quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Personagens Esquecidos 9: Bernardão


Bernardão foi um personagem criado nos anos 60 nas tiras de jornais e que hoje está na galeria de personagens esquecidos. Nessa postagem, falo sobre esse personagem.

Bernardão foi criado em 1963, nas tiras do  do Cebolinha do jornal "Folha de São Paulo". Sempre vestido todo de preto e com sardas no rosto  e olhos fechados, ele trazia o azar para os outros sempre que se aproximava. Ou seja, quando ele aparecia, acontecia alguma coisa desagradável com quem estava perto, como de repente cair um balde de tinta ou um asteroide na cabeça, cair em um buraco, fazer cair uma pedra gigante, que estava há centenas de anos parada, entre outras.

Primeira tirinha do Bernardão em 1963, tirada de 'As Tiras Clássicas da Turma da Mônica' volume 1 (2007)

Vale lembrar que o Bernardão não tinha azar e as coisas ruins não aconteciam com ele, apenas com os outros. Por causa do seu azar, ninguém queria se aproximar dele, por isso ele sempre estava triste e sentia complexado, porque ele achava que não trazia azar e as tragédias eram só coincidências.

Tirinha tirada de 'As Tiras Clássicas da Turma da Mônica' volume 1 (2007)
Ele aparecia para qualquer um e, com isso, todos os personagens o conhecia, mas quem mais sofria mesmo com suas aparições era o Cebolinha, que ficava desesperado só em saber que o Bernardão estava se aproximando. As vezes, o Cebolinha estava com um dia de sorte, só coisas boas estavam acontecendo, mas era só o Bernardão chegar, que passava a ter azar.

O Bernardão torcia par ao Santos e, então, era comum também tirinhas fazendo piadas com o mau desempenho do time e jogadores de futebol nos campeonatos da época. Normalmente, ele aparecia com olhos fechados, mas as vezes aparecia de olhos abertos, como nessa tirinha abaixo:

Tirinha tirada de "As Tiras Clássicas da Turma da Mônica" volume 1 (2007)

Apesar do Bernardão trazer azar, o Cebolinha ainda preferia a sua companhia do que a da Mônica braba. Para ele, era mais seguro ficar com o Bernardão do que apanhar dela. 

Tirinha tirada de 'As Tiras Clássicas da Turma da Mônica' volume 2 (2008)
Por curiosidade, o Bernardão foi baseado em um jornalista amigo do Mauricio de Sousa, que provocava também azar quando se aproximava. E o Mauricio levava essas situações reais para as tirinhas, mas, claro, que a maioria das vezes com certos absurdos, tão característicos da época.

Bernardão apareceu com frequência entre 1963 e 1966, quando infelizmente, o personagem foi para o limbo do esquecimento, ainda na fase de tirinhas de jornais, provavelmente por causa da sua característica de trazer azar par aos outros, não foi muito bem aceita pelo público.

Suas tirinhas foram republicadas na Editora Panini nos volumes 1 e 2 dos livros "As Tiras Clássicas da Turma da Mônica". Abaixo, a sua última tirinha em que apareceu:

Última tirinha do Bernardão, ttirada de 'As Tiras Clássicas da Turma da Mônica' volume 2 (2008)

Desde então, ele não foi mais sequer lembrado, até voltar a surgir em 2005, participando da história "O Arrependiz", uma paródia ao programa de TV "O Aprendiz" da Record, de Cebolinha # 229, da Editora Globo, só no quadrinho final, junto com outros personagens esquecidos dos anos 60, como o Garotão e o Nico Demo, para dar graça na história. Interessante que os personagens que só apareceram em tiras de jornais, apareceram em preto e branco, e ele foi um deles.

Trecho da HQ "O Arrependiz", de 'Cebolinha # 229' (Ed. Globo, 2005)

Depois dessa, foi lembrado também em na Editora Panini em 2011, na história "Mistério Cinquentão", de Mônica # 50, em que a Mônica vai atrás do Cebolinha, visitando todos os núcleos de personagens à procura dele. Quando a Mônica visita a ilha dos personagens do limbo, o Bernardão aparece, mais uma vez, junto com outros personagens que estão no limbo do esquecimento e, mais uma vez, fazendo referência que é um personagem esquecido. Uma coisa que notei agora, que Rubão e Mariazinha nunca são lembrados nesses encontros de personagens do limbo. Uma pena.

