domingo, 10 de agosto de 2014

Capa da Semana: Cascão Nº 195

Em homenagem ao Dia dos Pais, uma capa do Cascão andando de moto com seu pai, Antenor, com uma garupa de lata de lixo de improviso. Mesmo com desenho bonito, é uma capa incorreta atualmente porque é perigoso criança andar de moto e o Cascão não pode mais entrar em lata de lixo.

A capa dessa semana é de 'Cascão Nº 195' (Ed. Globo, Julho/ 1994).


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

História do Horácio e a poção do amor

Nessa postagem mostro uma história desenvolvida do Horácio coma Lucinda em que ela arruma uma poção do amor para que o Horácio se apaixone por ela. Foi publicada originalmente em 'Gibizinho do Horácio Nº 9' (Ed. Globo, 1992).

Capa do 'Gibizinho do Horácio Nº 9' (Ed. Globo, 1992)

Com 19 páginas no formato gibizinho, começa a Lucinda jogando charme para o Horácio e ele, como sempre, não dá bola. Ela chora e a Simone quer saber o que aconteceu. Quando a Lucinda conta que é por causa do Horácio que não dá a mínima para ela, Simone diz que sabe como ajudá-la e as duas vão à caverna da vidente Madame Saura, especialista em problemas amorosos. 


Nessa hora, a fila estava imensa cheia de dinossauras querendo se consultar e as duas pegam a senha para esperar a vez. Chega a vez da Lucinda e ela fala que é apaixonada por um tiranossauro e ele não liga para ela e a vidente solta uma piadinha que ele não liga porque não inventaram o telefone. Ela entrega a Lucinda uma poção do amor que é infalível, bastando jogar uma gota no Horácio que ele ficará caidinho por ela. Madame Saura nem cobra nada, apenas que convide para o casório.


Lucinda encontra o Horácio comendo sua alfacinha e quando tenta jogar a gota da poção, um dinossauro aparece. Horácio foge e a gota acaba caindo no dinossauro, que se apaixona pela Lucinda e passa a persegui-la. Simone consegue esconder a Lucinda. 

Depois na nova tentativa, Lucinda vê o Horácio distraído dentro do rio e aproveita para jogar a poção nele, mas, ele mergulha e acaba despistando. Ela vê uma cabeça e joga a poção, mas quando vai ver não era o Horácio e, sim, outro dinossauro enorme, só que com a cabeça parecida com a do Horácio e só resta Lucinda correr de novo.


Simone tem a ideia de tentar tampar o olho do Horácio para ele adivinhar quem é, enquanto Lucinda joga a poção nele. Não dá certo por causa dos olhos enormes do Horácio e vê que são a Simone e a Lucinda. Horácio pergunta que frasco era aquele na mão da Lucinda, disse que era um perfume. Ele agradece, e iria usar em uma ocasião especial. A Lucinda quer que ele use agora  e ele aceita, mas, quando ele vai abrir, com as suas mãos pequenas, acaba derrubando o frasco no chão.


Lucinda chora e vai embora com a Simone. Horácio fica triste por ter derrubado e arruma flores para poder desculpar e nessas alturas ele demonstra interesse pela Lucinda. Quando se aproxima ver dois dinossauros juntos com ela e se desilude. Eram os dois que ela derrubou as gotas da poção e estavam a fim de namorá-la para o desespero dela, terminando assim.


Acho essa história legal mostrando o amor da Lucinda pelo Horácio nunca correspondido. Ela costumava fazer planos para ver se ele conseguisse gostar dela, mas como em histórias de planos, nunca dá certo. Dessa vez, ele até começou a notá-la no final, mas como ela havia jogado as poções do amor nos dinossauros, acabou mais uma vez sem o Horácio.


