sábado, 11 de abril de 2026

HQ "Chico Vampiro!"

Em abril de 1996, há exatos 30 anos, era publicada a história "Chico vampiro!" em que ele se transforma em vampiro por causa de uma vampirinha que se apaixonou por ele. Com 14 páginas, foi publicada em 'Chico Bento Nº 241' (Ed. Globo, 1996).

Capa de 'Chico Bento Nº 241' (Ed. Globo, 1996)

Chico Bento e Rosinha estão namorando de noite, estão com vergonha de se beijarem e quando Chico vai tentar, passa um morcego entre eles. Rosinha se assusta, diz que não gosta de morcego, acha que ficaram namorando até muito tarde e vai embora e Chico acha que ela é bobinha com medo de cada coisa.


Em casa, Chico come sopa com bastante alho na janta e depois vai para o quarto dormir. Dona Cotinha pergunta ao filho se não vai fechar a janela, Chico responde que gosta de janela escancarada, já está acostumado e vai se cobrir bem e que a sorte é que na roça não tem ladrão. Enquanto dorme, aparece uma vampirinha na janela e o que acontece seguir é omitido porque o arte-finalista derrubou nanquim na página. 


No dia seguinte, Chico nota mordida no pescoço e acha que as pulgas estão cada vez mais atrevidas. No desjejum, ele prefere tomar suco de tomate no lugar de café com leite. Depois, ele sai e o Zé Lelé o convida para roubar goiabas do pomar do Nhô Lau. Quando vai comer, o dente da frente do Chico cresce e Zé Lelé acha que o Chico está contando muita mentira. Chico lamenta que já era dentuço e agora piorou e descobre que o dente é regulável, encolhe quando toca, espicha se vê goiaba e encolhe se perde a vontade de comer.


Zé Lelé quer saber como ele faz isso, Chico não sabe como consegue. Zé Lelé corta a goiaba e oferece para o Chico, que diz que perdeu vontade de comer e Zé Lelé pergunta se está doente. Chico diz que está vontade de comer outra coisa, que não sabe o que é, mas que é vermelha e quentinha. Zé Lelé corta o dedo com a faca e Chico fica sedento para chupar o sangue, corre atrás e Zé Lelé acha que ele endoidou.


Rosinha aparece, diz que estava com muita saudade dele e o dente do Chico volta ao normal. Eles vão namorar dentro de uma caverna porque o Sol forte estava fazendo muito mal para vista dele. Rosinha fica com medo, Rosinha vira o pescoço para olhar onde vinha barulhos de morcegos lá. Chico fica com vontade de morder pescoço dela, dente cresce e orelhas ficam pontiagudas, Rosinha pergunta o que deu nele que está diferente e ele diz que só quer morder o pescoço dela. Rosinha acha que o namorado pirou e foge, Chico não vai atrás porque o Sol está forte e só sai da caverna quando anoitece, vira morcego e vai para casa voando.


Na casa do Chico, Rosinha comenta com os pais do Chico que ele está diferente que dá até medo e os pais acham ela está impressionada. Chega o Chico levando tombo do voo e com roupa diferente e Dona Cotinha pergunta que roupa é aquela e ele diz que a de sempre e Seu Bento acha que as orelhas do filho incharam por ter levado picada de abelha. Chico fala para Rosinha que gostou da surpresa e do pescocinho dela e Rosinha descobre que ele virou um vampiro.


Chico pergunta só porque tem dentão, medo de Sol, pode voar e quer morder pescoço dos outros, é claro que não virou. Surge uma morcega e diz que está virando, sim, por causa dela, que foi ela que o mordeu e se transforma em vampira. Diz que mordeu de noite só que não completou o serviço e precisa mordê-lo mais duas vezes para virar vampiro de verdade.

