terça-feira, 14 de abril de 2026

Mingau: HQ "Passeio no shopping"

Mostro uma história em que o Mingau vai a um shopping escondido da Nagali e da mãe dela e passa vários sufocos. Com 10 páginas, foi história de abertura publicada em 'Magali Nº 43' (Ed. Globo, 1991).

Capa de 'Magali Nº 43' (Ed. Globo, 1991)

Escrita por Rosana Munhoz,  Magali e mãe dela se preparam a ir ao shopping. Magali queria levar o Mingau só que Dona Lili diz que no shopping não é permitida a entrada de animais e Mingau acha que fazem muito bem porque animais estragam ambiente. Magali avisa o gato que ele vai ter que ficar em casa, Mingau quer saber por quê, ele é um gato, e vai escondido atrás do carro para descobrir por que não permitem gatos no shopping.

No caminho, Mingau se pergunta o que tem no shopping, acha que deve ser um aquário gigante cheio de peixes saborosos, por isso não querem gatos lá. Chegando no shopping, ele acha que é um aquário como imaginou, só que não tem água, está cheio de gente. Quer saber como entra, a porta abre sozinha e ele entra.

Mingau procura por peixes, vai na escada rolante que sobe, fica assustado e pensa que é uma armadilha, faz esforço para descer e consegue, depois fica aliviado que dessa vez escapou por pouco. Em seguida, encontra um carrossel e tinha um felino como componente do brinquedo. Mingau conversa com ele pensando que era um gato de verdade, pergunta o que pode fazer no shopping e como não responde, acha que tem coisa errada ali. 

Chega um grupo de crianças querendo brincar no carrossel dos bichinhos, um menino senta no Mingau pensando que era gatinho de carrossel, que começa a funcionar e rodar. Depois que acaba o funcionamento, Mingau sai de lá tonto e comenta do pobre amigo gato, que era por isso que estava quieto e ele tem que ter cuidado porque aquele lugar está cheio de armadilhas.

Em seguida, vê postes e resolve subir no mais alto porque vai ter uma visão melhor e mais segura do shopping. Só que era um chafariz que começa a jorrar água e ele sai assustado pulando na cabeças das pessoas e só aí que descobrem que tinha um gato no shopping. Tem um alvoroço e Mingau consegue esconder dentro de um vaso decorativo. Ele comenta que é um lugar maluco, portas e escadas que funcionam sozinhas, animais que andam em círculo, postes que jogam água e precisa sumir dali.

Seguranças ficam procurando pelo Mingau, que acha que na certa querem aprisioná-lo naquele negócio que chama de carrossel e que tem que encontrar a saída. Vê pessoas entrando no elevador e ele entra também. Percebe que não é a saída, um homem pisa no rabo dele e dá um salto e mia alto. Pessoal do elevador fica com medo de um gato no elevador, mandam parar, reclamam que tem alergia a pelos e que ele vai arranhar. 

O elevador para e todos fogem desesperados e Mingau fica todo amassado com o pisoteio. Funcionários do shopping tentam laçar o Mingau com cordas e redes, Mingau corre ligeiro, fazendo eles se atrapalharem e ficarem presos e Mingau consegue fugir. Depois, ele tenta encontrar a Magali, mas acha que seria mais difícil do encontrar agulha em um palheiro por conta de muita gente no shopping. 

Por acaso, vê Magali e a mãe voltando, Magali queria ficar mais um pouco e Dona Lili diz que não porque tem que preparar o jantar e fora que o shopping está maior rebuliço, parece que tem uma fera à solta lá. Mingau entra escondido em uma bolsa que estavam segurando e no carro diz que até nunca mais.

Quando chegam em casa, Magali procura pelo Mingau, depois vê que estava na cozinha e pergunta por que não veio quando chamou. Acha que está chateado por não ter ido ao shopping, mas da próxima vez ele vai nem que seja escondido e, com isso, Mingau corre do colo dela, se esconde na árvore e Magali fica procurando, perguntando o que deu nele.

História legal em que Mingau descobre que não pode levar gatos no shopping e quer saber por que não permitem. Só que não sabia o que era shopping e passa sufoco com elevador que funciona sozinho, girar em carrossel com movimento, postes que jogam água, rabo pisado no elevador e pisoteado na saída e luta pra não ser capturado com funcionários do shopping. Consegue encontrar Magali e Dona Lili e volta para casa como se nada tivesse acontecido só ficou trauma de shopping, de nem sequer ouvir o nome que já quer fugir de voltar para lá.

