quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Magali e Mingau: HQ "Nem tudo que mia é gato!"

Mostro uma história em que a Magali gravou o miado do Mingau em um gravador e ele pensou que era outro gato. Com 8 páginas, foi história de abertura de 'Magali Nº 248' (Ed. Globo, 1998).

Capa de 'Magali Nº 248' (Ed. Globo, 1998)

Escrita por Paulo Back. Magali canta em um gravador, depois confere, acha que ficou legal e se considera uma cantora. Em seguida, ela vê o Mingau e pergunta se ele é cantor, Mingau diz que todo gato é cantor, família dele tem veia artística e que o seu tio é o "Palvaroti" dos telhados. Magali quer fazer teste e pega o gravador. Mingau cheira e sai, dizendo que se não tem cheiro de atum, não é massa.

Magali diz que é para o Mingau cantar, ele pergunta para que se está namorando ninguém, mas como a plateia pede, ele canta. Magali não curte, fala que ele não canta, só mia e verifica como ficou no gravador. Mingau estranha o miado no gravador e pergunta o que é isso e acha tem um outro gato em casa. Magali toca de novo e Mingau pergunta cadê o gato. Magali acha que Mingau gostou, toca de novo, ele reprova e sai correndo.

Magali avisa para o Mingau que é só um gravador, não precisa fazer escândalo e Mingau quer que ela tire aquela coisa perto dele. Magali toca de novo, Mingau quer atacar o gravador e manda ela fugir que tem outro gato ali dentro. Magali percebe que ele acha que tem outro gato ali e Mingau pergunta se acha que o miado é dele. 

Mingau vai tirar soneca e Magali toca o gravador, Mingau se assusta, saindo correndo, perguntando cadê o gato, procura debaixo do sofá, Magali toca o gravador quando ele não vê, o assustando mais uma vez, ele arranha o sofá procurando pelo gato e Magali dá gargalhada. A fita do gravador acaba, Magali avisa que o miado dele está gravado na fita, o chama de burrinho e só ele para confundir uma gravação com outro gato. 

Depois, ela comenta que os bichos são tão bobos, não sabem as diferenças entre as coisas verdadeiras e as falsas e só os humanos sabem, porém quando ela assiste a uma receita de bolo de morango com nozes, fica lambendo a televisão como se tivesse comendo o bolo e Mingau se pergunta se os humanos realmente sabem diferenciar.

História boa em que Magali grava o miado do Mingau no gravador e ao ouvir ele pensa que tem um outro gato na casa e depois passa a pensa que o gato estava dentro do gravador. Depois de muitas tentativas da Magali para atazanar, Mingau descobre que era uma fita com o miado dele gravado e que fez papel de bobo. Magali no final acha que é mais esperta que os gatos, mas fez mesma coisa sem distinguir coisas verdadeiras das falsas quando passa a lamber televisão vendo receita de bolo.

Coitado do Mingau judiado pela Magali o tempo todo, não sabia o que era gravador e pensava que era um outro gato na casa, levando susto. Para piorar, Magali ficava tocando o miado o tempo todo aumentando os nervos dele. Primeiro ela até pensava que que o Mingau estava gostando de ouvir, mas depois que percebeu que ele achava que era outro gato, aí que ela resolveu tocar para judiar e dar susto nele de propósito, gostando de fazer o gato de bobo. 

Tocar gravador enquanto estava dormindo foi o pior para o Mingau, o salto de susto que deu foi grande. Se ela via que Mingau não gostava, podia parar, mas queria vê-lo com susto e procurando pelo outro gato e ainda dava gargalhada. Só parou a brincadeira porque a fita parou senão ficava horas judiando do gato. Aí, foi determinante para ele descobrir que era o seu miado o tempo todo e Magali agiu como ele  no final achando que o bolo na TV era de verdade, quando se trata de comida para Magali acha que tudo é real. 

Foram engraçadas tiradas do Mingau de que todo gato é cantor, família tem veia artística, que o tio dele é o "Palvaroti" dos telhados, perguntar para que cantar se não está namorando ninguém com referência a serenatas que faz para as gatas no telhado, dizer que se mia porque é um gato, o medo do Mingau achando que o miado no gravador de outro gato e querer avançar no outro gato e ficar procurando, o salto dele quando Magali tocou o miado enquanto estava dormindo, a descoberta que era só uma fita e Magali lambendo televisão querendo comer o bolo da receita. A paródia foi do Pavarotti como "Palvaroti". Dessa vez a referência á comida foi só no final, o foco foi a conversa entre Magali e Mingau.

Foi estilo de histórias da Magali só com Mingau dentro de casa mostrando costumes de cotidiano dos gatos, o Paulo Back tem vários gatos em casa e ajudava a se inspirar em histórias assim, no caso nesta de costume de gatos não gostar de outro gato invadindo seu território e estranhar próprio miado em um gravador. Seria o mesmo que gato se olhar no espelho e achar que é outro gato e pode ter sido inspiração real de ter gravado miado de um de seus gatos em gravador. Nessas histórias, Magali e Mingau conversavam discutiam, um podia trolar o outro, às vezes com participação rápida dos pais da Magali, e em muitas vezes dava para entender o que a Magali entendia o que ele pensava e normalmente histórias assim não tinha ligação com comida.

Esse estilo de histórias começou a ser notado em 1998, mas que ficou com frequência bem maior a partir dos anos 2000 até toda a primeira série da Panini, quando Mingau predominava nos gibis da Magali, tinham gibis que chegavam ter até 3 histórias assim com ele. Uma ou outra ocasional fica legal, mas o excesso de Mingau desgastava muito tomando conta dos gibis da Magali e ficava muito repetitivo. Hoje em dia o Mingau raramente aparece, mais em figuração, sem mais histórias próprias ou contracenando assim só com a Magali, por conta do politicamente correto e também porque o Paulo Back está muito tempo sem histórias escritas por ele nos gibis, desde a terceira série da Panini anda sumido, foram poucas desde então. 

Traços ficaram bons, típicos da segunda metade dos anos 1990. Incorreta atualmente por Magali judiar do gato, deixá-lo assustado, lamber televisão querendo comer o bolo da receita, além de coisas datadas como aparelho de gravador com fita cassete e TV de tubo. Nunca foi republicada até hoje, seria por volta de 2011 já na Editora Panini e não foi por conta da pressa de diminuir tempo decorrido das republicações das revistas quinzenais originais, além do politicamente correto da Panini, o que mais pesou.

2 comentários:

  1. A Magali pensa que o gato não é inteligente só por não entender como funciona o gravador. Só que, uma humana, com cérebro “tão superior” ao cérebro do bicho de estimação, foi flagrada lambendo a televisão. Acho que se Zé Lelé visse o final da história ia querer ficar longe dela por medo de contágio e seu Q.I. reduzir mais ainda. História muito boa e o Astronauta na capa da revista ficou muito legal também.

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    1. Pois é, o Q.I. da Magali chega a ser pior que o do Zé Lelé, não ia querer mesmo ficar perto dela. Pior que o Mingau, inclusive, por ele ser bicho seria normal, não com ela. Quando tem comida é capaz de tudo. Ficou bim esse crossover da Magali com o Astronautana capa, bem criativa. .

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