Dia 23 de abril é "Dia de São Jorge" e, então, mostro uma história em que o Cascão viajou para a Lua por engano e se encontra com São Jorge e o Dragão depois do astronauta da missão ter ficado com medo de entrar na nave espacial. Com 13 páginas, foi publicada em 'Cascão Nº 51' (Ed. Globo, 1988).
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| Capa de 'Cascão Nº 51' (Ed. Globo, 1988) |
Escrita por Rosana Munhoz, começa com o dono de uma companhia espacial fazendo uma reunião para celebrar e anunciar o momento histórico que conseguiram construir a primeira nave espacial com condições de mandar um homem à Lua e apresenta o astronauta João Meteoro, contando que a contagem regressiva já começou e que em poucas horas ele estará na Lua, fazendo jus ao salário que recebe. Quer todos com dedos cruzados e amanhã eles estarão em todos os jornais.
João Meteoro avisa ao chefe que quer ficar um momento sozinho na sala dele antes do lançamento da nave para se concentrar. Na sala, João Meteoro comenta em que fria se meteu, quando aceitou ser astronauta, nunca pensou que conseguiriam construir a nave, por isso que assinou o contrato e agora não pode voltar atrás e não sabe o que fazer.
Um guarda pergunta se João já estava pronto, o lançamento é em uma hora, João diz que já está indo, coloca o uniforme de astronauta e sai da sala. O Guarda pergunta se vão ao foguete, João responde que ainda não, quer ligar para mulher dele para pedir que ela deixe seu jantar preparado quando ele voltar. O Guarda comenta que ele é o cara mais corajoso que conheceu, João diz que na vida têm que ser otimistas e que o problema é que tem que ligar de um orelhão porque é um pouco supersticioso e sai da base espacial. João joga o uniforme no lixo, morre de medo até de avião, imagina se vai subir em um foguete.
Cascão estava dentro da lata de lixo, reclama quem jogou aquelas coisas nele e vê que era uma fantasia de astronauta. Acha o máximo, veste, dá certinha nele e vai mostrar para a turma para dar inveja neles. Os guardas vão trás, pensam que ele é o João Meteoro e perguntam onde ele vai. Cascão fala que vai mostrar a roupa para a turma, os guardas dizem que não há mais tempo, falta pouco para o lançamento, o levam para a base e jogam na nave que vai para a Lua.
Na nave, Cascão acha bacana, parece aqueles filmes espaciais do cinema. Ouve instruções do áudio de se preparar para a decolagem, sentar no banco e apertar os cintos. Começa contagem regressiva enquanto Cascão comenta que se for brincadeira, está gostando, parece de verdade, e a nave vai para o espaço. O dono da companhia comemora, um funcionário comunica com o Cascão que está tudo indo conforme o programa e que está a caminho da Lua.
Cascão acha que estão levando a brincadeira muito a sério, solta o cinto e passa a flutuar. Vai em direção à janela da nave e descobre que está no espaço sideral e, ao mesmo tempo, um guarda da base espacial traz de volta João Meteoro, que havia sido preso roubando roupa do varal, e descobrem que ele não decolou e o chefe quer comunicar com a nave imediatamente.
Cascão se apresenta, dizendo é corintiano roxo, o chefe vê que ele pesa 30 quilos amenos que João e isso é péssimo, tudo foi calculado nos mínimos detalhes, uns quilos amenos podem alterar rota da nave, não é garantido que vai pousar na Lua com sucesso e nem se ele poderá retornar a Terra e despede o João por tudo ser culpa dele.
Cascão posa na Lua, sai por baixo da nave e é recebido por São Jorge o Dragão. Cascão diz que pensava que eles eram inimigos e São Jorge revela que depois de tantos séculos guerreando, resolveram fazer as pazes. Cascão fala que gostou de lá, tão sequinho, nem uma nuvenzinha, nem uma gota d'água, acha um barato andar aos saltinho e pena a Terra não ser assim, porém sente falta de casa, da turminha, dos pais e do Chovinista.
Cascão fala que está dando sede, pergunta onde pode comprar sorvete. São Jorge avisa que na Lua não há sorvetes. Cascão diz que pode ser laranjada, São Jorge avisa que tem nada disso, nem lanchonetes e restaurantes. Cascão pergunta do que vivem, São Jorge responde que da crença das pessoas e Cascão diz que está frito.
