domingo, 9 de março de 2014

Capa da Semana: Cebolinha Nº 27

Uma capa mostrando que o Cebolinha não consegue colocar fone de ouvido do walkman por causa do seu cabelo. E o Bidu só rindo da cara dele.

Aliás, o curioso que walkman não existe mais e se fizessem uma capa semelhante a essa atualmente, colocariam um smartphone no lugar.

A capa dessa semana é de 'Cebolinha Nº 27' (Ed. Globo, Março/ 1989).


quinta-feira, 6 de março de 2014

Propagandas anunciando gibis (Parte 8)

Nessa postagem, mostro várias propagandas anunciando os gibis convencionais a partir de 1998 até 2006, quando acabou a fase da Globo. De comum entre elas, é que as capas dos gibis passaram a ser os destaques em vez de uma ilustração nova feita pelo estúdio, como era antes.

Desde 1996, eles passaram a colocar as capas em evidência nas propagandas dos gibis. Pelo jeito, perceberam que as capas serviam de incentivo maior do público querer comprar novos gibis. Parece que quando vê o gibi estampado lá, fica com vontade de ler, nem que seja aqueles gibis estampados.

Seguindo essa ideia, em 1998 circulou essa propaganda anunciando todos os gibis em um só, que convida o leitor a comprar os outros títulos, além da revista que foi comprada. Repare que o gibi do Cascão não aparece nela. É que no caso foi publicada em um gibi dele. Então, se comprar um gibi da Magali, aparecia la as outras 4 revistas, menos a dela, e assim por diante. Para ilustrar, mostro uma dentre desse tipo. Foi ilustrada com capas das revistas 'Cebolinha nº 137', ' Chico Bento nº 293', 'Magali nº 231' e 'Mônica nº 137'.

Propaganda tirada de 'Cascão nº 294' (Ed. Globo, 1998)

Em 1998, colocaram a capa do gibi do 'Cebolinha nº 143'em destaque para anunciar o gibi dele, montando o texto a partir da capa.

Propaganda tirada de 'Cascão nº 306' (Ed. Globo, 1998)

Ainda em 1998 fizeram 2 propagandas diferentes para a Magali, com texto específico para ela. Nessa, a capa de 'Magali nº 244' foi a que ficou em total evidência, junto com uma poesia feita especialmente para ela.

Propaganda tirada de 'Cascão nº 308' (Ed. Globo, 1998)

Já nessa, até chegaram a colocar uma ilustração dela ao lado da capa, mas que foi tirada de alguma história da época. A capa de destaque dessa foi a edição de 'nº 245'.

Propaganda tirada de 'Cascão nº 309' (Ed. Globo, 1998)

No final de 1998, tiveram propagandas mais fixas, com a capa em destaque e o personagem no rodapé da página, falando com o leitor para que o veja nas bancas. Nessa, cada personagem teve a sua propaganda desse estilo, sendo que ilustro uma do Cascão pra ter uma ideia como era. A imagem do personagem foi tirada de alguma história da época e as capas iam mudando com a revista do mês corrente. A capa de destaque dessa foi de 'Cascão nº 308'.

Propaganda tirada de 'Almanaque do Cascão nº 48' (Ed. Globo, 1998)

Em 1999, vinham uma poesia e, junto, a capa do gibi do personagem do mês corrente em evidência. Para ilustrar esse tipo de propaganda, separei uma do Cebolinha, com a capa da edição 'nº 148', e uma do Chico Bento, com a edição 'nº 315' como destaque.

Propaganda tirada de 'Cascão nº 316' (Ed. Globo, 1999)

Propaganda tirada de 'Almanaque do Cebolinha nº 49' (Ed. Globo, 1999)

Ainda em 1999, passaram a colocar um design fixo com vários personagens nas laterais e no centro a revista a ser anunciada com um texto referente a edição. Aí só mudavam as revistas, mas o fundo com os personagens eram os mesmos. Nesse que separei está anunciando a revista do 'Cebolinha Nº 158' baseada na capa, mas tinham propagandas que contavam a sinopse da história de abertura, mesmo com a capa sendo uma piadinha.

