terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Magali: HQ "O anel de Cleópatra"

Em fevereiro de 1996, há exatos 30 anos, era publicada a história "O anel de Cleópatra" em que a Magali pensa que é a Rainha do Egito depois de usar um anel mágico roubado do Museu Egípcio. Com 14 páginas, foi publicada em 'Magali Nº 175' (Ed. Globo, 1996).

Capa de 'Magali Nº 175' (Ed. Globo, 1996)

O bandido Picaretes vem para ficar no Brasil até que se esqueçam do roubo que cometeu do anel de Cleópatra no Museu Egípcio e passado o escândalo, pretende voltar ao Egito para ter todos os tesouros a que o anel pode levá-lo. Na esquina, ele é assaltado por um outro ladrão que rouba a mala onde estava o anel. Picaretes tenta chamar a polícia, mas desiste porque vão saber do anel e pretende esperar, logo saberá onde está o anel porque conhece os poderes que tem.

No dia seguinte, o ladrão que roubou o anel de Cleópatra está vendendo coisas como camelô dizendo que são artigos importados. Magali aparece e diz que se interessa só se for coisa de comer. O ladrão diz que não tem de comer, mas tem coisas úteis. Magali se interessa pelo anel, ele diz que é cinco reais porque é artigo importado. Magali quer saber como vai saber que é importado, o ladrão responde que só assalta turistas que desembarcam no aeroporto internacional, mas logo corrige que é piadinha e que para ela o anel fica por 3 reais.

Magali fica com o anel, esperando não se arrepender porque com aquele dinheiro podia comprar 5 sorvetes. Ela coloca o anel no dedo, sente uma coisa estranha e, ao se ver no espelho, pensa que é a Cleópatra, perguntando onde estão as areias do deserto e todos seus servos.

Com o jeito de andar da Magali, Cebolinha pergunta para ela se deu mau jeito nas costas. Magali como Cleópatra, pergunta como um servo dela se atreve a se dirigir a ela daquele jeito e que é a grande rainha. Cebolinha diz que é outra querendo mandar neles. Cascão aparece perguntando se Magali deu mau jeito nas costas e Cebolinha diz que deu mau jeito no cérebro, acha que é a rainha do pedaço e Cascão fala que a Mônica não vai gostar.

Magali pergunta quem é Mônica, meninos falam que é a melhor amiga dela e a dona da rua. Magali diz que não tem amigas, só escravos, e ninguém pode ser dona de nada, estes são domínios dela. Mônica aparece perguntando se Magali deu mau jeito nas costas, meninos respondem que ela pensa que é dona da rua e outras coisinhas mais. Magali diz que é a Cleópatra, Rainha do Egito, e eles acham que Magali pirou.

Magali vê o Quinzinho e o enxerga como Marco Antônio, o seu amor, e diz que está tendo problema com os escravos. Quinzinho entende nada e nem a turma, então Magali pede para trazer uma jarra d'água e quatro copos. A turma traz, Magali coloca escondido pozinhos mágicos em cada copo com água para eles se lembrarem quem são. Quando tomam a água, primeiro não se lembram quem eles são e logo depois, Quinzinho lembra que é o Marco Antônio e a turma, escravos.

Magali quer que os escravos construam pirâmide porque ela e Marco Antônio estão desambientados e Quinzinho queria que fosse um circo romano. Enquanto constroem, Magali come pãozinho dado pelo Quinzinho e diz que o trabalho progride rapidamente. Cebolinha diz que graças à escrava dentuça e Mônica bate nele. A pirâmide fica pronta, Magali diz que não gostou e terão que fazer outra, um projeto mais agradável unindo o útil ao agradável.

No hotel não muito longe dali, o bandido Picaretes assiste pela televisão que surgiu da noite para o dia uma pirâmide no Bairro do Limoeiro. Picaretes diz que é a pista que queria e vai lá de táxi, dizendo que quem usa o anel dá o poder da memória de Cleópatra, revelando todos os segredos da rainha, inclusive onde ela escondeu todos os tesouros.

