sábado, 12 de abril de 2014

Esquecidos 7: Mariana (irmã do Chico Bento)


Para quem não sabe, o Chico Bento já teve uma irmã que morreu ainda bebê, a Mariana. Ela foi um personagem de muito sucesso que eu falo dela nessa postagem.

Mariana surgiu em 1990 e era uma estrela que tinha o desejo de virar humana e morar na Terra junto com uma família bem carinhosa. Ela conseguiu essa façanha, se tornando a irmã do Chico Bento, só que apenas um tempo necessário para ter o seu desejo realizado, até que as estrelas a chama de volta e ela tem que partir, deixando um vazio na família do Chico Bento. E, anos mais tarde, voltou em outra história para visitar o Chico Bento no seu aniversário. 

Sua primeira aparição foi no gibi do 'Chico Bento Nº 87' (Ed. Globo, 1990) na história "Uma estrelinha chamada Mariana". Foi toda narrada pela Mariana, ela se apresenta e diz que gosta de observar a Terra lá do céu. Gosta de ver o mar, as montanhas, os casais namorando, os animais dormindo, sempre com o desejo de morar na Terra.

Trecho da HQ de 'Chico Bento Nº 87' (Ed. Globo, 1990)

Ela contou para as suas irmãs estrelas o seu desejo e até já tinha uma família com quem gostaria de morar. As estrelas disseram que era possível, e elas passaram a rodar bem rápido em volta da Mariana, que chegou a ficar tonta. Quando passou a tonteira, ela já estava na Terra, e dentro da barriga da Dona Cotinha, mãe do Chico Bento, onde se sentia segura e até ouvia a conversa dos animais. 

Com isso, Dona Cotinha já se sentia enjoada e foi ao médico com seu Bento e recebeu a notícia que estava grávida. O Chico Bento adorou a ideia de ter um irmãozinho. Ele pergunta aonde ele estava e a sua mãe responde que estava dentro da barriga, que ainda é pequeno e que sai só quando crescer. Chico não via a hora do irmão nascer. Então, passa os meses e a gravidez ia ocorrendo numa boa. O Chico até leva o Zé da Roça e o Zé Lelé pra ver seu irmãozinho e eles falam que vai nascer uma melancia ou uma bola de futebol, deixando o Chico furioso e corre atrás deles.

Trecho da HQ de 'Chico Bento Nº 87' (Ed. Globo, 1990)

Chega o dia do nascimento e o médico vai a casa dos Bento para fazer o parto. Descobrem que é uma menina e o Chico adora a sua irmã, acha muito bonita e se torna um irmão coruja, que não desgruda dela para nada. Chico a leva junto quando ele vai nadar no rio, roubar goiaba, pescar, falando que quando ela crescer, vai fazer tudo aquilo junto com ele e não vai deixar nenhum menino paquerá-la. À noite, as estrelas sempre apareciam para Mariana, falando que o lugar dela continuava lá, sempre que precisar.

Até que um dia, a Mariana fica doente, e os médicos não descobrem a doença que ela tinha. Ela luta para ficar, mas não consegue e se vai, afinal as estrelas estavam chamando de volta. Com isso, Ela estava de volta ao seu lugar no céu e na Terra, se tornando estrela novamente, e na Terra, a menina havia morrido.

A tristeza prevalece na casa dos Bento, todos choram muito, com dor muito grande e saudades enormes por causa da perda da Mariana, que faleceu tão precocemente. A partir daí, quando chega a noite, ela sempre olha para a sua família no céu, e brilha mais forte e os Bento sabem que aquela estrela era a Mariana, terminando assim a história.

Trecho da HQ de 'Chico Bento Nº 87' (Ed. Globo, 1990)

É uma história curta de 9 páginas e muito linda e emocionante que mexe com as pessoas que perderam alguém querido.  Mesmo em um gibi infantil, o assunto da morte foi tratado de uma forma bem singela, que agrada e toca todo mundo.

Uma coisa interessante nessa história é que mostra crédito, informando que foi o roteirista Rubens Kyiomura (o Rubão) que a escreveu, e ainda mostra para quem ele escreveu: Lucio, Nora e Mauricinho. É raríssimo informar créditos nas histórias da MSP em qualquer época e nessa mostrou. Uma história tão bonita, que o estúdio resolveu abrir uma exceção e mostrar a todos quem escreveu. Provavelmente, o Rubão queria homenagear alguém que havia falecido há pouco tempo.

