domingo, 16 de fevereiro de 2014

Capa da Semana: Parque da Mônica Nº 14

Carnaval se aproximando e coloco uma capa em homenagem à data com os personagens fantasiados, cada um com seu estilo, que faz alusão à história de abertura "Cebolobisomem" da revista. 

Na verdade, olhando assim nem parece que é uma revista do Parque da Mônica, porque não foi mostrado um cenário do Parque. É que na história se trata de um baile de Carnaval que ia acontecer no Parque e os personagens estão fantasiados como estão na história. Ficou com um desenho bonito.

Só de curiosidade, a 'Revista Parque da Mônica' era o único título da Globo, que todas as capas faziam referência às histórias de aberturas, mas algumas vezes faziam piadas em cima da história. 

A capa da semana é de 'Revista Parque da Mônica Nº 14' (Ed. Globo, Fevereiro/ 1994).


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Cebolinha # 500: Edição comemorativa


Depois do Cascão, Chico Bento e Mônica, agora é a vez da revista do Cebolinha também chegar à marca histórica do número 500. Nessa postagem, vou falar sobre essa revista especial.

O Cascão e o Chico Bento foram os primeiros a conseguirem chegar juntos ao "Nº 500", em 2001, ainda na Editora Globo, nas suas edições # 386. Na ocasião, a data passou em branco e as edições dos dois foram normais, já que na Globo eles não tinham essa preocupação de contagem com as 2 editoras. Já a Mônica, a marca saiu na Panini, na edição de # 54, em 2011, e fizeram uma edição comemorativa superespecial com 2 histórias no total e relacionadas ao tema, cheias de referências a histórias antigas e até os passatempos foram sobre isso. Agora que o Cebolinha chegou ao "Nº 500" fizeram também uma edição especial como a da Mônica.

A contagem do Cebolinha # 500 considera as edições das 3 editoras: 168 edições na Editora Abril, 246 na Editora Globo e 86 na Editora Panini. Levaram-se 41 anos para ele alcançar essa marca, já que o gibi dele foi lançado em 1973. Esse gibi do Cebolinha # 86 tem as tradicionais 68 páginas com 6 histórias interligadas relacionadas às 500 edições do Cebolinha e mais uma tirinha também comemorativa. A capa baseada na "Nº 1" (Ed. Abril), sendo que fazendo alusão à história de abertura, como de costume.

O gibi começa com um prólogo anunciando que a revista é especial e com algumas capas. O que eu reparo que quando eles mostram capas antigas, quase não colocam capas da Editora Globo. Nessa cena, colocaram apenas 2 da Globo, sendo uma a de "Nº 1", de 1987, e a outra a "Nº 71", de 1992, praticamente escondida, uma das poucas que fizeram referência à história de abertura. Até as capas da Panini colocaram 3. E não dá pra entender porque colocaram nessa imagem, a "Nº 1" de 1973 tirada da Coleção Histórica, em vez da Editora Abril.

Prólogo da edição: poucas capas da Ed. Globo

A história de abertura é dividida em 4 partes, com 37 páginas no total. Escrita pelo Paulo Back, o Capitão Feio, inconformado que não teve uma história com ele na revista do Cebolinha "Nº 1" da Editora Abril, deseja reverter isso, voltando no tempo através do lápis mágico da Marina, que o Cebolinha havia roubado dela para fazer um plano infalível. Com o lápis mágico na mão, eles entram nos gibis antigos do Cebolinha e reencontram vários personagens antigos de todas as épocas. A maioria vilões, que o Capitão Feio os chamam de "vilões-secundários" na história.

O público, então, relembra vários personagens que marcaram época, como o Capitão Chiclete (CB # 44 - Ed. Abril, 1976), o João Transformão (CB # 154 - Ed. Abril, 1985), o Homem-Borracha (CB # 13 - Ed. Globo, 1988), o Ladrão de Fumacinhas (CB # 161 - Ed. Globo, 2000), entre outros. E alguns objetos marcantes como o produto que o Cebolinha tomou que faz virar realidade tudo que ele fala direto da história "O poder das palavras" (CB # 26 - Ed. Globo, 1989) e o carrinho que serviu como máquina do tempo da história "De volta para a historinha" (CB # 60 - Ed. Globo, 1991). 

