quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Uma homenagem a Rosana Munhoz


Hoje completa 20 anos do falecimento da Rosana Munhoz, roteirista e desenhista que brilhou na MSP nos anos 80 e 90. Nessa postagem mostro uma homenagem a ela, uma das artistas mais importante da MSP e uma das mais lembradas até hoje.

Rosana entrou na MSP por acaso quando foi visitar os estúdios ainda criança com 9 anos de idade, o Mauricio de Sousa ficou encantado com os desenhos dela e pediu para que retornasse aos 14 anos. Com os desenhos cada vez mais aprimorados, não deu outra e o Mauricio a contratou para ser desenhista do estúdio no final dos anos 70.

Ela tinha desenhos com traços maravilhosos, com delicadeza e ricos em detalhes que encantavam todos. Fazia desenhos para as histórias, mas os que destacavam bastante eram as do Papa-Capim em que a selva era desenhada cheio de detalhes, que davam gosto de ver.

Por volta de 1984 passou a fazer de vez em quando roteiros de algumas histórias, no início mais do Papa-Capim, sendo que suas histórias eram também desenhadas por ela. Já por volta de 1985 se tornou roteirista oficial do estúdio e com cada vez mais roteiros produzidos por ela e, então, passou a fazer menos desenhos para as histórias. Fazia desenhos só para algumas histórias roteirizadas por ela. Abaixo, uma história do Papa-Capim roteirizada e desenhada por ela para conferir como era o estilo dela:

Trecho da HQ "Prenderam Tupã" ('Chico Bento Nº 50' -  Ed. Abril, 1984)

Rosana fazia vários estilos de histórias, sendo que de preferência eram mais voltados enredos com conto de fadas, magia, algo místico, os personagens enfrentando vilões malucos. Era comum também histórias de planos infalíveis dar nomes aos planos no título ou no enredo das histórias, como "O plano sangrento", "O Plano alimentício", etc. Outra coisa é que ela gostava era de incorporar pessoas da sua família ou seus amigos na vida real nas histórias, virando personagens, como aconteceu com a sua irmã Cleo e sua sobrinha Bianca, que viraram personagens e então se tornaram tia e prima da Magali, respectivamente, na história "De gato e sapato" de 'Magali Nº 46' (Ed. Globo, 1991).

Falando em Magali, ela era a personagem que a Rosana mais gostava e foi a grande responsável para a criação do gibi da Magali em 1989. Começou produzindo histórias solo da Magali nos gibis da Mônica dos anos 80 da Editora Abril e nos primeiros números da Globo para o pessoal ir se acostumando. Ela fazia muitas histórias para a Magali, quase todas as de abertura nos primeiros números foram feitas por ela, e foi a Rosana quem incorporou paródias de contos de fadas nas histórias da Magali, parodiando Branca de Neve, Rapunzel, Cinderela, etc. Antes da Magali, histórias de contos de fadas, também criadas pela Rosana a maioria, eram mais com o Cascão, mas claro que sempre podia ter com qualquer personagem. Abaixo, um trecho de uma história da Magali, escrita e desenhada pela Rosana.

Trecho da HQ "É um espanto" ('Magali Nº 44' -  Ed. Globo, 1991)

Foi ela também quem criou a personagem Denise, estreando na história "A Fina", de Magali Nº 5, de 1989. É que na época tinham poucas meninas para contracenar com a Mônica e Magali e aí criou a Denise para fazer esse papel. Era apenas para fazer figuração e sempre era desenhada diferente a cada história que aparecia.

Por ser uma artista importante, não demorou muito para Rosana também virar personagem nas histórias, assim como outros roteiristas e desenhistas da MSP. Histórias do tipo que mostravam bastidores do estúdio, ou senão aparecendo no final para concluir a história. Ou aparecia fazendo participação ou em algumas vezes até sendo protagonista das histórias. Claro que sempre mudando estilo de traços, de acordo com o desenhista e seguindo o visual que ela estava adotando em cada época.

