Mostro uma história em que a Magali gravou o miado do Mingau em um gravador e ele pensou que era outro gato. Com 8 páginas, foi história de abertura de 'Magali Nº 248' (Ed. Globo, 1998).
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| Capa de 'Magali Nº 248' (Ed. Globo, 1998) |
Escrita por Paulo Back. Magali canta em um gravador, depois confere, acha que ficou legal e se considera uma cantora. Em seguida, ela vê o Mingau e pergunta se ele é cantor, Mingau diz que todo gato é cantor, família dele tem veia artística e que o seu tio é o "Palvaroti" dos telhados. Magali quer fazer teste e pega o gravador. Mingau cheira e sai, dizendo que se não tem cheiro de atum, não é massa.
Magali diz que é para o Mingau cantar, ele pergunta para que se está namorando ninguém, mas como a plateia pede, ele canta. Magali não curte, fala que ele não canta, só mia e verifica como ficou no gravador. Mingau estranha o miado no gravador e pergunta o que é isso e acha tem um outro gato em casa. Magali toca de novo e Mingau pergunta cadê o gato. Magali acha que Mingau gostou, toca de novo, ele reprova e sai correndo.
Magali avisa para o Mingau que é só um gravador, não precisa fazer escândalo e Mingau quer que ela tire aquela coisa perto dele. Magali toca de novo, Mingau quer atacar o gravador e manda ela fugir que tem outro gato ali dentro. Magali percebe que ele acha que tem outro gato ali e Mingau pergunta se acha que o miado é dele.
Mingau vai tirar soneca e Magali toca o gravador, Mingau se assusta, saindo correndo, perguntando cadê o gato, procura debaixo do sofá, Magali toca o gravador quando ele não vê, o assustando mais uma vez, ele arranha o sofá procurando pelo gato e Magali dá gargalhada. A fita do gravador acaba, Magali avisa que o miado dele está gravado na fita, o chama de burrinho e só ele para confundir uma gravação com outro gato.
Depois, ela comenta que os bichos são tão bobos, não sabem as diferenças entre as coisas verdadeiras e as falsas e só os humanos sabem, porém quando ela assiste a uma receita de bolo de morango com nozes, fica lambendo a televisão como se tivesse comendo o bolo e Mingau se pergunta se os humanos realmente sabem diferenciar.
História boa em que Magali grava o miado do Mingau no gravador e ao ouvir ele pensa que tem um outro gato na casa e depois passa a pensa que o gato estava dentro do gravador. Depois de muitas tentativas da Magali para atazanar, Mingau descobre que era uma fita com o miado dele gravado e que fez papel de bobo. Magali no final acha que é mais esperta que os gatos, mas fez mesma coisa sem distinguir coisas verdadeiras das falsas quando passa a lamber televisão vendo receita de bolo.
Coitado do Mingau judiado pela Magali o tempo todo, não sabia o que era gravador e pensava que era um outro gato na casa, levando susto. Para piorar, Magali ficava tocando o miado o tempo todo aumentando os nervos dele. Primeiro ela até pensava que que o Mingau estava gostando de ouvir, mas depois que percebeu que ele achava que era outro gato, aí que ela resolveu tocar para judiar e dar susto nele de propósito, gostando de fazer o gato de bobo.
Tocar gravador enquanto estava dormindo foi o pior para o Mingau, o salto de susto que deu foi grande. Se ela via que Mingau não gostava, podia parar, mas queria vê-lo com susto e procurando pelo outro gato e ainda dava gargalhada. Só parou a brincadeira porque a fita parou senão ficava horas judiando do gato. Aí, foi determinante para ele descobrir que era o seu miado o tempo todo e Magali agiu como ele no final achando que o bolo na TV era de verdade, quando se trata de comida para Magali acha que tudo é real.
Foram engraçadas tiradas do Mingau de que todo gato é cantor, família tem veia artística, que o tio dele é o "Palvaroti" dos telhados, perguntar para que cantar se não está namorando ninguém com referência a serenatas que faz para as gatas no telhado, dizer que se mia porque é um gato, o medo do Mingau achando que o miado no gravador de outro gato e querer avançar no outro gato e ficar procurando, o salto dele quando Magali tocou o miado enquanto estava dormindo, a descoberta que era só uma fita e Magali lambendo televisão querendo comer o bolo da receita. A paródia foi do Pavarotti como "Palvaroti". Dessa vez a referência á comida foi só no final, o foco foi a conversa entre Magali e Mingau.
Foi estilo de histórias da Magali só com Mingau dentro de casa mostrando costumes de cotidiano dos gatos, o Paulo Back tem vários gatos em casa e ajudava a se inspirar em histórias assim, no caso nesta de costume de gatos não gostar de outro gato invadindo seu território e estranhar próprio miado em um gravador. Seria o mesmo que gato se olhar no espelho e achar que é outro gato e pode ter sido inspiração real de ter gravado miado de um de seus gatos em gravador. Nessas histórias, Magali e Mingau conversavam discutiam, um podia trolar o outro, às vezes com participação rápida dos pais da Magali, e em muitas vezes dava para entender o que a Magali entendia o que ele pensava e normalmente histórias assim não tinha ligação com comida.
Esse estilo de histórias começou a ser notado em 1998, mas que ficou com frequência bem maior a partir dos anos 2000 até toda a primeira série da Panini, quando Mingau predominava nos gibis da Magali, tinham gibis que chegavam ter até 3 histórias assim com ele. Uma ou outra ocasional fica legal, mas o excesso de Mingau desgastava muito tomando conta dos gibis da Magali e ficava muito repetitivo. Hoje em dia o Mingau raramente aparece, mais em figuração, sem mais histórias próprias ou contracenando assim só com a Magali, por conta do politicamente correto e também porque o Paulo Back está muito tempo sem histórias escritas por ele nos gibis, desde a terceira série da Panini anda sumido, foram poucas desde então.
Traços ficaram bons, típicos da segunda metade dos anos 1990. Incorreta atualmente por Magali judiar do gato, deixá-lo assustado, lamber televisão querendo comer o bolo da receita, além de coisas datadas como aparelho de gravador com fita cassete e TV de tubo. Nunca foi republicada até hoje, seria por volta de 2011 já na Editora Panini e não foi por conta da pressa de diminuir tempo decorrido das republicações das revistas quinzenais originais, além do politicamente correto da Panini, o que mais pesou.
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A Magali pensa que o gato não é inteligente só por não entender como funciona o gravador. Só que, uma humana, com cérebro “tão superior” ao cérebro do bicho de estimação, foi flagrada lambendo a televisão. Acho que se Zé Lelé visse o final da história ia querer ficar longe dela por medo de contágio e seu Q.I. reduzir mais ainda. História muito boa e o Astronauta na capa da revista ficou muito legal também.
ResponderExcluirPois é, o Q.I. da Magali chega a ser pior que o do Zé Lelé, não ia querer mesmo ficar perto dela. Pior que o Mingau, inclusive, por ele ser bicho seria normal, não com ela. Quando tem comida é capaz de tudo. Ficou bim esse crossover da Magali com o Astronautana capa, bem criativa. .
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