domingo, 9 de dezembro de 2018

Magali: HQ "O doce de mamão"


Nessa postagem mostro uma história lançada há exatos 30 anos de quando a Magali adquiriu uma superforça após comer um bolo de mamão, ficando mais forte que qualquer super-herói e inclusive mais forte que a Mônica. Com 7 páginas no total, foi história de miolo de 'Mônica Nº 24' (Ed. Globo, 1988).

Capa de 'Mônica Nº 24' (Ed. Globo, 1988)

Começa com a Magali na casa da Mônica, elogiando o bolo de mamão que a mãe da Mônica tinha feito e por ter gostado tanto pede a receita para Dona Luísa. Depois, Magali vai embora com o papel da receita e se esbarra com um homem que também estava segurando um papel. O homem dá uma bronca por ela não olhar por onde anda, Magali se desculpa e cada um pega um papel no chão, sem saber que foram trocados.


Magali chega em casa e prepara o bolo de mamão. Ela estranha os ingredientes com muitos produtos químicos, mas prepara assim mesmo. Depois que fica pronto, ela come o bolo inteiro com bandeja de uma vez só, sente uma dor de barriga, que passa logo e acha delicioso. Em seguida, resolve ir para a  rua e a porta é derrubada só com o toque que a Magali dá e ela comenta que o seu pai precisa parafusar a porta direito.


Na rua, Magali cumprimenta a Mônica e faz sacudir toda, deixando Mônica tonta. Magali fala que Mônica está leve e precisa se alimentar melhor. Depois, Cebolinha e Cascão pedem para Magali chutar a bola que eles estavam jogando e quando ela chute,a força é incrível e a bola vai parar longe na velocidade de um meteoro. 

Os meninos acham o máximo e Cebolinha fala que ela está superforte. Magali acha bobagem e ao tocar neles, vão parar voando longe.  Eles voltam e acham maravilhoso porque a Magali pode derrotar a Mônica e ser a nova dona da rua e eles os seus braços direitos. Magali não aceita porque a Mônica é amiga dela e eles inventam que a Mônica a chamou de magricela para jogar uma contra a outra e ter o plano infalível em prática.


Magali vai tomar satisfação com a Mônica, a chama de falsa e ao tentar bater na Mônica, o efeito  da fórmula acaba e a Magali se machuca ao tentar dar soco na Mônica, que corre falando que não queria machucar e não entende como foi acreditar em uma coisa dessas. Magali vai atrás, se desculpa e diz que foi boba cair na conversa do Cebolinha e Cascão. Mônica, então, bate nos meninos e elas voltam a  ser amigas, com Magali comentando que o bolo deu dor de barriga e não vai mais fazer outro.

No final, é mostrado o que aconteceu com o cientista que levou o papel do bolo que a Magali tava carregando. O professor cientista fica lamentando que a sua fórmula de ficar forte fracassou. O amigo diz que não falhou, que apesar de ninguém ficar forte, o Conselho de Ciências adorou o bolo de mamão, foi nota Dez.


Essa história é muito boa da Magali ficar forte ao ter trocado a receita de bolo de mamão com uma fórmula para ficar superforte e Cebolinha e Cascão terem aproveitado  a situação pra fazer um plano infalível para Magali derrotar a Mônica. Era comum histórias de planos improvisados a partir de uma situação que acontecia do nada, ainda assim, dando errado no final ,como toda história de plano infalível. Era normal também histórias com a Magali passando sufoco ao preparar bolos ou alguma comida, principalmente a comida se transformando em monstro causando terror para ela.


É completamente cheia de absurdos como a Magali não ter reparado que a letra do papel estava diferente, ela ter todos os ingredientes químicos na despensa de casa, não ter visto que não são coisas de um bolo comum e ainda ter formado um bolo normal, além das coisas que ela faz como derrubar porta com um toque só e o que faz com os seus amigos. Isso que se tornava legal nos gibis antigos, hoje em dia absurdos assim são evitados nas histórias.


