Mostro uma história em que a Tina foi assediada por um ator famoso e ela queria não cedia as investidas dele. Com 6 páginas, foi publicada em 'Mônica Nº 50' (Ed. Globo, 1991).
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| Capa de 'Mônica Nº 50' (Ed. Globo, 1991) |
O ator Tôni Bamos termina um dia de gravação da novela "Rainha do ferro velho" e vai embora para casa disfarçado para não ser reconhecido porque não queria ser atacado pelas fãs histéricas. No caminho, encontra a Tina em um ponto de ônibus, acha uma gata e resolve paquerá-la, se apresentando que é o Tôni Bamos.
Tina diz que ela é a "Cristina Buarte" e Tôni acha que ela tem senso de humor. Tina sai fora, achando que ele era louco e Tôni insiste que ele é o ator da novela e ela diz que também já se apresentou e o manda cair fora. Tôni acha Tina garota difícil, tira o disfarce e ela acha que se parece o Maico Jacson e se despede cantarolando "Bad".
Tôni acha que Tina sabe muito bem quem é ele e está se fazendo de difícil. Assim, a pega e tasca um beijão na boca dela e pergunta se gostou. Tina dá um tapa na cara dele e diz um sonoro "Não" e vai embora. Tôni desiste de conquistá-la, quando uma mulher vê que ele era o Tôni Bamos, chama as outras mulheres e todas avançam nele. Tina vê e comenta que não sabe o que elas veem em um cara bobo que diz ser o Tôni Bamos. Chega em casa e vai assistir a novela Rainha do Ferro Velho e fica admirando o Tôni Bamos, seu grande ídolo.
História legal em que o ator famoso "Tôni Bamos" se encanta com a Tina e resolve paquerá-la. Estava disfarçado porque não queria ser agarrado pelas fãs na rua e Tina não o reconhece. Ele insiste bastante e chega até tirar disfarce para provar que é ele e Tina não acredita que é ele, que desiste e depois ainda é agarrado pelas fãs como não queria. No final, é mostrado que a Tina é grande fã do Tôni Bamos e ainda assiste a novela.
Tina não reconheceu e nem se tocou que estava falando com o verdadeiro Tôni Bamos, se acreditasse nele, poderia ser bem diferente e ainda se tornar namorada de um ator famoso e de seu grande ídolo. Tina precisando mudar de óculos urgente, talvez não o reconheceu porque achou que ele estava mais magro do que como via na TV e também a voz que a gente ouve na TV é diferente quando vê o artista pessoalmente.
Quem diria até Tony Ramos não resistir à beleza da Tina, para ver como ela era bela. Mostrou um Tôni galanteador e convencido que não agiu bem, na primeira negativa da Tina, podia ter pulado fora, mas continuou insistindo, virando assédio, até beijo na boca deu nela. Na vida real Tony Ramos nunca agiria assim por ele ser fiel a sua esposa com quem é casado até hoje. Foi engraçado o assédio e insistência dele, achando que ela é garota difícil, dar beijo na boca e levar tapa da Tina, bem merecido, por sinal, não deve fazer isso com uma dama.
Teve menção à novela "Rainha da Sucata" da TV Globo, de 1990, por ter sido a última que o Tony Ramos tinha feito até então, novela que já tinha saído do ar em 1991. Foram várias paródias que foram ótimas de novela "Rainha da Sucata" como "Rainha do Ferro Velho", Tony Ramos como "Tôni Bamos", seu personagem na novela Edu como "Dudu", Regina Duarte como "Cristina Buarte", sua personagem na novela Maria do Carmo como "Maria Carmem" e Michael Jackson como "Maico Jacson". Sempre eram criativos nas paródias.
Curiosidade que ficou um duplo sentido da Tina se apresentar como "Cristina Buarte". Tudo indica que intenção foi para ser só paródia da atriz Regina Duarte, o par romântico do Tony ramos na novela, mas também pode ser o nome dela de Tina de "Cristina" misturado com a paródia da atriz, lembrando que paródia da Regina Duarte costumava ser "Regina Buarte". Foi também legal a Tina cantarolar música "Bad", servindo como homenagem a Michael Jackson.