Enquanto isso, Magali está feliz com a construção da pirâmide de comida, Cascão lamenta que essa vai durar nadinha. Picaretes chega depois da Magali comer a pirâmide e manda Magali lhe entregar o anel. Ela não entrega, falando que é herança de família e mágico. Então, o Picaretes resolve sequestrá-la já que como pensa que é Cleópatra, a memória vai ajudá-lo a ficar rico no Egito. Quinzinho manda os escravos impedirem e falam que estão muito cansados para isso e pedem demissão.

No caminho, Picaretes encontra com a descendente de Cleóprata, que estava junto com agentes internacionais para prendê-lo e ela fala que descobriu porque ele deixou cair panfleto no museu e ao chegarem ao Brasil souberam da construção da pirâmide e ligaram uma coisa a outra. A descendente fica aliviada que os tesouros de seus antepassados estão preservados e tira o anel da Magali, que passa a deixar de pensar que é Cleópatra e a descendente dá dinheiro para ela para comprar sorvetes.

Magali vai falar com a turma que uma moça bonita lhe deu dinheiro e a turma volta ao normal, sonolentos, achando que acordaram de um sonho e cheios de dores com o trabalho que tiveram no sonho. Magali acha bom que o dinheiro que ela tinha, gastou com o anel, nota que não estava mais com ele e a turma acha que ela sonhou também. No final, vão todos à sorveteria, Magali pede sorvete caprichado, a turma acha exagero e parece Rainha do Egito e Magali forma uma pirâmide de sorvete antes de tomar, achando que agora está mais bonito.

História legal em que um bandido egípcio rouba o legítimo anel de Cleópatra de um museu do Egito, vem par ao Brasil até o caso abafar e é roubado por outro bandido para revender como camelô os artigos importados que rouba dos turistas em frente ao Aeroporto Internacional. Magali compra o anel do camelô e passa a pensar que é Cleópatra, que Quinzinho é seu amor Marco Antônio e que a turma são escravos, fazendo construir uma pirâmide no Bairro do Limoeiro, chamando atenção do Picaretes, que vai lá para sequestrar a Magali e revelar todos os segredos de Cleóprata. É impedido pela descente de Cleópatra, que aparece junto com agentes internacionais e prendem Picaretes. No final ,ela leva o anel, Magali e a turma voltam ao normal e na sorveteria a Magali ainda vestígios de Cleóprata, deixando sorvete em forma de pirâmide.

Picaretes não imaginava que ia ser roubado assim que chegasse ao Brasil senão ficaria mais atento, mas foi o gancho para o anel parar nas mãos da Magali e pensar que é Cleópatra. Por sua vez, Magali também nem imaginava que aquele anel era mágico e deu efeito instantâneo assim que colocou no dedo. Por Quinzinho ser namorado dela, logo imaginou que ele era Marco Antônio enquanto a turma sofreu como escravos para construir uma pirâmide de concreto e uma só de comida pra ela devorar tudo em minutos, incrível absurdo de como conseguiram tijolos e tanta comida para formar as pirâmides e em tão pouco tempo. Magali e a turma tiveram sorte da descendente de Cleópatra impedir a fuga do Picaretes, fazendo tudo ficar bem no final, só o bandido camelô que se deu bem, continuou vendendo produtos roubados na rua e continuando a roubar turistas no aeroporto.

Eles não se transformaram de fato em Cleópatra, Marco Antônio e escravos, apenas pensavam que eram com o efeito do poder do anel mágico. Assim, não estavam com as roupas egípcias, só se imaginavam que estavam, por isso oscilações de ora estarem com as roupas egípcias e outras vezes normais. Quando estavam com roupas egípcias era quando estavam sozinhos interagindo entre si para mostrar como eles se imaginavam estar e quando com roupas normais é quando tinha alguém com eles como estavam sendo vistos por quem estava de fora, ficou legal assim. Mesmo se imaginando egípcios, não perderam essência de suas características. Magali continuou gulosa, Mônica com grande força, Cebolinha provocando Mônica, Cascão sujo e fedorento, gostei disso também. Interação do Quinzinho com eles sem ser só na padaria sempre era bom quando tinha.