Dona Cotinha joga sopa de alho na vampira, mas também dá medo no Chico e a vampira diz que o que fizerem contra ela, atinge o Chico também. Ele pergunta se vai virar vampiro, ela responde que vai continuar podendo voar, saborear sangue das vítimas e namorar com ela. Quando vai morder o pescoço para finalizar o serviço, os pais choram porque ele vai virar vampiro e dizem que era uma vez Chico Bento.


A vampira quer saber por que falaram "bento" e Seu Bento diz que é o sobrenome dele, todos eles são Bentos. A vampira acha um horror, suporta nada que seja bento, nem santinhos bentos, água benta, muito menos um Chico Bento, vai embora antes que vire pó e fala que pensar que mordeu um bento e que vai lavar boca com água e sabão.

No dia seguinte, Chico volta ao normal, sem as outras mordidas a maldição não se consumou. Todos tomam café da manhã, Chico fala que quer suco de tomate e logo avisa que foi brincadeira. Depois, ele e Rosinha saem, encontram o Zé Lelé com dentes de vampiro e tentando abrir lata de goiabada com os dentes e Chico e Rosinha o levam para igreja para jogarem muita água benta para ele voltar ao normal.


História legal em que o Chico começa a se transformar em vampiro por causa de uma vampirinha que o mordeu por ter se apaixonado por ele, só que não fez serviço completo precisaria de mais duas mordidas para concretizar de vez, assim a transformação em vampiro do Chico foi lenta e na hora que a vampira ia morder de novo, desiste por saber que ele é da família Bento e ela odeia tudo que tinha bento no nome. Com efeito temporário, sem a concretização das mordidas, depois de 24 horas o Chico volta ao normal.


Chico se salvou de virar vampiro por ser de família Bento. Foi ficar de janela aberta e permitiu que vampira mordesse pescoço dele. Interessante que sono era tão forte que nem acordou com a mordida, mesmo que de leve. Antes a vampira desse as três mordidas de uma vez, mas deve ter ficado com medo do Chico acordar.

Enquanto Chico começava a se transformar vampiro ninguém desconfiou, achavam estranho dente crescer do nada, ter medo de Sol, querer sangue e morder pescoço, roupa diferente, mas não associavam que era vampiro. Zé Lelé tudo bem que é burrinho e lerdo, mas a Rosinha já podia saber desde que ele queria morder pescoço dela na caverna. Só não viram como morcego senão iam se assustar mais ainda. E descobrimos que Rosinha tem medo de morcegos.


A vampirinha fez outra vítima no final, o Zé Lelé, pelo visto gosta dos feios. Curiosamente, por Zé Lelé ser primo do Chico, também é um Bento, a vampira trocou um Bento pelo outro. Chico e Rosinha não usaram água benta pra desfazer a maldição, mas também poderia dizer que é um Bento pra não concretizar. A trama foi ambientada em um sábado pra justificar que Chico e Rosinha estavam namorando até tarde e que não foram pra escola n outro dia de manhã. 


Engraçado narrador achar que vampiro é pior que ladrão, quando o Chico estava prestes a ser mordido, o que acontece a seguir é omitido porque o arte-finalista derrubou nanquim na página, Chico nota mordida no pescoço e acha que as pulgas estão cada vez mais atrevidas, Zé Lelé acha que o Chico está contando muita mentira quando o dente cresceu, ser o dente da frente que cresceu em vez dos caninos, vampirinha chamar Chico de "feioso fofinho".


Teve um vestígio do politicamente correto quando o Zé Lelé diz "catar goiaba" em vez de "roubar". Normalmente eles falavam que roubavam goiaba, aí por serem crianças preferiram mudar porque criança não rouba. Se eles pegam coisas que não dão dele e sem permissão do dono é roubo, então "roubar goiaba" se encaixa melhor. Atualmente, eles falam "pegar goiaba", nas raras vezes vezes que vão à goiabeira do Nhô Lau. 