Trecho da HQ de 'Chico Bento Nº 87' (Ed. Globo, 1990)

Em 2003, essa história foi republicada no 'Almanaque do Chico Bento Nº 77', fazendo um grande sucesso. Quem já conhecia a história, adorou ler novamente e quem não conhecia se encantou com o brilho da história. É até curioso que os almanaques seguiam uma certa sequência dos anos das histórias a serem republicadas e os almanaques Chico de 2003 já estavam republicando histórias de abertura de 1991, e nessa edição voltaram para 1990 e o público adorou a volta dessa história, que podia ficar esquecida porque não republicaram em 2002.

Com o sucesso da história republicada e muitas cartas e e-mail recebidos, em 2005 a Mariana voltou em outra história inédita, 15 anos depois da original, na história "O presente de uma estrelinha", de 'Chico Bento Nº 449', contando a visita que a Mariana fez ao Chico no aniversário dele. Dessa vez foi escrita pelo Paulo Back, mas não mostra crédito dele na história. Lembrando que o Rubão já havia saído da MSP há algum tempo.

Trecho da HQ de 'Chico Bento Nº 449' (Ed. Globo, 2005)

Essa trama nova, com 19 páginas no total, é narrada pelo Chico Bento. Primeiro ele faz uma breve lembrança da irmã Mariana que faleceu. E depois ele chega na cozinha todo ansioso dizendo que o aniversário dele era amanhã e estava louco para chegar a festa. Só que percebe que a mãe estava séria e pensativa enquanto preparava o bolo e nem prestou atenção nele. 

Chico vai para varanda e comenta sozinho que quando a mãe fica séria daquele jeito porque está pensando na Mariana. Ele acha que seria bom que ela estivesse lá comemorando o aniversário dele. Mas se conforma dizendo que se está com o Pai do Céu porque foi por um bom motivo. E quando olha para o céu sabe que ela está lá em cima e ela está olhando para lá. Até que ele percebe que uma estrela está maior e está brilhando forte e cada vez mais perto. Quando ele olha, é a Mariana, que estava de volta e consegue falar com ele.

Trecho da HQ de 'Chico Bento Nº 449' (Ed. Globo, 2005)

Chico fica eufórico e queria que os pais a vissem, mas a Mariana não deixa porque ela visitar apenas o Chico. Ela revela que era uma estrela que queria saber como é morar com uma família amorosa, mas as suas irmãs estrelas a chamaram de volta e ela não pôde ficar. Mas sempre estava observando tudo lá de cima. Chico insiste novamente para ela ver os pais, mas ela acha melhor não, e que os adultos falam com as estrelas, só que com o coração e sentem a presença delas.

Nessa hora, as estrelas do céu se agrupam e a Mariana diz que já está na hora de subir novamente. Chico fica triste que ela tem que ir de novo, mas antes de ir a Mariana fala que tem um presente para ele. Ela o manda fechar os olhos e brilha intensamente, dando ao Chico uma sensação de paz e tranquilidade, e então, some e ele não vê.

Trecho da HQ de 'Chico Bento Nº 449' (Ed. Globo, 2005)

A partir daí, a história volta a ser narrada pelo Chico. Ele diz que acordou no outro dia e que o pai o viu na varanda dormindo e ele o levou pra cama. Na hora, ficou com dúvida se tudo foi sonho ou não. Diz que aquele aniversário foi o melhor da vida dele e diz que o presente da Mariana podia ser a esperança de encontrá-la novamente. Ele sabia que ia acontecer, só não sabia se iria ganhar uma nova irmã ou ela o visitaria de novo. Ele sempre olhava para o céu esses anos todos, até que, ele já adulto e casado com a Rosinha entendeu que ela fazia parte dele, desde aquele aniversário, e que voltou reencarnada como a filha dele com a Rosinha, terminando assim a história.

Trecho da HQ de 'Chico Bento Nº 449' (Ed. Globo, 2005)

Deu para ver que o final foi mais feliz nessa 2ª história e vimos que ela voltou como filha do Chico Bento e ela sempre ficou dentro dele até que fosse a hora certa pra nascer de novo. Até foi uma solução para não permanecer aquela tristeza que ficou na história de 1990. Vale lembrar que nas histórias mais recentes, os personagens não podem sofrer e não podem ter finais tristes.

