Em abril de 1996, há exatos 30 anos, era publicada a história "Chico vampiro!" em que ele se transforma em vampiro por causa de uma vampirinha que se apaixonou por ele. Com 14 páginas, foi publicada em 'Chico Bento Nº 241' (Ed. Globo, 1996).
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| Capa de 'Chico Bento Nº 241' (Ed. Globo, 1996) |
Chico Bento e Rosinha estão namorando de noite, estão com vergonha de se beijarem e quando Chico vai tentar, passa um morcego entre eles. Rosinha se assusta, diz que não gosta de morcego, acha que ficaram namorando até muito tarde e vai embora e Chico acha que ela é bobinha com medo de cada coisa.
Em casa, Chico come sopa com bastante alho na janta e depois vai para o quarto dormir. Dona Cotinha pergunta ao filho se não vai fechar a janela, Chico responde que gosta de janela escancarada, já está acostumado e vai se cobrir bem e que a sorte é que na roça não tem ladrão. Enquanto dorme, aparece uma vampirinha na janela e o que acontece seguir é omitido porque o arte-finalista derrubou nanquim na página.
No dia seguinte, Chico nota mordida no pescoço e acha que as pulgas estão cada vez mais atrevidas. No desjejum, ele prefere tomar suco de tomate no lugar de café com leite. Depois, ele sai e o Zé Lelé o convida para roubar goiabas do pomar do Nhô Lau. Quando vai comer, o dente da frente do Chico cresce e Zé Lelé acha que o Chico está contando muita mentira. Chico lamenta que já era dentuço e agora piorou e descobre que o dente é regulável, encolhe quando toca, espicha se vê goiaba e encolhe se perde a vontade de comer.
Zé Lelé quer saber como ele faz isso, Chico não sabe como consegue. Zé Lelé corta a goiaba e oferece para o Chico, que diz que perdeu vontade de comer e Zé Lelé pergunta se está doente. Chico diz que está vontade de comer outra coisa, que não sabe o que é, mas que é vermelha e quentinha. Zé Lelé corta o dedo com a faca e Chico fica sedento para chupar o sangue, corre atrás e Zé Lelé acha que ele endoidou.
Rosinha aparece, diz que estava com muita saudade dele e o dente do Chico volta ao normal. Eles vão namorar dentro de uma caverna porque o Sol forte estava fazendo muito mal para vista dele. Rosinha fica com medo, Rosinha vira o pescoço para olhar onde vinha barulhos de morcegos lá. Chico fica com vontade de morder pescoço dela, dente cresce e orelhas ficam pontiagudas, Rosinha pergunta o que deu nele que está diferente e ele diz que só quer morder o pescoço dela. Rosinha acha que o namorado pirou e foge, Chico não vai atrás porque o Sol está forte e só sai da caverna quando anoitece, vira morcego e vai para casa voando.
Na casa do Chico, Rosinha comenta com os pais do Chico que ele está diferente que dá até medo e os pais acham ela está impressionada. Chega o Chico levando tombo do voo e com roupa diferente e Dona Cotinha pergunta que roupa é aquela e ele diz que a de sempre e Seu Bento acha que as orelhas do filho incharam por ter levado picada de abelha. Chico fala para Rosinha que gostou da surpresa e do pescocinho dela e Rosinha descobre que ele virou um vampiro.
Chico pergunta só porque tem dentão, medo de Sol, pode voar e quer morder pescoço dos outros, é claro que não virou. Surge uma morcega e diz que está virando, sim, por causa dela, que foi ela que o mordeu e se transforma em vampira. Diz que mordeu de noite só que não completou o serviço e precisa mordê-lo mais duas vezes para virar vampiro de verdade.
Dona Cotinha joga sopa de alho na vampira, mas também dá medo no Chico e a vampira diz que o que fizerem contra ela, atinge o Chico também. Ele pergunta se vai virar vampiro, ela responde que vai continuar podendo voar, saborear sangue das vítimas e namorar com ela. Quando vai morder o pescoço para finalizar o serviço, os pais choram porque ele vai virar vampiro e dizem que era uma vez Chico Bento.
A vampira quer saber por que falaram "bento" e Seu Bento diz que é o sobrenome dele, todos eles são Bentos. A vampira acha um horror, suporta nada que seja bento, nem santinhos bentos, água benta, muito menos um Chico Bento, vai embora antes que vire pó e fala que pensar que mordeu um bento e que vai lavar boca com água e sabão.
No dia seguinte, Chico volta ao normal, sem as outras mordidas a maldição não se consumou. Todos tomam café da manhã, Chico fala que quer suco de tomate e logo avisa que foi brincadeira. Depois, ele e Rosinha saem, encontram o Zé Lelé com dentes de vampiro e tentando abrir lata de goiabada com os dentes e Chico e Rosinha o levam para igreja para jogarem muita água benta para ele voltar ao normal.
História legal em que o Chico começa a se transformar em vampiro por causa de uma vampirinha que o mordeu por ter se apaixonado por ele, só que não fez serviço completo precisaria de mais duas mordidas para concretizar de vez, assim a transformação em vampiro do Chico foi lenta e na hora que a vampira ia morder de novo, desiste por saber que ele é da família Bento e ela odeia tudo que tinha bento no nome. Com efeito temporário, sem a concretização das mordidas, depois de 24 horas o Chico volta ao normal.