Engraçado também a Magali comer o bolo todo com bandeja e tudo de uma só vez e também a cara que ela fez ao sentir dor de barriga logo após comer o bolo e passar imediatamente. Incorreta a parte da Magali mexendo sozinha com fogão, hoje em dia, criança mexer com fogão nos gibis, nem pensar. Interessante eles colocarem também o final do homem que levou a receita verdadeira do bolo de mamão. Não foi revelado os ingredientes da fórmula do cientista, ficando na imaginação dos leitores qual era essa fórmula que deixava as pessoas com uma superforça.


Os traços muito bons, típicos de histórias de miolo, destaque para a franja da Magali, com um a arte-final mais fina quando  tinha esse estilo de traços. Muito bom relembrar essa história  É da época que a Magali não tinha gibi próprio e apareciam histórias solo nos gibis da Mônica, até como forma de divulgação da personagem, que teria a estreia de seu gibi em fevereiro de 1989. Nessa época, estava acontecendo a campanha "Eu quero um gibi só da Magali" com os preparativos do lançamento do seu gibi e teve uma série de histórias em que ela fez greve de fome para ter o seu gibi. Nesse gibi da Mônica Nº 24 teve a 2ª parte da história da campanha. Para saber mais sobre essa campanha, que está completando 30 anos, clique AQUI E AQUI.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Capa da Semana: Chico Bento Nº 76

Uma capa voltada para o absurdo, com o Chico Bento dormindo em baixo de uma laranjeira e acaba sonhando que as laranjas estavam caindo sozinha na cesta do seu sonho... e realmente estavam! Quanta loucura! Resta saber se ele vai conseguir carregar a cesta do sonho para casa quando acordar.

A capa dessa semana é de 'Chico Bento Nº 76' (Ed. Globo, Dezembro/ 1989).


sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Cascão Nº 99 - Editora Abril



Em maio de 1986 chegava nas bancas o gibi 'Cascão Nº 99'. Nessa postagem faço uma resenha de como foi esse gibi.

Tem uma capa muito engraçada e criativa com a sombra do Cascão desviando  da poça d'água desesperada para não se molhar, ou seja, nem a sombra do Cascão pode se molhar. Interessante que sempre gostavam de colocar Sol, passarinhos ou outros bichos rindo ou interagindo com a piada mostrada. Detalhes que faziam a diferença. 

O gibi teve 7 histórias no total, incluindo a tirinha final. Como histórias de secundários nessa edição apenas do Penadinho. Dessa vez não teve Bidu como era de costume. Inclusive, em 1986, estavam tendo histórias do Bidu nos gibis do Chico Bento no lugar do Papa-Capim, como forma de experiência, mas logo voltaram ao tradicional de forma fixa, com Bidu e Penadinho com Cascão e Papa-Capim com Chico Bento.  

Abre com a história "O plano infalível agora é do Cascão", com 7 páginas. Nela, Cascão tem uma ideia de um plano infalível contra a Mônica do nada quando estava conversando com o Cebolinha e resolve pôr em prática. Cebolinha, a princípio não gosta porque é ele quem sempre bola os planos, fala que não dá certo porque o Cascão sempre estraga tudo no final, mas quando o Cascão diz que vai ter as glórias sozinho, Cebolinha acaba resolvendo participar, apesar de achar que não vai dar certo, e então, Cascão conta o plano para ele. 


Trecho da HQ "O plano infalível agora é do Cascão"

Em seguida, eles põe o plano em prática. Cebolinha ignora a Mônica quando ela estava brincando com o Sansão e Mônica toma satisfação do por quê do Cebolinha não falou com ela. Cebolinha diz que ela não é sua amiga porque amigos não batem nos outros e ele se cansou. Mônica diz que bate porque provoca e já que não ser que eles sejam amigos, ela tem o resto da turminha. 

