sábado, 19 de novembro de 2016

Cascão e Chico Bento Nº 700


Cascão e Chico Bento chegam à marca de 700 edições lançadas. Nessa postagem faço uma resenha desses gibis que ficaram muito a desejar.

Os gibis do Cascão e Chico Bento foram lançados em agosto de 1982, sendo que foram quinzenais com 36 páginas cada um até nas suas edições "Nº 421" da Editora Globo, em fevereiro de 2003, quando suas edições "Nº 422"passaram a ser mensais com 68 páginas, continuando assim até hoje. Com isso, eles levaram 34 anos para atingir essa marca nas suas edições "Nº 19" da Panini (2ª série) de novembro de 2016, correspondendo a "Nº 700", juntando 3 editoras, sendo 114 gibis da Ed. Abril, 467 da Ed. Globo, 100 da Panini (1ª série) e 19 da Panini (2ª série)

Para comemorar a marca histórica, essas edições foram comemorativas, mas não teve nada de especial. A intenção era uma forma de se redimir das suas edições "Nº 500" terem passado em branco (edições "Nº 386" da Ed. Globo, 2001) e ter comemorações como as mais recentes da Mônica, Cebolinha e Magali "Nº 500", de 2011, 2014 e 2015, respectivamente, só que essas do Cascão e Chico ficaram bem abaixo das expectativas assim mesmo.

Além das capas tradicionais, com alusão à história de abertura, personagens ao lado do logotipo e tudo mais, tiveram capas variantes especiais com os personagens lendo seu gibi "Nº 700", como forma do leitor escolher a sua versão de capa preferida. Mesmo conteúdo interno nas 2 versões, só mudando mesmo a capa. Eu escolhi comprar as versões variantes, por serem mais simples só com um desenho, lembrando um pouco as capas antigas, e ainda mais sem personagem ao lado do logotipo.

Capas variantes de Cascão e Chico Bento Nº 700

Na Comic Con Experience 2016 (CCXP) de São Paulo tem à venda outra capa com versão exclusiva de cada um. Mesmo conteúdo também, mas com capa exclusiva para quem comprar no evento. E fora que deve ter o lançamento de uma edição de colecionador com capa metalizada e miolo com papel couché, com o mesmo conteúdo das versões originais, com tiragem limitada e custando R$ 1,00 mais cara cada uma.

Cada um dos gibis, já começa direto com a história de abertura e sem frontispício anunciando que é edição comemorativa. Só história de abertura do Cascão que foi especial e as demais todas normais. Já o do Chico Bento, nem a de abertura foi especial, sendo um gibi completamente normal, fora um aviso na capa oficial acima do logotipo de que aquela era edição Nº 700". Nem os passatempos foram fazendo alusão á histórias antigas como foram as edições "Nº 500" de Mônica e Cebolinha.

A seguir comento cada gibi individualmente:

Cascão Nº 700:

Tem uma capa com alusão à história, que achei bem feia, colocando, inclusive, um desenho do Capitão Feio que já existia, no maior estilo copiar/colar. A capa variante é bem melhor. A história de abertura comemorativa com o título "Cascão 700" abre o gibi sem frontispício.

Na trama, escrita por Paulo Back, com 35 páginas no total, os membros da S.U.J.O.C.A. (Sociedade Unida da Junta Opositora Contra o Cascão e Amiguinhos), formada por Capitão Feio, Doutor Olimpo, as gêmeas Cremilda e Clotilde, Doutor Spam e Cúmulus, se reúnem para derrotar o Cascão viajando pelas suas edições passadas, através da máquina do tempo do Capitão Feio. Além desses integrantes, o vilão de Cabeça de Balde agora faz parte da S.U.J.O.C.A. Ele é um personagem novo, que estreou em 'Mônica Nº 14' e apareceu também em 'Cascão Nº 16' (ambas de 2016) e em cada história assume uma identidade diferente de um personagem da turminha. Eu achava melhor quando cada vilão aparecia individualmente para dar banho no Cascão e não todos reunidos na S.U.J.O.C.A. como vem sendo.

