quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Rolo: HQ "No flagra"

Mostro uma história divertida em que o Rolo se meteu em encrenca quando resolveu pegar uma mulher enquanto a sua namorada estava viajando. Com 7 páginas, foi publicada originalmente em 'Mônica Nº 180' (Ed. Abril, 1985).

Capa de 'Mônica Nº 180' (Ed. Abril, 1985)

Rolo convida Sandrinha, uma amiga dele, para visitá-lo em sua casa, com a intenção de ficar com ela, aproveitando que a sua namorada estava viajando. Sandrinha aparece e, sem saber da sua verdadeira intenção, diz a ele que só foi porque ele disse que não está namorando, porque a outra garota ia ficar com ciúme com ela visitando a casa do namorado, mesmo que seja uma visita de  amizade.


Sandrinha ainda pede para confirmar se o Rolo não está namorando, e ele responde que está livre como um passarinho. Nessa hora, ele pensa, reconhecendo que é um cara-de-pau, que está saindo com a Martinha e se a Sandrinha soubesse, não ira visitá-lo e como sabe que está viajando, acha legal a cena que seria se a Martinha tocasse a campainha naquela hora.

 Rolo ri alto enquanto pensa e a Sandrinha pergunta o motivo da risada. Ele se enrola e fala no nome da Martinha e se engasga. Sandrinha pergunta do que ele a chamou, quando na hora a campainha toca. Primeiro, sente aliviado por tocar, pensando que tem que tomar cuidado. Quando atende a porta, dá de cara com a Martinha, que não foi viajar e resolveu visitá-lo.


Rolo fica com medo de ser flagrado com outra mulher e bate a porta na cara dela. Ele volta para sala e a Sandrinha pergunta quem era. Desorientado, diz que não era ninguém. A campainha volta a tocar insistentemente e a Sandrinha avisa que "ninguém" voltou a tocar. Rolo responde que não está ouvindo nada, colocando o dedo no ouvido dela. Ela afirma que está tocando e não está dando pra conversar. Enquanto Rolo fala que eles não precisam conversar, Sandrinha se levanta para atender. Quando ela atende, Rolo se ajoelha confessando que é um canalha. Mas, na hora, a Martinha não estava mais lá.


Rolo fica aliviado, e a Sandrinha fica sem entender nada. Nessa hora, Martinha aparece, falando que entrou pela porta dos fundos. Rolo, então, bate a porta, deixando a Sandrinha do lado de fora. Rolo diz que não atendeu porque a porta estava encrencada e a Sandrinha toca a campainha. Martinha grita, dizendo que a porta está encrencada. E o Rolo imediatamente a empurra, mandando ela ir lá fora tentar a porta para ele.


Sandrinha abre a porta furiosa e toma satisfações com o Rolo querendo saber por que a deixou do lado de fora e não abriu depois e que voz de mulher era aquela. Ele dá desculpa que está crescendo e a voz está mudando. Sandrinha responde que ele já é um marmanjo, quando a campainha volta a tocar. Ele avança na porta e diz que ninguém vai abrir a porta porque é ele quem manda na casa dele. Sandrinha lança um olhar de gelo para ele, que deixa ela abrir. Antes, implora para não abrir porque pode ser um bandido, um cão raivoso ou um monstro.


Quando a Sandrinha abre, tem a surpresa que ela e a Martinha se conheciam. Elas eram amigas de infância que não se viam há algum tempo e se abraçam. Rolo tenta se explicar, dando desculpas e as duas mandam calar a boca. No final, as duas ficam conversando e fofocando sobre o pessoal das antigas e deixa o Rolo brabo de lado no braço do sofá, sem nada o que fazer.


É uma história muito engraçada, mostrando o verdadeiro Rolo "pegador" que conhecemos, envolvido em confusão com a mulherada. Dessa vez, em vez uma só mulher, resolveu pegar duas ao mesmo tempo e se deu mal. Na postagem, a coloquei completa. Muito legal ver o Rolo se orgulhando em ser canalha em querer ficar com as duas e as desculpas que dava para elas, para uma não saber da outra. E o final das mulheres já se conhecerem foi surpreendente. Até dava para imaginar que ele ficaria sem as duas no final, mas não que elas se conheciam. Muito bom.