Até foge do básico do Horácio com histórias filosóficas e de reflexão. Dá até para rir, coisa rara nas suas histórias, e tem o seu lado incorreto de usar uma vidente e utilizar meio não muito corretos para poder o Horácio se apaixonar pela Lucinda. Os traços são ótimos, muito bem desenhada. Curiosamente, a maioria das histórias dele não costumavam ter título,  colocando apenas "Horácio", nem quando não são aproveitadas de páginas semanais antigas como essa. Na postagem não coloquei completa.


Na época, histórias do Horácio nos gibis normalmente eram de 1 ou 2 páginas aproveitadas das páginas semanais. Com o gibizinho, precisavam fazer histórias inéditas com ele e essa foi uma dessas, dentre várias. Só não sei se foi escrita pelo Mauricio de Sousa, já que ele fazia questão de criar as histórias do Horácio. Nos anos 90, o Mauricio já não estava fazendo histórias, aí se essa for, foi uma exceção, assim como as outras do gibizinho dele.


Para saber mais detalhes sobre o título "Gibizinho", pode ser conferido aqui e aqui.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Propagandas formando histórias (Parte 1)

Ao longo dos anos, algumas propagandas da Turma da Mônica foram mostradas através de vários quadrinhos formando uma historinha falando sobre os determinados produtos. Em algumas até dá para confundir um pouco se é uma história ou propaganda de tão criativas. Então, resolvi reunir essas propagandas que encontrei que saíram nos gibis de todas as épocas. Dividi em 2 postagens e nesta mostro propagandas que saíram nos gibis da Editora Abril. 

A maioria dessas propagandas-histórias são do setor alimentício, mas tiveram de outras setores ao longo dos anos. Interessante que sempre tinham um título indicando uma história de fato.  

No final dos anos 60 e inicio dos anos 70 saiam várias propagandas dos produtos da "Cica", que reproduzia para os quadrinhos o que passava na televisão. Uma coisa interessante que os produtos não tinham a Turma da Mônica na embalagem; apenas os personagens eram garotos-propagandas dos produtos da "Cica". Dava para notar também uma constante presença do Nico Demo contracenando com a turma nesses anúncios.

A primeira propaganda formando historinha, saiu logo em 'Mônica nº 1', de 1970, mostrando o suco de uva da "Cica". Essa propaganda  teve o título "Festinha da Mônica" e mostrava que quando a turma ia tomar o suco de uva na festa, a Mônica inventa de todos brincarem de cabra-cega para tomar tudo sozinha, mas a mãe, dona Luisa, fala que não é para ela ser egoísta porque uma garrafa do suco dá para 12 pessoas. Abaixo, a imagem dessa propaganda:

Propaganda tirada de 'Mônica Nº 1' (1970)

Outra propaganda foi divulgando o marrom glacê da "Cica" em 'Mônica Nº 4', de 1970. Com o título "O doce mais doce", a turma brinca de inventar uma frase longa coma palavra doce. Quem criasse a frase mais longa ganhava o jogo e foi a Mônica quem ganhou envolvendo o marrom glacê da "Cica".

Propaganda tirada de 'Mônica Nº 4' (1970)
  
Em 'Mônica nº 8', de 1970, teve a propaganda-história "O tomate pelado" em que a Magali pergunta para o Cebolinha e o Nico Demo se já viram um tomate pelado. Eles riem da cara dela e a Magali fala que era o tomate pelado da "Cica" e a dona Luisa, mãe da Mônica, complementa que são tomates que vêm uma lata mergulhados no próprio suco. E pra contrariar, o Nico demo pergunta se o molho também é pelado.

Propaganda tirada de 'Mônica Nº 8' (1970)

Já em 'Mônica nº 15', de 1971, anunciaram novamente o marrom glacê da "Cica" em outra propaganda, com o título "O único doce com charme e sotaque", com o o Cascão como um francês que ensina a Mônica como comer um delicioso marrom glacê com delicadeza. Ficou muito engraçado o sotaque francês do Cascão.