Essa história foi a estreia da reformulação da Tina nos anos 1990 com cabelos longos, mais sensual, tendo histórias próprias com homens a seus pés encantados com a beleza e conflitos com namorados variados, bem diferente da certinha e conciliadora que só aparecia para ajudar nas encrencas dos amigos nos anos 1980. Sem dúvida, Tina estreou nessa nova fase em grande estilo.
É incorreta atualmente por assédio do "Tôni Bamos" com a Tina, inclusive beijo na boca à força, ele levar tapa explícito na cara e sem deixar só onomatopeia no quadro e ficar de olho roxo, menção à novela, apesar de não ser vista por personagens crianças na história, mas os gibis são lidos por crianças, além da palavra "louco" ser proibida hoje em dia nos gibis e podem implicar com a TV de tubo por ser datada colocando uma TV LED no lugar.
Traços espetaculares com Tina sensualíssima, ângulos e disposições de formatos de quadros diferentes, tudo indica ser desenhos do Aluir Amâncio. Mantiveram nessa nova fase quadros com faixas de 3 linhas e 3 colunas por página característicos nas histórias da Tina, porém na última página os quadros ficaram dispostos de 4 faixas tradicionais para não precisar criar mais uma página para a história. As cores ficavam boas assim sempre quando gibis tinham papel oleoso. Teve propaganda inserida na lateral direita da terceira página, dessa vez do Grupo "Ama", escola de música, bastante presente nos gibis na época.

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Sobre Rainha da Sucata, lembro de Antônio Fagundes, outro grande galã da época, representando um gago, acho que ainda por cima era quatro-olhos, mas não recordo de Tony Ramos no elenco daquele antológico dramalhão alienante - divertida às pampas aquela novela...
ResponderExcluirTina, gata como quase* sempre, involuntariamente foi capaz de colocar paródia de celebridade lhe pagando aquele pau...
*1977 é o ano em que passa à condição de beldade.
Sim, o Antônio Fagundes fez um gago atrapalhado de óculos, era raro ele fazer comédia, ajudou a variar e ficou legal. O Tony Ramos foi o protagonista da novela fazendo par com a Regina Duarte. Tina chama atenção de todos com a beleza, até de galã de novelas, foi engraçado, apenas a versão hippie antes de 1977 que não atraía atenção dos homens, e com razão, já as outras versões era fácil se encantarem com ela.
ExcluirRede Globo produziu por anos e anos e anos a fio diversas novelas marcantes e chega a impressionar como que atualmente só entrega lacrações pela via da teledramaturgia... Aliás, nos últimos seis anos, a emissora abertamente lacra através de tudo que compôs e que compõe sua grade, salvo uma coisa ou outra, como a reprise de Tieta, por exemplo. Quem te viu, quem te vê - "quem TV"... Passou a ser uma robusta fonte de distorções dos fatos, o que mais sabe fazer é desinformar os desavisados...
ExcluirMeteram um azulão no dedo indicador da Tina no redondo e último quadro da terceira página.
Concordo, está muito sem graça, falta criatividade e ousadia, sem dúvida TV Globo já foi bem melhor. Só agora percebi esse erro, quando pintaram o paletó do Tôni, pintaram dedo da Tina junto.
ExcluirNo primeiro quadro da última página o verde da roupa invadiu a pele da tiete na parte do decote.
ExcluirAs cores desta HQ têm certa semelhança com as que eram empregadas nos gibis da TM do período Abril.
Invadiu mesmo, um outro de falta de atenção na colorização. Não só as cores parecendo da Editora Abril como também o papel utilizado, tipo oleoso, até diferente quando a gente toca. Aí sempre que o papel era oleoso, as cores automaticamente ficavam desse jeito. Era bom assim e curiosamente quase todos os gibis do Cebolinha até o Nº 51 tinham papel desse jeito oleoso, já nos outros gibis eram só uma vez ou outra.