Diferente das capas do prólogo, pelo menos na história tem bastante referências às da Globo. Tem também na página 36, uma cena com vários personagens reunidos em um só quadrinho, como o bicho-papão da história "O papãozinho" (CB # 16 - Ed. Abril, 1974), o robô da história "O robô invencível" (CB # 113 - Ed. Abril, 1982), o relógio da história "O país dos relógios" (CB # 22 - Ed. Globo, 1988), a bruxa de "Os cinco fios mágicos" (CB # 76 - Ed. Globo, 1993), entre outros. E, com isso, não deixaram de ser lembrados de alguma forma.

Trecho da HQ de abertura "Cebolinha Nº 500"

Os personagens antigos são desenhados como atualmente e em cada aparição do personagem antigo ou nome da história, tem no rodapé o número do gibi e editora que apareceram. Achei bom, que fica uma forma de ajudar para quem quiser procurar nos sebos os gibis para ler as histórias originais.

Só para constar, o boneco que apareceu na edição # 122 se refere à edição da Globo (página 15), o bandido com roupa listrada na capa não aparece na história, mas se trata do ajudante do Homem-Borracha, que vira borracha ao tomar uma fórmula (CB # 13 - Ed. Globo, 1988) e teve um erro no gibi sobre o personagem Etê que lança fogo: ele apareceu na 'Cebolinha # 49' da Ed. Abril, e não da Globo.

Erraram feio também quando a Mônica disse que o Cebolinha era o 2º a chegar no número 500 e a Magali comentando com o Cascão se referindo ao gibi #500, dizendo "Imagina quando chegar a nossa vez". O Cascão  e o Chico Bento já chegaram ao 500 e as edições deles de fevereiro/ 2014 são a # 667. Então, o Cebolinha é o 4º personagem a chegar ao "Nº 500" e pelo certo a Mônica devia falar que ela chegou ao 500 antes do Cebolinha, e a Magali podia ter falado "Imagina quando chegar a minha vez". Apesar desses erros, até dou desconto porque a história ficou boa.

Como falei anteriormente, todas as histórias do gibi são interligadas entre si com o lápis mágico da Marina, como pano de fundo. Na 2ª história, tem a volta do Mister B, que apareceu muito nos gibis de 1999 e depois voltou apareer nos primeiros números da Panini, sumindo novamente. Nela, Mister B, explica como funciona o lápis mágico da Marina, revelando todos os segredos da sua magia. Já na 3ª história, do Penadinho, ele mostra que os fantasmas passam através de qualquer lugar, até conhecer o lápis mágico. Uma história de 2 páginas, serviu mesmo para ocupar o gibi, porém melhor que propagandas no lugar.

Trecho da HQ "Mister B"

Na 4ª história, com o lápis mágico, Cebolinha entra sem querer em uma história do Louco, sendo enlouquecido por ele. E na 5ª história, é a vez do seu Juca ser enlouquecido pelo Cebolinha e outros personagens, inclusive de outros gibis e desenhos animados fmaosos, fora da MSP. Louco e seu Juca não podiam faltar em uma edição comemorativa como essa.

Já na última história, Cebolinha põe em prática o seu plano infalível que ele estava desejando lá na primeira história, quando ele pegou o lápis mágico da Marina e o Capitão Feio interrompeu. Ele desejava entrar na primeira tirinha de jornal que a Mônica apareceu, publicada de 1963, para ele não apanhar da Mônica e, com isso, ele se tornar o personagem principal. Afinal, naquela época, as tiras de jornais tinham nome do Cebolinha.

Então, o que dá para notar é que as grandes referências do gibi inteiro foram o lápis mágico da Marina e as histórias "Infinitos Gibis". A Marina, quando foi criada, era a filha do Mauricio que foi parar nos quadrinhos através do lápis do Mauricio. Tratava-se de um lápis normal só que no mundo dos quadrinhos ele se tornava mágico. Através dele, quando desenha uma porta, os personagens abriam dimensões e atravessava portais, que foi forma de inspiração das histórias "Fuga pelos Infinitos Gibis" e "A volta aos Infinitos Gibis", publicadas em 'Cebolinha # 28' (de 2009) e 'Cascão # 37' (de 2010), respectivamente. Enquanto naquelas histórias, os personagens se transformavam em personagens de outros gibis famosos, agora em Cebolinha # 500, eles só voltaram aos gibis antigos do Cebolinha, como se fosse uma máquina do tempo.

