sexta-feira, 17 de abril de 2026

Capa da Semana: Cebolinha Nº 225

Uma capa em que Cebolinha e Cascão estão como índios e fazem ritual comemorando que conseguiram capturar o Sansão prendendo em uma madeira com caricatura da Mônica. Nem como índios os meninos conseguem esquecer a Mônica e não perdem oportunidade de aprontar com ela, verdadeira obsessão. Bem legal.

Interessante a expressão do Sansão não gostando, como se tivesse com conhecimento do que estava passando. Muitas vezes eles colocavam expressão dele de acordo com a cena, seja em capas ou histórias, mesmo sendo um coelhinho de pelúcia. As sujeirinhas do Cascão ficaram mais grossas para representarem pinturas de índio no rosto como foi do Cebolinha.

Era normal colocarem capas com personagens representados como índios e cada um de acordo com sua característica. Hoje impublicável isso por não permitirem mais nos gibis índios primitivos em ocas e seus costumes e muito menos os personagens principais sendo índios e malvados. A partir de 2003, as capas dos gibis da Globo passaram a ter um design diferente, com logotipo menor e o rosto do personagem ao lado que ficou um bom tempo para se acostumar com design assim com logotipo pequeno por estar acostumado com ele ocupando toda a largura. 

A capa dessa semana é de 'Cebolinha Nº 225' (Ed. Globo, Março/ 2005).

38 comentários:

  1. Criatividade é o que não falta para os meninos, não tem limites. Na arte de mexer com a Mônica, eles nunca decepcionam. É a especialidade deles, e eles sempre conseguem nos fazer rir também, isso devemos dizer deles. Pena que a Mônica não pode dizer o mesmo...

    Ps: áliais, eles foram para uma aldeia índigena de verdade para a brincadeira? Repare no fundo, com ocas de verdade.

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    1. Sem limites pra aprontar com a Mônica, não tem sossego com eles. Sorte nossa que damos boas risadas. São ocas de verdade, não dá pra negar, aí ou foram brincar em uma aldeia ou simplesmente eles eram índios de verdade nesta capa. Eu fico que eles estavam encarnando índios, já tiveram outras capas assim, também tinham capas ambientadas em contos de fadas, em outras épocas, aí pode muito bem eles terem sido representados como índios nessa vez.

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    2. Se de fato são índios de verdade nessa versão... então meio que levanta a questão de como a Mônica (provavelmente também índia) ou os meninos poderiam ter o Sansão... índios, pelo menos naquele tempo, não teriam acesso a algo como um bicho de pelúcia, áliais provavelmente nem saberiam o que é um brinquedo. Só se for uma tribo moderna bem atual.

      Mas de qualquer forma, o que vale é a piada.

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    3. De acordo com o contexto desta ilustração, creio que Mônica esteja mais para uma "Jane Calamidade" da vida, isto é, a mocinha, a "cowbóia" do pedaço, ou melhor, a "cowgirl" e, com estrela no colete, então, nem o Diabo pode, porque, aí, trata-se de "otoridade" ("xerifa").
      Brincadeiras não se restringem à espécie humana, já o conceito de brinquedos enquanto objetos, nunca pesquisei a respeito, mas, acredito que as origens disso vão para muito além do dito "homem civilizado". Penso que civilizações como as europeias, as do Oriente Médio e do Extremo Oriente apenas aprimoraram o conceito e, aos poucos, foram percebendo o potencial comercial da bagaça.

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    4. Eles sendo índios de verdade, pode ser que consideraram o Sansão como um coelho de verdade, a Mônica como mocinha que odiavam e capturaram o bicho de estimação dela. De fato, índios primitivos não sabiam o que eram brinquedos e não enxergariam o Sansão como tal, só iam achar que era um objeto de caraíbas que não tinham conhecimento como Papa-Capim fazia.

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    5. Pois é, última coisa que os "(B)bezerros (S)sentados" devem fazer é esperarem sentados, pois a cavalaria está a caminho para resgatar o Sansão e devolvê-lo ao aconchegante coldre da cara-pálida dentuça - assim como na ilustração de capa de Mônica nº117, de 1996, diferença é que, naquela gag, o detentor da estrela é o Cebolinha, ele é o xerife e, trepida, ao se deparar com a "calamitosa".

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    6. Quando a Mônica aparecer, tem resgate de ouro. Em Mônica Nº 117 um caso que a calamitosa vence o xerife. Sendo que a piada foi mais de mostrar que em vez de ela usar arma de fogo, a arma dela era o Sansão.