A primeira vez que Rosana foi lembrada nas histórias foi "Rolo, o calouro", original de 'Mônica Nº 134' (Ed. Abril, 1981) e republicada em 'Almanaque do Mônica Nº 5' (Ed. Globo, 1988). Nela, um grupo raspa o cabelo e barba do Rolo por ter passado no vestibular e ele passa sufoco por isso. Nela, só aparece o nome da Rosana, junto com outros artistas da MSP da época que começavam com a letra "R" na lista dos aprovados do vestibular, junto com o Rolo. Eles gostavam muito de colocar nomes dos funcionários da MSP como homenagem quando citavam muito nomes nas histórias.

Trecho da HQ "Rolo, o calouro" (1981)

Depois teve a sua primeira aparição com seu desenho parodiado na história "Ponha-se no meu lugar", original de 'Cascão Nº 87' (Ed. Abril, 1985) e republicada em 'Almanaque do Cascão Nº 35' (Ed. Globo, 1996). Na trama, em que o Cascão faz o Mauricio virar personagem dentro da história em quadrinhos para ele sentir tudo que os personagem sofrem, a Rosana aparece no final, junto com outros roteiristas da época, falando que não entende porque o Mauricio só estava aprovando histórias sem violência, que era para poupar os personagens. Aparecem atrás dela os roteiristas Robson Lacerda, Rubão e Reinaldo Waisman e Lucia Nobrega.

Trecho da HQ "Ponha-se no meu lugar" (1985)

Na Editora Globo, ela foi protagonista da história "O casamento da roteirista", de Mônica Nº 18', de 1988. Na época em que ela se casou com o Airon, desenhista da MSP, fizeram essa homenagem a ela, com os personagens no casamento dela e eles tem que procurar o anel de casamento que havia sumido. Depois de muita confusão, o Bidu consegue encontrar o anel, eles se casam e a turminha aparece desurpresa no carro que o casal iam para a Lua-de-Mel, mas no final era tudo um sonho da Rosana, preocupada com o futuro casamento.

Trecho da HQ "O casamento da roteirista" (1988)

O casamento dela também foi tema de roteiro na história "Sem roteirista" do Bidu ('Cascão Nº 48', de 1988). Nela, em uma época que só tinha 3 roteiristas na MSP e mais o Mauricio, Manfredo avisa que não tinha roteirista na firma: Rubão estava doente, mais para lá do que para cá, Robson estava de férias e a Rosana se casou e estava em Lua-de-Mel, e o Mauricio viajando a negócios. e, como não tinha ninguém para fazer roteiro, Bidu tinha que se virar na história. No final, todos eles voltam, mas já era tarde porque a história estava acabando.

Trecho da HQ "Sem roteirista" (1988)

Em "História em quadrinhos" ('Cebolinha Nº 75', de 1993), em que o Cebolinha cria uma história em quadrinhos e ninguém dos seus amigos dá importância para o seu roteiro, Rosana aparece no final, encontrando o roteiro que ele havia deixado no lixo e achou muito bacana e que era uma ótima ideia para história em quadrinhos.

Trecho da HQ "História em quadrinhos" (1993)

Em "Ih! Mais um plano infalível, Cebolinha?!" ('Cascão Nº 183', de 1994), em que o Cebolinha faz o cascão se fantasiar de gênio da lâmpada para derrotar a Mônica, Rosana aparece no final, depois da história concluída, mostrando para o Mauricio para ver se ele aprovava. Mauricio reprova, achando que o começo era interessante, mas o final repetitivo. Rosana faz outra história de  plano, Mauricio comenta que estava de novo com outra história de plano e ela diz que aquele era infalível.

Trecho da HQ "Ih! Mais um plano infalível, cebolinha?!" (1994)

Em "O sugador de inspiração" ('Mônica Nº 85', de 1994), em que o Capitão Feio se passa por faxineira e suga a inspiração de todos os roteiristas da MSP com um aspirador de pó inventado por ele para eles não criarem histórias com o vilão se dando mal no final, Rosana aparece no decorrer de toda a história, junto com os outros artistas da MSP.

Trecho da HQ "O sugador de inspiração" (1994)

A história "A Pedidos..." (Mônica Nº 86', de 1994) brinca com o fato dela transformar seus amigos em personagens. Na trama, aparecem várias crianças se apresentando para Mônica e cebolinha. Quando a história estava cheia de gente, Mônica e Cebolinha gritam pela roteirista, querendo saber satisfação de tanta gente, e Rosana explica que é duro ter muitos amigos querendo se tornar personagens em quadrinhos, com todos eles adultos em volta dela.