Propaganda tirada de 'Cascão nº 336' (Ed. Globo, 1999)

Em 2002, como forma de anunciar todos em uma só, colocaram essa mostrando a diferença entre os gibis e videogame, ilustrada com os gibis: 'Mônica nº 170', 'Cebolinha nº 176', 'Chico Bento nº 373', 'Cascão nº 343' e 'Magali nº 297'. O curioso que são revistas dos anos 2000 e 2001, e não atuais, até então.  

Propaganda tirada de 'Cascão nº 421' (Ed. Globo, 2003)

Também a partir de 2002, ao anunciarem os gibis de um determinado personagem, além de um texto do personagem e a capa dele em evidência, passaram a colocar as capas dos outros também. A capa do personagem em destaque ficava ao centro e era maior que as outras. Ficaram circulando até em 2003. 

Para ilustrar, uma anunciando o gibi do Cascão e do Chico Bento, com texto  e capa dele maior e as dos outros personagens ao fundo. E todas as capas eram as mesmas em todas as propagandas. Foram ilustradas com capas das revistas de 2002: 'Cascão nº 409', 'Mônica nº 194', 'Cebolinha nº 194', ' Chico Bento nº 409'e 'Magali nº 345'.

Propaganda tirada de 'Magali nº 357' e 'Magali nº 358' (Ed. Globo, 2003)

Ideia semelhante aconteceu nos anos posteriores. Os textos eram os mesmos, só mudaram as capas. Assim como as de 2002, as capas não eram atualizadas ao decorrer dos meses, deixando circular até quando quiserem. Então, em 2004 o design das propagandas seguiam esse estilo. Destaquei duas delas, anunciando os gibis da Mônica e do Cascão, que foram ilustradas com capas das revistas de novembro de 2003: 'Mônica nº 209', 'Cebolinha nº 209', 'Chico Bento nº 430', 'Cascão nº 430' e 'Magali nº 366'. 

As 2 propaganda tiradas de 'Cebolinha nº 212' (Ed. Globo, 2004)

Já em 2006, elas ficaram assim. Nem mudavam os textos, apenas o design e as capas mais atuais. Essas propagandas, inclusive, sendo os últimos gibis a serem anunciados na Globo. Mostro duas delas, anunciando os gibis da Mônica e da Magali,  ilustradas com capas das revistas de abril de 2006: 'Mônica nº 238', 'Cebolinha nº 238', 'Chico Bento nº 459', 'Cascão nº 459' e 'Magali nº 395'. 

Propagandas tiradas de 'Magali nº 403' e 'Mônica nº 246' (Ed. Globo, 2006)

Como pode ver, a criatividade foi decaindo nas propagandas ao longo dos anos. As com ilustrações criadas pelo estúdio eram melhores, mas mesmo com as capas em evidência, até que de início não ficou ruim, só que depois não tiveram tanta criatividade e acabou perdendo a graça. Eles podiam ter feito algo parecido com as "Mó legal esse gibi", de 1997, que mostravam ilustrações novas e também as capas do mês corrente.  Ou senão colocava apenas o desenho de alguma capa qualquer, que tenha a cara do personagem, junto com um texto, como fizeram na propaganda "Cascão lama todo mundo", de 1990. Ficaria melhor.

Como são bem semelhantes uma das outras, muitas mostrando as mesmas capas, e também não tenho muitos gibis dessa época, não coloquei todas as versões possíveis, porém todos os tipos de propagandas estão aí. Ainda continuo essa série de propagandas anunciando gibis, mostrando propagandas que ficaram de fora nessa evolução que acabei encontrando ao longo desses meses e colocando propagadas de outros gibis fora dos 5 principais.

terça-feira, 4 de março de 2014

Capa da Semana: Magali Nº 18

As fábulas sempre foram presentes e bem marcantes nas histórias da Magali, se tornando um ponto alto nos seus gibis, sempre adaptadas ao universo alimentício da personagem. 

