segunda-feira, 22 de outubro de 2018

TOP 5 Piores Alterações em Histórias


Atualmente, as histórias da Turma da Mônica giram em torno do politicamente correto, ou seja, os personagens não podem dar mau exemplo e tem que seguir os bons costumes. Por causa disso, além de não produzirem histórias incorretas, a MSP passou a fazer várias alterações nas histórias originais republicadas nos almanaques desde que foram para a Editora Panini em 2007, para atender ao politicamente correto. 

Tudo que consideram incorreto nos gibis originais, eles fazem mudanças para poder republicar, seja alterações de texto ou até mesmo desenhos. Todo almanaque tem pelo menos uma mudança de histórias, principalmente o "Almanaque Temático" e até na "Coleção Histórica" que não devia ter alterações, eles faziam sempre. O problema que tais mudanças acabam estragando os conteúdos originais, estragando as personalidades dos personagens e, muitas vezes ao tentar consertar os erros do passado, acabam não tendo coerência piorando ainda mais a situação, chegando a ficar bizarro tais alterações.

Então, nessa postagem mostro o "TOP 5" com um ranking das alterações mais surpreendentes e absurdas de todos os tempos que já fizeram até hoje, na minha opinião, chegando a ser revoltante envolvendo as personalidades dos personagens ou até mesmo cômico de tão mal feito.

5º LUGAR: Índia com top onde não tinha na original.

Antigamente, apareciam mulheres e índias com seios de fora e ninguém implicava. Agora com o politicamente correto, toda vez que apareciam mulheres de seios de fora eles cobrem com um top para não ficar tudo de fora e não uma impressão de sensualidade em um gibi infantil. Isso agora vale para as meninas índias como a Jurema que não aparecem mais de peito de fora, mesmo não tendo nada. 

Para ilustrar isso, teve uma alteração na história "Socorro! Quero Casar" do Papa-Capim, original de 'Chico Bento Nº 11 (Ed. Globo, 1987) e republicada em 'Almanaque Turma da Mata & Papa-Capim Nº 4" (Ed. Panini, 2011).

Na história, a menina índia inventa que está perigo na selva para se casar com o Papa-Capim de qualquer jeito. No final da história, é mostrada uma passagem de tempo com a índia e o Papa-Capim crescendo e ele mudando de ideia quando ela cresceu bonita. Sendo que nessa passagem é mostrado na original de 1987, a índia de seios de fora e na republicação de 2011, eles resolveram colocar um top de penas nos seios dela. Detalhe que até quando ela estava no início da adolescência, por volta de 12 anos, eles já colocaram o top. Podiam pelo menos era deixado quando estava já adulta. Além de mal desenhado esse top na reedição, sabe que teve mudaram coisa ali, ainda estragou a história original.  A seguir como ficaram essas alterações. Imagens cedidas por Julio Cesar.

Comparação da história "Socorro! Quero casar!" (1987/ 2011)

4º LUGAR: Cascão deixando de apanhar de chinelo da mãe

Com o politicamente correto, os personagens não podem mais apanhar dos pais, nem levando tapa na cara e nem apanhando na bunda de chinelo, por mostrar agressão física com os filhos. Como na vida real os pais não podem mais bater nos filhos, a MSP aderiu a isso. Então, cada vez que acontecia isso nas histórias antigas, as histórias são mudadas por conta disso.

Uma das histórias que fizeram isso foi "Lava o prato, Lava", original de 'Cascão Nº 55' (Ed. Abril, 1984) e com alteração no livro 'Cascão 50 Anos' (Ed. Panini, 2013). Na revista original, a mãe do Cascão mostra o chinelo para dizer que o Cascão apanharia se ele ousasse não lavar a louça e em 'Cascão 50 Anos' redesenharam a cena, tirando o chinelo da mão dela e colocaram no lugar Dona Lurdinha apontando o dedo dizendo que ele ficaria uma semana sem jogar videogame. Na outra cena, a mesma coisa: quando o Cascão fala que nada vai fazer com que ele mexe na água, eles tiraram ela mostrando o chinelo, redesenhando apenas ela apontando o dedo.

