sábado, 28 de fevereiro de 2026

Cebolinha: HQ "Questão de alguns anos..."

Em fevereiro de 1996, há exatos 30 anos, era lançada a história "Questão de alguns anos..." em que Cebolinha se cansa de tomar conta da Maria Cebolinha, e resolve procurar o Franjinha para criar uma fórmula para fazer a sua irmã crescer. Com 16 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 110' (Ed. Globo, 1996).


Cebolinha bola um plano infalível contra a Mônica, quando é interrompido pelo choro da sua irmã Mariazinha e manda fechar berreiro porque senão não consegue terminar o plano. Pergunta se ela está com fome e quer mamadeira, ela afirma e Cebolinha vai buscar. Quando volta, vê Mariazinha rasgando todo o seu plano infalível.

Cebolinha tira o papel da mão da Mariazinha, que começa a chorar alto. Cascão aparece e pergunta o que está acontecendo. Cebolinha responde que são cenas de um inferno caseiro e que a irmã rasgou o plano contra a Mônica e Cascão acha que ela é uma boa menina e diz que veio para chamá-lo pra jogar bola. Cebolinha fala que não pode porque está tomando conta da irmã. Cascão diz que vai chamar o Xaveco. Cebolinha fica irritado e Cascão fala para não ligar, um dia ela cresce. Cebolinha diz que isso vai levar alguns anos, aí tem uma ideia e leva a irmã para passear com ele.

Cebolinha pede para o Franjinha inventar uma fórmula para Mariazinha crescer alguns anos, até no tamanho dele. Franjinha diz que não vai inventar porque já tem uma fórmula assim prontinha. Mariazinha toma na mamadeira e, no caminho para casa, ela cresce. Mariazinha reclama que a fez crescer e perder uma porção de anos da vida dela e Cebolinha diz que anos chatos e tira a chupeta dela. Mariazinha acha um alívio, Cebolinha pergunta se é um irmão legal e ela diz que legal vai ser comprar roupas decentes para ela porque uma garota de quase sete anos não pode ficar de fraldas.

Cebolinha compra na loja roupa para Mariazinha, que acha que ficou bonita e ele diz que ficou duro. Eles vão para casa, Cebolinha avisa que vai terminar de criar seu plano contra a Mônica e depois jogar bola e a irmã que faça o que quiser, está bem crescidinha para ficarem tomando conta dela. Mariazinha vai junto com seus brinquedos, para o berço, não agrada e reclama que agora que está grande, não tem mais o que fazer na casa. Cebolinha diz para brincar com a girafinha, Mariazinha fala que não interessa mais e Cebolinha manda brincar na rua fazer novos amigos.

Mariazinha vai para rua com a girafinha e encontra a Mônica que estranha a Mariazinha conhecê-la. Ela diz que é irmã do Cebolinha e Mônica diz que pensava que ele só tinha aquela irmã pequenininha. Mariazinha tenta dizer que é ela, quando chega a Magali e pergunta quem é a menina. Mônica diz que é outra irmã do Cebolinha, ela diz que se chama Maria e Magali acha que outra Maria é falta de imaginação.

As três brincam juntas e Mariazinha comenta que elas são legais e que o Cebolinha nunca gostou de brincar com ela, prefere ficar bolando planos contra a Mônica, lembra disso e sai para resolver, não pode deixar Cebolinha aprontar com amiga dela e vai onde ele está jogando bola. Depois do jogo empatado, Cebolinha quer que Cascão participe do seu novo plano fresquinho contra a Mônica. 

Mariazinha aparece para tentar impedir e Cascão se interessa por ela. Cebolinha diz que ela é a sua irmã que tomou fórmula do Franjinha e cresceu e Cascão diz que quem diria que a irmã iria ficar uma garotona tão bonita. Cebolinha pergunta se Cascão vai participar do plano e ele nem dá atenção ao cunhadinho.

Mariazinha manda Cebolinha parar de bolar planos contra a Mônica, ele diz que bola se quiser. Mariazinha diz que Mônica é amiga dela, Cebolinha quer saber como a bebezinha que mal saiu das fraldas vai impedir e ela dá uma girafada na cabeça dele, dizendo que agora vai ser assim, e vai ficar vigiando e cada vez que perceber que está bolando um plano infalível, leva girafada e vai embora, com Cascão dizendo que passa mais tarde na casa dela para comer um lanche ou papinha.