Trecho da HQ "Mistério Cinquentão", de Mônica # 50 (Ed. Panini, 2011)

A última aparição do Bernardão, foi em 'Clássicos do Cinema # 30 - Peraltas do Caribe', de 2012, e nessa ocasião a sua presença mais notável e fazendo referência à sua característica de trazer azar, e, não só sendo lembrado como personagem esquecido. 

Nessa história, ele contracenava com o Cebolinha e o Cascão e sempre que aproximava acontecia algo ruim, como surgir a Mônica de repente para bater no cebolinha, fazer a borda do convés, deixando o Cebolinha cair no mar e derrubar o Anjinho no mar com um tapa, já que deu câimbra nas asas . Foi apenas uma homenagem, com 3 aparições rápidas, e sua presença não interfere na história que parodia o filme "Piratas do Caribe".

Trecho de 'Clássicos do Cinema # 30 - Peraltas do Caribe' (Ed. Panini, 2012)

Interessante que quando o Bernardão queria pronunciar a palavra "azar", era sempre interrompido pelo Cebolinha ou o Anjinho, que o mandava se calar ou colocavam a mão na boca do Bernardão para não falar. Isso foi uma piada com o politicamente correto, já que nos gibis atuais, por incrível que pareça, a palavra "azar" está proibida, e quando precisam falar, é substituída por "má sorte", "zica" ou coisas do gênero. Chega a ser absurdo e bobo isso, a MSP ser supersticiosa a ponto de tirar essa palavra nos gibis. 

A história dessa edição de 'Clássicos do Cinema # 30' está prevista para ter uma continuação, como é falada na revista, só que sem previsão de quando será lançada. Então, se tiver mesmo, é capaz do Bernardão aparecer também nessa continuação.

Como podem ver, Bernardão era um personagem muito divertido, pena que durou tão pouco. Não merecia ir para o limbo tão rápido. Uma volta frequente sua, protagonizando histórias ou tirinhas, seria impossível. Afinal, se nem a palavra "azar" não pode aparecer nos gibis atuais, imagine um personagem causando azar por onde passa. Nos anos 60, ele já não foi muito aceito e excluído por causa disso, hoje muito menos. A tendência é aparecer apenas em pequenas homenagens como essas que mostrei na postagem, quando precisarem mostrar personagens esquecidos.

Termino mostrando as capas das edições citadas com presença do Bernardão dessa postagem:

Capas: 'As Tiras Clássicas da Turma da Mônica' volumes 1 e 2 (2007/08), 'Cebolinha Nº 229', 'Mônica Nº 50' (2011) e 'Clássicos do Cinema Nº 30' (2012)

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Capa da Semana: Mônica Nº 165

Mostro uma capa muito caprichada, em que a Mônica ao tentar matar a barata com chinelo, consegue arrebentar a parede do seu quarto. Engraçado que a barata não morre e ainda fica rindo do estrago que ela fez. Os traços ficaram excelentes.

Apesar de que por um lado mostra a Mônica fortona que a gente conhece, por outro, ela matar barata foge um pouco da sua característica, já que pelo certo, ela sempre morreu de medo de insetos. 

A capa dessa semana é de 'Mônica Nº 165' (Ed. Abril, Janeiro/ 1984).


sábado, 6 de setembro de 2014

Cebolinha: HQ "O Deus Cebola"

A história que eu mostro é nada mais que o clássico dos clássicos "O Deus Cebola", uma grande aventura de quando o Cebolinha vira um deus. Ela tem 15 páginas e foi publicada em 'Cebolinha Nº 155' (Ed. Abril, 1985).

Capa de 'Cebolinha Nº 155' (Ed. Abril, 1985)

Começa a Mônica correndo atrás do Cebolinha depois de ele ter aprontado mais uma das suas, quando de repente ele cai em um penhasco. Mônica fica abalada, pensando que o Cebolinha havia morrido e que ela não tinha como fazer nada para salvá-lo. Até que ela ouve a voz dele, reclamando que ela podia tê-lo segurado, e quando vê, o Cebolinha estava no ar, andando. 


Ele conseguiu isso porque caiu em uma escada invisível, a "Escada da Ascensão Espiritual". O Cebolinha começa a subir nela e vai ficando cada vez mais poderoso. Aparece o Anjinho e tenta tirar o Cebolinha de lá, mas ele estava mudado e lança um raio poderoso que faz o Anjinho ser jogado à beira do penhasco.