Onde Mingau foi se enfiar, caisou grande confusão, se não tivesse curiosidade de saber por que não permitiam gatos no shopping e ficasse em casa, não precisaria passar pelo sufoco que passou. Foi atrás de peixe e encontrou um lugar maluco que podia acontecer de tudo, na visão dele. Não sabia o que tinha no shopping, não tinha conhecimento o que era escada rolante, carrossel, chafariz, aí se deu mal e descobriu na marra, da pior maneira possível. 

Em certos momentos deu pena dele, principalmente no carrossel e sendo pisoteado e ao mesmo tempo divertido. Pelo menos foi ágil e teve jogo de cintura para se livrar das pessoas e dos funcionários que queriam pegá-lo, foram eles que ficaram presos, por sinal, e teve sorte de encontrar Magali e a mãe e voltar para casa como se nada acontecido, não viram que ele entrou na bolsa, só ficando o trauma para ele.

Todos no shopping custaram a descobrir que tinha gato lá, foi só depois que pulou do chafariz senão nem iam perceber tão cedo. Deveria ter seguranças na entrada do shopping e pelo menos um em cada andar, aí Mingau nem entraria e se conseguisse entrar, sairia logo, sem precisar passar por sufocos maiores. As pessoas que frequentavam o shopping também muito assustadas só com um gato, era como se tivessem visto uma onça, um leão, exageraram e ninguém deu um acolhimento. Mi.gau teve sorte que não foi capturado senão até descobrirem de quem era dono do gato, Magali ficaria sem o Mingau por um bom tempo.

Magali e Dona Lili nem para perguntarem para alguém por que o shopping estava com rebuliço, nem desconfiaram que o motivo do tumulto do shopping era por causa do Mingau e pensaram que ele estava em casa o tempo todo. Se soubessem o que o gatinho indefeso fez iam ficar de cabelo em pé. Até que hoje em dia permitem animais dentro de shoppings, Magali poderia levá-lo sem problema e não seria traumático pra ele.

Foi engraçado Mingau defender que animais estragam ambiente, mas não ele por ser um gato, diferenciando gato de animais, que são coisas diferentes e que gato é um ser vivo superior, pensar que shopping era um aquário gigante de peixes e depois ver que era aquário cheio de gente, o sufoco na escada rolante, conversar com o gato no carrossel pensando que era um de verdade, rodar no carrossel e  depois ficar tonto, se assustar no chafariz pulando na cabeça dos outros, rabo pisado no elevador, dizer "alguém anotou o número do sapato" ao ser pisoteado na saída do elevador, e as táticas para se desviar dos que estavam querendo capturar e se esconder na árvore no final para não voltar ao shopping.  As paródias de "Mc Donald's" e "Bobs" como "Mc Bobaldis" e "Bobis" , respectivamente, também muito criativas e divertidas.

Tinham muitas histórias de abertura com Mingau como protagonista e a Magali e os pais fazendo só participação, eram boas. Achava melhor Mingau sozinho ou na rua ou com turma de gatos vivendo suas próprias aventuras do que as com ele contracenando só com Magali dentro de casa como um gato doméstico e mostrando costumes de gatos, ficou muito repetitivo assim nos anos 2000.

Traços ficaram caprichados, muito bem desenhados. Incorreta atualmente por Mingau sofrer dentro do shopping, como sozinho na escada rolante, ficar no carrossel  em movimento, com criança montado nele e rodando, pular nas cabeças dos outros, rabo pisado no elevador e ser pisoteado após sair. Sociedade Protetora dos Animais nunca ia permitir. Além de Dona Lili sem cinto de segurança no carro.

22 comentários:

  1. Eu tenho esse gibi. Quando li a história pela primeira vez também achei muito boa.
    Gosto bastante das histórias do Mingau escritas pelo Paulo Back, mas esse estilo de histórias do Mingau é o meu preferido.

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    1. Muito legal esse gibi e essa história. As histórias do Mingau escritas pelo Paulo Back foram boas também, manteve a essência do personagem, só acho que ficaram muito repetitivas nos anos 2000 com foco de costumes dos gatos, dava pra variar mais.

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  2. Que resgate! Tive Magali nº43 (1991), inclusive, o exemplar que adquiri era zero-bala, mas, "Passeio no shopping" sumira da minha memória. Pela CHTM, nº43 só tenho Cebolinha e ademais tive este número de Chico Bento pela Editora Abril, exemplar comprado em sebo.