Foi engraçado Picaretes ser assaltado por outro bandido e vacilar chamando polícia, o camelô falar que só assalta quem desembarca no Aeroporto Internacional, a turma perguntando se Magali deu mau jeito nas costas quando andava como egípcia, e depois Cebolinha dizer que ela deu mau jeito no cérebro quando pensava que era Cleópatra, Cascão beber água de canudinho e bem longe do copo, Cebolinha não saber o que é pirâmide, Cascão dizer que ser escravo é dureza e Cebolinha dizer que principalmente com ele na frente por causa do mau cheiro, galo na cabeça do Cebolinha em forma de pirâmide após a surra, Magali comer a pirâmide de comida em 10 minutos, a turma não ir atrás da Magali sequestrada  porque pediram demissão de serem escravos, como se escravos tinham direito à demissão.

Foi história póstuma de Rosana, lançada depois que a roteirista morreu. Mostrou até realidade do Brasil, com assaltos, de turista que mal chegou ao Brasil e já foi roubado, vendas de camelôs de contrabando e roubos, e que na época 5 reais era muita coisa, pode achar que um anel por esse preço é barato hoje, mas valia bastante na época. E ainda ajudou leitores a despertar interesse de saber e pesquisar sobre Cleópatra e História do Egito Antigo. Teve erro de Magali contar de boca fechada no primeiro quadro da página 8 do gibi. 

Incorreta atualmente por ter bandidos, assaltos, crianças trabalhando como escravos, gula exagerada da Magali capaz de comer um pirâmide de comida sozinha em 10 minutos, absurdos de força da Mônica de carregar vários tijolos tranquilamente, calcinha da Magali à mostra, principalmente do jeito de costas como no 5º quadro da penúltima página e 3º quadro da última página, Mônica sem um "top" no peito enquanto estava como escrava, e podem implicar com a TV de tubo para colocar uma LED no lugar.

Traços ficaram bonitos da fase consagradas das personagens. Foi legal um anel no título, eles tinham criatividade até na arte dos títulos das histórias. Já a colorização passou a ter diferenças nos gibis a partir de fevereiro de 1996, cores em tons mais escuros, marrom bem escuro quase preto e usado para tudo e sem variações de tons dando diferença na cor do cabelo do Quinzinho nessa história, por exemplo, e ficando pior em personagens com pele marrom como Papa-Capim e Raposão parecendo negros. Não gostava de cores escuras desse jeito, pareciam que estavam de luto. Cores assim ficaram até em junho de 1996. Outra mudança os fundos em degradê, que estavam desde agosto de 1995, agora não estão mais em todos os quadros, só em alguns bem pontuais em ambientes externos. Lembrando que degradês pontuais continuaram até no final da Editora Globo em 2006. E as capas do gibis também passaram a ficar diferentes com cores com tonalidades mais fortes e vivas, e adotando também o marrom escuro para tudo, bem estranhas. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.

42 comentários:

  1. Você pode postar mais histórias do louco porque acho engraçado os trocadilhos que ele faz.

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    1. Posso, sim. Louco era muito bom, em breve vai ter história dele aqui.

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  2. Uma paródia da história da Cleópatra e do Marco Antônio

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  3. Engraçados o galo pirâmide e a pirâmide de comida, legal demais essa história!
    1996 tava longe do meu nascimento, mas pela curiosidade de como eram as coisas antes de minha chegada, anel (bijuteria) a R$ 5,00 era mesmo caro (o da HQ é joia roubada). Meus pais lembram que R$ 1,00 dava pra comprar de 10 a 20 pães franceses.

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    1. Bem engraçado mesmo. Na época tinham coisas que aparentemente valor baixo, mas era caro. Já outras como pães ficavam baratas, esses gibis quinzenais mesmo da Magali, Cascão e Chico eram 1 real cada e também ficavam baratos pra quem comprava ocasionalmente, sem colecionar. No geral, o que conseguia comprar por 1 real era considerado barato porque todo mundo tinha cédula de 1 real, já a partir de 3 reais já poderia ficar caro porque salário mínimo era de 100 reais.

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  4. Marcos, você sabia que recentemente encontraram o curta "Feliz Natal Pra Todos", que era um curta perdido de 1980? Eu o assisti e adorei! A animação é de qualidade altíssima e a música é ótima, a instrumentação lembra muito o início dos anos 70. Nota 10/10.