Trecho da HQ "A pedidos..." (1994)

Em "Chico Bento Nº 200", de 1994, em que bandidos trocam o saco de dinheiro com exemplares da edição "Nº 200" do Chico, Rosana aparece junto com o pessoal do estúdio, indo para Vila Abobrinha levar o saco de gibis quando se esbarram com Chico e os ladrões. Além dela, foram mostrados os desenhistas Sidão e Julinho, o arte-finalista Beto e a coordenadora Fátima.

Trecho da HQ "Chico Bento Nº 200" (1994)

Infelizmente,  Rosana morre em 14 de janeiro de 1996, com apenas 32 anos de idade, interrompendo uma linda trajetória. Muitos pensam que a causa foi um acidente de carro, mas na verdade ela sofreu afogamento durante uma excursão que envolvia esporte radical. Ela caiu do bote de caiaque, mas ninguém percebeu por causa do barulho da água e então quando se deram conta, já era tarde. Muito triste. Para muitos, isso foi um divisor da MSP, pois depois da sua morte, coincidência ou não, a qualidade das histórias começaram a cair e foi adotado conceitos do politicamente correto.

Foram publicados 2 propagandas nos gibis de 1996, com textos do Mauricio, falando sobre isso. Em uma época que a internet estava começando, notícias da MSP eram divulgadas nos gibis. Uma dessas propagandas foi essa com o Mauricio falando de como a Rosana entrou no estúdio.

Propaganda tirada de 'Cebolinha Nº 112' (Ed. Globo, 1996)

A outra foi a relação que ela tinha com a Marina, filha do Mauricio, que mostro abaixo:

Propaganda tirada de 'Magali Nº 186' (Ed. Globo, 1996)

Interessante que já nos gibis de fevereiro de 1996 eles passaram a colocar umas cores mais escuras, tirando boa parte do degradê característico do segundo semestre de 1995, com destaque a um mesmo tom de marrom bem escuro para tudo. No sapato do Cebolinha ou uma árvore até que não ficava ruim, mas Papa-Capim, Raposão, Jeremias, por exemplo, eles ficavam negros e era muito estranho coloridos daquele jeito. 

Entre fevereiro a maio de 1996, os gibis ficaram com cores assim e depois retornaram com vários tons de marrom normais. Como os gibis são feitos com antecedência de pelo menos 3 meses então ou foi uma grande coincidência (visto que eles viviam mudando as cores dos gibis e então era normal ver essa diferença de cores em poucos meses) ou eles pediram a editora recolorir às pressas o marrom para dar esse aspecto de luto nos gibis.

trecho da HQ "Verde que te quero verde", de 'Mônica Nº 110', de 1996

Após a morte da Rosana, teve a emocionante "Mais uma estrela no céu", história póstuma em sua homenagem, publicada em 'Mônica Nº 113, de maio de 1996. Nela, Chico e Rosinha observam uma estrela brilhosa que pisca o tempo todo na presença deles e eles percebem que era a Rosana, que havia morrido, e lamentam que nunca mais ela ia escrever história deles.

Trecho da HQ "Mais uma estrela no céu" (1996)

Rosana também recebeu uma bonita homenagem da MSP em 2012 no livro "Ouro da Casa", em que o roteirista Lancast Mota cria uma história homenageando, falando que foi ela quem mostrou o estúdio quando ele visitou quando criança. Com detalhe que foi desenhada com asas para representar que era um anjo que estava no céu.

Trecho da HQ do Lancast Mota em "Ouro da Casa" (2012)

Uma dúvida dúvida que fica que, após a sua morte, até quando tiveram histórias da Rosana nos gibis. Até por volta de maio de 1996 com certeza tiveram por causa da antecedência dos gibis. Depois podem ainda ter tido algumas de acordo com o que encontravam. Vale lembrar que nos créditos do expediente, o nome dela apareceu até em 1999, quando mudaram o layout dos créditos e então atualizaram o nome do pessoal. É que os créditos eram padronizados e eles custavam a atualizar quando surgiam profissionais novos. O Emerson mesmo entrou na MSP em 1996, mas só passou a ter crédito no expediente em 1999, após essa mudança de layout. Então, não se sabe se em 1999 ainda tinha histórias da Rosana nos gibis.