São Jorge avisa que o Dragão é um ótimo mecânico, já reparou várias naves que passaram por lá. O Dragão conserta a nave rapidamente e Cascão decola. Na base espacial, acham incrível que o radar captou a nave voltando e que vai pousar lá mesmo. Depois, a nave pousa, Cascão diz que essa história o deixou exausto, cansou de ser astronauta, tira o uniforme e sai da base espacial. Em seguida, compra um sorvete, aparece o Cebolinha, dizendo que estava o procurando para participar um plano infalível contra a Mônica e que serão os donos da "Lua". Cascão bate nele e Cebolinha pergunta se falou alguma coisa errada.
História muito legal em que o astronauta João Meteoro fica com medo de viajar para a Lua, foge da base espacial e deixa o uniforme na lata de lixo. Cascão encontra, veste para mostrar para a turma, só que guardas o encontram, confundem com o astronauta fujão e o jogam na nave da missão espacial e Cascão vai parar na Lua. Encontra São Jorge e o Dragão , até gosta da Lua por ser seca e sem vestígios de água, mas sente saudades da família e dos amigos do planeta Terra. O Dragão conserta a nave, Cascão volta para a Terra e depois da aventura, Cebolinha aparece chamando para participar de plano infalível contra a Mônica e serem donos da "Lua" e apanha.
Quem diria um astronauta ter medo de viagens espaciais e de embarcar em uma nave. João Meteoro tinha medo até de avião, não levava fé que um dia iriam construir uma nave para viajar para a Lua, aceitou contrato de astronauta só para ganhar muito dinheiro sem fazer nada. Na verdade, nem o dono da companhia tinha fé que a viagem à Lua fosse um sucesso dando mais mesmo ao João.
O guarda foi displicente, não podia deixar João Meteoro sair da base espacial a poucos minutos do lançamento da nave. Caiu na conversa do João que queria que telefonar para a esposa, guarda tinha que ter sido firme e dizer que tinha que ligar direto da base, não ir pessoalmente. Baixinho da altura do Cascão, o uniforme jogado no lixo caiu como uma luva no Cascão, fazendo ser o novo astronauta da missão espacial.
Cascão foi só aparecer na 4ª página da história, quiseram desenvolver bem a trama do João Meteoro desistir de viajar para a Lua. Cascão na lata de lixo foi fundamental para a história se desenrolar, graças a sua característica de sujão encontrou o uniforme de astronauta, se não tivesse na lata, o uniforme ficaria lá e a história teria outro rumo. Cascão achava que era tudo uma brincadeira gostosa, afinal, qual criança não gostava de brincar de astronauta, até cair na realidade que foi parar na Lua de verdade. Foi justa a demissão do João Meteoro e sem direito a recorrer no Sindicato dos Astronautas.
Lua lugar ideal para o Cascão viver sem água, quase ficou lá para sempre porque o pessoal da base espacial não iria conseguir trazer a nave de volta por te rido uma pessoa diferente na missão. teve sorte de encontrar o Dragão de São Jorge que era um excelente mecânico e, assim, retornar para casa e não querer mais saber de aventuras espaciais. Para ter a piada final, a dislalia do Cebolinha serviu para o trocadilho de "Rua" com "Lua". Apesar do Cascão saber da dislalia do amigo, já estava tão estressado, exausto com a viagem espacial, sem raciocinar direito, que não podia nem ouvir mais a palavra "Lua" nem que fosse por dislalia do Cebolinha, que acabou apanhando sem entender nada.
Muitos momentos engraçados como dono da companhia dizer que muita verba consumida na construção da nave e que a missão fazer jus ao salário que João Meteoro recebe, João querer sair para ligar para esposa fazer jantar quando ele voltar, de cueca samba-canção, guarda comenta para o outro que nunca viu ninguém com tanto sangue-frio querer mostrar uniforme para os amigos, João preso por roubar roupa do varal, narrador dizer que não interessa se João vai recorrer ao Sindicato dos Astronautas por ter sido despedido e expectativa se Cascão iria sobreviver e se esta seria a última historinha dele e não perder o próximo e impactante quadrinho, São Jorge revelar que depois de tantos séculos guerreando, resolveram fazer as pazes com o Dragão, Cascão diz que está frito por depender das crenças das pessoas para sobreviver e o Dragão consertando a nave em minutos.
