segunda-feira, 16 de março de 2020

Chico Bento: HQ "O menino que morava na árvore"

Mostro uma história em que o Chico Bento resolveu morar na goiabeira do Nhô Lau para não levar tiros de sal. Com 9 páginas, foi história de abertura de 'Chico Bento Nº 39' (Ed. Globo, 1988).

Capa de 'Chico Bento Nº 39' (Ed. Globo, 1988)

Começa saindo vozes em uma goiabeira e o narrador pergunta se goiaba fala. Quando se aproxima, vemos que eram Chico Bento e Zé Lelé na goiabeira do Nhô Lau com Zé Lelé comentando que estão com vida mansa até o Nhô Lau aparecer. Chico diz que fareja o Nhô Lau a meia légua de distância e quando o barrigudo descobrir, eles já detonaram a goiabeira.


Enquanto fala, Nhô Lau já estava lá e ouvindo tudo . Quando os meninos veem ficam assustados, Zé Lelé sai da goiabeira e Nhô Lau dá tiros na bunda dele e se esconde em uma moita perto. Já o Chico fica na árvore, Nhô Lau manda descer de lá e Chico diz que vai ficar, pois a vista é bonita e o galho é confortável. Ele ainda lembra que se Nhô Lau atirar, vai estropiar toda a goiabeira e se ele subir lá vai quebrar tudo com o peso dele.


Nhô Lau tenta subir, mas não consegue, se cansa logo por causa do peso. Nhô Lau avisa que uma hora ele vai descer, não precisa ficar esperando e deixa o cachorro Lobo de guarda em frente à árvore, que assim que o Chico resolva esticar as pernas o Lobo vai dar a lição que merece. Zé Lelé ouve tudo na moita e pergunta para o Chico o que ele vai fazer. Chico diz que nada, o Nhô Lau não vai ficar vigiando o tempo todo e uma hora o cachorro dorme.


Chega a noite, o cachorro Lobo está acordado de vigia, dá sono no Chico e acaba dormindo na goiabeira. Amanhece e Chico acordo com o barulho dos passarinhos fazendo ninho no seu chapéu. Ele pensa que está no seu quarto, mas logo lembra que estava na goiabeira do Nhô Lau e resolve descer, pensando que o cachorro estava dormindo. Chico põe o pé no trabuco do Nhô Lau e volta ligeiro para o alto da goiabeira.

Chico fala que não vai descer , lá está bom e pede para o Zé Lelé para avisar aos pais que ele vai morar lá goiabeira. Chico fala que vai tomar café da manhã com as goiabas fresquinhas e Nhô Lau fica uma fera, avisando que vai aproveitando enquanto pode.


De repente começa a maior confusão, chegam jornalistas, os pais do Chico e o Zé Lelé, que avisou a imprensa sobre o Chico morar na árvore. Jornalistas foram entrevistar o Chico, todos querendo saber tudo sobre o menino que morava na goiabeira, por que resolveu morar lá, se é por causa da alta do aluguel, se é em defesa da Ecologia e se o "homem do trabuco" estava querendo derrubar a árvore. Chico fala que era o homem do trabuco que queria derrubá-lo enquanto os pais pedem para o filho sair de lá, que é muito pequeno para morar sozinho.


Em seguida chega um candidato a prefeito de Vila Abobrinha e fala que o Chico será o símbolo da campanha dele e que a luta dele também será do verde: do verde das goiabeiras, da padarias, das notas de quinhentos e do mar. E fala para o Chico não se preocupar com o bruto do Nhô Lau, que se tocar em um fio de cabelo dele vai se arrepender e a goiabeira é um patrimônio histórico e não resta outra alternativa do Nhô Lau sair de lá.


Zé Lelé comemora a vitória do Chico e jornalista pergunta o que o Chico tem a dizer pra dar início à grande campanha pela natureza. De repente, Chico desce da goiabeira, deixando todos surpresos e jornalista falando que vai arruinar tudo se for embora. Ele continua caminhando e não volta pra lá, deixando o candidato a prefeito furioso e os jornalistas vão procurar outro símbolo para a campanha da natureza. No final, Zé Lelé pergunta por que o Chico desistiu da campanha da natureza, ia ficar rico e famoso e Chico diz que não abe, deve ser por força da natureza mesmo, com ele em uma casinha de banheiro público para atender sua necessidade de xixi e cocô.