Histórias completas com a Mariana foram só essas, porém ela foi lembrada em 'Mônica nº 232', ainda em 2005 mesmo, na história "Um aniversário festejado", em homenagem ao aniversário de 70 anos do Maurício de Sousa, aparecendo em 1 quadrinho, sendo um pouco confundida com a Estrelinha Mágica pela Marina nessa participação. Sempre deixando claro que a Estrelinha Mágica e a Mariana são personagens diferentes, apesar dos traços semelhantes. E Mariana foi lembrada também na história do Chico Bento Moço do livro "Chico Bento 50 Anos".
Trecho da HQ de 'Mônica Nº 232' (Ed. Globo, 2005)

Aliás, só para constar Os Souza, Garotão e Nico Demo, que já falei no Blog, e outros personagens esquecidos também participaram nessa história "Um aniversário festejado" de 'Mônica nº 232'.

Outra aparição da Mariana aconteceu na história "Espírito de aniversário", de 'Chico Bento Nº 31' (Ed. Panini, 2009), em que no final aparecem o Chico e a Rosinha adultos com uma filha e a menina tem traços semelhantes às histórias antigas. Desde então, quando precisarem mostrar o Chico Bento como adulto com uma filha deverá sempre ser a Mariana para dar sentido. Abaixo, um trecho dessa história, enviada por Ana Silva, já que não tenho esse gibi:

Trecho da HQ de 'Chico Bento nº 31' (Ed. Panini, 2009)

Então, vimos histórias lindas e emocionantes antológicas que revelaram uma grande personagem. Verdadeiros clássicos da MSP, sobretudo a história de 1990, que mostrou um final triste e que é a pura realidade mesmo. Pode ser que retornem com a Mariana em outra continuação, mas a tendência é só ser lembrada em participações especiais com personagens do limbo do esquecimento ou quando mostrarem o Chico Bento como adulto com uma filha. Acredito que não em histórias solo, até porque já ficou bem claro que ela será a filha do Chico Bento quando se tornar adulto.

Abaixo, algumas capas dos gibis que tem essas histórias da Mariana comentadas na postagem:

Capas: 'Chico Bento Nº 87' (1990), 'Almanaque do Chico Bento Nº 77' (2003), 'Chico Bento Nº 449' (20050, 'Mônica Nº 232' (2005) 

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Dona Morte: HQ "Antes da Hora"


Mostro uma história com a Dona Morte e toda a burocracia do processo para selecionar as novas almas para ir ao céu, inferno ou purgatório. Ela tem 8 páginas e foi publicada em 'Cebolinha Nº 75' (Ed. Globo, 1993).

Capa de 'Cebolinha Nº 75' (Ed. Globo, 1993)

Começa com o Penadinho avisando à Dona Morte que tem uma fila enorme na entrada do cemitério e ela estranha que naquela hora já tenha fila porque não tinha tanta gente no listão dela naquele dia. Ao chegar lá vê um monte de almas e Dona Morte pergunta para elas como foram parar lá, ou seja, do que morreram. Umas falam que foram acidentes de carros, outras de avião, e de trem. 


Dona Morte dá uma bronca nas almas reclamando que se continuar assim, ela pode se aposentar porque eles estão indo para lá por livre e espontânea vontade e não esperando ela buscá-los. É eles que fazem a burrada e é ela quem leva a culpa. As almas falam que não queriam atrapalhar e se são inconvenientes, que faça ressuscitá-los. 

Dona Morte acha uma boa ideia, mas Penadinho avisa que o pessoal lá de cima pode não gostar disso e ela diz que não encomendou aquelas almas. Enquanto isso, um fantasma interrompe e pergunta se vão ficar ou não, porque se voltar vai chegar tarde no serviço. Dona Morte os mandam calar a boca se não levam para o inferno, deixando todas com medo.


Então, Dona Morte manda formarem uma fila e cada uma informar nome, endereço, CIC e RG para começar o processo pra onde cada uma vai: céu, inferno ou purgatório. Um fantasma pergunta se não tiver RG. Aí a Dona Morte responde que tem que passar no guiché-túmulo 41. Após informarem os dados, elas tem que fazer uma prova escrita sobre o bem e o mal com 3 mil questões e quem levar bomba vai direto para o inferno.