Anjinho explica à Mônica que aquela escada tinha um poder imenso e que era usada pelos anjos para aumentar o nível espiritual deles. Só que um dia, um anjo resolveu descer em vez de subir e acabou se transformando no Diabo indo direto para o inferno. Depois disso, a escada foi abandonada e os anjos passaram a usar o "Elevador Espiritual", até o Cebolinha encontrá-la e subir nela. Como o Cebolinha era humano e não estava preparado para receber a sabedoria total, em vez de se tornar bom, se tornava mal e cada vez mais poderoso, a cada degrau que subia, se transformando em um novo deus do mal. 


Nessas alturas, o Cebolinha estava poderoso, maquiavélico, soltando raios de fogo por todos os lados.Mônica tenta arremessar o Sansão nele, e o Cebolinha faz com que ele crie vida, se tornando gigante e gire a Mônica, invertendo os papeis. Cebolinha faz também outras molecagens como transformar nuvens, árvore e prédio em caricaturas da Mônica. Ele fazia isso porque era criança e não tinha ideia do poder que tinha. Anjinho lembra que se ele quisesse podia acabar com o mundo só com o poder do pensamento.


Então, nessa hora surge o Cascão com uma corda e pede para o Anjinho segurá-la e puxá-lo de volta para resgatar o Cebolinha. Lá, o Cascão cobra as bolinhas de gude e fala que se não devolver imediatamente, vai mandar o pai do Cebolinha dar uma surra de chinelo. Após entregar as bolinhas, Cascão consegue trazer o Cebolinha para baixo e ele volta ao normal.


Quando eles olham para o precipício, veem que não era o Cascão, e sim, o Diabo. Ele havia se disfarçado de Cascão, porque queria impedir que o Cebolinha se tornasse um novo deus e evitar a concorrência por isso. Só que ele subiu a escada muito alto e estava começando a se transformar em anjo novamente, passando a criar asas, perder seus chifres, com uma auréola no lugar. Desesperado, o Diabo pede ao Anjinho para puxar a corda.


Mônica e Cebolinha dizem para o Anjinho soltar a corda, e ele fica indeciso se puxa de volta ou solta para ele deixar de ser diabo. Anjinho decide, então, puxar de volta e traz o Diabo de volta, interrompendo a sua transformação de anjo, e o Anjinho diz para eles que se não puxasse, estaria quebrando a promessa e essa era a diferença entre os anjos e o Diabo. Diz ainda que se algum dia conseguirem derrotá-lo, seria sem trapaça.


O Diabo some, voltando para o inferno, e o Anjinho vai embora para pedir que mudem a "Escada de Ascensão Espiritual" de lugar. Tudo resolvido, Mônica volta a correr atrás do Cebolinha porque ele a chamou de dentuça antes do ocorrido e, enquanto isso, no inferno, o Diabo fica pensativo, pensando se algum dia volte a se tornar anjo, enquanto os outros diabinhos tiram as penas de anjo, que ficaram nele, terminando assim essa história incrível.


É uma história antológica e muito criativa, com tema até pesado e complexo para um gibi infantil. É um gênio quem a criou. Na postagem a coloquei completa. Excelente o dilema do Anjinho ter que decidir entre continuar ou não o Diabo na Terra, se seria correto ou não. Prevaleceu a ética, que é a mensagem da história.


Outro fato interessante é que o Cebolinha passa a ser o vilão da história e a vítima é o Diabo, que faz com que o Cebolinha não seja um novo deus do mal, e ainda precisa da ajuda do Anjinho para sobreviver. Essa inversão de papéis a torna mais envolvente. Isso até lembra os desenhos do He-Man, quando o Esqueleto ficava em apuros, o He-Man o salvava, mesmo ele sendo mal, tudo pela sua ética e heroísmo.


Em 1985, era comum ter histórias sérias, místicas e com temas complexos e filosóficos como essa. Por exemplo, "Parece outro" e "O Rezador", ambas do Chico Bento, que já falei aqui no blog, também seguem esse nível. Naquela época, faziam histórias para crianças de todas as idades, e não para uma faixa etária especifica, por isso não era à toa que era normal gente de 15, 16 anos que ainda liam gibis na época.