    Gato também é animal, ô animal!
    Sobre a destreza do personagem no primeiro quadro da segunda página, apesar de extraordinária, tudo bem, trata-se de um felino de pequeno porte e até na vida real os gatos são afeitos a absurdos. Questão foi que fez lembrar de um inesquecível traço cultural oitentista (embora HQ seja noventista): os ônibus à época, pelos para-choques traseiros proeminentes, acomodavam pivetes diariamente. Assim que a molecada carente e marginalizada tomava condução, no 0800. "Para-choques humanos", isso que infelizmente eram e compunham o tragicômico, tão comum àqueles tempos.
    Não vá dizer que não lembra disso, prezado Marcos. Sobretudo para alguém que passou infância entre 80's e 90's na conturbada capital fluminense.

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    1. Legal que você teve esse gibi, de fato foi muito bom. Gato é animal, mas para o Mingau acha que não, que ele é um outro ser e muito superior a animais. Pra ele, sem problema não ter animais no shopping, agora um gato é inaceitável a proibição. Engraçado isso. Único jeito de ele ir ao shopping era ficar na parte de trás do carro, teve uma boa ideia, apesar de ser absurdo e até perigoso pra ele se desequilibrasse. Lembro disso de gente em para-choques dos ônibus e até em tetos de trens chamados surfistas ferroviários. Tão comum que até foram retratados nas histórias em quadrinhos como figuração. Embora ser mais frequente nos anos 1980 ainda acontecia na primeira metade dos anos 1990, depois deram em cima nisso e pararam.

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    2. Não sei exatamente quando aquela estúpida onda de surfar em trens começou, o que lembro bem, foi disso ser tomado pela mídia durante a primeira metade da década de 1990 e arrisco dizer que a imensa maioria que praticava tal insanidade não era composta por pivetes. Mas, claro, em meio aos "surfistas" suburbanos, uma parcela aparentemente menor era composta por sujeitos empivetados.

      O nome "Bobis" (ou "Bóbis" - quiçá o que consta acima do "O" seja um acento agudo ou é só uma extensão do segundo "B") é uma paródia que difere apenas pela grafia (Bob's®).
      "McBobaldis" ficou engraçado, e devia conter certa crítica por parte da Rosana nesta paródia do nome da rede de lanchonetes. Parece sutilmente sugerir que quem lancha no McDonald's® tende a ser feito de bobo. Quem sabe se decepcionou em alguma unidade dessa rede e, como protesto, por meio de HQ, deu uma singela e discreta alfinetadinha. Não há como saber, mas, fica a subjetiva impressão...

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    3. Ah, tinha gente de todas as idades, seja por causa de prática esportiva, ou por falta de espaço interno no transporte ou até pra não pagar passagem. Não tinha reparado muito nessas paródias das lanchonetes, isso de "McBobaldis" acho que já vi em outra história, pode ser que seja uma crítica pra quem frequenta é feito de bobo, só não dá pra confirmar, mas que ficou engraçado, ficou. Já "Bóbis", foi só acréscimo de letra e acento, acho que o traço foi acento agudo mesmo, pra ler com som aberto parecido com o nome verdadeiro. Agora, se não foi, dá o sentido de bobo e quem frequenta é feito de bobo como foi com "McBobaldis".

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    4. Bem observado. Talvez a crítica da argumentista - se é que teve alguma - foi direcionada ao conceito de fast-food (junk food) e o ponto de partida pode ter sido o Bob's®, ao qual o nome apresenta alguma semelhança com o termo "bobo".

      O carro parece um 147 (Fiat®) do primeiro modelo, aquele da chamada frente alta - não confundir com frente (E)europa, porque aquela é do segundo modelo e em determinada altura dessa fase que o nome numérico foi substituído por um mais pomposo: Spazio, mas há quem o trate por 147 Spazio.
      Minha curiosidade é com Dona Cotinha, essa não parece que sabe guiar a caminhonete da família, ou sabe?
      A mãe que mais apareceu ao volante foi Dona Cebola, principalmente nas tiras daqueles pockets 80's, sendo retratada como barbeira, como meia-roda - hoje em dia, piadas do tipo podem ser traduzidas como machistas e até mesmo como misóginas. Estamos na era das histerias coletivas, chororôs para todos os gostos...