ExcluirCurioso privilegiar Cebolinha na combinação de tipo de papel oleoso com cores acentuadamente vibrantes. Tive muitos gibis da TM dos primeiros sete anos de Editora Globo, Mônica nº50 e Cebolinha nº51 estiveram entre eles e confesso que não reparava nesta diferença assim, no mesmo nível de detalhismo com que você reparava nos exemplares das edições do mesmo estúdio e da mesma editora. O que tendo a lembrar neste sentido é que as cores da Globo em boa parte das revistas da MSP pareciam menos vibrantes que as da Abril ou, sei lá, "mais secas", "menos úmidas" ou "não úmidas", algo assim e a média de impressões era(m) melhor(es) em comparação com a média das impressões da época da primeira editora. Lembro de alguns números de Chico Bento e Cascão publicados em 1987 que apresentavam tal combinação de papel e tintas até bem parecida com a combinação que era comum nas revistinhas dos anos anteriores.
ExcluirNo quadro de encerramento, o que me diz, Marcos? Coxa esquerda ou tapete? Fico com coxa, embora discreto, tem um quê de erro de colorista...
Muito curioso mesmo Cebolinha ter tido esse privilégio. Os outros tiveram algumas vezes papel e cores assim entre 1989 a 1991, mas não era direto como foi com o Cebolinha. O papel era bem semelhante como os da Disney. No último quadro, tem chance de perna ter sido oculta com a posição que a Tina estava, mas também fico que foi erro do colorista, mais provável que foi isso.
ExcluirNo quadro em que diz ser Cristina Buarte há algo que a meu ver ficou inacabado e que dá para considerar como erro. Consiste na mão dela envolvida pela mão do ator, com um traço retão que dobra para um tracinho igualmente reto, faltou acabamento na mão direita da Tina e como os primorosos desenhos de "O astro" são muito detalhados, quem arte-finalizou deixou passar por não ter percebido. Infelizmente acontece.
ExcluirBem mínimo esse erro, nem tinha reparado. Pode ser também pelos traços tremidos de estarem se cumprimentando e a arte-final deixou despercebido esse detalhe.
ExcluirBela história da Tina. Notei que as postagens recentes na páginas oficiais do Mauricio de Sousa nas rede sociais não foram escritas pelo próprio Mauricio, mas pela família dele. A última postagem que o próprio Mauricio escreveu foi à 8 semanas atrás para comemorar o Dia da alfabetização. Desde então, não vi mais ele próprio fazendo postagens na próprias páginas oficiais.
ResponderExcluirSempre foi assim, maioria das postagens são feitas pelo estúdio, uma ou outra que é dele.
ExcluirVerdade. Parece que por conta da mobilidade reduzida por causa da idade avançada, deixam mais pro estúdio ou a família para fazer postagens na páginas oficiais do Mauricio nas redes sociais no lugar dele.
ExcluirIsso aí.
ExcluirBela história. Detesto assediadores, cara otário, mereceu bem aquele final. Tina, do jeito que vejo, fez bem em rejeitar aquele cara, mesmo sem saber quem era. E acho que ela tá precisando trocar os óculos, não reconheceu o maior ídolo mesmo quando ele tirou todo o disfarce e se expôs daquele jeito. E fofo o rabo de cavalo no final, parecido com o da fase 2004-2007, mas melhor desenhado.
ResponderExcluirHistórinha legal, nota 7. Não há muito mais a comentar, mas foi legal.
Bem merecido, assédio nunca é bom e cara com personalidade assim a Tina não aceitaria nem que fosse famoso, ela era bem decidida. Quando o Tôni tirou o disfarce dava pra ter percebido, com óculos ruim e ele aparentar mais magro do que se vê na TV deve ser o motivo de não ter reconhecido. O rabo de cavalo ficou bem nela e, sem dúvida, muito melhor desenhado do que daquela fase de 2004 a 2007, odiava aqueles traços, ainda bem que durou pouco.
ExcluirEu também detesto assediadores. Independente do sexo dos mesmos e de suas vítimas.
ExcluirMuito ruim mesmo, precisam ser denunciados.
ExcluirAssédio moral, independente de quem para quem, seja de homem para mulher, seja de mulher para homem, de mulher para mulher, de homem para homem, é horrível, é péssimo, é terrível, é tudo de ruim.
