Compartilho uma história em que uma cobra ofereceu uma maçã para Mônica e Cascão com intenção de tirar a inocência das crianças assim como aconteceu com Adão e Eva no jardim de Éden. Com 12 páginas, foi publicada em 'Mônica Nº 111' (Ed. Abril, 1979).
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| Capa de 'Mônica Nº 111' (Ed. Abril, 1979) |
Depois dos meninos terem aprontado, Mônica bate no Cebolinha e corre atrás do Cascão pela floresta, que está escura e Mônica enxerga nada, quando ela se assusta com o Cascão tocando nela. Mônica diz que nunca pensou que um dia ia fosse gostar de ver o Cascão, que mostra uma árvore gigante e bonita e acham que deve ser a tataravó de todas as árvores e admiram seus cipós e galhos e a árvore comemora que tem visitantes depois de tanto tempo.
Nisso, toca o alarme no céu acusando que duas crianças entraram na Zona Proibida e o Anjo Guardião grita que a humanidade está em grande perigo e voa ligeiro para avisar ao chefe porque não pode acontecer de novo. Os outros anjos guardiões estranham ele falar com o chefe, só sai dali quando a Terra está em grande perigo. No caminho, o Anjo Guardião é atropelado por um avião e cai em um a nuvem onde o Anjinho estava dormindo. O Anjo Guardião, todo machucado, fala para o Anjinho sobre a Árvore do Paraíso, que precisa salvá-los, e lhe entrega um papel. Anjinho vê foto da Mônica e Cascão diante da Árvore Proibida e que não há tempo de pedir ajuda.
Enquanto isso, Cascão está segurando cipó da Árvore do Paraíso, falando que não é à toa que chamam de "Cascão das Selvas" e a Árvore diz que é um par perfeito e finalmente vai terminar o plano e já está na hora de aparecer para eles. O galho sai e Cascão cai no chão, ele pergunta para Mônica se cipó pode se mexer, Mônica diz que claro que não e ele manda dizer isso para ele, e olham assustados para uma cobra gigante, que se transforma em uma figura conhecida deles, o Seu Juca.
Mônica e Cascão pensam que o Seu Juca Quitandeiro era mágico, Mônica pede para ele se transformar na "minhocona" de novo e Cascão diz que já viu aquele truque e quer que ele se transforme em um sapo. A Cobra como Seu Juca pede calma, vai fazer tudo que eles querem, mas antes, quer que eles comam a deliciosa maçã. Anjinho tira a maçã da mão da Cobra e pede cuidado para eles não comerem aquela maçã. A Cobra paralisa Mônica e Cascão e diz que a turma lá de cima deve está com pouco pessoal para mandar um mísero anjinho enfrentá-lo em seus próprios domínios.
Anjinho manda flechas do amor para acabar com as maldades e as flechas engatam nos cipós e a Cobra diz que aquele é o reino dele e que a árvore, desde suas folhas até suas raízes estão sob domínio dele e prende o Anjinho dentro de uma maçã gigante e não consegue nem falar.
A Cobra diz que agora nada impede de executar o grande plano, explica que há milhões de anos ofereceu maçã para o casal Adão e Eva e quando deram primeira mordida passaram a ter ódio, inveja, revolta, assim como seus descendentes, assim como todos seus descendentes e agora é a vez dessas crianças, quando eles morderem a maçã, todas as crianças do mundo perderão sua pureza e ingenuidade e a Terra ficará como ele quer.
A Cobra desparalisa os dois, Cascão quer comer logo e Mônica avisa que os pais deles disseram para não aceitar presentes de estranhos. A Cobra diz que não é presente, está vendendo e Mônica acha que agora sim e Cascão pergunta quanto custa. A Cobra responde que custa 5 Cruzeiros, Cascão quer pechinchar por 4 Cruzeiros, A Cobra aceita e Cascão fala que a maçã está opaca e muito pequenina, aí leva por 3 Cruzeiros. A Cobra acha pouco valor pela maçã dele e Cascão acha que está muito cara e fica por 2,50.
