quarta-feira, 7 de junho de 2017

Bidu: HQ "Sem roteiristas"


Mostro uma história simples com o Bidu com problema de não ter nenhum roteirista para escrever a sua história. Com 4  páginas no total, foi publicada em 'Cascão Nº 48' (Ed. Globo, 1988).


Capa de 'Cascão Nº 48' (Ed. Globo, 1988)

Nela, Bidu entra na sua história. Ele fica parado e não acontece nada, só uma borboleta voando. Ele chama Manfredo para saber que acabou a primeira página e nada havia acontecido.



Manfredo avisa que não tem roteirista na firma: Rubão está doente, mais para lá do que para cá, Robson estava de férias e a Rosana se casou e estava em Lua-de-Mel. Bidu sugere apelar para o Mauricio para escrever uma história ao estilo à moda antiga e Manfredo diz que o Mauricio está viajando a negócios. 

Bidu diz que eles vão ter duas alternativas. Ou devolver o dinheiro que os leitores pagaram na revista ou então improvisar. Manfredo sugere outra alternativa e chama o Bugu pra entrar na história. Bidu recebe de braços abertos dessa vez e fala para ele começar logo com suas imitações sensacionais. Bugu diz que não vai dar porque não tem nada preparado já que não encontrou nenhum roteirista e são eles que ajudam no texto. 



Manfredo traz um livro de antologia para ver se inspiram alguma coisa, mas as ideias são tudo fora do estilo deles e velhas, voltados para maiores de 90 anos. Bidu implora que alguém ajude com uma piada e tacam uma pia quebrada em cima da cabela dele. Bidu resolve conversar com Dona Pedra, mas ela não tinha nenhuma inspiração pra conversar. De repente aparecem de volta o Mauricio e os outros roteiristas já com seus problemas resolvidos e prontos para criar uma história para o Bidu, mas já era tarde porque a história estava no final e não dava mais pra fazer mais nada.



Muito legal essa história envolvendo metalinguagem e brincando como seria uma história se não tivesse nenhum roteirista. Na verdade, algum roteirista criou essa história brincando com essa possibilidade e ainda encaixou fatos que aconteceu como a Rosana Munhoz ter se casado na época de verdade e ter ficado em Lua-de-Mel. O casamento dela também foi retratado na história "O casamento da roteirista",de 'Mônica Nº 18' , de 1988. 

Tem os lances engraçados como Manfredo dizer que o Rubão estava mais pra lá do que pra cá, ter que devolver o dinheiro da revista para os leitores por não terem produzido história nenhuma e uma pia cair na cabeça do Bidu do nada. Coisas assim se tornou mais engraçada ainda. Os traços muito bons e umas cores bacanas com o rosa com tom voltado para o roxo como acontecia algumas vezes na época.


Rubão (Rubens Kyiomura), Robson Lacerda e Rosana Munhoz eram os roteiristas que faziam brilhantemente as histórias nos gibis do final dos anos 80. Com a saída do Reinaldo Waisman para produzir os gibis da Xuxa, ficaram só esses 3 roteiristas na MSP e ficou claro que Mauricio de Sousa não escrevia mais as histórias, só em ocasiões especiais. No início dos anos 90 que começaram a parecer outros roteiristas na MSP aos poucos, mas eles continuaram ainda por um bom tempo nos anos 90, sendo que Rubão ficou até por volta de 1997, Rosana infelizmente faleceu encerrando sua linda trajetória e o Robson continua até hoje lá.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Tirinha Nº 48: Turma do Penadinho

Diz a lenda que cama de vampiro é uma árvore. Então quando Zé Vampir foi dormir na sua cama de 3 metros de altura, não teve uma agradável surpresa. Uma das tiras de 1986 que fechavam os gibis sem ser com tira do personagem principal da revista,

Tirinha publicada originalmente em 'Mônica Nº 193' (Ed. Abril, 1986).


quarta-feira, 17 de maio de 2017

Capa da Semana: Cebolinha Nº 138

Uma das raras capas do Cebolinha da Editora Abril sem alusão à história de abertura. Nela, Cebolinha confuso, sem saber se Floquinho é um cachorro de verdade, por estar soltando som de vários bichos e até buzina de carro. Por causa do seu formato, era comum situações assim com a dúvida se o Floquinho era cachorro mesmo.

A capa dessa semana é de 'Cebolinha Nº 138' (Ed. Abril, Junho/ 1984).


quarta-feira, 10 de maio de 2017

HQ "Parabéns, Magali!"

Hoje, dia 10 de maio, é aniversário da Magali. Então, mostro uma história de quando ela ajudou a sua mãe a enrolar os docinhos da sua festa só com o interesse de comer antes da hora. Com 8 páginas no total, foi publicada em 'Magali Nº 128' (Ed. Globo, 1994).