Os traços são maravilhosos, com uma arte de alta qualidade.  Infelizmente é impublicável nos dia de hoje porque é completamente incorreta, a começar com o tema que é muito pesado e pode pensar que vai traumatizar. Por muitos anos, Diabos ficaram proibidos nos gibis novos, e até que estão retornando com eles de vez em quando, mas não com temas tão profundo como esse. O fato do "suposto Cascão" falar do Cebolinha apanhar de chinelo e depois dar um chutão nele também são inadmissíveis.


Enfim, "O Deus Cebola" é um clássico que sempre vale a pena ser lembrado. Jamais vão fazer uma história tão fantástica como essa. Para constar, ela foi republicada no 'Almanaque do Cebolinha Nº 23' (Ed. Globo, 1993), que foi onde eu a li pela primeira vez:

Capa de 'Almanaque do Cebolinha Nº 23' (Ed. Globo, 1993)

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Propagandas formando histórias (Parte 2)

Continuando a falar sobre as propagandas que formam história, nessa postagem mostro a segunda e última parte, com as que circularam nos gibis da Editora Globo e Panini. 

Enquanto que na Editora Abril, as propagandas assim foram só no setor alimentício, agora tiveram algumas de outros setores. Em 1987, circulava a propaganda do Relógio da Mônica, da "Champy", com o título "Elogio fora de hora". Nela, o Cebolinha assovia e fala "Glacinha" e a Mônica pensa que ele está a elogiando, mas ele diz que estava falando era do reloginho que ela estava usando. Resultado: levou uma surra. Muito legal.

Propaganda tirada de 'Cebolinha Nº 12 ' (Ed. Globo, 1987)


Em 1988, circulava um anúncio com campanha educativa sobre coleta de lixo da prefeitura do município de Cornélio Procópio, no Paraná, com a presença do Cascão e da Mônica. Bem interessante.

Propaganda tirada de 'Cascão Nº 27' (Ed. Globo, 1988)

O "Estatuto da Criança e do Adolescente" (ECA) foi criado em 1990. Então, a MSP criou várias historinhas que circulavam nos gibis de outubro daquele ano, mostrando os principais direitos do Estatuto recém lançado. Um direito em cada história, do tipo "Toda criança tem direito de opinião e expressão", "de brincar", "à saúde", "à alimentação", entre outros.

Nas capas mostravam um direito da criança, com ilustração fazendo ou não referência ao tal direito, e a história se referia ao direito anunciado na capa. Nos gibis da Mônica e do Cebolinha esses anúncios vinham em 2 páginas, por terem mais páginas, e os do Chico Bento, Magali e Cascão eram de 1 página. E como eram quinzenais, aconteceram em 2 edições, cada uma mostrando direito diferente. 

Então, as revistas 'Mônica Nº 46', 'Cebolinha Nº 46', 'Chico Bento Nº 98' e 'Nº 99', 'Cascão Nº 98' e 'Nº 99' e 'Magali Nº 34' e 'Nº 35' tiveram essas propagandas-histórias do ECA. Abaixo, uma dessas, com o Cascão mostrando "Toda criança tem o direito de ir e vir", para ilustrar como eram:

Propaganda tirada de 'Cascão Nº 99 ' (Ed. Globo, 1990)

Em 1991, o Estatuto da Criança e do Adolescente completou 1 ano e nos gibis mostravam esse anúncio, com o título "Primeiro aniversário", com a Mônica festejando o aniversário do ECA e alertando que ele ainda não havia chegado a todas as casas, escolas e hospitais e era para os leitores se informarem melhor e lutarem pelos seus direitos.

Propaganda tirada de 'Almanaque do Cascão Nº 15' (Ed. Globo, 1991)

Em 1995, a "Cica" anunciou a geleia da Turma da Mônica com propaganda-história seguindo o mesmo estilo que saíam nos anos 70, com a diferença que agora com os traços dos anos 90, não passava na televisão e a geleia tinha a Turma da Mônica na embalagem (nos anos 70, os personagens eram só garotos-propagandas). 

O título foi "Surpresas da Turma". Nela, o Cebolinha encontra dificuldade de abrir o pote de geleia e a Mônica avisa que para abrir não precisava de força, era só tirar o selinho e levantar a tampa. O Cebolinha diz que ela entende de abrir o vidro, mas antes de dizer que ele entende de comer, a Magali rouba o vidro de geleia dele, falando que é ela que entende de comer e a Mônica e o Cebolinha correm atrás dela por causa da geleia. Ficou ótima essa propaganda, uma grande homenagem aos anos 70.

