domingo, 6 de julho de 2014

Capa da Semana: Cascão Nº 194

Uma capa do Cascão em clima de Copa do Mundo com os personagens no estádio comemorando o gol do Brasil na Copa dos Estados Unidos. Até deu sorte, de certa forma, já que o Brasil conseguiu o Tetra naquela Copa.

A capa dessa semana é de ' Cascão Nº 194' (Ed. Globo, Junho/ 1994).


sábado, 5 de julho de 2014

Saiba Mais Nº 82: Magali 50 Anos


Já nas bancas "Saiba Mais Nº 82" em homenagem aos 50 anos de criação da Magali. Nessa postagem comento sobre essa edição.

Assim como foi na edição Nº 75 em homenagem aos 50 anos da Mônica, fizeram uma edição semelhante agora com a Magali. Eu não costumo comprar essa revista "Saiba Mais" por ser muito didático, embora acho importante existir para o seu público alvo. E dessa vez comprei apenas pelo valor histórico do fato da Magali não ter muitas edições especiais desse tipo.

Essa edição é bem semelhante às demais "Saiba Mais". Tem uma história completa, 4 páginas de passatempos e jogo de montar. Os passatempos são relacionados aos 50 anos da Magali com o conteúdo que foi falado na história, uma espécie de "exercício de fixação" e se fizer após ler a história, fica mais fácil para resolvê-los. O jogo dessa edição é um bolo para recortar e montar. E no final dessa revista "Saiba Mais", como de costume nesse título, há uma página de outras curiosidades que ficaram de fora da história, comentando um pouco mais detalhado e, não apenas citando, além de mostrar uma galeria com os personagens que fazem parte da sua turma.

Sobre a história contada, ela tem 20 páginas, dividida em 2 partes. Infelizmente com os traços e letras digitalizados horrorosos que estão prevalecendo nos gibis atuais. Acho que pelo menos para uma revista especial, podiam ter caprichado mais nos traços e letras. Era o mínimo. 

Na trama, Mônica leva um DVD que mostra toda a trajetória da personagem nesses 50 anos na casa da Magali e as duas assistem juntas. São informações simples, em ordem cronológica, sem dar muitos detalhes. Tudo que deveria ser falado no livro "Magali 50 Anos" em seções de curiosidades, foi falado nessa edição. Basicamente, só foram mostradas capas de edições "Nº 1" das revistas da Magali e de outros títulos que ela teve destaque pela primeira vez, como 'Gibizão Turma da Mônica Nº 9' (Ed. Globo, 2001) e 'Clássicos do Cinema Nº 19' (Ed. Panini, 2010).

Uma página de "Saiba Mais nº 82 - Magali 50 Anos"

Ainda sobre capas, não dá para entender por que insistem em colocar a maioria das capas tiradas da "Coleção Histórica Turma da Mônica" em vez de colocarem as originais dos anos 70 e 80. Não colocaram o selo da CHTM, mas colocam o símbolo "Mauricio de Sousa Editora" e omitem os logotipos da Editora Abril ou Globo, quando são capas da Magali. Dentre os gibis já reeditados pela CHTM, apenas, a 'Mônica Nº 1' da Editora Abril e 'Magali Nº 6' da Editora Globo que colocaram as originais. Só lembrando que gibis a partir dos anos 90, colocaram os logotipos das editoras.

Não falaram que a Magali teve histórias próprias nos gibis da Editora Abril e Globo, antes de ter gibi próprio, mostrando só a primeira história com participação dela nos gibis dos outros personagens. Magali protagonizava várias histórias, com o mesmo nível de histórias solo do Titi, Jeremias e Humberto, por exemplo. Ou seja, era secundária, mas tinha histórias próprias e muito boas, por sinal.

Tiveram erros ao longo da edição como ao falar da campanha que a Magali fez para ganhar revista própria, falaram que foi em janeiro de 1989, mas na verdade foi em novembro e dezembro de 1988. Outro erro foi falado que o 'Almanaque da Magali Nº 1' (Ed. Globo, 1989) republicaram histórias do primeiro ano do gibi dela, mas na verdade foram republicadas histórias da Editora Abril até 1985.