A capa que eu mostro, a primeira dela envolvendo fábula, segue essa ideia. Nela, Magali encarna a Chapeuzinho Vermelho, e, ao ser abordada pelo Lobo Mau, é descoberto que ela já tinha comido todos os doces que ia levar para a vovozinha.

A capa dessa semana é de 'Magali Nº 18' (Ed. Globo, Fevereiro/ 1990).  


sábado, 1 de março de 2014

Cebolinha: HQ "Carnaval muito louco"

Mostro uma história bem divertida do Cebolinha de quando foi atormentado pelo Louco em pleno Carnaval. Ela foi uma história de abertura com 11 páginas no total publicada em 'Cebolinha nº 86' (Ed. Globo, 1994).

Capa de 'Cebolinha nº 86' (Ed. Globo, 1994)

Começa com o Cebolinha brincando tranquilamente no baile de Carnaval só que quando ele joga uma serpentina, eis que surge o Louco enrolado nela para seu desespero. Quando vê, Cebolinha corre do Louco, mas lembra que na última vez que p tinha visto, estava em um hospício e, como todos estavam fantasiados, então só podia ser alguém fantasiado de Louco e volta para falar com ele.


Cebolinha ajuda a tirar a serpentina do Louco e fala que ficou sem nenhuma depois de jogar nele. O Louco fala para usar a dele, e sem perder tempo já mostra a "serpentona", assustando o Cebolinha. Era uma cobra, como trocadilho de serpentina-serpente. Com isso, o Cebolinha sobe em um balões e fala que não achou graça. Então, o Louco fala que vai ajudá-lo a achar. Até que encontra um monte de confete que taca na boca dele, que se engasga e pergunta ao Louco se quer deixá-lo sem ar. Foi a deixa para ele colocar uma bomba de ar e começar a inflar feito balão a gás, até estourar o Cebolinha.


Irritado por ter rasgado a fantasia, Cebolinha mostra a língua para o Louco, que a segura e lança pelo salão como se fosse serpentina. E ainda por cima enrola a língua dele pelo salão até chegar ao Cebolinha. Depois, o Louco fala que é para o Cebolinha entrar no bloco dele, e ele responde depende de que tipo de bloco. O Louco fala que vai chegar dentro de um minuto e de repente cai um um bloco de concreto de 500 kg em cima do Cebolinha. Ele fala que pensava que era um bloco de carnaval e então cai um bloco cheio de foliões em cima dele.


Cebolinha fala que ele é um perigo igual a um amigo dele e pede licença que vai pular o Carnaval e aí o Louco pergunta se ele vai direto para a Páscoa. Irritado, Cebolinha fala que vai dançar e cantar no Carnaval. Com isso, a loucura pegou. Para cada marchinha que tocava, as letras viraram realidade. 

Da marchinha "Ala-la-ô", do nada surgiu um Sol que queimou a cara e o salão virou um deserto do Saara; na marchinha "Touradas em Madri", surge um touro e uma arena de tourada na Espanha e o Cebolinha leva uma chifrada que vai parar longe.Em "Mamãe eu Quero" surge uma chupeta; em "Estrela Dalva, surge uma estrela que dá uma pontada no Cebolinha; e em "Cabeleireira do Zezé", o Louco faz com que ele fique dentro de um vaso, igual a uma planta.


Diante de tanta loucura, Cebolinha ordena que parem e todos param. Ao falar quer quer tirar algo a limpo, o Louco joga um balde d'água nele, depois Cebolinha manda ele tirar a máscara. Ao tirar, é confirmado que era o Louco o tempo inteiro (a máscara era da cara dele mesmo).

Cebolinha pergunta como ele saiu do hospício, e o Louco responde que foi ele que entrou no Baile de Carnaval do Hospício Marrolouquinho, mostrando a faixa. Cebolinha sai correndo de lá imediatamente. No final, ele fica aliviado que se livrou do Louco e chega ao Baile de Carnaval do Maurício, que era onde ele tinha que ir desde o início. Só que ao chegar na porta, eis que surge um Louco em miniatura. Cebolinha, desesperado, sai correndo e na verdade era só o Cascão disfarçado, que se pergunta se o Cebolinha não gostou da fantasia.


