sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Tirinha Nº 52: Cascão

Nessa tirinha, Cascão se assusta ao ver que tá acima do peso quando se pesa na balança da farmácia. A solução foi tirar uma boa parte da sua sujeira para voltar ao seu peso normal. Tirou tanta sujeira que ficou uma montanha de poeira no chão da farmácia e assim ficou leve.

Um detalhe que a expressão "Minha Nossa!" está proibida na MSP.  Ou por ser 2 pronomes juntos e está ensinando errado ou por causa de religião por remeter à Nossa Senhora. Sempre que os personagens falavam essa expressão de espanto, agora eles mudam para "Meu Deus!" ou algo semelhante. Alterações que não dá para entender.

Tirinha publicada originalmente em 'Cascão Nº 40' (Ed. Globo, 1988).


quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Turma da Mônica: HQ "A bruxa que odiava parques"

Mostro uma história em que uma bruxa que odiava parques de diversões resolveu ir ao Parque da Mônica para destruí-lo. Com 15 páginas no total , foi publicada em 'Parque da Mônica Nº 32' (Ed. Globo, 1995).

Capa de 'Revista Parque da Mônica Nº 32' (Ed.Globo, 1995)

Começa mostrando um noticiário que estava causando um caos e série de acidentes no parque Nisdeylândia dos Estados Unidos e não sabiam a causa daquilo tudo. Logo os leitores descobrem que a causadora foi uma bruxa que odiava parques e que destruía sempre que via um por perto.


Enquanto voa, a Bruxa fala que não suporta porque as pessoas ficam se divertindo lá, quando de repente sobrevoa o Parque da Mônica e fica com ódio ao ver o Parque, falando que foi só se ausentar por uns 3 anos que já constroem um parque novo. Diz que ainda que ele vai ser destruído também, mas vai pensar um pouco a forma de como vai ser no aconchego do seu lar.


Chegando em casa, a Bruxa pensa como vai destruir o Parque da Mônica, se com bombas entristecedoras como o Cleicenter ou bombas destruidoras como a Nisdeylãndia. Até que aparece na televisão um anúncio que o Parque da Mônica os brinquedos são interativos e não funcionam sozinhos. A Bruxa adora a notícia e até abraça a TV já sabendo como vai fazer para destruir o Parque da Mônica.


Enquanto isso, a turminha chega ao Parque da Mônica com Cascão todo prosa que são convidados especiais, entram de graça e o Parque tem nome deles e entram como convidados especiais. Mônica intervém que o tem o nome dela e Cebolinha diz baixo que devia era tero nome dele e a xinga de bobona. Mônica ouve e já quer dar uma surra nele quando Magali interrompe falando apra não brigar e aproveitarem o Parque se divertirem como as outras crianças.


Nessa hora, surge a Bruxa disfarçada e Magali estranha que vem cada frequentador estranho ultimamente lá. A Bruxa pergunta se eles vão apresentar os brinquedos para ela. A turma apresenta a Pista de Carrinhos, Brinquedão, Carrossel do Horácio, Tumba do Penadinho, Casa da Mônica, Casa do Louco e falam que tudo é divertido. Então, quando eles falam isso, a Bruxa fica com ódio mandando eles não falarem essa palavra e diz que agora eles vão ver o que é divertido.


Assim, a Bruxa solta o seu feitiço no ar e os brinquedos passam a ter vida e o Parque fica um terror. Os carrinhos da pista perdem o controle, Brinquedão fica monstruoso, assim como os balões, os personagens da Turma do Penadinho e todos os outros brinquedos. Muito pânico e gritarias das crianças, correrias, pais procurando pelos filhos perdidos e a Bruxa só rindo do que fez fez, adorando por ter bagunçado o coreto. Mônica tenta da ruma coelhada na Bruxa e então ela faz que o Sansão vire um monstro gigante e faz a Mônica de coelho girando como se fosse arremessá-la longe, invertendo os papeis.


Magali pergunta para Bruxa porque ela estava fazendo aquilo e ela diz que não gosta de ninguém se divertindo e que diversão é bobagem. nessa hora, ela acaba escorregando sem querer no encosto da rampa e acha gostoso o escorrega. Magali diz que foi divertido. A Bruxa fica com vergonha ao dizer nunca se divertiu antes e Magali diz que diversão é uma sensação gostosa e que as pessoas vão ao Parque para sentir várias sensações gostosas. A Bruxa diz que tava perdendo tudo isso e que quer brincar no Parque. Magali fala que é preciso que tudo volte ao normal e a ela aceita com uma condição, que fica em segredo.


