sábado, 22 de fevereiro de 2014

Pipa e Zecão: HQ "Baile de Máscaras"

A história que eu mostro é sobre Carnaval com a Pipa e o Zecão. Ela tem 6 páginas e foi publicada originalmente por volta de 1985 e que eu li pela primeira vez quando foi republicada no 'Almanaque do Cebolinha nº 16' (Ed. Globo, 1992).

Capa do 'Almanaque do Cebolinha nº 16' (Ed. Globo, 1992)

A história começa com o Zecão telefonando para Pipa que não vai poder sair com ela porque estaria trabalhando até tarde e a Pipa, por sua vez, fala que não tem problema porque está com enxaqueca e vai ficar de cama.


Na verdade, foi apenas desculpa dos dois. Assim que desligam os telefones, eles vão ao quarto, vestem suas fantasias e vão cair na gandaia em um baile de Carnaval da cidade. A intenção era passar o Carnaval um longe do outro, afinal não dava pra levar namorado a tiracolo em um baile. Então, Zecão vai vestido de pierrô e Pipa, de colombina.


Eles chegam ao baile e acabam se esbarrando sem querer, mas não se reconhecem por causa da máscara. Começam a paquerar, e o Zecão ainda fala que ela lembra alguém que gosta muito. Aí, a Pipa fala que deixa essa alguém porque é Carnaval e começam a curtir juntos o baile ao som das marchinhas.

Depois de tanto dançar, eles ficam cansados. Até que o apresentador do baile fala que era a hora de apagar as luzes para todos tirarem as máscaras. Era finalmente a hora de conhecer os rostos. Quando a luz acende, Pipa e Zecão descobrem que era o outro o tempo todo, aí começa a briga.


Um toma satisfação do outro, querendo saber porque mentiram dizendo que estava trabalhando e de cama e ainda paqueraram o primeiro par que encontrou pela frente. Eis que surgem Tina e Rolo, que veem os 2 juntos. Tina pergunta a Pipa que o Zecão havia dito que estava trabalhando e a Pipa diz que foi o que ele disse.

Tina fala que eles sempre dão um jeito de ficarem juntos e vai embora junto com o Rolo, deixando a sós. Então, eles perceberam que estavam brigando à toa e fazem as pazes. Dançam juntos apaixonadamente, que até esquecem que o baile havia acabado e os serventes ficam com pena de desgrudar um casal tão apaixonado, terminando assim a história. 


Uma história muito legal e incorreta, mostrando a Pipa e o Zecão querendo se livrar do outro no Carnaval para curtir a folia numa boa e poder pular a cerca e até com uma boa mensagem no final. Engraçado o Zecão falar que levar namorada para um baile de Carnaval é como levar marmita em um restaurante. 

Seguindo essa ideia, o casal dá desculpa ao seu par para ir a farra sozinhos em pleno Carnaval. Na vida real, há casais, inclusive, que brigam às vésperas do Carnaval só para curtir a folia e poder pegar geral e depois da festa voltam depois com o namoro. O roteirista deve ter se inspirado nisso pra criar a história, que foge dos padrões corretos e não seria republicada. Na postagem, ela está completa.


Ela tem os seus absurdos de como eles não se reconheceram mesmo com as máscaras. Só pela voz dava para saber que eram eles, a não ser que estavam disfarçando as vozes. E são esses absurdos que fazem a diferença e se torna tão legal. Interessante também resgatar os bailes antigos de máscaras com marchinhas de Carnaval e tudo.

Os traços são maravilhosos, da fase consagrada da Turma da Tina, com direito a Pipa com roupa colegial no início da história. Traços que jamais deviam ter mudados, principalmente para uma forma tão radical e lamentável que se encontra hoje. Um fato curioso é o título não aparecer na abertura da história, mostrando primeiro eles em casa, telefonando um para o outro e só quando estavam prestes a chegar ao baile que vem o título. Coisa normal nas histórias daquela época de qualquer personagem. Às vezes, o título vinha até no final. 


