quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Cebolinha: HQ" De Artista e de Louco..."

As histórias do Louco sempre foram ótimas. E essa história que eu destaco não é diferente. Mostra o sufoco que o Cebolinha passou com o Louco quando foi visitar um museu. Ela tem 6 páginas e foi publicada em Cebolinha nº 80 (Ed. Globo, 1993).

Capa de Cebolinha nº 80 (Ed. Globo, 1993)

Na trama, Cebolinha está visitando um museu quando vê um quadro e eis que de repente surge o Louco pelado saindo do tal quadro para o desespero do Cebolinha. Ele fica com vergonha vendo o Louco pelado e tapa os olhos, e o Louco tapa também pensando que estava brincando de adivinhação. O cebolinha fala que tapou os olhos porque estava pelado, e o Louco mostra que quem pegou suas roupas foi a estátua, que estava viva.


Cebolinha manda o Louco sair de trás dele, aí ele pergunta se pode ficar na frente. Irritado, fala que não quer vê-lo em lugar nenhum, aí o Louco coloca um óculos escuros nele. Cebolinha fala que vai perder a cabeça, aí vem o maior absurdo: Louco arranca a cabeça dele e começa a jogar basquete com a cabeça pelo museu inteiro.


Quando recupera a cabeça, Cebolinha fala com todas as letras que quer que o Louco desapareça e ele some. Só que volta a parecer nos quadros do museu, parodiando obras famosas, como Monacrespa (Monalisa) e Dicasso (Picasso).

Então, o Cebolinha fica desesperado e corre pedindo socorro pelo museu e no caminho a estátua o vê. No final, o Cebolinha encontra os guardas, fala que tem um louco no museu, mas como estava só com uma cueca de bolinhas, os guardas pensam que o louco era ele e é levado para o hospício. E os leitores descobrem que quem pegou as roupas do Cebolinha foi a estátua.


Na postagem coloquei a história completa. Ela é muito engraçada. E como de costume, Cebolinha enlouquecendo e se dando mal no final do jeito que eu gosto. Histórias com o Louco são assim mesmo tudo sem nexo, cheio de absurdos e nonsenses e isso que é a graça. Onde já viu tirar a cabeça do Cebolinha e jogar basquete com ela? É muita loucura. Interessante ver o Louco parodiando as obras famosas. Essa história não foi de abertura do gibi, e, sim, de miolo. Aliás, são poucas histórias que o Louco teve como abertura, a maioria são de miolo mesmo.


Gosto, principalmente, histórias desse tipo quando fica a dúvida se o Louco existe mesmo ou se tudo foi imaginação do Cebolinha, ficando o leitor a decidir. Quando sabem que ele existe, acho que perde um pouco da graça. E acho que, sem dúvidas, é melhor o Louco perturbando o Cebolinha do que com outros personagens. Nos anos 70, tiveram histórias que deu um tempo com o Cebolinha e perturbava no lugar o Bidu ou a Mônica, mas não tinha o mesmo brilho do que enlouquecendo o Cebolinha.


Como curiosidade, em relação a capa, foi a última capa do Cebolinha sem código de barras, já que a partir da edição nº 81, assim como todas as revistas a partir de setembro/ 93, passaram a ter código de barras na capa.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Pelezinho Coleção Histórica nº 4


Já nas bancas "Pelezinho Coleção Histórica" nº 4. Nessa edição são republicadas todas as histórias dos gibis nº 10, 11 e 12 entre maio e julho de 1978, reunidos em um só volume com lombada.

Como sempre as histórias são ótimas, repletas de absurdos e situações incorretas que os fãs de quadrinhos gostam tanto. Como os gibis originais tinham 52 páginas cada, essa coleção tinha que ter 156 páginas no total, e não 148. Sempre faltam páginas que podiam explorar mais comentários e propagandas da época em tamanho real. 

Vou comentar cada gibi dessa edição individualmente, como de costume, porém como tenho escaneado as edições 10 e 11 originais, vou mostrar alguns detalhes que deixaram de mostrar.

Comentários gerais:

Nº 10:
Foi até a página 50, incluindo um prólogo do Maurício na página 3, e 4 páginas de comentários. Então, faltaram 2 páginas do gibis original. Ainda tinham 9 páginas de passatempos ocupando o gibi.

A história de abertura é "Os Cheirosos" em que os meninos ficam fedendo por suarem muito depois de uma partida de futebol, afastando a torcida feminina e, com isso, eles arrumam várias formas para não suarem mais enquanto jogam. 

