quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Bidu: HQ "Lugar quente demais para trabalhar"

Nessa postagem mostro uma história com o sufoco que o Bidu passou com o calor insuportável que estava fazendo na sua historinha. Ela tem 6 páginas e foi publicada em 'Cebolinha Nº 85' (Ed. Globo, 1994).

Capa de 'Cebolinha Nº 85' (Ed. Globo, 1994)

Começa o Bidu reclamando que não está aguentando o calor na história, quando encontra um ventilador e resolve papear com ele para aproveitar o vento gostoso. Só que de repente aparece a Fafá, a cachorrinha da moça que faz o controle de produção da MSP, e leva o ventilador, alegando que o Astronauta está com calor. 


Bidu reclama que o ventilador está com ele, e que também está com calor. Fafá manda procurar um ventilador e ele responde que já tinha um. Ela confirma que realmente tinha e não tem mais e o leva, sem querer saber de mais papo.


Bidu não se conforma com o que estava acontecendo, caminha um pouco e  logo encontra um leque no chão. Só que outros cachorros viram também e avançam para pegar o leque. Bidu tenta entrar na briga para pegar, mas já era tarde, porque um deles conseguiu vencer.

Com isso, Bidu tem a ideia de sair da página e entra no estúdio da MSP, com a intenção de procurar uma sala vazia com ar condicionado. Ele vai até o 5º andar pela escada, e quando chega lá. tem uma reunião na sala. Um deles pergunta se o Bidu deseja alguma coisa, e ele, sem graça, diz que queria saber se eles querem que tragam água ou café.


Bidu sai de lá, e consegue arrumar outra sala vazia. Ele acha muito grande, bonita e fresquinha. Bidu senta, aproveitando o conforto, achando que era o lugar que sempre sonhou trabalhar. Eis que surge o Mauricio de Sousa com empresários e pergunta o que o Bidu estava fazendo lá e que devia estar na historinha. Bidu reclama que o calor estava insuportável e que não aguentou ficar.

Mauricio fala que sabe como resolver isso e o leva de volta ao estúdio que estava sendo feito a sua historinha. Bidu volta para a história, ainda achando muito quente. Mauricio desenha uma praia para o Bidu se refrescar e passar férias. Ele adora, agradecendo o Mauricio, terminando assim.


É uma história simples e bem legal, com metalinguagem dos quadrinhos e ainda mostra um pouco a característica do Bidu conversar com objetos variados. Nessa história, que coloquei completa na postagem, ele conversou dessa vez com um ventilador por causa do calor insuportável. Gosto de histórias envolvendo metalinguagem, os bastidores da MSP e todos os seus absurdos. Nessa, a gente conheceu um pouco dos bastidores da MSP, uma sala de reunião e até a sala do Mauricio. 


Histórias do Bidu têm esse lado metalinguístico mesmo em sua maioria, mas o bom que ele tem vários universos também para variar, como o cachorro-ator, o que conversa com objetos ou cãozinho do Franjnha, que aí ele não fala. Os traços ficaram muito bacanas, muito comum na época.


A cachorrinha Fafá é uma referência à Fátima, coordenadora da MSP. Já apareceu outras vezes como cachorrinha nas histórias do Bidu, além dessa. Roteiristas e outros funcionários do estúdio ás vezes aparecem como cachorro nas histórias do Bidu, ficando uma dupla interpretação: ou são eles mesmos desenhados como cachorros, ou então são cachorros de estimação do pessoal do estúdio parecidos com eles, ficando, assim, a critério do leitor. Porém, nessa história, a cachorrinha Fafá foi tratada como a de estimação da coordenadora Fátima.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Capa da Semana: Cascão Nº 78

Compartilho uma capa muito caprichada com o Cascão comemorando a chegada do verão ao estilo do filme "Cantando na chuva", um grande clássico do cinema, enquanto o pessoal na rua está sofrendo com o calor. Muito legal.

A capa dessa semana é de 'Cascão Nº 78' (Ed. Globo, Janeiro/ 1990). 


sábado, 3 de janeiro de 2015

Propagandas Alimentícias (Parte 3)

Continuando a série de propagandas com alimentos da Turma da Mônica,  nessa postagem mostro propagandas entre 1988 e 1993. Dessa vez foram só 2 produtos, mas várias propagandas relacionadas a eles.

O primeiro produto que mostro é o macarrão instantâneo "Nissin Lámen" da Turma da Mônica da "Nissin Miojo". É o próprio macarrão instantâneo tradicional, só que com embalagens com os personagens e com um tempero em pó mais suave, com menos sal, bem específico para o paladar das crianças, nos sabores: tomate, galinha e carne.

