quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Chico Bento: HQ "O tagarela"

Sabe aqueles alunos que conversam o tempo todo na sala de aula? No Dia dos Professores, mostro uma história com o Chico Bento exatamente assim, conseguindo atrapalhar a aula e irritando a professora Marocas. Com 4 páginas no total, foi história de encerramento de 'Chico Bento Nº 195' (Ed. Globo, 1994).

Capa de 'Chico Bento Nº 195' (Ed. Globo, 1994)

Nela, a professora Marocas está dando aula sobre a abolição da escravatura do Brasil quando ouve umas conversas no meio da aula. Quando ela vê, era o Chico conversando com um menino contando história de assombração, no momento do aviso do Coronel Belarmino para o Malaquia ter cuidado com assombração. A professora interrompe, perguntando ao Chico se a conversa está boa e Chico confirma está muito boa, perguntando se ela quer escutar também.


Marocas fica uma fera e grita que não quer saber de conversa paralela durante a aula. Ela volta com a aula quando Chico continua com a conversa com o menino e uiva, como se fosse a assombração. Marocas chama a atenção dele, falando novamente que não quer conversa paralela na aula. Chico, sem graça, fala que não sabe o que é conversa paralela. Marocas diz que são conversas que não têm nada a ver com o assunto da aula. Chico, então, pede desculpas e diz que não vai se repetir.

A professora volta com a aula, Chico volta a falar alto com o amigo, dizendo que a Princesa Isabel pode ter "assassinado" a Lei, mas que não gostou da cara dela, que ela se parece com a Nhá Capeva, mulher do Onofre da região. Marocas grita e o Chico diz que dessa vez o assunto tem a ver com a aula. Ela reclama que os dois falando ao mesmo tempo não dá e, então, Chico, debochado, diz que ela tem razão e pergunta por que ela não fica quieta por um instante.


Com isso, Marocas manda o Chico se levantar e ir para a lousa passar o ponto. Chico pergunta se é ponto final ou de exclamação e ela diz que é o ponto da matéria (transcrever matéria no quadro negro), que é o que ele tinha medo. A professora continua com a matéria e consegue falar mais um pouco e quase consegue finalizar quando a turma fica rindo do nada. Ela olha para trás e vê o Chico conversando com a Rosinha na janela.

Ela fica uma fera, tira o Chico de lá, com ele dizendo que fazia tempo que não falava com a Rosinha. Marocas diz que já que ele quer falar, faz uma chamada oral ao Chico, para ele falar sobre tudo que ele sabe sobre a abolição da escravatura. Então, Chico fica calado, já que como conversou o tempo inteiro, não sabia nada da matéria, terminando assim.


Essa história é muito engraçada, com o Chico falando o tempo inteiro na sala de aula e tirando onda com a professora Maroca. Vemos um Chico mal educado, abusado, debochado do tempo que era um mau aluno e não queria saber nada com o estudo. Sem dúvida, histórias do Chico na escola com esse comportamento de querer perturbar a aula eram as melhores. Sem contar que histórias como essa com o Chico agindo assim, retrata exatamente como uma aula normal do nosso cotidiano, com alunos não respeitando os seus professores, só querendo tumultuar a aula. 

Poderia até se perguntar se ele não estava com intenção de perturbar a aula, mas ele sabia muito bem o que tava fazendo, confirmado no momento de quando a professora manda passar ponto da matéria e ele se faz de inocente, perguntando se era ponto final ou de exclamação. Dessa vez, os alunos que apareceram na história foram só secundários e ninguém que conhecemos. Só a Rosinha participou, mas que não estava na sala. Na época, o normal era a Rosinha não estudar com ele, com o Chico estudando de manhã e ela, de tarde, mas às vezes os roteiristas colocavam estudando juntos.


Os traços ficaram muito bons no estilo dos anos 90, com destaque das cenas do Chico com dentes de fora nas horas que ele estava sendo debochado, se tornando mais engraçado ainda. Na postagem a coloquei completa. Com uma curiosidade na capa do gibi (bem incorreta também, por sinal), que foi o último gibi com o preço como URV. A partir da edição 'Nº 196', passou a ser o Real. 

domingo, 11 de outubro de 2015

Capa da Semana: Chico Bento Nº 108

Em homenagem ao Dia dos Professores que se comemora essa semana, uma capa com o Chico Bento dormindo na sala de aula e a professora Marocas preparando um despertador para dar um susto nele.