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    1. Sim, eu vi. Que bom encontraram essa animação, sempre bom ver mídia perdida encontrada.

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  5. Não tenho esse gibi e nunca antes tinha visto essa HQ... muito boa rsrs :D

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    1. Muito criativa essa história, legal que conheceu aqui primeiro.

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  6. História top como todas da Rosana, ela tinha uma criatividade incrível fazia as crianças raciocinar como essa do Egito, ainda fazia críticas sutis do nosso país como os roubos nos aeroportos isso sim que é roteiro de primeira com desenhos bonitos mesmo com o luto que faz parte da partida da Rosana.

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    1. Pois é, dava pra imaginar, pensar, não deixar tudo pronto, ajudava e muito na inteligência das crianças. Desenhos excelentes e críticas foram muito boas também. Faz falta mesmo e essa já é da fase de histórias dela depois de partido e já tinha deixado pronta.

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  7. ""(...)negros. Não gostava de cores escuras desse jeito, pareciam que estavam de luto. Cores assim(...)"
    Como assim, Marcos?! O que não falta nesta história são cores de todos os matizes. Claramente vibrantes, vários tons, coloridaça, do começo ao fim, cada página parece um arco-íris... Em que parte se assemelha com luto? Ainda se tivesse crossover com a Dona Morte, acho que tal analogia não caberia. Ou estaria especificamente se referindo a estes tons de marrom nas peles dos índios e na pelagem do Raposão, deixando-os consideravelmente escuros e daí a associação com luto, seria isso?

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    1. Você gostou das cores assim? Comparando com histórias do mês anterior como a do "Gênio do sabonete" do Cascão e de últimos meses de 1995 mudaram muito. Digo parecer luto porque são cores escuras demais, apesar de ter tons variados, porém todos escuros, e o marrom se destaca mais, percebe nas árvores, sapatos do Cebolinha e principalmente cabelo do Quinzinho que antes tinha cor mais clara, às vezes até tinha cabelo mais alaranjado e agora ficou um marrom bem escuro. Eu preferia cores mais claras e alegres como no segundo semestre de 1995, estavam mais caprichadas. Vendo a capa da Magali 177 da Globo, a Aninha ficou bem diferente com cabelo marrom escuro e no mesmo tom do caule da árvore e o que era pior é com Papa-Capim, olha só nesta história aí do link, quase preto dá impressão de luto de tão escuro que estava.

      https://arquivosturmadamonica.blogspot.com/2025/04/hq-sorria-papa-capim.html

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    2. Acho de boa estes tons, são sim mais carregados, mais escuros. Me pronunciei a respeito porque achei analogia com luto um tanto exagerada. Mas entendo sua crítica, cores vibrantes em tons não tão claros ou, relativamente escuros, tem quem estranhe mesmo, normal.
      No tocante ao marrom, nestes tons, também não curto nas peles dos índios, dado tal aplicação na HQ do indiozinho "aprisionado na fotografia", citada como exemplo. Já nos cabelos castanhos como os de Quinzinho e Aninha, e nos sapatos do Cebolinha, do Zé Luís, do Hiro, do Zé da Roça (ademais no chapéu do caipirinha), etc, não me causam estranheza.
      Colorização que confesso que não me agrada tanto é a dos gibis de 1988, 1989, creio que não se encontra em todos publicados naqueles dois anos e acho que alcançou parte dos de 1990, em que vestidos da Mônica e calções do Cascão aparecem lilases e os tons de rosa outrossim foram afetados, transicionando para tons de lilás e de roxo claro. No geral, é um tanto apagada e, minha analogia vai para um sutil embaçamento, sugerindo carecer de espanador, pois parece levemente empoeirada por ademais conter determinados excessos de tons claros de marrom junto a tons de bege.

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    3. Fica estranho mesmo, sobretudo em cor de pele, e nos cabelos também ficam esquisitos. Já em sapatos e peças de roupas ficam de boa, não dão estranheza. Nesse período de 1988 até parte de 1990 já eram claros demais, meio apagados, porém até gostava do lilás no lugar do rosa. Piores cores mesmo pra mim foram do segundo semestre de 1987 a início de 1988 que eram desbotadas demais.

