domingo, 9 de agosto de 2026

Mônica: HQ "O Dia dos papais trocados"

Em homenagem ao "Dia dos Pais" compartilho uma história em que a Mônica e seus amigos resolvem dar presente para os pais dos amigos em vez de dar para os próprios pais. Com 10 páginas, foi história de encerramento de 'Mônica Nº 64' (Ed. Abril, 1975).

Capa de 'Mônica Nº 64' (Ed. Abril, 1975)

Mônica conversa com o coelhinho de pelúcia que deve ser bom ser coelhinho que não tem problema de quebrar a cuca para dar presente de Dia das Mães, dos Pais, dos Namorados sem ter dinheiro. Agora é Dia dos Pais, o pai dela tem tudo e tem nada que possa dar para ele, só se fosse gravata, mas faz cara feia quando recebe. Em seguida, aparece o Cascão triste e Mônica deduz que ele também não sabe o que vai dar de presente para o pai dele. Cascão confirma e acha chato que pai dele nem usa gravata, diz que talvez goste de uma lata de lixo linda, grande, velha e enferrujada, e acha que é difícil dar presentes para os pais da gente.

Mônica tem ideia de trocar de pai para dar presente, um dá presente para o pai do outro porque na verdade os pais ligam para o gesto e nem para o presente que os filhos dão e aí não precisam mais quebrar cuca para dar presente para os próprios pais. Então, eles vão passar a ideia para todos os amigos e o Cebolinha foi o último, encarregado de dar um presente para o pai da Mônica. Cebolinha diz que sabe nada do pai dela, o que ele tem ou que deixa de ter e pode dar qualquer coisa e que isso é o espírito da coisa e depois Mônica vai comprar presente para o pai do Humberto.

No dia seguinte, na véspera do Dia dos Pais, a turma se reúne no campinho, fazem as trocas dos presentes já empacotados e identificaram que era para o pai do "fulano". Indo para casa, Mônica adorou a ideia, só é angustiante não saber o que está dando para o pai dela. A mãe recomenda esconder no armário da cozinha onde o pai nunca vai e Mônica diz que amanhã a surpresa vai ser para o papai e para ela também e todas as crianças também escondem os presentes que vão dar para os pais deles.

Chega a manhã do Dia dos Pais e eles entregam os presentes. Xaveco entrega uma caixa com monstro que salta, fazendo o pai desmaiar; um menino entrega uma lata de lixo que foi dado pelo Cascão; outro menino dá um cordão de florzinha; outro menino entrega um bolo para o pai gordo diabético e diz que vai ficar só olhando porque o médico proibiu de comer doces, dado pela Magali, outro menino entrega uma bola par ao pai que havia quebrado o pé, Cascão joga for ao embrulho com sabonetes e xampu, pensando que devem ter trocado, pai da Magali recebe um livro de fazer jejum e ele diz que fica agradecido que finalmente viu alguma mudança nela e um menino negro dá um pente para o pai careca.

Na vez da Mônica dar o presente para o pai, acha a caixa mais leve e úmida e pensa que é umidade do armário. Quando o pai recebe, a caixa estava vazia, Mônica fala que é brincadeirinha, o presente leva depois e o pai só manda ela lhe dar uma abraço, que é o melhor presente para ele. Mônica gosta, mas quer tomar satisfação com o Cebolinha, que reclama que ela deu um espelho enfeitado de florzinhas e cor-de-rosa e ele nem gosta de se olhar no espelho por causa de calvície e conta que deu para o pai da Mônica uma estatuetazinha de gelo que ele próprio fez, só que esqueceu de avisar que tinha que guardar na geladeira. Mônica gostou do presente e acha engraçado de estátua de gelo fora da geladeira, os dois caem na risada e no final o pai da Mônica fala para esposa que o riso dos filhos é o melhor presente para os pais.

História legal em que Mônica tem ideia de dar presente para o pai de um amigo já que não sabia o que dar para o seu próprio pai e cada um de seus amigos dariam presente para o pai de outro amigo porque todos também tinham esse dilema de não saber o que dar para o pai, só que com a ideia acabou cada pai recebendo presentes de grego que nada tinha a ver com eles.