Capas de 'Cebolinha Nº 28' (2009) e "Cascão Nº 37' (2010)

Assim como a 'Mônica # 500', os passatempos dessa edição do 'Cebolinha # 500' também fazem referência a data. Um ponto ruim do gibi são as letras digitalizadas. O gibi inteiro com letras de PC, sem as tradicionais feitas a mão. Os traços até estão bons (pelo menos nesse gibi), mas essas letras não dá pra aceitar. Até nos títulos. Em um gibi especial como esse, as letras podiam ser feitas a mão. Tudo serve para diminuir trabalho dos letristas. É o que dá para parecer.

Além dessa, foi lançada também uma edição especial com capa metalizada e papel couché no miolo, como foi com a Mônica, só que com uma tiragem limitada e não são todas as bancas que vendem. Tem formato canoa, igual ao original (bem que podia ser com lombada essa versão especial) e custa R$4,90,  mais cara que a versão original. Uma pequena diferença entre lelas que trocaram "Comemoração infalível" da original para "Celebração histórica".

Como o conteúdo é igual, se for para escolher uma versão, por mim comprava só a comemorativa. Mas como nem sabia q ia ter essa versão especial e também tinha medo de não chegar aqui por causa da distribuição setorizada, acabei ficando com as 2 versões. Abaixo, a capa dessa versão comemorativa:

Edição especial comemorativa

Gostei desse gibi do Cebolinha #500, tem muitas referências às histórias clássicas e fez um apanhado dos gibis do Cebolinha, como tem que ser. Bom que exploraram todas as épocas, não fica restrito só a Editora Abril, por exemplo, e todos podem ter os seus momentos de nostalgia. Muitas dessas histórias citadas tinham que estar no "Cebolinha 50 Anos" e não foi o que aconteceu, por isso melhor ainda. O que estragou foram as letras horrorosas, mas dá pra passar. Vale a pena ter na coleção, nem que seja pelo valor histórico, afinal não é sempre que os personagens chegam a marca de 500 edições.

E a próxima a atingir essa marca do "Nº 500" será a Magali, já em janeiro de 2015 na edição # 97. Já é contagem regressiva para Magali #500 e espero que tenha edição especial igual como foi essa do Cebolinha e a da Mônica. Magali não pode passar em branco essa marca histórica.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Chico Bento: HQ "Doutor Chico"

A história que eu mostro é com o Chico Bento quando ele deu uma de médico para se livrar dos tiros de sal do Nhô Lau e ainda tirar sarro da cara dele. Foi uma história de abertura com 8 páginas no total, publicada em 'Chico Bento nº 54' (Ed. Globo, 1989).

Capa de 'Chico Bento nº 54' (Ed. Globo, 1989)

Nela, Chico está gripado e a sua mãe manda tomar injeção no consultório do Doutor Tonico. Como ele não estava com a mínima vontade de tomar injeção, ele caminha a passos mais lentos que de uma tartaruga, até que encontra a goiabeira do Nhô Lau. Ele sobe na árvore para comer as goiabas, até que chega o Nhô Lau, que passa a correr atrás do Chico pra dar tiros de sal. 


Chico corre até chegar ao consultório médico. Ele procura pelo Doutor Tonico, mas ele havia saído para almoçar. Com a aproximação do Nhô Lau até a clínica, Chico imediatamente se fantasia de enfermeiro, vestindo o uniforme do médico que estava encostado lá e um bigode postiço.

Nhô Lau chega e pergunta aonde está o Doutor Tonico. O Chico responde que ele é o enfermeiro que está no lugar do doutor enquanto ele foi almoçar. Nhô Lau fala que está procurando um moleque que tinha entrado lá, e o Chico fala que ele está branco e com olhos esbugalhados. Ele acredita, dizendo que o Chico o deixa doente. Chico Bento o examina e fala que ele está sem coração porque vive correndo atrás de menino bonzinho. 