Uma história muito legal, totalmente sem pé nem cabeça, com boas sacadas e trocadilhos muito comuns nas histórias do Louco. Sempre é engraçado ver o Cebolinha sendo azucrinado pelo Louco. Sem dúvida, é um Carnaval para o Cebolinha esquecer. Muito bom os trocadilhos e os absurdos nela, principalmente mostrando as marchinhas antigas literalmente ao pé da letra. E ainda permite a dúvida se esse hospício e tudo que aconteceu era coisa da cabeça do Cebolinha ou se era real mesmo. Afinal, com tanta coelhada que levou, pode ter afetado seu cérebro e se tornou esquizofrênico rsrs.


Os traços dessa história são muito bons também. Na postagem coloquei completa. Como curiosidade, essa foi uma das poucas histórias com o Louco foi na abertura, já que agrande maioria são de miolo. Até nas Revistas parque da Mônica costumavam ter mais histórias de abertura dele do que as do Cebolinha.


Para finalizar, a capa desse gibi também é sensacional e bem caprichada, com o Cebolinha vestido de bandido de faroeste com o Sansão como arma. Até que sem querer, faz referência ao Carnaval porque não deixa de ser uma fantasia. 

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Os 25 anos do gibi da Magali


Há 25 anos era lançado nas bancas o gibi da Magali. Para comemorar a data, nessa postagem mostro algumas curiosidades sobre a revista em si e como foi a 'Magali Nº 1' de 1989.

O gibi da Magali surgiu a partir da campanha de protesto da personagem, com uma série de histórias, para que o Maurício lançasse uma revista só dela porque estava inconformada que todos os seus amigos tinham, menos ela. Com essa campanha de protesto, Magali finalmente conseguiu a sua tão sonhada revista. Já falei dessa campanha em 2 postagens, que podem ser conferidas aqui e aqui.

Então, no dia de 22 de fevereiro de 1989, finalmente chegava nas bancas a edição Nº 1 da Magali. Essa data foi oficializada, com fonte da história "É um espanto!" (MG # 44, de 1991), que comemorava os 2 anos da sua revista e, nela, o Cascão fala que dia 22 de fevereiro era o aniversário da revistinha dela. Realmente, deve ter sido essa data, porque lembro que quando comprei a minha foi junta com a 'Mônica 26' e as revistas da Mônica sempre eram a última a chegar nas bancas, no final do mês.


Antes de ter sua revista, Magali tinha histórias solo que saia nos gibis da Mônica, e, algumas vezes, nos gibis do Cebolinha, principalmente nos anos 80. Com  o lançamento do seu gibi, o público passou a acompanhar  e conhecer melhor suas características. Passamos, então, acompanhar histórias da personagem com a sua fome incontrolável, chegando ao absurdo. Ela sempre dava um jeito para comer e era capaz de tudo para conseguir comida, mesmo que para isso fosse necessário trapacear e enganar seus amigos. 

Também passamos a acompanhar muitas histórias de fábulas adaptadas para o universo da Magali, como Branca de Neve, O Pé de Feijão, Cinderela, Rapunzel, etc. Sempre com muita criatividade. Outra característica marcante dela é ser conselheira, disposta sempre a ajudar os amigos, principalmente a Mônica. E histórias envolvendo brincadeiras, super-heróis eram presentes também, como de qualquer personagem.

Com o gibi, foram criados novos personagens para interagir com ela, também com características bem especiais. Dudu (um menino que não gostava de comer, a antítese da Magali), Mingau (gato de estimação da Magali), Tia Nena (sua tia e a maior doceira do bairro), o Tio Pepo (seu tio e marceneiro e consertador de brinquedos), Quinzinho (filho do padeiro que trabalha na padaria do pai e namorado da Magali). Dudu e Mingau estrearam em 'Magali # 1' mesmo, mas os outros foram em Magali # 3, na história "Alimentando uma paixão".