Destaque também para a última história "Rex, um herói", em que o Rex machuca as patinhas e não poderá jogar com os meninos. A arte é muito boa, principalmente na hora que a represa invade o campo em que eles estavam jogando. E curioso que colocam a cena final no primeiro quadrinho como forma do leitor ter que ler a história para saber porque criaram estátua do Rex e como virou herói. Um artifício que não existe nas histórias atuais.

Nas propagandas dos comentários, a da revista "Destaque e Brinque Futebol do Pelezinho", houve um erro e colocaram no lugar uma imagem diferente do que se encontra na revista original. Provavelmente, tiraram de outra revista que não era essa. Abaixo, a propaganda verdadeira que saiu na revista nº 10, de 1978:

Propaganda da revista "Destaque e Brinque Futebol do Pelezinho"

Na propaganda da revista "Destaque e Brinque" da Turma da Mônica colocaram só a metade do texto; ficou omitido o texto presente da parte de cima da imagem. Além disso, todas ficaram tão minúsculas que não dá pra ler nada, como sempre. Nem os brinquedos da "Coleção Pelezinho", da Estrela, dão pra ver. Por isso, coloco todas aqui em melhor resolução, como tinha que ser.

Propaganda da revista "Destaque e Brinque" da Turma da Mônica

Propaganda dos brinquedos da "Coleção Pelezinho" da Estrela

Abaixo, coloco também a seção de cartas "Bate-bola com Pelé", em que o próprio Pelé respondia as cartas dos leitores, tirada da revista original e que infelizmente eles não reproduzem nessa reedição.

Seção de cartas "Bate-bola com Pelé" da edição nº 10

Nº 11:
Ocupa 47 páginas do gibi, com 3 páginas de comentários e 8 páginas de passatempos. A história de abertura é "Jão Balão volta a atacar". Na trama, Pelezinho visita a casa do Jão Balão, que aproveita para usar a sua nova invenção, a máquina "AntiPelezinho", que toda vez que o Pelezinho chute uma bola faz com que ele pense que está chutando um cachorrinho.

Destaque para a história "A despenteada", em que a Bonga fica com cabelo todo arrepiado depois de acordar e não consegue voltar ao normal. É muito engraçada. Interessante também colocarem uma cabelereira de cabelo azul. Nos anos 70, tinham os absurdos das pessoas com cabelo azul, roxo, verde, que atualmente não colocam mais. Pelo menos mantiveram isso nessa edição. Só faltavam mudar isso. Aliás, até que aparentemente não mudaram nada em relação às originais a não ser as imagens da propaganda da revista nº 10, já citado anteriormente.

Apesar de ser uma edição que saiu durante a Copa do Mundo de 1978 da Argentina, não tiveram histórias relacionadas ao tema da copa, mas nos passatempos alguns falam.

A propaganda dos brinquedos "Coleção Pelezinho", da Estrela que saiu na nº 10, também saiu nessa edição e foi a única relacionada á Turma da Mônica. Abaixo, coloco a seção "Bate-bola com Pelé" da revista original que eles não reproduzem nessa reedição.

Seção de cartas "Bate-bola com Pelé" da edição nº 11 

Nº 12:
Ocupa 51 páginas do gibi, com 3 páginas de comentários e tem 2 páginas de propagandas atuais, que podiam ter no lugar páginas de comentários no lugar.

A história de abertura é "Viagem fantástica", em que o Rex contrai o vírus "Olharus Tetricus Trementes" e um cientista faz com que Pelezinho, Cana Braba e Frangão reduzam de tamanho e entrem dentro do Rex para salvá-lo. A arte é espetacular, parece desenho animado e o roteiro também é excepcional. Um verdadeiro clássico. Até agora foi a história mais longa do Pelezinho com 13 páginas, já que suas histórias eram marcadas por serem bem curtas. Aliás, as revistas da Turma da Mônica daquela época normalmente eram histórias curtas e objetivas e por isso eram tão boas.

Não teve tirinha final na revista original aí colocaram uma imagem do Frangão no lugar. Não fala nos comentários que se trata da revista nº 12, nem data e nem o preço. Pelo certo, teria que falar porque na capa reproduzida também não mostram essas informações, colocando só o desenho (que não gosto disso). Infelizmente não tenho a original nem escaneada, mas fiz uma pesquisa, e essa edição original, assim como as nº 10 e 11, custaram Cr$ 7,00. Interessante que manteve o preço congelado por muito tempo, o que era raro.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Propagandas anunciando gibis (Parte 4)

Em 1991, além das propagandas de adivinhações "Quem é? Quem é? Quem é?", foram lançadas também outras propagandas anunciando os gibis individuais da Turma da Mônica. Elas ficaram circulando juntas, até como uma forma para não sobrecarregar demais. 