Nhô Lau começa a ficar alterado, dizendo que o Chico é o moleque mais danado do mundo e aí, o Chico aproveita para jogar remédio na boca dele, dizendo que é remédio para garganta. Ele aproveitou para receitar e entregar remédios para raiva e brabeza e rabugice, e, para piorar, ordena que ele tome uma injeção na bunda com uma superseringa. O Nhô Lau fica desesperado por tomar injeção e o Chico fala que marmanjo não tem ter medo de injeção e como ele vive dando tiro de sal nos meninos, ia ser bom pra aprender. Na hora de dar injeção, porém, ele pega um prego e taca na bunda do Nhô Lau.


Enquanto isso, o pai do Chico, o seu Bento, encontra com o Doutor Tonico, que estava voltando para o consultório, e o pai do Chico resolve ir junto porque o Chico estava esperando lá para tomar a injeção. Antes de eles chegarem, Chico ainda dá 1 mês de repouso ao Nhô Lau para tirar a raiva e ter cuidado de não morder ninguém porque raiva pega. Ele ainda fala que não tem dinheiro para pagar os remédios e o Chico diz que depois ele vê isso. Nhô Lau vai embora com a pilha de remédios e o Chico dá gargalhada da cara dele, já que conseguiu enganá-lo direitinho.


Então, o Doutor Tonico e o seu pai chegam ao consultório e querem saber que bagunça é aquela lá. Chico fala que ele estava brincando de médico enquanto esperava. Quando o médico vai aplicar a injeção no Chico, chega o Nhô Lau com uma cesta de goiabas, dizendo que era o pagamento dos remédios que o ajudante receitou. Doutor Tonico fala que não tem ajudante nenhum, então o plano do Chico é descoberto. Ele tenta fugir, mas o pai o pega pela camisa para explicar o q estava acontecendo.

No final, Chico Bento chega em casa gritando, com a bunda doendo. A mãe pergunta q escândalo é aquele, que não era possível uma injeção doer tanto. Aí o pai interrompe dizendo que além da injeção, ele levou uma coça na bunda pra combater traquinagens.


Essa é uma história sensacional e muito divertida, mostrando o Chico Bento fazendo plano infalível contra o Nhô Lau. A sua ideia inicial era só se esconder do Nhô Lau e acabou surgindo o plano devido às circunstâncias. Só com 8 páginas, ela deu conta do recado sem enrolação e é muito engraçada. Roteiro, traços, cores, tudo excelente. Coloquei completa na postagem. Como foi um dos primeiros gibis do Chico na minha coleção, se torna mais especial ainda para mim.

O roteirista que a escreveu deve ter se baseado nos desenhos do Pernalonga, Patolino, Pica-Pau, etc, em que os personagens na hora do perigo se fantasiavam de alguma coisa pra enganar os inimigos. Ou seja, uma situação muito comum nos desenhos que ficam muito bem em histórias desse tipo.


Pena que não fazem mais histórias como essa. Ela tem várias situações incorretas que jamais fariam atualmente, como o Chico Bento se passar por enfermeiro, fazer consulta, receitar e dar remédios sem ser médico, Nhô Lau com espingarda dando tiro de sal, mostrar bunda do Nhô Lau, Chico sendo chamado de moleque, além de apanhar de chicote do pai, entre outros. Tudo isso inadmissível nas histórias atuais.


Tem também os seus absurdos, como, por exemplo, como o Chico arrumou um bigode postiço no consultório tão rápido, e já que o Chico falou que era enfermeiro, como Nhô Lau permitiu que ele fizesse receitas médicas. Nem importa, porque eram esses absurdos e essas cenas incorretas que faziam toda a diferença e se tornavam as histórias tão especiais e tão divertidas, como essa. E de curiosidade, o médico tinha o mesmo nome do pai do Chico, que se chama Antonio Bento, conhecido também como Tonico.


A capa dessa edição é maravilhosa e também é absolutamente incorreta para os padrões atuais, com uma diabinha apaixonada pelo Chico. Também é uma capa que nunca seria aprovada atualmente. Tem também a terrível etiqueta na capa, que colocaram por causa da transição da troca da moeda de Cruzado para Cruzados Novos, que infelizmente é impossível de tirá-la sem estragar o gibi.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Capa da Semana: Mônica Nº 109

Nessa capa, Mônica obriga o Cebolinha carregue todas as suas compras sozinho. Mesmo com toda a sua força,  ela podia tranquilamente carregar tudo, uma dama não pode carregar compras sozinha.