Essa história de abertura, então, foi dividida em 6 capítulos, sendo que na 1ª parte é a reunião dos membros da S.U.J.O.C.A. Na 2ª mostra Cremilda e Clotilde na primeira tirinha do Cascão em 1963. Na 3ª parte, mostra Doutor Olimpo na ha primeira história do Cascão no gibi da Mônica Nº 1 de 1970. Na 4ª parte, o Cúmulus no gibi 'Cascão Nº 1", de 1982, contracenando com o Montanha Suja, que apareceu na história de abertura daquele gibi. Na 5ª parte, o Doutor Spam na história de abertura de 'Cascão Nº 1', da Panini de 2007 e a 6ª parte, a conclusão da história.

Trecho da história "Cascão 700"

A ideia em si da história foi boa, o problema é que foram poucas referências a gibis e histórias antigas do Cascão, praticamente foram mostrados só primeiras aparições e as edições "Nº 1" do Cascão de cada editora, em vez de mostrar referência à histórias e vilões antigos de todos os tempos. Sem contar que mostraram a primeira tirinha do Cascão de 1963 e a primeira história do Cascão, de 'Mônica Nº 1', de 1970, época em que o Cascão nem tinha gibi próprio. Devia começar a partir de 1982. Nada a ver colocarem referência à tirinha e à história que saiu em gibi da Mônica. Afinal, a comemoração são das 700 revistas do Cascão, e desse jeito ficou mais sendo uma homenagem ao personagem do que à revista dele.

Pior mesmo foi que não teve referência nenhuma à Editora Globo, em nada, já pulando da edição "Nº 1" da Editora Abril para a edição "Nº 1" da Panini de 2007, já falando como nova editora, como se tivesse pulado da Abril direto para Panini, sem ter passado pela Globo, ignorando, assim, todo o período da Globo completamente. Nem para colocar uma miniatura do gibi "Nº 1" de 1987 não colocaram. No lugar da tirinha e da história da Mônica podia ter colocado referências da Editora Globo. No final da história, foi inserido aniversário do Cascão nela, já que a edição coincidiu com o mês de aniversário dele e todo ano tem que ter histórias assim dos personagens nos seus respectivos meses.

A história, quando retratando os anos 60, teve cena do Cascão antigo entrando na lata de lixo e senhora dando guarda-chuvada na Cremilda e Clotilde, mas sempre ressaltando que aquilo não era politicamente correto e naquela época que era permitido. Os traços de 1982, representando o gibi "Nº 1" da Ed. Abril, nada lembra a época. Já os dos anos 60 eles copiaram e colaram de imagens da época, só colorindo e os traços pontiagudos de 1970 ficaram feios. A história em si, desenhada por Sidney Salustre e arte-final de Reginaldo Almeida, teve traços medianos. Os traços costumam ficar melhores com desenhos do Sidney Salustre.

Trecho da história "Cascão 700"

Teve um erro com a Mônica citando o Franjinha que inventou a fórmula em 1970. Naquela época o Franjinha ainda não era inventor da turminha. Pelo menos a história não teve lápis mágico da Marina como forma de eles viajarem nas edições passada, como foram nas edições "Nº 500" da Mônica e Cebolinha. E vale uma forma de homenagem ao Mauricio Spada, filho do Mauricio de Sousa que morreu nesse ano, que inspirou o personagem Professor Spada/ Doutor Spam.

No mais, o gibi teve 8 histórias no total, incluindo a tirinha final, com histórias de secundários do Franjinha (com participação da turma) e Bidu. Tudo absolutamente normal para os padrões atuais, sem nada de importante para comentar. Teve outra história de aniversário do Cascão, "Presentes", de 2 páginas, para não passar em branco também. Os traços decadentes de PC em quase todo o gibi, principalmente nas histórias do Cascão e as letras também de PC desanimam bastante. Os gibis dele costumam ter os piores traços. Abaixo, um trecho da história de encerramento "Medalhas" para se ter uma ideia dos traços lamentáveis dos gibis atuais:

Trecho da história "Medalhas"


Chico Bento Nº 700:

Edição completamente normal, sem nenhuma comemoração á revista do Chico. Pela capa oficial, já dá para ver que é normal, só com o Nº 700 em cima do logotipo para dizer que era especial e apenas na capa variante que mostrou o informe "Um marco histórico da publicação no Brasil". História de abertura comum, só no final, teve no rodapé uma nota bem pequena dando Parabéns ao Chico pela marca conquistada de 700 gibis lançados, mas sem ligação à história. Se não colocasse o "Nº 70"0 em cima do logotipo e essa nota no final da história não ia fazer diferença nenhuma.