Mais uma capa daquelas que permite o leitor imaginar o que vai acontecer depois, no caso qual será a reação do Chico quando acordar por causa do despertador, como será a bronca que ele vai levar da professora, ou até mesmo se ele vai acordar, ficando tudo isso na imaginação de cada um para inventar.

A capa dessa semana é de 'Chico Bento Nº 108' (Ed. Globo, Março/ 1991).


quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Propagandas anunciando brinquedos (Parte 1)

No mês das crianças, começo uma nova série mostrando propagandas da Turma da Mônica publicadas nos gibis, dessa vez anunciando os brinquedos lançados. Foram muitos brinquedos anunciados ao longo dos anos e mostrarei as principais propagandas de todas as épocas que marcaram gerações. Como foram muitas, colocarei as que encontrei na minha coleção ou na internet e que achei mais interessantes, nem que seja só por causa da ilustração de fundo. Nessa 1ª parte mostro os anúncios de brinquedos publicados nos gibis da Editora Abril entre 1970 a 1981.

O primeiro anúncio de brinquedo publicado em gibis foi em 1970 da clássica boneca da Mônica, da "Trol", a primeira boneca da Mônica a ser lançada. Em formato grande, o anúncio mostra uma menina ao lado da boneca e destaca, entre outras coisas, que a boneca tem cores vivas, é inquebrável e que aguenta enfrentar até o irmãozinho mais novo.

Propaganda tirada de 'Mônica Nº 7' (Ed. Abril, 1970)

Logo depois a "Trol" lançou outros bonecos semelhantes do Cebolinha e do Jotalhão nesse mesmo estilo. Com detalhe que o Cebolinha tinha camisa amarela e bermuda vermelha, diferente da sua tradicional camisa verde e bermuda preta. Para anunciar a novidade, fizeram uma nova propaganda em 1972, reunindo os 3 bonecos com destaque da palavra "chacrinha", muito comum nos anos 70, que significa bagunça.

Propaganda tirada de 'Mônica Nº 31' (Ed. Abril, 1972)

Em 1978, a "Estrela" lançou a coleção de brinquedos do Pelezinho. Com o sucesso do personagem na sua revista, lançaram vários brinquedos como bola, boneco, quebra-cabeça, quadro negro, entre outros. A propaganda mostra como se os brinquedos fosse um filme em cartaz, dizendo que os brinquedos estão em exibição nas lojas de brinquedos de todo o Brasil, no lugar de cinema.

Propaganda tirada de 'Pelezinho Nº 10' (Ed. Abril, 1978)

Em 1979, fizeram um novo anúncio mostrando esses brinquedos da "Estrela", dessa vez com uma ilustração do Pelezinho ao fundo, na sua fase superfofinha que predominava na época e com uma foto do Mauricio de Sousa, do presidente da "Estrela" e do Pelé examinando os brinquedos que seriam comercializados. Raríssima.

Propaganda tirada de 'Pelezinho Nº 22' (Ed. Abril, 1978)

A "Estrela" lançou em 1979 os moldes da Turma da Mônica, que permitia as crianças a produzirem seus bonecos da Turma da Mônica. A criança colocava o gesso no molde e quando tirava já tinha o molde do boneco, que era só pintar com tinta e virava um boneco de verdade criado pela própria criança. Bem interessante. No rodapé do anúncio mostrou como ficava os bonecos da Mônica e do Cascão feitos com esses moldes.

Propaganda tirada de 'Cebolinha Nº 79' (Ed. Abril, 1979)

O Cine-Show da Turma da Mônica da "Estrela" teve uma propaganda em 1979. Era um brinquedo muito comum nos anos 70, que era uma série de frames com os personagens que juntos formavam um filminho com a Turma da Mônica. Teve também uma versão com o Pelezinho, mostrado anteriormente. No rodapé desse anúncio mostrava também para conferir também a bola da Mônica e um boneco do Bidu, lançados pela "Estrela" na mesma época.