Incorreta atualmente por namoro entre crianças, tentarem dar beijo, ficarem namorando até altas horas da noite, Zé Lelé mexer com faca e se cortar, Seu Bento fumando cachimbo, além de palavras e expressões como "piorou mais anda", "tó", "catar". Dona Cotinha de avental normalmente implicariam, mas por estar fazendo atividades na cozinha e ser de núcleo rural, poderiam aceitar.

História póstuma de Rosana. Teve alguns erros como Seu Bento sem bigode no 4º quadro da penúltima página e Zé Lelé sem sardas no último quadro da história.


Traços ficaram bons, sendo que curiosamente, os desenhos ficaram diferentes a partir da página 13 do gibi, a partir de quando a vampira apareceu na casa do Chico. História começou com estilo consagrado de traços e depois ficou traços do estilo dos anos 1990, com essas páginas finais sendo desenhadas por outra pessoa. Ás vezes acontecia isso de desenhistas diferentes na mesma história, as 4 páginas finais não ficaram feios os desenhos, mas o início ficou achei mais bonito. Colorização achei ruim, escura demais, principalmente tom de marrom igual em tudo e degradê agora só em alguns quadros pontuais, o destaque de degradê em volta da Lua, ficava bonito assim parecendo como na vida real. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.

33 comentários:

  1. Os traços são ótimos. Não conhecia essa historia. Já é de uma época em que passava longe das bancas.
    Você já deve ter visto que as números 100 estão com uma saga, né? Acho que resolveram fechar dessa forma por sair um pouco da rotina e também porque sabem que tem alguns fãs atuais que gostam de sagas.
    Eu prefiro não haja, mas se as sagas dão um fôlego a mais e retêm público novo, então tudo bem.
    Qual será a ordem das partes? Mônica e Cebolinha, provavelmente, serão parte 1 e 2. A coisa complica depois.

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    1. Muito caprichados esses traços, faziam otimos trabalhos que davam gosto. Nas N° 100 deixaram histórias interligadas, já fizeram algumas vezes nessa terceira série mesmo. Tem quem goste, bom pra eles que pessoal tem que comprar todas pra entender melhor. A ordem de leitura deve indicar nos gibis, a última pra ler com conclusão final deve ser o da Turma da Mônica. Como tem cara de divulgação de nova revista da Milena, que aparece em quase rodas as capas, dispenso essas.

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  2. Pena que o Sidnei Lozano Salustre não deu conta de desenhar as quatro últimas páginas. Bom, vai que não tenha dedo dele nesta HQ, contudo, o marcante estilo de traços que abarca dez das quatorze páginas tendo associar à autoria do desenhista citado.

    Somente orar não basta, Chico! Orai e vigiai. Vide ausência de crucifixo na parede do quarto. Acima da cabeceira da cama deveria haver um, não? Bastaria fechar a janela e, não foi por falta de aviso, sobretudo aviso de mãe... Dormir, pode, o que não pode, é "cochilar", se é que me entendem...

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    1. Também acho que desenhos são do Sidnei e seja quem for, uma pena que não desenhou até o final. O outro estilo de traços não ficou ruim, mas a anterior foi mais bonito. Verdade, Chico poderia até dormir de janela aberta se tivesse um crucifixo no quarto, já ajudaria muito, nem que fosse pendurado acima da cama, aí a vampira não entraria.

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    2. Chico gosta de dar mole para o azar. Foi pelo frio que a mãe recomendou que fechasse a janela. Mas, piores que vampiros, são as onças. Sem contar que as matas de lá são coalhadas de assombrações. Com base na média das HQs antigas da MSP, madrugadas no Bairro do Limoeiro parecem bem mais tranquilas do que as madrugadas em Vila Abobrinha.
      Desculpe aí, Marcos. Excluí o comentário acima pelo conteúdo ser este aqui, cochilei e o posicionei na sequência errada - foi como falei antes: dormir, tudo bem, já "cochilar", não, não pode.

