segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Capa da Semana: Almanaque do Cebolinha Nº 15

Uma capa muito legal com a turma saindo dos presentes fazendo uma grande surpresa para o Cebolinha na noite de Natal. Ele adorou a surpresa. 

Muito raro uma capa de Natal em um almanaque convencional, mas naquela época ainda não tinha o tradicional almanaque anual de Natal. A história de abertura também foi natalina (republicação de "Um Papai Noel na minha cama" - 'Cebolinha Nº 132', de 1983), mas as demais foram normais.

A capa dessa semana é de 'Almanaque do Cebolinha Nº 15' (Ed. Globo, Novembro/ 1991).


sábado, 12 de dezembro de 2015

Uma história de Natal do Astronauta

Nessa postagem compartilho uma história de quando o Astronauta passou o natal em companhia de um pinheiro extraterrestre. Com 7 páginas no total, foi publicada em 'Almanaque da Mônica Nº 20' (Ed. Abril, 1983).


Nela, Astronauta está montando a sua árvore de Natal, mas coloca muito enfeite de um só lado que faz a árvore cair e estraga toda. Astronauta se pergunta como vai conseguir outra árvore em pleno espaço sideral. Durante o seu percurso, encontra vários pinheiros em um planeta, iguais aos que existem na Terra. Então, ele pega um machado, arranca um pinheiro e leva pra sua nave para se tornar a sua nova árvore de natal. Chegando lá, ele enfeita e quando termina vai dormir porque ficou cansado.


Enquanto o Astronauta dorme, a árvore dá umas sacudidas e descobre que estava viva. Na verdade, o pinheiro era um extraterrestre habitante doe um planeta de pinheiros e o Astronauta não percebeu isso. O Pinheiro não entende por que colocaram enfeites de Natal nele e tira tudo. Percebe também que não está no seu planeta e descobre que está no espaço sideral ao ver a janela da nave. Então, ele tenta mexer nos controles da nave para voltar ao seu planeta.


A nave dá vários zigue-zagues que acaba derrubando o Astronauta da cama. Ele vai ver o que está acontecendo e leva um susto com vê a sua árvore de Natal pilotando a nave. O Pinheiro, com muita raiva, descobre que foi o Astronauta que o levou para fora do seu planeta e tenta esmagá-lo, mas não consegue por causa da roupa do Astronauta que o protege. Astronauta fala para ele ficar calmo e não fazer nada contra porque só ele que pode levá-lo de volta para casa.

O Pinheiro chora, querendo voltar para casa, para ficar perto da sua família e seus amigos. Astronauta tenta consolar, mas acaba se emocionando lembrando que está no espaço há anos, longe dos pais, dos amigos e da sua namorada. O Pinheiro fala para não ficar emocionado assim e o Astronauta responde que ele não sabe como é triste passar o Natal sozinho sem a presença deles. 


O Pinheiro, então, pergunta o que é Natal, se é algum sistema solar. Astronauta responde que é uma festa que reúne todas as pessoas com muita paz para comemorar o aniversário do Menino Jesus. e que ainda tem troca de presentes, refrigerantes e doces. O Pinheiro fica animado com o que o Astronauta fala e faz uma proposta de passar o Natal junto com o Astronauta e depois ele o leva de volta para casa. Astronauta adora a ideia e eles festejam o Natal juntos, com direito a um brinde.


Depois de terem festejado, Astronauta o leva para o seu planeta, com o Pinheiro carregando um presente que o Astronauta deu e o Astronauta agradecendo o amigo por ter passado o Natal junto com ele. No final , Astronauta volta para a nave, comentando consigo mesmo que foi um dos melhores Natais que ele passou, mas lamenta que acha que não conseguiu traduzir o verdadeiro significado do Natal para o Pinheiro, mas que pelo menos uma sementinha foi plantada. Porém, sem Astronauta saber, o Pinheiro montava  um presépio no seu planeta, com os pais não entendo nada o fato do filho curtir a sementinha e ficar falando de amor e paz entre as árvores.


Essa é uma bonita história, mostrando uma boa mensagem. O Astronauta tem seus conflitos de solidão no espaço, longe da sua família e amigos e na época de Natal é quando mais sente falta e, sem querer, o Pinheiro que ele levou acabou sendo uma ótima companhia para passar a noite de Natal com ele e não sentir sozinho. E a história ainda mostra um pouco do verdadeiro sentido do Natal.