Propaganda tirada de 'Cebolinha Nº 107' (Ed. Globo, 1995)

Para anunciar as meias da Turma da Mônica da "Pulligan" em 1996, fizeram uma tirinha com o Cebolinha tentando pegar o Sansão enquanto a Mônica dormia. Ele ficou descalço para não fazer barulho, mas a Mônica acorda e em vez de ela bater nele, elogia as suas meias novas. Detalhe que ela estava de sapato nessa tirinha-propaganda, para destacar que ela também usava meias "Pulligan".

Propaganda tirada de 'Cebolinha Nº 123' (Ed. Globo, 1997)

Em 1997, anunciaram a bisnaguinha vitaminada Turma da Mônica, da "SevenBoys" com uma historinha. Eles estavam brincando de pique-pega, até que a Dona Luisa, mãe da Mônica, chega com as bisnaguinhas para eles comerem. A Magali pega todas e eles precisam brincar de novo para correr atrás da Magali.

Essa não teve título e, apesar de na Editora Globo, não ter o "Informe Publicitário" como está acontecendo nos anúncios da Panini atualmente, nessa colocaram, para não confundir com uma história. Pelo menos, foi bem pequeno o informativo, diferente dos da Panini, que são muito chamativos.

Propaganda tirada de 'Cebolinha Nº 128 ' (Ed. Globo, 1997)

Na Editora Panini, também fizeram propagandas assim. A primeira não foi com a turma clássica, e, sim, com a Turma da Mônica Jovem, em 2013, anunciando os produtos de beleza da "Linha TMJ". Foram duas e ambas sem título. Uma propaganda foi envolvendo a Mônica Jovem em que a Magali faz maquiagem nela para sair com o Cebola, que fica com ciúmes dela.

Propaganda tirada de 'Turma da Mônica Extra Nº 12 ' (Ed. Panini, 2013)

A outra foi com o Cebola Jovem, que fala sobre amizade, mas fica furioso quando o Cascão e  o Titi usam gel para ficar com cabelo igual ao dele e impressionarem as garotas. Essas duas achei fracas, sem criatividade, o que é normal de encontrar na Panini mesmo. Para piorar o "Informe Publicitário" bem grande em todas as propagandas da Panini, para frisar que aquilo é uma propaganda. E sempre lamentável o Cebolinha falando certo na Turma da Mônica Jovem. Sem necessidade e não dá para aceitar isso.

Propaganda tirada de 'Cebolinha Nº 86 ' (Ed. Panini, 2014)

A partir de 2014, vem circulando propagandas "Meu bolso feliz" em parceria com o SPC e o governo, para ensinar sobre o consumismo infantil e dicas de como economizar. Lembram um pouco, as propagandas do ECA de 1990. Em cada mês circulam em média 2 propagandas diferentes, e já tiveram várias assim.

Sempre protagonizada por um personagem diferente em várias situações de consumismo e como driblar isso. Acho essas fracas e os traços as letras horríveis de PC, que também saem nos gibis atuais, estragam também. Dentre todas, destaquei duas. Uma com o Cebolinha para economizar nas compras de brinquedos:

Propaganda tirada de 'Coleção Histórica Nº 40 - Chico Bento Nº 40 ' (Ed. Panini, 2014)

A outra com a Mônica mostrando como poupar a sua "semanada". Achei meio estranho  isso, porque no meu tempo os pais davam "mesada", e não, "semanada".

Propaganda tirada de 'Almanaque Piteco & Horácio Nº 11'' (Ed. Panini, 2014)

Muito boas essas propagandas dessa postagem, de uma criatividade sem tamanho, sobretudo as da Editora Globo, que ficaram mais criativas, como de esperar. Quando postar novamente sobre propagandas antigas, serão de outros tipos variados.

Para ver as propagandas-histórias que circularam nos gibis da Editora Abril, entre aqui:

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Capa da Semana: Chico Bento Nº 34

Nessa capa, de tão feio que é, o Chico Bento é confundido com espantalho que estava vendendo e é levado pelo comprador. Destaque para as expressões dos espantalhos verdadeiros rindo do Chico sendo levado. Muito boa.

A capa dessa semana é de 'Chico Bento Nº 34' (Ed. Globo, Maio/ 1988).