terça-feira, 6 de agosto de 2013

Propagandas anunciando gibis (Parte 3)

Em 1991, as propagandas dos anos 80 da postagem anterior anunciando os gibis da Turma da Mônica foram todas substituídas brilhantemente pelas das charadinhas de adivinhação, mais conhecidas como "Quem é? Quem é? Quem é?".



Para cada personagem, uma charada na página ímpar dividida em 4 pistas e que o leitor teria que adivinhar de que personagem se tratava. Quando virava a página, aparecia a resposta com o personagem em questão. Supercriativa e como sempre exploram as características dos personagens. O mais legal é que as charadas tinham rimas e as imagens formavam uma espécie de mini-história, com a conclusão na página seguinte.

Lógico que era na cara saber de quem se tratava, principalmente a do Cascão em que ele aparece nas imagens das charadas, mas o que importa é a criatividade da MSP, que estava em alta.  Uma forma bem diferente e muito legal para anunciar os gibis da turma. Uma melhor que a outra. Todas já com o selo "Quadrinhos Só Da Globo", que permaneceu durante todos os anos 90.

Curiosamente, essas propagandas passavam na televisão em 1991 em forma de animação. Lembro muito bem delas passando. Pena que não encontrei esses vídeos no youtube, senão colocava aqui.

A seguir, cada uma dessas propagandas excelentes, com a fonte dos gibis que eu as tirei:


Propaganda tirada de 'Cascão nº 127' (Ed. Globo, 1991)


Propaganda tirada de 'Magali nº 56' (Ed. Globo, 1991)


Propaganda tirada de 'Magali nº 54' (Ed. Globo, 1991)


Propaganda tirada de 'Cascão nº 115' (Ed. Globo, 1991)





Propaganda tirada de 'Magali nº 57' (Ed. Globo, 1991)

A primeira que apareceu foi a do Chico Bento em Mônica nº 50, de fevereiro/91, e logo depois os outros em todos os gibis. Elas ficaram circulando até em 1993. Na próxima postagem da série, mostrarei as propagandas dos gibis que também foram lançadas em 1991.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Magali: HQ "A garçonete"

Publicada originalmente em Magali nº 107 (Ed. Globo, 1993), a história "A garçonete" mostra as confusões que a Magali arrumou quando trabalhou como garçonete no restaurante da Tia Nena.

Capa de Magali nº 107 (Ed. Globo, 1993)

Começa a Mônica e o Cebolinha saindo às escondidas para conhecer o restaurante que inaugurou no bairro para não esbarrarem com a Magali no meio do caminho e comer toda a comida deles.


Quando chegam, eles chamam o garçom e eis que surge a Magali. Eles não percebem que ela estava trabalhando de garçonete e dão desculpa que não convidou porque não encontraram. Aí ela fala que a Tia Nena abriu um restaurante e está trabalhando no lugar do garçom, que estava doente. Eles ficam sem graça e fazem os seus pedidos. Quando a Magali sai, a Mônica comenta que ela está curada da gulodice trabalhando em um restaurante, mas Cebolinha desconfia que não viria coisa boa por aí. Magali continua a atender os pedidos dos outros fregueses e vai para cozinha.


A partir daí, a ficha cai e ela fica desesperada e fala para a Tia Nena que é muita tortura estar em um restaurante levando comida de um lado pro outro e sem poder comer nada. A tia não leva a sério e manda entregar a sopa da mesa 6. Ela entrega, mas inventa que tem uma mosca e toma a sopa toda do freguês. Ela dá a desculpa a sua tia que o freguês derrubou sopa, e Nena manda para ela entregar também o pedido da mesa 12, que era a da Mônica e do Cebolinha.


Magali entrega os lanches deles, porém faz de conta que o Cascão está chamando na porta e enquanto eles vão conferir, ela come a pizza da Mônica e e se esconde debaixo da mesa. Eles voltam, a Mônica vê que comeram a pizza dela e pensa que foi o Cebolinha. Como castigo, a Mônica pega o beirute dele e ainda dá sermão.


Enquanto ela dá sermão, a Magali pega o beirute debaixo da mesa mesmo e a Mônica fica furiosa. Quando ela vai bater no Cebolinha, eles e todos os fregueses percebem que a garçonete sumiu. Com a gritaria, a Nena aparece e pergunta o que ela estava fazendo debaixo da mesa, que responde que estava caçando barata. Os clientes ouvem e saem todos correndo, reclamam que o restaurante é uma espelunca e ainda deixam tudo revirado.