ExcluirMulheres sexualmente assediadas por homens, não há o que discutir, é um tipo de conduta masculina execrável e ponto final.
Mulheres assediadas sexualmente por mulheres, bem, certamente que é algo reprovável, mas creio que as vítimas, por mais que fiquem desconfortáveis diante de situações do tipo, por mais que detestem esse tipo de experiência abusiva, interpretem de um modo mais atenuado em comparação com o modelo clássico de assédio sexual, que é do masculino para o feminino - no caso clássico ficam incutidos nos conscientes e nos subconscientes das vítimas a questão de disparidade física (força física), ainda que em boa parte dos casos sejam só situações verbalizadas, sem contatos físicos.
Já assédios sexuais direcionados à minha pessoa, se vierem de mulheres feias, aí, de fato é um problema muito, muito sério! Entretanto, se as assediadoras forem bonitas, ô!! Traumatizo não! Sintam-se à vontade para assediar o papai aqui!
Eu nem acho feio os traços de 2004 (pode ser costume, cresci com eles), mas reconheço que o dos anos 90 são melhores. Mas cada qual com seu.
ExcluirGosto das histórias da Tina aonde ela lida com assediadores, especialmente porque sempre deixam claro que é errado, passam a mensagem de que é abominável e não deve se agir assim. Ainda mais porque os roteiristas sabem como fazer as situações serem engraçadas (sem perder a seriedade do tema) e as histórias ficam gostosas de ler.
Assédio é inadimissível em qualquer época, hoje ainda mais com a crescente consciência. E isso independe do sexo, seja homen com mulher, mulher com homem, ou homem com homem e mulher com mulher, deve ser denunciado. Claro que falamos mais de assédio do masculino pro feminino, mas outros casos existem e devem ser discutidos também.
Sobre "O astro", fico imaginando o seguinte, cara Isabella e caros Warrior of Light e Marcos: será que Tony Ramos tomou conhecimento da HQ na época? E teria levado na esportiva? Pois sua paródia foi retratada como um assediador sexual.
ExcluirO roteiro em si, para o meu ponto de vista desencanado, é muito bom, adoro as incorreções das HQs antigas da MSP e o importante é que o célebre sujeito se dá mal não apenas no final da trama, a partir do primeiro fora já fica extremamente surpreso, já fica no "como assim?" logo de cara, por conta do ego inflado. E claro que procuro entender como boa parte das leitoras adolescentes e adultas enxerga(m) esta história. Muitas olham reticentes, com certa reserva, com algum grau de reprovação e nem estou me referindo àquelas histéricas com óticas binárias altamente manipuladas pelo politicamente correto e pelo extremismo feminista, me refiro às mulheres normais que conseguem discutir um tema como este sem estresse, como é o caso da Isabella Junqueira e de outras damas e senhoritas que aqui comentam e, ademais, as que não comentam, mas frequentam regularmente este espaço. É que sou homem, heteronormativo, conservador, não sou do tipo que faz média, no entanto, prezadas e prezados, pelo menos me permito ou, ao menos tento, ser empático. Tento compreender determinados assuntos sensíveis e caros ao gênero feminino, pela ótica do mesmo. Para um australopithecus afarensis, acho que não estou tão, tão mal assim...
Isabella, os traços da Tina de 2004 só ganham dos atuais digitais, estes são unânimes que são horrorosos em qualquer núcleo.
ExcluirAssédio não é bom pra ninguém, se a pessoa aceita e não liga, tudo bem, mas se não gostar bom tomar providência. Zózimo, não sei se Tony Ramos tomou conhecimento dessa história e se sim, o que achou de ser retratado completamente oposto do que é na realidade. Se viu, provavelmente levou na esportiva, eram outros tempos que aceitavam de boa. Já o povo do politicamente correto de hoje vendo história assim implicam demais, iam falar muito. Pra mim, não ligo, desde que o assediador se deu mal como foi aí, tranquilo.