Essas propagandas novas eram bem semelhantes às que saíam nos anos 80, feitas para substitui-las depois de muitos anos. Consistiam de uma frase com imagem do personagem em questão. Todas explorando as principais características de cada um. A graça dessas propagandas é que as frases também mexiam com expressões populares brasileiras e eram cheias de trocadilho de acordo com o personagem. E outro lado positivo é muitas delas podiam muito bem virar tranquilamente capa das revistas, já que só a imagem já era uma piada.

É bem engraçado o trocadilho do Cebolinha virando dono da Lua. É a que mais gosto. A propaganda da revista do Cascão, é muito legal ver uma gambá apaixonada por ele, fazendo trocadilho com expressão popular. Outros trocadilhos com expressões populares se encontram nas propagandas do gibi do Chico Bento (perseguido por um bode fazendo jus à expressão "Deu bode!"), da Mônica... "na cabeça" (com coelhadas na cabeça dos meninos) e da Magali fazendo graça com  a expressão "É do peru". Tudo explorado de uma forma muito criativa e engraçado. 

A seguir cada uma dessas propagandas, com as fontes dos gibis que eu as tirei:

Propaganda tirada de 'Magali nº 54' (Ed. Globo, 1991)

Propaganda tirada de 'Cascão nº 116' (Ed. Globo, 1991)

Propaganda tirada de 'Magali nº 55' (Ed. Globo, 1991)

Propaganda tirada de 'Magali nº 59' (Ed. Globo, 1991)

Propaganda tirada de 'Chico Bento nº 135' (Ed. Globo, 1992)

Como sempre, cada uma saía nas revistas dos outros personagens. Muito bom vê-las reunidas em um só lugar. Como curiosidade, as das adivinhações "Quem é? Quem é? Quem é?" foram lançadas em fevereiro/91 e essas da postagem, foram a partir de junho/91. 

Todos esses 2 formatos de propagandas ficaram circulando juntos até em 1993, quando foram canceladas também juntas e foram substituídas, o que será assunto na próxima postagem sobre propagandas dos gibis.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Chico Bento Moço nº 1


Foi lançado recentemente, Chico Bento Moço, mais uma revista com os personagens em versão adolescente. Eu comprei essa edição nº 1 pelo valor histórico e nessa postagem falo minhas impressões a respeito.

Eu não apoio essas revistas em mangá com os personagens crescidos, acho horrível. Gostava quando era apenas nos gibis convencionais que de de vez em quando tinham histórias deles adultos, do tipo passa algum tempo para concluir a história. E tinham inúmeras histórias desse estilo ao longo desses anos todos e sempre preservavam as características dos personagens. E os traços agradavam.

Na boa, com a Turma da Mônica Jovem, eles mudaram completamente as características dos personagens. O Cebolinha foi à fonoaudióloga e agora fala certo, o Cascão toma banho, a Magali faz regime para não engordar e por aí vai. Todos têm 16 anos. Os roteiros são tudo muito bobos, se ainda falasse dos dilemas dos adolescentes, mas não assim. Eu só tenho a número zero, a edição especial colorida da Mônica de 2009 e a nº 50 com a história do casamento da Mônica e Cebolinha. Tudo uma bobagem só, a do casamento deles então, nem se fala.

Porém, essa versão em mangá faz sucesso com a garotada, então aproveitando isso e para vender mais, fizeram o mesmo com o Chico Bento. Podiam muito bem só colocarem uma participação nas histórias da Turma da Mônica Jovem, mas preferiram lançar material só com ele.

Contracapa

Comprei essa nº 1 e o que deu para analisar? Tem o mesmo formato da Turma da Mônica Jovem, medindo 16 x 21,3 cm, e capa cartonada, traços estilo mangá, histórias em preto e branco, porém com menos páginas. Enquanto TMJ tem 128 páginas, Chico Moço tem 100 páginas no total. E o preço das duas edições é o mesmo, então, Chico Moço se torna mais caro. 

Já o conteúdo, como de esperar, ficou a desejar. As histórias do Chico Bento Moço vão girar em torno do sonho dele de ser engenheiro agrônomo para ajudar na fazenda dos pais. Vão mostrar sua vida como universitário na cidade, morando em uma república, além de falar como é a agronomia e os problemas da terra e preservação da natureza.