Muito boa essa história com o Chico Bento tendo que se virar para não levar tiro de sal do Nhô Lau ou ser mordido por cachorro após roubar mais uma vez as goiabas, precisando até morar na árvore e não contavam com a imprensa e candidato a prefeito defendendo o Chico pensando que ele estava lá por causa da campanha da natureza. Muito divertido ver o Nhô Lau brabo com o Chico roubando as goiabas, Chico desafiando o Nhô Lau, os jornalistas e políticos invadindo, Chico desistir de ser rico por força maior de fazer xixi e cocô e até o narrador pensando que a goiabeira falava foi engraçado. A presença do prefeito foi uma crítica de mostrar políticos interessados em se aproveitar dos problemas do povo e fazer de conta que está se solidarizando e que vai resolver só para fazer campanha eleitoral pra ter voto.


Foram poucas histórias de abertura com o Nhô Lau na época, preferiam mais como histórias de miolo. Passou a ter mais histórias de abertura quando deixaram o Nhô Lau como comerciante da região para mudar um pouco as suas histórias e não ser só para dar tiros de sal nos meninos e, de quebra, atender o politicamente correto. Completamente impublicável justamente por essa ideia central do Chico roubar goiabas e morar na árvore para não levar tiro de sal do Nhô Lau, além do Chico fazer piadas com o Nhô Lau barrigudo e seu peso. A palavra roubar também é proibida nos gibis novos, ao invés de falarem que os personagens roubam goiabas, mudam para pegar goiaba, isso quando tem história assim, pois são evitadas ao máximo.


Traços sensacionais, tudo indica com arte-final do Alvin Lacerda. Bom ver o Nhô Lau bem gordo já que atualmente colocam o personagem magro. Interessante que em um quadrinho erradamente colocaram um dente pra fora nele igual ao Chico Bento. A capa dessa vez fez alusão à história de abertura, coia rara na Editora Globo, mas ainda assim teve piadinha em cima da história colocando Chico com travesseiro e com rádio para ficar mais engraçado.

sexta-feira, 13 de março de 2020

Capa da Semana: Mônica Nº 57

Uma capa bem divertida com Mônica e Cebolinha jogando tênis e como a força da Mônica é tão grande, o arremesso da bola vai parar na boca do Cebolinha, que fica muito brabo. Legal também as roupas deles próprias de jogo de tênis.

A capa dessa semana é de 'Mônica Nº 57' (Ed. Globo, Setembro/ 1991).


terça-feira, 10 de março de 2020

Tirinha Nº 68: Cebolinha

Nessa tirinha, o Cebolinha até tentou ser cavalheiro com a Mônica colocando a sua camisa na poça d'água para ela passar, mas quando viu uma menina bonita  em outra poça, tratou de tirar a camisa com a Mônica passando para colocar na poça da outra menina, fazendo a Mônica cair feio na água. Muito engraçada.

Tirinha publicada originalmente em 'Cebolinha Nº 77' (Ed. Abril, 1979).


sábado, 7 de março de 2020

Turma da Mônica: HQ "Sujolândia"

Mostro uma história em que o Capitão Feio criou um parque todo imundo com a sua cara no lugar do Parque da Mônica. Com 17 páginas, foi publicada em 'Parque da Mônica Nº 26' (Ed. Globo, 1995).

Capa de 'Parque da Mônica Nº 26' (Ed. Globo, 1995)

Começa com a Turma indo ao Parque da Mônica e tem a surpresa de ver o Parque todo sujo em aspecto de ruínas e até pensam se o pai da Mônica não errou o caminho. Cascão adora o Parque sujo daquele jeito e até parabeniza a Mônica pela ideia. Logo descobrem que foi o Capitão Feio que fez aquilo com o Parque da Mônica.


