domingo, 25 de outubro de 2015

Capa da Semana: Mônica Nº 17

Uma capa em clima de Haloween, que se comemora nessa semana, dessa vez sem piada, apenas um desenho bonito e bem caprichado da Mônica e Cebolinha como bruxos voando em uma vassoura à noite.

Foi publicada em maio, mas eles bem que podiam ter reservado essa capa para a edição 'Nº 22' de outubro de 1988. Afinal, eles não se preocupavam em colocar datas comemorativas nos seus respectivos meses. 

A capa dessa semana é de 'Mônica Nº 17' (Ed. Globo, Maio/ 1988).


sábado, 24 de outubro de 2015

Capas Semelhantes (Parte 14)

Nessa postagem com capas semelhantes, mostro 5 capas, sendo 1 para cada personagem. Todas da Editora Globo, com a exceção das primeiras versões do Cascão e Chico Bento em que as originais envolvem a época da Editora Abril.

Cascão Nº 89 X Cascão Nº 115

Cascão fazendo apresentação de rolar lata de lixo com os pés. Na versão original, publicada em 'Cascão Nº 89', de 1986, o Cascão está em um circo e mostra também o Chovinista em cima da lata de lixo. Já na 2ª versão, de 'Cascão Nº 115', de 1991, o Cascão está se apresentando na rua, com Mônica e Cebolinha como plateia e sem o Chovinista em cima da lata.



Chico Bento Nº 91 X Chico Bento Nº 130

Chico Bento cavalgando em um cavalo muito brabo. As 2 capas ficaram bem parecidas  visualmente. A diferença entre elas é que na 1ª versão, de 'Chico Bento Nº 91', de 1986, o Chico amarra um travesseiro na bunda com a intenção de não se machucar se ele cair, enquanto que na 2ª versão, de 'Chico Bento Nº 130', de 1992, Chico amarra uma cadeira nele e no cavalo para não cair.



Cebolinha Nº 17 X Cebolinha Nº 176

Cebolinha fica impressionado com o personagem com um balão para baixo em vez de ser para cima. Foi publicada primeiro em 'Cebolinha Nº 17', de 1988, com o Anjinho segurando o balão ao contrário e fizeram outra versão em 'Cebolinha Nº 176', de 2001, sendo dessa vez é o Do Contra com o balão ao contrário pendurado no pé e ele no alto.



Mônica Nº 91 X Mônica Nº 122

Os personagens fazem referência aos "Três Macacos Sábios" em que um não vê, outro não escuta e outro não fala, quando Mônica quer saber o que fizeram com o Sansão. Na versão original, de 'Mônica Nº 91', de 1994, aparecem na capa Cebolinha, Cascão e Humberto e o motivo foi porque deram nós no Sansão. Já na versão de 'Mônica Nº 122', de 1997, o Titi aparece no lugar do Humberto e eles representam os sentidos dos macacos diferentes em relação à 1ª versão (só Cascão continua não escutando) e o motivo foi que eles sumiram com o Sansão, com ela desesperada perguntando se sabem aonde o coelhinho está.



Magali Nº 224 X Magali Nº 324

Magali leva um prato no castelo da bruxa para tomar a poção que estava preparando. Na versão original, publicada em 'Magali Nº 224', de 1998, a Magali está com o prato na mão dentro do castelo. Exatamente 100 edições depois, em 'Magali Nº 324', de 2001, fizeram outra capa semelhante, sendo dessa vez, com a Magali no lado de fora do castelo, tentando pegar a poção pela janela.



Em todas essas mostradas, eu preferi a primeira de versão de cada uma. As capas dos gibis da Editora Abril e os de 2001 foram tiradas da internet porque eu não tenho. Em breve posto mais capas semelhantes no Blog.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Livro L&PM: As Melhores Histórias do Penadinho


Nessa postagem mostro como foi o livro "As Melhores Histórias do Penadinho", da coleção da Editora L&PM lançado em 1991.

Seguindo o formato dos outros livros da coleção, esse tem formato de 21 X 28 cm, 52 páginas e papel de miolo off-set, tanto na versão capa cartonada quanto capa dura. Na capa, sempre com o personagem em uma situação ou com um objeto que tem a ver com sua personalidade, a gente vê o Penadinho no cemitério e a Alminha se aproximando ao fundo, representando o seu cotidiano.

O livro abre com o frontispício com o título "Alma do outro mundo, eu?!", ilustrado com imagem do Penadinho e Alminha namorando, que fala que é o pessoal para ter medo é dos vivos e não dos mortos, que nem sabemos se fantasmas existem mesmo e que Penadinho foi criado com base nisso, para fazer piadas com fantasmas e apresenta os principais personagens, só não falou do Cranicola. Na página de evolução, mostra 2 imagens do Penadinho, com uma de quando ele foi criado em 1963 e outra atual até então.