Essa edição foi basicamente mostrar o destino de cada personagem, que rumo tomaram cada um. Abre com duas páginas com um breve comentário com os rumos dos personagens tomaram. Mostra que o Chico passou na faculdade de Agronomia, Rosinha em Veterinária, Zé da Roça, em Pedagogia e Hiro, Engenharia Civil, além de falar sobre o destino do primo Zeca, Zé Lelé, Genesinho, professora Marocas e Nhô Lau.

Uma página mostrando o rumo dos personagens

Na história, o Chico deixa a Vila Abobrinha e vai passar a morar em uma república na cidade de Nova Esperança com o primo Zeca, que passou em Robótica. A Rosinha vai cursar faculdade na Cidade de Campos Verdes, e Zé da Roça e Hiro vão fazer seus cursos na mesma faculdade em Presidente Fonseca e os dois vão morar juntos. Eles estão com 18 anos de idade, menos a Rosinha que tem 17 anos. Esses 4 personagens não falam mais caipirês. 

Agora cada um vai seguir seu caminho e buscar novas experiências, e, com isso, eu acredito que eles nem sempre vão aparecer nas histórias, só se resolverem visitar um ao outro, já que estarão em cidades diferentes. Vai prevalecer mesmo o Chico com o primo Zeca na faculdade de Nova Esperança. 

Já o pessoal da Vila Abobrinha é que não aparecerão mesmo nas próximas edições. Como as histórias serão ambientadas na cidade, então tão cedo não veremos os pais, a professora Marocas (que virou diretora), o Nhô Lau, a Vó Dita e nem o Zé Lelé, que continuarão a viver em Vila Abobrinha. No caso do Zé Lelé ele não quis cursar faculdade e optou continuar na roça porque não conseguiria viver na cidade, além de que alguém tem que cuidar do roçado. Na história, eles falam que vão se encontrar daqui um ano, provavelmente nas suas férias,  quando voltarão visitar Vila Abobrinha. se realmente seguir isso, só a partir da edição nº 13 que veremos de novo os personagens da Vila Abobrinha.

Genesinho

Outro destaque negativo que apareceu o Saci nessa edição e até ele cresceu. Totalmente sem noção. Lamentável. As piadas são sem graça, até tem alguns diálogos mais sérios, mostrando sabedoria e ensinamentos, tipo os pais falando para o Chico sempre seguir o bem e ir para o caminho certo, porém nada de mais. Muita bobeira. E pior de tudo: o Chico e Rosinha não falam mais caipirês, descaracterizando totalmente os personagens, se já não bastasse vê-lo todo musculoso, ainda tem ele falando certo. Um horror.

Pode-se dizer que essa será a edição um pouco mais interessante porque mostrou os rumos dos personagens e essa despedida do Chico da roça. A partir do próximo número, as histórias não se passarão mais na roça, apenas na cidade e faculdade que o Chico irá estudar com o primo Zeca. Serão apresentados os novos amigos do Chico, ou seja, com quem ele vai morar na república junto com o primo, com quem vai estudar, os professores, etc. Por exemplo, será apresentado o tal de Jurandir, amigo do Zeca, que será um dos moradores da república, como é falado na imagem abaixo:

Primo Zeca

Além disso, para alavancar as vendas, nessa edição vem com um jogo com realidade Aumentada, o "Sumiço da Rosinha", desenvolvido para smartphones e tablets. Para ter o jogo, o leitor tem que comprar a revista e baixar um aplicativo do jogo em seu smartphone. Após isso, o leitor joga posicionando determinadas páginas da revista em frente à câmera do smartphone e seguindo as instruções na tela. Entrando no site da Panini, terá mais detalhes sobre o jogo. 

Tudo isso para chamar atenção da garotada e conseguir vender mais. Afinal, o que atrai as crianças e os jovens atualmente são as tecnologias. Só acho que incentiva o consumismo, pois vai incentivar as crianças pedir que os pais comprem smartphone só para ver esse jogo em realidade aumentada. Como eu não tenho smartphone nem tablet, nem vai dar para ver essa realidade aumentada e não vou comprar só por causa disso. 

Zé da Roça, Chico, Rosinha e Hiro: piada boba

Sobre "Chico Bento Moço zero" que será lançado, apesar de ser histórico, eu não vou comprar, a não ser que eu encontre em sebo bem barato, por volta de R$ 1,00 a R$ 1,50, que acredito que não será difícil de encontrar. Explico: é que a história dele é a mesma que saiu no livro "Chico Bento 50 Anos", mostrando seu Bento, com 50 anos de idade, relembrando os momentos que o Chico passou quando criança, e o Chico Moço só aparece em 3 quadrinhos no final. 