ExcluirTá aí uma coisa que sempre tive curiosidade se artistas veem quando são retratados nos gibis e se aprovam como foram retratados, nunca vi matéria assim na TV ou internet. Nem comentários de Xuxa, uma das mas parodiadas, eu vi, e muito menos de outros artistas, seria interessante ver opiniões deles.
Talvez seja memória falsa, mas parece que assisti Xuxa Meneghel comentando positivamente a respeito disso e eu era criança na época. Tipo sobre alguma HQ do iniciozinho do período Globo, talvez aquela antológica da Pipa ou, uma em que Seu Cebola propõe levar o filho no Xou da Xuxa pela segunda vez sendo que a primeira foi há sete ou oito dias e por conta disso o desfecho sugere que naquele dia teve de dormir no sofá. Mas, não dá para botar fé, Marcos, pode ser só mera viagem da minha cabeça...
ExcluirQuem escreveu "O astro" decerto se inspirou no ator errado na elaboração da paródia, pois Tôni Bamos se comporta como José Mayer da vida real.
Pode ter sido verdade sim, eu era pequeno, aí não tem como eu lembrar dessa entrevista com ela e também não vi reprisando depois. De qualquer forma bem que podiam fazer hoje matérias assim de artistas opinando sobre aparições deles nos gibis do Mauricio, seria bem interessante.
ExcluirQuem escreveu "O astro" deve ter sido com intenção de brincadeira com o Tony Ramos, tipo podiam ter colocado um ator e novela fictícios na história, mas preferiu um famoso pra ficar mais próximo com o cotidiano dos leitores.
É que José Mayer foi afastado das novelas e quiçá foi demitido da emissora por causa de denúncias de assédio sexual envolvendo nome dele, sem contar que muito antes disso vir à tona sempre teve cara e jeito de garanhão e daquele tipo mais entrão possível com a mulherada. Tony Ramos sempre me soou o oposto de Zé Mayer, passava impressão de sujeito respeitador no que tange belas mulheres e que talvez nunca tenha traído sua esposa.
ExcluirCaso de fato vi algo nesse sentido, não teria sido numa entrevista ou, até sim, mas a apresentadora como anfitriã, como entrevistadora. O que "acho que lembro" consiste em Mauricio e o pessoal fantasiado de Mônica e cia. numa edição do programa dela e aí Xuxa teria citado e mostrado tal HQ em que participa parodiada ou com seu próprio nome artístico. E acho que à época, por eventualmente estarem num programa da Rede Globo e MSP em parceria com editora desse grupo, a(s) HQ(s) que supostamente teria(m) sido exibida(s) não seria(m) do período Abril. Mas vou te falar, se de fato assisti isso, se aconteceu mesmo, está como uma memória deveras vaga.
Aquela HQ da Pipa que conta com participação especial da apresentadora, talvez com nome parodiado ou alteração na grafia sem alterar pronúncia - "Xucha", o que é paródia do mesmo jeito - ou com nome real, lembro que até deu um pouco o que falar no meu meio pueril da época, tanto na escola quanto na rua que morávamos, alguns vizinhos que brincavam comigo e com meus irmãos ficaram entusiasmados com a historinha. Minha irmã amou, pois adorava* Xuxa e, na TM, quase que só tinha olhos para o núcleo da Tina, até lia de vez em quando HQs da Magali, da Mônica e de alguns outros, mas, não fazia tanta questão das duas e do resto.
*Já eu, durante infância e adolescência, não curtia a dita-cuja de forma alguma. Acho que fui o único guri no Brasil que não gostava da Xuxa. Mas, lógico, assistia programa dela por causa dos desenhos animados, tinha que passar pela galega para chegar nos ThunderCats, nos Caça-Fantasmas, para chegar nos Mestres do Universo, nos Looney Tunes, nos Flintstones, no Popeye, nas Tartarugas Ninjas e mais num porrilhão de desenhos consagrados e maneiríssimos. Atualmente, com a maturidade, tenho nada contra a pessoa dela, nada a favor também.
