segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Capa da Semana: Cebolinha Nº 49

Uma capa muito legal com o Bidu pegou a sunga do Cebolinha e corre a praia inteira pelado atrás dele para ver se consegue recuperar, com a Mônica dentro do mar espantada com a cena e o Sol achando engraçado.

A capa dessa semana é de 'Cebolinha Nº 49' (Ed. Globo, Janeiro/ 1991).


sábado, 9 de janeiro de 2016

HQ: "Cascão no Aquário"

Compartilho uma história de quando o Cascão ficou com a cabeça entalada em um aquário e o sufoco que passou para tirar. Com 8 páginas no total, foi a história de abertura de 'Cascão nº 74' (Ed. Abril, 1985).

Capa de 'Cascão Nº 74' (Ed. Abril, 1985)

Começa o Cebolinha correndo com um aquário vazio na mão para levar para Mônica e o Cascão correndo de uma nuvem de chuva quando os dois se esbarram na esquina. No choque, o aquário vai para cima e quando volta cai na cabeça do Cascão e ele fica com cabeça entalada. 


Cebolinha reclama se quer usar chapéu que compre um e manda o Cascão tirar logo o aquário da cabeça. Cascão vai tentando tirar e só faz ruídos já que não consegue falar com o aquário na cabeça. Cebolinha o manda parar de resmungar e tirar o aquário. Cascão vai em direção a um poste para quebrar, mas o Cebolinha não deixa.

Nessa hora, aparece Mônica com um peixe na mão, cobrando do Cebolinha se o aquário não vem porque o peixe Godofredo que ela pescou não vai durar muito tempo fora d'água. Cebolinha fala que o aquário está entalado na cabeça do Cascão. Mônica fica furiosa, reclamando que por causa de um moleque cabeçudo o peixinho Godofredo vai ficar sofrendo. Fala, ainda, que o problema é que tem muito cascão na cara dele e por isso ficou entalado e que uma boa lavada na cara vai resolver.


Cascão fica desesperado e tenta sair correndo e balança as mãos, que faz com que a Mônica jogue o peixe na ladeira e vai parar dentro do ralo do esgoto. Mônica fica uma fera e diz que agora vai tirar o aquário na marra, enquanto o Cebolinha tenta pescar o Cascão, que estava querendo fugir. Mônica pega a vara de pescar da mão do Cebolinha e tenta pescar o Cascão, mas com a sua força exagerada, ele cai bem em cima deles. Então, Cascão foge, mas Mônica diz que vai atrás dele, aonde for e quando cometer um erro, ela o pegará.


Enquanto o Cascão corre, o narrador-observador comenta que o Cascão se tornou um fugitivo, um homem caçado sem piedade, que não terá paz nem sossego na vida e que tem que provar sua inocência para o mundo. Cascão, irritado com tanto falatório, tira o aquário da cabeça e interrompe o narrador, falando que ele está exagerando, que está só estando fugindo da Mônica e não precisa virar trama policial. Cascão põe o aquário de volta na cabeça para continuar a história e o narrador pede desculpa pela falha.


Cascão continua correndo da Mônica, até que fica  em frente a um cano de água do esgoto. Fica, assim, sem saída, com a Mônica de um lado e o cano do outro. Mônica e Cebolinha estão com um balde d'água na mão, mas Mônica resolve colocar só um conta gotas no aquário. A água vai deslizando pelo aquário, Cascão se desespera cada vez mais com a possibilidade da gota atingir o seu corpo. Quando a gota está prestes a atingi-lo, Cascão tira o aquário com o desespero, bem no exato momento que o peixe Godofredo estava saindo pelo cano do esgoto e vai parar dentro do aquário.


No final, Mônica fica contente de ter recuperado o Godofredo enquanto o Cebolinha diz que o Cascão tem muita sorte e não sabe como consegue isso. Cascão também fica feliz porque não vai mais apanhar da Mônica e dá um pulo comemorando que nasceu com um bumbum virado para a Lua. Só que com o pulo, acaba deixando cair o aquário, que quebra, e o Godofredo vai parar na correnteza. Mônica e Cebolinha correm para bater nele e enquanto o Cascão foge, ele se pergunta quem foi que desvirou o bumbum dele.


Essa história é muito boa e divertida, mesmo curta é muito movimentada do início ao fim, coisa bem característica na época. Como um simples aquário entalado na cabeça pode render uma história tão legal.

Bem interessante a parte do Cascão discutindo com o narrador e acaba tirando o aquário só para brigar com ele. Já estava resolvido o problema, provou que ele podia tirar o aquário a qualquer momento, mas colocou de novo para prosseguir a história e o incidente foi tratado como falha-técnica. Muito bom. Eu gostava dos personagens discutindo com o narrador, achava engraçado. 