Foi uma espécie de amigo oculto de Natal e não sabiam o que tinham nas caixas de presente, sendo uma surpresa para todos. Alguns resolveram dar presentes para sacanear com o amigo, como foi o que o pai do Xaveco recebeu, já outros deram presentes do que eles próprios gostariam ganhar como foi o que o Cascão deu, ou então que seria um presente de grego para o filho, como foi com a Magali. Cebolinha foi o único que deu algo que agregasse, só que foi burro de avisar que era para guardar na geladeira. A intenção foi boa, dinheiro que gastaria pra dar presente para os próprios pais, vão dar para os outros pais, que não sabiam das trocas de presentes, se  o pai que receber não gostar, o problema não era dele, e só do filho que entregou.

Muito boa autonomia das próprias crianças comprarem presentes para os pais, se preocuparem com o que ia dar, o mais coerente seria a mãe ir para escolher junto. Pena que nem todos os presentes a gente soube quem deu presente para quem e faltou mostrar presentes que os pais do Franjinha e do Humberto receberam, para isso precisaria ser mais longa. Serviu de mensagem que "Dia dos Pais" é comércio, os pais não ligam para presentes caros e extravagantes, o mais importante é um abraço e ver a felicidade deles, apenas vendo filho sorrindo contagiante já é a melhor coisa que poderiam receber. Interessante o lado histórico que há mais de 50 anos as pessoas já tinham essa visão que "Dia Dos Pais" era só comércio e roteirista quis mostrar essa mensagem do verdadeiro valor da data, uma crítica social, quase certo que foi escrita pelo Mauricio de Sousa.

Engraçado Mônica dizer que descobriu que Cascão não sabia o que dar de presente para o pai porque fez a mesma cara dela, Cascão querer dar lata de lixo para o pai, Franjinha esconder o presente na casinha do Bidu e dizer para o cachorro não contar pra ninguém que escondeu lá e principalmente todas as surpresas que cada pai recebeu com os presentes trocados, principalmente o pai do Xaveco, o pai gordo diabético que não podia comer bolo, o que recebeu bola com pé quebrado, o do Cascão recebendo sabonete e xampu e o da Magali pensando que a comilona ia fazer jejum.

Vimos que tiveram vários personagens secundários figurantes porque não tinham muitos personagens fixos criados da turma na época. Personagens fixos que contracenavam com Mônica, Cebolinha,  Cascão e Magali eram só Xaveco, Franjinha e Anjinho. Nesta história a Mônica até citou o Humberto, mas ele não aparecia nos gibis e pode até ser que Humberto fosse nome de qualquer figurante que apareceu na trama e não necessariamente o mudinho que conhecemos.

Deu para notar que os pais das crianças tinham um aspecto mais envelhecido, ficando um retrato dos anos 1970 em que as pessoas aparentavam maus velhas do que realmente eram. Teve um festival de personagens falando com boca fechada, na primeira metade dos anos 1970 era quase um padrão isso, principalmente em histórias escritas pelo Mauricio. O Sansão ainda não tinha nome por isso a Mônica chamá-lo de coelhinho.

Os pais da turma quase não apareciam nos anos 1970, histórias eram mais focadas nas crianças. Apenas os pais do Cebolinha e do Franjinha e a mãe da Mônica que eram mais definidos nos traços. Mãe da Mônica aparecia mais vezes em relação aos outros enquanto pais do Cebolinha e do Franjinha eram aparições mais raras. Pais do Cascão não apareciam, no máximo eram apenas citados, por isso nem mostrou aí o Cascão com seu pai, e só começaram a aparecer a partir de 1977 e bastante raramente depois disso até quando ele começou a ter revista em 1982. A mãe da Magali apareceu primeiro só no final de 1975 e antes disso no máximo aparecia só voz dela. Normalmente gostavam muito de não revelar rosto dos pais, ficar o mistério e permitir que os leitores imaginassem como eram os rostos deles.

Nesta história foi a primeira vez que apareceram o pai da Magali e o pai da Mônica. Vimos que era completamente diferente o pai da Magali como um velho, gordo e uma espécie de versão masculina da filha com camisa amarelo e cabelo desse jeito, depois ele teve uma faceta com cara do Seu Juca e só a partir de 1986 que teve o estilo atual que conhecemos. Já o pai da Mônica deu ideia que inicialmente tinha intenção de não mostrar o rosto dele e leitor imaginar como era como foi na cena do abraço dele na Mônica,  aí  o final resolveu revelar rosto dele, que ficou bem parecido com o Mauricio de Sousa. Os pais também não tinham nomes revelados, passaram a ter nomes fixos só nos anos 1990.