Os personagens novos, tirada da HQ "Eu quero a minha revista" (1988)

Falando sobre 'Magali Nº 1' teve 36 páginas e apesar do mesmo número de páginas do Cascão e Chico Bento que erma quinzenais, a revista dela era mensal quando começou. Como justificativa deve ser para ter mais tempo de produzir mais histórias e poder verificar o que estava dando certo ou não para poder corrigir. A partir da Nº 11, em novembro de 1989 passou a ser quinzenal com as mesmas 36 páginas, seguindo assim até em 2003, quando a partir da Nº 358 voltou a ser mensal, porém com 68 páginas, continuando assim até hoje.

A grande surpresa é que a revista Nº 1 veio dentro de uma caixinha. Tratava-se de uma caixa de papelão para conservar melhor o gibi. Hoje essa caixinha é item raro de colecionador e a revista vendida em sebos e na internet com a caixinha tem preço nas alturas. Abaixo,uma propaganda da revista, anunciando que vinha na caixinha.

Propaganda tirada de 'Cebolinha nº 26' (Ed. Globo, 1989)

Esse gibi abre com um frontispício com a Magali como mestre-cuca anunciando o gibi e agradecendo aos leitores que pediram o gibi para o Maurício. Tem um detalhe no rodapé de um anúncio do achocolatado Chocomix falando que é para ler o gibi de trás para frente, que nem no Japão. É que na contracapa tinha uma propaganda do achocolatado, que, sinceramente, era ruim pra caramba. 

Frontispício da edição Nº 1

A seguir, vem as histórias. Foram 6 no total, incluindo a tirinha final. A história de abertura foi "Vizinhos Opostos" em que é apresentada a família Moreno, os novos vizinhos da Magali. O filho deles, o Dudu, tinha sérios problemas para comer. Então, os pais dele chama a Magali pra jantar na casa deles pra ver se convence o Dudu a comer. 

Trecho da HQ "Vizinhos Opostos"

Os pais deixam eles jantarem sozinhos e até parecia que o plano ia dar certo, mas a Magali acabou comendo tudo, deixando o Dudu feliz por ter não comido nada. Após o jantar, Magali vai embora e a mãe leva Dudu para dormir, só que aí a barriga dele ronca e ele vai até a casa da Magali para ver se ela tinha uma bolachinha para dar pra ele, começando, assim a amizade entre eles.

Essa história de estreia do Dudu e de seus pais, teve traços excelentes, principalmente do Dudu (adorava os traços deles assim), e aconteceu erro de colorização com o Dudu aparecendo de camisa verde em algumas páginas. Gostava quando tinham erros assim nas histórias.

Trecho da HQ "Vizinhos Opostos"

A seguir, vem a história "Minha Dona", em que o gato da Magali conta como era a sua vida na rua e como se tornou o gato de estimação dela. Ele conta que passou vários sufocos, como levar vassourada ao tentar roubar um bife, ter que revirar lata de lixo para encontrar comida e disputar com gatos maiores, vivia dormindo com fome em cima de árvore, entre outros. 

Até que um dia a Magali o viu passando pela rua e deu um pedaço do sanduíche dela e resolveu levá-lo para casa tornando-se o gato de estimação dela, sendo bem tratado e passou a ficar gordinho. Mas continuou com hábitos de roubar comida da casa, que nem a dona.

Trecho da HQ "Minha dona"

Essa história acho muito linda e foi a estreia do Mingau, que ainda estava sem nome, e  teria um concurso para os leitores escolherem um nome para ele a partir da edição Nº 2, com história especial. Adoro também os traços dele de quando começou, com pelos arrepiados.

A seguir, vem uma história muda de uma página em que uma astróloga avisa que tem uma fumaça negra na vida da Magali. Ela vai a rua e várias situações de fumaças, e quando chega em casa vê as panelas pegando fogo, para seu desespero. O logotipo ficou igual ao que saiu no pocket "As Grandes piadas da Magali # 5", de 1987, e muitos pensavam que o logotipo seria assim.


