domingo, 19 de abril de 2026

Papa-Capim: HQ "Posso ir com você? Não vou atrapalhar!"

No "Dia dos Índios", mostro uma história em que o Papa-Capim leva o Cafuné para caçar junto com ele, só que o Cafuné atrapalha toda vez que aparecia um bicho para ser caçado. Com 4 páginas, foi publicada em 'Chico Bento Nº 14' (Ed. Abril, 1983).

Capa de 'Chico Bento Nº 14' (Ed. Abril, 1983)

Cafuné vê Papa-Capim com uma lança na mão e pergunta para onde ele vai. Papa-Capim disfarça que vai a lugar nenhum e que não sabe como a lança parou na mão dele para Cafuné não ir caçar com ele. Cafuné diz que vai a um lugar e não quer dizer e Papa-Capim confessa que vai caçar. Cafuné pergunta se pode ir com ele, Papa-Capim diz que a última vez que foi, conseguiu pegar nada. Cafuné fala que não tem culpa se ele estava em dia de azar e promete que não vai atrapalhar e Papa-Capim deixa.

Em seguida, Papa-Capim avista uma paca e quando vai soltar a lança, Cafuné dá um tapinha mandando ir firme e ele erra o alvo. Papa-Capim manda Cafuné não tocar nele. Depois, encontra uma ave no rio, Cafuné espirra, espantando a ave. Cafuné pergunta se acertou a ave, Papa-Capim grita que não , Cafuné pergunta o que está havendo com ele, se engrossou e Papa-Capim acha que sim. 

Depois, avistam um filhote de onça, Cafuné grita que tem onça na árvore, fazendo ela fugir. Papa-Capim fala que devia caçar o Cafuné, desiste da caça e vai embora. No final, Cafuné lamenta que é tão atrapalhado e pergunta se ninguém gosta dele, quando aparece os bichos que escaparam de de serem caçados fazendo carinho de agradecimento nele.

História legal em que Papa-Capim vai caçar na mata e leva o Cafuné junto só que não consegue caçar nenhum animal porque o Cafuné desviava o foco dele sempre que avistava um animal, fazendo Papa-Capim desistir. Cafuné fica triste porque era atrapalhado e seu amigo não gostava dele, mas, em compensação, é cercado de carinho pelos animais que escaparam de ser caçados por causa dele.

Papa-Capim resolveu dar uma nova chance a Cafuné e seu mal. Já não tinha conseguido caçar uma vez com Cafuné ao seu lado, antes tivesse seguido intuição e recusar o pedido dele de ir junto. Só sabe que uma terceira vez não vai ter, se aceitar, será burrice. Bom para os bichos que deixaram de morrer e foi bonito o carinho de gratidão deles no final. Ficou a dúvida se o Cafuné fez de propósito para o Papa-Capim não caçar os bichos ou se foi porque era atrapalhado mesmo. Cafuné era lerdo, um tipo Zé Lelé do núcleo dos índios, e poderia ter feito sem querer, aí vai da interpretação de cada um.

Foi engraçado Papa-Capim disfarçar para o Cafuné para qual lugar estava indo e não revelar que ia caçar, dizer que vai a lugar nenhum, que não sabia que estava segurando uma lança e perguntar como foi parar na mão dele, a lança perfurar barriga do Cafuné quando Papa-Capim manda parar, Cafuné atrapalhando a caça dando tapa nas costas, espirrando e gritando, deixando Papa-Capim irritado e dizer que devia caçar o Cafuné.

Com bonita mensagem de preservar os animais, essa fez parte da leva de primeiras histórias desenvolvidas da Turma do Papa-Capim, que só teve destaque quando Chico Bento ganhou revista em agosto de 1982. Antes disso, só tinha histórias de 1 página e muito raramente.  Impublicável hoje em dia por ter índios primitivos, não podem mais ter índios nos gibis, ainda mais Papa-Capim caçar, com lança na mão, além da palavra "azar" ser proibida atualmente.

Traços ficaram bonitos, cheios de detalhes da selva, mesmo com desenhos mais simples em histórias de miolo deixaram bastantes detalhes no cenário. Teve tons de diferente do marrom da pele dos índios nas 2 últimas páginas e erro do nariz do Papa-Capim em formato " ^ "em vez de " c " no primeiro quadro da história. Foi republicada depois em 'Almanaque do Chico Bento Nº 7' (Ed. Globo, 1989).

Capa de 'Almanaque do Chico Bento Nº 7' (Ed. Globo, 1989)

38 comentários:

  1. Viva "onte", o Dia do Índio!
    Qual a vantagem de ser um empata-f#d@ durante a caça? Vide desfecho da trama, oras!... Como naquela época havia critério para desenvolverem crossovers, não ocorriam por quaisquer demandazinhas, então, na ausência do recurso em "Posso ir com você? Não vou atrapalhar!", Cafuné desempenhou com maestria seu "lado ´⁠´(Z)zé (L)lelético⁠`⁠`".