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    4. Nos cabelos, como mencionado no comentário acima, marronzões não me causam estranheza.
      Minha irmã era loira - bem amarelona - até os três de idade, depois o cabelo dela ficou assim, num castanhão bem acentuado, como o do Quinzinho nesta historinha.
      Já que citei o filho do português, nos antepenúltimo e penúltimo quadros da décima primeira página (13) a configuração da camisa muda para o padrão que Franjinha e Cebolinha habitualmente usam e, nestes mesmos quadros, não há o chapeuzinho de padeiro, que retorna no primeiro quadro da antepenúltima página e depois some de vez - sumir de vez até permitiria uma justa passadinha de pano, como guardá-lo no bolso, mas, enquanto possuído pela entidade romana e recobrando a sanidade já sem o acessório na cabeça, isto é, "Marco Antônio que teria colocado no bolso"(?!), aí, não deu margem para tal... Então, dois erros envolvendo chapéu, que não sei se cabe chamar de gorro.
      Há ainda lápis na orelha, só aparece no quadro em que o guri entra na trama. Por fim, com as sandálias do (I)imperador, dedos dos pés estão visíveis apenas no quadrão que revela a majestosa torre de alimentos. Nos demais, seus pés estão semelhantes aos da namoradinha e aos dos outros dois titulares.
      Abarrotaram o filho do padeiro, overdose de erros num só personagem...

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    5. É que como o padrão era cabelo mais claro embora variassem tons de acordo com a colorização, aí acho estranho quando via muito escuro. Todos os erros foram de falta de atenção de continuidade, deviam ter reparado o que colocaram antes. O chapeuzinho de pedreiro podia passar pano que caiu na hora que ficou tonto após tomar água com a transformação para Marco Antônio, mas como apareceu depois não dá para aliviar erro. Os pés do Quinzinho pelo certo tinha que está sempre com dedos já que ele usa sapatos, erro maior foi esse.

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    6. Também tenho objeção com a colorização que vigorou nas revistinhas do segundo semestre de 1987 a início de 1988, pois conseguiu soar mais "empoeirada" que a outra que descrevi.

      Ainda no Quinzinho, nariz em outro formato no último quadro da oitava página (10).
      A cor do gramado invadiu as meias do Cebolinha e Mônica com vestido inacabado, último da sexta (8).
      Quanto ao larápio* que pega valise do picareta* gringo, dos dez quadros com o dito-cujo, ficou de "cara limpa" em metade - sem os riscos que representam a barba.
      **"Ladrão que rouba ladrão, cem anos de perdão", assim dizia o povo, tempos atrás...

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    7. Aquela coloração ficou bem ruim e olha que gosto de cores claras, mas não tanto como deixaram. O nariz do Quinzinho talvez foi por causa da proporção do desenho menor e não se atentaram ao formato do nariz. Não tinha reparado erros do gramado e do vestido da Mônica e deviam seguir o padrão do larápio quanto a barba, ficou estranho ora com barba ora sem.

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    8. "Anéis" ou "auréolas" localizado(a)s nas canelas dos personagens e conectado(a)s em seus respectivos sapatos, tênis e sapatênis, obviamente que podem ser meias, assim como podem ser os "colarinhos" dos calçados, que nada mais são que extensões das partes acolchoadas nos interiores dos mesmos.

      Embarca num vermelho com faixas laterais brancas e desembarca de um amarelo, faixas laterais vermelh... Epa! Desculpe, Marcos! Mais uma vez a divagar, a elucubrar com os meus botões e não percebi que já estava(m) gravando... Bom, vamos lá, então! Picaretes teria passado por baldeação para chegar ao Bairro do Limoeiro? Ou, lembra dos clássicos ⁠☞galinhos do tempo/clima☜? A viatura de táxi seria... "camaleônica", tipo aqueles galinhos? Prefiro crer que foi baldeação, ou, quem sabe, foi desistência do primeiro taxista até mesmo antes que o salafrário adentrasse ao veículo, porque ambas as hipóteses são perfeitamente justificáveis e inviabiliza possibilidade de erro. Um (erro) a menos, ora! Quer mais? Quando o picareta egípcio fala ao motorista em alto e bom som (ou bom tom) para onde pretende ir, o pilantra está na calçada, portanto, quem garante que embarcou no carro vermelho? Consegue adivinhar quem seria o taxista que, ao ouvir o "tenebroso nome", teria negado a corrida?! Como a dirijo a um especialista em TM do (V)velho (T)testamento, ouso afirmar que esta "pergunta-quiz" é... mamão com açúcar...