A trama, com o título "Como será o futuro?", foi escrita por Edson Itaborahy, com 19 páginas. Nela, o Chico anda muito preguiçoso e agindo mal com seus amigos e então um jacaré mágico revela o futuro para ele aprender uma importante lição. Nada de citação do gibi pelos personagens, muito menos relembrar histórias antigas marcantes dos gibis anteriores. Os traços ficaram medianos, com desenhos de Sidney Salustre e arte-final Kazuo Yamassaki. Com eles juntos costumam ficar os traços melhores nas histórias. Apesar de muitos olhos arregalados e nariz pequeno e muito estranho do Chico.

Trecho da HQ "Como será o futuro"

O gibi no geral teve 10 histórias, contando a tirinha final, com histórias de secundários do Penadinho (raro ter histórias dele em um gibi do Chico, essa foi de 1  página), Papa-Capim e Turma da Mata. Aliás, a tirinha final foi com o Papa-Capim dessa vez, mudando um pouco de ser sempre do personagem principal da revista. Tiveram 2 histórias mudas, uma com Zé Lelé e Maria Cafufa, com título "Quem não tem areia  se vira com barro" com intermináveis 6  páginas cheia de enrolação e uma com o título "Tem que cortar!" de 2 páginas com o Chico.

Na história, "Semente do amanhã", teve presença do Chico Moço. Quando eles retratam os personagens mais velhos, colocam as suas versões jovens agora. E os traços dessa história muito feios. A melhor história que achei desse gibi foi "O eclipse", com Chico e Rosinha tendo dificuldade de ver o eclipse total da Lua. Histórias do Robson Lacerda são boas e essa lembra as antigas que ele próprio escrevia.

Trecho da HQ "Semente do amanhã"

Agora uns detalhes que reparei na história "Cor de esperto quando foge" do Papa-Capim é que o Cafuné está com nariz bem menor e achatado do que era antes. Assim como fizeram com o Chico Bento, diminuíram o nariz dele por causa do politicamente correto para não dizer que é bullying com pessoas narigudas, mas que infelizmente, isso descaracteriza os personagens. Abaixo uma evolução do Cafuné antigo e o dessa edição para comparar. Aliás, poderia dizer uma "involução":

Cafuné: evolução

Outra coisa é que agora a Jurema aparece de top no peito. Antigamente, ela e as outras índias meninas apareciam sem top, como dá pra ver AQUI. Por conta da tosqueira do politicamente correto, eles mudaram isso para criança não aparecer sem top, com detalhe que nem peito tem. Nas histórias antigas, até as índias adultas apareciam com seios de fora, ou no máximo o cabelo por cima, mas aí ficando algo à mostra, e agora estão censurando até das meninas índias. Abaixo, como a Jurema apareceu nessa história:

Jurema agora desenhada com top

Mudaram também das meninas agora usarem maiô na praia em vez de biquíni, como aconteceu no final da história do Zé Lelé, já com Zé Lelé e Maria Cafufa crescidos, com a filha da Maria Cafufa de maiô. Tudo são detalhes pequenos, mas que fazem toda a diferença.

Aliás, na propaganda que circula pelos gibis no mês e na internet, teve um erro ao falar que as edições do Cascão e Chico Bento foram quinzenais entre 1987 a 2003. Pelo certo, desde o lançamento dos gibis em 1982 até 2003 que foram quinzenais. Abaixo, essa propaganda:

Propaganda que circula nos gibis de novembro/2016 e internet

Como podem ver, as comemorações ficaram mais nas capas para avisar que eram as edições "Nº 700" dos personagens como espécie de caça níquel e conteúdo muito a desejar. Do Cascão até que de certa forma teve comemoração, mesmo abaixo das expectativas, mas, infelizmente, do Chico passou em branco. Seria legal ver histórias antigas sendo relembradas, tanto do Cascão quanto do Chico. Sem dúvida mereciam comemoração melhor. Vale a pena comprar, só pelo marco histórico de 700 edições.