Curioso que o Cascão não gosta de água, mas gosta de sorvete picolé e laranjada, que são líquidos, problema dele é a água pura por representar limpeza. Nem precisou de participação do Astronauta na trama, poderia tipo ele ser o substituto do João Meteoro no final para um anova missão à Lua ou ajudar o Cascão a voltar para a Terra, mas ficou muito melhor assim do jeito que colocaram, sem crossover. Uma coisa boa foi ter tido muito texto por balão, até para ocupar menos páginas em um gibi quinzenal da época. Foram 13 páginas, mas com um tempo de leitura de 20 página sou mais. Hoje em dia acho diálogos curtos demais, bem resumidos e leitura bem rápida.
Pensei em postar essa história por causa do "Dia de São Jorge", sendo que com noticiários recentes da NASA anunciar a Missão Artemis II para a Lua, missão espacial de homem voltar à Lua se torna mais atual. Incorreta hoje em dia por Cascão ser astronauta por um dia em uma viagem à Lua, Cascão dentro de lata de lixo, apoiar a secura da Lua e não ter água nela, envolver religião com presença de São Jorge, João martelo com cueca samba-canção, citar orelhão por ser coisa datada, Cebolinha apanhar por tão pouco e ficar caído com olho roxo, além de palavras, expressões de duplo sentido e gírias datadas proibidas como "me meti", "morre de medo", "morrer de inveja", "sangue-frio", "roubando", "bacana", "barato", "estou frito", "me deixou num prego".
Traços ficaram excelentes do estilo consagrado dos personagens, bem caprichados, cheios de detalhes que dão gosto de ver. As cores muito bonitas assim, um tom de rosa mais forte mais bonito, não apagadas como no segundo semestre de 1987 e início de 1988, mas também não um tom forte exagerado, acho o ideal assim. De erro teve o zíper do traje de astronauta do cascão que não apareceu em alguns quadros ou em tamanho maior ou menor algumas vezes.
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"São Jorge, me empresta o (D)dragão(!)(?)". Frase de alguma canção de algum cantor de MPB e não sei se seria uma solicitação de permissão ou se seria exclamativa, um pedido afirmativo em vez de pedir pela indagação.
ResponderExcluirCostuma ser um trio que vive no mundo da Lua, faltou o cavalo.
Só um lunático como o Cascão para querer tomar sorvete e laranjada fora da Terra - se bem que não é exclusividade dele, já ia me esquecendo do saco-sem-fundo que atende por Magali. Essa, provavelmente tentaria comer a própria Lua por associá-la a queijo suíço ou a queijo parmesão.
Cebolinha se deu mal "de graça", apanhou pela dislalia, Cascão foi reativo, impulsivo, não teve o equino do santo guerreiro, mas, o protagonista fez a vez das ferraduras, desferiu o coice. Também, poxa, ir para onde foi por engano e depois ter, lógico, que retornar ao nosso orbe, ainda que uma aventura fictícia, o moleque trancou o toba, passava nem agulha, não foi brinquedo, não! Ida e volta estressantes, estenuantes, traumatizantes, porém, o durante é que foi massa, valeu ter conhecido as figuras lunáticas cujo cardápio, cuja dieta, jamais varia(m), são nutridos pela devoção de boa parte dos terráqueos, crença popular é o que mantém o reptiliano e o cavaleiro de armadura e lança (mais o cavalo) viçosos. Já as aspas foram pela fixação quase doentia do outro piazito em derrotar a Mônica. Dá um tempo, pentelho! Ou seja, em certa medida, mereceu a patada.
O trecho é da música "Se" do Djavan, é um pedido afirmativo, isso sempre soube, nunca tive dúvida nisso. Acredito que não colocaram cavalo porque não teria função na trama, o dragão que foi essencial nessa, não podia faltar, a não ser que o próprio São Jorge fosse o mecânico da nave. Cascão querendo sorvete e laranjada mostrou ingenuidade dele, pensava que a Lua era igual à Terra, só que sem água. Magali já comeria toda a Lua pra ver se era de queijo. Cascão bateu à toa, nem queria conversa, não queria mais saber de Lua. Sobrou para o Cebolinha, sempre sofria com a sua dislalia. Foi ótimo isso de dizer que São Jorge é nutrido pela crença das pessoas e no dia dele com certeza fica empanturrado.