O fantasma diz que quer reencarnar e a Dona Morte fala que é mais complicado porque teria uma comissão de anjos e capetas analisando toda a sua vida. Se foi uma boa pessoa, reencarnaria, mas se foi um criminoso, reencarnaria como um elefante e teria 130 anos pra pensar nas besteiras que fez. Aí ele desiste de reencarnar.


Dona Morte avisa que depois de responderem a prova, eles terão que assinar o listão e vão receber uma senha azul ou vermelha. A vermelha abre o elevador do inferno e a azul, o do céu. As almas reclamam que é muita burocracia e nem morrendo se livra dela. E outro fantasma pergunta sobre o Purgatório. Dona Morte fala que não vão porque está superlotado e agora só ano que vem. Falam para abrir novas vagas e Dona Morte fala que são ordens do criador. 


Nessa hora, Penadinho entrega um fax que acabara de chegar e a Dona Morte fala que acabou de abrir mil vagas no Purgatório e que elas vão pra lá, eliminando o processo. Nisso, um fantasma interrompe fazendo uma pergunta clássica dos quadrinhos: "O que a gente faz no purgatório? Toma purgante?". Todos dão gargalhada e a Dona Morte explica que purgatório é tipo uma sala de espera entre o céu e o inferno e ele fica com vergonha.


Todos vão embora e Dona Morte fica aliviada porque detesta os serviços extras que aparecem de última hora. Eis que surgem novas almas. Ela fala que encerrou o expediente e para voltarem amanhã. As almas respondem que  são do cemitério vizinho e que foram expulsas de lá. Dona Morte pergunta se foi por um exorcista e eles dizem que a área foi desapropriada pra construírem um shopping. Ela as mandam entrar que dará um jeito nas almas sem teto. 

Logo depois aparecem fantasmas de um grupo de guerra e um que foi assaltado. Eles entram e a Dona Morte comenta que com tantos acidentes, guerras, assaltos que cada vez mais difícil de trazer almas pra lá do modo normal quando se tem um ser humano como  concorrente, terminando assim a história.


Muito legal essa história, mostrando os bastidores do cemitério e brincando com a forma que os mortos vão para o céu, inferno e purgatório. Tudo tratado de uma forma leve e bem humorada. Claro que não existe nada disso, é apenas fantasia e brincadeira do roteirista sobre o assunto. E ainda tem crítica no final sobre a forma que as pessoas morrem, muitas provocadas pelo próprio homem e podiam ser evitadas precocemente. Não deixa de ser verdade. 


Engraçado os fantasmas discutindo com a Dona Morte e ela bem autoritária. As histórias da Turma do Penadinho brincam com a realidade humana, os fantasmas e monstros se comportam como humanos e nessa história não foi diferente, com direito a burocracia no cemitério. Na postagem a coloquei completa. Muito boas as tiradas da história toda, principalmente a do fantasma perguntando se toma purgante no purgatório. Uma frase antológica dos quadrinhos, lembro que rachei de rir na época quando li pela primeira vez. 


Os traços são maravilhosos e ainda vemos a Dona Morte com a foice, algo supernormal na época. E adoro os traços dela com listras no rosto como nessa história, porque deixa um ar misterioso da sua forma. São meus traços favoritos da Dona Morte.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Capa da Semana: Cebolinha Nº 64

Mostro uma capa muito legal do Cebolinha ambientada na Arábia antiga e nem lá o Cebolinha e o Cascão ficam livres da Mônica. Será verdade ou esquizofrenia dos meninos? Cabe o leitor decidir. Seja como for, ficou engraçada.

A capa dessa semana é de 'Cebolinha nº 64' (Ed. Globo, Abril/ 1992).


sábado, 5 de abril de 2014

Propagandas anunciando gibis (Parte 9)

Eu mostrei uma série de postagens mostrando a evolução das propagandas anunciando as revistas dos 5 principais da MSP da Editora Abril e da Editora Globo a partir dos anos 80. Só que ficaram faltando algumas bem interessantes, inclusive dos anos 70, e que não podiam ficar de fora. Por isso, a série continua e nessa postagem,  mostro propagandas que faltaram dos 5 principais, e também anunciando outras revistas da MSP entre 1978 a 1993.