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    3. Verdade, não só vampiros como também poderia surgir bichos e assombrações. Na madrugada do Limoeiro era mais tranquilo embora alguma vezes entravam ladrões e até os próprios amigos insones aproveitando pra aprontar, executar planos infalíveis. Sem problema, normal às vezes responder na caixinha errada ou até fora, principalmente se tiver sonolento.

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    4. No quinto quadro da penúltima página está escrito: "Bem... amanhece, ☞i☜...". Acho que é a primeira vez que leio um narrador incógnito falando caipirês, exceto quando quem narra é o próprio Chico ou qualquer outro personagem que se expressa nesta forma.
      Neste mesmo quadro, no canal Quiz Incrível (YouTube) está escrito: "Bem☜ amanhece, e☜", assim mesmo, sem reticências.

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    5. Normalmente o narrador observador era roteirista da história e, assim, devia falar certo. Pelo visto foi erro do letrista por estar acostumado com o caipirês nos diálogos e nesse canal do YouTube deve ter pegado a republicação da Panini e aí corrigiram o erro da revista original.

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    6. "Corrigiram" entre aspas, porque, em compensação, excluíram as duas reticências. Comparando, prefiro o erro original, pois consegue ser menos zoado que o erro ortográfico lambão deixado na republicação.
      Também na penúltima página, Seu Bento sem bigode ficou bem estranho. Quarto quadro.
      Ainda na mesma página, posto que Dona Cotinha, Seu Bento e Rosinha não têm combinações fixas no tocante a vestuário e calçados, teriam passado a madrugada em claro? Chico Bento, como vampiro, caso não tenha dormido, faz sentido. Já os três, pela gravidade da situação, outrossim faz sentido caso não pregaram os olhos, mas, será mesmo que teriam ficado de vigília? Se ficaram, e os pais da Rosinha? Aparelhos telefônicos não eram comuns nas residências de Vila Abobrinha daqueles tempos.

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    7. Isso que pode esperar de Panini, consertam, mas tiram a essência, as reticências ficam melhores neste caso. O erro do bigode eu reparei, ficou estranho mesmo sem. O que dá pra entender que todos passaram a noite em claro, preocupados com o Chico, vai que ainda quisesse morder pescoços deles, aí a Rosinha ficou na casa deles e quanto a pais dela procurá-la, ficou omitido, até pra agilizar a trama. Podem ter ficado preocupados e não podiam ligar porque não tinham telefone, ficou por isso até ela voltar pra casa no outro dia.

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    8. "I" por "e" nada mais é que simples e devida correção, já as reticências representam um tipo de entonação, removê-las foi estupidez, foi desleixo, alteração inacabada, porca...

      De acordo com a fala de Zé Lelé no segundo quadro da quarta página (6), a HQ começa na sexta e termina no domingo. Fica a dúvida se foi numa indesejável sexta-feira 13 que a vampirinha mordera o protagonista.
      De sábado para domingo se justifica pela vigília, a questão é que o figurino da Rosinha foi mantido de sexta para sábado. Isto poderia ser evitado por uma simples medida como vestido de outra cor na primeira página ou, que ficasse em vermelho mesmo, porém, com a gola trianguladinha nos cinco primeiros quadros da história.

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    9. Verdade, tentam consertar e fica pior do que se tivessem deixado. Coisas de Panini. A trama começa sexta de noite e termina domingo de manhã, gostava de quando passava vários dias na mesma história. Pesquisei aqui, se foi ambientada em abril de 1996, aí não teve essa coincidência, visto que dia 13 de abril caiu sábado, aí foi um quase. Como personagens não mudam de roupa, costumam ter várias do mesmo modelo, aí justifica um mesmo vestido da Rosinha, ou, então, ela aproveitou o mesmo vestido do dia anterior pra mãe não ficar lavando roupa com frequência. Embora a Rosinha tinha vestidos diferentes, mas o vermelho desse jeito prevalecia nela na época. Já os meninos da roça sempre apareciam com mesma roupa.