Depois, aparece o Cascão que também ignora a Mônica, falando que não que ninguém quer amizade dela porque fica batendo nos outros e com toda a arrogância dela o destino é crescer só em amigos e os meninos vão embora, com Cascão pedindo pro Cebolinha pagar sorvete pra ele e Mônica triste e com peso na consciência.


Trecho da HQ "O plano infalível agora é do Cascão"

Mônica vai atrás deles, fala que deve ser muito ruim envelhecer sozinha e não vai saber ficar sem brincar com eles e promete não bater mais neles. Então, Cascão faz assinar o termo de que ele é o novo dono da rua. Mônica assina e eles cantam vitória. Cebolinha dedura que quem diria que um plano do Cascão daria certo, bem na frente da Mônica e então só restou ela bater nos meninos e assim plano infalível fracassando de novo, dessa vez não por causa do Cascão, e, sim por causa do Cebolinha.

História muito legal invertendo os papeis do Cascão bolar plano infalível e o Cebolinha dedurar no final. Eles eram bem perversos com a Mônica nos planos infalíveis antigos, o que rendiam histórias muito boas. Traços excelentes, muito caprichados, tudo indica que seja desenhos e roteiro da saudosa Rosana Munhoz. Cascão falou a palavra "azarar" quando o Cebolinha não levava fé que ia dar certo o plano infalível, palavra hoje proibida nos gibis atualmente e fariam alteração se republicasse hoje em dia. 


Trecho da HQ "O plano infalível agora é do Cascão"

Em seguida, vem "Fugindo da briga", com 4 páginas, em que Cascão e o menino Zé Carranca brigam feio na rua e falam um ao outro que a briga não acabou, quando se encontrarem novamente eles se acertam. Cascão vai para casa e logo a sua mãe pede para que ele vá na venda comprar uma dúzia de ovos. Cascão diz que não pode e a mãe estranha porque não está chovendo e Cascão diz que é porque se encontrar o Zé Carranca na rua o "pau vai quebrar". Dona Lurdinha exige que ele vá à venda, falando que quando um não quer, dois não brigam.

Trecho da HQ "Fugindo da briga"

Cascão vai, mas cheio de artimanhas para não encontrar o Zé Carranca. Ele anda de joelhos, se esconde em postes, se esconde em baixo da batina do padre para desviar da turma do Zé Carranca, percorre um cano na rua, até que chega na venda, compra os ovos e na saída fica na companhia do seu pai, Seu Antenor, que passou em frente a venda por coincidência, até chegar em casa. No final, mostra que o Zé Carranca estava em casa o tempo todo com medo de sair e se encontrar com o Cascão. Ou seja, um estava com medo do outro e Cascão não precisava daquela artimanha toda pra comprar ovos.

História legal, mostrando brigas de meninos típicos na idade deles, sendo que hoje em dia é impublicável histórias assim por estimular violência. Zé Carranca só apareceu nessa história, como de costume histórias com figurantes.


Trecho da HQ "Fugindo da briga"

Depois tem "Na outra margem", uma história muda de 2 páginas, em que Cascão tem que se encontrar com a Cascuda na outra margem do rio e a cascuda dá ideias de como ele pode passar sem se molhar. Cascão é pessimista em cada caso, dando uma desculpa que poderia dar errado e ele se molhar. Cascuda, então, resolve, nadar até onde Cascão estava e quando ele vê a Cascuda toda molhada, acaba correndo desesperado, acabando assim o encontro deles.

Histórias mudas eu gosto rápidas e sem enrolação. essa foi bacana, ainda mais mostrando a característica do Cascão com medo d'água e destaque de ele segurar as bordas dos quadrinhos, com uma piada metalinguística, que apesar que era bem usada para os personagens fugirem do perigo, sempre se tornava engraçada.