Com isso, descobrem que foi a Magali que comeu os lanches debaixo da mesa. Ela fica arrependida e sua tia não fica braba e acaba tendo uma ideia para atrair clientela para o restaurante: coloca uma placa dizendo que é o restaurante favorito da Magali, a maior comilona do mundo. Então, o restaurante passa a ficar mais cheio do que era, Mônica e Cebolinha ficam felizes que estão comendo seus lanches e a Magali também , já que agora pode comer tudo o que quiser, afinal como diz a mônica, "ela não tem vocação pra garçonete... e, sim, pra freguesa de restaurante!".


Essa história tem 13 páginas é sensacional e muito engraçada. Traços, roteiro tudo ótimo. As caras que a Magali faz quando está com fome ou devora a comida dos outros sempre dão um toque especial. Como deixam uma garota esfomeada como a Magali trabalhar em um restaurante. Só podia dar confusão mesmo. Até lembra um pouco os episódios do Chaves no restaurante da Dona Florinda. Provavelmente foi inspirado nisso.


Legal o nome do restaurante, "Kitut's". Afinal, como diz a Magali, a sua Tia Nena é a maior quituteira do bairro. E por curiosidade, não tiveram outras histórias da Tia Nena no restaurante, foi apenas nessa. Apesar dela ser excelente cozinheira que faz de tudo, a especialidade dela é preparar doces e bolos.

Infelizmente essa história nunca seria aprovada atualmente, já que trabalho infantil não pode nas histórias atuais. Ao longo da postagem, coloquei a história completa.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Mônica 30 Anos


Em 1993, foi lançada a edição especial "Mônica 30 Anos", em homenagem aos 30 anos de criação da personagem. Nessa postagem faço uma resenha sobre essa edição espetacular muito lembrada pelos fãs.

"Mônica 30 Anos" tem 260 páginas no total, formato 19 X 27,5 cm, capa cartonada, papel de miolo offset (com isso, um pouco mais luxuoso que "Maurício 30 Anos", lançada em 1990). O que marca essa edição é que tem várias páginas destinadas à apresentação e seções de curiosidades, além de tirinhas dos anos 60, páginas semanais, histórias republicadas e uma inédita, tudo intercalado com algumas propagandas, se tornando uma obra bem completa que é como que tem que ser as edições comemorativas desse porte.

Em relação às curiosidades, primeiro mostra o Maurício contando como criou a Mônica e a evolução dos traços da mônica. A seguir tem a seção "Álbum de fotografias" que mostram fotos das filhas do Maurício, Mônica, Magali e Mariângela (que inspirou a Maria Cebolinha), quando crianças.


Depois vem a seção "Tudo começou assim..." que mostra a 1ª tira da Mônica e a evolução da MSP, através de texto e ilustrações, e a capa de Mônica # 1 (Ed. Abril, 1970) e em seguida mostra as 30 capas das revistas da Mônica mais legais escolhidas pela MSP, agrupadas por décadas. Todas que escolheram foram bem clássicas e muito boas.

Mostram, ainda, seções com imagens da Mônica no cinema, no teatro, na TV e no mundo que mostram imagens dos filmes, peças de teatro, propagandas que passaram na televisão e capas de revistas do exterior, respectivamente. Legal ver, por exemplo, a imagem da propaganda de 1993 que passou na televisão do chocolate Nestlé. Há também "Mônica no Parque" com imagens do Parque da Mônica e entrevistas com a Mônica-personagem e a Mônica verdadeira.

Uma das páginas da entrevista com a Mônica, filha do Maurício.

Além disso, tem a seção "Como eles veem a Mônica", em que os personagens de vários núcleos falam o que acham dela, como o Cebolinha, a Tina, Papa-Capim, Bidu, dentre outros e, para finalizar, a seção mais importante e muito comentada até hoje que foi "Como eu vejo a Mônica", com 18 ilustrações da Mônica elaboradas por artistas nacionais e internacionais fazem ilustrações, cada um com seu estilo. Tem ilustrações de artistas, como Will Eisner, Andre Le Blanc, Joe Kubert, Ziraldo, Miguel Paiva, Jim Davis e vários outros. Tudo em alto nível e uma melhor que a outra. Com certeza, essa seção foi o grande destaque dessa edição e que, anos mais tarde, serviu de inspiração para a criação da trilogia "MSP50", de "Ouro da Casa" e do recente "Graphic MSP".