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    10. Diferença deste erro de letrista para o erro de letrista da republicação é que aquele se deu pela falta de comprometimento, claramente tocado para o foda-se, ao passo que este foi por desatenção, não tem a ver com descaso, não é do tipo lambão.
      'MSP e Panini Comics, nada a ver(!!!)' - deveria ser o slogan dessa "bendita" união.

      Rosinha usa basicamente um modelo de vestido e na maioria das vezes aparece trajando vermelho, porém, não tem roupa e sapatos* padronizados como os demais guris do núcleo.
      *Em média, só usa um determinado tipo de calçado, mas varia em cores.
      Me refiro ao(s) look(s) da personagem lá dos velhos tempos, pois não sei a quantas anda a Rosinha da atualidade.

      No penúltimo quadro da penúltima página faltaram os riscos no solado do sapato esquerdo da Rosinha e sem brinco no segundo quadro da décima página (12) - a "última do Sidão".
      Devido dois tons de amarelo na pele a vampira parece estar de luvas e com calça por baixo do vestido. Primeiro quadro da décima primeira (13).

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    11. Pois é, ficou lambão. Apesar do vestido vermelho que predominou, os sapatos dela variavam, só os meninos que eram 100% de trajes iguais. Parece que a Rosinha atual tem vestido vermelho e sapato rosa como padrão. Tem razão, Rosinha sem brinco e sem riscos do solado e o tom de pele da vampira mais escuro nesse quadro, todos esses erros mais difíceis de decifrar logo de cara.

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  3. Que legal isso aqui, minha gente! De orelhas pontudas tá parecendo um leprechaum com dente-de-sabre e a capa xadrez roxa é tão cafona, parece que foi tirada de figurino de filme do Zé do Caixão. É o Chico Bento mais tosco que eu já vi.
    A vampira que não tava mesmo pra brincadeira, no comecinho já mostrou que é ciumenta, cruzou entre o rosto dele e o da Rosinha, impedindo o beijo e encerram na Casa do Nosso Senhor, aonde vampiros não entram de jeito nenhum, só o Zé Lelé, por tá bem no comecinho do processo de transformação e com bastante água benta vai recuperar o juízo (isso eu acho difícil, porque juízo ele nunca teve). Mas faltou o padre, com ele eu acho que a história iria ficar mais engraçada ainda.

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    1. Orelha pontiaguda ficou tipo um ET e a capa parece lençol velho que tirou do varal de roupas da mãe, ficou engraçado um vampiro caipira. A vampira quis estragar o beijo de Chico e Rosinha por ciúmes, a água benta no Zé Lelé bem que podia também curar a lerdeza dele e passar a ficar inteligente, pelo menos deixa de ser vampiro. Foram em horário que o padre não estava, seria engraçado ele também jogar água benta junto com o Chico e a Rosinha.

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  4. Será que a água benta machucaria o Zé Lelé, sendo que ele tava começando a virar vampiro?

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    1. Acho que se machucar, seria bem de leve. Como estava começando a transformação, a ideia seria ele deixar de ser vampiro.

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  5. A vampira da história lembra a Nefasta, a namorada do Zé Vampir.

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    1. Há uma história em que aparece uma vampirinha que atende por Nachata, mas o namoro com Zé Vampir não vinga.
      Acho que a primeira aparição da Nefasta foi em gibi da Editora Abril. Caso seja da época da Editora Globo, foi lá no iniciozinho, ainda nos 80's.

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    2. Lembra um pouco. A Nefasta teve uma aparição na Editora Abril, em cascão Nº 95 de 1986 e depois retornou na Panini algumas vezes. Teve também a Nachata no início dos anos 1990, uma paródia da vampira Natasha da novela "Vamp".

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  6. Curti a história, bem legal, com umas boas passagens. Já li há muito tempo, não lembrava muito, legal ver aqui.