A Cobra a contragosto aceita, Cascão deixa cair a maçã no chão e como está suja diz que não vale mais que 1 Cruzeiro, só que só tem 50 centavos no bolso. A Cobra aceita e Cascão diz que para vender tão barato, a maçã deve estar bichada e não cai nessa. A Cobra grita que não está bichada e Mônica pergunta por que então não o viu comer nenhuma. A Cobra come e dá um efeito contrário, virando um pombinho, já que bonzinhos quando come a maçã ficam maus como uma cobra e cobras ficam boazinhas como um pombo.
Mônica acha o máximo o mágico que o Seu Juca era por ter virado pombinho. Cascão deseja comer maçã e o Anjinho, livre da magia da Cobra, tira todos dali voando. Mônica reclama porque queria ver mais mágicas e Cascão queria uma maçã e Anjinho diz que merecem um sorvete cada um e Mônica quer dois sorvetes para cada. No final, a Cobra reclama que um dia volta ao normal e manda a pombinha interessada nele se afastar.
História fantástica em que Mônica e Cascão vão parar na zona proibida onde tem uma cobra que oferece maçãs a eles. Disfarçou de Seu Juca para pensarem que era ele e comerem as maçãs mais fácil só que não contava que eles não aceitavam presentes de estranhos e que o Cascão queria pechinchar a venda da maçã. Com a Cobra atrapalhada ao dizerem que maçã está bichada, acaba comendo a maçã e vira um pombinho, como efeito contrário de gente má que come a maçã proibida.
O plano da Cobra era de deixar as crianças nascerem sem inocência. Criança nasce pura e o Diabo em forma de Cobra quis que desde que nascem já possam sentir sentimentos ruins. Anjinho tentou impedir após o Anjo Guardião ter sido atropelado pelo avião e não poder avisar o ocorrido para Deus, só que não foi páreo para a Cobra que conseguiu prendê-lo facilmente em seus domínios, assim a missão de salvar a Terra ficou nas mãos da turminha.
Mônica e Cascão agiram na inocência sem saber da gravidade que estavam passando, eles acharam que Seu Juca estava fazendo mágica e Cascão foi o grande salvador, derrotou a cobra na lábia da pechincha, de querer pagar menos na maçã. Se não tinha dinheiro, era mais fácil ter de graça como a Cobra queria inicialmente. Sobrou para a Cobra, que se atrapalhou na conversa e se dando muito mal, se transformando em pombinho após comer maçã por engano e ainda teve que aturar pomba apaixonada por ele. Bem feito.
Não era o Seu Juca de verdade, mas Cascão conseguiu deixar a Cobra irritada e tão louca como o verdadeiro Seu Juca. Ele tinha profissão diferente a cada história e dessa vez foi retratado que era quitandeiro e como mágico nas horas vagas. Foi bom ter colocado o Cascão junto com a Mônica, ajudou a diferenciar, normalmente seria o Cebolinha no lugar. Se fosse a Magali, a Cobra teria sucesso no plano já que ela comeria todas as maçãs da árvore antes de ser oferecida para ela. A Cobra se pareceu com a Cobra Celeste de "Castelo Rá Tim Bum" da TV Cultura, aí no caso, quem sabe, a Celeste ter sido inspirada no visual desta história, ou apenas mera coincidência. E Cruzeiro era a moeda do Brasil na época, ficando até em 1986.
Foi engraçado Mônica dizer que nunca pensou que ia gostar de ver o Cascão depois que ele a tocou na escuridão da floresta, o choque do Anjo Guardião com o avião, Cascão brincando de Tarzan nos cipós, Anjinho dizer que mísero anjinho vai acabar com a pança dele, Mônica falar que não aceita presentes de estranhos, Cascão pechinchando a maçã e a Cobra dando deslize que a maçã custava mais do que o Cascão estava querendo pagar, mesmo querendo que eles comessem a maçã também não queria vender por pouco e depois não aceitarem comer porque barata demais deve está bichada.
Foi uma paródia de Adão e Eva, com o absurdo de ter o Jardim no Éden no Bairro do Limoeiro, aqui chamado de "Zona Proibida". Eles gostavam de histórias de Jardim do Éden e escada espiritual na Editora Abril, sempre eram envolventes quando tinha. Tudo indica que foi escrita pelo roteirista Reinaldo Waisman. Incorreta atualmente por ter cunho religioso, paródia de Adão e Eva, Deus sendo chamado de "chefe", uma cobra e, principalmente, Seu Juca representados por Diabo, podem achar que seria traumático para crianças. Também não usam pombos nas histórias atuais, consideram que são bichos sujos e ideia contrária de ser um bicho bom, além de palavra proibida "louco" e alterariam "Cruzeiro" para "Real" em republicação porque não gostam de coisas datadas.