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    9. Esses anéis nos sapatos considero que são meias até porque aparecem brancas e não com a cor do sapato. No caso aí, o erro em relação a isso que vi foi na sandália do Quinzinho do 4º quadro da página 7 do gibi em que a parte de cima dela aparece branca em vez de marrom. Eles erraram na cor do táxi quando Picaretes chegou ao Bairro do Limoeiro, aí dá uma ideia de baldeação para justificar esse erro. O taxista não ficou explícito, se foi personagem conhecido, aí fico que é o Seu Juca ou o Louco.

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    10. Considero que são as duas coisas, ora meias, ora colarinhos dos calçados. Repare, por exemplo, nos sapatos do Cebolinha quando não estão calçando o personagem. Que eu me lembre, nunca os vi separados das tais argolas.

      Conseguiu o incrível feito de acertar e errar concomitantemente(!!). Porque, Louco, não, nada a ver, já o Seu Juca, sim, tudo a ver!
      Portanto, prefiro desconsiderar este erro e, nem rolou baldeação, foi recusa logo de cara, Seu Juca não suporta nem ouvir o nome do bairro. Só para não ter que meramente associar, parou até de beber limonada.

      No último quadro da penúltima página, vide como ficaram as bocas do primeiro e da segunda personagens da esquerda para direita, "Oooh... Onde estou?" era para ser fala do Quinzinho, pelo menos é o que dá entender.

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    11. É, faz sentido do sapato, pode ser considerado as 2 coisas dependendo do momento. Como dei 2 opções, acertei a metade e primeira opção foi o Seu Juca, fiquei na dúvida da possibilidade do Louco. Seu Juca só com o nome do bairro já fica nervoso. No balão do erro, talvez a intenção era pra ser fala da Mônica, só que apareceu de boca fechada, dando erro de desenhista e confusão de quem falou de fato.

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    12. Sobre a ilustração de capa de Magali nº175, de 1996, não digo que sempre, mas, boa parte das vezes que a vejo lembro do conteúdo do quadro de abertura de "Acorda, fio! Acorda!", HQ de encerramento de Chico Bento nº31, de 1983, no qual o sonho do protagonista consiste num serrote cortando um tronco. Nos quadrinhos e nos desenhos animados parece que sonhar com a combinação de tais elementos tem a ver com roncar durante o sono, sei lá, posso estar enganado e, caso o significado for isso mesmo, Chico não abre a história roncando, entretanto, não descarto possibilidade das imagens oníricas de serrotes cortando lenha entrarem como sinônimos da onomatopeia "(R)ronc(!)", aí, faz sentido um recurso substituir o outro em vez de ambos aparecerem juntos. Outro detalhe foi que a boca do protagonista não aparece aberta no quadro de abertura, contudo, roncar pela boca é tão comum quanto roncar de boca fechada.

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    13. Quem sabe simbolizou um ronco baixinho sem precisar abrir a boca, o corte do tronco não é som tão alto, aí vai ver que foi isso. É certo que simboliza ronco, e com a Magali com a boca aberta ficou um ronco alto porque cortar melancia expressou exagero.

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    14. Roncar em baixo volume por conta de boca fechada é razoável. Não obstante, já ouvi roncos estrondosos e quando olhei para os roncadores, emitiam com bocas fechadas e, sem exagero, presenciei inúmeras vezes essa modalidade de "roncos retumbantes por ventriloquia".
      Lembro de ter visto serrote cortando tronco em algum episódio da série Chaves. Pairavam sobre Seu Madruga ou sobre o titular, um dos dois obviamente dormia para justificar a inserção do recurso.

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    15. É, nem sempre ronco é com boca aberta. No caso da Magali, ainda pode ter aparecido com boca aberta na intenção de ao cortar a melancia, cair bem em cima da boca dela e poder comer. E interessante que os pais dela viram a melancia sendo cortada porque fizeram caras de espanto, legal esse absurdo. Não lembro dessa passagem do Seu Madruga em "Chaves", deve ter sido engraçado.

