terça-feira, 26 de maio de 2026

Cebolinha: HQ "Coelhinho perigoso!"

Mostro uma história em que o Franjinha cria um coelho de pelúcia como arma muito poderosa de destruição e Cebolinha planeja jogar o coelho na Mônica. Com 6 páginas, foi história de encerramento de 'Cebolinha Nº 14' (Ed. Globo, 1988).

Capa de 'Cebolinha Nº 14' (Ed. Globo, 1988)

Cebolinha passa em frente ao laboratório do Franjinha bem no momento de uma explosão lá. Franjinha aparece comemorando que conseguiu criar invenção, não a bomba atômica, e, sim, uma arma super poderosa baseada no coelhinho da Mônica que não precisa ser empunhado por ela. Faz demonstração jogando o coelhinho em uma pedra gigante e é totalmente destruída.

Cebolinha pede para emprestar o coelhinho e Franjinha não deixa porque é uma muito poderosa e vai para casa tomar banho, deixando a arma em uma mesa. Cebolinha pega, planeja arremessar na Mônica e começa a imaginar como seria. Após jogar, Mônica teria todo corpo despedaçado e a cabeça dela cai nele e diz que acabou com ela, nunca mais será uma garota normal, não poderá correr, brincar e Cebolinha se assusta com o que fez com a amiguinha.

Cebolinha para de sonhar e reconhece que o Franjinha tem razão que o invento é muito perigoso e resolve enterrar para nunca mais ser visto. Franjinha aparece, perguntando se o Cebolinha viu o coelhinho dele. Cebolinha diz que não e Franjinha fala que tem que encontrá-lo para dar fim nele porque é muito perigoso. No final, Cebolinha diz que ninguém mais vai encontrar o invento, as crianças como eles não estão preparadas para essas coisas e acha que ainda bem.

História legal em que o Franjinha cria um invento em forma do Sansão com alto poder de destruição. Cebolinha quis jogar a invenção na Mônica na inocência de derrotá-la e ser dono da rua, mas, ao lembrar d apedra destruída com o coelho, lembra que o mesmo podia acontecer da Mônica e se conscientiza que a arma era poderosa e enterra para ninguém mais encontrar. 

Franjinha não disse qual era a intenção de criar um invento como uma bomba atômica, sendo que se conscientizou que era muito perigoso parar em mãos erradas. Cebolinha quase tacaria na Mônica se  não fosse pelo sonho, viu que não podia jogar a vida da amiga fora só por um desejo de ser dono da rua. Incrível que o invento era igual ao Sansão, poderia ser qualquer forma, até de uma bomba, mas pelo visto quis igual ao Sansão porque considerava uma arma quando a Mônica batia neles com coelhinho. Um perigo também era se juntassem o verdadeiro Sansão com a arma do Franjinha por engano e a Mônica tacar a arma do Franjinha em alguém e com a super força dela abalar o mundo de vez. 

Interessante a imaginação do Cebolinha em tacar a arma na Mônica e ela se despedaçar toda com corpo e cabeça se separando por todas as partes. Foi pra representar o terrível poder de destruição do invento do Franjinha. Cebolinha de costas no final foi para representar reflexão ao dar mensagem de que crianças não estão preparadas para certas coisas, que no caso, seria recado também para adultos que cultuam guerra e bomba atômica, com alta destruição de grandes cidades e países e até do mundo.

Foi engraçado ver a explosão do laboratório do Franjinha quando a invenção deu certo, a pedra toda destruída após o arremesso do invento, Cebolinha pegar escondido na casa do Franjinha e o sonho da Mônica despedaçada.

Já vi gente da faixa de 20 anos até então que comentou na internet que se traumatizou lendo essa história com a Mônica daquele jeito com cabeça separada, foi como se fosse uma história de terror pesada, acho que apesar de tudo não tem motivo pra se traumatizar com história de gibi. Por isso incorreta hoje em dia por conta do estado da Mônica mutilada e poder traumatizar crianças, Franjinha criar invento poderoso como a bomba atômica, Cebolinha pensando com dislalia, já que hoje em dia ele pensa falando certo, sem trocar "R" pelo "L", além da palavra proibida "empunhado", que é difícil entendimento para crianças pequenas.

Traços ficaram bons, mais simples, típicos de histórias de miolo dos anos 1980. Era legal pensamentos e sonhos com tons azuis para diferenciar do momento atual da história e os tons escolhidos ficavam muito bons. A colorização que ficou mais clara por conta do padrão dos gibis quinzenais do segundo semestre de 1987 a início de 1988, sendo que nessa não ficou tão desbotada como costumava ficar porque o papel dos gibis do Cebolinha da época eram oleosos e ficava uma impressão melhor comparado quando eram papel comum de gibis.

22 comentários:

  1. Por determinados inventos o Q.I. do Franjinha pode ser considerado uma ameaça pública.
    Imaginaçãozinha fértil, hein?! Mônica viva, toda desmontada, sem uma gota de sangue no gramado... Cebolinha pôs a mão na consciência a tempo... Destruir nossa baixinha dentuça favorita?!!? Jamais!!!

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    1. Franjinha inventava de tudo, algumas eram boas para o dia-a-dia, outros ameaças públicas como essa. Não podia o Cebolinha destruir a Mônica, graças a essa imaginação fértil a Mônica conseguiu escapar, embora se acontecesse, ela seria reduzida a pó como foi a pedra e não ser toda desmontada como Cebolinha imaginou.