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    1. Pois é, o Cafuné exerceu função de Zé Lelé com louvor e dessa vez teve uma boa causa, os bichos agradecem. Era normal o Cafuné assim, seria nada mau um crossover entre Cafuné e Zé Lelé. E lembrando que depois já teve história semelhante de caça com Chico e Zé Lelé.

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  2. Que pena que os povos indígenas sejam tão esquecidos pela nossa população. Foi-se o tempo que víamos alguma homenagem a eles, mesmo de forma mais contida pela mídia e afins. Bela hq para lembrar do povo que de verdade "descobriu" o Brasil.

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    1. História bem divertida. Verdade, não dão valor que eles merecem, nunca tiveram homenagem à altura, pena mesmo sociedade ser assim.

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  3. Da outra vez foi o caçador que tava num dia de azar, não foi por causa da companhia inoportuna do azar em pessoa, claro que não! Personagens inconvenientes, que não se enxergam, valem muito a pena, são sempre divertidos.
    Pelas revistas do Chico Bento que os índios ganharam projeção de verdade, antes era uma história por cada 15 edições entre Cebolinha e Mônica. Pra falar a verdade, não sei se era assim, tô chutando, talvez foram mais frequentes. Quando a MSP primava por qualidade nas histórias que produzia, mesmo fixos em Chico Bento parece que os índios ficavam no fim da fila da Turma da Mônica. Fiquem à vontade pra refutar. Sou calouro em Turma da Mônica do passado, o que falo é com base em 8 almanaques dos anos 80 e dos anos 90 e num punhado de gibis da CH.

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    1. Era muito bom quando esses personagens não se enxergavam, colocando culpa no outro devido a erros deles. Muito engraçado. Só nas revistas do Chico que a Turma do Papa-Capim ganhou notoriedade. Antes, o espaçamento entre uma história e outra era maior que 15 edições, algumas vezes ficavam anos sem aparecer. De fato era uma núcleo de fim de fila, dava ideia que colocavam pra preencher gibi com 1 página faltante. Provável que eram mais conhecidos em tabloides de jornais.

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    2. Acho que a Turma da Mata ganhava deles era bem difícil te histórias deles principalmente na década de 80 e 90

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    3. Segundo o Mauricio a primeira aparição do Papa-Capim foi em 1960 no Diário Juvenil. Mas numa edição de 1962 da revista Coopercotia, no tabloide do Hiroshi e Zezinho (Hiro e Zé da Roça) que é considerada a verdadeira estreia do personagem e seu nome inicial era Papa-Capim-Mimoso, por esse ser o registro mais antigo do Papa-Capim de que se tem notícia. Imagino que você deve saber de tudo isso e muito mais sobre Papa-Capim, Cafuné e os outros índios, Marcos. Essas informações são de um vídeo de Tudo Sobre a Turma da Mônica, um canal do YouTube.

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    4. Drico, a Turma da mata aparecia muito nos anos 1970, quase todos os gibis tinham histórias deles, aí tiveram aparições menores nos anos 1980 e ficaram sem aparecer entre 1987 a parte de 1990, por isso essa impressão que tinha menos histórias do que o Papa-Capim.

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    5. Edgar, sei dessas informações, vi também no canal Tudo Sobre a Turma da Mônica, de fato Papa-Capim era mais comum aparecer em jornais, já nos gibis que ele era mais esquecido, sem destaque.

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  4. Eu particularmente sempre gostei desde núcleo, e nos gibis do Chico Bento era quase impossível não te histórias deles e da turma do Piteco uma pena a MSP se render ao politicamente correto e mandar para o limbo essa turminha top

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    1. Permita uma amigável e parcial discordância, Drico. Quase impossível faltar Papa-Capim nos miolos dos fininhos de Chico Bento? Fato, "fato venéreo"! Quase impossível faltar Piteco nos miolos dos fininhos de Chico Bento? Inverídico! Possibilidade de se encontrar um Piteco, uma Thuga, um Bum e um Zum entre outros pré-históricos em gibis de trinta e seis páginas do núcleo rural, só se for por meio de HQs do Bidu.

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    2. Era muito bom esse núcleo, foram apoiar o politicamente correto e aí foram para o limbo, mas aqui eles não ficam esquecidos. Nos gibis fininhos do Chico bento era de lei ter Turma do Papa-Capim, quase todos gibis tinham histórias deles, já Turma do Piteco tiveram uma ou outra nos fininhos entre 1998 a 2002, bem raramente, e uma frequência um pouco maior quando o gibi do Chico virou mensal e principalmente em gibis da Panini, mas não era em todos os gibis. Na Panini, a Turma da Mata que ficou bem mais frequente nos gibis do Chico Bento.

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    3. Desconheço a esmagadora maioria dos conteúdos de edições de Chico Bento publicadas entre 1998 a 2002. Digo o mesmo sobre conteúdos de edições de outros títulos da MSP daquele período, conheço realmente pouco.
      Complementando, deixo claro que, Piteco e outros do núcleo de Lem eventualmente dando as caras em HQs do Bidu publicadas em edições fininhas do caipira, são aquelas tramas providas de metalinguagem e, consequentemente, óbvio, com crossovers.

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    4. Sim, normal histórias com crossovers e só assim para Piteco aparecer em gibis do Chico Bento antes de 1998, sem ser com histórias próprias. Além as de crossover com Bidu, a presença mais marcante do Piteco em gibi do Chico foi a de abertura com crossover do Chico com Piteco da edição Nº 34, de 1988.

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    5. Zózimo eu comecei a colecionar de 2005 pra frente, então os gibis do Chico era história dos núcleos Papa Capim e Piteco e de 2010 pra frente a Turma da Mata ganhou muito espaço.

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    6. Normal, Drico, somos de gerações distintas. Nasci no final da leva que se entende por X - nem aos (M)millenials (Y) pertenço. Quase certo que vossa senhoria é um Z, quiçá, embora menos provável, não descarto possibilidade de que sejas um (A)alpha. Tenho idade para ser seu pai ou, quem sabe, para ser seu avô...
      No tocante a gibis da MSP seu ponto de partida são os publicados em meados da década de 2000, ao passo que, eu, com devido respeito, nem considero os títulos Magali, Chico Bento e Cascão do período em que suas respectivas edições passaram a sessenta e oito ou setenta e duas páginas. Mas, olha, longe de mim ousar desmerecer, fazer pouco caso do período citado, apenas não me identifico, principalmente no quesito visual (traços e narrativa visual), com o que a MSP produzia à época no setor de histórias em quadrinhos. Espero que compreenda. Questão geracional, nada mais.

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    7. É, já passou a ter diferença quando os gibis da Magali, Chico e Cascão passaram a ter 68 páginas, o formato em si já causa espanto quem estava acostumado com os gibis fininhos de 36 páginas. Porém, de conteúdo, teve a geração que curtiu e formou novos fãs e ainda tinham histórias decentes e com politicamente correto, apesar de algumas limitações iniciais do politicamente correto. Enfim, ainda eram voltados ao público infanto juvenil e aí era bom, hoje está insuportável exclusivo pra crianças em fase de alfabetização ou menores ainda e tudo didático.

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    8. Zózimo nasci em 1998 e como disse colecionei de 2005 até 2012 dps parei voltei em 2015 e muita coisa já tinha mudado,mais antes de colecionar eu lia os gibis que meu pai e minha vizinha tinha das décadas de 80 e 90 de fato eu até achava melhor que as da minha época de 2005, mesmo assim ainda tinha história boas entre 2005 até 2010.

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    9. Exagerei ao dizer que talvez tivesse idade para ser meu neto, mesmo assim, há uma enorme distância entre nossas idades. Seu ano de nascimento lhe caracteriza como um (Z)zoomer - indivíduo da (G)geração Z - e 1998 é o primeiro ou o segundo ano dessa leva geracional.
      Comecei a colecionar gibis da TM na época que considero o crème de la crème das HQs da MSP, isso foi lá em 1985, ano ao qual vossa excelência nem sonhava em vir ao mundo.

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    10. Zózimo, neto, não, mas ser seu filho, tem idade.

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    11. Isso aí, Marcos. "El tiempo pasa"...
      Os fantasmagóricos em Cascão e, por vezes, um Biduzinho, compunha bem, era uma boa pedida...
      Indígenas em Chico Bento. Bidu também frequentou as revistinhas do caipira por determinado período.
      Magali, vamos dizer, sem "quebras", um título ensimesmado, porém, contando com Dudu e Mingau como pilares secundários.
      São nesses moldes que assimilo e aprecio as edições desse trio. Ao romperem com as memoráveis fininhas, a meu ver, perderam boa parte do charme e do encanto...

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    12. Verdade, Zózimo, bem que podiam ter mantido as fininhas com esses três. Ou se fosse inevitável, já que queriam histórias mais longas inclusive pra eles, que mantivessem fixos os secundários nas histórias. Na Globo até 2006 até que ainda mantinham os secundários fixos, mas quando foram para Panini passaram a sair qualquer secundário em qualquer revista, perderam identidades, tipo, pode até ter Turma da Mata em revista do Cascão, nada a ver.