HQ "Na outra margem" (completa)

Penadinho, tem a sua história "Perdendo a cabeça", de 4 páginas, em que vê o o Cranicola triste e ele diz que é porque vive o tempo todo em cima de uma pedra, lavando sol, chuva, vento e que é de cortar o coração. penadinho, então, resolve, ficar com a cabeça na pedra, enquanto que Cranicola passeia com o seu corpo. Em seguida, Frank resolve sentar na pedra, mas Penadinho o morde  por estar na pedra. 

Trecho da HQ "Perdendo a cabeça"

Frank o chuta forte e Penadinho vai parar em cima de uma lama. Nisso, chega um cachorro querendo mijar em cima dele e Penadinho impede xingando e mandando sair fora. Um passarinho caga na cabeça do Penadinho e ele chora. Cranicola volta e Penadinho com pena do sufoco que o amigo passa, acaba colocando o Cranicola no seu ombro  e passeiam juntos pelo cemitério.

Muito boa essa, além dos absurdos dos quadrinhos de Penadinho soltar a cabeça e o corpo andar normalmente, ainda tem uma bonita mensagem no final de ser solidário com o sofrimento dos outros. Ele sentiu o que o Cranicola passa parado o tempo todo na pedra. Incorreta parte do palavrão e do cachorro mijar no penadinho como se fosse poste, hoje em dia não pode mostrar cachorros mijando na rua e em postes nos gibis. E esse cachorro, aliás, ficou muito parecido com o Duque, amigo do Bidu. Já o Frank era desenhado diferente a cada história que aparecia na época.


Trecho da HQ "Perdendo a cabeça"

"Cola Tudo!", com 4 páginas, mostra o sufoco do Cascão de ter quebrado o vaso de estimação da sua mãe e ele tem que consertar e colocar no lugar antes que sua mãe perceba. Ele monta o vaso com cola os pedaços no chão e ao tentar colocar de novo na mesa, o vaso fica colado no chão e não consegue tirar. Dona Lurdinha aparece e ele diz que estava vendo como fica o vaso no chão e ela pede pra deixar o vaso na mesa para não quebrar. 

Trecho da HQ "Cola Tudo!"

Mônica aparece e Cascão diz que duvida que coloque o vaso em cima da mesa. Mônica pensa que se  é truque e Cascão responde que pode da ruma surra se for. Mônica consegue deixar na mesa e com a empolgação da Mônica ter conseguido, acaba fazendo o vaso cair e se quebrar e a Dona Lurdinha aparece dando bronca que sabia que ele ia quebrar o vaso, terminando assim.

É boa essa história, mostra as artes das crianças comas coisas dos pais e tentar se livrar da situação antes que percebam. Tem momento que Cascão fala "Droga!" e por ser palavra proibida nos gibis, atualmente isso seria substituído por "Bolas!" ou outra coisa qualquer.

Trecho da HQ "Cola Tudo!"

A história de encerramento é "Lar, doce lar", com 7 páginas, em que o Cascão foge de casa, cansado com as broncas da mãe mandando limpar os pés antes de entrar em casa, lavar as mãos antes de comer, arrumar quarto, saber quando vai tomar banho.

Na rua, Mônica vê o Cascão com a trouxinha na mão e diz que está fugindo de casa. Mônica diz que não é pra voltar tarde porque a mãe dele vai ficar preocupada e Cascão responde que quem foge não volta pra casa nunca mais e vai embora.

Trecho da HQ "Lar, doce lar"

Assim, Cascão fica feliz e se sente livre, sem precisa fazer nada, sem obrigação de arrumar o quarto, escovar dentes e principalmente não tomar banho e acha que isso que é um "vidão". Ele passa o dia todo jogando futebol com os meninos, até de noite, quando eles vão embora, pois as mães deles estão esperando e Cascão diz que bateu uma fome e espera que a mãe tenha feito o jantar. Aí se toca que fugiu de casa e olha para o bairro e comenta que o pessoal do timinho de futebol deve estar antando numa boa.


