quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Turma da Mônica: HQ "Cebolobisomem"

Mostro uma história em que a Mônica pensa em que o Lobisomem da Turma do Penadinho era o Cebolinha fantasiado durante o baile de Carnaval do Parque da Mônica.  Com 11 páginas, foi publicada em 'Parque da Mônica Nº 14' (Ed. Globo, 1994).

Capa de 'Parque da Mônica Nº 14' (Ed. Globo ,1994)

Mônica está fantasiada de fadinha para pular Carnaval no Parque da Mônica. Vai atender a porta e se assusta com o Cebolinha fantasiado de Lobisomem. Depois, vão à casa do Cascão, que diz que não vai ao parque porque carnaval é muito sem graça, é um querendo molhar o outro. Mônica diz que no Parque tem nada disso, é só pular e brincar. Então, Cascão busca sua fantasia de porquinho e cebolinha pergunta cadê fantasia.

No caminho, encontram a Magali fantasia de melancia e acham bem original e quando entram no Parque da Mônica, encontram o Chico Bento fantasiado de príncipe. A turma acha legal o Parque todo enfeitado de Carnaval e acham as fantasias do pessoal bacanas. Em seguida, encontram o Pixuquinha, acham que era uma pessoa tão bem fantasiada que parecia um fantasma de verdade e Pixuquinha diz que é mesmo, acabou se sair da "Tumba do Penadinho" e Cebolinha comenta que nem os monstrinhos da "Tumba do Penadinho" resistiram ao Carnaval do Parque.

Enquanto isso, o Lobisomem da Turma do Penadinho resolve sair da Tumba para brincar e ao mesmo tempo, Cebolinha sai para procurar o resto da turma. Lobisomem anda ao lado da Mônica, que pensa que o Cebolinha ainda estava ali e fala que é para esquecer a turma e irem para o "Brinquedão". Lobisomem manda a dentuça largá-lo, Mônica taca a varinha de cordão para bater nele, erra o alvo e Lobisomem vai pegar como um cachorro pega graveto.

Mônica acha que a fantasia está muito quente que está afetando os miolos dele. Em seguida, Lobisomem vê uma criança fantasiada de esqueleto tomando sorvete, Lobisomem pensa que são ossos e vai atrás para devorar e Mônica o segura pelo rabo achando que era coisa feia e que depois paga um sorvete para o Cebolinha. Lobisomem se enfeza e fala que agora vai pegar a Mônica, que pensa que está brincando e diz que o último que chegar é um bobão. Lobisomem persegue a Mônica no "Brinquedão", se desequilibra, é pisoteado por outras crianças e sofre para sair do "Brinquedão".

Mônica pergunta onde Lobisomem quer ir agora, ele responde ao "Carrossel do Horácio", mas logo se corrige que quer ir a lugar nenhum. Cascão pergunta do que estão brincando, Lobisomem acha que era um porquinho de verdade e quer devorá-lo. Cascão não gosta da cara do Cebolinha, Mônica também acha que está estranho e que está pensando em algum plano infalível, tenta tirar a máscara e descobre que era um Lobisomem de verdade.

Cascão tenta fugir, Lobisomem corre atrás, tropeça na Magali melancia e Chico Bento sobe em cima do Lobisomem. Penadinho aparece com Pixuquinha, fala par ao Lobisomem que é uma vergonha e ele diz que a culpa foi da menina, ele só queria se divertir. Penadinho diz que em outubro eles têm a própria Festa do Terrir e Lobisomem gosta. 

Cebolinha volta, a turma ainda fica em dúvida se era ele mesmo, mas ao gritar "Glauu!", passam ter certeza que era ele. Cebolinha não acha graça e Mônica pergunta se ele não vai ao show de carnaval deles. No final, enquanto se apresentam, Penadinho e Lobisomem estão na plateia e acham que essa turma é demais.