Essa foi revoltante, já que era o ponto mais forte e engraçado da história,  e com essa mudança perdeu o sentido e até a personalidade do Cascão, pois ele não se sujeitaria a lavar louça para não ficar sem videogame. Ele nem é fã de jogos eletrônicos, gosta mesmo de futebol e de brinquedos velhos. Sem contar que tirou a ideia do roteirista original. Bola fora. Abaixo, mostro como foi essa alteração que ficou em 4º lugar.

Comparação da história "Lava o prato, Lava!" (1984/ 2013)

3º LUGAR: Sai água dos dedos do Dudu ao tirar arma da mão dele

Atualmente, os personagens não podem mais ficar com armas na mão, nem que seja de brinquedos ao brincar de faroeste. Na verdade, até evitam de fazer histórias de faroeste por conta disso. Então, sempre que aparecem armas nas revistas originais, eles fazem adaptação para tirar as armas das mãos dos personagens, tipo colocando uma garrafa squeeze no lugar se eles estão brincando de faroeste ou qualquer outra coisa. Só que ao tentar consertar isso, acaba ficando bem bizarro as alterações.

Assim, uma alteração de arma que ficou bem cômica e que mereceu o 3º lugar do ranking foi a da história "Terríveis torturas", original de 'Magali Nº 42' (Ed. Globo, 1991) e republicada em 'Turma da Mônica Exrtra Nº 11 - Dudu' (Ed. Panini, 2013). Nela, Dudu imagina várias situações de torturas e então na parte que o Dudu usava uma arma munida de água no gibi  de 1991, resolveram mudar na reedição, só mostrando o Dudu apontando os dedos para os índios, saindo água dos dedos dele do nada, deixando o Dudu com dedos mágicos, só apontar o dedo que sai água.

Ficou uma coisa muito mal feita, se querem que mudar que façam direito, que colocassem então uma squeeze no lugar que não ficaria tão absurdo assim. Lamentável! Olha como perdeu o sentido, comparando as edições nas imagens abaixo:

Comparação da história "Terríveis torturas" (1991/ 2013)

2º LUGAR: Mudanças nos traços do Pelezinho

A MSP desenhava nos anos 70, os personagens negros com lábios como um círculo rosa em volta da boca. Pela pressa de desenhar os personagens nas tiras de jornais, os personagens negros eram desenhados assim e o Pelezinho foi criado com esses desenhos de círculo rosa na boca e sem nariz em 1976 nas tirinhas e também nos gibis a partir de 1977.

Em 2013, teve a volta dos gibis, com o título "As Melhores Histórias do Pelezinho". Até a edição "Nº 7" os traços originais da época. Porém, a partir da edição "Nº 8", a MSP surpreendeu e alterou todos os desenhos das revistas originais, tiraram o círculo rosado em volta da boca do Pelezinho, deixando o personagem sem lábios nenhum e colocando nariz que não tinha.

Trecho da alteração da HQ "O segredo da fórmula X" ( 2013)

Segundo a MSP, "o traço foi reestudado para se tornar mais moderno, atualizado e universal" e, com isso, a intenção foi deixar o personagem mais humanizado e tirar o preconceito de que negros tinham boca de palhaço, traumatizando crianças por causa disso. Não só o Pelezinho, outros personagens negros como o Cana Braba também teve uma mudança radical sem os lábios carnudos e com nariz, e até a Bonga também apareceu com lábios mais reduzidos. Ficou constrangedor, sem contar que por dentro muitas vezes as bocas deles ficavam tortas e fora do lugar com essas alterações. Abaixo, uma comparação da história "A conselheira", de 'Pelezinho Nº 52' (Ed. Abril, 1981).

Comparação da história "A conselheira" (1981/ 2013)

Isso não agradou nem os leitores novos com quem eles estavam querendo agradar e revoltou os leitores antigos que acompanhou o Pelezinho clássico e assim deixaram de comprar. Comas vendas mais baixas ainda após essas alterações, em 2014, ainda tentaram consertar colocando lábios nos personagens como já haviam feito no 'Gibizinho do Pelezinho Nº 24' ( Ed. Globo, 1992) para amenizar a situação, mas também não adiantou nada, afinal, era mudança horrorosa do mesmo jeito e foi inevitável cancelarem o título.