Traços excelentes do estilo do final dos anos 1970, ricos em detalhes que dava gosto de ver. Anjinho não tinha auréola na época, apareceu de auréola algumas vezes só nos anos 1980, sendo em definitivo só em 1988 quando já estavam na Globo. Tiveram erros como do Seu Juca sem bigode no último quadro da página 12 do gibi e Mônica e Anjinho de língua branca em alguns quadros. Foi republicada depois na própria Editora Abril no 'Almanaque da Mônica Nº 23', de 1984, porém até dava para ter republicado em 'Almanaque do Cascão' visto que teve participação importante e decisiva na história. Curioso que na Ed. Abril, qualquer título como 'Almanaque da Turma da Mônica', 'Mônica Especial', temáticos e afins, tudo englobava no título 'Almanaque da Mônica'
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| Capa de 'Almanaque da Mônica Nº 23' (Ed. Abril, 1984) |
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Olá. Boa noite, Marcos. Eu sou JP, de Salvador-Bahia. Por gentileza, uma pergunta.: você irá comprar, o Livro, da Coleção Enciclopédia, do Limoeiro.: "VILÕES!"; o Livro Turma da Mônica, e, As Copas do Mundo 2026, e, as Edições #01, da Quarta Temporada, das Revistas Todas, da Turminha, da primeira quinzena, do mês de Abril, do ano de 2026, ou, não?. Por gentileza, eu quero tirar, uma dúvida.: é verdade, que, estão republicando, as HQS Todas, das duas Editoras.: Globo, e, PANINI, nos Almanaques Todos, da Turminha, sim?. Por gentileza, uma informação, sobre, as 100 Edições, das Revistas Todas, da Turminha, da Terceira Temporada, da segunda quinzena, do mês de Março, do ano de 2026.: é verdade, que, terão, as HQS Todas Comemorativas, falando, sobre, as 100 Edições, das Revistas Todas, da Turminha, da Terceira Temporada, é isto?. Eu aguardo respostas. Abraços!!!.
ResponderExcluirBoa noite! Não estou sabendo sobre essa enciclopédia de vilões, nem sei do que trata, provavelmente não vou comprar. O de Copa do Mundo 2026 não vou comprar e as edições N° 1 da quarta série devo comprar. Almanaques estão republicando histórias da Panini, só da Mônica com misturas de histórias dos 5 primeiros anos da Globo com as da Panini. Não sei se as edições 100 da terceira série vão ter histórias comemorativas. Abraços
ExcluirOk. Marcos, por gentileza, uma pergunta.: você irá comprar, as Edições #100, das Revistas Todas, da Turminha, da segunda quinzena, do mês de Abril, do ano de 2026, por, elas serem comemorativas, ou, não?. Por gentileza, eu quero tirar, uma dúvida.: é verdade, que, terão, as HQS, Todas, de Abertura, falando, sobre, a Copa do Mundo, do ano de 2026, nas Revistas Todas, da Turminha, da primeira quinzena, do mês de Junho, do ano de 2026, novamente, ou, não?. Por gentileza, uma informação, sobre, os Relançamentos Todos, das Revistas Todas, da Turminha.: é verdade, que, as Bancas, de Revistas, e, Livrarias, das Regiões Todas, do Brasil todo, inclusive, Salvador, e, Bahia toda, inclusive, Online, eles estão recebendo, os Relançamentos Todos, das Revistas Todas, da Turminha, desde, o ano de 2020, é isto, mesmo?. Eu aguardo respostas. Abraços!!!.
ExcluirRetificando.: segunda quinzena, do mês de Março, do ano de 2026*.
ExcluirEdições 100 só compro se forem com histórias comemorativas senão no máximo compro uma ou duas edições dependendo do roteiro. Com o atraso que andam, mesmo sendo de março, só vão chegar nas bancas final de abril ou decorrer de maio. Podem ter histórias comemorativas de Copa do Mundo em junho, porém nada confirmado. Relançamentos são de edições de 6 meses atrás, embora ainda tenham, nem todas as bancas não estão recebendo edições de relançamentos, principalmente almanaques, pelo menos nas bancas daqui. Abraços.