No final, tudo volta ao normal no Parque da Mônica e depois de uns dias eles voltam lá para brincar. Sendo que agora eles tem que levar a Bruxa junta com eles como convidada especial  para entrar sempre de graça, enquanto a bruxa brinca no carrossel Do Horácio.


História legal mostrando uma bruxa que não gostava de ver os outros se divertindo e fazia questão de destruir os parques só pra não ver os outros se divertirem. Aonde ela passava trazia o caos, acidentes para estragar a felicidade dos outros. A turma até pensava que ela era só uma senhora esquisita até ver o estrago que fez no Parque.


Interessante as paródias à Disneylândia e Playcenter, parques muito famosos, mostrados que a Bruxa tinha destruído também. O recurso do narrador-observador conversando com a Bruxa no início sempre era engraçado nas histórias. E teve uma coerência com a realidade quando ela disse que só foi ficar longe mais de 3 anos para construírem o Parque, já que a história é de 1995 e o Parque da Mônica foi inaugurado em 1993. E é incorreta por mostrar crianças com sofrimento em um parque de diversões, alegando que pode remeter a traumas com acidentes em parques que aconteceram na vida real e isso eles não fazem atualmente.


Os traços muito bons, com o estilo consagrado dos personagens, detalhe também das cores tudo em degradê como era nos gibis do segundo semestre de 1995. Eles deixavam tudo em degradê, até título, o chão, quando eles estavam em ambiente fechado. Até os balões das falas dos personagens ficavam em degradê quando eram coloridos por conta do fundo branco. Eu gostava das cores assim, umas das preferidas minhas da Globo.


Enquadramento ficou 6 quadrinhos desa vez, ficando uma história com mais páginas do que se fossem 8 quadrinhos por página, porém necessário assim pra mostrar mais detalhes nos desenhos no terror do Parque. Capa ficou bacana e mais uma vez fazendo referência à historia de abertura, como era sempre na época nas revistas Parque da Mônica. Na Editora Globo, os gibis dos personagens principais tinham piadinhas e reservavam as revistas Parque da Mônica e Gibizinhos com alusão à primeira história.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Capa da Semana: Mônica Nº 135

Hoje, dia 27 de outubro, é aniversário de 82 anos do mestre Mauricio de Sousa. Em homenagem, uma das raras capas com presença do Mauricio, com ele manipulando os fantoches da Mônica e Cebolinha em uma apresentação. Parabéns, muitas felicidades, saúde e muitos anos de vida.

A capa dessa semana é de 'Mônica Nº 135' (Ed. Globo, Fevereiro/ 1998).



terça-feira, 24 de outubro de 2017

Mônica e Cebolinha: HQ "Surpresa atrás da cortina"

Dia 24 de outubro é aniversário do Cebolinha. Então, mostro uma história de quando ele aprontou com a Mônica, deixando ela só de calcinha atrás da cortina na sua festa de aniversário. Com 9 páginas no total, saiu originalmente pela Editora Abril por volta de 1985 e republicada em 'Almanaque da Mônica Nº 45' (Ed. Globo, 1994).

Capa de 'Almanaque da Mônica Nº 45' (Ed. Globo, 1994)

Nela, Cebolinha recebe a mônica na sua casa para a festa de aniversário dele e sem perceber que a Mônica estava segurando um copo de suco, Cebolinha faz molhar todo o vestido da Mônica quando a abraça.  Ele até pensa que a Mônica estava suando quando ele a abraça, mas quando sai de perto e vê a cara de braba dela, fica sem graça e tenta contornar a situação.


Cebolinha puxa a toalha da mesa com intenção de limpar o vestido da Mônica, mas, distraído, esquece que estava cheia de comida da festa e tudo vai parar em cima da Mônica. Ela fica uma fera e ao tentar avançar nele para bater, Cebolinha tira o vestido dela, falando que ia dar um jeito, que conhece uma lavanderia rápida.


Logo em seguida, lembra que ao tirar o vestido da Mônica, ela estava pelada só de calcinha, e como já estava braba por ter estragado o vestido, imagine como estava sem roupa. Cebolinha fica desesperado, com maior medo de apanhar, e grita que fez aquilo na afobação. Logo vê que a Mônica estava atrás da cortina, ordenando que ele entregue o vestido dela e falando que quando pegá-lo vai acabar com ele.