Chico se salvou de virar vampiro por ser de família Bento. Foi ficar de janela aberta e permitiu que vampira mordesse pescoço dele. Interessante que sono era tão forte que nem acordou com a mordida, mesmo que de leve. Antes a vampira desse as três mordidas de uma vez, mas deve ter ficado com medo do Chico acordar.
Enquanto Chico começava a se transformar vampiro ninguém desconfiou, achavam estranho dente crescer do nada, ter medo de Sol, querer sangue e morder pescoço, roupa diferente, mas não associavam que era vampiro. Zé Lelé tudo bem que é burrinho e lerdo, mas a Rosinha já podia saber desde que ele queria morder pescoço dela na caverna. Só não viram como morcego senão iam se assustar mais ainda. E descobrimos que Rosinha tem medo de morcegos.
A vampirinha fez outra vítima no final, o Zé Lelé, pelo visto gosta dos feios. Curiosamente, por Zé Lelé ser primo do Chico, também é um Bento, a vampira trocou um Bento pelo outro. Chico e Rosinha não usaram água benta pra desfazer a maldição, mas também poderia dizer que é um Bento pra não concretizar. A trama foi ambientada em um sábado pra justificar que Chico e Rosinha estavam namorando até tarde e que não foram pra escola n outro dia de manhã.
Engraçado narrador achar que vampiro é pior que ladrão, quando o Chico estava prestes a ser mordido, o que acontece a seguir é omitido porque o arte-finalista derrubou nanquim na página, Chico nota mordida no pescoço e acha que as pulgas estão cada vez mais atrevidas, Zé Lelé acha que o Chico está contando muita mentira quando o dente cresceu, ser o dente da frente que cresceu em vez dos caninos, vampirinha chamar Chico de "feioso fofinho".
Teve um vestígio do politicamente correto quando o Zé Lelé diz "catar goiaba" em vez de "roubar". Normalmente eles falavam que roubavam goiaba, aí por serem crianças preferiram mudar porque criança não rouba. Se eles pegam coisas que não dão dele e sem permissão do dono é roubo, então "roubar goiaba" se encaixa melhor. Atualmente, eles falam "pegar goiaba", nas raras vezes vezes que vão à goiabeira do Nhô Lau.
Incorreta atualmente por namoro entre crianças, tentarem dar beijo, ficarem namorando até altas horas da noite, Zé Lelé mexer com faca e se cortar, Seu Bento fumando cachimbo, além de palavras e expressões como "piorou mais anda", "tó", "catar". Dona Cotinha de avental normalmente implicariam, mas por estar fazendo atividades na cozinha e ser de núcleo rural, poderiam aceitar.
História póstuma de Rosana. Teve alguns erros como Seu Bento sem bigode no 4º quadro da penúltima página e Zé Lelé sem sardas no último quadro da história.
Traços ficaram bons, sendo que curiosamente, os desenhos ficaram diferentes a partir da página 13 do gibi, a partir de quando a vampira apareceu na casa do Chico. História começou com estilo consagrado de traços e depois ficou traços do estilo dos anos 1990, com essas páginas finais sendo desenhadas por outra pessoa. Ás vezes acontecia isso de desenhistas diferentes na mesma história, as 4 páginas finais não ficaram feios os desenhos, mas o início ficou achei mais bonito. Colorização achei ruim, escura demais, principalmente tom de marrom igual em tudo e degradê agora só em alguns quadros pontuais, o destaque de degradê em volta da Lua, ficava bonito assim parecendo como na vida real. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.
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Os traços são ótimos. Não conhecia essa historia. Já é de uma época em que passava longe das bancas.
ResponderExcluirVocê já deve ter visto que as números 100 estão com uma saga, né? Acho que resolveram fechar dessa forma por sair um pouco da rotina e também porque sabem que tem alguns fãs atuais que gostam de sagas.
Eu prefiro não haja, mas se as sagas dão um fôlego a mais e retêm público novo, então tudo bem.
Qual será a ordem das partes? Mônica e Cebolinha, provavelmente, serão parte 1 e 2. A coisa complica depois.
Muito caprichados esses traços, faziam otimos trabalhos que davam gosto. Nas N° 100 deixaram histórias interligadas, já fizeram algumas vezes nessa terceira série mesmo. Tem quem goste, bom pra eles que pessoal tem que comprar todas pra entender melhor. A ordem de leitura deve indicar nos gibis, a última pra ler com conclusão final deve ser o da Turma da Mônica. Como tem cara de divulgação de nova revista da Milena, que aparece em quase rodas as capas, dispenso essas.
ExcluirPena que o Sidnei Lozano Salustre não deu conta de desenhar as quatro últimas páginas. Bom, vai que não tenha dedo dele nesta HQ, contudo, o marcante estilo de traços que abarca dez das quatorze páginas tendo associar à autoria do desenhista citado.
ResponderExcluirSomente orar não basta, Chico! Orai e vigiai. Vide ausência de crucifixo na parede do quarto. Acima da cabeceira da cama deveria haver um, não? Bastaria fechar a janela e, não foi por falta de aviso, sobretudo aviso de mãe... Dormir, pode, o que não pode, é "cochilar", se é que me entendem...
Também acho que desenhos são do Sidnei e seja quem for, uma pena que não desenhou até o final. O outro estilo de traços não ficou ruim, mas a anterior foi mais bonito. Verdade, Chico poderia até dormir de janela aberta se tivesse um crucifixo no quarto, já ajudaria muito, nem que fosse pendurado acima da cama, aí a vampira não entraria.
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