63 comentários:

  1. Bacana..que legal teve comemoração..eu peguei as capas variantes..mais simples e anos 80/90..já a HQs do Cascão achei melhor! ;)

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    1. É, eu também peguei as variantes. Pelo menos a do Cascão não passou em branco, embora podia ter sido melhor.

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  2. Marcos, obrigado por compartilhar. Só aqui mesmo para ficarmos sabendo algo. Eu jamais pensei em falar dessas revistas. Nada me atraiu, apesar do Chico costumar me agradar ulfinamente. É essa história de inserir a versão Jovem não tá legal pra mim. A MSP devia não misturar tanto os núcleos e, sim, investir em casa cada um deles de forma diferenciada.

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    1. Também não gosto dessa mistura. Era melhor ter desenhado os personagens adolescentes normais, como era feito antes.

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    2. Sem dúvida. Eu vi as revistas hoje é folheei com bastante calma. A do Chico eu achei um pouco melhor. Não engoli muito o tal do jacaré falante mas não pareceu ser uma HQ tão ruim. Na verdade, achei ela neutra pros padrões atuais. Nem ruim e nem boa a ponto de levar.
      A do Cascao, em comparação à do Chico, deixa mais a desejar. Aquela HQ de comemoração está tenebrosa. Desenhos feios. Até os traços antigos foram reproduzidos de forma ruim. História boba demais. Vilões parecem mais debiloides. O resto da revista é o que sempre se vê. HQs até bacanas para compor o miolo da edição, mas não percebi nada muito atrativo.

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    3. É mesmo a Mônica antiga bateu no Dr. OLIMPO mas não mostrou sequer uma honomatopeia disso. Apenas mostra ele rindo dela em um quadrinho e depois caído, já machucado, no outro. Meu Deus, é melhor parar de comentar, tá dando raiva...

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    4. Pois é, uma onomatopeia devia ter, muito ruim mesmo. A história em si nada de mais também. Uma pena a Turma da Mônica seguir esse caminho. Em ambos os gibis é o que vem seguindo ultimamente, nada de especial.

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  3. Coitado do Cascao... Era o melhor personagem e agora virou "isso", um sujo que fica pregando bons costumes. Seria bem melhor que ele tomasse banho. Justificaria amar a sujeira, uma vez que ele se limparia dela depois. Se bem que eu não mexeria mesmo era em nada. Cascao deveria ser doidao, isso sim.

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    1. Só comprei essas por serem de Nº 700, assim como comprei as de 600, 500, 400 em sebos por esse motivo de marca histórica. Cascão mudou completamente do que era, só falta tomar banho mesmo. Lamentável.

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  4. Confesso que depois do fracasso de Magali 500, a expectativa, quando soube desses números 700, foi baixa. A do Cascão até começou bem, ate aparecer aquela porcaria de cabeça de balde, fora o capitão feio que nada de interessante fez, e a história foi caminhando para um final previsível e totalmente sem graça, bem ao estilo visto já há alguns anos. Quanto ao Chico Bento, dos principais, sempre foi o que menos gostei, e vem ficando cada dia mais sem graça, e esse 700 nao surpreende em nada, a não ser pela falta de carinho e criatividade para com o personagem. É pena que números expressivos das revistas sejam "comemorados" de uma forma tão ridícula e sem graça. Uma porcaria.

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    1. Eu até pensava que eles vendo as críticas da Magali 500, imaginava que essas do Cascão e Chico iam ser melhores que da Magali. Mas já vendo as capas oficiais já tinha visto nada de mais e vendo nas bancas confirmou. Mereciam comemoração mais digna.

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    2. É triste, mas como li uma vez nesse blog, ainda bem que temos as antigas pra matar a saudade de uma turma que pelo visto, não retornará mais...

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    3. verdade, porque com o dinheiro que a gente gastaria comprando gibis novos, junta o dinheiro e vai em um sebo e compra um monte antigas e com hqs muito melhores.

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    4. Já eu adorava o Chico Bento, e hoje é o que tem histórias mais pavorosas.
      Triste....

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    5. Tá horrível o Chico assim. O que menos mudou e ainda tá mais aceitável é o cebolinha, os outros mudaram demais e difícil de acompanhar.