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    5. Pode ser isso caso foi uma crítica de verdade. As mães não costumavam muito aparecer dirigindo, essa da Dona Lili foi uma raridade. Nunca vi Dona Cotinha dirigindo pra saber se ela sabe dirigir caminhonete. Dona Cebola parece que foi a que mais apareceu dirigindo, teve até uma de Cebolinha Nº 90, de 1994, com ela aprendendo a dirigir com Seu cebola ensinando. Mostrar mulher barbeira no trânsito hoje seria motivo de histeria, implicariam demais, sem dúvida.

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    6. Família da Magali anda de 147 e, a do Cebolinha, anda de "Carochinha"*... Digo isto porque conheço parcialmente a história citada. Bom, se for a que estou pensando, Cebolinha, em conversa com Cascão, a anuncia no quadro de encerramento de "⁠´⁠´⁠A idade do lobo`⁠`" e, pelo ano das duas HQs, se o carro que Dona Cebola ganhou de presente era zero quilômetro, certamente foi um exemplar da "versão Itamar Franco".
      *Como é chamado o Fusca em Portugal.

      Na HQ de abertura de Cascão nº22, de 1983, as crianças vão à praia. Seu Sousa não participa da trama e sua esposa não aparece propriamente guiando, mas, no penúltimo ou antepenúltimo quadro da última página, ou nos dois e creio que no de encerramento também, ela está dentro do carro, sentada no banco do motorista.
      Tenho impressão que já vi Dona Luísa guiando e a filha no banco do carona numa de 1979 ou de 1980, ainda quiçá no estilo fofinho. Tenho certeza que não é memória falsa, a dúvida consiste em se de fato foi elaborada naqueles traços e, principalmente, se a motorista seria mesmo a mãe da protagonista ou se seria outra mulher ou, quem sabe, o pai dela. Lembro de uma cena em que param no semáforo e Mônica avista o Cebolinha passando ao lado, na calçada, talvez à frente do veículo, cruzando a faixa de pedestres, algo assim, e se abaixa para que não a reconheça, parece que estaria com alguma coisa nos cabelos, uma touca ou bobes, sei lá, ou seria creme facial, não sei, mas foi por alguma questão chamativa na sua aparência, alguma potencial queimação de filme que fez com que não quisesse ser vista por ele. Contudo, o ponto central é se sua mãe seria a condutora do automóvel, que recordo como sendo Fusquinha, no entanto, esse detalhe, suponho que não procede.

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    7. Foi essa história mesmo da idade do lobo e que ela ganha um fusca de presente e na segunda parte ela aprende a dirigir com Seu Cebola. Na história "Cascão na ilha" de Cascão Nº 22 de 1983 foi a Dona Luísa dirigindo o carro, foi ela quem levou as crianças e não tem presença da Dona Cebola nem no banco de trás. Já "Em que bobeira" de Mônica 128, de 1980, era também a Dona Luísa quem estava dirigindo, estava de bobes quem nem a Mônica porque tinham saindo do cabeleireiro e o carro era tipo um fusquinha.

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  3. Que sufoco em Mingau??? Bem feito quem manda ser curioso🐱Vdd Marcos as histórias solos do Mingau eram boas os roteiristas tinham mais criatividade para criar suas histórias, de 2000 pra frente ficou muito repetitiva mesmo,só algumas eram boas com a Magali.

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    1. Foi ser curioso, acabou ganhando um trauma. Gostava das histórias solo do Mingau, tanto as de abertura quanto as de miolo. Se variassem mais os estilos de histórias dele nos anos 2000 ficariam melhores, problema também era o excesso, Mingau estava predominando nos gibis da Magali, até mais que ela, aí fica cansativo.

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  4. Eu acho que no ano de 1996 tiveram ótimas histórias,por muito tempo nos almanaques eram histórias desse ano,durante muito tempo o shopping era um lugar legal de ir,hoje dia não é mais atrativo,não tem muito o que comprar mais.

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    1. Sim, em 1996 tiveram bastante histórias republicadas, ficou um tempo contínuo de histórias daquele ano nos almanaques a partir de 2001. Porém, os do Cascão e Chico Bento foram poucas republicadas porque foram republicadas já na Panini e já tinha um foco maior do politicamente correto. As da Magali de 1996, também nos almanaques da Panini, republicaram mais.

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  5. Eita, parece que ''a curiosidade matou o gato'', né?