Páginas da seção "Como eu vejo a Mônica", com desenhos de Miguel Paiva e  Milo Manara

Depois das curiosidades, mostram 40 tirinhas clássicas dos anos 60 publicadas no jornal "Folha de São Paulo". Foram dedicadas 10 páginas, com 4 tirinhas por página e em cada uma das páginas comentários sobre elas.

Uma das página com tirinhas dos anos 60

Em seguida, colocaram 10 páginas semanais (tabloides) do Cebolinha dos anos 70 que tinham a presença da Mônica, que também saíram no jornal Folha de São Paulo e todas com seus devidos comentários.

Página semanal dos anos 70

Depois disso, vêm as histórias. A relação das histórias, com o número da edição e ano de cada uma, foram essas:

  1. Mônica é daltônica? (MN # 1 - Ed. Abril, 1970)
  2. Um elefante incomoda muita gente (MN # 2 - Ed. Abril, 1970)
  3. A dona da rua (MN # 2 - Ed. Abril, 1970)
  4. Cascão não quer sabão (MN # 1 - Ed. Abril, 1970)
  5. Os perigos da noite (MN # 4 - Ed. Abril, 1970)
  6. A invasão dos discos (MN # 3 - Ed. Abril, 1970)
  7. Quem tem medo da mini-mônica? (MN # 3 - Ed. Abril, 1970)
  8. A vingadora (MN # 82 - Ed. Abril, 1977)
  9. A unhuda (MN # 81 - Ed. Abril, 1977)
  10. Sansão! É o nome do meu coelhinho! (MN # 161 - Ed. Abril, 1983)
  11. A força da Mônica (MN # 6 - Ed. Globo, 1987)
  12. E o mar levou... (MN # 13 - Ed. Globo, 1988)
  13. Confusões mecânicas (MN # 15 - Ed. Globo, 1988)
  14. Como adultos (MN # 4 - Ed. Globo, 1987)
  15. Dodói por causa do Sansão (MN # 18 - Ed. Globo, 1988)
  16. Abraço da amiga ursa (MN # 8 - Ed. Globo, 1987)
  17. Pra ser ideal (MN # 15 - Ed. Globo, 1988)
  18. O duelo das bruxas (MN # 17 - Ed. Globo, 1988)
  19. Por dentro da moda (MN # 14 - Ed. Globo, 1988)
  20. Mônica 30 Anos (inédita)


Foram 19 republicações e uma inédita. Sobre as republicações são todas muito boas e tem vários clássicos dos primeiros números da revista da Mônica da Editora Abril, inclusive tem a primeira história dela nos gibis, "Mônica é daltônica?". A maioria são originais de miolo.

Propaganda e HQ "Mônica é daltônica?"

Mesmo todas agradando, acho que eles ficaram muito restritos a histórias dos primeiros números da Editora Abril e os primeiros da Editora Globo. Prevalecem histórias de 1970 e de 1988, e, com isso, ficaram sem mostrar todos os traços, incluindo os superfofinhos do final dos anos 70. Pelo que deu para entender, a intenção era mostrar as clássicas dos primeiros números aliadas às características da Mônica. 

Histórias dos anos 80 da Editora Abril, só teve "Sansão! É o nome do meu coelhinho!". As de 1988 que colocaram são ótimas, mas podiam variar, até porque estavam bem recentes para aquela época, embora já era permitido republicar histórias de 1988 em 1993, afinal, eram republicadas nos almanaques convencionais da época. Mesmo assim, tiveram preocupação de colocar vários traços diferentes que saíam nos gibis de 1988. É que naquela época cada história tinha traços diferente, de acordo com o roteirista. Preocuparam-se também colocar histórias que mostram todas as características da Mônica, principalmente a sua superforça e seus absurdos, mesmo sendo praticamente do mesmo ano.

Trecho da HQ "Abraço da amiga ursa" (1987)

Não teve nenhuma alteração em relação às histórias originais. Nem na história "O duelo das bruxas" que mantiveram "1988" exatamente como na revista da Mônica # 17 original, como tem que ser. Na época, eles não mudavam mesmo o conteúdo delas e não seria nessa edição especial que fariam isso. 

