Compartilho uma história em que o Bidu paquera uma cachorrinha na frente do namorado dela e deseja se vingar do cachorrão para que se afaste dela e Bidu poder conquistá-la. Com 5 páginas, foi publicada em 'Cascão Nº 48' (Ed. Abril, 1984).
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| Capa de 'Cascão Nº 48' (Ed. Abril, 1984) |
Escrita por Robson Lacerda, Bidu assobia por uma cachorrinha que viu saindo pelo muro, interessado por ela, e estava acompanhada do namorado e percebe que deu mancada. O Cachorrão quer saber que negócio é esse de mexer com a namorada dele, Bidu disfarça, fingindo que é gay e dizendo nem pensar e o cachorrão bate nele.
Bidu diz que isso não vai ficar assim, o Cachorrão pode ser forte, mas ele é mais inteligente. Assim, executa seu plano de chamar atenção do homem da carrocinha para levar o Cachorrão, mas o homem acaba levando o Bidu, que dá uma surra nele e consegue escapar. Em seguida, Bidu resolve darum presente para o Cachorrão pra provar que não guarda rancores. O Cachorrão não consegue abrir o pacote, Bidu abre e leva soco da luva de boxe do presente que ele mesmo tinha enviado, voa longe e cai abrindo cratera no chão.
Depois, Bidu abre um bueiro para o Cachorrão cair, mas ele desvia. Bidu desiste e depois vê o casal brigando, a Cachorrinha acusa que o namorado olhou para uma sirigaita, ele diz que nunca faria uma cachorrada dessas e eles terminam o namoro. Como o perigo passou, Bidu resolver dar uma cantada nela para conquistá-la, mas ela bate nele, dizendo que odeia cantadas.
História legal em que Bidu quis se vingar do cachorrão depois que apanhou por ter mexido com a namorada dele. Queria que o Cachorrão saísse de cena para poder paquerar a namorada dele, aí faz plano atrás do outro toda vez que fracassava. Bidu não teve sorte, apanhou demais nessa, inclusive da Cachorrinha que era braba e não gostava de cantadas. Ele pensou que seria sorte o término do namoro para poder namorá-la, não contava que ela era geniosa e bater nele. Assim, adiantou nada as tentativas de vingança ao Cachorrão já que no fim não ficaria com ela de qualquer maneira.
O Cachorrão não estava errado, afinal Bidu mexeu com a namorada dele, mesmo não sabendo que ela tinha namorado, e com as vinganças o Bidu que ficou sendo o vilão com as maldades para poder separar o casal. Cada tentativa de vingança foi divertida, Bidu não teve sorte com o homem da carrocinha, foi ele que quase foi parar lá no lugar do Cachorrão. Com o presente, Bidu foi bem atrapalhado não lembrar que tinha uma luva de boxe na caixa e não poderia abrir a caixa, mesmo o Cachorrão não conseguindo desatar nó do laço. E é óbvio que o Cachorrão ia desviar do buraco no meio da rua, a não ser que tivesse muito distraído para não ver.
Foi engraçado Bidu fingir que é gay e com trejeitos com mão e com voz, provavelmente, bater no homem da carrocinha prendendo com a rede, levar o soco da luta de boxe no lugar do Cachorrão e abrir cratera no chão om formatodele, Cachorrinha se queixar que o namorado olhou para uma sirigaita e ele dizer que nunca faria uma cachorrada dessas e Bidu apanhar dela no final. O roteirista Robson não deu nomes ao casal de cachorros e eles apareceram só nessa história como de costume de personagens secundários criados para aparições únicas.
Foi uma história do Bidu agindo só como cachorrinho e com uma turma de cachorros, uma de suas várias facetas de histórias. Essa lembra desenhos animados que personagens fazem planos fracassados um atrás do outro como os de "Looney Toones", eles costumavam ter inspiração de desenhos animados da época para criar as histórias da MSP. Incorreta atualmente por ter namoro, vingança, Bidu fazer maldades para separar o casal em benefício próprio, surras, Bidu ser levado por homem da carrocinha, além da palavra proibida "Cruzes!"