Uma boa história em que a turma vai pular Carnaval no Parque da Mônica e como Cebolinha estava fantasiado de lobisomem, Mônica pensou que o Lobisomem da Turma do Penadinho era o Cebolinha e Lobisomem sofreu com ela. Foi só Cebolinha se afastar e coincidentemente Lobisomem aparecer que a Mônica confundiu. De qualquer forma, não dava para ela se enganar, a cor da camisa da fantasia era diferente, a pelugem do Lobisomem era mais escura e ele é mais alto que o Cebolinha, sem dúvida ela precisava de óculos. O Parque era tão bom que os personagens queriam dar voltinha lá na pausa do trabalho. Se Lobisomem soubesse, não sairia da "Tumba do Penadinho", coitado só queria descansar do trabalho, mas não teve sorte.

Foi bom o embate entre eles para capturar o Lobisomem, Chico Bento agiu rapidamente, subindo nele, com a experiência de caçar lobisomens na roça, serviu pra capturá-lo também. No fim, vemos que Turma da Mônica é tão sensacional que nem os monstros da Turma do Penadinho resistiram de dar espiadinha no show de carnaval deles. 

No início da história o Cascão dizer que todos se molhavam um ao outro, se referindo a costume de squeezes d'água que gostavam jogar nos outros durante o Carnaval. Foi engraçado o Cebolinha perguntar cadê fantasia com o Cascão vestido de porquinho, a Magali de melancia que não se sabe como ela não comeu a própria fantasia, se assustarem por não identificarem que o Pixuquinha era fantasma de verdade passeando pelo Parque, o Lobisomem pegar varinha de condão como se fosse graveto, confundir menino fantasiado de esqueleto com ossos que ele gostava de comer e ser pisoteado pelas crianças no "Brinquedão"

Na MSP, tinham vários lobisomens diferentes, o Lobisomem da Turma do Penadinho, o folclore da Turma do Chico Bento, além dos lobos maus de paródias de contos de fadas como Chapeuzinho Vermelho e Os Três porquinhos. Todos se encaixavam bem em suas respectivas histórias. A partir dos anos 2000, o Lobisomem passou a se chamar apenas "Lobi", uma abreviação do seu nome para deixar mais simples  e não deixar tão genérico e confundir com os outros tipos de lobisomens da MSP. Continua sendo chamado "Lobi" até hoje, prefiro ele sendo chamado de Lobisomem mesmo.

Histórias do Parque da Mônica costumavam ter muitos crossovers de personagens, todos se reuniam lá, fora brinquedos terem nome de personagens de vários núcleos e trabalhavam lá que também ajudavam a ter presenças  deles. Normalmente todos os secundários conhecem um ao outro, dessa vez o Lobisomem não conhecia a Turma da Mônica. Como o Parque era localizado dentro do Shopping Eldorado em São Paulo, muitas vezes tinham propaganda do shopping todas as vezes que mostravam a fachada quando estavam prestes a chegar lá como foi no penúltimo quadro da página 5 do gibi.

O Parque da Mônica tinham festas comemorativas para atrair a criançada, aí o Parque recebia decorações e shows temáticos nessas datas durante mês todo. Com isso, em fevereiro de cada ano, em época de Carnaval, tinha baile lá e o Parque todo com decoração carnavalesca e nos meses de outubro, época de Halloween, tinha a "Festa do Terrir" com decoração temática de bruxas e monstros e com show com a Turma do Penadinho. Bom entretenimento para criançada.

Os traços ficaram bons do estilo consagrados dos personagens, personagens ficaram bem fantasiados, Mônica bonita de fadinha e com destaque de fantasias do Cascão e da Magali personalizadas de porquinho e melancia, respectivamente, com características de personalidades deles. Não considero que tenha um roteiro incorreto hoje em dia, apesar que podem implicar de ser história de Carnaval que não gostam, e tem elementos que podiam mudar como Cascão com fantasia de porquinho, menino fantasiado de diabinho, Mônica segurar Lobisomem pelo rabo e ele ser pisoteado pelas crianças no "Brinquedão".

