terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Magali: HQ "O anel de Cleópatra"

Em fevereiro de 1996, há exatos 30 anos, era publicada a história "O anel de Cleópatra" em que a Magali pensa que é a Rainha do Egito depois de usar um anel mágico roubado do Museu Egípcio. Com 14 páginas, foi publicada em 'Magali Nº 175' (Ed. Globo, 1996).

Capa de 'Magali Nº 175' (Ed. Globo, 1996)

O bandido Picaretes vem para ficar no Brasil até que se esqueçam do roubo que cometeu do anel de Cleópatra no Museu Egípcio e passado o escândalo, pretende voltar ao Egito para ter todos os tesouros a que o anel pode levá-lo. Na esquina, ele é assaltado por um outro ladrão que rouba a mala onde estava o anel. Picaretes tenta chamar a polícia, mas desiste porque vão saber do anel e pretende esperar, logo saberá onde está o anel porque conhece os poderes que tem.

No dia seguinte, o ladrão que roubou o anel de Cleópatra está vendendo coisas como camelô dizendo que são artigos importados. Magali aparece e diz que se interessa só se for coisa de comer. O ladrão diz que não tem de comer, mas tem coisas úteis. Magali se interessa pelo anel, ele diz que é cinco reais porque é artigo importado. Magali quer saber como vai saber que é importado, o ladrão responde que só assalta turistas que desembarcam no aeroporto internacional, mas logo corrige que é piadinha e que para ela o anel fica por 3 reais.

Magali fica com o anel, esperando não se arrepender porque com aquele dinheiro podia comprar 5 sorvetes. Ela coloca o anel no dedo, sente uma coisa estranha e, ao se ver no espelho, pensa que é a Cleópatra, perguntando onde estão as areias do deserto e todos seus servos.

Com o jeito de andar da Magali, Cebolinha pergunta para ela se deu mau jeito nas costas. Magali como Cleópatra, pergunta como um servo dela se atreve a se dirigir a ela daquele jeito e que é a grande rainha. Cebolinha diz que é outra querendo mandar neles. Cascão aparece perguntando se Magali deu mau jeito nas costas e Cebolinha diz que deu mau jeito no cérebro, acha que é a rainha do pedaço e Cascão fala que a Mônica não vai gostar.

Magali pergunta quem é Mônica, meninos falam que é a melhor amiga dela e a dona da rua. Magali diz que não tem amigas, só escravos, e ninguém pode ser dona de nada, estes são domínios dela. Mônica aparece perguntando se Magali deu mau jeito nas costas, meninos respondem que ela pensa que é dona da rua e outras coisinhas mais. Magali diz que é a Cleópatra, Rainha do Egito, e eles acham que Magali pirou.

Magali vê o Quinzinho e o enxerga como Marco Antônio, o seu amor, e diz que está tendo problema com os escravos. Quinzinho entende nada e nem a turma, então Magali pede para trazer uma jarra d'água e quatro copos. A turma traz, Magali coloca escondido pozinhos mágicos em cada copo com água para eles se lembrarem quem são. Quando tomam a água, primeiro não se lembram quem eles são e logo depois, Quinzinho lembra que é o Marco Antônio e a turma, escravos.

Magali quer que os escravos construam pirâmide porque ela e Marco Antônio estão desambientados e Quinzinho queria que fosse um circo romano. Enquanto constroem, Magali come pãozinho dado pelo Quinzinho e diz que o trabalho progride rapidamente. Cebolinha diz que graças à escrava dentuça e Mônica bate nele. A pirâmide fica pronta, Magali diz que não gostou e terão que fazer outra, um projeto mais agradável unindo o útil ao agradável.

No hotel não muito longe dali, o bandido Picaretes assiste pela televisão que surgiu da noite para o dia uma pirâmide no Bairro do Limoeiro. Picaretes diz que é a pista que queria e vai lá de táxi, dizendo que quem usa o anel dá o poder da memória de Cleópatra, revelando todos os segredos da rainha, inclusive onde ela escondeu todos os tesouros.

Enquanto isso, Magali está feliz com a construção da pirâmide de comida, Cascão lamenta que essa vai durar nadinha. Picaretes chega depois da Magali comer a pirâmide e manda Magali lhe entregar o anel. Ela não entrega, falando que é herança de família e mágico. Então, o Picaretes resolve sequestrá-la já que como pensa que é Cleópatra, a memória vai ajudá-lo a ficar rico no Egito. Quinzinho manda os escravos impedirem e falam que estão muito cansados para isso e pedem demissão.

No caminho, Picaretes encontra com a descendente de Cleóprata, que estava junto com agentes internacionais para prendê-lo e ela fala que descobriu porque ele deixou cair panfleto no museu e ao chegarem ao Brasil souberam da construção da pirâmide e ligaram uma coisa a outra. A descendente fica aliviada que os tesouros de seus antepassados estão preservados e tira o anel da Magali, que passa a deixar de pensar que é Cleópatra e a descendente dá dinheiro para ela para comprar sorvetes.

Magali vai falar com a turma que uma moça bonita lhe deu dinheiro e a turma volta ao normal, sonolentos, achando que acordaram de um sonho e cheios de dores com o trabalho que tiveram no sonho. Magali acha bom que o dinheiro que ela tinha, gastou com o anel, nota que não estava mais com ele e a turma acha que ela sonhou também. No final, vão todos à sorveteria, Magali pede sorvete caprichado, a turma acha exagero e parece Rainha do Egito e Magali forma uma pirâmide de sorvete antes de tomar, achando que agora está mais bonito.

