sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Cebolinha: HQ "Perigo Transmitido"

A história que eu relembro é uma simples com o Cebolinha enfrentando bandidos, junto com o Franjinha. Foi uma história de abertura com 7 páginas no total, publicada em 'Cebolinha nº 3' (Ed. Globo, 1987).

Capa de 'Cebolinha nº 3' (Ed. Globo, 1987)

Começa o Cebolinha entrando no laboratório do Franjinha, perguntando o que ele estava fazendo. Franjinha fala que estava inventando um transmissor de FM, que sintonizado numa rádio, ele consegue ouvir o que estão falando através do rádio. 


Franjinha pede para o Cebolinha testar o transmissor lá na rua para saber até qual distância ele funciona. Cebolinha vai testando até que tropeça e faz com que o transmissor caia dentro de uma casa. Tratava-se de um esconderijo de 2 perigosos bandidos. Um deles vê o Cebolinha tentando entrar lá e o manda ir embora sem ainda ter visto o transmissor lá. 


Cebolinha fica triste por ter perdido e volta ao laboratório. Nessa hora, Franjinha está escutando a conversa dos bandidos e descobrem que eles estão querendo assaltar a um banco e, com isso, resolvem avisar a polícia. Só que nessa mesma hora, lá no esconderijo dos bandidos, um deles tropeça no transmissor e descobrem que estão sendo espionados e vão atrás do dono do aparelho. 


Então, se esbarram com o Cebolinha e o Franjinha que estavam indo à delegacia, e um dos bandidos reconhecem o Cebolinha e descobre os donos do transmissor. Enquanto os meninos correm, eles encontram o coelhinho da Mônica. Cebolinha taca o Sansão nos bandidos e chama a Mônica, avisando que estão mexendo com o Sansão. Foi a deixa pra ela dar soco nos bandidos, derrotando-os.


A polícia chega e os bandidos são presos. Com isso, Cebolinha e Franjinha voltam ao laboratório e passam a fazer ajustes no transmissor pra deixar mais potente. Enquanto isso, no espaço, alienígenas recebem o sinal do transmissor e conseguem ouvir a conversa deles, de tão potente que ficou, achando que são espiões interplanetários, terminando assim a história.


Como pode ver, mesmo sendo simples, é uma história impublicável atualmente por causa da presença de bandidos. Jamais fariam alguma semelhante a essa e nem republicariam novamente. Na postagem, a coloquei completa. Na época, também eram comum histórias curtas na abertura, inclusive nas revistas do Cebolinha e da Mônica. Sem enrolação e direto ao ponto, como deve ser, e, por isso, tinham mais histórias no total em cada gibi, já que as de miolo também eram curtas.


Os traços são ótimos e curioso na primeira página o Cebolinha e o Franjinha pintados de pretos, como se fossem sombras. Ficou interessante. E outra curiosidade é a capa fazendo referência à história de abertura, o que não era comum na época e, sim, uma capa com piadinhas.

31 comentários:

  1. Ótima história, não conhecia. Bj

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    1. História bacana mesmo. Muito legal. Bjs

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    2. Que coincidência, Natália, eu também não conhecia a HQ, mas ela foi republicada, pelo menos uma única vez, no Almanacão de Férias # 12, de 1992. Digo "pelo menos uma única vez", porque logicamente bandidos agora são proibidos na MSP. Deu até vontade de eu ter esse Cebolinha # 3 na minha coleção. Abraços!

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  2. Não conhecia também. Note que além da presença de bandidos, o Cebolinha usa a palavra matar (página 4, 5º quadrinho e página 5, 3º quadrinho). E seria o Franjinha um membro da NSA? Abraço e bom fim de semana.

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    1. Verdade, hj em dia não falaria a palavra matar, iriam substituir por qualquer coisa. O Franjinha inventava coisas muito legais e bem inteligentes.

      Bom fim de semana tbm. Abraços

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  3. Eu não gosto de histórias de abertura muito curtas não, prefiro que elas fiquem pro miolo. Mas esta história é bem bacana mesmo.

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    1. É meio estranho mesmo hqs curtas na abertura, mas na época era muito comum. Gosto de meio termo, pq hj longa demais fica muita encheção de linguiça. Essa hq é boa.

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  4. Olá, Marcos.
    Bom, mudando de assunto e aproveitando a oportunidade, gostaria de te fazer uma pergunta mais pessoal, sobre a sua coleção da Turminha, de como ela é composta. Óbvio, se você achar conveniente responder.
    Você tem algum personagem favorito que comprou todos publicados pela Abril ou Globo, por exemplo?


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    1. Tioli, na minha coleção tenho todos gibis convencionais e almanaques dos 5 principais da Globo de 1987 a 1997. Tenho alguns da Ed. Abril e os da Panini só compro edições especiais.

      Não tenho coleção completa da Globo de nenhum personagem. Personagem preferido pra mim é a Magali.