28 comentários:

  1. Magali o derrubou por acidente, já o arremate do Chico, foi pela bravura, dado que lobisomens compõem o habitat de Vila Abobrinha.
    Na média, HQs ambientadas no Parque da Mônica tendem a não despertar meu interesse, sendo uma ou outra que posso dizer que são inesquecíveis e, "Cebolobisomem", que eu não conhecia, entrou para minha seletíssima lista de tramas que se desenrolam neste ambiente que posso afirmar que gosto com a devida intensidade.
    Nunca imaginei que iria ver Lobisomem interagindo com a Mônica e com os demais titulares. Crossover muito maneiro envolvendo indivíduos de três núcleos e a cereja do bolo, lógico, é a Mônica na companhia do Lobisomem.

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    1. Sim, puro acidente, Magali não tinha intenção e acabou derrubando e Chico conseguiu capturar, já estava acostumado com lobisomens. Legal que gostou, de fato nas revistas do Parque conseguíamos ver crossovers que nunca imaginaria, esse era o diferencial da revista. Nunca ia pensar Lobisomem junto com a Mônica e ficou boa. Essas que envolviam crossovers considero as melhores do Parque.

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    2. Confesso que não teria a mesma impressão se "Cebolobisomem" fosse inserida naquele visual de "Anjinho encapetado" e que foi responsável por ilustrar muitas HQs marcantes da TM 90's - 1994-1997 creio que foi o período que melhor (ou que mais) concentrou tal estilo. Gosto daqueles traços, "pero no mucho"... Tudo indica que foi o Julinho ou foi o Sidão que desenhou esta. Já a Olga, descarto como possível autora destes traços.
      Roteiro de "Cebolobisomem" não está entre os mais elaborados e isto é uma característica até bem comum em histórias que se desenrolam no Parque da Mônica. O diferencial que identifico nesta HQ é a ênfase na interação de uma gigante como a Mônica com uma figura que historicamente foi "meio que"* relegada a segundo plano dentro do núcleo ao qual pertence.
      *Aspas se devem a Lobisomem, personagem com um baita potencial à época (80's e 90's), ter sido um tanto, digamos, subestimado.

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    3. Difícil saber quem desenhou, eu chuto no Sidão, que tinha desenhos incríveis e fazia bastantes traços do estilo consagrado. Se no lugar fossem esses traços que você citou, ficaria menos atraente, apesar de que não ficariam ruim também. Creio que utilizavam aqueles traços quando queriam dar mais humor nas histórias. Foi um roteiro simples, sim, e concordo que interação da Mônica com o Lobisomem foi bem diferente. Já tiveram histórias dela com o Penadinho, Frank e Dona Morte, mas com outros personagens do núcleo não tiveram ou bem raros.

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    4. Vide o que estava prestes a cometer e foi impedido pela eficaz puxada de cauda da forçuda, a relação entre Zé Caveirinha e Lobisomem deve ser um tanto conflituosa. Já com Cranicola, que é "osso duro de roer", sua relação com Lobisomem costuma ser de compadrio.

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    5. Com o Cranicola acho que não dava conflito porque era só uma cabeça de osso, já o Zé Caveirinha que fica o formato de ossos pelo corpo inteiro, aí o Lobisomem pode querer comer e dar conflito entre eles.

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  2. Agora, sim, Marcos, essa é a postagem definitiva pra terminar o Carnaval desse ano com estilo, depois de eu ter sugerido que você comentasse dessa história há mais de 10 anos atrás, quando eu ainda era um mero iniciante no blog. Quem diria que passou tanto tempo, né? Caramba...

    E a história foi justamente como você me explicou: o Lobisomem da Turma do Penadinho saindo da tumba dele pra aproveitar o carnaval no parque e a turma confundindo ele como se fosse o Cebolinha fantasiado de lobisomem, causando muita confusão. É certo que já vimos esse clichê de obras com um personagem ser confundido por outro sem querer, mas quando ele é feito ou escrito de forma bem elaborada, não acaba nos enjoando tanto assim.