As histórias mais divertidas do Rolo são essas assim com ele mulherengo e as confusões que se metia por causa disso. Em cada história ele aparecia com uma mulher diferente, ou pegando várias mulheres na mesma história, tentar ficar com alguém comprometida, ou ainda enrolar a namorada por não ter dinheiro na noite do encontro. Hoje isso tudo é evitado, já que não é politicamente correto. Interessante também que o Rolo só pegava mulheres gatas, e quando aparecia alguma feia, ele corria. 

Os traços são excelentes, do estilo consagrado do Rolo, que nunca devia ter mudado. Aliás, ela foi toda muito bem desenhada, por sinal. Enfim, uma história que vale a pena relembrar.

Essa história foi republicada no 'Almanaque do Cascão Nº 27' (Ed. Globo, 1994), que foi onde eu a li pela primeira vez e de onde eu tirei as imagens da postagem.

Capa de 'Almanaque do Cascão Nº 27' (Ed. Globo, 1994)

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Capa da Semana: Chico Bento Nº 278

Uma capa bem legal em que o Zé Lelé coloca um telefone sem fio feito de latas no quarto do Chico Bento, faz uma ligação para lá e inexplicavelmente o telefone toca igual a um de verdade, deixando o Chico assustado e sem entender nada. Coisas do Zé Lelé.

A capa dessa semana é de 'Chico Bento Nº 278' (Ed. Globo, Setembro/ 1997).


sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Pocket L&PM: Turma do Penadinho - Alguém viu uma assombração?


Nessa postagem comento sobre o pocket L&PM "Turma do Penadinho: Alguém viu uma assombração?", o mais recente da coleção.

Lançado em 2014, esse é o 2º pocket do Penadinho. O outro que foi lançado foi o "Turma do Penadinho -  Quem é morto sempre aparece", que na verdade, foi uma reedição do pocket lançado pela Panini em 2008, "As melhores Tiras do Penadinho", com conteúdo completamente igual, só mudando a capa. Então, desse eu tenho a versão da Panini que já tinha adquirido antes. Para saber outros pockets da L&PM que são reedições da Panini, entre AQUI.

Pockets do Penadinho da Panini e da L&PM: conteúdos iguais

Uma desvantagem desses livros é a distribuição. Pelo certo deveria vender em bancas e livrarias, mas não chega em todas as livrarias e as bancas daqui, muito menos. Esse pocket comprei junto com "Magali 50 Anos" na internet, pelo menos ambos com desconto. Vale lembrar que o preço original desses pockets custava R$ 13,00 e agora passou para R$ 14,90. Eu consegui na internet por R$ 12,90.

Assim como os outros pockets L&PM, "Turma do Penadinho - Alguém viu uma assombração?" tem capa cartonada, miolo off-set, 128 páginas, formato 10,5 x 17,5 cm e reúnem tiras que saíram nos jornais, com 2 por página, em preto e branco, na horizontal. Os textos seguem a otografia atual e como a imagem da capa sempre é retirada de alguma tirinha publicada na edição, dessa foi tirada da tira da página 102.

Esse volume reúne 240 tiras entre 1975 a 1977, prevalecendo 1975, já que mostram o ano das publicações originais das tiras, assim como a numeração delas, coisa diferente de "As Tiras Clássicas da Turma da Mônica". As tiras seguiram uma cronologia original que saiu nos jornais até a página 98, só que sendo puladas algumas. Depois dessa página, não seguiram cronologia.

Uma página do pocket "Turma do Penadinho - Alguém viu uma assombração?"

Sobre as tiras, como não podia deixar de ser em tiras do Penadinho, elas fazem piadas misturando o mundo do cemitério com o mundo atual, o Penadinho recebe as almas novas no cemitério, querendo saber como foram parar lá, ou seja o motivo que fez o fantasma morrer. Em algumas tiras, os fantasmas ficam com aparência da causa da morte, como ficar braços espichados quando estava segurando a beira do precipício, ficar lambuzado com bolo de creme porque pediu para ser "cremado" quando morresse, entre outras. 

Também não pode faltar os absurdos típicos dos quadrinhos, como os fantasmas sentindo dor, levar surra, nascer cabelo, que as tornam mais especiais. Apenas uma tira foi seriada, ou seja, que mostrou continuação, que foi a tira do Penadinho sendo assaltado por um fantasma-ladrão.