Uma página de "Saiba Mais nº 82 - Magali 50 Anos"

Há uma polêmica sobre a data de criação da Magali, se foi em 1963 ou 1964, mas isso eles acertaram e foi realmente  sua primeira tira de jornal foi em 11 de janeiro de 1964. Pesquisei na página do site "Acervo Folha" do jornal "Folha de São Paulo" e a primeira tira da Magali realmente foi nessa data. 

O erro foi do livro "Mauricio 30 Anos", então, e a confusão pode ser que a tira foi produzida em 1963 e ter sido publicada no jornal só nessa data. Afinal, o material é produzido com antecedência até ser publicado. Então, por causa disso considero a data oficial a que foi publicada no jornal (1964), porque foi quando o público viu pela primeira vez. Abaixo, mostro essa tira tirada do site do "Acervo Folha":

A primeira tirinha com a Magali, tirada do "Acervo Folha" (1964)

Achei interessante que colocaram o nome completo do Quinzinho e do Tio Pepo, os frontispícios dos almanaques, e também mostrar o texto do frontispício da edição da 'Magali Nº 6', que fala que a revista dela 'Nº 4' vendeu mais que a da 'Mônica Nº 29' (ambas de maio de 1989). 

Enfim, não gostei dessa "Saiba Mais", poucas coisas relevantes e mostraram mais capas. E os traços e letras ficaram muito a desejar. Podiam ter falado mais sobre a  personalidade da Magali, histórias que marcaram, falar da "Praça de alimentação da Magali" no Parque da Mônica, filmes estrelados pela personagem como "Mingau com Chuva" e "Branca de fome", além de mostrar brinquedos vendidos no comércio, como a "Magali Mix Faces" da "Mimo", por exemplo, entre outros.

Vale a pena só pelo lado comemorativo e não deixa de ser um mero caça níquel. Acho que não precisavam criar esse especial (nem o da Mônica) para contar essas curiosidades e podiam muito bem colocar no livro "Magali 50 Anos". Não duvido que façam outros especiais do "Saiba Mais"semelhantes para o Cebolinha, Chico Bento e Cascão, mesmo terem passado os 50 anos deles. Podem até colocar no título "A trajetória do Cebolinha", por exemplo, em vez de "50 anos", só pra não passar em branco. 

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Pelezinho Especial Copa 90


Estamos em época de Copa do Mundo e em homenagem faço nessa postagem uma resenha de como foi o gibi "Pelezinho Especial Copa 90" lançado na época.

Esse gibi foi lançado em junho de 1990, durante a Copa do Mundo da Itália e foi marcado como o último gibi  do Pelezinho com formato convencional só com histórias inéditas. É que depois que cancelaram o gibi dele em 1982, praticamente só tiveram material com republicações antigas, como 8 almanaques lançados pela Editora Abril e 3 gibis lançados na Copa de 1986, mas que apenas as histórias de abertura eram inéditas e o resto tudo republicações. Além de um pocket "As Grandes Piadas do Pelezinho nº 7" de 1987 e um almanaque em 1988, ambos pela Editora Globo, até que em 1990 teve esse especial da Copa. Lembrando que depois desse especial, em 1992, Pelezinho teve 2 gibizinhos, e esses sim, os últimos materiais com histórias inéditas até hoje.

"Pelezinho Especial Copa 90" teve formato canoa, 68 páginas, tudo semelhante a um gibi convencional e reúne quadrinhos intercalados com seções de curiosidades e artigos sobre a Copa, tirinhas e passatempos. A capa ficou muito legal com o Pelezinho jogando com o Ciao, o mascote da Copa da Itália. Abre com frontispício comentando sobre a edição, que mostro abaixo:

Frontispício da edição

Ao longo da edição, apresentam várias seções de curiosidades relacionadas a Copa do Mundo. A primeira foi "O Brasil nas Copas do Mundo" que mostra, em 3 páginas, o desempenho do Brasil em cada Copa realizada até então (ou seja, até 1986), agrupando 2 ou 3 Copas por parágrafo. 

Então, os sub-títulos foram tratados assim: "30-34-38: O começo difícil"; "50-54: A grande decepção"; "58-62: O Bicampeonato"; "66-70: A Taça é nossa"; "74-78 - Campeões morais"; "82-86 - Arte sem troféu". E em cada página uma ilustração do Pelezinho com a camisa da Seleção Brasileira correspondente que mais marcou. Abaixo, uma página da seção "o Brasil nas Copas do Mundo".