    E vendo mais a história... Cara, imagina que só de ver o parque todo decorado, acredita que eu acabei tendo lembranças não exatamente do Parque da Mônica em si (já que nunca cheguei a frequentar, nem mesmo aqui no RJ, que durou só míseros 5 anos, de 2000 a 2005), mas de quando eu ia em certas festas e blocos de carnaval quando criança, incluindo da minha escola, por exemplo? O problema é que por eu ser autista, meus ouvidos eram bem sensíveis quando eu era pequeno, não aguentava ficar ouvindo barulhos bem altos. Então, imagine só se você estivesse na minha pele e ter que aturar toda aquela batucada do samba e da folia. Não, pior, no ano novo, então, nem se fala. Eu ficava todo ansioso esperando chegar a meia-noite do ano seguinte, mas tapava os ouvidos quando chegava a hora dos fogos, porque aquele barulho me dava muito, muito medo mesmo. Graças a Deus, os tempos são outros, eu fico todo eufórico com a passagem de ano, mas eu meio que acabei perdendo o gosto pelo carnaval. Eu até gosto um pouco dele, mas minha fase de folião já passou, não é mais como costumava ser quando moleque. Quer dizer, a não ser por uma vez em 2023, ainda na pandemia, que eu foi pular carnaval no bloco perto aqui da minha rua, ao lado da minha vizinha, a filha dela e a prima da filha. Até que foi bem divertido, não ficamos até bem mais tarde e até me deparei com um dos caras usando uma máscara parecida com a do Máskara. Sabe, aquele famoso personagem anti-herói que teve filme do Jim Carrey, desenho animado e tudo mais? Pois é, até foto com o cara eu tirei pra nunca mais esquecer. O que incomodou mesmo foi o cheiro tóxico dos banheiros químicos, que tem em todo carnaval, junto do pessoal emporcalhando a rua com lixo e sujando todo mundo com espuma, confete, serpentina, tudo. Mas o que a gente pode fazer? Carnaval é todo esse caos selvagem, mas desde que seja feito com moderação, eu acho que valerá toda a pena, você não concorda?

    Enfim, desculpe se pulei um pouco fora demais do navio, mas eu quis aproveitar essa época do ano pra compartilhar alguns relatos carnavalescos meus, só espero que goste deles, pelo menos. E sobre a história em si, pode ficar tranquilo que ela tem o meu selo aprovado, gosto muito de ver essas histórias antigas do Parque da Mônica, ainda mais com o sonho de finalmente conhecer uma como essa, depois de tanto tempo pesquisando em tudo que é canto da internet. Legal que na história, os personagens usam as exatas fantasias que pousaram na capa da edição, que bela coincidência. Aliás, me dá uma nostalgia tremenda em ver essa capa, até parece que foi ontem quando era um dos cartões virtuais do antigo Portal da Turma da Mônica. Ah, saudades a mil, viu...

    E é isso, não quero espremer mais esse comentário pra não caber, mas eu espero que tenha gostado bastante dele e das histórias que comentei. Quando der, apareço de novo por aqui.

    Um bom carnaval atrasado, Marcos, mas de muito coração e até mais ver, colega. Boa noite, forte abraço e tudo de bom pra você. Até a próxima!!!