Os traços muito bons, já com o estilo que ficaria consagrado por muitos anos. Na postagem a coloquei completa. Legal nela também o Cascão dizer que nasceu com o bumbum virado para a Lua, que quer dizer que tem muita sorte. Realmente, ele tem sorte mesmo para escapar do banho em situações que eram dadas como certo de se molhar. Aliás, era comum os personagens dizerem que nasceu com o bumbum virado para a Lua, o Chico Bento mesmo já teve histórias falando essa expressão. E normalmente quando falavam isso, se davam mal no final. como foi nessa.


Essa história foi republicada no 'Almanaque do Cascão Nº 32' (Ed. Globo, 1995), que foi onde eu a li pela primeira vez e de onde tirei as imagens da postagem. Abaixo, a capa desse almanaque:

Capa de 'Almanaque do Cascão Nº 32' (Ed. Globo, 1995)

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Propagandas anunciando brinquedos (Parte 3)

Continuando com a série de propagandas de brinquedos anunciando gibis, nessa postagem mostro as que saíram nos gibis da Editora Globo entre 1987 a 1989.

Em 1987 circulava a propaganda dos "Brincando e Aprendendo com a Turma da Mônica", jogos educativos produzidos pela "MS Artesanatos Ltda". Voltados para crianças pequenas, eram cenas estampadas em madeira, em que as crianças tinham que montar cenas em ordem cronológica para formar historinhas ou juntar 2 cenas que façam sentido (tipo colocar um sorvete caído e Magali chorando ao lado), ou ainda juntar duas cenas iguais associando por cores. Tiveram 4 versões diferentes dos brinquedos e foi lançado ainda em meados dos anos 80, na época da Editora Abril, mas que em 1987 ainda circulava essa propaganda.

Propaganda tirada de 'Cascão Nº 2' (Ed. Globo, 1987)

As novas bolas da Turma da Mônica da "Apolo" tiveram anúncio nos gibis de 1987. Tiveram 5 versões de bolas diferentes, uma para cada personagem: Mônica, Cebolinha, Pelezinho, Cascão e Magali. Curiosos que o anúncio foi estampado pela Mônica e Cebolinha jogando vôlei caracterizados por pessoas reais.

Propaganda tirada de 'Chico Bento Nº 11' (Ed. Globo, 1987)

Os brinquedos musicais da Turma da Mônica da marca "Hering Brinquedos" tiveram um novo anúncio em 1987, também reunindo todos os instrumentos em um só, como flauta, piano, tambor, entre outros. Já havia sido lançado em 1985 na época do lançamento com o tema de Natal e agora fizeram essa, que mostro abaixo:

Propaganda tirada de 'Chico Bento Nº 23' (Ed. Globo, 1987)

Ainda em 1987 foi lançada a vassourinha mágica da Turma da Mônica. Estampada com Mônica e Cebolinha como bruxos, a vassoura mágica feiticeira aspirava a sujeira tipo um aspirador de pó. E a propaganda ainda tem uma mini-historinha com a Mônica varrendo a casa com a vassourinha, o Cascão entra pulando espalhando sujeira e ela resolve passar a vassoura nele para limpá-lo. Hoje em dia, iriam evitar lançamento de uma vassoura como essa porque a patrulha do politicamente correto ia reclamar que é trabalho infantil, que estariam obrigando as crianças fazer serviços domésticos de casa.

Propaganda tirada de 'Cebolinha Nº 12' (Ed. Globo, 1987)

Em 1988 foram lançados os produtos feitos em borracha atóxica da Turma da Mônica da "Argon". Eram chaveiros, jogo de dama e quebra-cabeças todos com material de borracha, bem fofinhos, que não causam alergia. Foram 4 versões de chaveiros, um para cada personagem, 3 versões de quebra-cabeças com lindas ilustrações e um jogo de damas.

Propaganda tirada de 'Mônica Nº 21' (Ed. Globo, 1988)

A "Carbrink" lançou em 1988 os novos carimbos e massas de modelas da Turma da Mônica e também da Turma do Chico Bento. Foram 3 versões de carimbos, tanto para Turma da Mônica quanto para o Chico Bento e mais uma de massa de modelar com a Turma da Mônica. No anúncio, aparecem Mônica e Chico Bento juntos mexendo com a massa de modelar e carimbo, respectivamente, e as embalagens de todos os produtos.

Propaganda tirada de 'Cebolinha Nº 22' (Ed. Globo, 1988)

Em 1989 foi anunciada a clássica barraquinha da Turma da Mônica da "Maliber" com uma linda estampa com os personagens. O anúncio, mostrando a barraquinha, fala que as crianças podem brincar em qualquer lugar porque são leves e fáceis de montar.

Propaganda tirada de 'Chico Bento Nº 75' (Ed. Globo, 1989)

Foi lançado em 1989 o "Mexe Muda" da Turma da Mônica da "Natania Edições e Jogos Criativos Ltda". Era uma espécie da quebra-cabeça de madeira e pintura atóxica, que quando girava, podia fazer várias combinações com os personagens, como o Cascão com vestido da Mônica ou Magali com cabeça no meio do tronco e pernas, entre outras.