Evolução do Penadinho

Em seguida vêm as histórias republicadas, sendo 11 no total entre 1972 a 1985. A maioria são historias do Penadinho, mas algumas com ele só faz participação e não aparece em 2 delas. Tiveram histórias com a turma toda, menos com a Alminha, ou colocando os personagens como protagonistas ou fazendo participação. Mostram o cotidiano dos personagens no cemitério, mostrando suas características, ou fazendo críticas ao mundo dos mortos, podendo refletir sobre alguma coisa.

A relação de histórias republicadas (todas da Editora Abril), com número da edição e ano foram essas:
  1. A faxina (MN # 41, de 1973)
  2. Penadinho (MN # 33, de 1973)
  3. Penadinho (MN # 23, de 1972)
  4. Encontro com a cegonha (CC # 48, de 1984)
  5. Almas penadas (CB # 147, de 1984)
  6. O Herói (MN # 184, de 1985)
  7. Um caso de morte (CC # 55, de 1984)
  8. Quem vai, quem fica (CC # 66, de 1985)
  9. Ser ou não ser (CC # 61, de 1984)
  10. Fazendo corpo mole (CC # 57, de 1984)
  11. Penadinho (MN # 125, de 1980)

Prevaleceram histórias dos anos 80 e não teve nenhuma com os traços superfofinhos do final dos anos 70 e a gente conferiu mais os diversos estilos de traços dos anos 80. Nas histórias dos anos 70 desse livro aparece o Penadinho contracenando com outros fantasmas, que era o que prevalecia na época. Os monstros da turma foram criados ao longo dos anos 70 e apareciam raramente nos gibis e nas tiras de jornais, sem características muito definidas e só passaram a ter mais destaque quando lançaram o gibi do Cascão em 1982.

A primeira história do livro foi "A faxina", bem simples de 4 páginas, em que o Penadinho tenta organizar sua cova tirando todo o lixo que não serve mais, mostrando um lado lerdo e atrapalhado do Penadinho. Nessa o Zé Finado contracena com ele no início.

Em seguida, vem uma história curta de 2 páginas, sem título, apenas chamando "Penadinho", em que o Penadinho, Zé Finado e outros fantasmas se juntam para ouvir irradiação de futebol no rádio. Essa aproveitada de tabloide de jornais para o gibi da Mônica, incluindo, inclusive, número das páginas no rodapé, preservando igual como saiu no gibi original. Uma coisa legal nessas primeiras histórias do Penadinho é mostrar no primeiro quadrinho apenas o nome dele e uma imagem dele embaixo para reforçar quem ele era, porque pelo visto ele não era muito conhecido, afinal quase não tinha história dele nos gibis.

Trecho da HQ "Penadinho" (1973)

Depois vem "Penadinho", outra sem título, curta de 3 páginas, com o Pixuquinha aflito porque soube que pode ressuscitar em forma de um jerico (burro). Muminho foi citado na história, mas não apareceu. Essa devia abrir o livro por ser a mais velha do livro e de curiosidade foi a estreia do Penadinho nos gibis. Ou seja, clássica.

Trecho da HQ "Penadinho" (1972)

Em seguida começam as histórias dos anos 80. Em "Encontro com a cegonha", com o Penadinho inconformado porque foi convocado para reencarnar. Para os fantasmas reencarnar era como se fosse a morte para os humanos. A partir dessa história mostra os códigos exatamente como sairam nos gibis originais.

Logo depois vem 2 histórias sem presença do Penadinho. Em "Almas penadas", Diabão vende almas no mundo dos vivos por causa da superlotação de almas no inferno. Já em "O herói", Pixuquinha considera o Zé Vampir um herói, mas para sua decepção, descobre que o Zé Vampir tem medo de muita coisa. Curiosidade do Lobisomem sendo chamado de Lupe, em vez de Lobi ou Lobisomem. Essa história devia encerrar o livro, já que é a mais nova presente.

Trecho da HQ "O Herói" (1985)

Em "Um caso de morte" - Dona Morte quebra o pé e não pode trabalhar e pede ao Penadinho buscar o velhinho Ataulfo, causando muita confusão. Dona Morte só participa no início e no final, afinal é o Penadinho quem está substituindo no serviço.