Trecho da HQ "O duelo das bruxas" (1988)

A edição termina com uma história inédita entitulada de "Mônica 30 Anos". A trama se passa em 2023, já com os personagens adultos, e mostra o Cebolinha casado coma Mônica e com 4 filhos (dois casais) em um ambiente futurista (tipo "Os Jetsons"). Cebolinha cansado da vida de casado com a Mônica e ainda levando coelhadas dela, pede ao Franjinha uma máquina do tempo para voltar a 1993, ou seja, 30 anos atrás, para fazer com que ele na época de criança não se apaixone pela Mônica. 

Trecho da HQ "Mônica 30 Anos"

Tem 28 páginas e é divida em 3 partes. Muito legal essa história. Curiosamente, ela teve uma leve alteração nos traços a partir da 22ª página (página 251 do livro). Começa com um tipo de traços e termina com outra. Mesmo assim, não perde o encanto da história. É sensacional.

As propagandas que aparecem nessa edição, a maioria fazem referência e homenagem aos 30 anos da Mônica. E ainda tem 4 páginas com uma seção "Quem esteve com a gente... nesses anos dourados", antes da história "Mônica 30 Anos", mostrando várias marcas que anunciaram nos gibis ao longo dos anos.

Duas páginas de "Quem esteve com a gente... nesses anos dourados" - 4 páginas no total

Em 2004, "Mônica 30 Anos" foi reimpressa em uma nova versão como formato livro mais luxuoso e sem as propagandas. Foi lançada junto com as versões também de luxo de "Maurício 30 Anos", "Mônica 35 Anos" e "Mônica 40 Anos" (originais de 1990, 1998 e 2004, respectivamente). Essa versão eu não tenho. 

Sem dúvida, "Mônica 30 Anos" é uma edição excelente que vale a pena ter. Uma edição que marcou os fãs, nem tanto pelas histórias, e sim, pelo conteúdo completo das curiosidades, assim como as principais tirinhas, tabloides e também pelas ilustrações feitas pelos artistas convidados da MSP. Para quem for procurar na internet e em sebos, recomendo a versão original de 1993 que é melhor. Tanto pelo fato de ser a original e também porque tem as propagandas originais. 

sábado, 27 de julho de 2013

Cascão: HQ "A fome"

A história que eu compartilho nessa postagem mostra o sufoco que o Cascão passou para poder almoçar porque não quis lavar as mãos. Ela tem 7 páginas e foi a história de abertura de 'Cascão Nº 70' (Ed. Globo, 1989).

Capa de Cascão nº 70 (Ed. Globo, 1989)
Começa o Cascão chegando em casa depois do futebol morto de fome e quando vai servir a comida, a mãe avisa que ele só vai comer se lavar as mãos. Com isso, ele se recusa a lavar as mãos e vai procurar outra casa para almoçar.


Primeiro, ele vai na casa do Cebolinha, que nega um prato de comida alegando que todos vão perder o apetite por causa do cheiro horroroso dele. Depois, encontra a Mônica na rua com um saco de compras e ela não dá nada pra ele. Acaba caindo uma bisnaga no chão e a Mônica não deixa o Cascão pegar. Ele espera a Mônica se afastar para pegar a bisnaga do chão para comer, mas não contava que um cachorro já estava comendo.


Já passando mal, Cascão encontra a Magali comendo sanduíche e ela aceita dar o que sobrar do sanduíche. Só que ela come tudo e ele continua sem comer nada. Ele vai na casa da Cascuda e ela fica com pena e aceita. Porém, quando finalmente ele tinha conseguido, ela oferece sopa e Cascão foge correndo, pensando que a Cascuda estava querendo dar banho nele.


De tão desesperado, vê o Chovinista e já pensa em linguiça, bacon e pernil e manda embora para não comê-lo. Aí Cascão não aguenta mais de tão fraco e desmaia de fome. No final, a mãe aparece e ver o filho desmaiado e o deixa almoçar, já que sabe que ele não consegue lavar as mãos. Então, como estava faminto, Cascão come tudo e resolve dormir na cama. Só que quando ele vai deitar, a mãe aparece dizendo que ele só deita se tomar banho.