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    13. Pois é, trata-se de uma questão de pontos de vista distintos. Tal mudança soa nada a ver para nós que passamos as infâncias e adolescências com os clássicos fininhos da MSP. Já para o Drico, por exemplo, que passou colecionar gibis da TM em meados dos 00's, normal que não tenha identificado qualquer possível estranheza em gibis do Chico Bento, da Magali e do Cascão com sessenta e oito páginas e em periodicidades mensais.
      Falando nisso, Marcos, chegaram a editar HQs do núcleo do Penadinho em determinados números de Chico Bento publicados em 1985 e 1986, não chegaram?

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    14. Verdade, pra quem começou a colecionar a partir do formato mensal de 68 páginas é o contrário, estranham que antes os gibis da Magali, Cascão e Chico eram fininhos. Tiveram, sim, algumas histórias da Turma do Penadinho em gibis do Chico de 1985 e 1986, e até algumas do Bidu, talvez estavam fazendo experiência na época.

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  5. Posta uma história com o anjinho e o Zé luís

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    1. História maneira com essa improvável dupla é aquela que, no quadro de abertura, Zé Luís, sem querer, chuta a sambiquira do Manezinho.

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    2. Renato, quando der, posto, principalmente do Zé Luís. Uma com Anjinho até postei esse mês.

      Zózimo, essa do Zé Luís com o Anjinho parece que foi a única que os dois protagonizaram juntos do início ao fim. Foi engraçada essa, principalmente esse quadro inicial.

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    3. Percebem o "simbolismo daquele chute"? Creio que aquela seja a última aparição oitentista de Manezinho, ou ainda apareceu depois daquela historinha? Caso seja mesmo a derradeira até seu segundo retorno já no dissaboroso século XXI, foi um gesto, eu diria, bem subliminar, não acham? Isto é, Manezinho empurrado para o limbo por meio de um "acidental" pontapé, e escolheram uma figura neutra e carismática para desferir o golpe, muito pior se fosse chutado por alguém grande, como o Cascão ou a Mônica ou o Cebolinha.

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    4. Essa foi de Mônica Nº 167 de 1984. Foi a última aparição do Manezinho nos anos 1980 e retornou só 20 anos depois. Então, sem querer, o chute representou o Zé Luís expulsando o Manezinho dos gibis e empurrá-lo para o limbo. Ficou subliminar, uma grande coincidência esse chute. Se fosse chutado pela Mônica ou outro personagem principal já iria representar expulsão permanente e nunca mais voltaria.

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    5. Até poderia retornar vinte anos depois se a autoria da bicuda fosse executada por algum titular, questão é que, pelo simbolismo ainda maior que o acidente (e incidente) representaria(m), seria mais "doloroso". Fosse a Mônica, então, por ser forçuda, por ser dona da rua e por carregar todos os personagens da MSP no cangote, mesmo que um chute involuntário, por acidente, por ser estabanada, surtiria como o cúmulo da crueldade para com um guri, historicamente, tão apagado...
      Bugu, por exemplo, cujo traseiro conta com um vasto currículo de pontapés, nunca amargou alguma injusta temporada no limbo, ao menos não no período ao qual os quadrinhos da casa tanto nos interessam - nós, os "inzijentes" leitores veteranos...

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    6. Tem razão, não impediria do Manezinho voltar mesmo sendo chute da Mônica, só seria bem doloroso e ele iria parar longe. O Bugu nunca ficou sumido na fase clássica, na Panini não sei, capaz de ter ficado muitos meses sem aparecer, mas não anos inteiros, pelo menos uma aparição por ano deve ter tido.

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    7. Eu colelecionei a 1 série da Panini e o Bugu era difícil aparecer nos gibis o Rúfus tinha mais destaque que ele.

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    8. Entendi, Drico. Pensava que o Bugu tinha presença maior, embora dentre os gibis que vi ele aparecia menos que no período da Editora Abril e Globo.

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  6. Marco, será que um dia você pode postar a história "Maré de Azar", que acredito ser dessa época? Eu tinha essa quando criança e gostava muito, apesar de sentir MUITA raiva da tribo e MUITA pena do Papa, muita injustiça que fizeram com ele.

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    1. Tenho o gibi com essa história, é boa, sim, e dá pra postar, quando der eu posto. Só não é da mesma época dessa história da postagem, ela é dos anos 2000.

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    2. É mesmo? Eu achava que era dos anos 90, por todo o tema de azar, maldição, caçadores, Papa ser expulso da tribo, completamente isolado (que dó isso, dá muita pena dele aqui mesmo...)... tem bem cara de anos 90. Isso mostra que os anos 2000 ainda eram BEM ousados com as idéias, pelo menos em algumas coisas...

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    3. Sim, mais precisamente de Mônica Nº 192, de 2002. Aí por sorte tenho esse gibi e dá pra postar. Nos anos 2000 ainda tinham coisas incorretas, algumas coisas que estavam começando a implicar, bem de leve até então na primeira metade da década e após cada ano introduzia algo novo do politicamente correto. Ficou insustentável mesmo a partir dos anos 2010.

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