Trecho da seção "O Brasil nas Copas do Mundo"

A seguir vem a seção "A seleção do Brasil na Copa 90", mostrando, em 2 páginas, uma ficha com quais os jogadores do Brasil atuaram naquela Copa do Mundo, agrupados por posição (goleiros, alas, defesa, meio de campo e ataque), com nome completo e idade de cada um, incluindo caricaturas dos jogadores feitas pela MSP. Ficaram muito bacanas essas caricaturas.

Trecho da seção "A Seleção do Brasil na Copa 90"

Em "Os países que participam da Copa 90", mostra, em 2 páginas, as bandeiras dos 24 países que atuaram naquela Copa, incluindo quantas vezes participaram de uma Copa do Mundo e quando foi campeão, sempre que necessário. Curiosamente, apenas na Copa da França de 1998 que passou a ter 32 seleções, continuando assim até hoje.

Depois veio a tabela dos jogos da Copa da Itália, com os participantes dos 6 grupos e as demais fases para o leitor marcar o placar dos jogos. E em "Curiosidades da Copa" revela curiosidades de Copas passadas de todas as épocas.

Foram dedicadas 8 páginas de passatempos diversos, incluindo imagens para colorir, jogo dos 7 erros e muitos outros. E teve um jogo divertido tipo Ludo, que marcou muito, "Trilha-Copa 90", com o objetivo do Pelezinho chegar a Itália para assistir a Copa. O campeão era quem fizesse chegar primeiro. Inesquecível. 

Jogo "Trilha-Copa 90"

A edição presenteou os fãs também com 8 páginas de tirinhas, chamada de "As Melhores Piadas do Pelezinho" com 31 no total, sendo 5 delas inéditas daquele ano de 1990, envolvendo Copa do Mundo, e as demais todas de 1979 para o público relembrar como eram as tiras antigas dele. Abaixo, separei uma das páginas de tiras, sendo as duas primeiras tiras inéditas de 1990 e as outras duas, de 1979:

Uma página de tiras da seção "As Melhores Piadas do Pelezinho"

Já as histórias ocuparam 30 páginas do gibi, todas envolvendo a Copa do Mundo. Foram 6 histórias no total, incluindo a tirinha final. Os traços foram ótimos e eram levemente diferentes em relação à época da Editora Abril, já que estavam adaptados aos desenhos da época, sendo poucas diferenças em relação às últimas histórias dos gibis de 1982. Os roteiros semelhantes aos velhos tempos e deu pra notar também nessas histórias que a Seleção Brasileira estava muito desacreditada na visão dos roteiristas. 

O especial começa com a história "Sonho Real", de 14 páginas, em que o Pelezinho sonha que o Brasil foi campeão da Copa, com atuação dele. Quando acorda, chora porque não passou de um sonho. O Cana Braba fala que podemos tornar o sonho em realidade, e com a fé do Pelezinho, ele vai parar na concentração da Seleção Brasileira, treina com os jogadores, joga a final contra a Argentina, machuca o joelho, se recupera no 2º tempo e é campeão da copa.

É legal a presença do Pelé, do técnico Lazaroni e dos jogadores da Seleção na época. Tudo bem desenhado. Marca uma homenagem ao Pelé, que se machucou durante as Copas de 1962 e de 1966 e que deu a volta por cima na Copa de 1970. E engraçado o Cana Braba falando no início que só em sonho mesmo para o Brasil ganhar uma Copa do Mundo. Isso para ver como a Seleção estava desacreditada.

Trecho da HQ "Sonho Real"

Em "É hora de comemorar", de 2 páginas, mostra uma crítica de comemoração durante a Copa e mais uma vez a Seleção desacreditada. Pelezinho e Cana Braba vê o povo todo felizes e comemorando na rua a Copa do Mundo e o Cana Braba tem o dilema de tanta comemoração antecipada do povo, tanta confiança de ganhar o título e se o Brasil não for campeão. E o Pelezinho responde que pelo menos comemoramos. Abaixo, mostro essa história completa.