ExcluirNão conhecia essa história. Ela é fantástica! E que desenhos bonitos! Da gosto de ler.
ResponderExcluirSensacional essa, roteiro excelente, só os traços magníficos já vale a pena.
ExcluirÉ, Marcos, até que foi muita gentileza a sua de homenagear o feriado de hoje de São Jorge com essa história do Cascão, e olha que há mais de 10 anos atrás, lá no auge dos downloads de revistas em quadrinhos no formato CBR (se é que você vai se lembrar tanto quanto eu ou não), se eu não estiver enganado, acho que já teve essa edição do Cascão nº 51 de 1988 em um dos sites que eu seguia (creio que era a Gibiteca, mas pode ser outra do tipo, como a extinta Quadrinhos Antigos, por exemplo), mas eu não devo ter baixado ou me esqueci completamente dessa edição, já que fui ler a história e não me bateu flash algum daquele tempo. Pelo menos, ainda foi uma grande aventura do Cascão indo parar na Lua e conhecer essa grande lenda que é São Jorge. Até acho bem meigo a parte do Cascão perguntando se o dragão de São Jorge era inimigo dele e o próprio respondendo que fizeram as pazes após tantos anos de guerra, tão simpático, sabe?
ResponderExcluirEnfim, mesmo que o arquivo do gibi não me vem à tona agora, ainda é uma boa HQ do tempo em que dava gosto de ler as revistas da turma, principalmente se a história inicial era escrita pela eterna Rosana, que, aliás, não podia deixar a pinta dela de plano infalível do Cebolinha no final (uma de suas maiores especialidades na MSP, junto com as histórias da Magali e aquelas com o tema de fantasia), só pra ele apanhar do Cascão por confundir "rua" por "lua", depois de tudo que ele passou. Genial, muito genial, hehe!
E bem interessante a homenagem ser em abril, mesmo o gibi ter sido lançado em dezembro de 1988, mas com isso eu não tenho muito que reclamar, apenas apontando essa breve informação. E eu não sei você, mas só o Cascão pousando na lua e se encontrando com São Jorge me lembrou o final de uma HQ do Cebolinha de 1983 chamada Um Monstro no Quarto (CB # 128 - Ed. Abril), onde um monstro surge debaixo do quarto do Cebolinha, e quando expulsam ele, nos é revelado que era o dragão de São Jorge esse tempo todo, aí ele volta pra Lua. Bem, eu acho que era assim mesmo que aconteceu, não leio mais essa história depois de ter conhecido ela quando republicada como HQ de encerramento no Almanaque do Cebolinha nº 18, de 1992. Se tiver uma dessas duas edições, me informe se o enredo era esse mesmo pra poder refrescar mais minha memória, sim?
Por hora, valeu muito a homenagem do blog pelo feriado, sabia que foi na Paróquia de São Jorge aqui do RJ, onde eu moro, que eu fui batizado quando eu nasci? Por isso que na nossa família, ele será nosso eterno protetor e o meu padrinho também, é claro. Por isso, viva São Jorge e que ele louve-nos a cada dia que passa para enfrentarmos todas as dificuldades no nosso caminho, se Deus quiser.
Até logo, Marcos, espero que esteja descansando bastante hoje e um bom fim de semana pra você. Abraços, boa noite e até a próxima!!!
Sim, valeu a pena colocar essa história no Dia de São Jorge. Teve download desse gibi no site Gibiteca. Ficou simpático a pergunta se eles eram inimigos, foi de estranhar os dois amigos. Rosana arrebentava e não podia faltar referência a planos infalíveis, genial mesmo confundir "rua" com "Lua". O gibi foi de dezembro sem intenção de homenagem a São Jorge e aqui deu pra colocar em abril, se tivesse sido publicada em abril, seria melhor ainda, só não teria cores assim. Eu conheço essa história de abertura de Cebolinha 128 de 1983, o enredo foi esse mesmo. Legal que você foi batizado na Paróquia de São Jorge, reforçando proteção dele pra você e sua família. Valeu, boa noite, bom feriado e descanso pra você também. Abraços.