Trecho da HQ "Lar, doce lar"

Cascão resolve dormir no mato mesmo atrás de uma moita, quando ouve um barulho assustador. Era uma coruja, mas ele se assusta assim mesmo. Ele tenta dormir em um local mais adiante, mas acaba tropeçando em uma pedra e caindo em um barranco e cai em uma entrada de uma caverna cheio de morcegos, que acabam perseguindo o Cascão. Ele consegue fugir dos morcegos e aí bate mais fome, medo e ainda acha que tem a possibilidade de chover e não resta outra alternativa dele voltar para casa. No caminho, Mônica pergunta se ele está de volta e Cascão fala pra não amolar.

No final, já no dia seguinte de manhã, Dona Lurdinha vê que o Cascão arrumou todo o quarto enquanto que ele está no lado de fora da casa e beija e abraça a casa, falando "lar, doce lar!", como que é o melhor lugar para se viver e arrependido de ter fugido de casa.

Mostra uma bonita mensagem dos filhos que se queixam que os pais ficam cobrando tudo, mas apesar disso tem que dar valor porque eles querem só o bem dos filhos, além de que estar em casa é sempre uma proteção contra tudo.

Trecho da HQ "Lar, doce lar"

Na tirinha final, Cascão tenta cortar o balão do Cebolinha para voar no alto, mas para sua surpresa acaba é o balão caindo no chão ao invés de subir. Muito boa.


Tirinha da edição

Como pode ver um gibi padrão da época da Editora Abril. Histórias curtas, direto ao ponto sem encheção de linguiça e várias situações incorretas deixadas de lado atualmente. traços diferentes em todas as histórias e todas muito bem desenhadas a seu estilo. Dessa vez praticamente não teve histórias envolvendo banho e o medo de água do Cascão, apenas a história muda com a Cascuda que foi o foco principal e em algumas que foi apenas citado isso como na da briga com o Zé Carranca e na de encerramento. Algumas edições o foco de banho e sujeira eram poucas, mas quando acontecia, na edição posterior voltava com tudo. 

Destaque também que a mãe do Cascão teve bastante presença nesse gibi, aparecendo em 3 histórias. Uma grande coincidência, apesar do gibi ser de maio e poderia ser isso em homenagem ao "Dia das Mães", mas como a data do expediente é de 22 de maio, já havia passado o "Dia das Mães". Enfim, um gibi muito bom e vale a pena ter na coleção.

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Capa da Semana: Mônica Nº 23

Em novembro de 1988 eu comecei a colecionar gibis, então em comemoração aos 30 anos de coleção mostro a capa do primeiro gibi da Mônica que passei a ter em sequência na coleção. Os outros gibis daquele mês foram os primeiros da coleção.

Nessa capa, Mônica pega escondida o batom e a maquiagem da sua mãe, Dona Luísa, para maquiar o Sansão e fica sem graça ao ser flagrada pela mãe. Nos gibis antigos os personagens dentuços quando sorriam mostrando os dentes, os dentões da frente acabam não aparecendo. Achava bem melhor assim.

A capa dessa semana é de 'Mônica Nº 23' (Ed. Globo, Novembro/ 1988).


domingo, 18 de novembro de 2018

HQ: "Astronauta e a segunda chance"


Mostro uma história em que o Astronauta teve missão de reviver um planeta que estava destruído pela guerra. Com 7 páginas no total, foi publicada em 'Mônica Nº 20' (Ed. Globo, 1988).

Capa de 'Mônica Nº 20' (Ed. Globo, 1988)

Nela, Astronauta está no Planeta Delta Oito e está dando informações para o comando galáctico através do seu transmissor, falando que o planeta está em ruínas, sem nenhum sinal de vida, sem vegetação nem inseto. Logo depois, encontra um riacho com água potável, só que sem nenhum peixe, fungo e nem bactéria e ele fica encucado com o que aconteceu com o povo do planeta. Em seguida, ele encontra um prédio que era uma biblioteca e lá tinha um cristal que tem a resposta para os mistérios. 


