terça-feira, 28 de junho de 2016

Capas Semelhantes (Parte 21)

Nessa postagem comparo capas semelhantes que saíram em gibis do Chico Bento, Magali e Cascão, todos da Editora Globo.

Chico Bento Nº 53 X Chico Bento Nº 432

Chico Bento ouvindo um canto de uma ave no lugar de um rádio de pilha. Foi publicada primeiro em 'Chico Bento Nº 53', de 1989, onde a ave foi um papagaio e o menino que apareceu foi um figurante. Depois fizeram outra, publicada em 'Chico Bento Nº 432', de 2004, agora com a ave sendo um passarinho e foi o primo Zeca ouvindo o rádio. Tiveram outras versões, mas essas são mais parecidas visualmente.




Magali Nº 48 X Magali Nº 278

Mingau subindo na cabeça da Magali para se proteger dos cachorros. Na 1ª versão de 'Magali Nº 48', de 1991, eles estão em uma exposição de cães e o Mingau aparece tremendo de medo dos cachorros e a Magali tentando controlá-los. Já na 2ª versão, de 'Magali Nº 278', de 2000, quando estão passeando na rua, o Mingau deita na cabeça da Magali e fica calmo diante dos cachorros se sentindo seguro e ela não gosta de ter subido sua cabeça.




Magali Nº 231 X Magali Nº 350

Um dentista mostrando uma fruta para fazer a Magali abrir a boca. A diferença entre elas é que na versão original, de 'Magali Nº 231', de 1998, o dentista pendura uma maçã no aparelho, enquanto que na versão de 'Magali Nº 350', de 2002, o dentista aparece segurando uma melancia.




Cascão Nº 220 X Cascão Nº 349

Cascão em uma festa junina pulando em uma água em vez de uma fogueira. Na versão original de 'Cascão Nº 220', de 1995, o Cascão pula uma poça d'água assustado e aparecem Mônica e Cebolinha rindo dele. Já na versão de 'Cascão Nº 349', de 2000, ele pula um chafariz até gostando da brincadeira e Mônica e Cebolinha é que ficam espantados.

Tiveram muitas capas a partir do final dos anos 90, com o Cascão gostando do perigo de estar perto da água, diferente das mais antigas que ele costumava aparecer com cara de assustado. Já era o politicamente correto começando a predominar nos gibis. Gostava mais com ele com cara de medo diante do perigo.



Cascão Nº 301 X Cascão Nº 405

Cascão fazendo apresentação de equilibrista em uma água segurando um guarda-chuva. Na versão de 'Cascão Nº 301', de 1998, apareceram Cebolinha, Magali, Mônica e Franjinha como plateia e o Cascão aflito com a situação se equilibrando diante de um balde d'água. Já na versão de 'Cascão Nº 405', de 2002, mais uma vez Cascão com cara feliz  diante do perigo de estar perto da água, dessa vez se equilibrando diante de um copo d'água e aparece o só o Cebolinha ao fundo. 



Como podem ver, dessa vez mudaram pequenos detalhes de instrumentos nas capas, mas as piadas foram as mesmas. Em todas eu preferi as primeiras versões de cada uma. Em breve, posto novas capas semelhantes aqui no Blog.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Chico Bento: HQ "Cai, cai, balão... Aqui na minha mão!"

Dia de São João e nada melhor que uma história do Chico Bento curtindo uma festa junina com o Zé Lelé. Com 10 paginas, foi publicada em 'Chico Bento Nº 142' (Ed. Globo, 1992).

Capa de 'Chico Bento Nº 142' (Ed. Globo, 1992)

Na festa junina de Vila Abobrinha, Chico Bento está animado cantando música "Cai, cai balão... Aqui na minha mão!" quando um balão de verdade quase cai mesmo e cima dele e acaba pegando fogo. Ele comenta com o Zé Lelé que os balões são um perigo e pede que o primo vá correndo buscar água para apagar o fogo.


Zé Lelé volta e joga o balde d'água em cima do Chico. Ele pergunta se tem cara de fogo, fica uma fera, com cara muito vermelha e Zé Lelé entende que tem que pegar mais água rápido. Enquanto busca, o fogo vai diminuindo, até que o Zé Lelé volta, joga a água  e de repente o fogo fica maior do que era antes. É que ele tinha colocado quentão no lugar de água. Então, Chico providencia logo uma mangueira para acabar com o incêndio.