ExcluirOk. Muito obrigado, então, Marcos!!!.
ExcluirConhecia algumas páginas desta historinha, e o roteiro é melhor do que eu esperava. Visual maneiraço, num estilo fofinho bem acentuado.
ResponderExcluirO tal Anjo Guardião (com pinta de Gabriel) não foi azarado, teve foi "sorte" de ser atropelado por teco-teco, trocentas vezes pior se fosse atingido por um jumbo.
Conseguiram tirar do sério até o Seu Juca fake, o🔥(L)lá de (B)baixo🔥🔥, o (M)mochila de (C)criança, que tentou reproduzir com dois integrantes da turminha o que fez com Eva e Adão.
Detalhe interessante foi aparição escanteada do Cebolinha, algo raro à época.
Outra parada que merece destaque foi que, no mês anterior ao desta edição, em (J)junho de 1979, o (S)sete (P)peles visitou o nº77 de Cebolinha, na antológica "A maldição do tesouro". O charme extra foi sua verdadeira aparência não ser revelada aos leitores e, pelo que lembro, parece que nem Cascão e Cebolinha o viram pela forma original.
Pelo menos conhecia alguma coisa e agora conheceu por completo. Era outro nível, tanto roteiro e traços eram excelentes. Poderia ter sido pior para o Anjo Guardião, sem dúvida, ainda assim tem absurdo que por ser entidade era pra ter acontecido nada com ele com o choque, porém foi preciso isso pra fluir a história e ser a turma para derrotar o vilão. Seu Juca sofre com eles até sendo fake, sempre fica louco com eles. Gostei do Cascão no lugar do Cebolinha, quem normalmente seria a primeira opção, saiu do óbvio. Acredito que colocaram o Cascão pra divulgar mais o personagem por estarem com planos de criar revista pra ele futuramente. Eu lembro dessa "A maldição do tesouro" de 1977, incorporou um Cascão gigante e os meninos não viram a aparência verdadeira da criatura. Também mais uma com um destaque maior para o Cascão em uma história de abertura do Cebolinha, reforçando do plano de criar futura revista para o Cascão.
ExcluirTudo a ver as overdoses de "´S`s" ("esses", ou melhor, "ésses"), isto é, o modo sibilado de falar representando peculiar característica na dicção da macabra anaconda em sua forma original, ou seja, antes de se valer de metamorfose para se passar por Seu Juca, ficou "sssupimpa", e não sibilou ao se expressar por pensamento, denotando que é só mesmo uma questão fonoaudiológica. Cobras são exatamente assim, emitem tal tipo de som, são criaturas sibilantes.
ExcluirNa primeira página, a parte trevosa que começa no segundo quadro e vai até o penúltimo foi uma sacada e tanto, indicando que ambos acidentalmente cruzaram uma linha interdimensional ao mesmo tempo que dá entender que teriam percorrido a mata fechada e alcançaram uma clareira, aonde se encontra a macieira profana.
Cascão e Cebolinha foram coadjuvantes, pois o protagonismo de "A maldição do tesouro" foi destinado ao (C)canho do (P)pé (P)preto se passando por Cascão "ituano" - gigante.
Outra história top cuja primeira publicação data do ano de 1979 e que coloca Cascão em posição de destaque é a que abre Cebolinha nº79.
Pois é, foi uma boa sacada e tudo a ver com uma cobra, gostei bastante também. Também acho que foi uma linha interdimensional que atravessaram, correram bem rápido que atravessaram outra dimensão porque senão já teriam visto a Zona Proibida antes, se não eles, outros personagens da turminha. Em "A maldição do tesouro" sem dúvida a criatura que teve protagonismo, apesar de ter uma forma do Cascão gigante e parecer que ele tinha aparecido mais visualmente. A de abertura de Cebolinha Nº 79 foi do Cascão também, pelo visto foi a partir de 1979 que já estavam querendo criar gibi para o Cascão, tiveram outras de gibis do Cebolinha com protagonismo do Cascão depois dessas. E só corrigindo meu comentário anterior, quis dizer que a edição Nº 77 é de 1979, confundi por conta de estar com o número da edição na cabeça.
ExcluirMetalinguagem aplicada no quarto e no quinto quadros da quarta página (6) ficou um tanto discreta, consistindo nas linhas superiores de ambos rompidas pelo corpo do anjo em queda livre. Enfatizo a discrição porque, como tendo a observar minúcias e me considero um inveterado detalhista, não percebi logo de cara a presença do recurso.
ExcluirChegou a ver Milena retrô, Marcos? Desenhada em traços do estilo que vigorou entre os últimos anos dos 1960 aos primeiros da década conseguinte - é público e notório que os quadrinhos da MSP entraram numa, até então, nova fase naquele marco de data que foi (M)maio de 1970, todavia, traços pontudos ou, para os mais detalhistas, os traços "semipontudos" são constatáveis em edições da Folhinha de São Paulo publicadas a partir de determinada altura do ano de 1967.
Reparei só agora depois de você ter falado. Bem criativa essa metalinguagem representando cada linha sendo quebrada à medida que o anjo caía. Vi a Milena retrô da imagem do painel do blog, foi criada por eles recentemente na comemoração dos 90 anos do Mauricio. Ridículo, como se ela tivesse criada desde os anos 1960, 1970, como se ela sempre existiu. Fizeram o mesmo com Jeremias adaptado pra tirar aquela pele preta e lábios com círculo em volta da boca. Precisei alterar as imagens deles colocando Chico Bento e Zé da Roça no lugar, também utilizados nessa imagem de divulgação, acho que ficou bem melhor e mais a ver de fato só com personagens dos anos 1960 e 1970 do jeito que eram.
ExcluirEm relação aos personagens em traços, digamos, semipontudos, poderia ter mencionado as tiras de piadas publicadas a partir de sei lá que mês de 1967 a (A)abril de 1970, no entanto, como normalmente não vêm acompanhadas das datas originais, referentes às primeiras publicações de cada uma, então, até lembrei das tiras do período em questão, mas preferi não citá-las no comentário acima, diferentes das edições da Folhinha, pois todas contêm datas impressas nas capas.
ExcluirNão sabia que, originalmente, em meio aos integrantes deste painel há a versão retrô remodelada do Jeremias para atender o politicamente correto.
Milena foi colocada entre Cascão e Magali, preenchendo o lugar do Chico. Mas, peraí! Você inseriu Zé da Roça e Chico Bento? Pensava que na composição original fosse a Milena que, oficialmente*, tivessem inserido posteriormente.
*Como conheci a versão vintage da personagem pelo Reddit, o termo "oficialmente" foi por não ter me soado como coisa de amador.
Traços remetem a esse período de 1967 a 1970 e personagens. O geral foram de anos 1960 a 1972, não foram só de década de 1960. Sim, Jeremias foi remodelado para atender o politicamente correto. A ilustração original e oficial é Milena entre Magali e Cascão assim como Jeremias entre Xaveco e Zé Luís e eu inseri Chico Bento e Zé da Roça no lugar, respectivamente. Embaixo tinham vários personagens secundários retrô e inseri Chico Bento e Zé da Roça. Achei que ficou melhor.
ExcluirEmbora eu tenha gostado* da versão retrô da Milena, aliás, de tudo que já vi referente à polêmica e inorgânica personagem, aquilo foi a única coisa que confesso ter achado legal*, não obstante, fez muito bem em substituí-los por figuras retrôs genuínas. Milena não passa de um tremendo engodo gerado pela extrema institucionalização que se entranhou na MSP, ao passo que Jeremias é um personagem clássico, contudo, adulterar oficialmente sua aparência das antigas fica um tanto indigerível para quem de fato se liga no rico passado da Turma da Mônica, tanto dentro quanto fora dos quadrinhos.
Excluir**Não me acanho em afirmar que gostei de vê-la naquela pegada por já algum tempo conseguir visualizar em traços daquelas épocas figuras como Aninha, Tia Nena, Quinzinho, Seu Quinzão, Genesinho, Marina, Luca e Denise e não conseguir visualizar outras como Dudu, Mingau, Xabéu, Do Contra e Nimbus - esses dois últimos, devido seus genéricos fenótipos orientais percebo que minha dificuldade em colocá-los em traços do tipo - principalmente nos do início e meados da era setentista - tem muito a ver com Massaru (ou Massaro, que creio ser a grafia atual), aquele japinha se tornou um entrave nesse sentido.
Eu não gostei nem do desenho da Milena retrô, na certa fizeram porque agora ela é protagonista e povo ia reclamar que ela não estaria na ilustração. Eles fazendo isso foi o mesmo que se colocassem Marina, Nimbus, Do Contra, Dudu, Quinzinho, etc, em retrô, personagens que não existiam nos anos 1960 e 1970. Então, substitui pra ter a originalidade da época, ficar como o que realmente era, tanto quem existia assim como suas aparências originais. O Nimbus eu vejo que daria pra ter versão setentista, era só manter a base setentista do Massaro mudando a roupa. Mingau só colocar um gato branco do estilo que desenhavam na época, já Dudu, Do Contra e outros não consigo enxergar versões retrôs deles, mas com criatividade deles daria para fazer alguma coisa parecida.
ExcluirSobre a arte de capa do almanaque em que "A árvore do Paraíso" foi reeditada, faltaram os dois trios de fios capilares da nuca da Magali e antena do traje do Astronauta foi desenhada no esculacho. Até caberia justificativa de que o personagem foi inserido distanciado, último da fila, mas, para uma ilustração focada numa importante comemoração, anteninha que parece ter saído da ponta de uma Bic® daquele modelo mais simples e básico, parecendo que foi feita por uma criança, por mais que não desperte atenção, não considero como um mísero detalhe.
ExcluirA antena do Astronauta deve ser isso de estar distante e não quiseram dar detalhes no desenho, mas como uma capa comemorativa dava pra melhorar, sim. Já os fios do cabelo da Magali considero erro maior, não deviam ter esquecido de colocar.
ExcluirVc tem quantos anos
ResponderExcluirPergunta, digamos, indiscreta, caro gajo. Não obstante, já que tocou no assunto, creio que o Marcos veio ao mundo em 1982, ou em 1983.
ExcluirTenho 42 anos, nascido em 1983.
ExcluirLegal essa história envolvendo Mônica e Cascão invés de Mônica e Cebolinha como sempre. Ah, a página oficial do Mauricio de Sousa postou uma tirinha envolvendo Franjinha, Bidu e Manezinho no Instagram. Pelo visto, a página reconheceu a existência do Manezinho.
ResponderExcluirFoi boa essa, ajudou a variar com o Cascão. Não vi essa tirinha, acho que nunca deixaram de reconhecer o Manezinho como personagem, ficou sumido por algum tempo, mas sempre reconheceram como personagem.
ExcluirHq fantástica.. nunca tinha visto antes !! kkk Não tenho esse gibis rs
ResponderExcluirMaravilhosa. essa é bem rara, que bom que conheceu primeiro aqui. Tomara que você encontre esse gibi.
ExcluirNossa, eu tive esse almanaque. Eu amava ele. Foi um dos gibis que doeu me desfazer na época, quando me senti pressionado porque não era mais criança.
ResponderExcluirComo as histórias hoje estão diferentes!
Deram uma melhorada na arte digital, bem sutil, das revistas atuais. O logo do Chico voltou a ter sombra e a sujeirinha do logo do Cascão está mais aparente. Não se sabe se isso foi pontual ou se tem a ver com a nova série.
Pena que você se desfez desse almanaque, de fato foi muito boa essa edição. Histórias de hoje estão infantis ao extremos, não chegam nem ao pé do nível que eram da Abril e Globo, nem perco tempo e dinheiro comprando. Digamos que os traços andam menos piores, menos aparência png, de copia e cola, mas não deixam de ser digitais e são feios da mesma forma. Não tinha reparado em volta de sujeirinhas no logo do Cascão, deve ser pontual porque acho que devem mudar significativamente os logotipos na quarta série. Já sombras estão tendo em todos os títulos, não só do Chico Bento, aí não são as mesma sombras que eram antes nos gibis dele.
ExcluirExcelente a historinha aí! Além de tudo, trouxe um quê de filosofia para o leitor!
ResponderExcluirMarcos, você está sabendo que vão lançar o gibi da Milena? Sabe se será uma edição especial? Ou se será um título mensal, sempre com histórias inéditas? E o que você acha desse novo lançamento?