Traços ficaram bons, típicos de histórias de miolo dos anos 1980. Tiveram erros do homem da carrocinha não ter camisa pintada de verde no quarto quadro da segunda página da história, o Bidu deveria falar ou pensar alguma coisa por estar de boca aberta e ficou omitido o balão no primeiro quadro da terceira página e a Cachorrinha apareceu só com a parte preta dos olhos no penúltimo quadro da terceira página. Foi republicada depois em 'Almanaque do Chico Bento Nº 29' (Ed. Globo, 1995).
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| Capa de 'Almanaque do Chico Bento Nº 29' (Ed. Globo, 1995) |

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ResponderExcluirPois é, Franjinha não imagina a outra vida que seu cãozinho tem, se soubesse, ia ficar impressionado.
ExcluirIa ser engraçado.
ExcluirWarrior of Light, seria bem legal se ele descobrisse.
ExcluirE na história da Liga dos Pets, isso parece se aplicar ao Mingau, também, sendo que nela o Mingau miou pro Bidu e ele disse "Vê se fala como gente, não tem nenhum humano por perto."
ExcluirMas pelo jeito, só pra eles dois, porque eles tavam comentando: "Por quê o Chovinista não fala?" "Pergunta pro Mauricio." Se eu me lembro direito.
Bidu e Mingau juntos e até mesmo outros cães e gatos ou entre animais diferentes em geral eles conversam de boa, só nunca entendi o Chovinista não falar, pra ele teve esse diferencial. Parece que só em algumas da Abril em histórias solo nos primeiros anos da revista do Cascão que ele falou, mas também ainda não tinha ainda definição na personalidade dele. Aí, não tinha justificativa, eles estavam certos na história, só Mauricio pra responder mesmo.
ExcluirIrônico é que tenho impressão de já ter visto em pelo menos uma, quem sabe até em duas HQs antigas, o Floquinho falando, talvez pensando pela via das palavras e, dentre os conteúdos dos vinte primeiros números de Cascão (1982-83), não lembro de ter lido alguma história com o porco falando e nem mesmo pensando por meio de frases, o que acho que devo ter visto seria Chovinista pensando por ilustrações, como imaginar figuras de objetos, de animais, de pessoas, cenários e, até além disso, como situações imaginadas por ele.
ExcluirNo tocante a falar com outros bichos, falar em monólogo e pensar por frases, citei Floquinho pela paradoxal comparação com Chovinista, um animal com tamanha presença de espírito, deveras expressivo, carismático, ao passo que a graça e o charme do pet do Cebolinha consistem em ser paradão, inexpressivo, e é óbvio que tem focinho, mas, "não tem cara" e ainda é idêntico à cauda, e a combinação dessas características físicas com temperamento extremamente pacífico (por vezes, até estático) sempre fizeram com que frequentemente fosse confundido com arbusto e objetos como poltrona, esfregão e casaco de pele.
Reforçando que este comentário foca somente nas versões originais de ambos. Floquinho com a boca visível fica fora da equação assim como as horríveis mudanças introduzidas no Chovinista. A meu ver, tudo isso é modernoso e disfuncional.
Zózimo, eu já vi tanto Floquinho quanto Chovinista falando, sendo bem raro mesmo acontecer. E isso quando não tinham personalidades definidas, depois disso não vi mais. Floquinho deu um ar de misterioso, a graça era essa de confundirem o que ele era, se era cachorro ou não ou ser confundido com arbustos e outras coisas verdes. Não gostei também quando Floquinho passou a ter boca fixa, o legal era o mistério qual lado ficava e quando colocavam, era só em um ou outro quadro pontuais se precisasse identificar reação dele na cena. O Chovinista foi o pior nessas mudanças, estragou com ele virando um porco asseado e saltitante, completamente descaracterizado.
ExcluirO que você mais odeia nesses personagens que no caso são a Rosinha o bugu a dona cebola e a pipa
ResponderExcluirGosto de todos, o Bugu que é meio irritante com o Bidu, mas gosto dele também assim, ruim só para o Bidu que tem que aturá-lo.
ExcluirE na dona cebola e a rosinha
ExcluirNada contra elas.
ExcluirPensa rápido, Bidu, pensa rápido! E não é que pensou?! Só que de nada adiantou. Mas, que foi hilária a tática de pagar de baitola para tentar se safar, isto foi!
ResponderExcluirPelas ações do protagonista, se teve alguém que se deu mal, foi o funcionário da carrocinha, já o bitelão, nada sofreu vindo dele, e que parece que não se abalou com término do relacionamento - olhar para outra cadelinha na presença da que estava como seu par, foi mesmo falta de consideração, que "cachorrada"...