A curiosidade na capa desse Almanaque do Cebolinha, que foi o primeiro a não ter faixa com brinquedos na lateral, como era até no final de 1991. Colocaram a partir de então, apenas uma faixa colorida, que ficou assim até em setembro/ 1993, quando o layout dos almanaques foi mudado com moldura que continua assim até hoje.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Coleção Histórica Nº 39


Já nas bancas a Coleção Histórica # 39. Esta coleção é formada pelas 5 revistas números 39: Mônica (1973), Cebolinha (1976), Chico Bento e Cascão (1984), e Magali (1990).

Na capa  dessa vez é a Lucinda, com imagem tirada dos primeiros números da Mônica. A seguir, comento cada revista separada desse box, destacando o título e sinopse das histórias de abertura de cada uma e o que for relevante em cada revista.



Histórias de abertura e comentários gerais:

Mônica - "E novamente... Capitão Feio" - Capitão Feio volta a atacar e sequestra o Cebolinha para que a turma não interfira nos planos. Então, Mônica e Anjinho têm que salvá-lo, só que o Cascão atrapalha mais ainda o resgate, já que bajula o tempo todo o Capitão Feio, que era o seu ídolo.

Foi a segunda aparição do Capitão Feio nos gibis (sua estreia foi em 'Mônica nº 31', de 1972) e dessa vez, diferente da primeira história, ele já não é mais tratado como tio do Cascão, apenas ídolo dele.

Destaque para a história "Emoção! ternura! Mistério! É o que vocês encontrarão nessa aventura envolvente e empolgante com a Mônica". com um título gigantesco e a história sendo narrada como se fosse uma novela, em que um quadrinho representa um capítulo e no quadrinho seguinte, há uma narração de suspense com o que acontecerá no próximo quadrinho, uma espécie de "cenas do próximo capítulo". Muito interessante.

Trecho da HQ "Emoção! Ternura! Mistério! (...)"

Legal também ver um título da história como "Uma fita azarada", já que a palavra "azar" também não é mais usada na MSP. Falando nisso, fita cassete também está extinta atualmente e é bom ver roteiro datado assim. Nessa história, infelizmente, não mostra nenhum crédito, nem de quem escreveu. A maioria das histórias desse gibi, aliás, foram escritas pelo Maurício, mas nem todas mostram se foi ele quem desenhou.

Cebolinha - "O nariz da verdade" - Baseada na história do Pinóquio, uma joaninha com poderes mágicos, depois de levar um piparote (peteleco) do Cebolinha, faz com que o nariz do Cebolinha cresça toda vez que ele conta uma verdade.

Nessa edição, são 14 histórias no total, incluindo a tirinha final, e dentre 11 histórias comentadas, 4 infelizmente não foram mostradas informações de créditos de roteiristas, desenhistas e arte-final. Aliás, só as histórias de abertura e de encerramento tiveram todas essas informações completas. Na história "Atrás da Porta", por exemplo, só informa nome do desenhista Sidnei Lozano (Sidão).

Curioso que a história "Uma rápida solução" é do Cascão e foi creditada ao Cebolinha. Nessa história, nos comentários, só informam nome do roteirista nela. Pena não ter mostrado quem desenhou porque os traços tem referências aos que ficaram nos anos 80.

De destaque, a história "A importância do som" da Tina muito legal, com o Rolo com uma tuba assustando a Tina e um gato que ela viu na rua, que acaba subindo em um poste por causa do susto. Ela tem que resgatar o gato de lá, mas o Rolo continua atrapalhando. Uma típica história pastelão da dupla Tina-Rolo hippies, muito comum nessa fase.

Trecho da HQ "A importância do som"

Sobre alteração em relação ao gibi original, aconteceu na história de encerramento "O soro do mal", em que colocaram o Cebolinha falando certo no pensamento. Na revista original, ele pensa "Que besteila!" e agora alteraram para "Que besteira!". Uma grande besteira foi essa mudança, acho que tinham que ser tudo igual como saiu na original e não mudar assim do nada. Abaixo, uma comparação da original de 1976 e como saiu na Coleção Histórica. Como não tenho o gibi original, o André Felipe me enviou a imagem.