HQ "É hora de comemorar"

"Quero assistir à Copa", com 2 páginas, é muito engraçada e incorreta. Surge um poço de desejos  na rua deles e todos os personagens jogam uma moeda, desejando que querem ir a Copa da Itália. Depois de todo mundo fazer seu desejo, Cana Braba sai dentro do poço e a gente descobre que era o plano dele só para ir para a Itália a custa do dinheiro dos seus amigos. Que coisa feia, Cana Brava! Rsrs. Muito boa. 

De curiosidade, essa foram as últimas aparições inéditas do Jão Balão e do Zé nos gibis, mesmo sendo em 1 quadrinho cada, já que nos gibizinhos do Pelezinho de 1992, eles não apareceram. Abaixo, mostro essa história completa.

HQ "Quero assistir à Copa"

Em "Muito apressado", de 3 páginas, Pelezinho corre disparado na rua, sem saber o que tinha na frente. No caminho, ele derruba uma mulher com sacolas de compras, um homem, passa por cima de um garoto que estava no rio, faz com que um guarda de trânsito bata a moto em frente de um muro, pisa o rabo do cachorro, sobe em um carro. Ao chegar em casa, todos batem lá cobrando o prejuízo que o Pelezinho causou e ele diz que correu pra assistir ao jogo do Brasil e, então, todos vão assistir ao jogo junto com ele.

Trecho da HQ "Muito Apressado"

O especial termina com a história "Uma vaga pra seleção", com 8 páginas, e mais uma vez aparecem a equipe da Seleção Brasileira e o Pelé. Nela, o Pelezinho não consegue dormir preocupado com a Copa do mundo e resolve fugir de casa até a concentração da Seleção Brasileira para poder ajudá-los a conquistar  o Tetra. Ele pega uma carona com um caminhoneiro e consegue chegar lá. Os seguranças tentam impedi-lo, mas ele derrota todos com sua arte futebolísticas. 

Lazaroni e todos os jogadores gostam da sua atuação, mas não o deixam participar da Copa porque é muito novo, e ele só assiste ao treino. Pelezinho vai embora triste por não ter conseguido ir a Copa, e quando está se lamentando no banco da praça, aparece o Pelé, falando que o dilema dele é ter pendurado as chuteiras e ainda tem a maior vontade de ajudar a Seleção.

Trecho da HQ "Uma vaga pra Seleção"

Com certeza o "Pelezinho Especial Copa 90" é item raro de colecionadores que vale a pena ter na coleção. Histórias e curiosidades e jogos que agradaram em cheio os fãs que aguardavam algo novo do personagem. O Brasil não fez nada naquela Copa do Mundo, sendo eliminado nas oitavas de final pela Argentina, mas ao menos tivemos um gibi do Pelezinho muito bom, que ainda marcou a sua volta com histórias inéditas. 

Pena que não voltou a ter gibis regulares dele com inéditas na época depois disso. Até tinham planos de lançarem o Pelezinho adolescente com 12 anos, mas felizmente a ideia não vingou, ficando restrito só imagens de apresentação no livro especial "Pelezinho - 50 anos de Pelé", de 1990. Ainda bem, afinal iria descaracterizar muito os personagens.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Capa da Semana: Magali Nº 26

Mostro uma capa com a Magali exibindo a sua sanfona bem criativa na Festa Junina, que é nada mais que um supersanduíche, do jeito que ela gosta. 

Curiosamente, o sanfoneiro ficou parecendo com o Nhô Lau, só diferencia o tamanho do nariz e aí fica a interpretação do leitor se é ou não.

A capa dessa semana é de 'Magali Nº 26' (Ed. Globo, Junho/ 1990).


sábado, 28 de junho de 2014

Chico Bento: HQ "A terrível ameaça do Rei Balão"

Mostro uma história do Chico Bento sobre Festa Junina em que um rei malvado queria destruir a Vila Abobrinha para conseguir conquistar o mundo. Ela tem 12 páginas e foi original de abertura de 'Chico Bento nº 37' (Ed. Globo, 1988).

Capa de 'Chico Bento nº 37' (Ed. Globo, 1988)

É apresentado o Rei Balão, que adorava balões, rojões e buscapés. Com o seu conhecimento tecnológico, ele desenvolveu balões-robôs teleguiados para atacar uma cidade para ficar rico e poder conquistar o mundo. Os balões incendiarão a cidade inteira e o prefeito terá que pagar uma taxa de proteção para fazê-lo parar. Foi escolhida uma cidade como teste para que depois possa incendiar outras. 