Foi um total desrespeito com os leitores e todos os profissionais envolvidos, alterando todo o trabalho dos desenhistas da época e toda a dedicação que tiveram, para mudar tudo assim, sem mais nem menos. Tudo para o desenho não parecer preconceituoso para as crianças de hoje. Revoltante.


1º LUGAR: Uma lagosta no lugar de uma metralhadora

Em primeiro lugar, uma alteração que deu o que falar, inclusive na internet, e assim considero a mais sem noção que teve até hoje, a pior alteração de todos os tempos. 

Hoje em dia, além dos personagens principais, nem bandidos e policiais podem segurar armas de fogo nos gibis, estão completamente abolidas dos gibis. Então, na história "O poderoso Cascão", original de 'Cascão Nº 246' (Ed. Globo, 1996) e republicada em 'Clássicos do Cinema Nº 43' (Ed. Panini, 2014), uma paródia do filme "O poderoso Chefão", simplesmente colocaram uma lagosta no lugar de uma metralhadora pra assustar a Mônica e Cebolinha!

Não dá pra entender uma alteração tão tosca assim de bandidos assaltarem com uma lagosta ao invés de uma arma e perdendo o sentido da história, inclusive, porque onde já se viu a Mônica não ter enfrentado os bandidos por ter medo de uma lagosta. Ficou uma coisa absurda e cômica de tão ridículo que foi. Como se crianças não soubessem o que é uma arma ou que vai ficar traumatizada por bandidos terem apontado uma metralhadora para a Mônica e Cebolinha. 

Até de estranhar republicarem histórias envolvendo bandidos e quando tem fazem essa avacalhação. Sem dúvida o maior mico de alterações de todos os tempos e mereceu o primeiro lugar. Abaixo, a comparação das cenas:

Comparação da história "O poderoso Cascão" (1996/ 2013)

Como podem ver, são alterações por motivos bobos e que conseguem estragar completamente o sentido da história. Uma pior que a outra, chega a ser bizarro a forma como mudam, piorando ainda mais a situação original que estavam tentando consertar. Tem várias outras alterações que já postei aqui no Blog e até mesmo em almanaques que não comprei que foram tão ridículas quanto essas, como colocar cartazes nos muros ao xingar a Mônica, trocar palavras como "azar" por "má sorte", "Droga! por "Bolas!",entre outros, e escolhi nessa postagem asque achei as 5 piores de todos os tempos.

Todos os casos, eram simplesmente não republicar do que ficar fazendo essas alterações toscas, desrespeitando o leitor e os artistas que fizeram as histórias originais. Comentem a ordem que vocês colocariam ou outros casos absurdos que já viram. Em breve posto outros "TOP 5" no Blog.

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Capa da Semana: Magali Nº 136

Nessa capa, enquanto a Mônica mostra as flores decorando a sua janela, a Magali mostra frutas na janela dela. Resta saber quanto tempo vai durar as frutas lá com a  Magali, já que ela já estava com intenção de devorar. 

Interessante que ficou como se as meninas fossem vizinhas em um prédio pequeno de poucos andares. Pelo visto fizeram desenho assim para evitar de fazer uma capa dividida em 2 quadros, pois situações assim saíam mais em tirinhas.

Capa dessa semana é de 'Magali Nº 136' (Ed. Glbo. Agosto/ 1994).


segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Chico Bento: HQ "Cola na sola"

No Dia dos Professores, mostro uma história em que o Chico Bento resolveu colocar cola na sola do seu pé em dia de prova na escola. Com 5 páginas, foi história de encerramento de 'Chico Bento Nº 120' (Ed. Globo, 1991).

Capa de 'Chico Bento Nº 120' (Ed. Globo, 1991)

Começa com o Chico Bento comentando com o Zé Lelé a caminho da escola que vai tirar nota Dez na prova que iam fazer. Zé Lelé fala que seria mais fácil o Mar Morto ressuscitar. Pela tanta confiança do Chico, Zé Lelé acha que ele estudou demais, mas Chico revela que inventou uma cola infalível e suspende o seu pé.


Zé Lelé reclama do chulé do Chico e logo vê que tem umas letras no pé e pensa que o Chico pisou em algum jornal. Chico diz que aquilo era a cola da prova e na hora é só cruzar o pé. Zé Lelé gosta da ideia já que a professora nunca ia ser louca de ficar olhando o pé dele.