Capitão Feio fala que o parque agora é dele e tem o nome de "Sujolândia" e eles são convidados. Quando entram, um monstrinho de sujeira manda o Capitão Feio mostrar o crachá e Capitão Feio o chama de estúpido e dá bronca que é o patrão dele. Ainda assim o monstrinho pergunta pelo crachá, Capitão Feio diz que não tem e aí tem que pagar e fala palavrões e o monstrinho avisa que falar palavrão é feio.


Mônica fala para os seus amigos que precisam descobrir o que aconteceu, quando o Capitão Feio fala que não está acontecendo nada, mas vai acontecer e jogam a turma no brinquedo da rampa da imundice, deixando a turma toda suja ao sair da rampa. Depois eles visitam a "Casa do Feio", tinha tanto pó que eles saíram tossindo e como o Capitão Feio achou que eles tossiram pouco, manda para o monstrinho de sujeira de providenciar mais pó lá.


Em seguida, vão aos ciclopoluidores e Cascão acha legal por estar se divertindo. Nos ciclopoluidores ganhava quem conseguisse fazer mais fumaça e o Cebolinha ganhou por ter ficado coberto de fumaça. Cascão comenta que foi divertido e Cebolinha pergunta se ele é mesmo o Cascão e não o Do Contra. Aí, dá fome na Magali e eles são levadas na "Praça do Fedegoso", que era o nome do Monstro de Sujeira cozinheiro do Capitão Feio. Quando ele fala que tem pizza de barro, suco de argila e hambúrguer de pedra com pão amanhecido no cardápio, Magali perde a fome.


Capitão Feio fala que eles ainda tem que ver a "Casa do Porco" e "Esgoto do Imundinho". Mônica pergunta de onde o Capitão Feio tirou as ideias dos brinquedos, que se parecem muito com os do Parque da Mônica. Capitão Feio diz que tirou do Mauricio de Sousa. Viajou no tempo através de uma máquina do tempo e roubou todos os projetos do Parque que ainda não tinha sido construído e prendeu o Mauricio no banheiro. Aí ele criou os brinquedos, incluindo o cinema 3F, de fétido, feioso, fuleiro.


A intenção era para dominar o mundo, com Mauricio preso no passado, não existe o Parque no futuro. Ainda viajou mais ainda, na época que a turma não foi criada e prendeu o Mauricio de novo no banheiro. Se o Mauricio não criassem os personagens, eles deixariam de existir, e sem eles para atrapalhar, dominaria o mundo em poucos quadrinhos. Enquanto contava, Cascão e Magali estavam começando a sumir.


Capitão Feio vai brincar no "Carrossel do Porcácio" e Mônica lembra que ele também é personagem do Mauricio e Capitão Feio implora para Mônica ajudar para ele não sumir também. Eles vão ao "Teatro do Feioso"e ele pergunta a um dos monstrinhos onde estava a máquina. O monstrinho fala que ninguém triou foto e capitão Feio fala que era máquina do tempo. O monstrinho fala que estava lá atrás e, assim ele , Mônica e Cebolinha viajam até o ano de 1961.


Eles tiram o Mauricio do banheiro. Capitão Feio fica feliz que encontraram e Mauricio estranha ter falado "nós", já que Mônica e Cebolinha haviam sumido. Capitão Feio se pergunta onde tá a "baixinha dentuça" e "troca-leras de cabelos espetados" e volta desesperado para a máquina do tempo para ver o que aconteceu de errado. Quando se vai, Mauricio tem a visita de seu amigo com cabelos espetados e da sua filha Mônica e acaba criando os personagens.


Capitão Feio volta para 1995 e encontra o Parque da Mônica de volta normal. Vê a Mônica e fala que andava tão sumida e ao ver o resto da turma fica feliz também e comenta que voltou no tempo a tempo de consertar tudo e tudo voltou ao normal como se nada tivesse acontecido. A turma corre e coloca uma camisa de força emprestada do Louco e Capitão Feio é levado para o manicômio tratado como um louco. Mônica e Cebolinha veem uma máquina do tempo no Parque e pensam que foi criada pelo Franjinha.