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    1. Ah, sim, quase que eu me esqueço, puxa vida! Não foi só apenas em outubro que o Parque da Mônica fazia a tradicional Festa do Terrir, pra coincidir com a chegada do mês das bruxas, com o Halloween e tudo mais. Se não me falha a memória, eles chegaram a fazer umas duas edições, pelo menos, em agosto de 1997 e de 1998, segundo reportagens e propagandas da época, mas por que será? Era pelo fato de agosto ser o mês do folclore brasileiro, mas querendo juntar símbolos do Halloween, tipo fantasmas, bruxas, abóboras, vampiros e tudo mais? Vai entender, mas eu sei que depois de 1999, voltou a ser em outubro, como sempre foi (acho eu...). Curioso é que depois de 2000, deixaram o termo Festa do Terrir de lado e passaram apenas a batizar de Halloween mesmo. Lembro muito bem das propagandas com o texto no início "Halloween no Parque da Mônica", com uma ilustração da Mônica de bruxinha, o Cebolinha de terno e cartola (referência ao Zé do Caixão, talvez?) e o Penadinho com chapeuzinho de bruxo dentro do caldeirão. Se você já viu essa propaganda, eu acho que já sabe aonde eu quero chegar, não é? Só queria apontar essa informação depois de ver essa parte na postagem acima, espero que ajude em alguma coisa.

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    2. Verdade, custou, mas finalmente postei essa história que você tinha sugerido, tempo voa. Mesmo quando o tema já foi usado antes, conseguia desenvolver de forma diferente e sempre criativos. Devia ser bonita a decoração real de Carnaval do Parque da Mônica, não lembro se chegaram a mostrar alguma vez na seção "Notícias do parque", só conferindo pra confirmar, independente de fotos, pessoalmente devia ser mais linda ainda. Barulho nessas festas já são ruins e pra quem é autista, pior ainda, no Réveillon ainda soltam fogos barulhentos até hoje, não vejo mudança dependendo de onde está. Concordo que moderação no Carnaval é o ideal.

      Foi uma história legal, foi normal na capa colocarem as mesmas fantasias da histórias porque foi uma capa com alusão à história. Tinha essa capa como cartão virtual no portal deles, bem lembrado. Nunca reparei se "Festa do Terrir" era sempre em outubro, sei que sempre mostravam bastidores alguns meses depois porque as revistas ficavam prontas antes do evento. Aí, só conferindo aqui pra ver os meses certo. Achei uma pena renomearem depois para Haloween no parque da Mônica, "Festa do Terrir" ficava melhor e mais original. E lembro dessa propaganda nos gibis. Boa noite, bom carnaval atrasado e até a próxima. Abraços.

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  3. Pra você qual desses é o pior personagem seu Carlitos o pai da Magali ou o Manezinho e porque

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    1. Gosto dos dois, o pior fica o Seu Carlitos só quando ele maltratava o Mingau.

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  4. Nunca gostei muito desses Crossovers de núcleos diferentes da Turma da Mônica na época da editora globo, está aí uma coisa que na minha opinião a era Panini faz com maestria, principalmente os roteiros do Emerson Abreu. Mas de qualquer modo sinto falta da época da Revista Parque da Mônica que marcou época.

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    1. Depende de como desenvolvem os crossovers, uns que gostavam quando aparecia o crossover no final da história como piada final. As do Parque da Mônica achava válido por personagens se reunirem lá, podiam se esbarrar naturalmente.

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    2. Acho de boa os crossovers sucedidos no Parque da Mônica, contudo, por serem característicos e/ou típicos e/ou previsíveis, isto é, por serem sistemáticos, sou mais os crossovers eventuais e inusitados, como aquele do Capitão Feio em Vila Abobrinha, acho top! Outro maneiraço é o de caráter carnavalesco com malfeitor baseado no argumentista Waisman, publicado quase dois anos antes da MSP mudar para Editora Globo. Até os mais curtinhos possíveis considero da hora, como um em que o Bugu, ao representar o personagem Hamlet, arranja um crânio e leva um baita susto ao descobrir que se tratava do Cranicola. Enfim, a meu ver, os melhores são os pontuais, tanto os extensivos quanto os resumidos em poucos quadros.

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    3. Sim, Zózimo, também foram casos bons esses, principalmente Chico Bento com Capitão Feio. De qualquer jeito pode ficar bom, desde que não seja frequente porque aí se acostuma, fica previsível, aí fica como que são pertencentes fixos aos núcleos. No Parque da Mônica aceitável porque foi criado pra isso, mas histórias no bairro do Limoeiro melhor só de vez em quando.