Propaganda tirada de 'Magali Nº 11' (Ed. Globo, 1989)

A Estrelinha Mágica, da "Tec Toy", foi lançada também em 1989. Com o grande sucesso do filme "Turma da Mônica e a Estrelinha Mágica" lançado em 1988, a personagem estrelou algumas histórias nos gibis daquela época e lançaram esse clássico brinquedo. Ela cabia na palma da mão e acendia uma luzinha piscante e fazia um pequeno barulho como se estivesse cantando enquanto segurava. Esse brinquedo foi um marco, virando febre com as crianças, todo mundo queria ter a Estrelinha Mágica.

Propaganda tirada de 'Mônica Nº 36' (Ed. Globo, 1989)

A série continua e em breve posto novas propagandas anunciando brinquedos com a Turma da Mônica.

domingo, 3 de janeiro de 2016

Capa da Semana: Magali Nº 103

Eram muito comuns capas com a Magali adaptando seus objetos feitos por comida, dando o seu toque especial de forma supercriativa. Nessa capa, a Magali está surfando em alto estilo com a sua prancha de melancia. Muito boa.

A capa dessa semana é de 'Magali Nº 103' (Ed. Globo, Maio/ 1993).


quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Dona Morte: HQ "O último servicinho do ano"

Mostro uma história da Dona Morte com a missão de matar o Ano-Velho no último dia do ano. Tem 4 páginas no total e foi publicada em 'Cascão Nº 77' (Ed. Globo, 1989).

Capa de 'Cascão Nº 77' (Ed. Globo, 1989)

Nela, Dona Morte acorda, se despreguiça, falando que nunca dormiu tão bem e percebe que já é quase meia noite e está muito atrasada. Ela lembra que é o último trabalho do ano e no caminho até imagina tirar férias no ano que vem. Ela demora para encontrar a sua vítima, se perguntando aonde ele está, até que encontra um homem, que se assusta com a presença dela, mas Dona Morte vê que não era quem estava procurando e diz que foi um engano, que só vai buscá-lo ano que vem.


Dona Morte fica braba, querendo saber aonde sua vítima se meteu, quando bate meia noite no relógio. Ela ouve uma risada, falando que conseguiu passar da meia noite e ele não foi embora. Descobre-se, então, que a Dona Morte queria buscar o ano 1989, o Ano-Velho, e pela primeira ela fracassou. O Ano-Velho vai continuar vivo por mais um ano. Dona Morte lembra para ele que desse jeito o Ano-Novo não vai nascer e tudo que se passou vai se repetir. O Ano-Velho diz pra ela que sente muito, mas ela perdeu.


Nessa hora, surge um relojoeiro, com suas ferramentas para consertar o relógio da catedral, reclamando que está adiantado outra vez. Como foi defeito do relógio, ainda não era meia noite e então a Dona Morte consegue matar o ano 1989. Ele chora, mas logo em seguida, aparece um anjo falando que ele está na lista que irão reencarnar. Em seguida, aparece Dona Cegonha, com o Ano-Velho, agora como um bebê, que será o Ano-Novo que estava nascendo.

Dona Morte volta para casa, falando que ele conseguiu uma vida nova e já dentro do casarão, ela deseja um feliz Ano-Novo aos leitores, com um ar pensativo. Afinal, se o espírito do Ano-Novo era o mesmo do Ano-Velho, será que 1990 seria um ano novo realmente?


Essa uma história simples e muito boa, sem enrolação, indo direto ao ponto. Muito interessante colocarem os anos como espíritos e que um tem que morrer para o o outro nascer. E ainda fica uma reflexão no ar dos espíritos dos anos serem os mesmos, será que tudo não iria se repetir também.

Era comum de colocar o Ano-Velho representado como um coroa e o Ano-Novo um bebê recém-nascido. Nessa não foi diferente.  Na postagem a coloquei completa. Normalmente, quando republicam histórias envolvendo anos, eles mudam para o ano corrente em questão e, mais recentemente, colocam mudam apenas para "Ano-Novo" ou "Ano-Velho no lugar. Os traços ficaram muito bons e caprichados, como sempre na época. Teve crédito a Penadinho no título, mas a história é toda da Dona Morte e Penadinho nem apareceu.


Uma grande curiosidade é que nessa história a Dona Morte morou em casarão velho e abandonado ao invés do cemitério, com direito a cama e tudo. Engraçado a Dona Morte dormir que nem os seres humanos, absurdo que a gente tanto gosta e torna a história mais divertida. Legal também ela falar com o homem que só vai buscá-lo ano que vem e interessante como os personagens falavam "diacho" na época. Nessa mesmo foi 2 vezes. Era mais frequente nas histórias do Chico Bento, mas qualquer um falava isso.

Um Feliz Ano-Novo para todos!!!