A princípio, "Chico Bento Moço zero" será lançada na Bienal do Livro e depois virá encartada em alguma revista mensal a partir de setembro, sendo de preferência na revista do Chico. Claro que pode ir em qualquer gibi, visto que "Turma da Mônica Jovem zero", de 2008, veio encartada em "Mônica nº 20" e "Tina Especial" e "Pelezinho zero", de 2012, veio encartada em "Saiba Mais nº 60" e "Cebolinha nº 74".

Capa de "Chico Bento Moço zero"

Só não entendo porque na capa, tanto do Chico Moço e da TMJ aparece o aviso de não recomendável para menores de 10 anos, se o público alvo dessas revistas são as próprias crianças. Vai entender. 

Enfim, comprei mesmo esse número 1 pela curiosidade e pelo valor histórico porque sinceramente achei bem fraco e não vou acompanhar. Já não esperava grande coisa e confirmou o que previa. É tudo bobo e sem graça. Para quem colecionar, irá acompanhar como vai ser a vida de universitário do Chico em Nova Esperança. Eu dispenso. Não gostei. Para mim, conseguiram estragar o Chico Bento e por isso não colecionarei.

sábado, 31 de agosto de 2013

Uma história do Astronauta de 1994

A história que eu compartilho é do Astronauta e mostra o sufoco que ele passou ao visitar o planeta Estela, sua nova missão espacial. Ela tem 10 páginas e foi publicada em Cebolinha nº 90 (Ed. Globo, 1994).

Capa de Cebolinha nº 90 (Ed. Globo, 1994)

A história começa com o Astronauta jantando frango com milho verde, através de suas pílulas concentradas. Ele reclama que está emagrecendo muito só tomando aquelas pílulas e não vê a hora para voltar para o seu sítio para comer a comida da sua mãe, só que antes tem que cumprir missão de visitar o planeta Estela e verificar se há vida lá.


Chegando lá, ele começa a fazer seu relatório sobre o tal planeta. Descobre que é um rochoso, com atmosfera densa, presença de rios e corredeiras e ar irrespirável para os seres humanos. Ele pega uma mostra da água e do ar do planeta e coloca dentro do seu traje e comenta que a roupa está tão larga que poderia levar a metade do planeta dentro do traje.


Em seguida, Astronauta vê uma planta e quando vai pegar uma amostra, surge a surpresa: era um habitante do planeta e que trata logo de entrar dentro do traje dele. O plano do extraterrestre é que o Astronauta o levasse a outro planeta, já que toda sua fonte de alimentação, que era oxigênio, tinha acabado. 



Astronauta não aceita levá-lo para outro planeta e, com isso, eles começam a brigar dentro do traje do Astronauta mesmo, com direito a soco, chutes e rolamento. Astronauta sai perdendo e é obrigado a levar o ET para outro planeta. Quando estão indo em direção à nave, Astronauta pergunta o que ele respira, que responde que é gás carbônico. Então, foi a deixa para o Astronauta executar seu plano: ele prende a respiração e deixa o ET sufocado, que acaba saindo da sua roupa.


Astronauta explica que quando parou de respirar, o ET não tinha dentro do traje o gás carbônico que precisava para respirar e por isso ficou com falta de ar. O ET ainda tenta conversar com o Astronauta e enrolá-lo para entrar no traje de novo, mas ele não se deixa levar e vai embora, e o ET teve que se contentar a procurar outra fonte de alimentação.

No final, Astronauta termina o relatório sobre o planeta Estela e sai de férias indo direto ao seu sítio. Lá, come muito a comida da sua mãe para que seu traje não fique mais folgado e não passar aquele sufoco de novo. Só que ele acaba comendo demais e acaba engordando mais do que deveria.


Uma aventura muito boa do Astronauta, muito bem escrita e com traços bons também. Com começo, meio e fim bem elaborados, tudo na medida certa.  Eu gosto das histórias dele assim, enfrentando ETs, monstros espaciais e vários perigos.

Interessante mostrar o conhecimento que os astronautas se alimentam de pílulas e tirar graça com isso. Tem alguns absurdos que fazem parte de suas histórias e que são o encanto das histórias em quadrinhos. Curiosamente, a maioria das histórias dele não costumavam ter título, colocando apenas "Astronauta", nunca entendi por que isso. Na postagem, essa história está completa.