Histórias dos anos 1970 eram bem lentas, eram muito comum personagens dialogando, altas conversas, enquanto vão caminhando pela rua. Se fosse nos anos 1980, as 4 primeiras páginas iniciais desta história iam ser mais resumidas em 2 páginas no máximo e depois seguiriam normalmente. Hoje em dia seria corrida demais, já que agora todas  histórias de miolo são no máximo 3 páginas para atender as crianças de hoje da geração Alpha que gostam de tudo corrido, acelerado, sem paciência para ler histórias longas e lentas.

Incorreta atualmente por autonomia das crianças de comprarem presentes sozinhas, se preocuparem com o que ia dar para os pais, Cascão dar lata de lixo, preconceito do Cebolinha do pai receber espelho de florzinhas e cor-de-rosa, menino negro e seu pai com lábios de círculo rosa em volta da boca, mãe da Mônica de avental, além de palavras e expressões proibidas como "quebrar a cuca", "gozado", gíria datada "grilo". 

Traços ficaram bons no estilo da primeira metade dos anos 1970 com personagens com bochechas pontiagudas, mas já sofrendo adaptações comparados como eram em 1970 e 1971. Nunca foi republicada até hoje, poderia ter sido  entre 1980 a 1983, mas por ter tema de Dia dos Pais, poderiam estar adiando e como Almanaques da Mônica não eram lançados em agosto, acabou ficando esquecida, fora que muitas histórias dessa fase não foram republicadas porque os almanaques da Mônica eram anuais e depois de 8 anos das originais achavam que esravam velhas pra republicações pelo estilo de traços diferentes.  Aí, essa é  rara e só quem tem a edição original que a conhece.

FELIZ DIA DOS PAIS!!!

30 comentários:

  1. Miséria pouca é bobagem, pois, a protagonista, no início da trama se dizendo dura, presenteou logo dois.
    Seu Cebola ganhou espelho cor-de-rosa decorado com florzinhas. Sorte o filho não ter tomado umas palmadas por, supostamente, insinuar que seu progenitor seria um... paneleiro.
    Pena o roteiro não ter revelado que tipo de presente Mônica escolheu para o pai do Humberto. Imagino algo que tenha "afirmado sua masculinidade" como, por exemplo, um avental com estampa de Carmen Miranda ou, da Penélope Charmosa, e o presenteado correndo atrás de seu rebento, com cinto na mão...

    "Estatuetinha de gelo". Ô, Cebolinha, toma tenência! Vai ser sovina assim lá na Tonga da Mironga!

    Não somente por outra cor na epiderme que o guri "do pente" não parece ser o Jeremias. Falando nisto, poderia ter entrado nos anos 1970 com pele marrom, mas o aspecto baseado em nanquim foi mantido por mais uma década e alguns anos.

    Visto que historicamente era ☞sempre venha nós e nada de vosso reino☜, surpreendeu o que Magali escolheu como presente para o pai do fulaninho. Já o pai dela, sujeitinho feio da ʔ☉Ӝ̵̨̄Ӝ̵̨̄ᗩ, sô! Chega ser doído de ver... Este, sim, remete a um legítimo crossdresser! E eu atribuindo isto a outro personagem... "Desculpaí", prezado Astronauta!...

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    1. Mônica queria presentear com algo barato, então o presente que ela deu para o tal Humberto deve ter sido bem barato. Cebolinha não apanhou do Seu Cebola, mas o pai deve ter jogado na cara que não gostou. Difícil saber o que a Mônica deu de presente, quem sabe algo zombando com a condição de ser mudo, já que alguns deram presentes zoando o próprio amigo. Porém, não ficou claro se era o mesmo Humberto que a gente conhece, pode ter sido qualquer um desses figurantes que apareceu, aí nesse caso, mostrou o que a Mônica deu. Não sendo o nosso Humberto, aí o presente da Mônica pode ser o cordão de florzinha do pai do segundo menino ruivo da 7ª página da história.