Os traços ficaram muito caprichados, característicos dos anos 80. Na postagem a coloquei completa. Vale destacar que a namorada que o Astronauta a se refere é a Ritinha, que ainda era namorada dele na época e anos mais tarde acabou se casando com outro cara (o Bonifácio), justamente por isso de se cansar das intermináveis aventuras espaciais do Astronauta e passar meses sem voltar para casa, deixando o Astronauta em profunda depressão e dor de cotovelo em uma série de histórias que saíram em 1989 e 1990.


Essa história nunca foi republicada. Os almanaques da Mônica Nº 7, 9, 10, 11, 12, 14, 16 e 20 da Editora Abril tiveram histórias inéditas (entre 1980 e 1983), ou apenas uma, ou até o gibi inteiro, como os especiais de Natal. É que ainda tinham poucas histórias para serem republicadas de no mínimo 5 anos, então era normal colocarem inéditas para compensar. Tipo, eram poucas histórias de Natal disponíveis para republicação na época para preencher almanaques assim todo ano. E essas histórias inéditas de todos eles, jamais republicadas até hoje, sendo esquecidas completamente pela MSP. Então, só quem tem esses almanaques é que conhecem essas histórias raras.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Propagandas Natalinas da Turma da Mônica (Parte 2)

Já mostrei há algum tempo algumas propagandas de Natal com a Turma da Mônica que saíram em gibis. Encontrei outras bem interessantes e mostro nessa postagem. São propagandas de várias épocas e setores diferentes.

No início dos anos 80, o Cebolinha foi garoto propaganda da caderneta de poupança "Haspa", que chegou a ter até concurso com direito a prêmios para incentivar a garotada abrir uma poupança no banco. Então, em 1982 ele estrelou essa propaganda de Natal da poupança Haspa, com uma linda ilustração, por sinal.

Propaganda tirada de 'Cebolinha Nº 120' (Ed. Abril, 1982)

Em 1985 a "Hering Brinquedos" lançou vários brinquedos musicais da Turma da Mônica, como flauta, piano, tambor, entre outros e fizeram esse anúncio reunindo todos os lançamentos, falando que vão animar o Natal e que até o Papai Noel vai querer brincar com eles. Visualmente, o anúncio nem lembra o Natal, mas é falado sobre a data.

Propaganda tirada de 'Cascão Nº 88' (Ed. Abril, 1985)

Os panettones e chocottones da Turma da Mônica da "Bauducco" tiveram novas embalagens em 1993. O bom que, ao desmontar as embalagens, elas formavam presépios ou cartões de presente, de acordo com o panettone ou chocottone que comprar Então, teve essa propaganda, mostrando 4 versões e uma bonita ilustração com a turma no trenó do Papai Noel.

Propaganda tirada de 'Cebolinha Nº 84' (Ed. Globo, 1993)

Em 1995 foi lançado o primeiro gibi "Mônica Edição Especial de Natal" pela Editora Globo, com capa cartonada em alto relevo, 196 páginas e logotipo metalizado, republicando histórias de Natal e Ano Novo. Na Editora Abril entre 1980 a 1983 até tiveram edições especiais só com histórias de Natal (com republicações ou inéditas até então), mas seguiam a numeração normal do 'Almanaque da Mônica' e tinha formatos e número de páginas diferentes a cada ano. Na Globo foi um retorno de um tradicional almanaque assim anual e dessa vez com formato semelhante ao 'Coleção Um Tema Só' (atual 'Almanaque Temático'). Então, a propaganda da primeira edição lançada há exatos 20 anos foi essa:

Propaganda tirada de 'Magali Nº 168' (Ed. Globo, 1995)

A edição Nº 2, lançada em 1996, teve essa propaganda sendo anunciada nos gibis. Colocaram 192 páginas em vez de 196 porque não consideraram capa e contracapa. A edição veio de brinde com 8 adesivos com ilustrações natalinas dos personagens para colar aonde quiser.

Propaganda tirada de 'Almanaque da Mônica Nº 57' (Ed. Globo, 1996)

Já a edição Nº 3, lançada em 1997, veio como brinde um cartão de Natal da Tura da Mônica. Foram 6 opções diferentes, mas vinha só 1 em cada almanaque. Difícil foi comprar 1 e deixar de fora os outros.

Propaganda tirada de 'Cebolinha Nº 133' (Ed. Globo, 1997)

Em 1997 saiu a propaganda da cesta de Natal da Turma da Mônica, reunindo vários produtos alimentícios que estavam sendo vendidos na época. A pessoa fazia o pedido pelo telefone da distribuidora "CBA" ou da "Lojinha da Mônica", ou pelo site da Turma da Mônica e recebia a cesta em casa com todos esses produtos.