Propaganda tirada de 'Mônica Nº 15' (1971)

Além dessas, tiveram várias outras propagandas da "Cica" nesse formato, sempre reproduzindo o que passava na televisão. Nos anos 80, também tiveram propagandas assim formando histórias, mas não de produtos da "Cica". Nessas alturas, os produtos já tinham os personagens estampados na embalagem. 

Em 1985, circulava a do achocolatado do Pelezinho, da "Nutrícia". Vinha encartada na capa de 'Mônica Nº 183', de 1985, que veio dobrável, com 3 páginas, sendo uma só o título "A deliciosa Transformação", e nas outras a historinha. 

Propaganda tirada de 'Mônica Nº 183' (1985)

Nesse anúncio, contava a história de um bombom de chocolate chamado Pelezinho que não entrava nas caixas porque não queria ser mordido, mas ficava triste porque ficava longe das crianças. Até que teve ideia de ser se transformar em um achocolatado e aí todos ficaram felizes.

Propaganda tirada de 'Mônica Nº 183' (1985)

Em 1985 também anunciaram os iogurtes da Mônica da "Danone" dessa forma. Na primeira propaganda, "Quem fala mais come menos", Mônica fica orgulhosa que a "Danone" fez um iogurte para ela e fica falando bem e enquanto ela está falando a turma vai comendo. Quando a Mônica se dá conta que comeram tudo, ela sai correndo atrás deles para dar coelhada em todo mundo. Dessa vez sobra até para a Magali.

Propaganda tirada de 'Cebolinha Nº 153' (1985)

No outro anúncio, com o título "Abracadabra", Mônica encarna uma mágica que quer que os iogurtes desapareçam, mas para a sua surpresa eles somem de repente sem ela ter feito a mágica e aí descobre que estão na barriga da Magali, que havia comido tudo.

Propaganda tirada de 'Cebolinha Nº 155' (1985)

Como podem ver, são muito propagandas excelentes, bem criativas e originais. Eu gosto de ver propagandas antigas e tudo que é diferente chama mais atenção ainda. Muito boas.

Para ver as propagandas-histórias que circularam nos gibis das Editoras Globo e Panini, entre aqui:

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Capa da Semana: Mônica Nº 7

Uma capa fantástica com a Mônica encarnando a Marilyn Monroe e a sua clássica cena do vestido levantado pelo vento da grade do metrô do filme "O pecado mora ao lado"("The Seven Year Itch"). E o Cebolinha com olhar bem assanhado, por sinal. Para ficar perfeito só faltou o vestido da Mônica ser branco, mas mesmo assim ficou sensacional.

Com certeza foi uma homenagem do estúdio ao aniversário de 25 anos de morte da Marilyn Monroe, que foi em 5 de agosto de 1962. Essa revista saiu em julho de 1987 e, como a revista da Mônica era a última a chegar nas bancas, mais para o final de cada mês, então, no inicio de agosto ainda estava circulando.

A capa dessa semana é de 'Mônica Nº 7' (Ed. Globo, Julho/ 1987).


sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Cascão e Doutor Olimpo: HQ "Um banho telefônico"

Nessa postagem mostro uma história com o Doutor Olimpo e seu assistente Sapóleo e mais uma de suas tentativas de dar banho no Cascão. Ela tem 8 páginas e foi a que encerrou o gibi  'Cascão Nº 169' (Ed. Globo, 1993).

Capa de 'Cascão Nº 169' (Ed. Globo, 1993)

Começa o Doutor Olimpo a fim de contar uma novidade para o seu ajudante Sapóleo: era um telefone que ele inventou para dar banho no Cascão. O Sapóleo, por não saber que era uma invenção, acha que um chuveiro seria mais eficiente.