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    16. Encontrei, Marcos. "Pedintes em Família" foi como intitularam no Brasil. Tronco e serrote não pairam sobre Chaves dormindo ou sobre o Seu Madruga tirando um cochilo, pairam sobre um mendigo tirando uma soneca representado por Ramón Valdés (mundialmente conhecido por interpretar Seu Madruga), pois o episódio pertence ao seriado Chapolin - ou Chapolim, como grafado nos gibis publicados em português.

      Diferente do balão do quadro de abertura de "Acorda, fio! Acorda!", que é onírico, isto é, mesmo modelo que se aplica para comportar imagens pensadas e textos pensados, o desta gag é do modelo de fala, portanto, não creio que dê para afirmar que há metalinguagem, percebe a sutileza? Seguinte: como serrote e melancia estão em balão de fala significa que os pais estão impressionados com os estrondosos roncos que a filha emite e ademais por sua bocarra, provável que estejam focados nestes dois detalhes altamente chamativos e não estão enxergando o que está dentro do balão. Já a titular, pelo o que está visualizando em sonho, que consiste na mesma imagem que funciona como representação de sua ronqueira intensa, daí, justifica o tamanho da boca como um comportamento típico de sonambulismo. Todavia, se metade da melancia escapulir do balão e Magali encaçapá-la, aí, lógico, pura metalinguagem e com os pais testemunhando tamanho absurdo. Consegue perceber, Marcos, como que nesta piada pode haver metalinguagem como também pode não haver? É aí que está a sutileza da qual refiro.

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    17. Ah, então foi em Chapolin que teve essa cena, não lembrava porque vi menos episódios do Chapolin, mas lembrei agora vendo no Youtube que tinha visto esse episódio no Multishow. Olhando seu comentário, realmente pode ou não haver metalinguagem e em primeiro momento não teve, os pais podem ter ouvido só o ronco, acho que o mais sensato que foi isso.

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  8. Hello Marcos, what a fascinating post and great illustrations. Thank you so much for sharing, and warm greetings from Montreal, Canada ❤️ 😊 🇨🇦

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  9. Uau, adorei essa historinha, muito boa mesmo. Quanta criatividade, a marca da Rosana.

    Ladrão egípcio chega ao Brasil e já é assaltado, ás vezes até pensamos que existe bandido só no Brasil, bom lembrar, crime é em escala global. Bom que assim, prova do próprio veneno, o Karma existe. O outro ladrão, vendendo no camelô, foi engraçado, quase comete o erro de falar demais, Magali ainda foi boba de não perceber o deslize dele e comprar mesmo assim, lesa demais. A parte dela se achando Cleópatra, sensacional demais, ainda mais dela destratando todo mundo, que mito. A piada do "deu mal jeito nas costas", demorei para sacar, mas aí fez sentido, foi muito divertido. A turma encucada com ela, "endoidou", "pirou", "embilolou", simplesmente impagável, Quinzinho como Marco Antônio (áliais, ele tá bem mais magro nessa história, só eu que achei?) era só o que tava faltando mesmo. Felizmente para Magali-Cleópatra, ainda conseguiu transformá-los em seus escravos, admito que não tava esperando por essa, e anel com pózinho mágico de brinde? Poder demais para uma pessoa só, ainda mais uma criança. Mas foi uma boa jogada. Eles ficaram muito bem caracterizados como no Antigo Egito, foi legal essa sacada. Eles construindo a pirâmide, onde acharam material para fazer tudo aquilo? Crianças trabalhando e construindo, nada estranho, né? Ninguém viu? Mas é uma história em quadrinhos, então tá valendo. Ainda com direito a Cebolinha xingando a Mônica e levando coelhada, foi a cereja do bolo. E Magali-Cleópatra ainda continua sendo Magali, querendo uma pirâmide feita de comida, bem a cara dela. E o Picaretes, muito do esperto, já sabendo como localizar o anel e então ainda ia raptar a Magali, ali se assumiu como vilão E sequestrador mesmo, pior que ninguém aí fazer nada, nem o Quinzinho, que só ficou parado. Olha o "amor" de seus "súditos". A descendente da Cleópatra e os agentes internacionais aparecendo na hora, foi bem Deus Ex-Machina, tipo bem timing perfeito mesmo. O bom é que o sujeito foi preso e a descendente ainda deu dinheiro a Magali para tomar vários sorvetes, não ficou no prejuízo,um final bem feliz para ela e os outros também (áliais, os outros achando que estavam sonhando e o Cascão "e como eu trabalhei nesse sonho", melhor piada kkkkkk). E pediu uma montanha de sorvete, não sei porque os outros ainda ficam surpresos com isso, como se não conhecessem a Magali. E ela formando uma pirâmide de sorvete, pelo visto ainda subconscientemente se sente como Cleópatra, e se ainda começar a mandar nós outros de novo? E a cara dos outros espantados com a façanha dela, fechou com chave de ouro.