É uma história bem legal que mostra que o Cascão resiste a tudo para não mexer com água. Mesmo simples, não deixa de ser boa. Acho engraçado o Cascão respondendo a mãe no início. Quando ela pergunta se ele lavou as mãos, ele responde: "Ora, claro que não, mãe! Isso é pergunta que se faça para um filho?"


Dá até um pouco de pena o pessoal negando comida para o Cascão e ele passando fome. Será que agiram certo mesmo em deixá-lo com fome só porque ele não quer lavar as mãos? Aliás, tem vários fatos incorretos nessa história, a começar pelo tema de comer sem lavar as mãos, além do Cascão enfrentar a mãe e a intenção de pegar a bisnaga do chão para comer. Ou seja, infelizmente nunca seria aceita para os padrões da MSP atual e por isso é tão boa.


Os traços excelentes, os personagens ficaram bem fofinhos. Tudo indica que seja roteiro e desenho da Rosana Munhoz, ela adorava histórias envolvendo comida e os desenhos de quando ela desenhava, seguiam um estilo assim. Na época, ela já estava mais só como desenhista, mas às vezes fazia os desenhos das suas próprias histórias.


quarta-feira, 24 de julho de 2013

Propagandas anunciando gibis (Parte 2)

Continuando a série sobre as propagandas anunciando os gibis da Turma da Mônica, nessa postagem eu mostro as propagandas fixas dos gibis individuais lançadas entre 1987 e 1990.

Normalmente, consistiam de uma frase e uma imagem representando os personagens. Como não podia deixar de ser, uma mais criativa que a outra. As propagandas saíam na revista do outro personagem. Por exemplo, na revista do Cebolinha saía propagandas das revistas dos outros personagens, mas nunca saía a propaganda da revista dele na sua própria.

Nessa propaganda da revista da Mônica, lançada em 1987, mostra o Cebolinha tentando beijar a Mônica. Muito antes deles namorarem na Turma da Mônica Jovem, eles já ensaiavam o beijo aí. Muito legal.

Propaganda tirada de 'Cebolinha nº 10' (Ed. Globo, 1987)

Ainda em 1987, mais 3 propagandas se juntarem a essa, anunciando as revistas do Cascão, do Cebolinha e do Chico Bento. Assim como a propaganda da Mônica e as que anunciavam as revistas em uma só que eu postei na primeira parte, todas têm o slogan "Emoções em quadrinhos".

Propaganda tirada de 'Chico Bento nº 46' (Ed. Globo, 1988)

Propaganda tirada de 'Mônica nº 45' (Ed. Globo, 1990)

Propaganda tirada de 'Magali nº 41' (Ed. Globo, 1991)

Como o Cebolinha sofre com a Mônica. E essa do Chico é sensacional. Mostra o lado preguiçoso dele e não tem como não bocejar vendo essa propaganda. Muito bom.

Algo que só reparei agora quando fui escanear as imagens, é que nas propagandas do Chico Bento e do Cascão, tem no canto esquerdo o crédito de Cláudio Carvalho bem pequeno nelas. Provavelmente, foi quem teve a ideia delas ou fez as ilustrações.

Em 1990, depois de um ano da revista da Magali ter sido lançada e já consolidada, criaram uma propaganda desse estilo para ela. Bem legal também, retratando a gula dela e sua paixão por melancias, como não podia deixar de ser:

Propaganda tirada de 'Chico Bento nº 83' (Ed. Globo, 1990)

Com essa propaganda da Magali, aproveitaram para substituir, também em 1990, as propagandas da Mônica e do Cascão por essas:

Propaganda tirada de 'Chico Bento nº 94' (Ed. Globo, 1990)

Propaganda tirada de 'Chico Bento nº106' (Ed. Globo, 1991)

Por curiosidade, a imagem da propaganda nova do Cascão foi aproveitada da capa do Almanaque do Cascão nº 7 (Ed. Globo, 1989). Ficou melhor que a propaganda "Pintou sujeira", que na minha opinião era a mais simples de todas. A da Mônica nem precisava ser substituída, mas essa nova também ficou bem legal e gosto muito.

Já as do Cebolinha e do Chico Bento, como eram muito boas, foram mantidas. Então, essas 5 (Cebolinha e do Chico Bento antigas e as novas da Magali, Mônica e cascão) ficaram circulando até o início de 1991.

Na próxima postagem da série, mostrarei as propagandas dos gibis que circularam a partir de 1991.