A cidade que foi escolhida foi uma do interior, justamente a Vila Abobrinha da Turma do Chico Bento, que estava acontecendo um grande arraial no dia da invasão. Estava superanimado, quando, de repente os balões começam a surgir na festança.

A prefeitura foi o primeiro alvo dos balões e em segundos conseguiram incendiá-la por inteiro. O povo tentou controlar o fogo e, ao mesmo tempo os balões incendiavam os bancos, hospitais e o empório do Nhô Lau. A igreja não conseguiram queimar porque o Chico Bento conseguiu chegar antes e jogou um balde d'água em cima dos balões.


Quando controlam o fogo, não sobra muita coisa. O Chico Bento pergunta quem estaria por trás daquilo e, então, aparece o Rei Balão, falando que foi uma pequena amostra da sua força. E revela ao prefeito que só quer uma pequena taxa de seguro contra incêndios: um milhão de Cruzados. O delegado acha um abuso e aponta a sua arma para o Rei Balão, que manda os seus rojões-robôs o atacassem e acontece uma guerra na Vila Abobrinha.


Com o desespero, Chico e Rosinha conseguem subir um pau-de-sebo rapidamente e se se penduram no alto do quadrinho, percorrendo até chegar na casa do Chico, que tinha umas seringas d'água usadas no Carnaval passado. E resolveu usá-las para combater os balões, já que percebeu que eles são vulneráveis a água, quando o Chico acabou com um na igreja.


Começa o contra-ataque, com o povo todo da roça se unindo, jogando seringas e baldes com água nos balões, rojôes e buscapés. O Rei Balão fica furioso que os seus balões foram desarmados e por vingança joga no ar o seu trunfo: o maior balão do mundo, que causará a destruição da cidade inteira, restando só cinzas. O prefeito se desespera e enquanto todos estão correndo, chega uma tempestade para o alívio da Vila Abobrinha e desespero do Rei Balão. 


Todos saúdam São Pedro e o Rei Balão é preso, terminando tudo bem. O arraial volta a acontecer na Vila Abobrinha e mais animado do que nunca. Com quadrilha, muita comida típica, pau-de-sebo e tudo que tem direito. E Chico encontra um rojão perdido no chão e resolve lançá-lo no ar, mas se dá mal explodindo bem em cima dele, e que dá o gancho para o narrador mostrar a lição de moral para que a Festa Junina não dar "chabu", tem que evitar fogos e balões, terminando assim. 


É uma história legal misturando fábula com realidade e, apesar de ter uma boa lição de moral, mostrando o poder de destruição dos balões, é completamente impublicável hoje em dia. Balões, rojões hoje são totalmente inadmissíveis, ainda mais causando tanta destruição e sofrimento para o povo da Vila Abobrinha. Sem contar, delegado com revólver na mão, crianças pulando fogueira, um homem dando quentão para o peru e Chico com rojão na mão e sendo queimado no final da história. Sem chance nenhuma de republicação atualmente.


O plano do vilão Rei Balão foi muito cruel, um dos mais malvados vilões que passaram na MSP. Só lembrando que ele apareceu só nessa história. A partir da metade da história, o narrador passa a contar a história, um recurso muito usado na época, tornando melhor ainda. Pelo certo, a Vila Abobrinha fica no interior de São Paulo, mas nessa história foi considerada como uma cidade. E legal ter presença do prefeito da cidade. 


Os traços dessa história são excelentes, como sempre nessa época e uma arte-final incrível. Tem os absurdos como o Chico e a Rosinha escalando a moldura do quadrinho, em uma piada de metalinguagem, que não deixa de ser divertida. Muito bom. Na postagem, a coloquei completa. Histórias de Festa Junina normalmente foram mais com o Chico Bento, mas volta e meia tinha com outros personagens.


A intenção da capa era só mostrar uma ilustração bonita envolvendo Festa Junina, mas até que sem querer fez alusão a história, não só porque foi sobre o tema, mas também pela Rosinha vestida de noiva. Aliás, a Rosinha apareceu de noiva também em outra história desse gibi, "O Casamento da Rosinha", que também era sobre a data.