Em "A imperdoável", Magali come os lanches dos seus amigos e fica impaciente quando não vê mais ninguém comendo na rua. Tem uma metalinguagem com a Magali perguntando ao leitor o que está comendo. 

Trecho da HQ "A imperdoável"

Interessante que tem momento que ela fala "Droga!" na história, coisa inadmissível nas histórias atuais. Sempre que os personagens falavam "Droga!" nas histórias antigas, nos almanaques atuais alteram para "Puxa!", tirando o sentido da frase. Quando fala "Droga!" dá sentido de raiva, e quando fala "Puxa!" dá um tom de lamentação. 

Trecho da HQ "A imperdoável"

O gibi fecha com a história "A menina e a Lua", em que a Magali conta a história da Lua do tempo que era só Cheia e como passou a mudar de fases. Uma menina que morava na aldeia Mussa Rella, onde se produzia muito leite e queijos de todos os tipos, adorava os queijos de lá, mas era proibida de comer porque dava prejuízo demais. Um dia, ela presenciou um assalto. Ela tenta impedir, e os assaltantes tacam um queijo na cabeça dela. O povo pensa que foi ela que comeu tudo e a expulsa da aldeia.

Trecho da HQ "A menina e a Lua"

Sem para onde ir, ela deseja ir até a Lua e acaba sendo atendida por estrelas. Chegando lá confirma que a Lua era feita de queijo e passou a comê-la. Na Terra, o pessoal via que a Lua ficava cada vez menor até sumir de vez. Então, Deus fez uma nova Lua, ressurgindo de forma crescente. E o ciclo foi repetindo até hoje.

E a primeira tirinha dos gibis dela foi essa. Mais uma vez o logotipo igual ao do pocket "As Grandes piadas da Magali # 5".

Tirinha da edição Nº 1

Esse gibi Nº 1 foi relançado em 2007 na Coleção Histórica. Nessa reedição, assim como outros volumes da coleção, as propagandas foram omitidas, inclusive do achocolatado Chocomix, colocando comentários do Paulo Back no lugar e os tons de cores foram recoloridos totalmente diferentes da original, com os erros de cores corrigidos sem ser mencionado nos comentários, como a camisa do Dudu que foi alterado para azul nas páginas que apareciam verde.

Um fato curioso que dá pra notar já nessa nº 1 é que diferente dos outros gibis (e durante toda a sua fase quinzenal), não tinham histórias de secundários, como Bidu, Astronauta, Turma da Mata, etc. Eram apenas histórias da Magali, além do Mingau e do Dudu, que eram da sua turma. Só que isso mudou quando a revista se tornou mensal, passando a incluir histórias da Tina e do Penadinho em seus gibis, e depois na Panini, histórias de qualquer turma de secundários, além de continuar com histórias solo do Dudu e do Mingau, diminuindo assim histórias da própria Magali nos gibis dela.

Em 1989, contando com esse, tiveram 14 gibis no total. Um melhor que o outro, e que passou a explorar melhor histórias com as características da Magali e dos personagens novos. Duas dessas de 1989 considero muito clássicas, como as histórias "O Rolo do Bolo" (MG # 8) e "Põe-te mesa" (MG # 9). Abaixo, capas da Magali do nº 1 ao nº 14 de 1989.  Abaixo, as capas dos gibis da Magali e 1989:

Capas dos gibis da Magali do nº 1 ao nº 14 (1989)

Como podem ver, Magali chegou com tudo com a sua revista. Era um novidade que todos queriam (a Nº 4, inclusive, foi a revista mais vendida em maio/89, passando até a da Mônica, que foi mostrado isso na capa da Magali Nº 6). Para mim, os 200 primeiros números foram ótimos, mas com o passar do tempo foram ficando mais fracas por causa do politicamente correto, assim como as dos outros personagens. 

Atualmente, Magali não tem tem aquela forma absurda, nem come tantas guloseimas e as histórias nem são focadas tanto em comida, tirando o brilho da personagem. Apesar de não ter a magia como era, ela é uma ótima personagem e não dá pra passar em branco o aniversário da sua revista de 25 anos e valeu a pena lembrar esa edição de estreia.