Uma das primeiras propagandas anunciando um gibi da Mônica de forma fixa foi essa abaixo de 1978, com uma ótima ilustração da personagem segurando o seu gibi com a imagem da própria propaganda. Bem criativa. Propaganda semelhante aconteceu com o Cebolinha nesse mesmo ano. Abaixo, as imagens desses 2 anúncios:

Propaganda tirada de 'Cebolinha nº 71' (Ed. Abril, 1978)

Propaganda tirada de 'Pelezinho nº 14' (Ed. Abril, 1978)

A partir de 1979, para anunciar o gibi do Pelezinho, eles colocaram esse anúncio abaixo com ilustração do personagem bem chamativa. Muito boa.

Propaganda tirada de 'Cebolinha nº 76' (Ed. Abril, 1979)

Os livrinhos "As melhores piadas" compilavam mensalmente tirinhas dos personagens que saíram nos jornais dos anos 70 e 80. Lançado em 1985, a cada mês um personagem tinha o seu pocket nas bancas. As propagandas normalmente anunciavam a capa do pocket do respectivo mês e abaixo uma dessas propagandas anunciando a edição 'nº 9' do Cebolinha.

Propaganda tirada de 'Almanaque do Cascão nº 11' (Ed. Abril, 1986)

Em 1986, vinha essa propaganda anunciando todos os gibis da Turma. Essa, por curiosidade, ocupa metade final da página e a outra metade é a parte da história. Nos gibis antigos, eram muito comum eles incluírem anúncios dentro das histórias, ocupando espaço dos quadrinhos e essa propaganda foi uma delas.

Propaganda tirada de 'Cebolinha nº 162' (Ed. Abril, 1986)

Já na fase da Editora Globo, as propagandas do "Almanacão de Férias" nunca foram de forma fixa, sempre mostravam um texto e a capa do Almanacão do respectivo mês. O mesmo vale para os "Almanacão Turma da Mônica". Para ilustrar uma, dentre várias que existem, separei essa que acho bem interessante que além da capa do 'Almanacão de Férias nº 5', tem uma ilustração do Jotalhão com referência ao tamanho do almanaque.

Propaganda tirada de 'Cascão nº 67' (Ed. Globo, 1989)

A revista da Magali quando começou era mensal, e quando passou a ser quinzenal em 1989 mesmo, fizeram essa propaganda pra divulgar a mudança. Muito legal.

Propaganda tirada de 'Almanaque da Mônica nº 15' (Ed. Globo, 1989)

Nessa época, a Globo não costumavam anunciar os almanaques, nem de forma genérica, nem mostrando a capa do mês. Porém, abriram uma exceção para anunciar o lançamento do 'Almanaque da Magali nº 1', de 1989.

Propaganda tirada de 'Cascão nº 78' (Ed. Globo, 1990)

Em 1991, foram lançados os "Gibizinhos", em formato de bolso e que fez muito sucesso na época. Foram anunciados até na televisão, com um rap muito conhecido. O video que passava na TV pode ser visto aqui. E a sua letra era mostrada na íntegra na versão para os gibis, junto com a capa de um deles correspondentes do mês (já que eram lançados 4 diferentes ao memso tempo). Teve uma propaganda mostrando o 'Gibizinho da Mônica nº 1' e esse que mostro é com o 'Gibizinho do Cebolinha nº 2'.

Propaganda tirada de 'Chico Bento nº 122' (Ed. Globo, 1991)

Na TV, ainda em 1991, trocaram a propaganda para um garoto só cantando o famoso rap do Gibizinho e nos gibis colocaram também as imagens desse garoto da propaganda da TV.

Propaganda tirada de 'Mônica nº 60' (Ed. Globo, 1991)

Quando os Gibizinhos mudaram de formato em 1993 com lombada e 132 páginas, eles trocaram também o anúncio fazendo comparação do Gibizinho com a Mônica e mostrando a capa do 'Gibizinho da Mônica nº 27'.

Propaganda tirada de 'Chico Bento nº 166' (Ed. Globo, 1993)

Como podem ver, são propagandas muito legais que marcaram várias gerações e muitas delas bem raras. Na próxima postagem de propagandas dos gibis, mostro os anúncios de várias revistas da MSP que circularam na Editora Globo entre 1993 a 2006. 