A propósito, Marcos: você não acha que a Turma da Mônica Jovem tem inúmeros conflitos de continuidade com a Turma da Mônica Clássica? Pois, além de os personagens crescidos diferirem entre a Turma da Mônica Jovem e suas contrapartes de histórias alternativas com os próprios personagens no futuro dos gibis mensais tradicionais; ainda tem a questão de que o Mauricio de Sousa sempre coloca muitos novos personagens nos gibis normais, o que significa que esses personagens, cronologicamente, "sumiram" do convívio da Turma por "alguns anos"! Ou estou errado?
Verdade, teve também filosofia, o que era bem comum na época. Gibi da Milena será título periódico quinzenal com histórias inéditas assim como os dos outros personagens. Não acompanho Turma da Mônica Jovem, mas acredito que não tenha continuidade fiel como as histórias da versão clássica, até porque são feitos por roteiristas diferentes e não vão pesquisar o que já foi publicado antes pelos outros. Personagens que surgiram na versão clássica normalmente aparecem em uma história única e depois não voltam, aí muito menos na Turma da Mônica Jovem, mas personagens fixos de vez em quando colocam contracenando com eles.
ExcluirMarcos, você tem esse exemplar da Mônica 111? Sabe dizer se tem uma história de 2 paginas da Pipa, onde ela é atropelada?
ResponderExcluirTenho, foi escaneada do meu exemplar. Não tem essa história da Pipa.
ExcluirEu me lembro dessa história, ahahah. E toca a a buzina. E toca a buzina. Ela se achando, até que o carro pega ela. Ahahah.
ExcluirEssa mesmo, Fabiano. E ela se produz toda pra ver se alguém paquerava e achava que a buzina era algum cara paquerando. Muito engraçada. Quase certo de ser de 1980, só não lembro a edição, e republicada em Coleção Coca-Cola da Mônica de 1990.
ExcluirIsso mesmo! É que eu tenho uma "coleção" onde busco ter os exemplares originais das histórias que saíram na coleção coca cola. Me falta saber onde saiu essa da Pipa e também uma do Piteco: "Um outro na vida da thuga". Obrigado Gente!
Excluirjkns, entendi. Essa do Piteco parece que foi história inédita da Coleção Coca-Cola, não seria republicação.
ExcluirCurioso que "Um outro na vida da Thuga."☜ foi intitulada assim mesmo, inseriram (.) ponto final. Outro detalhe foi o que colocaram na última página, cujo espaço do segundo quadro reservaram ao bendito logo do refrigerante Sprite®, pois como primeira publicação se encontra em edição da Coleção Coca-Cola (Cebolinha), tomara que não seja a única, espero que a tenham republicado, do contrário, nunca saberemos o que foi desenhado e arte-finalizado para preencher o conteúdo do segundo quadro da última página daquela trama. Deduzir é fácil, obviamente consiste em Piteco indo em direção à Thuga, que está desfalecida, porém, o que de fato interessa é saber como ficou, como foi deixado, é ver o conteúdo em questão.
ExcluirZózimo, era raro ter ponto em título, ficou diferente. Essa do Piteco não foi republicada, se foi inédita mesmo, não deu pra saber qual era a cena omitida pelo logo da Sprite. Dessa edição do Cebolinha, a que foi republicada foi a de abertura e a da Mônica também a de abertura, já as demais inéditas nunca republicaram, o que foi uma pena.
Excluir"Entonces", infelizmente ficaremos a ver navios no tocante de como deve ser o conteúdo daquele quadro. Esse é o "preço" dos gibis TM Coca-Cola, isto é, as "caras" dos refrigerantes espalhadas em meio às HQs.
ExcluirAs cinco inéditas que abrem aquelas edições são sensacionais. A da Magali virou desenho animado; o diferencial na da Mônica é a ilustre ausência do Cascão preenchida pela secundária e marcante participação do escada Xaveco; a do Chico Bento é a que acho mais maneira, constando no quadro de encerramento um diabinho que chegara em Vila Abobrinha de mala e cuia de tanto o protagonista ter pronunciado o termo "diacho" - muitas pessoas das minhas épocas de criança e de adolescente acreditavam nisso, e não era só gente da roça e moradores de bairros periféricos, não, muitos baludos, madames e até doutores sustentavam tal superstição. Claro também que na classe média alta daqueles tempos havia ceticismo, ateísmo e quem comungava dessas visões de mundo obviamente não dava a mínima para crendices.