A atitude seria mais digna do José Mayer no lugar do Tony Ramos, até poderiam ter colocado porque José Mayer também era galã na época e bem conhecido e se colocassem, ficaria até uma previsão do que aconteceria com ele anos depois. O Tony Ramos nunca foi falado que assediou fãs e que nem traiu esposa, sempre tratado como um bom moço, aí essa paródia ficou o oposto dele, por isso que acho que intenção foi de brincadeira para que pelo menos nos quadrinhos ele agia de má fé.
ExcluirVocê retratando melhor, acho que tenho uma vaga lembrança de Xuxa já ter comentado isso no programa dela e como as histórias eram da Globo e recentes até então, tem grande possibilidade de ter falado mesmo. Ela era parodiada nos gibis desde a época da Abril e acho que não impediria de falar mesmo estando na Globo se fosse o caso, contribuiu de ela falar dessas histórias porque eram recentes. Na história da Pipa teve nome dela parodiado, já na do Cebolinha foi nome igual, lembro dessas 2 histórias, ambas de 1987. Os desenhos animados eram muito bons, muita gente assistia por causa deles e não por causa da Xuxa. Como o tempo dos desenhos era maior durante o programa todo no ar, cada interação da Xuxa antes dos desenhos eram no máximo 10 minutos e cada desenho tinha cerca de 20 minutos, ficava mais tempo com desenhos do que com ela apresentando, aí era válido assistir ao programa. Eram 4 horas de programa por dia, tirando os desenhos e propagandas e deixando só as interações dela, ficava só 1 hora de programa.
Mas não ouso questionar o mérito dela, foi de fato a mais bem-sucedida apresentadora de programa infantil da TV brasileira. Já era famosa quando estava na Manchete, mas, quando estreou na Globo foi alçada a um patamar significativamente elevado, tornando-se um fenômeno de massa. O público a enxergava como se fosse uma divindade, uma semideusa, havia idolatria com a figura dela e que felizmente nunca comprei, nunca compactuei e não desenvolvi tal bode por influência de algum familiar adulto, partiu de mim mesmo e foi logo nos primeiros meses dela na Rede Globo. Simpatizava muito mais com Mariane, Angélica, Sérgio Mallandro, Bozo, Mara Maravilha, e isso porque embora fizessem muito sucesso, não eram venerados. No entanto, todos os programas da categoria que tiveram minha audiência, meu interesse era pelos desenhos animados, apresentadores ficavam a tiracolo. Mas as crianças que curtiram a Xuxa não estavam erradas por isso, de maneira alguma. A veneração cega partia dos adultos, era cultuada por marmanjos e marmanjas e, eu, criança na época, achava tosco demais, e também achava mala o modo como se comunicava com o público e com seus convidados - cantores, atores, desportistas, etc.
ExcluirNa HQ da gorda* você diz que o nome foi parodiado, mas, não, não foi, porque o título já entrega: "Igual à Xuxa!".
*Creditada à Pipa, contudo, o modo como Zecão atua na trama o coloca em pé de igualdade com a rechonchuda.
Quando foi para a Globo a visibilidade da Xuxa aumentou, por isso a fama maior. Tinha uma idolatria grande, a mídia também ajudava, isso não era bom nem pra ela, já outros apresentadores tinham sucesso, mas como não estavam na Globo, aí não predominava idolatria. Eu interessava mais pelos desenhos de todos eles. Tinha esquecido que na história da Pipa, o nome da Xuxa não foi parodiado, e olha que postei essa história aqui no Blog, pelo visto confundi quando parodiaram nome como "Xucha" em outra história.
ExcluirCreio que "Xucha" seja numa do Chico Bento com participação do Zeca em que ambos vão ao programa dela. Publicada em 1993 ou em 1992.
ExcluirAcho que a grafia "Chuxa" não foi utilizada pela MSP. Já como "Chucha", encontra-se naquela da Dona Morte, cujo roteiro é... ex-tra-or-di-ná-ri-o!! A HQ foi contemporânea a um período (amoroso) um tanto específico na vida da dita-cuja que, anos depois, em entrevistas, abominava quando lhe perguntavam a respeito de um determinado atleta que fez carreira (brilhante, diga-se de passagem) no dito desporto bretão, infelizmente já falecido e que foi base de inspiração para criação de um personagem que marcou época nos quadrinhos da casa. Pois ELE também aparece na historinha e retratado como namorado ou noivo da galega.