Comparação da HQ "O soro do mal": alteraram a palavra "besteira"

Chico Bento - "Um monstro de espantalho" - Um cientista cria um Frankstein e é expulso pelos moradores da cidade, cansados de suas experiências. Quando o cientista procura outro lugar pra morar, o Franksteim cai do carro e toma o lugar de espantalho do Chico Bento por engano e acaba criando vida ao ser atingido por um raio.

Sobre os créditos das histórias, na 1ª história do Papa-Capim de 1 página, não informam nos comentários os créditos de nome do roteirista que a escreveu.

Os textos do caipirês praticamente seguem como nas originais, inclusive os gerúndios "-ano". Porém, na história só com o título "Chico Bento", alteraram o Chico falando "vredura" em vez de "verdura". No caipirês da época, palavras como "verdura" e "verdade" eram escritas normalmente e não eram adaptadas para o caipirês. Ainda vou procurar  no Almanaque da Globo, para confirmar isso, mas está parecendo que mudou. As letras estão muito afastadas, dando impressão que mudou algo ali.

Trecho da HQ "Chico Bento"

 Cascão - "Uma questão de ponto de vista" - O pai do Cascão, seu Antenor, consegue dois ingressos para a decisão do campeonato de futebol, mas impõe a condição do Cascão ir só se tomar banho. Então, o Jeremias e o Cebolinha resolvem "ajudar", fazendo vários planos para ele tomar banho.

 Destaque para a história "O grande Final", em que o Cascão está prestes a ler o final da história do livro e de repente a acaba a luz na casa e ele encontra formas para poder ler o final do livro. Muito hilária essa história e ri alto com o final dela. Com direito ao cascão mexer com fósforo e falar palavrão, tudo inadmissível atualmente. Eu já a conhecia, e sempre bom reler e gargalhar novamente. Uma pena é não terem informado o nome do roteirista dela nos comentários.

Aliás, de 6 histórias comentadas, 3 infelizmente não foram mostradas informações de créditos dos nomes dos roteiristas que as escreveram, apenas informaram os desenhistas e arte-final. E as propagandas que colocam nos comentários cada vez mais minúsculas. Foram 5 no total e nem com lupa dar para ler o que está escrito nelas.

Magali - "O caso do presente muito esperado" - Magali não recebe o presente de Natal do Papai Noel e, com isso, o Anjinho a leva até o Polo Norte para falar com o Papai Noel para saber porque não recebeu seu presente.

O gibi é todo com histórias de Natal. Uma melhor que a outra, tem até história do Mingau sobre a data, que descobri agora que foi escrita brilhantemente pela Rosana Munhoz. Aliás, esse gibi da Magali foi o único com todas as informações de créditos em todas as histórias, incluindo, ainda, nomes de letristas em todas e colorista na de abertura.

Na história "Quem espera sempre alcança", o título não ficou colorido, como era na original. E ficou feio o título todo branco daquele jeito. Abaixo, mostro uma comparação das páginas da revista original de 1990 e a da Coleção Histórica, que até serve como comparação sobre tons de cores de cada uma. As cores da Globo, eram muito melhores.

Comparação da HQ "Quem espera sempre alcança": título sem cor na CHTM

A capa mostra referência à história de abertura. Para ter noção como era raro, essa foi a 2ª vez que a revista da Magali teve alusão à história de abertura. A primeira foi a nº 30 com a excelente história "Magalice no país das melancias".

O que chama a atenção também nessa capa da Coleção Histórica é que, diferente da original, eles colocaram o logotipo tradicional em vez do "achatado". Essa revista originalmente foi a primeira com o logotipo diferenciado, mais achatado na altura, mais distância entre as letras, deixando todo desproporcional. Antes, o logotipo só saía assim nos almanaques dela, e nos gibis convencionais foi uma novidade. Colocavam o logotipo assim quando o desenho ultrapassavam o espaço do logotipo. 

Nos primeiros números era raro o logotipo desproporcional assim , ficando mais frequente a partir de 1995 e essa versão se tornou definitivo  a partir de 'Magali nº 206', de 1997, até mesmo quando passaram a colocar o rosto da Magali ao lado do logotipo a partir de 2003. E quando os gibis foram para a Panini, voltaram com o logotipo tradicional, inclusive nos almanaques.