História legal em que um bandido egípcio rouba o legítimo anel de Cleópatra de um museu do Egito, vem par ao Brasil até o caso abafar e é roubado por outro bandido para revender como camelô os artigos importados que rouba dos turistas em frente ao Aeroporto Internacional. Magali compra o anel do camelô e passa a pensar que é Cleópatra, que Quinzinho é seu amor Marco Antônio e que a turma são escravos, fazendo construir uma pirâmide no Bairro do Limoeiro, chamando atenção do Picaretes, que vai lá para sequestrar a Magali e revelar todos os segredos de Cleóprata. É impedido pela descente de Cleópatra, que aparece junto com agentes internacionais e prendem Picaretes. No final ,ela leva o anel, Magali e a turma voltam ao normal e na sorveteria a Magali ainda vestígios de Cleóprata, deixando sorvete em forma de pirâmide.

Picaretes não imaginava que ia ser roubado assim que chegasse ao Brasil senão ficaria mais atento, mas foi o gancho para o anel parar nas mãos da Magali e pensar que é Cleópatra. Por sua vez, Magali também nem imaginava que aquele anel era mágico e deu efeito instantâneo assim que colocou no dedo. Por Quinzinho ser namorado dela, logo imaginou que ele era Marco Antônio enquanto a turma sofreu como escravos para construir uma pirâmide de concreto e uma só de comida pra ela devorar tudo em minutos, incrível absurdo de como conseguiram tijolos e tanta comida para formar as pirâmides e em tão pouco tempo. Magali e a turma tiveram sorte da descendente de Cleópatra impedir a fuga do Picaretes, fazendo tudo ficar bem no final, só o bandido camelô que se deu bem, continuou vendendo produtos roubados na rua e continuando a roubar turistas no aeroporto.

Eles não se transformaram de fato em Cleópatra, Marco Antônio e escravos, apenas pensavam que eram com o efeito do poder do anel mágico. Assim, não estavam com as roupas egípcias, só se imaginavam que estavam, por isso oscilações de ora estarem com as roupas egípcias e outras vezes normais. Quando estavam com roupas egípcias era quando estavam sozinhos interagindo entre si para mostrar como eles se imaginavam estar e quando com roupas normais é quando tinha alguém com eles como estavam sendo vistos por quem estava de fora, ficou legal assim. Mesmo se imaginando egípcios, não perderam essência de suas características. Magali continuou gulosa, Mônica com grande força, Cebolinha provocando Mônica, Cascão sujo e fedorento, gostei disso também. Interação do Quinzinho com eles sem ser só na padaria sempre era bom quando tinha.

Foi engraçado Picaretes ser assaltado por outro bandido e vacilar chamando polícia, o camelô falar que só assalta quem desembarca no Aeroporto Internacional, a turma perguntando se Magali deu mau jeito nas costas quando andava como egípcia, e depois Cebolinha dizer que ela deu mau jeito no cérebro quando pensava que era Cleópatra, Cascão beber água de canudinho e bem longe do copo, Cebolinha não saber o que é pirâmide, Cascão dizer que ser escravo é dureza e Cebolinha dizer que principalmente com ele na frente por causa do mau cheiro, galo na cabeça do Cebolinha em forma de pirâmide após a surra, Magali comer a pirâmide de comida em 10 minutos, a turma não ir atrás da Magali sequestrada  porque pediram demissão de serem escravos, como se escravos tinham direito à demissão.

Foi história póstuma de Rosana, lançada depois que a roteirista morreu. Mostrou até realidade do Brasil, com assaltos, de turista que mal chegou ao Brasil e já foi roubado, vendas de camelôs de contrabando e roubos, e que na época 5 reais era muita coisa, pode achar que um anel por esse preço é barato hoje, mas valia bastante na época. E ainda ajudou leitores a despertar interesse de saber e pesquisar sobre Cleópatra e História do Egito Antigo. Teve erro de Magali contar de boca fechada no primeiro quadro da página 8 do gibi. 

Incorreta atualmente por ter bandidos, assaltos, crianças trabalhando como escravos, gula exagerada da Magali capaz de comer um pirâmide de comida sozinha em 10 minutos, absurdos de força da Mônica de carregar vários tijolos tranquilamente, calcinha da Magali à mostra, principalmente do jeito de costas como no 5º quadro da penúltima página e 3º quadro da última página, Mônica sem um "top" no peito enquanto estava como escrava, e podem implicar com a TV de tubo para colocar uma LED no lugar.

Traços ficaram bonitos da fase consagradas das personagens. Foi legal um anel no título, eles tinham criatividade até na arte dos títulos das histórias. Já a colorização passou a ter diferenças nos gibis a partir de fevereiro de 1996, cores em tons mais escuros, marrom bem escuro quase preto e usado para tudo e sem variações de tons dando diferença na cor do cabelo do Quinzinho nessa história, por exemplo, e ficando pior em personagens com pele marrom como Papa-Capim e Raposão parecendo negros. Não gostava de cores escuras desse jeito, pareciam que estavam de luto. Cores assim ficaram até em junho de 1996. Outra mudança os fundos em degradê, que estavam desde agosto de 1995, agora não estão mais em todos os quadros, só em alguns bem pontuais em ambientes externos. Lembrando que degradês pontuais continuaram até no final da Editora Globo em 2006. E as capas do gibis também passaram a ficar diferentes com cores com tonalidades mais fortes e vivas, e adotando também o marrom escuro para tudo, bem estranhas. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.

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