Sendo que em 2015 já na Editora Panini, as edições da 2ª série do 'Cascão Nº 5' e 'Mônica Nº 7', colocaram histórias de abertura arquivadas da Rosana. Foram as histórias "Cascão Ramsés (aquele que nunca lavou os pés)", do Cascão e "Será que o seu signo não combina com o meu?", da Mônica. Lembrando que foi apenas o roteiro, já que os traços e letras infelizmente seguiram o estilo atual. 

Pelo menos no Cascão o motivo disso deve ser porque a história de mais de 30 páginas era muito grande para sair em um gibi convencional dele de 36 páginas, aí arquivaram e resolveram colocar agora, aproveitando o sucesso da novela "Os Dez Mandamentos" da TV Record que estava no ar. Prova, então, que material antigo que não foi aprovado na época pode ser arquivado e aproveitado anos depois. Quem sabe possam vir outras histórias da Rosana arquivadas ainda de vez em quando, levando em conta isso.

Capas de 'Cascão Nº 5' e 'Mônica Nº 7' de 2015: gibis com histórias da Rosana

Uma pena a Rosana ter morrido tão cedo, uma grande perda, sem dúvida. Podia estar fazendo histórias e desenhos incríveis até hoje. Claro, que infelizmente teria que atender ao politicamente correto, teriaalguma diferença de roteiros em relação às suas histórias dos anos 80 e 90, mas com certeza seriam especiais assim mesmo. Fica então essa homenagem a essa artista que marcou a MSP.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Capa da Semana: Cebolinha Nº 49

Uma capa muito legal com o Bidu pegou a sunga do Cebolinha e corre a praia inteira pelado atrás dele para ver se consegue recuperar, com a Mônica dentro do mar espantada com a cena e o Sol achando engraçado.

A capa dessa semana é de 'Cebolinha Nº 49' (Ed. Globo, Janeiro/ 1991).


sábado, 9 de janeiro de 2016

HQ: "Cascão no Aquário"

Compartilho uma história de quando o Cascão ficou com a cabeça entalada em um aquário e o sufoco que passou para tirar. Com 8 páginas no total, foi a história de abertura de 'Cascão nº 74' (Ed. Abril, 1985).

Capa de 'Cascão Nº 74' (Ed. Abril, 1985)

Começa o Cebolinha correndo com um aquário vazio na mão para levar para Mônica e o Cascão correndo de uma nuvem de chuva quando os dois se esbarram na esquina. No choque, o aquário vai para cima e quando volta cai na cabeça do Cascão e ele fica com cabeça entalada. 


Cebolinha reclama se quer usar chapéu que compre um e manda o Cascão tirar logo o aquário da cabeça. Cascão vai tentando tirar e só faz ruídos já que não consegue falar com o aquário na cabeça. Cebolinha o manda parar de resmungar e tirar o aquário. Cascão vai em direção a um poste para quebrar, mas o Cebolinha não deixa.

Nessa hora, aparece Mônica com um peixe na mão, cobrando do Cebolinha se o aquário não vem porque o peixe Godofredo que ela pescou não vai durar muito tempo fora d'água. Cebolinha fala que o aquário está entalado na cabeça do Cascão. Mônica fica furiosa, reclamando que por causa de um moleque cabeçudo o peixinho Godofredo vai ficar sofrendo. Fala, ainda, que o problema é que tem muito cascão na cara dele e por isso ficou entalado e que uma boa lavada na cara vai resolver.


Cascão fica desesperado e tenta sair correndo e balança as mãos, que faz com que a Mônica jogue o peixe na ladeira e vai parar dentro do ralo do esgoto. Mônica fica uma fera e diz que agora vai tirar o aquário na marra, enquanto o Cebolinha tenta pescar o Cascão, que estava querendo fugir. Mônica pega a vara de pescar da mão do Cebolinha e tenta pescar o Cascão, mas com a sua força exagerada, ele cai bem em cima deles. Então, Cascão foge, mas Mônica diz que vai atrás dele, aonde for e quando cometer um erro, ela o pegará.