    Chico e Rosinha, namorando debaixo da noite silenciosa e enigmática, sob a luz do luar, tímidos como sempre, até aí nada demais, quando um morcegão misteriosamente aparece e atrapalha (já da para ver que era do tipo ciumenta...). Te entendo Rosinha, morcego sempre me deu nervoso também, ainda mais a noite. Chico simplesmente não liga, vai para casa de boa, janta bem gostoso (a propósito, adoro sopa de alho também!), e vai dormir despreocupadamente... e no dia seguinte, já começa a ficar todo esquisitinho e com ar de trevoso. Um tanto previsível, devo dizer. Só pelo título e a Vampirinha na janela, todo mundo já esperava isso. Ainda assim, a piada do naquim foi muito boa, e o narrador dizer que vampiro é pior que ladrão, 100% de acordo, tá muito certo mesmo. Suco de tomate até não é anormal, podia ser só vontade mesmo, mas então aquele dentão... ''Ô, Chico ocê tá muito mentiroso, teu dente tá crescendo. Ou é o nariz que cresce quando conta mentira?'' só o Zé Lelé mesmo, quem não conhece essa kkkkkkk. A parte do dente regulável, espetacular essa tirada, ri muito aqui, e ainda com eles achando o máximo. Chico com sede e querendo lamber sangue alheio, é um recurso que já vi em histórias antigas, geralmente com Zé Vampir, mas realmente de assustar qualquer um, pelo menos os personagens, para a gente é pura diversão. A parte com a Rosinha na caverna, ele todo ''diferentão'' querendo morder o pescoço dela... eu me borrava toda, foi bem assustador de fato, imagino o que se passou na cabeça da pobre Rosinha. Interessante o Chico nem estranhar ou reconhecer a própria maldição, querer morder pescoços, sangue e até voar e achar normal, como se fizesse isso desde sempre, mas quando a Vampirinha explicou tudo, aí ficou com medo dela, viu do que se tratava de fato. Sobre as três mordidas... achei que o Chico já estava em estado avançado para quem levou só uma mordida, já tava sedento de sangue, com dentão e orelhas, roupa, até virando morcego... o que uma segunda mordida poderia fazer a mais com ele? E a terceira... acredito que seria só para eternizar mesmo, mas o Chico já estava 90% vampiro. Solução até criativa, Vampirinha recuando porque descobriu que Chico era "Bento''. Isso eu não esperava, mas foi bem legal isso e a reação dela foi impagável, ''que nojo, vou lavar boca com sabão'' kkkkkkk, inclusive bom para aprender a não sair mordendo tudo que vê pela frente. Felizmente acabou que nem precisou de exorcismo nem nada, o efeito passou sozinho mesmo, Chico voltou ao normal e tudo se resolveu bem, ou será que não...? ''Quero suco bem vermelhinho''... ufa, que susto, até acreditei por um momento. E pelo visto, Vampi já arrumou outro crush, ou devo dizer vítima? Pobre Zé Lelé, já foi colocado na mira também, tem nem idéia do que aconteceu com o Chico... inclusive, vou perguntar a mesma coisa que o Warrior of Light, será que a água benta não machucaria o Zé Lelé, em estágio de ''vampirificação''? Mas afinal, que bom que ele é um Bento também, bastaria dizer isso e quebra o encanto e a maldição aí mesmo... já tô até imaginando a cara da Vampirinha quando descobrir que mordeu outro Bento, trocou seis por meia dúzia... que falta de sorte (e previsão) dela, hein?

    Não é a primeira história com essa trama, já teve também ''Amor Dentuço'', que pessoalmente acho melhor que essa. Essa já acontece com a Mônica, só que ela também gosta dele no ínicio, e dá até pena do Vampirinho nessa, muito boa também (áliais, é impressão minha, ou os vampirinhos sempre tem preferência pelos dentuços mesmo?). Seria legal um dia você postar aqui.

    Enfim, apesar do tema batido, ainda é uma boa história, certamente clássica. Nota 8.