Nessa propaganda de 1988, mostra a comemoração do sucesso de vendas após mais de 2 anos de lançamento do miojo "Nissin Lámen Turma da Mônica", ultrapassando a marca de um milhão de pacotes vendidos por mês. A propaganda ainda recomenda comprar porque eles contêm vitamina A.

Com isso, foi tratada como "a marca vitoriosa". Essas embalagens ilustradas na propaganda foram as primeiras embalagens lançadas. Dá para reparar que curiosamente, a Magali não apareceu em nenhuma embalagem.

Propaganda tirada de 'Cascão Nº 33' (Ed. Globo, 1988)

Em 1989, a propaganda mudou, dessa vez com uma ilustração muito bacana da Mônica como mestre-cuca com colher de pau na mão. O anúncio mostra uma pergunta de como a Mônica prepara o macarrão mais gostoso, respondendo que é com o  "Nissin Lámen Turma da Mônica"e falando dos seus benefícios. E termina perguntando se a criança pediu para mãe preparar o "Nissin Lámen", mostrando as embalagens no final do anúncio, ainda com as mesmas de quando foi lançado. Muito boa essa propaganda. Um clássico.

Propaganda tirada de 'Cebolinha Nº 26' (Ed. Globo, 1989)

Foram lançadas novas embalagens do  "Nissin Lamen Turma da Mônica" em 1992, e, com isso, fizeram uma nova propaganda, mostrando os benefícios do macarrão e com uma ilustração da Mônica comendo o miojo.

Propaganda tirada de 'Almanaque da Magali Nº 5' (Ed. Globo, 1992)

O "Nissin Lamen Turma da Mônica" existe até hoje, sempre nos sabores tomate, galinha e carne, só que sempre mudando as embalagens, mas não foram fazendo novas propagandas à medida que lançavam novas embalagens. Muito bom esses miojos, um mais gostoso que  o outro. O meu preferido é o de tomate.

Em 1993, os hambúrgueres de frango da Turma da Mônica da "Perdigão" vieram com bandeirinhas da Turma nas embalagens para recortar e colocar no sanduíche. Tinham, então, o "Chicken Mônica", o "X-Cebolinha", o "Cascão Burguer" e o "Big Magali".

Para cada sanduíche, tinha uma propaganda diferente, mostrando o modelo dos sanduíches, com receitas dos ingredientes dos sanduíches de cada personagem para poder fazer igual em casa, informando também que tem as bandeirinhas para colocar e cita os outros sanduíches.

Interessante que em cada sanduíche o tipo de pão foi diferente e os sanduíches seguiam os estilos de cada personagem, pensando como seria o sanduíche que eles iam pedir em uma lanchonete. Assim, deu para perceber que o Big Magali" foi um supersanduíche, estilo um "Big Mac" do "MC Donalds", tudo a ver com a fome da Magali. Só o do "Cascão Burguer" não mostraram os ingredientes. Abaixo, cada uma dessas propagandas clássicas:

Propaganda tirada de 'Mônica Nº 75' (Ed. Globo, 1993)
Propaganda tirada de 'Cebolinha Nº 75' (Ed. Globo, 1993)

Propaganda tirada de 'Cascão Nº 159' (Ed. Globo, 1993)

Propaganda tirada de 'Magali Nº 99' (Ed. Globo, 1993)

Só não teve um com o Chico Bento, mas tudo foi bem pensado na época, Afinal, hambúrgueres industrializados não combina com o Chico, no máximo podia ser uma mortadela.

Como podem ver, são propagandas simples, mas todas bem caprichadas e nostálgicas que valem a pena ver. Em breve, mostro outrass propagandas alimentícias da Turma da Mônica.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Cascão: HQ "Sóóó no ano que vem..."

Mostro uma história de Ano Novo de quando o Cascão se deu mal ao pensar que a Mônica ia demorar muito para chegar de uma viagem. Tem 7 páginas e foi a que encerrou o gibi do 'Cascão Nº 260' (Ed. Globo, 1996).

Capa de 'Cascão Nº 260' (Ed. Globo, 1996)

No dia 31 de dezembro, a Mônica avisa ao Cascão que vai viajar e só volta no ano que vem. Cascão estranha, achando o fato dela voltar só ano que vem será muito tempo. Mônica fala que não é tanto tempo assim e se despede, confirmando que volta ano que vem.