Sinceramente, eu odiava quando o logotipo era desproporcional. Achava feio e prefiro mil vezes o tradicional. Então, mesmo com o selo da CHTM e o do Maurício de Sousa Editora ao lado, achei que ficou melhor o logotipo tradicional em vez do outro. Por outro lado, acho que devia manter como na original, mesmo sendo feio. Talvez foi uma forma para encontrar o espaço que faltava pra colocarem os selos da CHTM. Abaixo, comparação das capas original e a da Coleção Histórica para acompanhar a diferença no logotipo:

Comparação entre as capas: logotipo diferente na CHTM

Dá pra notar também que a proporção do desenho foi diminuída para adequar as informações que não podem ser vendida separadamente. Após essa 'Magali nº 39', só em 'Magali nº 60', de 1991, que voltou a ter logotipo assim. Ainda bem.

O bom que as capas da CHTM pararam de colocar o selo ao lado do logotipo como acontecia muito nos primeiros números, muitas vezes até sem necessidade, pois tinha espaço pra colocar os selos. E ainda bem que depois pararam com isso e passaram a colocá-los ocupando toda a largura do gibi, só nessa da Magali que retornou ao que faziam antes.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Tirinha nº 11: Magali

Uma tirinha da Magali pedindo ao pai, seu Carlito, todas as guloseimas que encontra na rua. Para sustentar uma filha comilona como a Magali só mesmo com muito dinheiro na conta bancária. Muito boa.

Tirinha foi publicada originalmente em ' Magali nº 111' (Ed. Globo, 1993).


domingo, 16 de fevereiro de 2014

Capa da Semana: Parque da Mônica Nº 14

Carnaval se aproximando e coloco uma capa em homenagem à data com os personagens fantasiados, cada um com seu estilo, que faz alusão à história de abertura "Cebolobisomem" da revista. 

Na verdade, olhando assim nem parece que é uma revista do Parque da Mônica, porque não foi mostrado um cenário do Parque. É que na história se trata de um baile de Carnaval que ia acontecer no Parque e os personagens estão fantasiados como estão na história. Ficou com um desenho bonito.

Só de curiosidade, a 'Revista Parque da Mônica' era o único título da Globo, que todas as capas faziam referência às histórias de aberturas, mas algumas vezes faziam piadas em cima da história. 

A capa da semana é de 'Revista Parque da Mônica Nº 14' (Ed. Globo, Fevereiro/ 1994).


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Cebolinha # 500: Edição comemorativa


Depois do Cascão, Chico Bento e Mônica, agora é a vez da revista do Cebolinha também chegar à marca histórica do número 500. Nessa postagem, vou falar sobre essa revista especial.

O Cascão e o Chico Bento foram os primeiros a conseguirem chegar juntos ao "Nº 500", em 2001, ainda na Editora Globo, nas suas edições # 386. Na ocasião, a data passou em branco e as edições dos dois foram normais, já que na Globo eles não tinham essa preocupação de contagem com as 2 editoras. Já a Mônica, a marca saiu na Panini, na edição de # 54, em 2011, e fizeram uma edição comemorativa superespecial com 2 histórias no total e relacionadas ao tema, cheias de referências a histórias antigas e até os passatempos foram sobre isso. Agora que o Cebolinha chegou ao "Nº 500" fizeram também uma edição especial como a da Mônica.

A contagem do Cebolinha # 500 considera as edições das 3 editoras: 168 edições na Editora Abril, 246 na Editora Globo e 86 na Editora Panini. Levaram-se 41 anos para ele alcançar essa marca, já que o gibi dele foi lançado em 1973. Esse gibi do Cebolinha # 86 tem as tradicionais 68 páginas com 6 histórias interligadas relacionadas às 500 edições do Cebolinha e mais uma tirinha também comemorativa. A capa baseada na "Nº 1" (Ed. Abril), sendo que fazendo alusão à história de abertura, como de costume.

O gibi começa com um prólogo anunciando que a revista é especial e com algumas capas. O que eu reparo que quando eles mostram capas antigas, quase não colocam capas da Editora Globo. Nessa cena, colocaram apenas 2 da Globo, sendo uma a de "Nº 1", de 1987, e a outra a "Nº 71", de 1992, praticamente escondida, uma das poucas que fizeram referência à história de abertura. Até as capas da Panini colocaram 3. E não dá pra entender porque colocaram nessa imagem, a "Nº 1" de 1973 tirada da Coleção Histórica, em vez da Editora Abril.