Cada cesta tinha Cornflakes, gelatinas, refrigerantes, chocalates, panettone, macarrão Miojo, entre outros. Alguns, inclusive, não tiveram propagandas individuais anteriormente e foi a chance de ver as embalagens deles em gibis. Interessante que vinha na cesta até o vídeo "Cine Gibi - O Mônico" para as crianças assistirem na noite de Natal. E, apesar de fazer referência á "Lojinha da Mônica", esta não tinha mais loja física como nos anos 80, só podendo fazer pedidos por telefone, carta postal ou site da Turma da Mônica recém lançado.

Propaganda tirada de 'Parque da Mônica Nº 60' (Ed. Globo, 1997)

O requeijão Turma da Mônica "Nestlé" tiveram em 1999 novos copos com temas natalinos e de Ano Novo para colecionar . Para anunciar a novidade, fizeram essa propaganda na época, ilustrada com 2 desses novos copos e com a Mônica e Cebolinha comemorando com pão com requeijão.

Propaganda tirada de 'Magali Nº 273' (Ed. Globo, 1999)

O Parque da Mônica anunciava várias vezes as peças de teatro e colocavam cupons de desconto para os leitores irem ao Parque. Nesse anúncio, que saiu em 1999, convidava o pessoal ir ao Parque da Mônica, que estava em clima de Natal, com uma enorme árvore de Natal, guirlandas e festões e que estavam lançando a peça "A fábrica de brinquedos do Papai Noel" apresentada no Teatro do Parque, com uma bonita ilustração dos personagens.

Propaganda tirada de 'Mônica Nº 158' (Ed. Globo, 1999)

Eles costumavam colocar a cada ano propagandas apenas com os personagens desejando um Feliz Natal e Ano Novo aos leitores. Essa foi uma delas com eles anunciando nenhum produto, só com Mônica e Cebolinha desejando votos de um Feliz Natal.

Propaganda tirada de 'Magali Nº 352' (Ed. Globo, 2002)

Em 2010 teve o show musical "Cadê o Papai Noel?" com os personagens apresentando uma peça musical em turnê em vários teatros pelo Brasil. Então, saíram nos gibis anunciando a peça, falando que é para conferir no site a agenda de onde foi encenada a peça.

Propaganda tirada de 'Coleção Histórica Nº 20 - Cascão Nº 20' (Ed. Panini, 2010)

Para conferir outras propagandas de Natal clássicas com a Turma da Mônica, entre aqui:

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Capa da Semana: Mônica Nº 84

O Cebolinha não perde a oportunidade de aprontar com a Mônica. Nessa capa de Natal, o Cebolinha encarna o Papai Noel, trazendo de presente um novo Sansão para a Mônica, só que com detalhe que veio com nós na orelha. Logicamente a Mônica não gostou nem um pouco disso.

A capa dessa semana é de 'Mônica Nº 84' (Ed. Globo, Dezembro/ 1993).


sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Personagens Esquecidos 14: Zé Fuinha e Zé Furão

Nessa postagem falo do Zé Fuinha e Zé Furão, uma dupla de personagens pertencentes à Turma da Mata que também foram para o limbo dos personagens.

Zé Furão e Zé Fuinha

Zé Fuinha e Zé Furão, também conhecidos como "os pilantras da mata", foram criados nos anos 60 em tabloides de jornais. São uma dupla que vivem de dar golpe nos personagens da Turma da Mata  para conseguir alguma coisa deles para ficarem ricos. Seguem a linha de dupla de bandidos que eram muito comuns nas histórias da MSP, onde tinha um líder que planejava os planos e o outro que era mais atrapalhado e entregava tudo. Eles nem eram considerados bandidos, apenas queriam dar golpe em cima dos outros, jogarem suas lábias para ficarem ricos, embora já teve história com eles agindo como bandidos.

Como os seus próprios nomes diz eles são uma fuinha e um furão. No caso, o Zé Fuinha era alto, magro e o líder da dupla de pilantras, quem armava os planos. Já o Zé Furão era baixinho, gordo, burro e quem entregava os planos. Normalmente se fantasiavam de alguma coisa para fingir que era alguém importante para levar alguém na conversa e tirar proveito de alguma coisa e, logicamente, sempre se dando mal no final. Às vezes nem precisava o Zé Furão entregar tudo, já que o plano era tão banal que tava na cara que era golpe e então o personagem se passava por inocente, fingindo saber de nada. Ou ficava a dúvida se não sabiam que estavam sofrendo golpe.