Cebolinha se recusa a entregar por ela ter falado que vai acabar com ele e Mônica começa a fingir que está tudo bem, que falou só brincando, passa a tratá-lo com amores pedindo para ele entregar o vestido gentilmente. Quando Cebolinha vai entregar, com ela se preparando para bater nele, a campainha toca e o braço dela vai pro chão e ele pensa que é um trovão. Cebolinha vai atender a porta e era Ronaldinho, o garoto mais fofo da rua, por quem Mônica era apaixonada e só na festa por saber que ele ia lá também. Ela tinha saído da cortina para bater nele e quando vê o Ronaldinho fica desesperada.


Ronaldinho pergunta se era o primeiro a chegar e Cebolinha diz que a Mônica chegou primeiro. Logo Cebolinha vê a Mônica atrás da cortina, implorando para ele dar o vestido. Aí, Cebolinha faz cara de  que está bolando plano infalível e fala par ao Ronaldinho que se enganou, que a Mõnica não apareceu, só se estivesse atrás da cortina e dá uns tapas na cortina falando que seria muito burra, gorda, dentuça e bobona se ficasse lá. Toa a campainha e cebolinha vai atender, prometendo falar mais da cortid apor ter gostado da brincadeira e que vai ser a festa mais divertida da vida dele.


Cebolinha atende a porta e eram os seus amigos chegando para a festa e fala para eles verem a cortina dele para mostrar uma surpresa. Antes deles chegarem, Mônica fica desesperada e foge pela janela antes de ser vista lá. Ela se enconde em uma moita, anda, encontra um grandalhão , fala algo pra ele para se dirigir à casa do Cebolinha. Na festa, a turma fica ansiosa pela surpresa e Cebolinha bate na cortina e ao puxar pensando que ia mostrar a Mônica, viu que bateu no Grandalhão.


Ele puxa o Cebolinha com força e diz que uma menina falou para ficar atrás da janela que iam dar bolo para ele e acaba é recebendo monte de bolacha na cara. Enquanto isso, Mônica bate na porta e Ronaldinho atende. Ele diz que chegou bem a tempo da surpresa que o cebolinha preparou para eles. Um show de luta livre, com Cebolinha sendo surrado pelo grandalhão no lado de fora.



História muito engraçada com o Cebolinha aprontando com a Mônica após ter estragado o vestido acidentalmente. No início até que ele não teve intenção de aprontar, foi tudo por acaso, mas á medida que viu que teve a oportunidade, não perdeu chance de mexer com ela. Antigamente, ele e os meninos eram bem perversos com a Mônica, mas também tinham um final se dando muito mal  à altura do que aprontavam.


Quando eles não tinham obrigação de ter todo ano histórias de aniversário e saía só de vez em quando sem data definida, aí as histórias com esse tema saíam mais soltas e mais criativas. O Grandalhão, não teve nome e nas histórias sempre aparecia um ou outro garoto mais velho e valentão a fim de briga a cada história. Hoje em dia padronizam esse garoto em um personagem único, o Tonhão da Rua de Baixo. Assim como o "menino mais fofo da rua" em cada história ser um diferente, embora prevalecia na Editora Abril o Reinaldinho, versão mirim do roteirista Reinaldo Waismann, até ele sair da MSP.


Traços muito bons, do início do estilo que ficou consagrado nos anos 80 e que marcou a Turma da Mônica. Na postagem a coloquei completa. Incorreta, além do cebolinha ser perverso demais para os padrões atuais, e também por Mônica aparecer sem top ao perder o vestido. Era bem raro as meninas aparecerem sem top, com exceção das meninas índias da Turma do Papa-Capim, mas uma vez ou outra aparecia, como foi nessa. Se republicassem de novo, na certa teria alteração e colocariam um sutiã na Mônica ou até uma tarja preta.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Capa da Semana: Magali Nº 163

Dia 23 de outubro. Dia da Aviação. Em homenagem, uma capa com a Magali ao lado do Santos Dumont criando o 14 Bis e ela pensando que podia ser formato de melancia para devorar. Muito criativa. Podiam ter esperado para publicar em outubro, mas não tinham preocupação com datas e saía em qualquer época.

A capa dessa semana é de 'Magasli Nº 163' (Ed. Globo, Setembro/ 1995).