Enquanto dá bronca no Zé Lelé, Chico não vê que o fogo já tinha acabado e estava molhando o Nhô Lau. Ele quis saber quem acendeu o fogueirão lá na festa e Chico diz que foi um balão e Nhô Lau pergunta quem soltou. Zé Lelé responde que não sabem, mas sabe quem roubou as goiabas dele para fazer a torta de goiaba que estava lá na festa.


Chico dá um pisão no pé do Zé Lelé, que grita, e Nhô Lau quer saber porque ele gritou. Quando Zé Lelé fala do pisão, Chico dá desculpa que estão atrasados para a pescaria e vão embora para o Zé Lelé não acaguentar que foram eles que roubaram as goiabas.


Chico Bento fica animado para pescar e Zé Lelé diz que àquela hora da noite só se for peixe com insônia e Chico explica que é pescaria de quermesse. Lá, Zé Lelé enrosca o anzol na calça do Chico, e o Zé Lelé pensa que pescou um peixe com a cara dele e ainda pergunta para o moço qual era o prêmio. Chico fica uma fera e corre atrás do primo na quermesse toda.


Enquanto corre, Rosinha e as meninas ficam rindo e Chico pensa que a calça dele rasgou. Zé Lelé diz que elas estão rindo do correio elegante. Chico pensa que é um carteiro bem vestido e Zé Lelé explica que é um bilhete que os meninos mandam para as meninas e vice-versa pra fazer declaração de amor e poesia. Chico fica interessado e pede para a menina responsável pelos bilhetes mandar um para a Rosinha. Ela recebe o bilhete, dá risada e grita para o Chico que gracinha não é com "ç". Zé Lelé avisa que não era para colocar o nome e inventar um.


Chico, então, manda outro bilhete, mas nota que vários outros meninos da quermesse também enviaram bilhete para ela. Chico vai até a Rosinha para tomar satisfação e ela diz que não foram tantos assim, com ela em volta de vários bilhetes, e pergunta se ele está com ciúmes.


Rosinha diz que o que escreveram nos bilhetes não interessa, como um bobo que escreveu que era doidinho por ela e a espera no hospício. Chico sabe que é o dele e fica calado. Logo ela emenda com outro bilhete bonito que dizia que ela é a flor mais formoso do arraial. Chico quer saber quem foi o sem-vergonha quem enviou e descobre que foi o Zé Lelé porque ele acabou colocando o nome por engano. Então, Chico volta a correr atrás do Zé Lelé na quermesse toda e Rosinha rindo deles, terminando assim.


Essa história muito bacana, mostrando uma típica festa junina. O roteirista quis mostrar situações cotidianas de uma festa junina, sabendo interligar muito bem um gancho com outro, para fazer sentido. Olhando pelo título e a primeira página podia dar impressão que se tratava de uma história sobre balão e alertar os problemas em soltá-lo, mas foi bem rápido e logo mostrou outras coisas que acontecem na festa. Tudo tratado com muito bom humor e foi como se a gente estivesse mesmo em uma festa junina. Genial!


Os traços muito bons e bem caprichados e dessa vez a Rosinha pareceu com cabelos todo pretos, sem brilho branco. Acontecia isso de vez em quando, de acordo com o desenhista. Assim como as vezes ela aparecia de chapéu, com laços nas orelhas, tudo pra variar traços e não se tornar padrão. Na postagem a coloquei completa. Impublicável hoje em dia por ter balão e incêndio na quermesse.


Era comum títulos das história serem a fala do personagem. Nessa história foi a música do "Cai, cai balão!" cantada pelo Chico. Outra curiosidade é que tinham histórias do Chico de festa junina fora de época de junho, sendo chamada de quermesse por eles. Nessa até que saiu em revista de junho, mas, por exemplo, a história "Simpatia para arrumar namorada", de 'Gibizinho do Chico Bento Nº 4', saiu em novembro de 1991.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Capa da Semana: Cascão Nº 220

Compartilho uma capa bacana em clima de festa junina, com o Cascão pulando uma poça d'água no lugar da fogueira. Para ele, pular uma poça é mais perigoso que uma fogueira.

A capa dessa semana é de 'Cascão Nº 220' (Ed. Globo, Junho/ 1995).


sábado, 18 de junho de 2016

Tirinha Nº 39: Anjinho

Uma tirinha incorreta com o Anjinho em que ele estava com muito frio no céu e a solução foi ir ao inferno para bater um papo com o Diabo para poder se aquecer.