      O Cebolinha se destacou como esculpidor de estatuetas de gelo, gastou nada com o presente, em compensação, mostrou que tem talento, foi azarão de não avisar que era pra ficar na geladeira. O menino negro não era o Jeremias, é certo isso, foi apenas um figurante, senão aparecia como preto que nem carvão, como o "Porra, Mauricio" dizia.

      Uma surpresa de Magali dar um bolo, normalmente ela comeria no caminho e entregaria uma caixa vazia. Resistiu bem. Esse pai da Magali era bem feio mesmo, gordo, narigudo, cópia masculina da filha no cabelo e roupa, mas não acho que ele pareceu com o Astronauta. Ainda bem que mudaram depois, Seu Carlito já ficou o oposto e bem jovem.

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    2. A analogia com o herói espacial nada tem a ver com aparências de ambos, nada tem a ver com qualquer possível semelhança física entre eles, por sinal, nesse sentido, nem de longe se parecem. A razão pela qual o citei foi pelo roteiro de "Somos todos iguais" que, em certa medida, colocou masculinidade do personagem em xeque e, portanto, o relacionei, jocosamente, como possível adepto do movimento crossdresser. Já o pai da Magali nesta HQ, por seu aspecto andrógino, também o relacionei com tal movimento. Este foi o único ponto de convergência que identifiquei entre dois personagens tão distintos, compreende? E, ainda assim, um ponto de convergência, vamos dizer, eivado de subjetividade...

      Imaginava que datasse de 1985 a primeira aparição de Seu Carlito na aparência jovial que gradualmente foi se consagrando. Como afirma que foi em 1986, por acaso teria sido em Mônica nº193? Ou, talvez, em Mônica nº189?

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    3. Entendi, não tinha observado direto a analogia, nesse aspecto dá pra comparar. Quanto ao Seu Carlito, afirmo que em 1986 em gibis, no caso na história de Mônica Nº 193. Em tirinhas de jornais teve traços parecidos só que com cabelo todo preto que aí seria por volta de 1984 a 1985.

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    4. Por ser polifuncional, obviamente a palavra "que" pertence a várias classes gramaticais.
      A introdução no parágrafo acima é pela dúvida em qual classificação se encaixa na fala da Mônica no primeiro quadro da quinta página (60), podendo ser preposição ou conjunção. Enfim, isto é para destacar que o (ou a) letrista não inseriu "que" entre "o" e "tem".

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    5. Realmente faltou o "que" na fala da Mônica, no caso, uma conjunção ou um pronome.

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  2. Fora do tema, mas boas notícias para os fãs de Disney! O Inducks, o banco de dados sobre as histórias Disney de todo o mundo, voltou ao ar depois de um tempinho sem ninguém conseguir acessar… poderia ter um da Turma da Mônica, ajudaria demais. No máximo, temos o Guia dos Quadrinhos, o Blog do Paulo Back e a Wiki Fandom, que é meio incompleta, tem muita informação errada e mal explicada e é bem desorganizada.

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    1. Que bom que voltou o Inducks da Disney. Seria ótimo se tivesse um da Turma da Mônica, preferência oficial deles ou feito por fã. Os mais parecidos que se aproximam são Guia dos Quadrinhos e o Getback do Paulo Back, já são alguma coisa, mas não completos. De fato o que postam no Wikipedia e Wiki Fandom não pode confiar, tem informações erradas porque qualquer um pode postar.

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    2. Acho que Guia dos Quadrinhos qualquer um pode postar também e lá tem bastante dados corretos, muitos parcialmente corretos e já deparei com dados que não batem, ou seja, incorretos. Pra vocês terem ideia consta nome da mãe da Magali como participante dessa historinha aqui de Dia dos Pais e o nome do pai dela ficou de fora.
      Getback eu não conheço e fiquei megacurioso, vou ver qualé disso aí. Valeu, pessoal!