Sim, "Xucha" foi de história de Chico Bento 148 de 1992. Tiveram as variações, creio que "Chuxa" não foi utilizada. Lembro dessa da Dona Morte, sensacional essa e do tempo que Xuxa namorava o Pelé e estava começando na Manchete.
ExcluirPor acaso você aproveitou a reprise de Rainha da Sucata pra postar essa história ou foi só coincidência?
ResponderExcluirEssa foi grande coincidência. Já tinha escolhido pra eu postar essa história há alguns meses e eles anunciaram que iam reprisar essa novela uns 15 dias antes da estreia, custaram a anunciar, inclusive. Nunca ia imaginar que iam reprisar essa novela por ser bem antiga. Os posts têm que ter uma antecedência pra programar até o dia de postar.
ExcluirNão fosse o comentário de Warrior of Light eu não saberia que estão reprisando ou irão reprisar Rainha da Sucata. Fiquei sabendo de Tieta por causa de cirurgia no joelho que meu pai foi submetido e o televisor da residência dele fica sintonizado em canais de TV. Como tive de lhe fazer companhia durante boa parte do processo de recuperação do joelho operado, devo ter assistido mais de trinta capítulos daquela novela. Meu televisor não tem antena. No "apertamento" onde moro não tem sinal de TV aberta. Netflix e YouTube são o que assisto por ele.
ExcluirZózimo, passaram a reprisar Rainha da Sucata esta semana, foi surpresa eles reprisarem novela antiga assim, deve ser pra comemorar os 60 anos da Globo, assim como foi com Tieta. Sem dúvida, está perdendo nada sem ter sinal de TV aberta, nenhum canal tem algo que preste.
ExcluirPerai, o Aluir Amancio trabalhou para o Mauricio? Eu conheço-o é dos Trapalhões!
ResponderExcluirE do Zé Carioca.
ExcluirIniciou a carreira na MSP, em 1978. Atualmente trabalha lá no Tio Sam.
ExcluirHá um canal no YouTube, Pedro Benoliel, chamado Eric Blake Art, nele você encontra duas entrevistaças com o Aluir. O problema são as durações, mais de três horas cada uma. Mas, vale a pena conferir. Muitas, muitas informações de bastidores de quando a Mauricio de Sousa Produções contava com um time conciso e top de linha.
Pois é, o Aluir já trabalhou na MSP e fez também outros trabalhos. Teve até um gibi mais autoral dele chamado "Andrea, a repórter", com desenhos sensacionais, pena que só durou 3edições.
ExcluirFiquei sabendo dessa tal repórter criada por ele. Trabalhou nos quadrinhos Disney e acho que não foi apenas com Zé Carioca. Não sabia da atuação dele em gibis dos Trapalhões, mas se Pedro Benoliel diz, quem sou eu para duvidar. Vai que até falou a respeito disso na primeira entrevista e me escapuliu - tenho de confessar que ainda não assisti a segunda.
ExcluirSegundo o que Aluir afirma na entrevista do canal mencionado acima, transição da Tina sensual para versão ainda mais exuberante, partiu dele, foi quem propôs ao Mauricio a Tina "9.0" (versão noventista). O que já não lembro foi se o pai da TM aceitou logo de cara ou se resistiu a princípio.
Ao desenhar pra Disney, foi pra todas as revistas não só do Zé Carioca. Tenho que ver se ele desenhou para Os Trapalhões, talvez primeiros números do título. Eu nem lia créditos nas histórias, aí nsabia quem roteirizava e desenhava, só passei reoarar em créditos depois de adulto.
ExcluirSobre Tina do Aluir parece que vi que ele queria criar uma revista da Tina mensal fixa nesse estilo sensual e o Mauricio não aceitou, apenas criar histórias aleatórias nos gibis da Mônica e Cebolinha.