No início, eles só perturbavam o Jotalhão. Depois passaram a dar golpe também a outros personagens como o Rei Leonino e Coelho Caolho. Suas aparições não eram frequentes, apareciam de vez em quando, as vezes demorando alguns anos para voltarem a aparecer até sumirem de vez em meados dos anos 80.

A estreia deles nos gibis foi em 1970 na história "Caçadores de marfins", publicada em 'Mônica Nº 3' (e republicada em 'Mauricio 30 Anos', de 1990). Uma história curta de 3 páginas em que Zé Fuinha e Zé Furão armam um plano para arrancar os marfins do Jotalhão para ficarem ricos produzindo estatuetas, bolas de bilhar, teclas de piano, entre outros. Zé Fuinha aparece para o Jotalhão falando que desde que conseguiu um talismã de marfim teve um azar danado, que tudo deu errado na vida dele, que quebrou a perna, destroncou o rabo, terminou com a namorada, teve intoxicação com queijo, mas desde que jogou fora o talismã tudo passou.

Jotalhão fica impressionado e Zé Fuinha e Zé Furão chegam a pensar que ele ia arrancar os marfins por causa disso, mas Jotalhão diz que está livre desse perigo de azar, já que ele colocou uma ponte de porcelana no lugar dos marfins, arrancando e segurando na mão para eles verem, deixando Zé Fuinha e Zé Furão passados.

Tem a curiosidade de no título chamar "Raposão" e ele nem aparece. Era comum isso acontecer nas primeiras histórias deles, visto que ainda não existia o temo "Turma da Mata" e o Raposão devia ser o protagonista do núcleo. Interessante também eles falarem a palavra "azar" abertamente, já que hoje em dia essa palavra está proibida, evitando mostrar histórias sobre esse tema e quando precisa substituindo "azar" por "má sorte" ou "falta de sorte".

Trecho da HQ "Os caçadores de marfim"

Outra história de destaque com Zé Fuinha e Zé Furão foi uma sem título, apenas "Jotalhão", que saiu em 'Cebolinha nº 43' (Ed. Abril, 1976). Nela, Jotalhão cai em um buraco e fica entalado. Zé Fuinha e Zé Furão ouvem os gritos dele e como reconhecem que ele é o elefante que faz propaganda na TV, eles providenciam arrumar uma barraca e anunciar para todo mundo verem o elefante da TV para eles ganharem dinheiro e ficarem ricos. Eles atraem uma plateia de ratos para assistirem o "elefante mais famoso da TV". Nesa hora, Jotalhão afunda do buraco e vai cair no inferno. A plateia fica uma fera que o Jotalhão sumiu e correm atrás do Zé Fuinha e Zé Furão tacando pedras neles e querendo o dinheiro do ingresso de volta.

Foi só uma participação, pois do nada a história toma outra rumo quando o Jotalhão cai no inferno e a partir daí tem que provar aos diabos que está vivo e caiu por engano. O chefe dos diabos pega a ficha do Jotalhão e vê que ele é um elefante muito bom e ordena que volte para a superfície. No final, Jotalhão tapa o buraco que caiu, dizendo que não quer ver mais um diabo na sua frente, só que vê um filho do Coelho caolho disfarçado de diabo e sai correndo.

Trecho da HQ "Jotalhão"

Em "Jotalhão e o pote de ouro", publicada originalmente em 'Cebolinha Nº 88' (Ed. Abril, 1980) e republicada em 'Almanaque da Mônica Nº 19' (Ed. Globo, 1990), um duende tem que levar um pote de ouro até onde começa o arco-íris para enterrar, só que fica cansado no meio do caminho e dorme. Como ele é invisível para os olhos dos humanos e bichos, Jotalhão vê o pote de ouro e pensa que está abandonado. Zé Fuinha e Zé Furão vê o Jotalhão ao lado do pote e tentam dar um golpe para poder levar o ouro do Jotalhão, com eles falando que são da "Companhia de Transporte de Valores da Mata" e que precisam levar o ouro e que eles passam a ser os responsáveis pelo pote e carregam para longe.

O duende acorda assim que eles vão embora e percebe que levaram o pote. Ele se torna visível para o Jotalhão e pergunta o que ele fez com o ouro. Jotalhão diz que 2 caras da "Companhia de Transporte de Valores da Mata" levaram. O duende vai atrás deles. Zé Fuinha e Zé Furão enterram o pote, prometendo voltar dentro de 3 meses para pegar de volta. Só que eles enterraram bem no local aonde começa o arco-íris e o duende fica até agradecido porque fizeram todo o trabalho para ele e depois vai pegar o pote de volta para levar até a outro arco-íris.