Enquanto o Cascão corre, o narrador-observador comenta que o Cascão se tornou um fugitivo, um homem caçado sem piedade, que não terá paz nem sossego na vida e que tem que provar sua inocência para o mundo. Cascão, irritado com tanto falatório, tira o aquário da cabeça e interrompe o narrador, falando que ele está exagerando, que está só estando fugindo da Mônica e não precisa virar trama policial. Cascão põe o aquário de volta na cabeça para continuar a história e o narrador pede desculpa pela falha.


Cascão continua correndo da Mônica, até que fica  em frente a um cano de água do esgoto. Fica, assim, sem saída, com a Mônica de um lado e o cano do outro. Mônica e Cebolinha estão com um balde d'água na mão, mas Mônica resolve colocar só um conta gotas no aquário. A água vai deslizando pelo aquário, Cascão se desespera cada vez mais com a possibilidade da gota atingir o seu corpo. Quando a gota está prestes a atingi-lo, Cascão tira o aquário com o desespero, bem no exato momento que o peixe Godofredo estava saindo pelo cano do esgoto e vai parar dentro do aquário.


No final, Mônica fica contente de ter recuperado o Godofredo enquanto o Cebolinha diz que o Cascão tem muita sorte e não sabe como consegue isso. Cascão também fica feliz porque não vai mais apanhar da Mônica e dá um pulo comemorando que nasceu com um bumbum virado para a Lua. Só que com o pulo, acaba deixando cair o aquário, que quebra, e o Godofredo vai parar na correnteza. Mônica e Cebolinha correm para bater nele e enquanto o Cascão foge, ele se pergunta quem foi que desvirou o bumbum dele.


Essa história é muito boa e divertida, mesmo curta é muito movimentada do início ao fim, coisa bem característica na época. Como um simples aquário entalado na cabeça pode render uma história tão legal.

Bem interessante a parte do Cascão discutindo com o narrador e acaba tirando o aquário só para brigar com ele. Já estava resolvido o problema, provou que ele podia tirar o aquário a qualquer momento, mas colocou de novo para prosseguir a história e o incidente foi tratado como falha-técnica. Muito bom. Eu gostava dos personagens discutindo com o narrador, achava engraçado. 


Os traços muito bons, já com o estilo que ficaria consagrado por muitos anos. Na postagem a coloquei completa. Legal nela também o Cascão dizer que nasceu com o bumbum virado para a Lua, que quer dizer que tem muita sorte. Realmente, ele tem sorte mesmo para escapar do banho em situações que eram dadas como certo de se molhar. Aliás, era comum os personagens dizerem que nasceu com o bumbum virado para a Lua, o Chico Bento mesmo já teve histórias falando essa expressão. E normalmente quando falavam isso, se davam mal no final. como foi nessa.


Essa história foi republicada no 'Almanaque do Cascão Nº 32' (Ed. Globo, 1995), que foi onde eu a li pela primeira vez e de onde tirei as imagens da postagem. Abaixo, a capa desse almanaque:

Capa de 'Almanaque do Cascão Nº 32' (Ed. Globo, 1995)

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Propagandas anunciando brinquedos (Parte 3)

Continuando com a série de propagandas de brinquedos anunciando gibis, nessa postagem mostro as que saíram nos gibis da Editora Globo entre 1987 a 1989.

Em 1987 circulava a propaganda dos "Brincando e Aprendendo com a Turma da Mônica", jogos educativos produzidos pela "MS Artesanatos Ltda". Voltados para crianças pequenas, eram cenas estampadas em madeira, em que as crianças tinham que montar cenas em ordem cronológica para formar historinhas ou juntar 2 cenas que façam sentido (tipo colocar um sorvete caído e Magali chorando ao lado), ou ainda juntar duas cenas iguais associando por cores. Tiveram 4 versões diferentes dos brinquedos e foi lançado ainda em meados dos anos 80, na época da Editora Abril, mas que em 1987 ainda circulava essa propaganda.

Propaganda tirada de 'Cascão Nº 2' (Ed. Globo, 1987)

As novas bolas da Turma da Mônica da "Apolo" tiveram anúncio nos gibis de 1987. Tiveram 5 versões de bolas diferentes, uma para cada personagem: Mônica, Cebolinha, Pelezinho, Cascão e Magali. Curiosos que o anúncio foi estampado pela Mônica e Cebolinha jogando vôlei caracterizados por pessoas reais.