    Hoje nem vou falar muita coisa, mas vou resumir em poucas palavras: muito criativa, muito divertida a história! Um gato no shopping, imagine só, que situações inusitadas isso pode acarretar... Já começa bem, com o Mingau ''Fazem bem. Animais estragam o ambiente'', para depois então ''Por que não posso ir? Eu sou um gato''... hahahaha como eu ri, realmente os gatos estão acima dos outros animais e das regras, ou deveriam estar pelo menos, não concorda? Muita injustiça com os bichanos. Mas nós conhecemos o Mingau, ele é um gato muito do esperto, com certeza daria um jeito de ir... e conseguiu mesmo, sem surpresa. Ele considerando que é um enorme aquário cheio de peixes... Oh, doce ilusão. Quem dera, né... Seria mesmo tudo de bom para ele. Mas foi tudo muito engraçado. As passagens com ele no shopping, uma melhor que a outra, quanto apuro! Ele vendo um gato no carrossel e confundindo com um de verdade... Ah vamos Mingau, você já foi mais esperto que isso! Não sei como pôde se confundir dessa forma. Então ele na escada rolante, depois na fonte d'água, no elevador com as pessoas... Que baita confusão! ''Que lugar maluco! Portas e escadas que funcionam sozinhas, animais que andam em círculos, postes que soltam água...'' Ri a beça, puro ouro cômico. Realmente aquele não era lugar para ele. Não sei de quem fiquei com mais pena, dele ou de todas as pessoas confusas e desesperadas com a situação. Que mais faltava acontecer?
    E para finalizar, toda a confusão com os seguranças, com o gato se desviando agilmente de tudo como se não fosse nada, uma equipe toda de homens não conseguiu dominá-lo, taí as vantagens de ser gato mesmo, a pura destreza em pessoa (ou animal pequeno). Ou os caras que eram muito descordenados. Seja como for, bom para ele. E então Mingau escapa do shopping, com as donas, que de alguma forma parecem ter ficado totalmente a parte de tudo e não ouviram de nada, e elas também nem percebem ele na sacola ou no carro (incrível como a Dona Lili não sentiu ele pulando na sacola). E então, quando você pensa que tudo passou e ficará só por isso mesmo... a gulosinha então diz que algum dia ainda levará o gato ao shopping. Até não seria problema levar o bichano para o shopping, se fosse numa caixa de viagem bem fechada, mas... Ah Magali, você não faz idéia... Mingau não tem cara de quem voltaria ao shopping tão cedo, talvez nunca mais na vida. Não o culpo, já chega de trauma para ele... até a próxima vez que a curiosidade falar mais alto e ele se enfiar em território humano proibido de novo (já pensou ele num cinema ou circo? Até renderia uma boa história agora que pensei...)

    Agora um desafio: quem aprontou mais num shopping: Mingau ou Chico Bento? Ainda me lembro (e rio) da história do caipira no shopping também.

    Enfim, adorei a história, muito boa. Nota 8.

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    1. Quem mandou ser curioso, só podia dar em confusão. Achei muito engraçado Mingau achar que é superior aos outros animais e achar que shopping era aquário gigante cheio de peixes, afinal esse seria único motivo de proibirem gatos no shopping porque iam devorar os peixes. Não sei como não percebeu que o gato do carrossel não era de verdade, até pela pelagem e ficar imóvel, sem nem piscar e ainda continuou pensando mesmo depois de sair do carrossel. Mingau estava inspirado nas tiradas, já que não fazia ideia do que eram aquelas coisas.

      Mingau foi bem ágil pra se livrar dos funcionários que queriam capturá-lo, mas também teve ajuda de eles terem sido atrapalhados pra pegar um gato, se fossem mais eficientes davam pra pegá-lo, mesmo sendo gato arisco. Magali e Dona Lili nem averiguaram o rebuliço no shopping e Dona Lili percebeu o peso maior na sacola do nada, justifica de não perceber quando ele entrou na sacola por estar distraída conversando com a filha. E também nem desconfiaram no final que ele tinha ido lá. Uma possibilidade de levá-lo seria em caixa fechada própria pra pets, mas na época nem isso podia, no máximo, se ela o levasse escondido dentro da bolsa e sem ele sair de lá. Nem assim Mingau queria voltar pra lá, ia espernear muito. seria bom outras histórias dele em outros estabelecimentos, já teve também em restaurante, mas podia ter em outros lugares. Acredito que o Chico aprontou mais em shopping, até porque tinham coisas que ele deveria saber o que era, foi muito burro, o Mingau justifica em não saber por ser gato. Muito engraçada também a do Chico.