Tenho esta pelo fac-símile editado pela Panini Comics (CHTM).
Não adiantou disfarçar, apanhou do mesmo jeito. Foi engraçado mesmo. O homem da carrocinha se deu mal de verdade, o Cachorrão pode arrumar outra namorada tranquilo, não afetou o término do namoro pra ele. E Bidu que ficou sem a sua paquera, nem precisava do trabalho que teve pra separar o casal. Legal que você tem pela CHTM, sem dúvida foi uma boa coleção e pena que acabaram cm ela.
ExcluirDetalhes que deixaram a postura pederástica ainda mais cômica foram cílios compridos e fiapos da testa com pontas arqueadas. Pensou tão, tão, tão rápido que caprichou na representação e, se a porrada atrasasse apenas três segundos, a fim de ficar mais convincente, provável que passasse um batonzinho... Contudo, se "Juro que vou me vingar" fosse protagonizada pelo Bugu, acredito que se safasse devido a seus dotes artísticos. Aliás, não é por acaso que se parece com o que as aves botam, pois sua veia dramática entraria em cena com tamanha intensidade que convenceria o bitelo a não se atrever encostar um dedo sequer numa bichinha tão pão com ☞ovo☜... Inclusive, seria intitulado* por "Ufa! Escapei da sova!".
Excluir*Seria um tabloide, por isso "intitulado", no masculino.
Eu reparei nos cílios naquela cena, ficou muito engraçado. Provável que Bidu fez uma voz feminina na hora. O Bugu poderia se dar bem no final, mas nessa parte de ser flagrado paquerando namorada do outro não daria pra se safar mesmo Bugu interpretando bem porque foi visto assobiando. De resto com interpretação e lábia poderia conseguir se vingar do cachorrão, principalmente na tática do presente da luva de boxe.
ExcluirSonhei que você fazia um post sobre a história Coelhinho Perigoso.
ResponderExcluirSe for a que estou pensando, é uma bem antiga em que o Sansão foi "automatizado" por conta de invenção do Franjinha e acaba ficando descontrolado devido avaria no controle remoto e Cebolinha se complica ao tentar pará-lo manualmente, pois um alfinete que estava no coelhinho o prende pela camisa, não consegue se desvencilhar do brinquedo freneticamente saltitante e ambos involuntariamente entram num zoológico, aí que o moleque se lasca na pressão, pulando de jaula em jaula de bichos ferozes como leão, hiena, elefante, porém, teve a "sorte" de terminar a trama sem apanhar da Mônica.
ExcluirWarrior of Light, sonhou quase certo porque esses dias lembrei dessa história e cogitei postar aqui.
ExcluirZózimo, essa história é de encerramento de Cebolinha Nº 14 de 1988 em que o Franjinha cria um coelhinho de pelúcia igual ao da Mônica só que tinha poder de destruir tudo quando é arremessado, tipo uma bomba atômica.
Encontrei no YouTube essa do coelhinho letal, não tenho e nem tive Cebolinha nº14 da Editora Globo, e não a conheci por republicação.
ExcluirO protagonista foi sensato em enterrar a arma de pelúcia do Franjinha para nunca mais desenterrá-la e sem o consentimento do inventor que não sabia quem foi que a pegou, sendo que o próprio pôs a mão na consciência e termina por procurar sua invenção para dar cabo dela.
A que mencionei acima e que pensei que fosse a que Warrior of Light se referisse foi publicada em alguma edição de Cebolinha de 1977, Manezinho e Zé Luís dão as caras em alguns quadros e os destaco pela relativamente famosa dichavação da qual foram inseridos por mais ou menos quarenta e cinco meses.
Zózimo, fez bem o Cebolinha enterrar o coelhinho, apesar do Franjinha ter se arrependido, podia mudar de ideia depois. Eu já vi essa de 1977 que você citou, também foi boa essa e uma pena eles terem excluídos esses personagens dos gibis por um tempo, bom que voltaram atrás e depois voltaram.
ExcluirOlha, Marcos, acho que essa capa desse almanaque do Chico Bento é uma das mais bonitas e mais bem desenhadas que eu já vi.
ResponderExcluirConcordo, capricharam nos desenhos desse Almanaque do Chico.
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