Nos gibis de 1986 da Editora Abril era normal ter tirinhas de outros personagens sem ser o da revista principal e Anjinho era um deles. Na 'Revista Parque da Mônica' isso voltou a acontecer de ter também tirinhas de vários personagens.

Uma pena o crédito no alto da tirinha fazer referência à 'Revista Parque da Mônica' em vez de colocarem Anjinho. É que era por padrão, a partir de 1995, eles colocarem no topo o nome da revista em vez do personagem que a tirinha faz referência.

Tirinha tirada de 'Parque da Mônica Nº 54' (Ed. Globo, Junho/ 1997).


quarta-feira, 15 de junho de 2016

Cascão Nº 110 - Editora Globo


Em abril de 1991 foi lançado o gibi 'Cascão Nº 110' pela Editora Globo. Nessa postagem relembro como foi essa edição e suas curiosidades.

A capa dessa vez não teve alusão à banho, medo de água, fugindo de chuva ou sujeira, apenas com o Cascão voando na vassoura de uma bruxa pela qual o Cascão trocou com ela pelo seu cavalinho de brinquedo. 

Teve 7 histórias no total, incluindo a tirinha final. Todas bem curtas e objetivas, até porque o gibi era quinzenal de 36 páginas. Como também era de praxe nos gibis do Cascão, histórias de secundários foram com Bidu e Turma do Penadinho. Sempre tinha histórias do Bidu e Penadinho nos gibis dele, a maioria dos 2 núcleos juntos e algumas vezes ou 1 ou outro. Raramente não tinham histórias deles.

A história de abertura foi "Coração sujinho!", com 11 páginas. Começa com o Cascão enfrentando vários perigos para fugir de tomar banho. Ele está na cama e começa a cair uma goteira do nada, na rua quase pisa em uma poça, corre de uma chuva inesperada, tem que voar para atravessar um rio enquanto foge da chuva até que encontra uma lata de lixo e fica lá até a chuva passar.

Trecho da HQ "Coração sujinho!"

Depois o Cascão descobre que foi seu próprio anjo da guarda que causou isso tudo para dar banho nele porque não estava mais aguentando o mau cheiro. Cascão manda o anjo ir embora e ele vai, falando que vai pedir demissão para São Pedro. Em seguida, aparece o diabinho da guarda do Cascão e põe na cabeça dele que os amigos não gostam dele por causa do mau cheiro e incentiva o Cascão a maltratá-los.

Então, o Cascão xinga o Cebolinha de bobão, cara-de-cebola, fala-errado e bocó, além de apertar o nariz dele, ignora a Mônica, deixando ela falar sozinha e não pega a bola que o Jeremias chutou. Aparece o anjinho da guarda e diz ao Cascão que é para não seguir o que o diabinho fala. Cascão manda o anjo cair fora e o diabinho ainda taca fogo em direção ao anjinho. Cascão não gosta do que o diabinho fez e sente arrependimento do que fez com os seus amigos. O diabinho diz que os amigos não gosta do jeito que ele é ainda queima o rabo do Mingau e é o Cascão quem leva a culpa de ter maltratado o mingau, afinal os amigos dele não veem o diabinho.

Trecho da HQ "Coração sujinho!"

Cascão, arrependido, manda o diabinho cair fora e diz que não quer amigos como ele. Cascão vai se desculpar com seus amigos, agora convencido que eles só querem o bem dele quando mandam tomar banho e quando ele vai embora aparece o anjo da guarda também arrependido falando que vai voltar ao trabalho, que não agiu bem com o Cascão, afinal, segundo ele "um bom coração vale mais que um mau cheirinho", mas com um pregador no nariz pra não sentir o mau cheiro dele.

Essa história foi muito boa, discute de uma forma leve se deve seguir o caminho do bem ou do mal e uma bonita mensagem de aceitar os outros do jeito que são. Eles gostavam de colocar um anjo e um diabinho da guarda com a cara do personagem, sendo o anjo representando a boa consciência e o diabo a tentação. Sempre rendiam boas histórias assim. Tem os seus absurdos como o Cascão voar para desviar do rio e seus momentos incorretos como Cascão dentro da lata de lixo e o diabinho queimar o rabo do Mingau, que atualmente seria censurado, fora o tema da história de ter diabo.

Trecho da HQ "Coração sujinho!"

Em seguida vem "Presente de amigo" de 3 páginas, com o Cascão saindo de uma loja com um presente para o Cebolinha, mas no caminho ameaça chuva e para fugir acontece de tudo. Cascão pisa no skate de um menino, derruba os pães de um padeiro, cai em um cesto de roupas limpas de uma lavanderia que o cara estava levando na moto até chegar na casa do Cebolinha derrubando a parede.