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    7. Mas tem que ser maciço e, de preferência, dezoito quilates, pois, se o resgate fosse pago em pirita (ouro de tolo), aí, queimaria reputação da baixinha, ficaria descredibilizada perante as comunidades do (V)velho (O)oeste.
      Dentre as capas alusivas a faroeste, a primeira que Mônica paga de Jane Calamidade foi na de Cebolinha nº38, de 1976 e, a mais icônica com ela assim, "calamitosa", é a de Mônica nº1, de 1987.

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    8. Reputação da Mônica não pode ficar baixa. Essa capa foi uma das mais tiveram outras semelhantes, gostavam dessa piada, sendo que a Mônica Nº 1 da Globo foi a mais famosa e lembrada delas.

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    9. Considerando a possibilidade que Isabella colocou, de no contexto desta ilustração a dona do coelhinho ser índia também, vale ressaltar uma arte de capa em que Mônica está como indígena, a do gibi dela de nº121, 1997.

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    10. Sim, Zózimo, em Mônica 121 eles estão representados como índios.

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    11. Outra ilustração e, até bem mais antiga, em que ela e Cascão estão como indígenas é a da capa de Mônica nº53, de 1974. Naquele contexto estariam brincando trajados a caráter ou seriam mesmo índios? Difícil saber e as duas hipóteses são válidas, vai da interpretação de cada leitor. Já uma situação que não deixa margem para dúvida é o que se passa na capa de Cebolinha nº163, de 1986, pois, ali, fica bem óbvio que estão numa brincadeira e não num contexto legitimamente indígena.

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    12. Em Cebolinha 163, de 1986, não tem dúvida que estavam brincando. Em Mônica Nº 53, de 1974, eu interpreto que eram indígenas de verdade, o traje identifica mais, já a semelhante de Cascão 23 de 1987, dá ideia maior que estão brincando por causa da roupa tradicional do Cascão e o estilo do arco e flecha. E tiveram várias outras capas assim como ele como indígenas, inclusive com Magali, e ficam a dúvida se eram indígenas de verdade ou era brincadeira.

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  2. Antes de Colombo, Vespúcio e Cabral era exatamente assim, "todo dia, era dia de índio", né, Baby (Consuelo)?
    "Índio quer apito, mas também sabe gritar", né, Maria da Graça (Meneghel)?
    Acreditam que, olhando meio distraído a princípio, cheguei pensar que fossem Pena Branca & Xavantinho?!

    Será que a FUNAI encresparia se alguém falasse que o que "Casca-Capim" e "Cafulinha" estão fazendo é programa de índio? Bem, como ninguém falou, apenas digitou, não incorre em alguma pendenga com o politicamente correto. Pois o problema é se ele ouvir. Ler, não, porque é chato, cansativo, depende de interpretação, dá trabalho e o ilustre politicamente correto não vai cansar sua beleza lendo, faz ele muito bem! Mas, existe a possibilidade da I.A. patrulheira recorrer ao leitor de voz, aí... ferrou!...

    "Durango Kid só existe no gibi", né, Maluco (Beleza)? Mas, Sansão não é mocinho de (S)spaghetti (W)western, não é caraíba/homem branco, é só um coelho azul de pelúcia e, assim, Mônica, suspirando, já dizia, pausadamente, para o antagônico Cebolinha: "Brinquedo... meu... é... espetá(...)culo... seu!" - sábias palavras...

    Como bom e velho caboclo flecheiro que vos fala, saquei a homenagem às portas de 19/04/2026. Sutil, melhor assim, sem explicitar...

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    1. FUNAI pode achar que é programa de índio que fizeram, mas sem dúvida a patrulha do politicamente correto iria fazer um escarcéu vendo isso, inadmissível índios primitivos e ainda mais Cebolinha e Cascão encarnado índios, eles iam falar muito. Sansão é caraíba mocinho, porém exerceu função de mocinho e logo depois Mônica apareceria pra dar uma lição nesses índios malvados. Não deixou de ser uma homenagem ao próximo "Dia dos Índios" de 19/04.

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  3. Legal a capa, mas não achei ela incorreta. Ela é de 2005 e o Cebolinha e o Cascão estavam brincando de índio, nada de mais. Quando eu vi a capa, eu imediatamente me lembrei da música: "Curumim, Ei, Ei", da Eliana.