Refrescou-me a memória, parece que foi isso mesmo. Propôs que Tina fosse titular e foi por volta de 1989 ou 1990 que conversaram a respeito e o chefe não topou. Preciso assistir mais uma vez para ter certeza, pois acho que a princípio Mauricio teria gostado da ideia, teria considerado promissora e entregaria o título aos cuidados de Aluir. Ele ficaria no comando da galera prafrentex caso o projeto chegasse às vias de fato à época e esse detalhe creio que não foi exigido pelo profissional, Mauricio que teria sugerido que assumisse por ser quem trouxe à mesa a possibilidade de titularidade da quatro-olhos. Mas teve um porém: já que ficaria sob responsabilidade dele, exigiu que todas as HQs do pretenso título teriam de ser creditadas aos profissionais de execução, exibindo os nomes dos argumentistas, dos arte-finalistas, dos desenhistas, letristas, coloristas, aí, o patrão deu pra trás.
ExcluirEssa de dar nome(s) aos bois veio a se concretizar quando exatamente? No final da década passada ou nos conturbados 20's?
Foi isso mesmo Aí, o Aluir não gostou de não ter créditos nos trabalhos dele e não assinaram acordo. Mauricio nunca gostou de colocar créditos dos artistas que faziam as histórias. Os outros gibis nacionais tudo tinham créditos, mas os do Mauricio, não. Quando perguntavam, ele dava desculpas que tinham créditos no expediente final de quem trabalhava lá, não precisava ser em cada história. Só conseguiram convencê-lo em 2015 em colocar créditos em cada história, porém desde 2020 tem um "Mauricio apresenta" acima de cada título pra frisar bem que são gibis do Mauricio. Muita bobagem isso.
ExcluirEssa monica 50 assim como as demais revistas de fevereiro e março de 1991 foram impressas num papel de muito boa qualidade. A revista tem mais de 35 anos. Eu tenho ela e está novinha. Chega dá prazer de folhear. Quem dera fossem impressas sempre com essa qualidade. Na época da Abril tiveram muitas assim
ResponderExcluirSim, todas as revistas de fevereiro de 1991 e quase todas de março foram impressas assim, eu gostava muito, tinha uma qualidade muito boa, pareciam com as da Abril, podiam ter mantido. Talvez ficava mais caro, aí colocavam o outro tipo de papel, deixando assim só para os do Cebolinha. E depois de março de 1991 abandonaram de vez esse papel oleoso na impressão.
ExcluirFoi coincidência ou pontual esse post com a novela sendo re-exibida na Globo agora em novembro?
ResponderExcluirCoincidência, já tinha programado o post agora em novembro e escaneado a história desse gibi antes do anúncio da novela.
Excluirnunca vi Rainha da Sucata
ResponderExcluirComo está passando agora no Vale a Pena Ver de Novo da Globo é a chance de ver essa novela.
ExcluirEssa fase da Tina anos 90 foi a mais top de todas, as histórias tbm eram sensacionais
ResponderExcluirPois é, eram muito boas as histórias solo dela.
ExcluirConfesso q não esperava ver a Tina de shorts jeans e camisa curta no final da história. Não sei se a onda das calças jeans e shorts já estava começando nessa época no Brasil, mas se for o caso, os roteiristas realmente foram visionários de fazer a Tina aderir a essa moda 'bem encima da hora'
ResponderExcluirSe reparar bem na vdd, as vestes dela no último quadro são muito parecidas com os trajes tradicionais da Xabéu. A diferença é q ela costuma usar calça jeans e a Tina tá usando shortinho, mas diria q a blusinha preta é igualzinha a da irmã do Xaveco (sem falar no rabo de cavalo).
Creio q eu não seja o único q reparou nesse visual incorporado por certas celebridades e personagens da mulher boazuda de blusinha preta e short/calça jeans. Alguma figura influente em especial teria popularizado esses traços em algum ponto da história?
Eles gostavam de colocar modelitos da Tina com a moda da época, tinham garotas com shortinhos podendo ser também jeans. Não cheguei a associar com a Xabéu, aí não deve ter mudado estilo de camisas femininas no período, é meio que uma vestimenta básica.
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