Trecho da HQ "Um caso de morte" (1984)

Em "Quem vai, quem fica", um fantasma inconformado que havia morrido visita a sua família e amigos no mundo dos vivos e descobre que não fez falta quando morreu já que trataram logo de arrumar substitutos assim que ele morreu. Dona Morte aparece só no início. Não teve uma história protagonizada por ela, mas pelo menos teve presença no livro. Apesar de fazer referência a 1984 no código, ela é uma história publicada em 1985, já que nos gibis de janeiro a março colocavam o ano anterior nesses códigos. 

Já na história "Ser ou não ser...", Lobisomem resolve contar para a sua esposa que é um lobisomem depois de 10 anos de casados. Nessa Penadinho só faz participação no início, sendo protagonizada mesmo pelo Lobisomem.

Trecho da HQ "Ser ou não ser..." (1984)

Em "Fazendo corpo mole", um esqueleto sem cabeça procura a sua cabeça no cemitério e Penadinho chama Cranicola para ocupar a cabeça. Representa história com Cranicola e o seu desejo de ter um corpo. Teve boa presença do Penadinho, mas o Cranicola que é o verdadeiro protagonista.

Na última história do livro, volta para o final dos anos 70, de 1 pagina sem título, apenas "Penadinho", em que um fantasma surge no cemitério e reclama que morreu sem ter feito nada na sua vida, só pensando no que fazer da vida sem decidir nada. 

Enfim, esse livro do Penadinho é muito bom e vale a pena. Quase todos os personagens apareceram, nem que seja por participação, só faltou a Alminha, mas que foi lembrada pelo menos na capa e na imagem do frontispício. E podia ter alguma história do final dos anos 70 para mostrar os traços superfofinhos. Como só tem 52 páginas, sempre falta alguma coisa. Mesmo assim é muito divertido e recomendo esse livro.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Capa da Semana: Magali Nº 11

Uma capa muito legal e bem caprichada com a Magali como maquinista de trem e as fumaças que saem são em forma de guloseimas, como pirulito, sanduíche, maçã e sorvete. Só no trem da Magali para ela conseguir esse absurdo.

A capa dessa semana é de 'Magali Nº 11' (Ed. Globo, Novembro/ 1989).


sábado, 17 de outubro de 2015

Turma da Mônica e o Estatuto da Criança e do Adolescente

Em 1990 foi criado o Estatuto da Criança e do Adolescente, um conjunto de leis do governo que mostram os direitos das crianças. Para divulgar o ECA recém lançado, os gibis da Turma da Mônica de outubro de 1990 tiveram capas e histórias com referência. Nessa postagem em homenagem aos 25 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente mostro como foram essas edições, assim como o gibi institucional, também lançado nessa mesma época.

Todos os gibis convencionais de outubro de 1990 tiveram a mesma estrutura: capas com um selo da Mônica e Cebolinha com dizeres de "Outubro - Mês da Criança". E tinham um direito da criança do ECA em volta de um círculo estampado na capa. Como os gibis do Cascão, da Magali e do Chico Bento eram quinzenais, foram reservados 2 gibis enquanto que os da Mônica e Cebolinha, por serem mensais, foram só 1: 'Mônica Nº 46', 'Cebolinha Nº 46', 'Cascão Nº 98' e 'Nº 99', 'Chico Bento Nº 98' e 'Nº 99' e 'Magali Nº 34' e 'Nº 35'.

Capas dos gibis de outubro de 1990

Algumas capas tiveram também desenho fazendo alusão ao direito da criança e em outros, não. E no miolo sempre com uma história curta a ver com o direito que foi estampado na capa. Na verdade, não deixava de ser propagandas formando uma história para divulgar o ECA, até porque nem tinham os códigos que tinham em todas as histórias dos gibis. Nos gibis da Mônica e do Cebolinha, por terem mais páginas, foram reservadas 2 páginas, enquanto que as dos outros tiveram 1 página. Todas mostrando o direito de acordo com a personalidade do personagem, com uma piadinha no final, ou até mesmo mexendo com a emoção, como foi na história da Mônica.

No gibi da Mônica o direito na capa foi que "Toda criança tem direito a uma família". A capa não faz alusão ao direito, mas simboliza o "Dia das crianças" com a Mônica de camisola abraçada ao Sansão. E no miolo a história foi correspondente a esse direito em destaque, mostrando os personagens felizes com seus pais, mas eles conhecem um menino de rua que não tem família e aparece um casal proposto a adotá-lo, deixando o menino muito feliz e mexendo com a emoção.