Prólogo da edição: poucas capas da Ed. Globo

A história de abertura é dividida em 4 partes, com 37 páginas no total. Escrita pelo Paulo Back, o Capitão Feio, inconformado que não teve uma história com ele na revista do Cebolinha "Nº 1" da Editora Abril, deseja reverter isso, voltando no tempo através do lápis mágico da Marina, que o Cebolinha havia roubado dela para fazer um plano infalível. Com o lápis mágico na mão, eles entram nos gibis antigos do Cebolinha e reencontram vários personagens antigos de todas as épocas. A maioria vilões, que o Capitão Feio os chamam de "vilões-secundários" na história.

O público, então, relembra vários personagens que marcaram época, como o Capitão Chiclete (CB # 44 - Ed. Abril, 1976), o João Transformão (CB # 154 - Ed. Abril, 1985), o Homem-Borracha (CB # 13 - Ed. Globo, 1988), o Ladrão de Fumacinhas (CB # 161 - Ed. Globo, 2000), entre outros. E alguns objetos marcantes como o produto que o Cebolinha tomou que faz virar realidade tudo que ele fala direto da história "O poder das palavras" (CB # 26 - Ed. Globo, 1989) e o carrinho que serviu como máquina do tempo da história "De volta para a historinha" (CB # 60 - Ed. Globo, 1991). 

Diferente das capas do prólogo, pelo menos na história tem bastante referências às da Globo. Tem também na página 36, uma cena com vários personagens reunidos em um só quadrinho, como o bicho-papão da história "O papãozinho" (CB # 16 - Ed. Abril, 1974), o robô da história "O robô invencível" (CB # 113 - Ed. Abril, 1982), o relógio da história "O país dos relógios" (CB # 22 - Ed. Globo, 1988), a bruxa de "Os cinco fios mágicos" (CB # 76 - Ed. Globo, 1993), entre outros. E, com isso, não deixaram de ser lembrados de alguma forma.

Trecho da HQ de abertura "Cebolinha Nº 500"

Os personagens antigos são desenhados como atualmente e em cada aparição do personagem antigo ou nome da história, tem no rodapé o número do gibi e editora que apareceram. Achei bom, que fica uma forma de ajudar para quem quiser procurar nos sebos os gibis para ler as histórias originais.

Só para constar, o boneco que apareceu na edição # 122 se refere à edição da Globo (página 15), o bandido com roupa listrada na capa não aparece na história, mas se trata do ajudante do Homem-Borracha, que vira borracha ao tomar uma fórmula (CB # 13 - Ed. Globo, 1988) e teve um erro no gibi sobre o personagem Etê que lança fogo: ele apareceu na 'Cebolinha # 49' da Ed. Abril, e não da Globo.

Erraram feio também quando a Mônica disse que o Cebolinha era o 2º a chegar no número 500 e a Magali comentando com o Cascão se referindo ao gibi #500, dizendo "Imagina quando chegar a nossa vez". O Cascão  e o Chico Bento já chegaram ao 500 e as edições deles de fevereiro/ 2014 são a # 667. Então, o Cebolinha é o 4º personagem a chegar ao "Nº 500" e pelo certo a Mônica devia falar que ela chegou ao 500 antes do Cebolinha, e a Magali podia ter falado "Imagina quando chegar a minha vez". Apesar desses erros, até dou desconto porque a história ficou boa.

Como falei anteriormente, todas as histórias do gibi são interligadas entre si com o lápis mágico da Marina, como pano de fundo. Na 2ª história, tem a volta do Mister B, que apareceu muito nos gibis de 1999 e depois voltou apareer nos primeiros números da Panini, sumindo novamente. Nela, Mister B, explica como funciona o lápis mágico da Marina, revelando todos os segredos da sua magia. Já na 3ª história, do Penadinho, ele mostra que os fantasmas passam através de qualquer lugar, até conhecer o lápis mágico. Uma história de 2 páginas, serviu mesmo para ocupar o gibi, porém melhor que propagandas no lugar.