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  5. Essas edições conseguiram ser piores que a Magali 500. Ele mereceriam sim uma edição melhor, pois nesses 34 anos de revistas o que não faltaram foram histórias legais e épicas. Do cascão eu cito a do semeador de chuvas, a conspiração, os pesadelos do cascão, o rei imundo, uma história como muitas outras, entre outras. Do chico eu posso citar a do monstro da lagoa, o crossover dele com o capitão feio, as muitas envolvendo a escola, o nho lau, o primo zeca, cada históra épica. Pena que foram esquecidas. A Cascão 200 da editora globo foi muito melhor que essas duas juntas.

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    1. Quanta história boa hein. A Cascão 200 foi muito melhor, sem comparação. Mesmo curta, deu conta do recado e mostrou uns vilões que marcaram até então. Nessa edição 700 o que foi pior a Globo ser completamente ignorada. Isso foi um erro grande. Logo o período que consolidou a característica do Cascão eles não colocam nada. E Chico sem comemoração nem tem o que comentar. Uma pena.

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    2. O período da Editora Globo marcou toda uma geração que aprendeu a ler com os gibis da Turma, hoje quem tem entre seus 25, 30, 35 anos com certeza viveu a época dos gibis da editora Globo, nem sequer mencioná-la é no mínimo uma falta de bom senso, para não dizer coisa pior...

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    3. Inacreditável isso de nenhuma referência à Globo. Achei um absurdo isso. simplesmente colocaram a Panini como única nova editora.

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    4. Toda santa edição comemorativa do cascão: aparece a sujoca chata! já não basta o n100? ah por favor

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    5. Pois é, anda muito repetitivo isso de SUJOCA. Era melhor quando cada um aparecia sozinho pra dar banho no Cascão. Principalmente Cremilda e Clotilde.

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    6. Se bem que de vilões hoje em dia eles não tem nada. O Capitão Feio, por exemplo, era um vilão mesmo antigamente. Na edição Cebolinha 100 da editora Abril ele tocou o terror. Em muitas outras histórias antigas dele era assim.

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    7. Sim, antes os vilões faziam maldades mesmo. Capitão Feio já foi bem mais perverso, por exemplo. Hoje em dia são todos bobos, muito mansos, voltados ao humor.

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  6. Triste ver o que virou a nossa querida turminha... Personagens descaracterizados, histórias completamente sem sal, sem pé nem cabeça, vilões que sinceramente nada mais me fazem sentir do que vergonha alheia por quem teve a ideia de colocá-los ali...

    Comprar gibis novos é uma ideia completamente descartada, por sorte aqui em minha cidade há uma banca apenas de gibis e livros antigos onde cada gibi é vendido por 1 ou 2 reais, além dos sebos, pois são os únicos lugares onde ainda posso comprar gibis da verdadeira Turma da Mônica, aquela que cresci lendo, e não esta porcaria digitalizada que a Panini tenta nos empurrar.

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    1. Muito bom isso de banca com gibis por R$ 1,00. pena que aqui não tem mais, só sebos, mas que vendem baratos também a partir de R$ 2,00.

      Enfim, hoje estão todos descaracterizados, tudo a favor do politicamente correto. Nem compro, salvo edições consideradas especiais.

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  7. Decadência total!Meninas sem seios tapando o peito com top.Troca de biquíni(com top)por maiô!Daqui a pouco vão usar burquíni e véus islâmicos!Não duvido não!
    Eles acham que isso é evolução?Nada!É por isso que dizem que "esta geração começou a dar errado quando Merthiolate parou de arder"!

    Na Noruega é outra coisa!Uma série de vídeos chamada "Pubertet"(puberdade)ensina sobre o corpo humano na puberdade,com nudez explícita de atores,mas sem nenhuma maldade,nada pornográfico!Muitos brasileiros que assistem ficam corados com a naturalidade dos nórdicos em lidar com o corpo nu!

    Sou da geração anos 80 em que eu via as figurinhas do casal "Amar é...",que aparecia nu,ainda que os mamilos e genitálias fossem invisíveis!

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    1. É, os tempos mudaram mesmo, e pra pior. implicam com muita bobagem. Jurema ficou muito descaracterizada com top assim. Que colocassem então penas como faziam com as índias adultas.

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    2. Mas parece que há luz no fim do túnel.Vejo na Internet gente questionando esse falso puritanismo e enxergando a nudez dessexualizada.