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    2. Valeu, Marcos. Material do tempo de ouro.
      A coleçao da Magali é boa que não teve na ABril, pra quem corre atras.
      To tentando fechar todas as edições de Cascão desde a de 1982. Essas da Abril são fogo, pra conseguir em boas condições, sem falar que as vezes vem com recortes, sujas e por ai vai. Ah, e carimbo se sebo é muito chato tb.
      E olha que to comprando Cascão da Panini, o curioso que ainda não li 90%. rs.
      O resto da Turma, tenho um bocado que me interessam. Se bem que tem umas que interessam e são difíceis de achar. E quando a gente consegue a sensação é muito boa.
      Uns de meus xodós sao as promocionais da coca-cola e os mini gibis da danone. rs.
      Abraço, Marcos, e até a próxima.
      Tioli.

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    3. É, encontrar gibis da Abril são mais difíceis, ainda mais em bom estado. Até q não sou tão exigente, em relação aos da Abril.

      Carimbo do sebo, eu só ligo se for na capa. Acho pior etiquetas de preços nas capas, quando não dá pra tirar sem danificar. Aceito recortes apenas da promoção Cartela Milionária; recortes no interior, nao. E sujas é difícil não ficar mesmo, a nao ser q deixassem em saco plástico esses anos todos.

      Os gibis da danone são um achado... eu tive na época do Cebolinha, do Cascão e dos Trapalhões... adoraria encontrar de novo.

      Abraços

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  5. Além de divertir, histórias com bandidos passavam boas mensagens acerca de certo e errado e serviam de aprendizado para o mundo real que espera os futuros adultos.

    Abraços, Marcos!

    P.s.: você ainda está nos devendo imagens com uma geral de sua coleção!

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    1. Também penso assim. sempre tinham lição de moral pq os bandidos se davam mal. Só a MSP não pensa assim. Uma pena.

      Sobre a coleção, to devendo mesmo, quando der eu posto. Até lá, pode ver itens individuais ela q sempre to postando, como essa.

      Abraços

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  6. Essa história é boa mesmo. É curta, mas boa. Nessa época tinham até aberturas de 4 páginas, hehehe. Esse gibi eu tenho.

    Abraços!

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    1. Verdade, até hqs de 4 páginas tinha. A de abertura mais curta q já vi foi a "Acredite se puder", de Chico Bento nº 113 (Ed. Abril, 1986) q tinha 3 páginas!

      E todas boas mesmo assim.

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    2. Teve outra curtinha de 3 páginas na abertura do Cebolinha 167 (Ed. Abril, 1986), "Haja sorte!". Odiava histórias de abertura curtinhas assim, parecia falta de criatividade, sei lá.

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    3. Gabriel, conheço essa... no caso dessa do Cebolinha 167 pra mim foi erro de colocação, já q nele tem uma hq longa "Dom Provolone", digna de abertura q ficou no final do gibi. Parece q se enganaram e pelo certo "Haja Sorte" era pra ser no final, ou então quiseram inovar...

      Hqs de aberturas curtas geralmente são republicadas no miolo. Até gosto de hqs curtas na abertura, principalmente se o gibi só ter hqs curtas

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  7. Muito legal! Não a conhecia. Pena que é muito curta mas até que é boa,porém também prefiro não tão longa demais. Nessas revistas dos anos 80 vinham quantas histórias?
    Isso me lembrou de uma revista do Cebolinha que eu tenho dos anos 90(acho) em que ela é repleta daqueles enredos de uma página só.
    Adoro seus comentários e observações.
    Estou esperando ansiosamente uma do Chico Bento.

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    1. Só podiam desenvolvê-la um pouco mais, mesmo assim é ótima. Melhor do q enrolar. Longa demais é só encheção d elinguiça. Hqs de 30 ou 40 páginas costumam ser só enrolação. Não gosto. O ideal, pra mim na abertura até 20 páginas tá bom.

      Q bom q gosta dos meus comentários. Em breve, vou postar uma do Chico, sim. Aguarde.

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    2. A Disney que sempre teve costume de fazer histórias de abertura de 30, 40 páginas, já vi até de 70 páginas! Tem algumas que realmente viram encheção de linguiça, mas muitas ficam bem legais. Continuo achando melhor as curtinhas pro miolo da revista

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    3. Talvez.Mas depende muito do enredo,aí fica cansativo mesmo.Igual cenas de ação de Mangá,aí já é diferente.Isso me lembra até da história de Natal da Magali em que ela é mandada para outra dimensão,uma terra chamada Latan onde é Natal o ano inteiro,numa página só(frente e verso) é bem acelerada cheia de ação,pulos e correria.

      Ah,adoro seus comentários e observações,são ótimos. :)
      E não é só Chico Bento não,gostaria de ver mais da turma do Penadinho,da Mata,Bidu e Horácio.

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    4. Usagi chan: "Nessas revistas dos anos 80 vinham quantas histórias?"

      Quando não tinham hqs curtas assim, nas revistas do Cebolinha eram em torno de 15 histórias, os da Mônica umas 18 e as quinzenais (mais fininhas), tinham umas 7. Claro q quanto mais histórias maiores, menos hqs no total nos gibis.

      "gostaria de ver mais da turma do Penadinho,da Mata,Bidu e Horácio."

      Sim, pretendo falar mais de hqs dos secundários. É q são tantos personagens q acaba ficando de fora mais tempo q desejo.