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    2. "(...)escapa do shopping, com as donas, que de alguma forma parecem ter ficado totalmente a parte de tudo e não ouviram de nada, e(...)"
      Trecho do comentário da Isabella.

      "(...)arisco. Magali e Dona Lili nem averiguaram o rebuliço no shopping e(...)"
      Trecho do comentário-resposta do Marcos.

      Só para ficar claro, pessoal, de acordo com as duas frases contidas no penúltimo quadro da penúltima página, elas se deram conta do alvoroço que abalou parte do ambiente do shopping - "parte" e não a totalidade do recinto, porque, de acordo com o que consta no terceiro quadro da penúltima página, as pessoas que estão no Bóbis (ou Bobis, sem acento), no McBobaldis e no outro estabelecimento não aparentam comportamentos impactados pelo frenesi, claramente não ficaram em polvorosa, assim como Dona Lili e Magali, que não foram atingidas pelo tumulto provocado pelo Mingau.

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    3. Zózimo, elas sabiam que tinham um alvoroço, que o shoping estava movimentado por algum perigo, mas não sabiam qual alvoroço. Dona Lili comentou sobre uma fera lá, mas podia querer saber mais detalhes do que estava acontecendo e quem sabe poderia conseguir deduzir que era o Mingau. Se bem que exageram comparar um simples gato a uma fera, que era o que estavam enxergando nele pelo desespero que estavam, povo muito medroso só por causa de um gato, e Dona Lili nem ficou assustada ao saber que era uma fera lá.

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    4. "Tenho mais o que fazer(!)", vamos resumir assim, pois esta é uma ótima definição para a conduta da Dona Lili que, se mostrou pragmática quanto ao alvoroço e o que ouviu a respeito da causa. Certamente não acreditou que havia uma fera no recinto, mas, obviamente, não foi cética, sabia que o pânico que atingiu parte dos clientes e dos funcionários não foi gerado gratuitamente e se deu conta de que foram sortudas por não serem acometidas pela histeria coletiva e, se ficassem curiosas*, resolvessem bedelhar*, poderia haver o risco de ficarem interditadas no local até a "ameaça" ser contida ou cessar. Por isto que se dirigiu à saída com tranquilidade e, concomitantemente, com determinada pressa, por conta de seus afazeres domésticos, como preparar o jantar - mãe e esposa top! Gosto dela do jeitinho que Rosana abordou nesta historinha, isto é, independente, porém, há milhares de léguas da inorgânica "modernosidade", deveras distante de qualquer pauta ideológica canhestra, ou seja, sem abrir mão dos aventais.
      **Afinal, a "curiosidade matou o gato", não é mesmo? No caso, a "curiosidade ☞encontraria☜ o gato". Entretanto, estou com ela, foi sensata, não quis arriscar e, o gato, ao inerente estilo "jiu-jitseiro", as encontrou na surdina, como um típico "felininja"...

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    5. Sim, ela tinha mais o que fazer em casa do que ficar em curiosidade de ver a fera do shopping, melhor assim, ficar longe de tumulto e nem saber do que se trata e ainda se livrou de ficar interditada lá até a fera sair. Mostrou também que é uma ótima dona-de-casa, o lar em primeiro lugar. Mesmo sendo dona-de-casa, ela teve a modernidade para a época. ficou muito bom retratada assim.

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    6. Pena que Mingau já era adulto quando aprontou no shopping, porque, se à época fosse um filhote, ficaria mais apropriado se a personagem dissesse: "Parece que tem uma 'FERA NENÉM' à solta, por aí!".
      E não venha dizer que desconhece a expressão, sei de algumas fontes que afirmam categoricamente que o hit em questão foi o principal tema de fundo de cinco aniversários consecutivos de vossa excelência. 1988-1992 foi o que mais tocou naqueles saudosos bailinhos aniversariais. Segundo as fontes, entre suas preferências, nem o inoxidável e irresistível 'ILARI-LARI-LARIÊ-Ô-Ô-Ô' foi capaz de superá-lo naqueles cinco eventos comemorativos.

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    7. É, o Mingau já era adulto, se fosse filhote daria pra usar esse termo. No caso, foi nome de música do Trem da Alegria nos anos 1980, eu lembro.

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