No final, Capitão Feio está no "Manicômio para Loucos Engraçados", e o enfermeiro avisa que era hora do passeio. Capitão Feio pergunta para onde eles vão e o enfermeiro fala que seria no parque. Seria um parque comum, mas Capitão Feio pensou que era o Parque da Mônica e, assim, se desespera e foge do manicômio quebrando a parede, com tanto trauma do Parque da Mônica.


História legal mostrando um Parque do Capitão Feio no lugar do Parque da Mônica após ele viajar no tempo para impedir a construção do Parque da Mônica e dos personagens. Seria tudo perfeito se ele não fosse também personagem do Mauricio e acabaria sumindo também que nem os outros. Histórias com máquina do tempo e metalinguagem sempre eram bem envolventes.


Não era só Franjinha que criava invenções nas histórias, geralmente tinham outros cientistas e vilões também criavam seus inventos de acordo com seus objetivos. Assim, tanto vilões fixos como Capitão Feio, Doutor Olimpo, entre outros, assim como vilões que apareceram em só uma história podiam criar.


O Parque da Mônica original acabou só aparecendo no final da história por causa disso. Legal ver o Cascão adorando os brinquedos sujos e até se divertindo, hoje em dia ele ia ser contra que nem os outros personagens. Teve monstrinho de sujeira que até teve nome dessa vez, era raro terem nome, ainda mais que eram muitos. Hoje em dia, costumam colocar só uns 3 monstrinhos nas histórias, quem sabe pra ter menos trabalho de desenhar. Como tem apologia à sujeira, personagens ficando sujos com os brinquedos e ter cenas com palavrão e Capitão Feio com arma na mão para prender Mauricio no banheiro não fariam de novo atualmente.


Foi bom também ver o amigo do Mauricio e a Mônica filha do Mauricio retratados como inspiração de criação. A história não seguiu exatamente como aconteceu na vida real, já que Mônica e Cebolinha não foram criados juntos e nem foi em 1961. Cebolinha foi criado em 1960 e Mônica em 1963, vale pela lembrança dos primórdios da MSP para gente ter ideia em quem o Mauricio se inspirou para criar os personagens.


Achei que podia também ter mostrado o Capitão Feio tirando o Mauricio do banheiro no início dos anos 90, mostrou apenas voltando aos anos 60, pois ficou preocupado em deixar de existir. Fica subtendido que quando o Mauricio de 1961 estava criando os personagens, o Capitão Feio estava no inicio dos anos 90, antes de voltar para 1995.


Quase todos brinquedos que o Capitão Feio criou na "Sujolândia" foram baseados nos brinquedos do Parque da Mônica só que com apologia à sujeira, até que o Parque podia ter tido um brinquedo com nome dele, logicamente sem precisar sujar ninguém, mas tendo referência ao nome dele. Os traços muito bons também, bem típicos dos anos 90 e na postagem coloquei a história completa.

terça-feira, 3 de março de 2020

Capa da Semana: Chico Bento Nº 30

Nessa capa, a Turma do Chico Bento está brincando de colocar o rabo no burro com olhos vendados e o Zé Lelé acaba colocando o rabo na bunda o Chico Bento com Rosinha e Zé da Roça dando gargalhadas por estarem confirmando o Chico como um burro, até por conta das notas zero dele na escola, e por ele ter gritado com o prego na bunda. Incorreta atualmente por conta de comparar o Chico como um animal, o Chico se machucar com o rabo espetado na bunda e o bullying dos seus amigos por conta disso tudo.

Curiosidade do Zé Lelé aparecer de dente pra fora igual ao Chico. Embora o padrão é aparecer sem dentes, mas alguns desenhistas na época desenhavam o Zé Lelé de dente. E a revista teve aquelas terríveis etiquetas de preço por conta da inflação e quando retiravam sempre danificava o papel. Nessa a etiqueta foi retirada.

A capa dessa semana é de 'Chico Bento nº 30' (Ed. Gobo, Março/ 1988).