Para testar, Doutor Olimpo disca o número do telefone e manda o Sapóleo atender, que pergunta para que faria isso se sabia que era o chefe que estava ligando. Doutor Olimpo diz que ele tem razão, e que vão conversar pessoalmente e aí ao se tocar da mancada, fala que era um teste da invenção, mandando o Sapóleo atender. Quando ele atende, a surpresa: um jato d'água o molha todo.

Então, o plano era fazer com que o Cascão atendesse o telefone para levar um banho sem desconfiar de nada. Os dois vão à rua, disfarçados de técnicos, para instalar o telefone em um orelhão na rua e chama o Cascão para testar. Primeiro, o Cascão fala que não porque tem 2 e aponta para suas orelhas.


Doutor Olimpo diz que é um telefone público e quer que o Cascão espere a ligação dele e atender. Doutor Olimpo telefona para lá e ouve um "Chuááá" e pensa que o Cascão finalmente tomou banho. Quando chega no orelhão, era o Sapóleo que tinha atendido porque o Cascão tinha saído para buscar um sanduíche de salame. Doutor Olimpo fica uma fera gritando que ele não tinha que pegar sanduíche de salame nenhum e o Cascão responde que é porque não tinha de mortadela.


Eles voltam a tentar de novo, sendo que dessa vez foi o Sapóleo que vai fazer a ligação e o Doutor Olimpo fica ao lado do Cascão. O orelhão toca e o Cascão tenta atender, mas o orelhão estava muito alto e ele não alcançava. O Doutor Olimpo pega o fone e acaba se molhando com o jato e ainda reclama com o Sapóleo que era para esperar um pouco. Por sorte, o Cascão estava de costas e não viu o jato.


Eles tentam de novo, e dessa vez o Doutor Olimpo levanta o Cascão para atender o telefone. Ele atende e não sai jato nenhum. O Sapóleo, do outro lado da linha, manda o Cascão passar o telefone para o Doutor Olimpo. Quando ele atende, aí sim recebe o jato d'água, já que o Sapóleo deu um tempo, como o Doutor Olimpo havia pedido na outra tentativa. 

Nessa hora, o Cascão vê o jato saindo do telefone e descobre que era o Doutor Olimpo e sai correndo. No final, Sapóleo volta e pergunta se deu tudo certo ao Doutor Olimpo, que da uma surra nele e só resta ao Sapóleo telefonar para o hospital.


É uma história muito divertida, cheia de trocadilhos e trapalhadas. Lembra muito desenhos animados da época. Os traços são ótimos e na postagem coloquei completa. Como o Cascão tem pavor de banho, então foram criados vilões para dar banho nele ao longo dos anos para dar incrementada nas histórias, quando não era o Cebolinha que criava seus planos infalíveis, com ajuda da turma. Alguns vilões apareceram só em uma história e outros se tornaram fixos e o Doutor Olimpo é um deles.


O Doutor Olimpo estreou em 'Cebolinha Nº 42' (Ed. Abril, 1976) e é o verdadeiro arqui-inimigo do Cascão, um cientista neurótico, que tem mania de limpeza e tenta a todo custo dar um banho no Cascão, através de seus inventos, junto com seu ajudante burro Sapóleo, que atrapalha seus planos, sem querer. Afinal, em histórias de planos sempre tem que ter alguém para estragar tudo. O Cascão sempre soube muito bem dos planos do seu arqui-inimigo, diferente das irmãs Cremilda e Clotilde, que no inicio ele pensava que eram boas e só anos mais tarde ele percebeu que a intenção delas era dar banho nele. 


Engraçado nessa história que tem horas que o Doutor Olimpo entrava na onda do Sapóleo, se tornando tão burro e lerdo como ele e, com isso, não conseguiu dar banho no Cascão. Segue aquela ideia de se o Cascão sabia ou não que era o Doutor Olimpo e estava só fingindo que não sabia, ficando, assim, a interpretação do leitor. Para mim, acredito que nessa história, o Cascão foi inocente mesmo e não sabia que era o vilão disfarçado de técnico.