Uma pena mesmo, não tinham páginas inteiras de propagandas, mas eram inseridas em quadros aleatórios dentro das histórias, aí nunca vamos saber como eram esses quadros omitidos já que dificilmente vão republicar um dia. O ideal eram ter republicado, aí agora com politicamente correto praticamente sem chance. Geralmente esses quadros eram só uma ilustração sem texto que não interferiram no entendimento da história, mas sempre fica curiosidade de saber como foram desenhados. Todas as de abertura foram excelentes, também gosto muito a do Chico Bento, foi bem engraçada aquela. De início nunca associava palavra "Diacho" com "Diabo", só depois daquela história que fui saber senão nem ia saber, eu imaginava só como sinônimo de "Droga!", "Bolas!".
ExcluirTambém descobri que "(D)diacho" significa "(D)diabo" graças à HQ de abertura do gibi Coca-Cola do Chico Bento. Inclusive, permita agradecer, Marcos, "rapidim", só um "minutim", dá licença...
ExcluirMuito, muito obrigado, "muitobrigado", "mermo", "Ele vem vindo!"!!!
Aquilo sim, foi, é e sempre será um método didático deveras eficiente, é exatamente assim que a criançada absorve, memoriza, aprende pela via dos quadrinhos. Valeu mesmo, (D)dona historinha das antigas, grato!!
"Vortei". Então, à época, o que me provocou expressiva identificação com tema de "Ele vem vindo!" foi que bem antes de 1990 (ano de publicação da coleção e, pelo mesmo, me foi adquirida mediante as trocas das tampinhas de refrigerantes - cada exemplar equivalia a doze ou a quinze tampinhas, algo assim) já tinha conhecimento da superstição de que quanto mais se fala no dito-cujo, mais o maldito se aproxima de quem fica proferindo, pronunciando seus diversos e hilários nomes, até (glup!)... um dia... o "do enxofre" se materializar diante da pessoa que tanto "clamava", "evocava", enfim, que tanto falava nele(!!). Tinha por volta de seis anos de idade quando minha mãe me introduziu essa lorota. Já como interjeição "(D)diacho(!)" tem mesmo propósito de interjeições como "(D)droga(!)" e "(B)bolas(!)", exprimindo inconformismo, frustração, raiva, desânimo e tristeza.
Pois é, conhecia a expressão "Diacho!" pelos gibis, tiveram outras histórias personagens falando isso e não era só o Chico Bento. Já na vida real pessoal aqui não falavam essa expressão, era mais "Droga!", e essa lenda contada na história também não conhecia antes de ler, mas desconfiava que foi inspirada em lendas antigas que pessoal acreditava que fosse. Sem dúvida a gente aprende mais com essas histórias antigas, descobre costumes dos povos, não troco por nada essas antigas por essas didáticas atuais pra aprender alguma coisa. E quanto à coleção, tinha que juntar 15 tampinhas pra ter o gibi, haja refrigerante pra tomar pra ter todos os exemplares.
ExcluirEntão...a questão é esa mesmo gente. Gostaria muito de ver as artes originais omitidas. O Triste é que a revista do cascão foi quase toda inédita e as histórias não foram republicadas (até onde sei, porque não acompanho mais almanaques hoje em dia). Porém vi que aí mais um Temático com Capitão Feio. Esperança de pelo menos eles colocarem "O pequeno Capitão Feio".
ResponderExcluirVerdade, a do Cascão foi a que mais teve histórias inéditas e todas nunca republicadas, aí não vamos saber como foram esses quadros omitidos. Vai ter um Temático com Capitão Feio, porém é quase certo de ter só histórias da Panini, como vem sendo. O último Temático do Parque da Mônica, por exemplo, foram só histórias da Panini. Muito difícil republicarem "O pequeno Capitão Feio", é incorreta demais com Cascão como vilão e sujando tudo, fora dos padrões de politicamente correto que adotam a todo vapor. Se republicarem, seria ótimo, mas não tenho esperança.
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