nada fácil, é pra ficar dia todo irritado. Eu também gostava de eles independentes, faziam tudo, iam pra qualquer lugar, ajudava a ter tramas ótimos e fluírem os roteiros com eles assim.

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