    Temos tido muitas histórias póstumas da Rosana ultimamente, realmente ótimo deixar a marca histórica da roteirista aqui. Ela merece mesmo essa lembrança. E essa é certamente um de seus melhores roteiros.

    História fenomenal, muito bem escrita. Nota 9.

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    1. Bem criativa mesmo, ladrão existe em todo lugar, ele só não contava que iria ser roubado por outro ladrão. Magali podia perceber melhor o deslize dele, ainda assim comprou. Foi bom Magali como vilã por um dia, achei engraçado nisso de mal jeito nas costas e o abilolou e que também esqueceram quem era por conta de muito Sol na cuca. O anel tinha um pozinho dentro, aí conseguiu transformá-los em escravos e em Marco Antônio. Até que não achei o Quinzinho tão magro, porém tiveram histórias com ele mais gordo que essa. Onde acharam material de construção e alimentos para formar as pirâmides foi grande mistério, absurdo bom. Já sobre as crianças construírem e ninguém ver pode ser de que construíram rápido e ninguém passou na rua na hora, isso não considero tão absurdo.

      Verdadeira Cleópatra nunca ia se interessar em comer, aí prova que misturou a personalidade da Rainha do Egito com a da gula da Magali, ficou ótimo isso. Ninguém impediu o sequestro da Magali, teve sorte da presença da descendente de Cleópatra e os agentes impedirem. Cascão trabalhar no sonho também achei engraçado. Não deviam se surpreender com montanha de sorvete e sem dúvida no subconsciente da Magali ainda estava pensando que era Cleópatra. É, ficou uma boa sequência de histórias póstumas da Rosana porque ela praticamente estava fazendo quase todas as histórias de abertura, aí só no segundo semestre de 1996 que diminuiu isso com outros roteiristas fazendo no lugar e histórias dela saíam só uma vez ou outra. Com certeza merece essa lembrança e essa foi bem escrita mesmo.

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    1. Muito boa essa, legal que foi também da sua infância.

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    2. Agora imagina se o Mingau tivesse nessa história, sendo que os gatos eram considerados sagrados no antigo Egito?

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    3. Seria bom que o Mingau aparecesse, a Magali Cleópatra iria querer protegê-lo e que nada de mau acontecesse.

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  11. Marcos, queria pedir autorização pra usar as histórias postadas no seu blog pra alguns projetinhos meus. Aproveito pra pedir pra, se possível, postar a história “Questão de Alguns Anos…”, a história que a Maria Cebolinha cresce. Se não me engano, é de Cebolinha n.110 da Editora Globo. Agradeço desde já.

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    1. Theodoro, pode postar, sim. E valeu a sugestão, quando der, posto essa história com a Maria Cebolinha de Cebolinha Nº 110, essa é legal.

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    2. E a parte do Cebolinha disfarçado de Dona Cebola, com peitos apoiados no parapeito da janela?! Só aquela representação tosca pra passar conversa na irmã e fazer decidir que precisa voltar ser bebê já compensou a história toda! “Questão de alguns anos…” tá no top of mind de quem escreveu - deve tá até hoje no topo da mente do roteirista ou da roteirista.

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    3. Cebolinha disfarçado de Dona Cebola foi hilário demais e a boba da Maria Cebolinha acreditou. Bom que isso ajudou a fazer a voltar a ser bebê. Bem marcante, gosto bastante dessa.

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