Capa de 'Magali nº 128' (Ed. Globo, 1994)

Nela, os pais estão enrolando os docinhos e salgadinhos na véspera da festa de aniversário da Magali, reclamando da correria de fazer tudo aquilo, quando aparece a Magali na cozinha, perguntando se pode ajudar porque não está conseguindo dormir com o cheiro divino de coisas gostosas.


Seu Carlito acha a ideia boa, já que enquanto a Magali ajuda, ele coloca os enfeites na sala. Dona Lili aceita e avisa que não é para a filha beliscar nada enquanto ajuda a enrolar os docinhos. Magali pergunta se não pode ser só um docinho e a mãe diz que no caso dela impossível comer um só e amanhã ela mata a vontade.


Magali acha uma tortura enrolar os docinhos na frente de tanta coisa gostosa e passa a criar táticas para ver se consegue comer. Ela pergunta para mãe o que vai ter na festa. Dona Lili diz que muita coisa como brigadeiro, cajuzinho, sanduíche de salsicha, coxinha, gelatina, bolo, entre outros. Magali comenta que é muita coisa mesmo e que vai ficar tudo gostoso porque ela cozinha muito bem e ai resolve preparar um sanduíche para comprovar isso. Dona Lili não deixa ela pegar e diz que só na hora da festa e misturar tudo antes da festa faz mal.


Enquanto enrola os docinhos, Magali pensa que faz mal nada senão como ia ser servido tudo aquilo na festa e logo vai dar um jeito de provar alguma coisa. Passam mais de 2 horas, a mãe não sai da cozinha e Magali desesperada que não comeu nada até agora. Já estavam quase terminando tudo, quando o Seu Carlito chama a esposa para ajudar a pendurar os balões.


Quando a mãe sai, Magali fica sozinha na cozinha, diz que lembra só que tem um monte de coisas gostosas em volta dela e passa a comer um pouco de cada coisa, como alguns docinhos, sanduíches, gelatinas, etc, que nem dar para notar a diferença que foi comido. Magali sai da cozinha, avisando que vai dormir porque já ajudou bastante. Dona Lili corre para cozinha para ver se a filha comeu alguma coisa, mas não deu para ver a diferença por ser muita coisa e espera não ter comido nada.


Chega o dia do aniversário e Magali amanhece se queixando com muita dor de barriga. Dona Lili pergunta se ela comeu alguma coisa na noite anterior e Magali diz que uns 5 de cada coisa. A mãe dá bronca, dizendo que não era para comer só na hora da festa e Magali diz que não sabia que ia fazer diferença e pergunta se não vai mais ter festa. Dona Lili diz que vai e no final a festa é no quarto em volta da cama com os amigos comendo de tudo e Magali só tomando chá de folhas de goiaba e a mãe lembrando que quando a gente exagera na comida, dá dor de barriga, mas só no dia seguinte à festa.


História muito divertida mostrando uma Magali interesseira em ajudar só para comer as coisas da sua festa de aniversário. E ainda mostra o clima de uma véspera de aniversário e a trabalheira que dá para fazer uma festa. Engraçado ver suas táticas para tentar comer. Como desobedeceu à mãe, acabou tendo o castigo de ter dor de barriga bem no dia da festa, coisa que podia ter evitado se tivesse obedecido. Ou seja, ela aprendeu a lição da pior forma possível. 


Era comum histórias assim de mostrar as lições de moral a partir dos erros e atitudes incorretas. Gostava bastante quando acontecia isso. Eles gostavam também de dar castigo para Magali com ela com dor de barriga. Várias vezes ela se deu mal assim por causa da sua gula, como já mostrei AQUI nessa história. Os traços muito bons e caprichados, como de costume na época. Capa do gibi com piadinha de aniversário, mas sem alusão à história de abertura, bem comum também.


Essa foi a primeira história da Magali de aniversário dela e, assim considerada, clássica, tanto a história como o gibi. Em 1994 os personagens começaram a ter data fixa de aniversários e desde então todo ano tem histórias de aniversário nos gibis nos seus respectivos meses. No início era legal, por ser novidade e terem mais ideias criativas, às vezes eram até gibis quase inteiros comemorativos (nessa edição foram 3 histórias com aniversário da Magali), mas depois ao passar dos anos isso se tornou cansativo, por todo ano ser a mesma coisa de ter história de abertura sobre o tema. Se fosse só de vez em quando ai sim seria interessante.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Capa da Semana: Cascão Nº 142

Uma capa com Cascão e os meninos em uma corrida de carrinhos e o Cascão nem se importando de que não ganhou corrida, só feliz com o seu carro soltando muita poeira do jeito que gosta. Hoje seria impublicável por fazer apologia à poluição de automóveis.

Capa dessa semana é de 'Cascão Nº 142' (Ed. Globo, Junho/ 1992).