História publicada em 'Mônica Nº 46' (1990)

No gibi do Cebolinha, mostrou o direito "Toda criança tem o direito a brincar". A capa foi referente a esse direito, com um desenho bonito do Cebolinha brincando de bicicleta. E na história, o Cebolinha, Cascão e Xaveco brincam de índios, astronautas, piratas, fórmula 1 e futebol e em todas as brincadeiras perturbando a Mônica. No final, ela se cansa e os obrigam a brincar de casinha.

História publicada em 'Cebolinha Nº 46' (1990)

Em 'Cascão Nº 98', o direito foi "Toda criança tem direito à opinião e à liberdade de expressão". Na capa, mostra o Cascão fazendo caretas, reforçando que crianças não podem ser impedidas de fazer caretas, defendendo seu direito de expressão. Na história desse gibi sobre o tema, Mônica fala do direito para o Cascão e o Cebolinha, que aproveitam para xingá-la de gorducha, dentuça, baixinha, que tem coelho encardido e até de pintora de rodapé, para reforçar o direito de opinião deles. Mônica fica furiosa e com uma cara vermelha e assustadora, que deixa os meninos com medo, perguntando que cara era aquela e Mônica reforça que é o direito de expressão dela.

História publicada em 'Cascão Nº 98' (1990)

Em 'Cascão Nº 99' mostrou o direito que "Toda criança tem o direito de ir e vir". Na capa, com Cebolinha e Cascão em uma nave fantasiados de astronautas, de certa forma, até pode dizer que foi alusão ao direito, porque pode dizer que eles podem ir até para o espaço sideral, mas creio que a intenção não foi essa. Na história, mostra o Cascão brincando em vários lugares, sem ninguém perturbá-lo, e resolve descansar em um banco da praça, mostrando que também tem o direito de ficar onde está. Com isso, as pessoas que estavam no banco saem de lá porque não aguentaram o mau cheiro dele. Ou seja, os incomodados que se retirem porque ele, por ser criança, tem prioridade.

História publicada em 'Cascão Nº 99' (1990)

Nas capas dos gibis do Chico Bento não tiveram desenhos fazendo alusão às histórias, sendo as 2 voltadas para ecologia. No gibi do 'Chico Bento Nº 98', o direito foi "Toda criança tem direito à educação", que na história, o Chico fala "à escola" no lugar para dar um ar mais simples. Nela, Chico tem várias aulas, como de Aritmética, Ditado, História, Geografia, Música, mas como na época ele era um mau aluno, o que ele se interessa mesmo é na hora do recreio, que faz questão de dizer que também é fundamental.

História publicada em 'Chico Bento Nº 98' (1990)

Já em 'Chico Bento Nº 99', o direito foi que "Toda criança tem o direito à liberdade de crença e ao culto religioso (escolher a religião)". Na história, cada um dos amigos do Chico falam qual era a religião deles, deixando Chico confuso e, então, ele vai para à beira de um precipício e se dirige a Deus, com toda a sua inocência, falando que Ele gosta de todas as crianças, mesmo que não tenha religião.

História publicada em 'Chico Bento Nº 99' (1990)

Em Magali Nº 34', o direito foi que "Toda criança tem o direito à saúde (tratamento médico e dentário)", que na história a Magali fala "tratamento médico e dentário" no lugar. A capa do gibi não tem alusão ao direito e na história, Magali corre para levar o Cascão à emergência, passando na frente de todo mundo da fila, porque ele está muito mal. Chegando lá, o médico pergunta ao Cascão o que ele tem e Cascão responde que é sede! A piada dessa foi com o Cascão, já que para ele ficar com sede é o fim do mundo.

História publicada em 'Magali Nº 34' (1990)

No gibi da 'Magali N º 35', o direito foi "Toda criança tem o direito à alimentação". A capa faz referência ao direito, com a Magali ao redor de várias frutas, prestes a comer uma fatia de melancia. Na história, ela come tudo que estava na mesa do almoço, e os pais dela, de estômagos vazios, reclamam, perguntando a ela que a criança tem direito à alimentação, mas os pais também não tem esse direito.

História publicada em 'Magali Nº 35' (1990)

Uma curiosidade é que os almanaques da Mônica Nº 20, e os do Cascão Nº 11 e Chico Bento Nº 11, todos de setembro de 1990, tiveram essas histórias desses personagens. O da Mônica, com a história da Mônica e os do Chico e Cascão com as 2 histórias deles nos seus respectivos almanaques. Como foram lançados antes dos gibis convencionais, então a gente conheceu essas histórias primeiro através dos almanaques, e não, nos gibis convencionais. Já as histórias do Cebolinha e Magali não tiveram republicações posteriores, que no caso, seriam no 'Almanaque do Cebolinha Nº 11' e 'Almanaque da Magali Nº 3', de novembro  e dezembro de 1990, respectivamente. Abaixo, as capas dos almanaques que também tiveram essas histórias:

Capas: 'Almanaque da Mônica Nº 20', 'Almanaque do Cascão Nº 11' e 'Almanaque do Chico Bento Nº 11' (1990)

Além de histórias especiais, em 1990 foi criado também o gibi institucional de distribuição gratuita "Turma da Mônica e o Estatuto da Criança e do Adolescente", em parceria com o governo, contando os direitos da criança através de uma história. Curiosamente, esse gibi teve 4 versões diferentes, com capas, que a princípio são iguais, mas que tem diferenças, além de terem histórias diferentes.