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    2. Dois, três ou quatro? Eis a questão...
      Brinquedo favorito da Mônica é um personagem de pelúcia. Sua réplica nesta trama é uma arma poderosíssima, ou seja, não se trata de "alguém", é só um objeto - Sansão outrossim é objeto, entretanto, não se restringe a isto, existe essência naquela figura.
      Em projeção, Mônica aparece, mas, dizer que ☞participa☜ da história, seriam outros quinhentos... Está como uma "presente-ausente" ou, "ausente-presente".
      Afinal, Marcos, "Coelhinho perigoso!" conta com quantos personagens?

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    3. Considero que foram dois personagens: Cebolinha e Franjinha. A arma criada pelo Franjinha não era o verdadeiro Sansão e era só um objeto e a presença da Mônica foi só uma participação em sonho, não teve presença física, chamo o termo de "ausente-presente".

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  2. Eu tenho esse gibi. Quando li pela primeira vez e vi a cabeça da Mônica rolando no último quadrinho da 4ª página pensei: "Caramba, olha o que o Cebolinha fez!", mas em sequência a história segue com a Mônica falando normalmente, apenas um pouco "fora de forma".
    Acho que essa é a sensação que o roteirista quis passar, mostrar como aquela arma é terrível, e usou a imaginação inocente das crianças para ilustrar. Fica bem mais divertido dessa forma.
    Obrigado pela postagem!

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    1. Valeu por ter gostado. Bem impressionante o que o Cebolinha fez, só deu pra saber que não foi real por causa dos balões de pensamento, Foi bom dessa forma pra retratar que a arma era perigosa, mais simplificado pra criança entender e sem ficar pesado pra elas e ainda ficou divertido.

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  3. Hq que vale de aviso para as crianças. De que mesmo com raiva ou magoado com alguém, não vale a pena ferir ao próximo. Eu tive essa interpretação. Não gostei do último quadrinho. Não só as crianças não estão preparadas para essas coisas (violência) mas todos os Seres Humanos. Obrigado por trazer essa hq. Não a conhecia e é de grande valia. Abraços!

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    1. Legal que conheceu essa aqui. Serve também essa interpretação, já que por nenhuma razão se deve ferir alguém. Acho que ele se dirigiu a crianças porque ele é uma e a maioria dos leitores da revistas são crianças, mas o recado contra a violência serve, sim, pra toda a humanidade.

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    2. "(...)interpretação. ⁠☞Não gostei do último quadrinho☜. Não só(...)"

      Perdoem a ênfase, meus caros. Não entendi muito bem esta parte do comentário. Achei sensato o que o protagonista diz no quadro de desfecho. Mas, parece que tem a ver com a frase conseguinte, complementando que, não somente as crianças, todos nós não estamos preparados para tal. Sua crítica faz todo sentido, prezado Roniere! Porém, se Cebolinha dissesse algo assim no encerramento, claro que seria válido, no entanto, penso que soaria como um raciocínio um tanto rebuscado para alguém com seis para sete de idade. E, óbvio, ficaria mais apurado ou, mais esmerado, todavia, não causaria estranhamento algum por parte dos leitores uma criança fictícia diante de tal elucubração, posto que era relativamente comum naqueles tempos e, não apenas com a criançada da TM, guris de outros autores também foram inseridos neste tipo de seara de quando em quando.
      A meu ver, em recorrência (frequência, quantidade), são nos 1970 o período das HQs da MSP em que os personagens crianças desenvolveram raciocínios mais complexos, filosoficamente falando.

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    3. Zózimo, considero como coerente do jeito que o Cebolinha disse, apesar de ter dito "nós, crianças", é o mesmo sentido se substituísse por "todos os humanos" ou "o mundo", só encaixou criança por conta do universo dele mais inocente. Nos anos 1970 e parte dos anos 1980 eles tinham lado filosófico mais complexo de adultos, principalmente as histórias escritas pelo Mauricio quando qualquer personagem tinha raciocínio maduro, até as crianças, ficava até estranho personagens na idade deles com conhecimento de vida tão grande.

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  4. Só acho que foi loucura o Cebolinha não ter contado pro Franjinha que foi ele que enterrou o Super-Sansão, afinal ele tava desesperado com a possibilidade dele cair em mãos erradas.

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    1. Capaz do Cebolinha não ter dito com medo do Franjinha mudar de ideia depois, apesar de ele ter se arrependido naquele momento, nada impediria de mudar de ideia.

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  5. O certo seria destruir, vai que o Bidu ou Floquinho encontre ao desenterrar.

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    1. Verdade, não só eles, como qualquer cachorro ou até alguém fazendo obra na rua e precisasse cavar área daquela região.

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  6. Que bom que o Cebolinha teve consciência,ia ser bem perigoso,e nenhuma experiência do Franjinha nunca deu certo.

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    1. Sim, bom que percebeu a tempo antes de ter desastre. Essa invenção do Franjinha até que deu certo dessa vez, só não pôde ser utilizada por conta da ameaça pública.

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  7. Oi Marcos! Irá trazer avaliação da edição 1 da Milena?

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    1. Vi que os traços melhoraram bastante! Já p roteiro eu não sei! Vou aguardar a postagem!

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    2. Traços não gostei e nem roteiros. Achei tudo fraco. Postagem já está no ar.

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  8. Eu já vi essa história antes. Foi no Almanaque Temático do Franjinha: Invenções. Ainda bem que o almanaque não alterou nada nessa história como as cenas da Mônica com corpo despedaçado.

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    1. Legal que não alteraram nesse Temático, se bem que essas alterações estão mais frequentes nos últimos anos.

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