      Vai dar um choque cultural,mas é assum mesmo.Até uns 20 anos atrás a sociedade discutia o homem usando brinco na orelha,mas os que queriam usar usavam e dane-se o resto!Hoje ninguém mais liga para isso,ninguém se choca ao ver homem de brinco.

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    3. Pois é, mas isso demora. Até lá vamos ver isso. E em gibis infantis nem se fala.

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  8. Eu amei a história do Cascão. Adorei os vilões viajando nas primeiras coisas (tirinha, edição, etc). Valeu muito a pena.
    Já a do Chico foi bem sem gracinha, poderia ter sido algo comemorativo. Uma pena.
    Só consegui comprar as edições com as capas das histórias, não achei essa capa alternativa simples.

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    1. Do Cascão podia ter sido melhor, mas pelo menos não passou em branco. Chico podia ter algo comemorativo. Aqui até que tem mais exemplares das capas variantes do que as normais com alusão à história.

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    2. Eu já estou saturado dessas comemorações. Prefiro uma HQ boa do que uma comemoração mediana...

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    3. Se for pra ter comemoração que seja digna.

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  9. Marcos, gostaria de parabenizar você. Parabenizar você por aguentar comprar revistas comemorativas só na capa. Pra fazer isso, tem que ter muita coragem. Agora eu quero saber uma coisa: POR QUE A JUREMA TÁ COM TOP, SE NEM PEITO ELA TEM? E DESDE QUANDO ÍNDIO USA ISSO?! A CADA DIA A MSP ME IMPRESSIONA MAIS, PELAMOR DE DEUS! E é por isso que só compro os almanaques.

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    1. kkk. Nem sei ainda porque comprei, principalmente a do Chico. Também não dá pra entender Jurema com top, justamente por isso de não ter peito. Inventam cada uma.

      Almanaques são uma boa, mas pena que mudam as histórias. Nesse mês no Almanaque do Cebolinha nº 60 mudaram a boca do Jeremias, tirando os lábios dele em uma história. E nesse mesmo almanaque também tiraram o cigarro da história do Seu Cebola esperando o Cebolinha nascer, colocando bala no lugar. :/

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    2. Sim essa da bala foi demais. Eu não conhecia a verdadeira história mas já imaginava que fosse alteraçao quando vi, afinal de contas qual homem vai oferecer bala em hospital gente? Nunca vi isso... Ficou muito estranho. Será que pensam que as crianças sao tontas a ponto de nao saber o que é um cigarro? Aff, se é pra fazer uma m... dessas, melhor seria não publicar, pois com uma alteraçao dessas fica totalmente sem o menor sentido. Estragam a história em nome do politicamente correto.

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    3. Sim, o Seu Cebola se engasga com a bala agora. Cada coisa sem noção. Não dá pra entender. O ideal era não republicar e não mudar o roteiro das histórias.

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    4. a bala até achei ok,pq açúcar acalma (visto que o Cebola tava nervoso), e pq hoje em dia as pessoas fumam bem menos do que há 20 anos.
      Surreal mesmo é trocar a arma por uma lagosta naquela história dos gângsters...

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    5. Trocar arma por lagosta foi terrível... a mais bizarra alteração que fizeram

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    6. Esse lance da lagosta é tão bizonho que chega a ser engraçado. Sério, eu gargalhei de tanta vergonha alheia

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    7. Até quem não viu a história original, sabe que aquilo foi uma alteração. Completamente se m noção.

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  10. índios hoje em dia vestem roupas - e muito boas! Tem Wi-Fi gratis e outras coisas mais. Só pra informar...rs...

    A questão que vejo nem é o top, mas outras coisas...

    Até a GLOBO já voltou a colocar cigarro em suas novelas. Mas a MSP ainda acha legal essas cafonices estragando seus arquivos outrora legais. Agora já não mais.

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    1. Mesmo que na vida real, os índios vestem roupas, mas como na MSP eles sempre seguiram o estilo indígena clássico tinham que manter Jurema sem top.

      É a mesma coisa no sítio do Chico Bento, que é muito atrasado, nem energia elétrica tem e hoje em dia o povo rural fala certo, tem tudo, inclusive smartphone com wi-fi. Não sei como ainda não mudaram isso nas histórias do Chico. E espero que não mudem isso.