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    1. Comentário de vossa excelência fez lembrar de uma mais antiga: 'Curumim, Iê, Iê', Mara Maravilha como intérprete. Quiçá Eliana regravou essa música, ou, quem sabe, seja mesmo outra, outra letra, outra melodia e tudo mais que compõe uma faixa musical.

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    2. Julio Cesar, não teria nada de mais mesmo, porém índios são abolidos, inaceitável ter índios e nem brincar de índio e mocinho podem nos gibis, por isso implicariam. Tremenda bobagem isso, inacreditável proibirem, infelizmente é o que acontece. Em 2005 ainda tinham coisas incorretas nos gibis e que alteram nos almanaques, claro que menos incorretos que nos anos 1990, mas ainda eram em visto do que está hoje.

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    3. Pois é, prezado Julio Cesar, modéstia à parte, não contavam com minha astúcia! Suspeitei desde o princípio!...
      Sou mais 'Curumim, Iê, Iê' com Mara Maravilha, sabe por quê? Na transição dos 1980 para os 1990, parecia uma índia e, ainda por cima, boazuda - posou para "Preibói" e, o melhor, numa época em que não havia (P)photoshop.

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    4. 😂😂😂😂
      Pois é, camarada!

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  4. Pena rs não tenho essa na coleção :p

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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    1. Sim, teve Dorinha em suas primeiras histórias, aparecia bastante e histórias de fábulas da Magali estavam em alta. Faz muito bem guardar esses gibis, muito melhor.

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  6. Bem legal. Ah, soube que o Mundo Bita lançou um videoclipe de música com a Turma da Mônica no YouTube como parte dos 90 anos de Mauricio de Sousa? Notei que o Mauricio apareceu sem usar bengala ou cadeira de rodas para refletir o Mauricio atual ni videoclipe. E também o Mauricio fez outra rara aparição com o criador do Mundo Bita, mas só que mais sentado do que levantado.

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    1. A aparição com o criador do Mundo Bita eu cheguei a ver na internet, já o videoclipe não sabia.

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  7. Gostava dessas capas da editora Globo tinha muitas piadas, foi neste ano de 2005 que comecei a colecionar gibis e de fato mesmo com o politicamente correto ainda tinha muitos gibis bons.

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    1. Comparado a hoje em dia, foi um politicamente correto, eu diria, de intensidade relativamente baixa, mas, ainda assim, incomodava, e muito, os leitores que, à época, já eram veteranos.

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    2. As capas da Globo arrebentavam. Em 2005 já tinham elementos do politicamente correto que deixavam menos atraentes, mas não era como o exagero que encontra hoje, que está insuportável. Se eles deixassem o politicamente correto como era em 2005, bem tímido como era, as histórias de hoje estariam em nível bem melhor.

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    3. Nessa época os personagens ainda tinham pelo menos 50% de seus traços clássicos e essência. Hoje em dia, os personagens representam menos de 10%...

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    4. Isabella, você foi até boazinha, mais correto, hoje em dia, os personagens representam menos de 1%...

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  8. Excelente capa, com esse tema eu gostava de uma com o cascão amarrado e o Cebolinha e a Monica fazendo a dança da chuva.

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    1. Outra situação engraçada foi quando o próprio resolve aderir à dança da chuva, só que... "devidamente precavido" - gag de Cascão nº339, de 2000.

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    2. Era bem comum capas assim de Cascão amarrado pra fazerem dança da chuva. Tiveram outras da Globo como Gibizinho da Mônica 36, de 1993, e Almanaque do Cascão 32, de 1995, dentre outras. Em cenas assim, imagino Cascão fugindo correndo com árvore e tudo.

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    3. Zózimo, foi interessante essa capa, tem que ser precavido mesmo, vai que a dança da chuva dar certo e cai em cima dele.

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    4. Faz sentido imaginá-lo com superforça diante de tal ameaça. Há uma HQ antiga em que bate no Cebolinha e na ☞Mônica☜ por bolarem um plano para molhá-lo ou para convencê-lo a tomar banho, não lembro dos detalhes, mas, uma coisa ou outra, se foi isso ou se foi aquilo, dá na mesma, o objetivo é sempre limpar o Cascão.

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    5. Lembro dessa, é de Cebolinha 111, de 1982. Pra não tomar banho, Cascão consegue ser mais forte de todos, Mônica apanhou dele, a grande surpresa, ficou muito engraçado, só assim de plano contra o Cascão pra ela ser derrotada.

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