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    4. Tanto os eventuais ou pontuais quanto os ambientados no Parque da Mônica, que ocorriam sistematicamente, enfim, a maior parte dos crossovers nas antigas HQs da MSP são introduzidos a partir do núcleo do Bairro do Limoeiro. O do Capitão Feio na roça foge à média não por ser uma trama do Chico Bento e sim por não abrir com o vilão, pois sua presença é revelada na segunda página, ou na terceira, contando ainda com Cascão, que dá as caras no quadro de encerramento.

      Quanto ao núcleo do Bidu, ele, Duque e Zé Esquecido residem no Limoeiro e é válido incluir a Dona Pedra como moradora também, porque tanto atua em cenários falsos quanto contribui como parte do cenário do bairro da turminha em suas interações com Bidu. Já Manfredo e Bugu compõem apenas um núcleo, pois não integram o Bairro do Limoeiro. Portanto, aquela HQ cuja primeira publicação foi no ano de 1982, com as ilustres presenças de Bugu e Cascão, consiste num crossover e cito a trama "Cascão e Bugu" como exemplo por haver uma historinha em que Duque e Titi aparecem juntos, como se o guri fosse o dono do cachorro por ser quem o segura pela extensão* da coleira e aquilo não deve ser classificado como crossover pelo simples fato de ambos residirem no mesmo bairro.
      *Como Duque vive encoleirado, caso não inserisse a palavra "extensão", poderia dar entender que estaria suspenso, pendurado, erguido do chão por Titi segurá-lo pela coleira.

      Crossover que consegue ser bem, bem inusitado mesmo, ficando como raridade por dispensar figuras do Limoeiro e de Vila Abobrinha, é a participação de Zé Munheca em HQ do Penadinho, ficando na condição de raridade.

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    5. No último parágrafo do comentário acima erroneamente inseri "ficando como raridade" e "ficando na condição de raridade" como partes da mesma frase, uma ou outra bastaria. Perdoem o vacilo. E, complementando, não conheço o crossover com Zé Munheca e Penadinho, parece que Frank também participa. Acredito que foi no Fandom que fiquei sabendo disso e no GQ consta que pertence ao conteúdo de Cascão nº29, de 1983. Quiçá seja o mais inusitado de todos os crossovers circunscritos no período áureo dos quadrinhos da TM clássica por não envolver integrantes de núcleos centrais como o de Vila Abobrinha e o do Bairro do Limoeiro.

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    6. Chico Bento com Capitão Feio foi bom por ter fugido do ambiente do Bairro do Limoeiro ainda que Cascão apareceu no final na Vila Abobrinha, adorando a sujeira que ficou lá, coisa que o Cascão de hoje não faria, seria mais fácil hoje ele ajudar o Chico a limpar tudo. Mas também tiveram outros crossovers sem ser com o Bairro do Limoeiro, tipo Piteco com Chico Bento, Bidu com vários secundários na mesma história. Astronauta com Chico Bento e por aí vai. Todos os secundários tiveram histórias próprias com outros secundários, sempre eram boas assim. Como estão no mesmo Bairro do Limoeiro também acho que a Turma do Bidu não é considerada crossover, porém Bidu contracenando com o Chico, com Piteco, Papa-Capim, Ministro Luís Caxeiro Praxedes, etc, aí sim é considerado crossover. O Duque tratado como cachorro do Titi foi só em uma história, aí nem pode considerar que isso é fixo, podiam ter explorado mais isso pra confirmar. Já teve também Bugu com Mônica no mesmo ano de 1982 dessa história com Cascão. E Zé Munheca em história do Penadinho e Frank foi como figurante em um quadro, não contracenaram juntos, o Zé Munheca apenas avistou o Frank perseguido pela lavadeira, mas não deixa de ser inusitado e raro esse crossover.