Trecho da HQ "Mister B"

Na 4ª história, com o lápis mágico, Cebolinha entra sem querer em uma história do Louco, sendo enlouquecido por ele. E na 5ª história, é a vez do seu Juca ser enlouquecido pelo Cebolinha e outros personagens, inclusive de outros gibis e desenhos animados fmaosos, fora da MSP. Louco e seu Juca não podiam faltar em uma edição comemorativa como essa.

Já na última história, Cebolinha põe em prática o seu plano infalível que ele estava desejando lá na primeira história, quando ele pegou o lápis mágico da Marina e o Capitão Feio interrompeu. Ele desejava entrar na primeira tirinha de jornal que a Mônica apareceu, publicada de 1963, para ele não apanhar da Mônica e, com isso, ele se tornar o personagem principal. Afinal, naquela época, as tiras de jornais tinham nome do Cebolinha.

Então, o que dá para notar é que as grandes referências do gibi inteiro foram o lápis mágico da Marina e as histórias "Infinitos Gibis". A Marina, quando foi criada, era a filha do Mauricio que foi parar nos quadrinhos através do lápis do Mauricio. Tratava-se de um lápis normal só que no mundo dos quadrinhos ele se tornava mágico. Através dele, quando desenha uma porta, os personagens abriam dimensões e atravessava portais, que foi forma de inspiração das histórias "Fuga pelos Infinitos Gibis" e "A volta aos Infinitos Gibis", publicadas em 'Cebolinha # 28' (de 2009) e 'Cascão # 37' (de 2010), respectivamente. Enquanto naquelas histórias, os personagens se transformavam em personagens de outros gibis famosos, agora em Cebolinha # 500, eles só voltaram aos gibis antigos do Cebolinha, como se fosse uma máquina do tempo.

Capas de 'Cebolinha Nº 28' (2009) e "Cascão Nº 37' (2010)

Assim como a 'Mônica # 500', os passatempos dessa edição do 'Cebolinha # 500' também fazem referência a data. Um ponto ruim do gibi são as letras digitalizadas. O gibi inteiro com letras de PC, sem as tradicionais feitas a mão. Os traços até estão bons (pelo menos nesse gibi), mas essas letras não dá pra aceitar. Até nos títulos. Em um gibi especial como esse, as letras podiam ser feitas a mão. Tudo serve para diminuir trabalho dos letristas. É o que dá para parecer.

Além dessa, foi lançada também uma edição especial com capa metalizada e papel couché no miolo, como foi com a Mônica, só que com uma tiragem limitada e não são todas as bancas que vendem. Tem formato canoa, igual ao original (bem que podia ser com lombada essa versão especial) e custa R$4,90,  mais cara que a versão original. Uma pequena diferença entre lelas que trocaram "Comemoração infalível" da original para "Celebração histórica".

Como o conteúdo é igual, se for para escolher uma versão, por mim comprava só a comemorativa. Mas como nem sabia q ia ter essa versão especial e também tinha medo de não chegar aqui por causa da distribuição setorizada, acabei ficando com as 2 versões. Abaixo, a capa dessa versão comemorativa:

Edição especial comemorativa

Gostei desse gibi do Cebolinha #500, tem muitas referências às histórias clássicas e fez um apanhado dos gibis do Cebolinha, como tem que ser. Bom que exploraram todas as épocas, não fica restrito só a Editora Abril, por exemplo, e todos podem ter os seus momentos de nostalgia. Muitas dessas histórias citadas tinham que estar no "Cebolinha 50 Anos" e não foi o que aconteceu, por isso melhor ainda. O que estragou foram as letras horrorosas, mas dá pra passar. Vale a pena ter na coleção, nem que seja pelo valor histórico, afinal não é sempre que os personagens chegam a marca de 500 edições.

E a próxima a atingir essa marca do "Nº 500" será a Magali, já em janeiro de 2015 na edição # 97. Já é contagem regressiva para Magali #500 e espero que tenha edição especial igual como foi essa do Cebolinha e a da Mônica. Magali não pode passar em branco essa marca histórica.