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    1. Esse namoro tímido dos dois era legal. Era previsível Chico virar vampiro por causa do título, a condução até virar um foi boa. Adorei também a piada do nanquim e dizer vampiro é pior que ladrão. Suco de tomate seria normal se ele já tivesse pedido antes. Foi muito engraçado Zé Lelé confundir nariz que cresce com dente ao contar mentira. Dente regulável seria uma boa caso não fosse motivo de se tornar vampiro. Já vi isso de Zé Vampir querer beber sangue quando estava sem dente, assustador e divertido ao mesmo tempo.

      Foi estranho Chico não perceber que estava virando vampiro já que ele nunca tinha feito aquelas coisas antes, mostra que é burro. Também acho que a transformação já estava bem avançada, faltava mais ter dois dentes caninos grandes, acredito que só mais uma mordida já ia ser vampiro completo e a terceira mordida seria pra consumar, ficar vampiro definitivo, senão ia passar efeito depois de um tempo independente do estágio de vampirez que estava. Foi boa a brincadeira pedindo suco de tomate de novo e dúvida se ele voltou a ser vampiro. A vítima no final foi o Zé Lelé, acho que a água benta machucaria só um pouco até ele deixar de ser vampiro, se não der certo, era só dizer que era um Bento e resolveria, azar dela foi morder logo dois Bentos. "Amor dentuço" foi muito boa também, deve ter sido inspiração pra criar essa do Chico, e pelo visto vampiros gostam de dentuços. Quando der, posto aqui.

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    2. Não sei dizer se foi por burrice, acredito que foi mais efeito da vampiricação, tipo como se o julgamento estivesse deturpado de algum jeito, não conseguia raciocinar normalmente... o inconsciente dele já tava achando que era vampiro mesmo, por isso o não-estranhamento.

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    3. Pode ser isso, faz sentido, a condição de vampiro estava alta e já predominando a cabeça e passou achar que era aquelas coisas eram normais.

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  7. Chico de vanpiro ficou engraçado 😂😂😂 Essa vampira foi folgada e corajosa se apaixonar logo pelo Chico e dps Zé Lelé, coragem minha filha!!!

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    1. Tem uma quedinha por burros, fazer o quê... No entanto, é outra burralda de marca maior por não procurar saber dos nomes completos deles. Quiçá Zé Lelé, ainda que primo do Chico, não tenha Bento como nome de família, mas, e se no seu RG constar Cruz, por exemplo, e aí, como que fica?!

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    2. Achei bem legal como vampiro. Ela gosta dos feios, o que é natural por vampiros gostarem de monstruosos e coincidentemente ela gosta dos burros também.

      Zózimo, acredito que o Zé Lelé tenha Bento no nome porque ele é primo do Chico por parte de pai, aí seria uma outra alternativa de ele safar da maldição se a água benta não der certo. Agora, sobrenome Cruz também se livraria fácil, seria pior que Bento pra vampira.

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    3. Consanguinidade entre eles poderia ser por parte da Dona Cotinha, ela como tia de sangue do Zé Lelé. Bento é como uma marca do Chico, do pai dele e ademais da mãe, que adquiriu o nome pelo matrimônio. Zé Lelé como mais um Bento, sei lá, não é o tipo de associação que concebo plenamente. O Zeca, por exemplo, comungando deste sobrenome, já associo de boa e tem a ver com ser um ente urbano, suas atuações no núcleo são menos frequentes se comparado ao Zé Lelé e, em certa medida, Zeca é antítese do Chico Bento, um guri que não é bronco, um Bento polido, esclarecido.

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    4. Pelo que vi, tanto Zé Lelé quanto o Zeca são primos por parte de pai do Chico, aí Seu Bento sendo tio de sangue deles, mais normal eles terem sobrenome Bento. Nunca informaram sobrenome completo deles, nem do Chico, apenas chamado de Francisco Bento, aí deve ter um nome do meio que seria da família da Dona Cotinha.

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  8. Tenho essa na coleção... excelente hq.. rsrs :D

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    1. Que bom que você tem essa revista, muito boa essa história mesmo.

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