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    7. Este seu comentário me resgatou a memória sobre o crossover entre Piteco e Chico que, inclusive, conheci tardiamente. Muito bem lembrado! Astronauta com Chico Bento também havia sumido da memória e acho que tive exemplar da edição com aquela história.

      Certamente que Duque não é bicho de estimação do Titi, não conheço a HQ da qual aparecem juntos, vi apenas alguns quadros com a cena que sugere que ali Titi estaria como dono ou, quem sabe, está apenas tomando conta do amigo do Bidu - caso atue mesmo como dono daquele cãozinho, não digo certamente, mas, muito provavelmente deve ter sido erro proveniente de storyboard.
      O que ressaltei em relação ao Duque na companhia do Titi foi que não faz sentido classificar como crossover, já o Bugu na companhia do Cascão, na companhia da Mônica, nas companhias do Titi e do Franjinha, sendo esse último o dono do seu rival, enfim, todos esses e muitos outros do núcleo do Limoeiro juntos ao Bugu ou, apenas aparecendo nas mesmas HQs em que Bugu aparece, sem quaisquer interações com ele, tudo isso se configura como tipos de crossovers. Ao passo que para gerar crossovers com Duque é só inseri-lo em Vila Abobrinha, em Lem, colocá-lo com o pessoal da Tina e etc, e claro que Bugu transitando por esses núcleos também configurariam crossovers. Em suma, a questão contida neste comentário são os integrantes do núcleo do Bidu que geram crossovers com integrantes do Bairro do Limoeiro e aqueles que não geram por uma questão de pura lógica, ou seja, Bidu, Duque e o tal de Zé Esquecido moram no mesmo bairro em que mora a turminha, já Bugu e Manfredo não residem lá e são antropomorfos de cabo a rabo, são cães 100% antropomorfizados, diferentes, por exemplo, do próprio Bidu, que tanto se comporta como cão quanto se comporta como se fosse humano.

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    8. Você deve ter tido a de Chico com Astronauta, na verdade, foram duas, a de Chico Bento Nº 79 de 1990 com participação rápida do Astronauta e a de Chico Bento Nº 150 de 1992, está com eles contracenando quase toda a história. Já a do Piteco foi de Chico Bento 34 de 1988 e teve outra com o piada final em Mônica 36 de 1989.

      Também acho que foi storyboard Titi como dono do Duque, não era intenção. E também não lembro da edição e nem sobre o roteiro, mas sei que já vi. Como os cachorros moram no Bairro do Limoeiro não é considerado crossovers quando contracenam com alguém da turminha do Limoeiro.

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  5. Êee, ótima história para comemorar a data. Gostei muito aqui, foi muito bom conhecer essa.

    As fantasias da turma, maravilhosas e icônicas, algumas mais óbvias que as outras. Cascão de porquinho, oh, que surpresa, nem daria para imaginar, né? Magali de melancia, realmente a cara dela, não podia ser outra né? Na real, se alguém usasse algo assim na vida real seria motivo de chacota o tempo todo, mas nos quadrinhos tá super de boa. Mas o Chico vestido de príncipe... isso sim foi inesperado, pelo menos para mim. Conhecendo ele , imaginaria outra coisa, mas foi legal não serem todas previsíveis, gostei assim mesmo. Agora quanto a história principal... Cebolinha foi se fantasiar de lobisomem, e ficou muito bom, mas algo tinha que acontecer, tinha que dar errado. Foram encontrar o Lobi (prefiro Lobi mesmo, mais curto e acho menos genérico que Lobisomem), e foi só o Cebolinha sair de perto para Mônica, para ela achar que era ele mesmo. Afinal, a semelhança é ''inconfundível'', certo? Sério, acho que a Mônica precisa usar óculos, porque fala sério né? Coitado do Lobi, que sofreu um bocado, mas até que acabou se divertindo ao mesmo tempo, então não foi de todo ruim. A parte dele querendo comer o Cascão, ah não podia faltar. Tem lobo e porco no rolê, só pode dar nisso mesmo. Mas a turma teve sorte de conseguirem capturá-lo até que facilmente, e também dele não ser perigoso de verdade. E aí Penadinho apareceu, tudo foi resolvido. Cebolinha voltou, sem entender o que tinha acontecido, e virou meio que uma piada pros amigos, engraçado demais. E o contato amigável da Turma do Penadinho com a turminha clássica foi legal de ver, também.