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    5. Sobre hqs longas na abertura, acho assim: se uma hq é bem escrita, não importa o número de páginas, pode até ser o gibi inteiro com hq única, sendo bem roteirizada.

      Só q no caso da Turma da Mônica atual com o politicamente correto, convenhamos q 30, 40 páginas em uma hq normalmente é só enrolação. Por isso de 15 a 20 páginas já tava bom, nem curta, nem longa demais.

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    6. Desculpe a demora para responder:
      Obrigada pela resposta sobre o número de histórias.

      Pensei que o Horácio era difícil vc falar pq tinha sempre uma mensagem profunda.E algumas histórias tem continuação.
      Mas sinto falta do Bidu e aquelas histórias em que ele fala com a natureza em volta e objetos.:D

      Bem,eu nunca falo das hqs da turma atuais sempre das antigas.Sempre!Sempre!




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    7. Comigo é assim tbm, eu me guio pelas hqs antigas q são muito melhores. Aguarde postagens de hqs com secundários.

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  8. Gostei bastante do post. Torço para que você fale mais sobre esses gibis. E já consegui o meu Chico Bento Moço #0! Não paguei nada, não comprei nenhuma revista... logo logo vou fazer um post no meu blog sobre isso.

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    1. Muito bom q vc conseguiu de graça. Assim é melhor ainda. O Chico Moço Zero consegui por R$1,50 em sebo.

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  9. Marcos, eu não tive essa revista, pois ainda dependia dos meus pais e eles só me compravam Cascão e Chico Bento. Mas tive a do Cebolinha número 2 dessa época e vejo que a edição 3 também seguiu a colorização dos tons no estilo lápis de cor Faber Castell da época. Digo isso por causa do tom azul, verde e às vezes um amarelo quase ocre que era comum encontrar nas revistas dessa e´poca. Tons esses que vinham na caixa de 12 cores da Faber Castell. rsrs...

    Engraçado como a cor do sapato do Cebolinha já havia mudado aí... nas edições da Abril, da segunda década dos anos 80, os sapatos eram num tom marrom escuro. Mas eu gosto mais desse tom mais atual, digamos assim.

    Essa postagem me deixou com saudades das minhas primeiras revistas da editora Globo.

    Abraços.

    Fabiano Caldeira.

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    1. Fabiano, as cores da Globo viviam trocando, daria várias postagens só sobre isso rsrs... em 1987, as de revistas de março os tons das cores ainda eram assim como vc falou, eu até caracterizo como fase dos personagens rosados, pq a pele deles eram bem rosadas, mas em julho/87, por exemplo, as cores já tavam bem diferentes.

      Em 1988 já mudou de novo e eram bem diferentes das 2 versões de 1987 e assim por diante. Algumas mudanças ficavam ótimas, outras não, isso de acordo ocm a época. O papel tbm viviam mudando.

      As revistas da Globo eram ótimas. Abraços

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  10. Isso aí, Marcos! Isso que é HQ de qualidade. Mas olha, como ela é impublicável por ter bandidos nela, ela foi republicada sim, no Almanacão de Férias # 12 (Globo, 1992), junto com outras excelentes HQs, como Uma Aventura Cinematográfica, de Mônica # 5 (Globo, 1987) e Lava o Prato, Lava!, de Cascão # 55 (Abril, 1984).

    Também queria que você falasse de outras HQs do Cebolinha, como a HQ Totalmente Demais, de Cebolinha # 6 (Globo, 1987). Eu juro pra você que baixei o gibi original na Internet, mas como eu acabei perdendo ele, não lembro mais do enredo. Você sabe o enredo dela? E acredito que ela foi republicada no Almanacão de Férias # 13 (Globo, 1993), junto com A Eterna Luta Entre o Bem e o Mal, de Mônica # 15 (Globo, 1988) e Índio em Pé de Guerra, de Cascão # 10 (Globo, 1987).

    Nesse mesmo almanacão, teve também uma HQ muito sagrada, chamada Os Dentinhos da Mônica. É sagrada, porque vi que ela tem 4 partes. E é óbvio que nem preciso te falar que não conheço a HQ e não sei do enredo dela. Se você tiver esse almanacão, sabe do enredo dela? Sabe também o gibi original em que essa HQ foi publicada originalmente?

    E pra finalizar, outra HQ que quero que você me ajude é Pesadelos, de Cebolinha # 7 (Globo, 1987). Fui folheando em sebos e lembro que no começo dela, parece que a Mônica viu alguns monstros bizarros. Você que conhece a HQ, qual o enredo dela? Ela envolve terror, monstros e humor? Será que o lance dos monstros era só plano infalível do Cebolinha? E segundo o Guia dos Quadrinhos, creio que ela foi republicada no Almanaque do Cebolinha # 26 (Globo, 1994), não tenho certeza, é que não tenho esse almanaque.

    Então é isso aí. Espero mesmo que você conheça as HQs que citei e fale-me do enredo delas, OK? Ah, fale delas algum dia, tá? Abraços!

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    1. Conheço todas as hqs aí, mas não lembro de enredo agora. Abraços

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