Uma página do pocket "Turma do Penadinho - Alguém viu uma assombração?"
A maioria das tiras são mesmo o Penadinho contracenando com fantasmas desconhecidos, e dentre os que a gente conhece, com o Zé Finado e o Pixuquinha. Dos monstros, aparecem o Cranicola, Zé Vampir, Muminho e o Diabo. Mesmo assim, foram poucas tiras que eles apareceram. O Muminho, por exemplo, só apareceu em 2 tiras nesse volume. Os outros foram mais um pouco. De curiosidade, o Zé Caveirinha apareceu nesse pocket em uma tira, sendo que ele foi chamado de "Zeca Veira". Só anos mais tarde, então, que passou a se chamar Zé Caveirinha.

Eu sempre pensei que o Cranicola, Zé Vampir e Muminho haviam sido criados no final dos anos 70. É porque dificilmente apareciam, já que davam ênfase em histórias do Penadinho contracenando com fantasmas, além de ser raro sair histórias do Penadinho nos gibis da época.

Uma presença do Muminho, Cranicola e Zé Vampir que vi foi em 'Mônica Nº 31', de 1972, em uma história de 1 página com o Penadinho contando história para eles só que apenas como figuração, sem falarem nada e a piada fica a cargo do Pixuquinha. Eles eram até diferentes nas cores, com o Cranicola amarelo e o Zé Vampir com rosto rosa.

Eles foram crescendo participação aos poucos ao longo dos anos, isso quando tinha história do Penadinho, até quando foi lançado o gibi do Cascão em 1982, quando a partir daí, passaram a ter características próprias e, inclusive protagonizando histórias solo. E a criação dos novos personagens, Frank e Lobisomem e Dona Morte, deu uma outra cara a esse núcleo. Frank e Lobisomem só estrearam nos anos 80, lá por volta de 1982. Já a Dona Morte só foi criada em 1983. Com isso, eles não apareceram nas tiras desse pocket. 


Contracapa do pocket "Turma do Penadinho - Alguém viu uma assombração?"

Então, esse pocket "Turma do Penadinho - Alguém viu uma assombração?" vale a pena ter na coleção, gostei não só pela alta qualidade das tiras, mas também pela raridade, já que não foram publicadas nos gibis, apenas nos jornais da época. Aliás, todos os pockets da série são ótimos e recomendo.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Propagandas Alimentícias (Parte 1)

A Turma da Mônica sempre tiveram produtos de alimentos  os personagens estampados na embalagem e aproveitavam para divulgar esses produtos nos gibis. Então, resolvi  reunir esses anúncios clássicos que saiam nos gibis e que marcaram gerações em uma série de postagens.

São propagandas nostálgicas afinal quem não comeu alguma coisa na infância, ou se não comeu a criatividade nelas e a ilustração dos personagens já valia a pena. Algumas são clássicas de tanto que que era publicada nos gibis. Para quem não tem os gibis originais, será bom ver também porque na Coleção Histórica, eles colocam em tamanho tão pequeno que não dá para ler nada e aqui terá uma boa resolução. Nessa postagem, mostro propagandas até 1991.

Na Editora Abril, não tiveram muitas propagandas assim. Como eles tinam que anunciar gibis de outros personagens da Editora Abril, mais outros tipos de anúncios, algumas vezes sem a ver com o público infantil, como propagandas de produtos de emagrecer, busca de detetive, Instituto Universal Brasileiro, por exemplo, aí sobrava poucas da turma.

Quando tinham propagandas da turma, prevaleciam anúncios de gibis, brinquedos, além de jogo de cama e produtos de banho. Eram poucas alimentícias, salvo as da "Cica" nos anos 70 que formavam historinhas e os do iogurte "Danone", que formavam historinhas, já mostradas AQUI. Sem contar que produtos alimentícios com os personagens só passaram a ter nos anos 80, já que as propagandas da "Cica" dos anos 70, eles só eram garotos propagandas e os produtos não tinham suas imagens, com exceção do extrato de tomate "Elefante" da "Cica" com o Jotalhão.

Então, a única da fase Abril que não inclui formação de historinhas que encontrei foi essa de 1986 do lançamento do mel de abelhas da marca "Cristal", que mostro abaixo:

Propaganda tirada de 'Cascão Nº 106' (Ed. Abril, 1986)

Na Editora Globo, até que não tiveram muitos anúncios assim nos primeiros anos, com frequência maior a partir de 1997. Porém, as que tinham, a maioria eram bem divulgadas.