    Honestamente, até sinto falta do Parque da Mônica. Quando criança achava qualquer coisa, meio meh, mas estou gostando bem mais agora, especialmente porque pode ter situações únicas, que não funcionariam tão bem em outros títulos. Bem melhor que o Turma da Mônica atual, que não acrescenta absolutamente NADA, literalmente nada. E também adoro crossovers quando tem, é sempre muito divertido, os roteiristas sabiam como juntar. É impressionante como até os crossovers hoje em dia são xoxos, nem impressionam mais.

    Parando por aqui, muito boa história, cumpre muito bem seu objetivo e não decepciona. Nota 8.5.

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    1. Bem óbvio mesmo Cascão de porquinho e Magali de melancia, mas ficarem bem e os outros três também capricharam nas fantasias deles, Chico foi mais surpreendente de todos. Mesmo que a Mônica achasse que alguém estavam fantasiado de lobisomem, não era pra achar que o Lobi era o Cebolinha, precisa de óculos urgente, altura, cor de roupa, tom de cor dos pelos, foi tudo diferente. Lobi sofreu e achei engraçado ele querer comer o Cascão. Tiveram sorte que ele não era perigoso e não fazer mau pra eles. Penadinho completou de resolver, só Cebolinha que entendeu nad apor não ter presenciado, foi bom debocharem da dislalia dele com o "Glauu!". O Parque antigo como foi criado dava pra ter situações de histórias boas que não dariam pra ser no Bairro do Limoeiro. De fato esse Parque atual não agrega, tão fraco que nem teve revista especial com histórias como foi com o outro e se tivesse, seria horrível.

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  6. Muito bom o crossover dessa história. O Mauricio de Sousa fez outra rara aparição ao lado da Mônica, Magali e Milena, mas só que sentado e com bengala. A foto recente foi postada no Instagram.

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    1. Ficou legal essa . Às vezes o Mauricio vai a eventos, só não com muita frequência como era antes e preferência ficar mais sentado pra não forçar as pernas.

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  7. Esse Lobi é um caso curioso. A versão humana deve ter mais de 200 aparências com nomes diversos e por ser tão indefinida é que o negócio fica mais instigante, porque não é como se vários caras sofressem da mesma sina e sim é como se vários caras se transformassem no mesmo indivíduo lobo humanoide. Como se Lobi fosse um espírito possessor que preferisse variar, como se cada aparição que exibe a forma humana se apoderasse de um corpo diferente. Nessa aqui o nome é Lobisomem e não mostra o lado homem dele. Fiquei sabendo desse antigo nome lendo histórias da Turma do Penadinho publicadas nas revistas da CH e a maior parte tá nas do Cascão.

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    1. Sim, a versão humana do Lobi nunca foi definida, aparecia diferente a cada história, embora teve uma versão com um cara gordo e cabelo castanho que apareceu mais de uma vez. No caso, considero todas as versões que seja só um homem, só que desenhado diferente. O próprio Lobi não tinha traços definidos durante todos os anos 1980, parece que o Mauricio deixava liberdade pra desenhistas criarem traços do Lobi, do Frank, do Muminho, de acordo com a imaginação e como melhor achava que encaixava na história, estes só ficaram com traços definitivos nos anos 1990 e nessa história de 1994 já estavam definidos, mas a versão humana do Lobi acho que até hoje nunca definiram um padrão, sempre variando do desenhista. Ele era chamado de Lobisomem e depois que mudaram para Lobi, sempre fui acostumado chamado de Lobisomem e até estranhei quando vi Lobi pela primeira vez.

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