ExcluirNas outras partes do Brasil, depende, até que varia bem, já pros cariocas São Jorge é muito respeitado e muito reverenciado, chega a ser impressionante o nível de devoção. Sei disso desde pequeno, minha vó morou no Rio por mais de 50 anos e ela é devota desse santo, mas não é carioca, ela é fluminense, nasceu no interior do estado.
Excluir“Viagem à Lua” e as outras histórias de Cascão 51 da Globo eu conheço graças ao Timeline Comics. Só que lá não tá no formato CBR, tá em PDF.
Provável que tenham convertido do CBR para PDF nesse site, visto que eles pegaram também do site Gibiteca.
ExcluirCebolinha se ferrou sem merecer, interessante a lenda de São Jorge que mesmo muitos considerando lenda ainda tem muitos devotos viva a fé !!!!
ResponderExcluirCebolinha tinha culpa de nada, só por causa da dislalia. São Jorge tem devotos demais, que a fé sempre continue.
ExcluirQue ótima história! Lenda de São Jorge, admito que nunca me interessei, achava qualquer coisa, mas ainda assim sem dúvida pode render uma história boa como essa! Claro, qualquer coisa que saia de MSP era bom ou ótimo (pelo menos nessa época...)
ResponderExcluirJoão Meteoro, que charlatão, que tratante! Aceitou ser astronauta só por dinheiro e nem queria realmente? Pensasse antes! Devia então ter escolhido uma profissão que não tivesse medo e houvesse riscos. Tanga frouxa! Áliais, como ele achou que ia se safar, ou melhor por QUANTO TEMPO ele achou que ia se safar disso? Mesmo que fugisse por agora, logo todos estariam atrás dele, seria descoberto no final das contas. O melhor teria sido falar honestamente que tinha medo e não queria ir, ainda seria chato, um carão, mas ainda assim melhor e eles poderiam arrumar outro voluntário (até porque não acredito que eles tinham apenas UM astronauta disponível). Muita imaturidade desse baixinho.
E já o Cascão... que furada! Como poderia saber que uma roupa de astronauta lhe causaria tanta confusão? E inclusive, aqueles guardas são cegos ou o quê, de não terem percebido que aquele DEFINITIVAMENTE não era o João? Pô, a abertura do capacete já entrega tudo, né? Que desatenção! (É impressão minha, ou os profissionais dessa história são todos incompetentes?). Bem, de qualquer forma, o moleque não teve saída, foi literalmente ''jogado na cova'', e inocentemente encarou tudo como uma brincadeirinha maneira, mesmo sem conhecer os caras ou saber qual era a deles. Sério mesmo, a ingênuidade e falta de noção dos personagens me diverte muito... Pô Cascão, seja mais ligado guri! Realmente foi uma canoa furada mesmo. Infelizmente para os chefes e principalmente para o Cascão, eles só perceberam tarde demais que mandaram o ''astronauta'' errado para a lua! Imagina isso na vida real, descobrir que mandou uma criança sozinha pro espaço? Seria um pandêmonio mesmo, sem dúvida viraria escândalo digno de televisão e manchetes, na história a situação foi até discreta, não saiu nem vazou o que aconteceu, ninguém de fora soube.