A capa da versão original de 1990 mostra um fundo azul com Mônica de braços abertos em frente ao mapa do Brasil com várias crianças estampando todo mapa do Brasil, sendo algumas crianças sem ser do universo da Turma da Mônica. Em 1993, a capa teve a Mônica com traços diferentes e os personagens estampados no Brasil foram só os da Turma da Mônica com eles representando os principais Estados do país. Em 2006 a capa foi semelhante com a de 1993, mas com proporção do desenho um pouco menor para caber o informe "Distribuição gratuita" no canto esquerdo. E em 2007 fizeram uma capa completamente diferente com os personagens. Abaixo, a comparação das capas, sendo que as 3 primeiras versões eu peguei no site do Guia dos Quadrinhos.

Comparação das capas

Em relação a histórias também tiveram diferenças. A versão de 1990 foi uma história diferente que saíram nas outras edições. Como eu não tenho e não encontrei nada dessa versão pesquisando na internet, não sei dizer como era o enredo. Na versão de 1993 é a história com o Franjinha com a cartilha do ECA e chama os seus amigos para contar e discutir sobre os direitos tratados. Já as versões de 2006 e 2007 são a mesma história que saiu em 1993 só que incluíram páginas com direitos que não tinham quando o Estatuto foi criado, como direitos tecnológicos, por exemplo. E tiveram cenas redesenhadas, incluindo o Papa-Capim, e também Dorinha e Luca, que não existiam em 1993.

As cenas redesenhadas tiveram desenhos com traços diferentes em relação ao resto da história e de cara dá para saber quais as partes que não tinham na versão de 1993. Pela imagem abaixo dá para notar isso. Ela tem traços mais perfeitos no início da história e depois mudaram na primeira página, o último quadrinho da história de 1993, colocando desenhos diferentes em relação ao resto da história.

Trecho da história do gibi institucional

Na história, o pai do Franjinha é advogado e Franjinha pediu o Estatuto para conhecer melhor e compartilhar com os seus amigos. Durante a história, além do quarteto principal e do Franjinha, vemos a presença do Jeremias, Titi, e Zé Luís conferindo também os direitos, sendo alguns quadrinhos mostrados outros personagens, de acordo com o direito. misturando informação com piadinhas, seguindo o estilo da atual revista "Saiba Mais".

Trecho da história do gibi institucional

Já nessa página aqui a gente vê que a página não existia na versão de 1993, e foi inserida, com traços diferente sem relação ao resto da história (o primeiro quadrinho da página seguinte também redesenhado), falando de conselho tutelas e inclusive sobre os direitos tecnológicos, de que as crianças têm que usar a internet com supervisão dos pais. Em 1993 não existia internet, então, nada mais natural inserir páginas mostrando isso.

Trecho da história do gibi institucional

No final todas as crianças aparecem reunidas, com esperança de que os direitos sejam cumpridos pelo governo e pela sociedade e sugerindo que possam compartilhar com muito mais gente o que acabaram de aprender sobre o ECA. Na cena final, fizeram mudanças, incluindo Dorinha e Luca, que não existiam na versão de 1993.

Trecho da história do gibi institucional

Infelizmente não encontrei a versão de 1993 na internet pra poder fazer uma comparação melhor dos gibis. A versão de 2007, sempre reforçando que é a mesma história de 2006, só a a capa diferente veio de brinde nos gibis de dezembro de 2007.

Em 1991  o Estatuto da Criança e do Adolescente voltou a ter destaque nos gibis em uma propaganda formando história para comemorar 1 ano de criação.

Propaganda tirade 'Almanaque do Cascão Nº 15' (1991)

Enfim, as capas e histórias nos gibis convencionais de 1990, assim como os gibis institucionais foram uma boa iniciativa para divulgar os principais direitos do ECA de uma forma leve e divertida de forma que todos entendem. Com uma mistura de informação e piadinhas, forma uma história bem interessante e consegue mostrar os principais direitos das crianças, sem deixar piegas.