sexta-feira, 20 de julho de 2018

Cascão e Cebolinha: HQ "Amizade"


Dia de 20 de julho é o Dia da Amizade, então compartilho uma história muito bonita com Cascão e Cebolinha mostrando a importância da amizade. Com 6 páginas no  total, foi história de encerramento de 'Cascão Nº 305' (Ed. Globo, 1998).

Capa de 'Cascão Nº 305' (Ed. Globo, 1998)

A história é toda contada por um narrador-observador, explicando sobre a amizade verdadeira, uma espécie de poesia do amigo que você possa contar para vida toda para tudo que vier. E sempre ilustrada com algum momento entre a amizade do Cascão e Cebolinha. Tudo mostrado pelo narrador, mostra uma situação engraçada ou triste referente ao que está sendo narrado. 


Então, começa apresentando os personagens e que falando eles são amigos inseparáveis e isso desde que eles ainda eram bebês já sabiam que seriam grandes amigos. Com isso, mostra o valor da amizade, como compartilhar momentos, dar força um ao outro, que estão sempre lado a lado, seja nas conquistas e derrotas, nas horas boas e difíceis, ser um irmão que não mora na mesma casa. Além de discordar algumas vezes um do outro e aceitar as diferenças, compartilhar segredos, emoções, compreender, se divertir, contar sempre que precisar.


Chegou a mostrar que podem ter algo em comum, nada em comum, nada em comum mesmo nas brigas e horas que coisa mais em comum do que se imagina ao saber perdoar as brigas. Também o amigo sentir saudade quando um viaja e querer dar um tempo quando volta e contar as novidades da viagem sem parar. Dar preferência aos presentes, sente ciúme quando o outro namora e fica sendo deixado de lado.


Ainda assim a amizade nunca acaba, mesmo quando crescem e conheçam outras pessoas no caminho ao longo da vida, se case, porque amizade não se explica, ela simplesmente existe, mostrando Cascão e Cebolinha já adultos dormindo em suas casas, mas lembrando de como eles jogavam futebol quando crianças.


Em todos os momentos deu para perceber que tinha uma situação bem humorada entre o Cascão e o Cebolinha bem a ver ao universo deles para não deixar piegas demais, mas que se encaixa na vida real. Tipo, ao falar que amigo está no lado nas horas boas, mostra Cascão rindo do Cebolinha ter rasgado a bermuda e nas horas difíceis mostra o Cascão ter tirado a camisa na frente do Cebolinha e deixando cheiro insuportável no ar, ou quando amigo compreende o outro, mostra o Cascão ter contado que tinha mijado na cama e ao falar diversão, foi Cebolinha zombar por ter mijado e por aí vai. Essa parte, inclusive, considerada incorreta atualmente porque atualmente eles não ficam ridicularizando os amigos por terem mijado na cama para não dar trauma.


Uma história filosófica muito bonita, o roteirista  conseguiu encaixar muito bem a sua mensagem do valor da amizade com as características dos personagens e que vale para a amizade de qualquer um de nós de ter uma amizade sincera desde a infância até o resto da vida. Legal ver os personagens adolescentes e adultos mostrando essa passagem de tempo, acabando com Cebolinha se casando com a Mônica, e Cascão com Cascuda e os meninos ainda amigos.


A mensagem é muito linda, definiu o que é amizade, procurando mostrar que além de fazer companhia, amigo que é amigo se ajudam, aconselham, tem lealdade, fortalecem e consolam uns aos outros e podem contar sempre em todos os momentos, sejam nos momentos alegres quanto nos tristes. Enfim, ele quis mostrar que por ter uma amizade verdadeira e eterna, é bom sempre valorizar essa amizade e as pessoas que se importam com você. Os traços também ficaram muito bons e caprichados, o que deu mais valor à história.

Feliz Dia do Amigo!!!

sábado, 14 de julho de 2018

Tirinha Nº 58: Cebolinha

Nessa tirinha, Mônica está brincando de tiro ao alvo e Cebolinha dá gargalhada por causa da Mônica errar todas as pontarias. Para descontar as risadas, Mônica acerta o Cebolinha no alvo, com a ponta do cabelo dele sendo a mira do alvo. Muito engraçada.

Tirinha publicada em 'Cebolinha Nº 42' (Ed. Globo, Junho/ 1990).


sexta-feira, 6 de julho de 2018

Capa da Semana: Almanaque da Magali Nº 18

Uma capa em clima de Copa do Mundo com a Magali e a turma animadas na torcida do Brasil no jogo e os pompom de torcida da Magali são 2 cachos de banana, bem a cara dela. Resta saber se vai durar até terminar o jogo.

De curiosidade é que foi lançada em setembro e podia ter saído na edição "Nº 17" de junho, que era a época certa de Copa do Mundo. Na época eles não tinham preocupação com datas certas, colocavam quando bem entendiam, aí saiu atrasada, só coincidiu mesmo o ano da Copa do Mundo 98.

Capa dessa semana é de 'Almanaque da Magali Nº 18' (Ed. Globo, Setembro/ 1998).


segunda-feira, 2 de julho de 2018

Cascão: HQ "Minha camisa do Coringão


Mostro uma história sobre futebol em que o Cascão ganhou do pai uma camisa do "Coringão" e  passou sufoco para estreá-la quando queria jogar bola com os seus amigos. Com 10 páginas, foi história de abertura de 'Cascão Nº 161' (Ed. Globo, 1993).

Capa de 'Cascão Nº 161' (Ed. Globo, 1993)

Começa com o pai do Cascão, Seu Antenor, dando uma camisa do "Coringão" (Corinthians) para o Cascão, o time de coração deles. Cascão fica superanimado e trata logo de vestir a camisa e mostrar para a turma e estreá-la em um jogo de futebol para dar sorte.



Cascão vai na rua e encontra o Cebolinha todo arrumado e Cascão convida para jogar bola para estrear a sua camisa nova do "Coringão", mesmo que não tinha nada marcado, eles podiam marcar. Cebolinha diz que não dá porque ele tem que estrear a gravata de borboleta ridícula na festa da casa do seu tio Álvaro e ele sai com a sua mãe, Dona Cebola. 

Cascão diz que pode convidar outras pessoas e em seguida encontra Franjinha e Zé Luís jogando xadrez e chama os amigos para jogarem futebol.  Eles aceitam, depois que terminar a partida. Cascão espera sentado e eles demoram muito, deixando Cascão entediado. Ele pergunta se a partida vai demorar muito e Franjinha diz que não sabe, pois teve uma vez que ficaram dois dias jogando e Zé Luís fala pra se calar para não tirar a concentração deles. Cascão vai embora falando que dois dias é muito tempo.


Depois, Cascão encontra o Xaveco jogando bola e eles jogam juntos, só que quando o Xaveco dá o seu primeiro chute, a bola cai em umas flores com espinhos e acaba a bola furando, terminando o jogo. Cascão fica com raiva, já achando que tem alguma coisa que não quer que ele estreie a camisa nova naquele dia. Logo depois, encontra a Cascuda, toda romântica em cima dele e Cascão diz que ela é a salvação e se ele pode pedir algo para ela. Cascuda responde que sim, pensando que era para dar um beijo nela, mas Cascão fala que é para ela ir jogar bola juntos. Cascuda fica com raiva, tirando o clima de paixão e reponde que não e vai embora dando adeus ao namoro deles, deixando o Cascão sozinho.


Cascão fica triste e  senta em uma pedra, quando Cebolinha aparece falando que pode jogar futebol com ele porque a festa foi ontem e sua mãe errou a data. Em seguida, Franjinha e Zé Luís querem jogar bola com ele porque acabaram cedo o jogo de xadrez, com Zé Luís levando xeque-mate. Aparecem também Titi e Jeremias querendo. Cascão fica feliz, mas comenta que eles não tem bola e então aparece o Xaveco falando que o pai dele deu uma bola nova e finalmente eles podem jogar e Cascão estrear a sua camisa do "Coringão". Franjinha pede para esperar porque eles querem jogar com a camisa do time deles.


Os meninos voltam com as camisas deles e Cascão descobre o time dos seus amigos e fica zoando por eles não torcerem para ro 'Coringão'. Franjinha torce para o São Paulo e Cascão o chama de  "Pó de arroz",;Xaveco, pro Santos e o chama de "Peixinho"; Cebolinha torce para o Flamengo e Cascão diz só um "blá" com desdém e diz que é o único que tem bom gosto. Quando vê o Jeremias vestido com camisa do palmeiras, se racha de rir e o zoa de "Porco". Franjinha manda Cascão parar senão eles vão tirar sarro do time dele.


Começa a partida, com apenas Titi e Zé Luís sem camisas de times. Cascão, Cebolinha e Franjinha em um time e Xaveco, Jeremias e Titi no outro. Zé Luís como juiz dá o sinal do início e Cascão dá a partida com a bola e é o craque do jogo, driblando todo mundo e acaba fazendo todos os 4 gols da partida, terminando em 4 a 0 o time dele. Cascão é carregado no alto pelos meninos e Cascuda aparece, falando com o Cascão que viu tudo de longe, achou o máximo e ela dá um beijo no Cascão, fazendo as pazes. Cascão fala que foi um dia muito feliz, graças à sua camisa do "Coringão". Xaveco e Titi dão parabéns à vitória e que eles vão fazer algo que nem os times profissionais.


No final, Cascão chega em casa chorando e o Seu Antenor pergunta se não conseguiu estrear a camisa nova. Cascão diz que conseguiu e seu time ganhou e a torcida o aclamou. Seu Antenor pergunta então o que houve de errado e Cascão diz que no final do jogo eles trocaram as camisas que nem os profissionais e acabou ficando com a camisa do Palmeiras, logo seu time arquirrival.


Uma história muito divertida mostrando o amor do Cascão ao futebol e ao seu time Corinthians. Muito legal ver os imprevistos dos seus amigos que impediram inicialmente de estrear a sua camisa nova jogando bola com eles. Depois eles conseguiram resolver seus problemas e jogarem com êxito e Cascão consagrado a craque até acabar a sua felicidade com a troca de camisas, logo trocando pela camisa do seu arquirrival Palmeiras. Boa sacada de só mostrar a cara do Cascão chorando na frente do pai até revelar que eles haviam trocado a camisa.


Desde que o Pelezinho deixou de ter gibis, o Cascão herdou histórias de futebol  e ficou com uma alternativa pra diferenciar um pouco histórias envolvendo as tradicionais histórias de banho e sujeira. Colocaram o Cascão torcendo para o Corinthians e muitas vezes como o craque da turma, rendendo boas histórias, como essa. Além de futebol, histórias de planos infalíveis e com brincadeiras diferenciavam das com medo de água. Vimos também que o Cebolinha tem um tio chamado Álvaro, ideia não seguida adiante já que não tem cronologia nos gibis da MSP.


Sobre times dos personagens, nunca teve uma coerência até o início dos anos 90, em cada história desse tipo, os personagens torciam para times diferentes. Apenas na metade dos anos 90 que colocaram de forma fixa, pelo menos os dos personagens principais, Então, Mônica passou a torcer para o São Paulo, Magali torce pro Santos e Cebolinha pelo Palmeiras. Antes, coerência nenhuma, como o Cebolinha, que já chegou a torcer para o São Paulo e pelo Flamengo como nessa história. Os clubes paulistas prevaleciam, já que o bairro do Limoeiro onde eles moram é ambientado em São Paulo. 

Outra curiosidade é que o Cascão já torceu pro Santos nas tiras de jornais dos anos 60 e só quando ganhou gibi próprio que passou a torcer pelo Corinthians. Interessante que só o Corinthians teve nome parodiado na história, sendo chamado de "Coringão". Os outros times não foram parodiados. Legal a parte do Cascão zoando os times, principalmente quando ele vê o Jeremias de Palmeiras, foi engraçada a cara que ele fez. Os traços, aliás, muito bons, típicos dos anos 90.


Legal ver a presença do Zé Luís, bem comum aparecer com a turma na época e hoje como um personagem esquecido por raramente aparecer nos gibis. Teve um erro de cor na camisa do Zé Luís que apareceu de camisa azul como juiz do jogo e antes ele aparecia de camisa vermelha. Eu gostava quando tinha erros de cores assim. Nessa até pode dar desculpa que quando a turma foi trocar de camisa, ele mudou a dele para uma azul. Outro erro foi do Cascão falar no final que o jogo foi 3 a 0, sendo que nas imagens da história ele fez 4 gols, não 3. Acabou aparecendo também um menino como figurante ao segurar o Cascão no alto no final da partida, provavelmente como parte da plateia, já que não apareceu jogando com os outros meninos. 

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Capa da Semana: Chico Bento Nº 167

Uma capa em clima de festa junina com Chico Bento com rojão soltando várias flores para a Rosinha no lugar de fogos de artifício. Apesar do romantismo, é incorreta atualmente porque atualmente não pode mexer com rojões, principalmente as crianças.

A capa dessa semana é de 'Chico Bento Nº 167' (Ed. Globo, Junho/ 1993).