(O comentário tinha ficado muito longo, então continuo abaixo)
ExcluirEnquanto o verdadeiro João baixinho era descoberto e justamente culpado por tudo e demitido merecidamente, nosso Cascão passava por uns apertos e por sorte acabou de fato pousando na lua, bem no destino que eles queriam! E, ainda por cima, conseguiu conhecer o próprio São Jorge e seu dragão, aí ficou tudo fácil mesmo, derrepente o universo tava conspirando a favor dele (ah, e o Cascão adorando a lua porque lá era tudo sequinho, sem uma gota d'água, bem a cara dele mesmo. Sem dúvida ficaria lá, seria perfeito para ele, se não fosse o fato de não haver comida e eventualmente morrer de fome- Imagina isso se fosse Magali no lugar, Meu Deus!). Se não tivesse conhecido, teria ficado preso lá a vida toda ou talvez por horas, até os caras da companhia mandarem alguém para buscá-lo (ou, quem sabe, fosse achado pelo Astronauta que conhecemos mesmo). Mas felizmente conseguiu ajuda instântanea, quase milagrosa. Áliais, dragão mecânico? Que devaneio, roteirista viajou na maionese aí! Ele sendo amigo do São Jorge até vá, mas mecânico? Que barato! De qualquer forma, bom que ele conseguiu voltar a Terra sem muita dificuldade e tudo acabou bem para ele. Me pergunto agora se ele vai querer esquecer tudo, ou talvez contar para a turma que já foi astronauta? Afinal, quantos meninos poderiam dizer ''já pisei na lua antes dos 7 anos de idade e conheci São Jorge em pessoa'', sem dúvida uma grande aventura, poderia ser motivo de vanglória para ele. Isso, claro, se alguém acreditar. E para fechar, temos Cebolinha aparecendo, tendo em mente mais um plano mirabolante e se ferrando de graça, sem saber o contexto! Ah Cebolinha, você não faz idéia... (se bem que acho que Cascão teria motivo de bater nele mesmo sem dislalia ou interpretação erronêa, afinal é quem mais sofre com esses planos infalíveis, já deveria estar farto disso).
A propósito, como você sabe que foi Rosana que escreveu? Digo, as histórias dela tem um estilo bem característico, mas nessa não consegui identificar exatamente isso? Perdi algum detalhe? De qualquer forma, diso que ela arrebentava em qualquer caso.
De novo, grande história, bem pensada e bem feita. Nota 8.5 hoje. Tenha um bom dia!
Pois é, tudo era inspiração pra eles criarem histórias e dava certo, ficavam boas. O interesse de ganhar dinheiro fez João Meteoro se dar mal, não tinha necessidade disso e acabou depois sendo demitido com razão. Ser honesto seria o ideal. Se Cascão soubesse, não vestiria a roupa de astronauta e os guardas muito cegos, confundir só por causa da roupa, nem olharem para o rosto, são todos incompetentes mesmo, primeiro deixa João sair da base espacial e depois pega um outro por engano. Eu também gostava da ingenuidade dos personagens, sempre engraçados, e se na vida real mandam uma criança para o espaço por engano seria calamidade pública.
ExcluirA nave pousou na Lua como queriam, só que não um pouso digno, acabou sendo destruída e precisando Cascão sair por baixo dela. A Lua seria ótimo lugar para o Cascão se tivesse comida e não sentisse saudades dos pais, amigos e Chovinista. Com a Magali, a refeição seria a própria Lua principalmente se for de queijo. Dragão mecânico foi demais, boa viagem, mas esses absurdos que deixam as tramas legais. Graças ao dragão, Cascão conseguiu voltar para casa. Talvez depois de esfriar a cabeça, ele deve ter contado para a turma, afinal foi o astronauta mais novo, pode ainda sair notícias nos jornais do engano do astronauta d a companhia espacial.
Cebolinha não mereceu apanhar pela dislalia, mas como vingança de convidar Cascão para os planos infalíveis fracassados, aí valeu a pena. Identifico ser da Rosana por ter vários momentos de focos de personagens e reviravoltas, como começando pelo João, depois vai para o Cascão, volta para base espacial, e uma interferência de narrador no meio da história, no caso da parte da nave prestes a chegar à Lua e traços assim costumavam sair em histórias dela.
Não tenho o gibi... mais acho que já li essa hq antes em algum almanaque, almanacão ou temático não!? rs
ResponderExcluirSim, Xandro, eu fui pesquisar no Guia dos Quadrinhos e vi que, aparentemente, essa HQ foi republicada como história de encerramento do Almanacão Turma da Mônica nº 9, de 1998, pois o número de páginas lá bateu exatamente como o Marcos citou no início da postagem. Será que não foi nesse que você leu?
ExcluirJá foi republicada em um Almanacão, então deve ser aí onde você leu essa.
ExcluirE mais precisamente, Marcos, segundo o Guia dos Quadrinhos, foi no Almanacão Turma da Mônica nº 9, de 1998, como história de encerramento, tenho quase certeza.
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