Em 1987, lançaram os refrescos com suco natural da Turma da Mônica, da "Nutrisy". Tinha com sabores uva, laranja e tutti-frutti. Uma boa ilustração e legal o Bidu em pé e com língua de fora pensando "o gostinho gostoso", o slogan do produto.

Propaganda tirada de 'Almanaque do Cebolinha Nº 2' (Ed. Globo, 1987)

Em 1988, voltaram a anunciar o mel da Turma da Mônica, da Cristal, só que agora com a Magali estampando a propaganda. Dá para notar que a embalagem mudou. Continuou de vidro, mas tinha detalhes decorativos no copo ao fundo.

Propaganda tirada de 'Cascão Nº 30' (Ed. Globo, 1988)

As balinhas naturais da Turma da Mônica, da "Sweet" foram lançadas em 1989. Elas não tinham açúcar e eram produzidas com algas marinhas, vendidas em um saquinho com 6 sabores sortidos: morango, uva, limão, banana, laranja e maçã. Só não informou quantas balas vinha em cada saquinho, mas dá para ver que eram muitas.

Essa propaganda foi um clássico, todos os gibis anunciavam. Legal que apenas a embalagem com a ilustração dos personagens formava uma excelente propaganda. E pelo visto a palavra "diet" ainda não existia, porque podiam muito bem colocar a palavra para se referir que não tem açúcar. Era bom não só para as crianças, mas também para quem é diabético ou não quer engordar, desde que não exagere. 

Propaganda tirada de 'Cascão Nº 64' (Ed. Globo, 1989)

Ainda em 1989, os chocolates da Turma da Mônica, da "Neugebauer" teve uma propaganda muito legal só com onomatopeias para indicar que são uma delícia, com uma linda ilustração da turminha. Tinha 2 versões: um chocolate ao leite recheado com creme de morango e um chocolate-refeição, sem recheio, com um tamanho maior.

Propaganda tirada de 'Magali Nº 6' (Ed. Globo, 1989)

Em 1990, os produtos da "Perdigão" até então ganharam destaque nessa propaganda, falando que era para gente pequena comer que nem gente grande. Eram hambúrguer, salsicha e mortadela de frango, além de linguiça e presunto, tudo feito especialmente para as crianças. Desses, eu comi os hambúrguer e a salsicha e achava gostoso.

Propaganda tirada de 'Magali Nº 26' (Ed. Globo, 1990)

Uma propaganda muito legal com a Mônica e o Cebolinha convidando as crianças a participarem de um curso culinário infantil que foi realizado em julho de 1990 e que utilizava os produtos da Turma da Mônica da "Perdigão". Só não informaram aonde foi, provavelmente em São Paulo, mas não se sabe se teve também em outros estados.

Propaganda tirada de 'Almanaque da Magali Nº 2' (Ed. Globo, 1990)

Em 1991, voltaram a anunciar as balas naturais da "Sweet", com a Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali e Anjinho falando das balas, cada um do seu modo. O destaque foi do Cascão dizer que o defeito delas é que davam água na boca. Muito bom. Dessa vez, as balas passaram a ser vendidas dentro de uma embalagem redonda e por isso não era embaladas individualmente. e passaram a usar o termo "diet" para dizer que não tinha açúcar.

Propaganda tirada de 'Magali Nº 63' (Ed. Globo, 1991)

Como podem ver são propagandas bacanas e bem caprichadas que dão nostalgia. Legal vê-las reunidas em um só lugar. Sempre bom relembrá-las.

Infelizmente, há projeto do governo de proibir propagandas direcionadas para as crianças, para não estimular o consumo infantil por causa da imagens dos personagens nas embalagens. Então, não seriam mais produzidos produtos dos personagens, não só alimentos, como brinquedos, escova de dente, edredom ou qualquer coisa voltada ao público infantil e muito menos propagandas assim não será mais permitidas em gibis, o que é uma pena.

Em breve, colocarei outras propagandas alimentícias clássicas aqui.

domingo, 2 de novembro de 2014

Capa da Semana: Cebolinha Nº 58

Uma capa bem engraçada com o Cebolinha desesperado porque deixou o cabelo crescer e ficou tão grande que formou uma jaula e ficou preso. Precisou a Dona Cebola, mãe dele, ter que cortar. Muita loucura.

A capa dessa semana é de 'Cebolinha Nº 58' (Ed. Globo, Outubro/ 1991).