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    2. Sim. A gente fica sem entender muito bem o que se passa. Personagens emagrecendo drasticamente a ponto de perderem o carisma. Eu não me sinto mais representado pela turma, pois sou gordinho e, vendo os personagens emagrecendo, me sinto ofendido, excluído...

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    3. Pois é, Fabiano, bem lembrado. Não só Pipa, agora a mãe do Cebolinha Dona Cebola também tá magra. Já viu a capa do Almanaque do Cebolinha # 60 como tá esbelta kkk. Fora outros personagens. :/

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    4. Odiei também. Descaracterizou completamente. Constrangedor

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    5. qual a justificativa? bullying?
      Mas pessoas gordas existem, por que não podem ser retratadas?
      Do mesmo modo que pessoas negras têm lábios mais grossos, logo é descabido mudar a boca do Jeremias.

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    6. Fabiano, escreve pro MSP que vc não se sente representado.
      Será que eles não percebem que, ao invés de evitar o bullying, estão faltando com a representatividade?

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    7. Ou pode ser buylling, pra evitar isso, ou então para seguir o padrão de beleza, de tudo ser perfeito. Tanto que além de personagens magros, negros não podem ter lábios, personagens não podem ser narigudos... de qualquer forma descaracteriza demais assim.

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    8. Cecília, escrevi pra Monica Sousa sobre isso. Resposta? Nenhuma.

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    9. Coloquei também em outros lugares, mas primeiro mandei pra Mônica Sousa. Veja só...


      "Venho manifestar minha indignação solitária acerca de personagens como Nho Lau, Pipa, Tuga e Dona Cebola que foram emagrecendo ao longo dos tempos e hoje ainda estão muito mais magros do que antes eram. Eu sou gordo, minha família é gorda e tenho vários amigos e amigas gordas. Me senti excluído com a capa do Almanaque do Cebolinha onde a Dona Cebola, que é uma mãezona estilo "Nona", está ainda mais magra. Me senti ofendido, discriminado e excluído logo Eu, que cresci lendo e ainda lia os gibis. Gostem ou não. Gordos existem. Não somos algo tão terrível a ponto de terem que mudar personagens. Me sinto um lixo. Fica registrada minha indignação."

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    10. Agora, gostaria que mais pessoas fizessem, pois uma andorinha só não faz verão. Mandei pra ela, mandei pra um perfil supostamente do Mauricio, mandei na página das divulgações da revista, mandei pra vários lugares "oficiais"...

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    11. Ficam cientes, mas não mudam isso. Bem lembrado do Nhô Lau, também tá magro. :(

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    12. Quais redes sociais, Fabiano? Facebook? Instagram?
      Quero contribuir hehe

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    13. Falando em Nona, po algum acaso emagraceram a Dona Nena tbm? Faz tempo que não a vejo em histórias (mesmo pq mal leio gibis novos)

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    14. Nem sei de Dona Nena, nunca mais a vi nos gibis. Capaz de ter emagrecido também rs

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  11. Ainda bem que ao menos as HQs dele são boas.

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    1. Verdade. Colocaram histórias muito boas nesse almanaque, apesar das alterações toscas.

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  12. Até que achei legal a hq de abertura do Cascão. O resto da edição tava normal, assim como a do Chico.

    Eu sinceramente não compro as mensais atuais da turminha por muitas das coisas já citadas pelo pessoal aqui. Tenho profundo respeito pelos profissionais que as produzem, mas prefiro as antigas da Abril (no máximo, início da Globo) onde se tinha uma maior liberdade criativa.

    Além dessas antigas, só compro as turmas jovens, algumas edições especiais e encadernados. As mensais e almanaques da turminha tô fora.

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    1. Eu só compro edições especiais, aliás chamadas de especiais, porque ainda assim conteúdo fica a desejar. Mudaram muito a essência dos personagens, não dá pra acompanhar

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  13. nas Graphics Msp, coisas como: cigarros e desenhos na parede ainda vigam, mas nas revistinhas tradicionais não podem nem ser mencionados, pois o politicamente correto afeta o publico antigo e aliena a nova geração.

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    1. Tudo isso só prejudica nas histórias. Uma pena.

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