Cascão entrega o presente para o Cebolinha, que pensa que era um aviãozinho de montar porque chegou todo quebrado. Cascão não diz que não era aviãozinho de montar. Já na rua, Jeremias pergunta ao Cascão se o aviãozinho que ele deu ao Cebolinha foi caro, e Cascão diz até que não, mas que o transporte é que sai caro, com o menino do skate, o padeiro e o cara da lavanderia cobrando os prejuízos que ele deu. De curiosidade, não era aniversário do Cebolinha. O Cascão só deu presente por dar porque queria presentear o amigo.

Trecho da HQ "Presente de amigo"

Depois vem Bidu com "Papos perigosos", com 4 páginas, tipo de história que ele contracena com objetos. Nela, começa a cair de repente tudo em cima do Bidu, deixando todo machucado. Primeiro foi um cofre, que diz que tem vários segredos para contar que eram combinações de números de cofres, mas que ele não lembra do número dele e por isso o dono o jogou fora. depois cai uma samambaia e um piano. Bidu, cheio disso, fala para um aquário, armário e televisão não cairem em cima dele e queria só o fim agora. Então, cai um "Fim " grandão em cima da cabeça dele, pensando que o Bidu queria que caisse na sua cabeça.

Trecho da HQ "Papos perigosos"

Em "O aniversário", de 2 páginas, Cascão aparece com uma vela querendo treinar pra apagá-la para o seu aniversário que seria daqui 6 meses. Ele não consegue assoprar e acaba o Cebolinha atirando com um revolver d'água para apagar a vela, fazendo o Cascão correr por causa disso. Na época os personagens não tinham data fixa de aniversário e podia ser comemorado em qualquer mês, então em 1991 ele fez aniversário em outubro. Embora não coincidiu ser no dia 25 de novembro, data que é comemorado o aniversário dele atualmente, até que ficou bem próximo. Abaixo, a história completa.

HQ "O Aniversário"

A história com a Turma do Penadinho dessa edição foi estrelada pelo Cranicola. Em "Uma namoradinha para o Cranicola", com 4 páginas, conhecemos Marina, uma fantasma que estava a fim de namorar o Cranicola, mas como ela é muito ativa e adora esportes, faz o Cranicola de bola em todos os jogos. Então, Cranicola vira bola de basquete, futebol, polo aquático, boliche, com ele sempre se dando mal em todas a situações. Ele se enche e termina o namoro com Marina. No final, Cranicola diz que tem que ficar atento ao escolher uma namorada quando aparece uma "lobismulher" querendo namorá-lo, que ele logo trata de dizer não.

Trecho da HQ "Uma namoradinha para o Cranicola"

O gibi termina com a história "O aprendiz de futebol", com 4 páginas, em que o Zé Luís apresenta o Massaki, um japonês que veio ao Brasil aprender futebol. Cascão pensa que ele vai ensinar o futebol para ele, mas é o Massaki que surpreende e dá várias dribles, agarra todas bolas quando goleiro e dá um chute forte que faz o Cascão parar longe. No final, Cascão inconformado por ter encontrado um menino que joga melhor que ele, resolve jogar beisebol com o Cebolinha.

Curiosidade do jogador Maradona não ter nome parodiado. Na época nem sempre os famosos tinham nome parodiado. Tinham também muitas histórias de futebol com o Cascão. Quando o gibi do Pelezinho foi cancelado, histórias de futebol passaram a ser com o Cascão. Ele passou a torcer pelo Corinthians (era Santos nas tiras de jornais antigas dos anos 60) e era apaixonado pelo "Timão" e por jogar futebol, rendendo várias histórias assim.

Trecho da HQ "O aprendiz de futebol"

A tirinha final foi com a Mônica arremessando o Sansão no Cascão cheio de moscas em volta, o Cascão se abaixa e ela acaba acertando uma mosca, com um bom trocadilho da expressão popular "Na mosca!". Detalhe que Mônica fala "Droga!" e atualmente isso seria mudado em possível republicação recente.

Tirinha da edição

Então, sem dúvida 'Cascão Nº 110' foi um gibi muito legal, histórias curtas e sem enrolação, com traços muito bons em todas as histórias e com direito até de futebol com o Cascão. Enfim um gibi padrão para a sua época e que vale a pena ter na coleção.