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Gibis e produtos promocionais não comercializados nas bancas

Há algum tempo, havia falado das promoções e brindes que saíram nos gibis da Editora Abril e da Editora Globo, ou seja, o leitor comprava o gibi na banca e ganhava algum produto ou concorria a prêmios. Nessa postagem, eu faço o contrário e mostro alguns brindes e promoções não comercializados nas bancas e que eram distribuídos ao comprar algum produto no comércio. A maioria deles eram gibis e eram uma parecia da MSP com outra marca famosa e muito deles são raríssimos de encontrar por aí. 

O primeiro que relembro são os minigibis do iogurte Danone de 1988. Ao comprar o iogurte, ganhava-se um minigibi de algum personagem. Esses gibis tinham formato menor que os gibizinhos lançados em 1991, papel de capa e miolo em couché e tinham uma história inédita simples com cada personagem da edição.

Capas dos minigibis do iogurte Danone (1988)

As capas faziam referência às histórias. Só não me lembro muito ao certo quantas páginas tinham no total, acredito que eram por volta de 16 páginas. Tiveram minigibis da Mônica, Cebolinha, Cascão, Chico Bento e Bidu. Como a Magali ainda não tinha gibi, colocaram um do Bidu no seu lugar para totalizar 5 edições diferentes.

Capa e contracapa do minigibi do iogurte Danone do Cascão (1988)

Além dos personagens da Turma da Mônica ainda tinham também dos "Trapalhões" (com 5 gibis diferentes) e um do "Alegria". Estes produzidos pela Editora Abril, enquanto que os da Turma da Mônica, pela Editora Globo. Todos com os mesmos formato e número de páginas.

Trecho da história do minigibi do iogurte Danone do Cascão (1988)

E ainda tinha uma promoção incluída. Se comprasse o iogurte Danone e encontrasse um vale-brinde ainda ganhava assinaturas de gibis da Turma da Mônica, Trapalhões e Alegria. Provavelmente, o vale-brinde indicava qual pacote de assinatura que a pessoa ganhava. Foram distribuídas 1000 assinaturas de gibis ao todo.

Trecho da história do minigibi do iogurte Danone do Chico Bento (1988)

Eu lembro que tive os gibis do Cebolinha, do Cascão e um dos Trapalhões. Eram bem simples mesmo e agradavam em cheio as crianças, principalmente em fase de alfabetização. Os traços eram muito bons. Pena que perdi e adoraria ter todos esses minigibis, em especial os que já tive.

Capas do minigibis do iogurte Danone dos Trapalhões (1988)

Em 1990, teve a famosa promoção dos gibis da "Coleção Coca-Cola". Para ganhar, você juntava 15 tampinhas ou selos de copos da Coca-cola ou de outros refrigerantes participantes da promoção e trocava por um gibi ou pela caixa. Servia qualquer refrigerante do grupo Coca-cola, como os refrigerantes Fanta, Sprite, Guaraná Taí e Diet Coke. E a promoção durou 45 dias, ou seja, as trocas das tampinhas tinham que ser nesse prazo. 

Tinham gibis dos 5 personagens principais com uma mistura de histórias inéditas e republicações de histórias da Editora Abril até 1985, que era até quando era permitido até então. Para saber mais detalhes dessa promoção, entre aqui. Abaixo, uma propaganda da promoção que circulava nos gibis.

Propaganda tirada de 'Cascão Nº 98' (Ed. Globo, 1990)

Em 1993, tiveram os minigibis da pilha Rayovac. Ao comprar as pilhas ganhava um gibi diferente de cada personagem. O formato era menor que os dos gibizinhos e tinha um de cada personagem dos 5 principais. A capa era só ilustração do personagem e tinha uma história inédita em cada um.

Algumas capas dos minigibis das pilhas Rayovac (1993)

Além disso, elas vinham no seu interior cupons que você enviava para concorrer a vários prêmios (TVs de bolso Casio, Teclados casio, Walkman, super mini games e Maquinas fotográficas Charman). Eu nunca tive nenhum desses minigibis, nunca vi nas lojas na época e só fui saber disso só há alguns anos. Adoraria tê-los também. 