Cascão fica cansativo e encontra no campinho o Cebolinha, o Xaveco e a Magali de boa, brincando normalmente. Cascão chama a atenção deles, reclamando que eles estavam todos sorridentes como  se nada estivesse acontecendo. A Magali pergunta o que aconteceu e o Cascão responde que a Mônica viajou e que só volta ano que vem. 

Eles falam que sabia e continuam brincando. Cascão fica furioso, falando que só ele vai sentir falta da Mônica. Xaveco ainda diz que é pouco tempo, mas ele não dá atenção e continua achando que é muito tempo. Cascão vai embora, sem deixar eles explicarem.


Cascão passa a lembrar momentos com a Mônica, de quando ela o empurrou o balanço e o fez cair no chão por causa da sua força, além das surras que levou e marcas da pele, depois de ter aprontado com ela. Ele até tenta dar desculpas que no balanço foi só intenção de ajudar e a surra foi porque ele mereceu, mas logo se convence que ela exagerava. No caminho, encontra um lápis no chão perto da casa da Mônica e resolve desenhar caricaturas dela e desaforos de bobona, dentuça e que já vai tarde no muro em frente a casa dela.


Mônica acaba vendo, só que quando ia bater no Cascão, o seu Sousa, pai dela, a chama no carro para partir pra viagem, mas ela promete que quando voltar, ela acerta as contas com ele. Como Cascão acha que vai demorar muito para ela voltar, até lá a Mônica esqueceu tudo.


Cascão vai para casa e quando chega a mãe diz para ele trocar de roupa para comemorar o Réveillon. Ele comemora a passagem de ano com a família, inclusive com a avó. Quando abraça a mãe, ele fala que já chegou o ano que vem e aí se toca o que a Mônica quis falar que só volta ano que vem e fica nervoso. 

No final, dois dias se passam e a Mônica está de volta da viagem e diz que queria muito ver o Cascão. Ela sai correndo atrás dele com o Sansão para bater, e ele reclama que aquele ano vai ser muito longo, com muitas coelhadas.


Acho essa história legal, mostra um Cascão meio lerdo, sem ter se dado que era dia 31 de dezembro e que só mais um dia seria Ano Novo. A Mônica quis brincar com ele e, como não se deu conta que ela ia voltar em questão de dias, acabou aprontando com a Mônica e se dando mal. Uma simples ideia da frase "ano que vem" pode render uma boa história.


Engraçado o Cascão ter colocado uma roupa igual a que estava para comemorar o Réveillon. É que os personagens tem só o mesmo tipo de roupa no armário, ou seja, várias roupas iguais de um só modelo. E de curiosidade é que apareceu a avó do Cascão, participando em só em 2 quadrinhos, muito raro de acontecer. Aí, só não dar para saber se é de parte de pai ou mãe. 

Os traços dessa história são ótimos, como sempre na época. Na postagem a coloquei completa. Inclusive, essa foi uma das últimas histórias com o Cascão rabiscando muros sem cartazes, já que infelizmente, a partir de meados de 1997, os personagens começaram a colar cartazes nos muros para xingar a Mônica, dando início ao politicamente correto nos gibis, a ponto de alterar as cenas nos almanaques da Panini, colocando cartazes aonde não tinha nas originais.


Essa já foi republicada em vários 'Mônica Especial de Natal'. São poucas histórias retratando o Ano Novo em todos os tempos e essa até foi uma das últimas que vi. Já deu para notar que já estavam evitando colocar ano corrente, passando a só colocar "ano que vem", "ano novo", "ano velho" no lugar. Eles até costumam também alterar nos almanaques histórias envolvendo ano, colocando o corrente, então para evitar possíveis alterações no futuro, passaram a evitar colocar ano nas histórias.

Postagem nova agora só no ano que vem. Um excelente Ano Novo a todos!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Capa da Semana: Chico Bento Nº 86

Uma capa em clima de Ano Novo, com o Chico Bento fazendo prova de recuperação sozinho na escola, mas só pensando na comemoração do Réveillon. Desse jeito vai ficar reprovado, Chico!

Na MSP, são raras capas e histórias sobre o Ano Novo, principalmente capas. Quase não tem. Eles dão prioridade ao Natal e acaba não saindo nada retratando Réveillon. Há muitos anos não tem histórias assim, nem no miolo.

Outra curiosidade, é que uma capa assim com o Chico em recuperação na escola (e ainda sendo o único aluno da turma a ficar) não teria mais. É que atualmente ele é um bom aluno, só tirando notas boas, para não dar mau exemplo.

A capa dessa semana é de 'Chico Bento Nº 86' (Ed. Abril, Novembro/ 1985).