Astronauta toca no cristal e aparece uma gravação de 2 cientistas do planeta contando que quando o visitante ouvir, não restará ninguém e nada do planeta. Lá era um lugar bom para se viver, cheio de água, plantas e animais. O povo sempre foi belicoso, desde os ancestrais com primeiras armas de pedra e pau para guerrear com os vizinhos. Ao longo do tempo foram aperfeiçoando as armas e passaram também a guerrear na terra, no ar e no mar. 

Até que criaram uma arma que poderia destruir toda a vida do planeta e acabaram usando e explodindo o planeta todo, criando uma nuvem radioativa que espalhou por todo o planeta, não tendo nenhum vencedor da guerra, e, sim, vencidos. Eles estimam que iria demorar mil anos para o planeta se descontaminar da radiação e eles tem esperança que se concretize, quando a mensagem acaba.


Astronauta acaba seguindo a direção do seu sensor, que indica que ele tem que continuar a missão. Ele segue em frente e acaba encontrando uma nave imensa, totalmente lacrada e sem motor e deduz que não era para viajar,e, sim, para permanecer. Astronauta toca no cristal que estava ao lado e a nave se abre. Astronauta entra nela e encontra pessoas, animais dormindo e vegetais em cápsulas de suspensão, como se tivessem congelados até alguém entrar lá para despertá-los.


Astronauta toca no cristal que estava na sala e todos despertam após mil anos dormindo. Eles ficam felizes que o plano dos cientistas deram certo e finalmente, com a radioatividade nula no planeta, eles têm a segunda chance para recomeçar o planeta. Todos passam a cuidar do planeta para reconstruí-lo e já começa a brotar vida no planeta Delta Oito depois de mil anos e assim Astronauta vai a embora.

No final, Astronauta volta para a Terra e ao ver um navio de guerra, ele fica pensativo ao ver tanta guerra e tanto ódio na humanidade e se pergunta se vamos ter uma segunda chance ou se já tivemos uma.


Uma história muito bonita e filosófica discutindo e alertando sobre as consequências da guerra e da violência podem causar. Esse planeta Delta Oito vivia em guerra e a ganância da vitória acabou destruindo o planeta todo com a radioatividade de uma bomba atômica que os próprios habitantes criaram. Legal a solução dos cientistas do Planeta Delta Oito de criarem tipo uma "Arca de Noé", abrigando todos os habitantes congelados por mil anos para que pudessem recomeçar após a radioatividade passar. 


Teve uma clara comparação do Planeta Delta Oito com a Terra e situação que ocorreu em Hiroshima na Segunda Guerra Mundial. Muitos planetas que o Astronauta visitava tinham alguma semelhança com a Terra. O final foi bem caprichado, deduzindo que o mesmo pode acontecer com a Terra se toda a guerra e tanto ódio permanecerem entre os humanos e se não tiver inteligência suficiente não terá uma segunda chance como foi com o Planeta Delta Oito. Como cada vez mais tem mais violência e crimes e as pessoas estão cada vez mais pregando ódio e até a favor de armas, não seria difícil isso acontecer em alguma guerra.


Os traços muito bons, com uma arte-final que era comum na época, detalhe da cor rosa ter um fundo voltado para o roxo, bem típico em alguns meses de 1988. Era normal também as cores terem uma palheta diferente quando mostravam pensamentos dos personagens ou algo antigo, como na parte dos cientistas contando a história do planeta. Gostava dessas cores diferentes nos pensamentos.


Interessante que dessa vez a história do Astronauta teve um título, coisa rara na época, já que o normal era só aparecer "Astronauta" no título e detalhe a arte do título com a letra "N" e as letras "S" e "C" se cruzando como se tivessem abraçados e unidos, até isso era mais caprichado nos gibis antigos.