Sobrou para o Cebolinha agir como um cavalheiro e, de quebra, também ter um castigo por tudo que ele apronta. Chama a atenção a quantidade de coisas que ela comprou. 

A capa da semana é de 'Mônica Nº 109' (Ed. Globo, Janeiro/ 1996).


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Bidu: HQ "Cachorro de Aluguel"

Compartilho uma história do Bidu mostrando um pouco dos bastidores das histórias em quadrinhos. Ela tem 6 páginas e foi publicada em 'Cascão nº 111' (Ed. Globo, 1991).

Capa de 'Cascão nº 111' (Ed. Globo, 1991)

Nela, Bidu está prestes a começar mais uma de suas histórias com bate-papo com a Dona Pedra, quando, de repente, chega um casal de cachorros. Eles já chegam reclamando que o espaço é apertado, empoeirado e mal decorado.


Bidu fica sem entender nada e irritado com o casal por ter interrompido a sua história e pergunta a eles o que estão fazendo ali. Eles respondem que vieram ver o aluguel do imóvel, que no caso eram os quadrinhos da história do Bidu. Eles viram anúncio no jornal e foram conferir. Bidu fica uma fera e fala que não está alugando nada. 

Com isso, o casal mostra o anúncio a ele, inclusive falando que era pra tratar com o personagem principal. Bidu afirma, então, que foi erro do jornal e que ele não está alugando quadrinho nenhum. O casal vai embora, pensando em alugar quadrinho do Chico Bento por ter uma vista mais bonita.


Bidu tenta voltar a história, mas quando vira as costas ver outro cachorrão sentado em cima da Dona Pedra, com jornal debaixo do braço. Ele disse que veio por causa do anúncio do aluguel, e Bidu, já sem paciência e irritado, grita que não está alugando quadrinho nenhum. Quando ele vai embora, Dona Pedra avisa para ele dizer o mesmo para 3 cachorros que estavam a espera para alugar os quadrinhos. Mais uma vez Bidu expulsa os cachorros. E ainda mais um que veio depois.


Quando pensa que tudo se acalmou, eis que surge Bugu para atrapalhar mais a situação. Bidu fala para ele que se já não bastassem os loucos querendo alugar os quadrinhos, ainda tinha que aturá-lo. Bugu pergunta se ele alugou quadrinho para alguém, e aí Bidu descobre que foi o Bugu que colocou o anúncio do aluguel no jornal, sem autorização, só para ganhar um dinheiro à sua custa.  


Bidu pergunta ainda como os leitores iam ficar sem suas histórias e Bugu fala que seria do mesmo jeito, só que os inquilinos ficariam no canto dos quadrinhos e ele só faturando. Bugu lamenta por ter chegado atrasado, e Bidu comenta que errou no anúncio que era para falar com ele. Bugu fala que não, porque quando falou em personagem principal era ele, e não o Bidu. O Bidu podia ser o titular, mas o mais querido era o Bugu. 

Foi a gota d'água pra o Bidu chutar o Bugu, expulsando mais uma vez das suas histórias. E para sacanear mais ainda, no final, o Bidu ainda entrega ao Bugu uma conta de aluguéis atrasados. Afinal, o Bugu o aluga há anos e nunca pagou nada.


Acho uma história bem legal, mostrando a metalinguagem dos quadrinhos. Coloquei completa na postagem. Interessante a proposta dos quadrinhos serem alugados, como se fossem um apartamento ou uma casa. Acho engraçado o Bidu perdendo a paciência com o Bugu. No fundo, ele tem medo do Bugu tomar o seu lugar nas histórias. Gosto também quando o Bidu chutava o Bugu no final das histórias, coisa que infelizmente não tem mais atualmente. 


Os traços dessa história ficaram bem caprichados, são bem grossos e até mostra outros ângulos do Bidu e do Bugu, não muito comuns. Sem dúvida, o Bidu é o personagem mais odiado pelos leitores, junto com o Astronauta e o Horácio. Muitos pulam suas histórias. Eu gosto de todos os personagens. Com bom roteiro, qualquer personagem é bem vindo.