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    3. Sim, Edgar, o colecionador cadastrado pode postar no Guia dos Quadrinhos, aí qualquer um pode postar informação certa ou errada. O site Getback do Paulo Back é esse aqui:

      https://www.getback.com.br/Monica/index2.htm

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    4. Agradeço o link, Marcos, mas consegui acessar sem ele.
      Prum guia amador o Getback me impressionou, imensidão de capas de gibis da TM Globo-Abril que eu não conhecia. No Guia dos Quadrinhos faltam muitas capas da TM por essas editoras e no Getback até onde eu vi dentro de quase uma hora, parece que tá tudo preenchido. O Guia dos Quadrinhos é um banco de dados infinitamente maior que Getback porque não trata só de revistas do Mauricio, mas o que deu pra concluir foi que um complementa o outro sobre revistas antigas desse autor. Excelente iniciativa do Paulo Back reconstruir toda aquela cronologia de capas de edições clássicas e importantes pra quem gosta da Mônica, do Cebolinha, do Chico Bento, da Magali, do Cascão e de todo resto da Turma de antigamente. Muito obrigado, Marcos!

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    5. De nada, Edgard. Verdade, ficou bem completo aa capas e ainda com títulos de histórias de aberturas e de miolo importantes, além das roteirizadas pelo Paulo Back, e as primeiras edições da Mônica ainda teve sinopses de tidas as histórias de cada gibi. Foram poucas capas que faltaram e pena que não incluiu Almanacão de Férias e Almanacão Turma da Mônica, mesmo assim está valendo. E pena que está mais de 10 anos sem atualizar, porém as mais importantes da Abril e Globo estão lá.

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    6. Isso aí, gente. Com vários erros e inúmeros dados corretos, tanto Getback quanto GQ são mãos na roda que se complementam a respeito de edições antigas da MSP, como bem disse Edgar.
      Outra coisa dita por ele foi que no GQ consta nome da Dona Lili/Lina como participante desta trama em substituição ao nome do pai da Magali, ☞respaldando o que eu disse sobre aspecto andrógino☜, isto é, quem listou os personagens não deve ter lido a história ou leu sem a devida atenção, portanto, ao vê-lo, pensou se tratar de uma figura feminina.

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    7. Zózimo, são ótimas fontes de pesquisas, apesar dos pequenos erros em ambos. De fato dizer que a Dona Lili apareceu nesta trama foi tremendo erro, na certa a pessoa não leu direito pra colocar isso no site.

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    8. Isso mesmo, Marcos. Vi que o Getback também não tá livre de informações erradas, mesmo assim a maioria do que tem lá parece que bate com a realidade e isso que importa.

      Ei, Zózimo. Pra te responder preciso confessar que olhei no dicionário pra ver o significado de andrógino e cheguei na conclusão de fazer sentido isso que você falou. A pessoa no Guia dos Quadrinhos que postou nome da mãe da Magali nessa história invés de nome do pai deve ter mesmo sido porque pensou que fosse senhora, por causa da aparência cavernosa que lembra mulher de feições masculinas sendo que é homem com corte de cabelo suspeito (estilo feminino) e a camisa parece vestidão amarelo e a cor foi pra combinar com o vestidinho da Magali. Quando li a história mal tinha olhado pra ele, tinha só reparado na piada de gordo que ganha presente sobre emagrecimento e que estendeu pra Magali porque o tema do livro contraria a gulodice, dando meio que dois sentidos na piada. Enfim, o máximo que reparei foi de ser alguém gordo e depois de ler o comentário seu que prestei atenção nele, que é alguém muito esquisito, até digo que parece um ser exótico saído de algum circo bizarro, daquele tipo que tinham mulheres barbadas junto com outras atrações humanas vistas como aberrativas. Espero não tá exagerando já que é o pai da menina que todo mundo aqui gosta e depois também deram outra aparência pra ele e bem melhor do que essa de avó bruxa.

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    9. Sim, Edgard, são poucos erros no Getback, mas tem, principalmente em relação a datas que ao copiar e colar ele esquecia de corrigir. Também tem que dá desconto que fazia tudo sozinho, ainda assim poucos erros.

      Provavelmente a pessoa olhou rápido e pelo cabelo pensava que era a mãe da Magali e não o pai. Realmente bem esquisito esse pai, ainda bem que não vingou desenho dele assim.

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    10. Erro do Getback (ou Get Back) que me permito dizer que vejo como, digamos, meio grosseiro ou, se preferirem, um tanto primário, consiste em não haver a imagem da capa de Chico Bento nº45, de 1988. Imagem que preenche aquele espaço é da capa de Chico Bento nº75, de 1989. Digo isto com devido respeito ao Paulo Back, afinal, por conta própria catalogar aquela vastidão de capas de edições da MSP, "amadorismo ali foi coisa de profissional" e, ainda que contenha erros, aquilo ficou sen-sa-ci-o-nal!!