Trecho da HQ "Jotalhão e o pote de ouro"

Depois voltaram na história "A roupa mágica", original por volta de 1982 e republicada no 'Almanaque do Cebolinha Nº 7' (Ed. Globo, 1989). Agora já com traços diferentes, típicos dos anos 80, Zé Fuinha e Zé Furão se vestem de alfaiates para dar um golpe no Rei Leonino, dizendo que vão fazer uma roupa com um material mágico e precioso para ele com uma linha de costura tão fina que só um grande rei consegue ver e um tecido com fios de sabedoria que só os inteligentes conseguem enxergar. Tudo custando a metade da fortuna do reino. Rei Leonino, muito esperto, diz que não vai precisar dos serviços deles. Eles falam que se for pelo preço, eles fazem por um terço da fortuna real. Mas Rei Leonino diz que não porque ele já está usando uma roupa mágica e pergunta se eles não estão vendo. Lógico, que ele não estava usando roupa invisível nenhuma, só estava dando o troco a eles.

Trecho da HQ "A roupa mágica"

A última história que apareceram foi em "Babás exemplares", original de 'Cebolinha Nº 155' (Ed. Abril, 1985) e republicada no 'Almanaque da Mônica Nº 27' (Ed. Globo, 1991), dessa vez com eles tentando dar golpe no Coelho Caolho e com o Zé Furão estragando o plano. Nela, eles se passam por babás recomendadas pelo Rei Leonino para cuidarem dos filhos do Coelho Caolho enquanto sai com a esposa, com intenção de aproveitarem quando os filhos estiverem dormindo para levar tudo da toca do Coelho Caolho. Só que chegando lá, descobrem que são 300 crianças em vez de 2 ou 3 como pensavam. Zé Fuinha, então, fala para o Zé Furão limpar a casa enquanto o Zé Fuinha vai colocá-los para dormir.

Depois de um tempo, eles se encontram na sala, com Zé Fuinha exausto de tanto contar historias para dormir, balançar berços e cantar canções de ninar e o Zé Furão com um saco cheio. Zé furão pergunta se eles não tinham que esperar o Coelho Caolho e sua esposa e Zé Fuinha diz que não porque o trabalho está feito. No final, Coelho Caolho e a esposa voltam para casa, admirados que a casa estava muito limpa e admirando que as babás nem esperaram o pagamento. Então, é descoberto que o Zé Furão arrumou a casa e o que tinha no saco era só lixo em vez de ter levado os objetos da casa, deixando Zé Fuinha inconformando, chorando muito.

Trecho da HQ "Babás Exemplares"

Após essa história os personagens foram para o limbo do esquecimento. Inicialmente, deve ter sido por circunstâncias de criarem várias histórias e acabarem esquecendo de criar com eles até sumirem. Com o politicamente correto adotado na MSP anos mais tarde, de não ter mais histórias com bandidos e envolvendo golpes e trapaças, aí ficou de vez descartada a volta deles.

Porém, depois de muito tempo sumidos, fizeram uma participação na história "Todos os Zés", de 'Mônica Nº 234' (Ed. Globo, 2005), 20 anos após as suas últimas aparições. Nessa história metalinguística e informativa, foram mostrados os personagens da MSP que tem "Zé" no nome, como Zé Luis, Zé da Roça, Zé Lelé, Zé Vampir, Zé Finado, etc. E o Zé Fuinha e Zé Furão apareceram nela, em 4 quadrinhos: em 3 apresentando os personagens, e em outro quadrinho mais adiante, junto com todos os outros personagens "Zés". Após essa aparição-relâmpago, retornaram ao limbo do esquecimento, ficando até hoje.

Trecho da HQ "Todos os Zés"

Então, com suas histórias, os leitores se divertiam com os seus golpes e trapaças de um jeito bem humorado, e, de certa forma, tinha lição de moral e até dava para ter coerência com o mundo real, como alertar sobre golpes de telefone, por exemplo. Enfim, Zé Fuinha e Zé Furão tinham histórias divertidas e não mereciam ir para o limbo. 

Termino com algumas capas dos gibis que têm as histórias comentadas na postagem:

Capas: 'Mônica Nº 3' (1970), 'Cebolinha Nº 43' (1976), 'Cebolinha Nº 155' (1985), 'Almanaque do Cebolinha Nº 7' (1989), 'Mauricio 30 Anos' (1990), 'Almanaque da Mônica Nº 19' (1990), 'Almanaque da Mônica Nº 27' (1991) e 'Mônica Nº 234' (2005)