Propaganda tirada de 'Chico Bento Nº 11' (Ed. Globo, 1987)

Os brinquedos musicais da Turma da Mônica da marca "Hering Brinquedos" tiveram um novo anúncio em 1987, também reunindo todos os instrumentos em um só, como flauta, piano, tambor, entre outros. Já havia sido lançado em 1985 na época do lançamento com o tema de Natal e agora fizeram essa, que mostro abaixo:

Propaganda tirada de 'Chico Bento Nº 23' (Ed. Globo, 1987)

Ainda em 1987 foi lançada a vassourinha mágica da Turma da Mônica. Estampada com Mônica e Cebolinha como bruxos, a vassoura mágica feiticeira aspirava a sujeira tipo um aspirador de pó. E a propaganda ainda tem uma mini-historinha com a Mônica varrendo a casa com a vassourinha, o Cascão entra pulando espalhando sujeira e ela resolve passar a vassoura nele para limpá-lo. Hoje em dia, iriam evitar lançamento de uma vassoura como essa porque a patrulha do politicamente correto ia reclamar que é trabalho infantil, que estariam obrigando as crianças fazer serviços domésticos de casa.

Propaganda tirada de 'Cebolinha Nº 12' (Ed. Globo, 1987)

Em 1988 foram lançados os produtos feitos em borracha atóxica da Turma da Mônica da "Argon". Eram chaveiros, jogo de dama e quebra-cabeças todos com material de borracha, bem fofinhos, que não causam alergia. Foram 4 versões de chaveiros, um para cada personagem, 3 versões de quebra-cabeças com lindas ilustrações e um jogo de damas.

Propaganda tirada de 'Mônica Nº 21' (Ed. Globo, 1988)

A "Carbrink" lançou em 1988 os novos carimbos e massas de modelas da Turma da Mônica e também da Turma do Chico Bento. Foram 3 versões de carimbos, tanto para Turma da Mônica quanto para o Chico Bento e mais uma de massa de modelar com a Turma da Mônica. No anúncio, aparecem Mônica e Chico Bento juntos mexendo com a massa de modelar e carimbo, respectivamente, e as embalagens de todos os produtos.

Propaganda tirada de 'Cebolinha Nº 22' (Ed. Globo, 1988)

Em 1989 foi anunciada a clássica barraquinha da Turma da Mônica da "Maliber" com uma linda estampa com os personagens. O anúncio, mostrando a barraquinha, fala que as crianças podem brincar em qualquer lugar porque são leves e fáceis de montar.

Propaganda tirada de 'Chico Bento Nº 75' (Ed. Globo, 1989)

Foi lançado em 1989 o "Mexe Muda" da Turma da Mônica da "Natania Edições e Jogos Criativos Ltda". Era uma espécie da quebra-cabeça de madeira e pintura atóxica, que quando girava, podia fazer várias combinações com os personagens, como o Cascão com vestido da Mônica ou Magali com cabeça no meio do tronco e pernas, entre outras.

Propaganda tirada de 'Magali Nº 11' (Ed. Globo, 1989)

A Estrelinha Mágica, da "Tec Toy", foi lançada também em 1989. Com o grande sucesso do filme "Turma da Mônica e a Estrelinha Mágica" lançado em 1988, a personagem estrelou algumas histórias nos gibis daquela época e lançaram esse clássico brinquedo. Ela cabia na palma da mão e acendia uma luzinha piscante e fazia um pequeno barulho como se estivesse cantando enquanto segurava. Esse brinquedo foi um marco, virando febre com as crianças, todo mundo queria ter a Estrelinha Mágica.

Propaganda tirada de 'Mônica Nº 36' (Ed. Globo, 1989)

A série continua e em breve posto novas propagandas anunciando brinquedos com a Turma da Mônica.

domingo, 3 de janeiro de 2016

Capa da Semana: Magali Nº 103

Eram muito comuns capas com a Magali adaptando seus objetos feitos por comida, dando o seu toque especial de forma supercriativa. Nessa capa, a Magali está surfando em alto estilo com a sua prancha de melancia. Muito boa.

A capa dessa semana é de 'Magali Nº 103' (Ed. Globo, Maio/ 1993).