Capas e contracapas dos minigibis das pilhas Rayovac da Mgali e do Cascão (1993)

Ainda em 1993, foi lançado os Chocolates da Turma da Mônica da Nestlé. Ao comprar o chocolate, dessa vez não ganhava um gibi e, sim, um cartão-postal exclusivo dos personagens para colecionar nas embalagens de 3 unidades. 

Ou seja, além de saborear um chocolate delicioso com o personagem em alto-relevo de chocolate branco, ainda podia colecionar cartões-postais da turma. Muito bom. Pena que não tenho mais nenhum desses cartões. E por volta de 1995, teve uma nova remessa de cartões.

Propaganda tirada de 'Cebolinha Nº 80' (Ed. Globo, 1993)

Em 1998, quem comprava Band-aid ganhava um 'Almanaque do Gibizinho da Mônica'. Foram distribuídos 2 diferentes, correspondendo reedições dos "Nº 1" e "Nº 2" lançados nas bancas no mesmo ano. Só que diferente dos vendidos nas bancas, tinham capa cartonada, com menos páginas (enquanto os da banca tinham 132 páginas, esses vinham em torno de 100 páginas). E curioso que metade das histórias eram iguais aos originais, e a outra metade tinham histórias diferentes. Abaixo, a capa da "Nº 2" dessa versão Band-aid que eu tenho.

Capa do 'Almanaque do Gibizinho da Mônica Nº 2' - versão Band-aid (1998)

Não posso deixar de falar também dos diversos gibis educativos promocionais que são distribuídos desde os anos 70 e continua até hoje em escolas, feiras, congressos e palestras. Gibis que muitos nunca se ouviu falar e nem imagina que existem. São de formatos diferentes, sendo a maioria de gibis convencionais, mas cada um é um caso. Normalmente, vêm com histórias inéditas, em parceria com o governo, educadores e empresas, explicando sobre um determinado assunto em questão de interesse da população. 

Já tiveram gibis falando sobre os mais variados assuntos, como cuidados com o lixo, energia elétrica, cidadania, bolsa de valores, Estatuto da Criança e do Adolescente, Ministério Público, entre tantos outros. Quase todos com histórias inéditas e outros com republicações dos gibis, como o "Orelhão", que foi a história de abertura na íntegra de 'Mônica nº 100' (Ed. Abril, 1978).

Propaganda tirada de 'Magali Nº 57' (Ed. Globo, 1991)

Eu tenho alguns (bem poucos) que consegui em sebo, mas 2 deles eu consegui realmente da forma tradicional, ou seja, de graça. O "Campanha de orientação ao alérgico" (original de 1991) eu consegui no mesmo ano, quando fui ao pediatra e na sala dele tinha a revista, aí eu dei uma olhada e o médico perguntou se eu queria e então ficou pra mim. E a outra foi a da "Energia Elétrica" (original de 1992) que ganhei na escola em 1995 em uma palestra sobre eletricidade que teve lá e distribuíram lá. Interessante que nessa revista vinham também adesivos da turma sobre eletricidade, que hoje eu perdi. Eu ainda tenho essas revistas até hoje. 

Esses gibis promocionais só compro quando encontro bem barato nos sebos, porque até que não tenho tanto interesse, já que as histórias são muito educativas e não costumo gostar de histórias assim. Por isso tenho poucos.

Propaganda tirada de 'Magali Nº 119' (Ed. Globo, 1994)

E recentemente tem também edições "Número zero" que foram distribuídos na Bienal do Livro para marcar o lançamento das revistas. Até agora, já tiveram da Turma da Mônica Jovem, Pelezinho e Chico Bento Moço. O da TMJ foi história inédita e os outros republicações. Os da TMJ e Pelezinho foram distribuídos também em gibis da Panini.

Como podem ver, todos esses gibis e produtos são itens raros e de colecionador, que não encontra fácil por aí. Eu mesmo não tenho quase nenhum deles, infelizmente. O mais fácil de encontrar são os da "Coleção Coca-Cola", os outros quando consegue, os preços são nas alturas. Como a maioria não tenho, as imagens com 6 minigibis da Danone e os da pilha Rayoc são do William Aoqui e as outras foram encontradas na internet. Já as imagens mostrando propagandas dos gibis são da minha coleção.

Podem haver outros brindes e promoções fora desses da postagem. Reuni apenas os que eu lembrei, mas capaz de terem outros e se eu encontrar outros, faço alguma outra postagem mostrando o que ficou de fora.