      Volta e meia eu também consulto o "disse-o-(N)nário" e, ele sempre me "diz" algo...
      Exagero nenhum, Edgar. O pai da Magali em "Dia dos papais trocados" parece mesmo que teria saído de algum circo pautado em shows de horrores, daqueles lá dos anos 1880, 1890, 1900... O coitado tem cara de avó, tem cara de bruxa, foi desenhado num molde andrógino e, 100% de boa. Ninguém aqui irá se incomodar com o que dissemos sobre aparência dele por ser progenitor da esfomeada. O maneiro nos frequentadores deste espaço, sejam os que não comentam (que são a imensa maioria), sejam os comentaristas, seja o anfitrião, é que todo mundo prima pelo razoável, ninguém leva pro coração as críticas, por vezes debochadas, aos personagens que estimamos. Quem se ofende e/ou se choca com opiniões e afirmações do tipo, não é daqui, não é frequentador. E, dado a trajetória do personagem Seu Juca até chegar na aparência efetivada, o que temos nesta HQ também pode ser denominado por Seu Carlito, fica ao gosto do freguês...

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    11. Uma pena mesmo ter esse erro na capa de Chico Bento 45, talvez adicionou errado a imagem sem querer com as que ele tinha no PC e não revisou depois. Poderia também ficar sem nada, caso ele não tivesse a imagem da Nº 45. De qualquer forma o projeto foi sensacional, quem sabe um dia ele volte a atualizar, pelo menos pra corrigir os erros que ficaram.

      Esse pai da Magali mereceria ter sido mais caprichado, com certeza pareceu mais avô que pai. Por ela ser principal, dava pra ter sido melhor, pelo menos motivou pra depois dar uma repaginada, porque se fosse mais apresentável, não teríamos depois os traços do Seu Carlito. Esse pai ainda chegou aparecer depois em "um fim de ano difícil" de Cebolinha Nº 36 da Abril. O Seu Juca também demorou um pouco pra ter a aparência definitiva, porém mais rápido que o pai da Magali.

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  3. Fato engraçado:
    nessa história a Mônica simplesmente chama o Sansão de Coelhinho

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    1. Anos 70 ele não chamava Sansão. Esse nome aparece lá pra 82, eu acho.

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    2. O Sansão não tinha nome por isso ela o chamava de coelhinho. Só se passou a chamar de Sansão em 1983 na história de abertura de Mônica Nº 161.

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  4. Esse pai da Magali era estranho pra cacete ainda bem que mudaram kkkk

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    1. Estranho demais, foi bom não terem mantido assim embora sejam os traços originais.

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  5. Uau :o Nunca tinha visto essa antes :D kkk

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    1. Muito legal. Essa só conhece quem tem a revista original.

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  6. Eu aposto que hoje em dia seria um reality show troca de país como os pais da Magali e da Milena trocaram de filho por 1 semana para ver quem cuida melhor dos filhos dos outros mas teve problemas que felizmente puderam ser publicadas hoje em dia

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    1. Com certeza iriam fazer adaptação para a sociedade atual, um reality show seria uma opção pra isso, e também seria bem mais curta, acelerando demais os acontecimentos.

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  7. Deviam república as histórias antigas e so por um avido que há termos da época e tal aquela biblioteca da turma da moniva e bonita porém uma bíblia pra ler quadrinhos e caro demais

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    1. Pois é, Miguel. Aquelas edições da Biblioteca Mauricio de Sousa foram feitas para inglês ver, ou melhor, para inglês ler - aquele bretão que obviamente sabe falar, escrever e ler nosso idioma. Cada livro custa o "zói" da fuça!...

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    2. Infelizmente pra republicarem essas muito antigas assim só querem em edição luxuosa pra cobrarem mais, aí assim ficam totalmente esquecidas. E parece que nem vão mais lançar Biblioteca do Mauricio, não teve mais esse ano e já era certo que depois das originais Nº 50 não ia ter mais. E agora que Sidney Gusman saiu de lá, aí mais difícil, se lançarem algo novo, só Chico Bento 1982 para fechar.

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