Propaganda tirada de 'Cebolinha Nº 83' (Ed. Abril, 1979)

Ainda em 1979, a "Coluna" lançou o quebra-cabeça da Turma da Mônica que vinham em uma caixinha de presente com laço de fita, já pronto para os pais darem de presente para os filhos. Eram 4 modelos diferentes de quebra-cabeça para colecionar, mas que tinham poucas peças em cada pacote.

Propaganda tirada de 'Cebolinha Nº 83' (Ed. Abril, 1979)

Em 1981 teve o anúncio dos carimbos da Turma da Mônica, da "Carbrink". Tinham 4 versões diferentes: Turma da Mônica, Turma do Chico bento, Turma da Mata e Romeu e Julieta, fazendo alusão à história em quadrinhos. E já mostrando que podia ser comprado também na "Lojinha da Mônica", que havia sido lançada há pouco tempo em São Paulo (ainda sem filiais em outros estados). Mesmo sendo anunciado em gibis de 1981, esses carimbos devem ter sido lançado no final dos anos 70, visto que a história "Turma da Mônica no mundo de Romeu e Julieta" foi publicada em 1978.

Propaganda tirada de 'Mônica Nº 138' (Ed. Abril, 1981)

Sem dúvida são propagandas muito legais que valem a pena conferir. Cada um vai ter a sua nostalgia com os brinquedos que tiveram. As que mostrei nessa postagem são muito raras, inclusive. A série continua e em breve posto novas propagandas anunciando brinquedos com a Turma da Mônica.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Capa da Semana: Cebolinha Nº 97

Mostro uma capa engraçada com o Cebolinha em uma pescaria e passando sufoco porque a linha do anzol enroscou no seu cabelo todo para a alegria dos peixes, que só ficam rindo da cara dele. Essas piadas com o cabelo dele eram muito boas.

A capa dessa semana é de 'Cebolinha Nº 97' (Ed. Globo, Janeiro/ 1995).


sábado, 3 de outubro de 2015

História do Horácio na montanha

Mostro nessa postagem uma história simples e ao mesmo tempo polêmica de 1 página do Horácio que foi publicada em 'Mônica Nº 20' (Ed. Globo, 1988).

Nela, Horácio dorme a noite toda no alto de uma montanha e, ao amanhecer, quando o Tecodonte pergunta porque sempre dorme naquela montanha, Horácio responde que não sabe, mas que se sente tão bem quando acorda, muito revitalizado dormindo nela. Reparando bem o desenho da montanha, ela forma um corpo de uma mulher e ele está deitado em cima de onde seria o seio.

Essa história, escrita pelo Mauricio de Sousa, tem algumas interpretações, a critério do leitor. Como o Horácio não tinha mãe, a montanha formando corpo de mulher, foi tratada por ele como a sua mãe, se sentia protegido. Pode ser também o lado sensual, mostrando um Horácio assanhado, fingindo que não sabe de nada. Ou também ele pode se sentir revitalizado apenas pelo nascer do Sol que era muito bonito a vista naquela montanha. Mauricio gostava de histórias que abrem várias possibilidades de interpretações, ficando a cargo do leitor tirar suas próprias conclusões. Quem sabe a intenção nem era da montanha ter uma forma de mulher quando o Mauricio fez, mas no desenho final acabou ficando sem querer, causando toda essa polêmica.

O que pode estranhar é uma história assim sair em um gibi infantil, mas na verdade, ela saiu originalmente das páginas semanais do Horácio de jornal "Folha de São Paulo" e só depois  foi republicada nesse gibi da Mônica de 1988. As histórias do Horácio que saiam nos gibis daquela época eram aproveitadas das páginas semanais dos jornais, só fazendo ampliações e, às vezes, pequenas adaptações de desenhos quando ocupavam 2 páginas dos gibis, o que não é caso dessa. Como nos anos 80 não tinha o politicamente correto, eles não viram nenhum problema de republicá-la em um gibi convencional. E tanto que ainda foi republicada depois ironicamente logo em um Almanacão, o 'Almanacão de Férias Nº 19' (Ed. Globo, 1996), que é um título bem destinado ao público infantil mais ainda e colocaram sem problema nenhum.

Outro detalhe legal é arte no título, colocando a Lua no lugar da letra "C" no título do Horácio. Detalhes que faziam diferença nas histórias antigas. Abaixo, a imagem dessa história do Horácio: