quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Tirinha Nº 23: Cascão

Uma tirinha incorreta do Cascão em que ele elogia a fantasia de diabinho do Cebolinha, mas como faltou os chifres, Cascão dá seu toque especial e dá 2 pauladas na cabeça do Cebolinha. Muito engraçada.

Essa tirinha eu tirei de 'Cascão nº 232' (Ed, Globo, 1995), com o degradê em todos os quadrinhos, típicos dos gibis do segundo semestre de 1995. Mas, originalmente é bem mais antiga, saindo primeiro em tiras de jornais e em gibis anteriores a esse. Eles tinham costume de republicar tirinhas do final do expediente dos gibis, só mudando a colorização. 


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Capa da Semana: Magali Nº 71

Uma capa em clima de carnaval, bem animada, com a Magali como Carmen Miranda, e o Cebolinha e o Cascão como sambistas a reverenciando. A piada fica com o exagero da cesta de frutas na cabeça da Magali, bem típico dela. Resta saber por quanto tempo duraram as frutas na cesta.

A capa dessa semana é de 'Magali Nº 71' (Ed. Globo, Março/ 1992).


sábado, 7 de fevereiro de 2015

Turma da Mônica: HQ "Baile a fantasia"

Nessa postagem compartilho a clássica história "Baile a fantasia", em que a turma, fantasiada de super-heróis, participaram de um assalto sem querer e tiveram que provar sua inocência. Ela tem 10 páginas e foi publicada em 'Mônica Nº 97' (Ed. Abril, 1978).

Capa de 'Mônica Nº 97' (Ed. Abril, 1978)

Começa alguém batendo na porta da casa de cada um da turminha, deixando uma carta anônima para cada um. Inclusive o Bidu recebeu deixada na sua casinha. Tratava-se para comparecerem a um baile a fantasia na Rua Jururu, nº 31, às 15 horas.


Chegando a hora, enquanto o dono da joalheria está olhando o movimento na rua, aparece a turminha fantasiada de super-heróis um a um e param ao lado da loja. Mônica como "Garota Maravilha", Cebolinha como "Cebolandrake", Magali como "Super-Magali", Franjinha como "Fantasmo", Bidu como "Capito" e Cascão como "Tarzinho". O dono da joalheria comenta ao amigo que acha que a freguesia mais estranha que poderiam ter.

A turma reclama que a festa estava desanimada, sem música e que o cara que convidou nem tinha aparecido. Até que de repente, aparece o sujeito mascarado, com confete, serpentina e sanduíches, começando o maior Carnaval. Todos caem na folia, muito animados com o Carnaval e nem se dão conta que o sujeito mascarado entra na joalheria, rouba tudo e vai embora. Assim que ele se vai, a música para de repente e a turma fica sem entender nada, achando que a festa foi muita rápida.


Nessa hora, o dono da joalheria grita que foi roubado e a culpa cai em cima da turminha, que estavam em frente. O jeito foi eles fugirem e se esconderem no clubinho, afinal estavam sendo procurados pela polícia. Lá,se dão conta que foram usados pelo cara para assaltar a joalheria e ainda acham uma vergonha os maiores heróis das histórias em quadrinhos escondidos. Mônica , então, dá ideia de eles irem atrás do bandido par aprovarem inocência deles.


Eles seguem a trilha de serpentinas e confetes que o bandido deixou no caminho e conseguem achar o esconderijo do bandido, que era uma casa toda feita de revistas. A turma se surpreende e acha bacana ter um gibi do "Mandraki" e Super-Homi", até que aparecem revistas voadoras que os carregam para dentro da casa.

Lá dentro, o bandido, com a cara do Mauricio de Sousa, dá boa vinda a eles, chamam a turma de seus filhos e mandam ajoelhar perante ao pai, o maior gênio dos quadrinhos. Franjinha pergunta por que ele acha que é pai deles e o bandido responde que foi ele quem os criou. Quando a Mônica pergunta se não foi outros caras, "Mauricio" se exalta, falando que roubaram as ideias dele e que o chamaram de louco e ao mesmo tempo dá risada de louco mesmo, falando também que casaram o seu "Fantasmo" e ainda o chamam de louco.


"Mauricio" explica que para se vingar, usa os super-heróis para ajudá-lo nos seus assaltos e como eles tentam impedi-lo de continuar com seus planos, ele prendeu todos os super-heróis. Quando a Mônica diz que ele está enganado se pensa que conseguir prendê-los, o bandido puxa uma alavanca e consegue. O Franjinha e o Bidu ficam presos em uma caveira gigante, o Cebolinha em cartola gigante, o Cascão em cipó, Mônica em uma corda de borracha e a Magali em um "S" gigante do logotipo de Super-Homem.


Enquanto estão presos, "Mauricio" resolve fazer seu plano mais diabólico de destruir todos os primeiros exemplares de revistas que estão no museu. Nessa hora, Bidu rói os ossos da caveiras e consegue soltar todo mundo. Já livres, Mônica resolve dar uma lição ao "paizinho" deles.

A turma chega ao museu, na maior folia e o "Mauricio" manda eles dançarem enquanto ele pega as revistas do museu. Até que ele se dá conta que veio sozinho e que eles se soltaram. Então, ele resolve lançar uma bomba especial de traças comedoras de revistas. Mas, eles conseguem tacar dezenas de roupas de super-heróis nele, que o deixam preso até a bomba explodir, conseguindo assim, derrotar o bandido.


No final, a polícia chega e o leva preso e a turma comemoram a vitória. Na empolgação, eles se mostram de valentes na possibilidade do bandido voltar, e acabam batendo na Mônica sem querer. Cebolinha taca a varinha na cabeça dela, Franjinha dá soco nela, Cascão dá um berro ensurdecedor perto do ouvido dela e a Magali dá um tapa ao estender os braços. Mônica fica furiosa e corre atrás deles, inclusive da Magali, falando muito palavrões, e os velhinhos vendo a cena, falam que não fazem mais heróis como antigamente.


Sem dúvida é uma história sensacional, uma grande aventura muito envolvente e bem elaborada pelo roteirista que a criou. Legal ver a turma fantasiada de super-heróis famosos e as paródias ficaram muito boas. Apesar de não ser exatamente uma história de Carnaval, tem tudo a ver com o clima carnavalesco, já que eles se apresentam fantasiados a história toda em um suposto baile á fantasia, caem na folia com serpentina e confete. Na postagem a coloquei completa. É completamente impublicável, já que temas assim com bandidos e as crianças sendo acusadas de crime e que nem cometeram ainda por cima não é politicamente correto.


Além do roteiro excelente, os traços são espetaculares da fase  superfofinha, junto com uma arte-final maravilhosa, dá um resultado incrível como esse. Muitos detalhes, ângulos diferentes. Só olhar e ficar admirando esses desenhos já valem a pena.

Boa sacada o bandido louco com a cara do Mauricio, e falando que era o criador dos super-heróis, e, consequentemente o pai da turma. O arte-finalista Sidney Salustre (Sidão) também apareceu e, provavelmente o outro cara também na 7ª página era alguém da MSP. Isso a tornou mais divertida, Nos anos 70, adoravam colocar o Mauricio, outros roteiristas e o pessoal do estúdio como os vilões das histórias. Ou seja, não eram eles realmente, mas desenhavam com a caricatura deles. O roteirista Reinaldo Waisman foi quem mais apareceu como vilão das histórias e até também como o garoto fofo que a Mônica se apaixonava, sendo chamado de Reinaldinho.


Legal ver o Bidu interagindo com a turma. Nos anos 70 era muito comum inclui-lo nas histórias de aventuras junto com a turma, como um simples cãozinho, e normalmente ajudava também de alguma forma a se livrar da confusão. Nessa, o Bidu foi importante pra roer os ossos da caveira para desprender todos e se livrarem do bandido.

Teve uma curiosidade da Mônica correr atrás da Magali no final. Nos anos 70, a Mônica batia em qualquer um que a provocava, mesmo que sem intenção, seja lá quem fosse, e, com isso, acontecia da Mônica bater ou correr atrás da Magali também, como nessa história. Depois, isso foi mudado e a Mônica não bate mais nas meninas, principalmente na Magali. Só faz cara feia quando a chama de gorda, por exemplo, mas não bate.


Essa história foi republicada 2 vezes. A  primeira foi no 'Almanaque da Turma da Mônica Nº 26' (Ed. Abril, 1985) e depois novamente em 'Almanaque da Mônica Nº 7' (Ed. Globo, 1988). Em 1988, inexplicavelmente, muitas histórias que haviam sido republicadas em 1985/ 1986 foram republicadas de novo, em 2, 3 anos depois. Para quem não colecionava gibis em 1985, assim como eu, achou muito bom ler essas histórias pela primeira vez, mas para quem acompanhou a mudança da fase Abril para Globo, não deve ter gostado disso de ler as mesmas histórias depois de tão pouco tempo. 

Abaixo, as capas desses almanaques, sendo que as imagens da história na postagem foram tiradas do almanaque de 1988, que foi onde a li pela primeira vez. 

Capa de 'Almanaque da Turma da Mônica Nº 26' (1985)
Capa de 'Almanaque da Mônica Nº 7' (1988)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Propagandas alimentícias (Parte 4)

Nessa postagem, relembro propagandas de alimentos da Turma da Mônica que saíram nos gibis em 1995 e 1996. A partir dessa época, foram criados muitos produtos com a Turma da Mônica. É que com os personagens em evidência, passou a vender tudo deles, alguns produtos que você nunca imaginou que fariam. Em muitas, em vez de criarem uma ilustração dos personagens, junto com o produto, só a imagem do produto formava a propaganda.

Em 1995, foram lançadas as caixas com doces e miniaturas da Turma da Mônica da marca "Sonric's". Em cada caixa, vinham 10 doces variados, como pirulitos, balas, chicletes, entre outros, e de brinde uma miniatura dos personagens. Tinha miniatura da Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali e Bidu, vindo um em cada pacote. Hoje essas miniaturas são raras de encontrar e custando bem caras na internet. E cada um desses doces também foram vendidos separadamente, só que nem todos tiveram propagandas.

Propaganda tirada de 'Cebolinha Nº 99' (Ed. Globo, 1995)

O iogurte Turma da Mônica da "Danone" mudou de embalagem em 1995, dessa vez com um tema oriental, com os personagens no Japão. A versão anterior teve tema de esportes olímpicos. Para mostrar a novidade, fizeram essa propaganda abaixo, falando que com o iogurte da Turma da Mônica ficar forte vira uma brincadeira deliciosa. Foi ilustrada apenas com a embalagem do iogurte. De tão bonita a imagem, não precisava de mais nada mesmo. 

Propaganda tirada de 'Almanaque da Mônica Nº 49' (Ed. Globo, 1995)

Em 1996, circulou a propaganda dos pirulitos da "Sonric's", que vinham também nas caixas de doces com miniaturas. Esses pirulitos tinham duas versões: um tradicional e outro com recheio de chiclete. Em ambas versões, podia escolher nos sabores de morango, cereja e uva. Mais uma propaganda que também só foram mostrados os pirulitos, sem fazer ilustração dos personagens ao fundo.

Propaganda tirada de 'Parque da Mônica Nº 44' (Ed. Globo, 1996)

As maçãs da Turma da Mônica da "Portobello Pomelle" tiveram propaganda a partir de 1996, mostrando que as maçãs eram pré-lavadas, embaladas sem contato manual e eram do tamanho ideal para as crianças. E aproveitaram para anunciar que a "Portobello" ganhou um prêmio "Top de Marketing do ano" por causa do lançamento das maçãs da Turma da Mônica. Bonita a ilustração da Mônica com um troféu de maçã. O bom disso é que incentiva as crianças a comerem maçãs.

Propaganda tirada de 'Magali Nº 194' (Ed. Globo, 1996)

Os cornflakes da Turma da Mônica, cereais matinais vitaminados da "Nutrifoods" foram lançados em 1996. Vinham em 3 sabores diferentes: tradicional, açúcar e chocolate, sendo cada embalagem com uma ilustração dos personagens diferentes.

Propaganda tirada de 'Almanaque da Mônica Nº 57' (Ed. Globo, 1996)

Os refrescos em pó da Turma da Mônica, da "Allegro" saíram também em 1996. Tiveram 7 sabores diferentes e em cada um vinha um personagem diferente. Cascão, Anjinho, Cebolinha, Chico Bento, Mônica, Magali e Louco ilustravam as embalagens nos sabores de limão, uva, tangerina, laranja, abacaxi, morango e maracujá, respectivamente. Dessa vez incluíram o Chico Bento em um produto industrializado, coisa que não era muito comum. Legal foi a ilustração de todos os personagens tomando o refresco juntos.

Propaganda tirada de 'Cebolinha Nº 120' (Ed. Globo, 1996)

Ainda em 1996, anunciaram os refrigerantes da Turma da Mônica nessa propaganda. Tinham 4 versões, com cada personagem estampado nas latas. O refrigerante da Mônica era guaraná; do Cebolinha, de limão, representando Sprite; do Cascão, Frapette ou de uva, representando Fanta Uva; e da Magali, de laranja, representando Fanta Laranja. Só não teve com o Chico Bento porque não combina com o mundo rural dele.

Propaganda tirada de 'Parque da Mônica Nº 50' (Ed. Globo, 1997)

O catchup da Turma da Mônica, da "Cica" foi lançado em 1996, com uma embalagem menor que a versão tradicional e com sabor diferenciado para o paladar das crianças, afinal era preparado com mais produtos naturais como tomate, açúcar, vinagre, sal, especiarias e cebola, como diz na embalagem. Nessa propaganda foi só mostrada a embalagem, com a Mônica e Cebolinha falando que o catchup era radical e do tamanho certo para as crianças.

Propaganda tirada de 'Magali Nº 207' (Ed. Globo, 1997)

Para constar, as propagandas de 1996 que mostro nessa postagem também circularam bastante nos gibis de 1997, ou seja, ficaram bastante tempo nos gibis. Em breve, posto mais propagandas alimentícias.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Capa da Semana: Chico Bento Nº 107

Muitas capas do Chico Bento envolviam piadas com bichos, ou com o Chico tirando proveito ou passando sufoco com eles. Nessa capa que eu mostro, representando um típico cenário rural, o bezerro corre furioso atrás do Chico porque ele queria tirar leite da sua mãe vaca e não ia sobrar muita coisa para ele.

A capa dessa semana é de 'Chico Bento Nº 107' (Ed. Globo, Fevereiro/ 1991).