Já na escola, professora Marocas pergunta se estudaram bem e antes de entregar as provas avisa que não quer ver ninguém colando e quem ela pegar com cola, vai ganhar nota zero. Durante a prova, Marocas vê o Chico olhando para o pé e pergunta o que ele tem no pé. Chico responde que é só uma coceirinha e aí Marocas deixa para lá. 

Logo depois, Marocas vê de novo o Chico olhando para o pé e comenta que o problema é que ele nunca usa botina e pergunta para a turma se alguém tem uma botina para emprestar para o Chico, deixando ele desesperado, falando que não precisa. Marocas diz que precisa porque quer ver o Chico fazendo a prova sossegado. Em seguida, o aluno Zezinho entrega as botinas pro Chico, alegando que é o único que usa botina na classe e, assim, a eles passam a fazer a prova sossegados sem interrupções.


Na saída da escola, Marocas fala para o Chico estudar na próxima porque a nota foi péssima e o Chico aborda o Zezinho falando que a culpa foi dele, não tinha que emprestar a botina. Zezinho fala que também não gostou de emprestar, ainda mais depois do trabalho que teve para colocar a cola na botina. Chico fica uma fera e corre atrás dele para brigar, reclamando por que não avisou isso na hora.

Depois, Chico volta e vê Zé Lelé rindo e encara perguntando que está rindo do quê. Zé Lelé diz que de nada e Chico comenta lamentando que tirou zero de novo e Zé Lelé rindo dele em pensamento, terminando assim.


Uma história muito engraçada do tempo que o Chico era burro e bolava várias artimanhas para colar nas provas. Dessa vez teve ideia de colocar toda a cola na sola do seu pé, mas como histórias de planos infalíveis nunca dão certo, acabou tirando zero de novo. Se estudasse, aí tirava nota boa. A professora Marocas, com toda a sua experiência com os alunos já sabia que o Chico estava colando e teve a ideia da botina para atrapalhar o seu plano e acabou atrapalhando também a  cola do Zezinho.


Os traços muito bonitos, dá gosto de ver assim e engraçada a cara do Chico de sorriso amarelo dando suas desculpas ao ser flagrado colando pela professora. Esse garoto Zezinho só apareceu nessa história mesmo, como era de costume colocar secundários participando apenas uma vez nas histórias.

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Um tabloide com a Turma da Tina

Um tabloide com a Tina achando que a roupa do Rolo não combinava com o sapato que estava usando e Pipa se atrapalhou a revelar isso para o Rolo. Foi publicada originalmente em um gibi da Editora Abril por volta de 1979 e republicada em 'Almanaque da Magali Nº 4' (Ed. Globo, 1991).

Nela, Tina estava se preparando para ir junto com o Rolo em uma festa grã-fina e comenta com a Pipa que não gostou vê-lo com terno, camisa e grava ta azuis não combinando com o sapato marrom. Rolo ainda está animado, comentando para elas que está muito elegante e não foi fácil descolar a roupa, mas que vale o sacrifício pela Tina. 

Tina não tem coragem de falar com ele e Pipa toma a iniciativa e vai falar com ele bem do jeito dela, de pedir para que ele troque o trocar o terno, a camisa e a gravata porque não estava combinando com o sapato. 

A ideia correta seria o Rolo trocar apenas o sapato para economizar tanto dinheiro quanto trabalho se trocar, mas para a Pipa ficou uma má interpretação. Enquanto Tina não gostou só do sapato, mas da roupa até que ficou boa, a Pipa interpretou que tudo estava ruim, apenas o sapato que estava bonito. Bastava a Pipa falar que era para trocar o sapato por não estar combinando com o resto da roupa.

Esse tabloide é da época da fase de transição da Tina hippie para mulher e nessa fase as características dos personagem eram bem indefinidas, cada história aparecia um tipo diferente de personalidades. Nesse tabloide, então, teve o humor envolvendo os 3 personagens principais então, sendo que normalmente o humor atrapalhado a essa altura era com a dupla Rolo e Pipa. E também dessa vez o Rolo era namorado da Tina, mas tinham histórias que o Rolo era namorado da Pipa ou cada um dos personagens tinham seus namorados.

Os traços seguindo o estilo dos anos 70, com um pouco do superfofinho que prevalecia no final dos anos 70. Também não tinha um estilo definitivo no visual dos personagens naquela época, tanto que a Tina apareceu sem óculos dessa vez, mas na maioria das vezes aparecia de óculos. Até o início dos anos 80 costumava ter histórias de 1 página com a Turma da Tina, depois disso era bem menos, mas ainda assim tinha de vez em quando nos anos 90, inclusive. A seguir, mostro a história completa:



domingo, 7 de outubro de 2018

Titi: HQ "As bandeiras de cada um"



Dia de Eleições no Brasil e então mostro uma história em que o Titi busca um partido político para se juntar. Com 4 páginas no total, foi publicada em 'Mônica Nº 2' (Ed. Globo, 1987).

Capa de 'Mônica Nº 2' (Ed. Globo, 1987)

Nela, Titi encontra um homem na rua carregando uma bandeira vermelha e pergunta sobre a bandeira. O homem diz que ele é do Partido Vermelhista, que luta pela igualdade de todos, um estado forte e abaixo à burguesia.


Em seguida, aparece uma mulher com outra bandeira falando para o Titi não dar atenção ao homem. Ela diz que é do Partido Humanitário, que defende a valorização do homem, a não-discriminação e a não-violência e então os 2 ficam discutindo qual partido é melhor.

Logo depois aparece um homem falando que os 2 partidos estão por fora, que o ideal é o Partido Capitalista, a favor do capital e da livre empresa. Os apoiadores dos Partidos Vermelhista e Humanitário defendem seus partidos como burguês e reacionário, respectivamente.


Aparece então o defensor do Partido Anarquista, a favor de ninguém se intrometer na vida dos outros. Os defensores dos outros partidos acham que é uma loucura e absurdo a ideia desse partido. Em seguida vem o Partido do Operariado, em defesa aos operários e trabalhadores e também a defensora do Partido Ecológico, em defesa do meio Ambiente. Todos ficam discutindo gritando os nomes dos seus partidos no meio do Titi e ele cai fora de mansinho enquanto eles ficam discutindo.

Depois, Titi vê um grupo de pessoas carregando a mesma bandeira e nota que aquele partido tem um bocado de seguidores. Ele compra uma bandeira e resolve ir atrás do grupo já que com tantos defendendo aquela bandeira, o partido deve defender boas ideias.  Porém, quando vai ver, foi parar em um estádio de futebol e na verdade era um grupo de um time de futebol, desiludindo o Titi de que exista um partido que tenha boas ideias e que todos possam defender sem arrependimento.


Uma história muito boa, filosófica e inteligente mostrando como se deve defender as ideias de um partido. Os defensores tentavam mostrar as propostas do seu partido e influenciar o Titi a se juntar com um deles e acabou o Titi não se aliando a nenhum deles em busca de um partido que a maioria esteja de acordo com boas ideias, mas acabou se decepcionando no final que aquela bandeira que jurava que tinha boas ideias era apenas um time de futebol.

Ficou a reflexão se na vida real existe um partido ideal e perfeito que sempre busque defender e atender a população. Na verdade, os candidatos que deveriam ser o foco das eleições e não um partido, mas como são os partidos que determinam tudo, então é importante ver um partido que defende a sua filosofia de vida e o que você busca como prioridades na sua vida em todas as áreas, seja econômica, segurança, saúde, transportes, empregos, educação, etc. E na história o roteirista mostrou uma boa mensagem em relação a isso.


Tipo de história que podia ser protagonizada por qualquer personagem e preferiram colocar com o Titi talvez por ser pré-adolescente e uma fase de estar começando a descobrir sobre a política. Um que se encaixaria bem no lugar seria o Rolo. Impublicável hoje em dia já que histórias envolvendo temas mais adultos como eleições não são feitas hoje em dia. Os traços muito bons, bem característicos de histórias de miolo os anos 80 com direito aos personagens aparecerem com peles mais rosadas que o costume, bem característicos das primeiras edições da Globo, mais precisamente os primeiros 5 meses.