Cebolinha diz que criou um monstro, fez irmã crescer antes do tempo só pra se livrar de cuidar dela e agora tem uma irmã espiã da Mônica e forçuda e tudo e vai falar com o Franjinha. Depois, Mariazinha está brincando com Mônica e Magali e  o Cebolinha chama a irmã escondido na moita e mostra o antídoto que vai fazer ela voltar a ser bebê de novo. Mariazinha não quer, está muito bem daquele tamanho, pode se defender e tem com quem brincar.

Cebolinha tem um plano, diz para Mariazinha que a mãe chegou e está a procurando. Mariazinha se despede das meninas, ouve Dona Cebola chamando pela filhinha, Mariazinha diz que é ela e Dona Cebola diz que não é filha dela, que é só um bebezinho, cabe no colo dela e gosta de ouvir canções de ninar, de chocalho e das papinhas que lhe dá. Mariazinha se sensibiliza, diz que quer voltar a ser bebê, Dona Cebola a chama de menina maluca e fecha a janela. Aí descobrimos que Dona Cebola era o Cebolinha disfarçado de mãe.

Mariazinha chora, Cebolinha aparece na porta, dizendo que ouviu tudo e pergunta se ela quer tomar o antídoto. Mariazinha quer tomar, dizendo que tem muito tempo pra crescer e quer curtir bem a fase de bebê. Ela toma, volta a ser bebê, bem a tempo antes de Mônica e Magali aparecerem e dizem que vieram chamar a outra irmã e Cebolinha acha que estão malucas, ele só tem a Mariazinha de irmã.

Dona Cebola volta da rua e estranha Mariazinha com vestido tão enorme e pergunta quem colocou. Cascão aparece com flores perguntando onde está a irmã e Cebolinha mostra trocando fralda. Cascão fala que não podia ter feito isso sem avisar antes, mas tudo bem, vai esperar mais alguns anos e se despede do cunhado.

Dona Cebola diz que vai fazer a janta e pede para o filho olhar a Mariazinha. Cebolinha fala que agora não importa mais fazer isso e até acha muito bom, só assim pode voltar a bolar seus planos contra a Mônica sossegado. Mariazinha pede para pegar bola para ela, Cebolinha vai e quando volta, vê que Mariazinha rasgou o plano dele contra a Mônica e Mariazinha comenta que agora que rasga mesmo.

História legal em que o Cebolinha faz a sua irmã Mariazinha crescer com a fórmula do Franjinha para não precisar tomar conta dela e não rasgar seus planos infalíveis contra a Mônica, só que não contava que a irmã com idade dele se tornaria amiga da Mônica e passou a ser geniosa e bater nele toda vez que fosse bolar planos contra a Mônica. Cebolinha providencia o antídoto para Mariazinha voltar ao normal, mas ela não quer voltar a ser bebê e precisa recorrer a plano de ele se disfarçar da própria para mãe para convencer a Mariazinha voltar a ser bebê e consegue.

Cebolinha foi bancar esperto para não tomar conta da irmã e se deu mal, se arrependeu depois que a irmã virou espiã da Mônica e por ter apanhado da Mariazinha com a girafada, não ia suportar apanhar de duas meninas. Foi hilário Cebolinha disfarçado de Dona Cebola, disfarce deu certo, causou comoção na Mariazinha para ela voltar a ser bebê, só que ela continuou a rasgar seus planos contra a Mônica, sendo que antes ela rasgava porque era papel qualquer, agora rasga de propósito já que sabe que são planos contra a Mônica.

Mariazinha nem associou a falsa mãe com o irmão, podia ter percebido pela altura na janela, pelo jeito de falar, seios maiores, e ele aparecer em seguida com o antídoto. Cebolinha também teve cuidado de não falar palavras com "R" que aí denunciaria que seria ele, e, assim, falava pausadamente, com as reticências, tipo pensando o que podia falar para não pronunciar palavras erradas. Teve sorte que a Dona Cebola não descobriu da transformação da Mariazinha, com certeza que ia te ruma reação bem diferente que a versão dela do Cebolinha e ia brigar muito com o filho.

Cebolinha nem pensou na irmã nas consequências de fazer perder os anos da transição de bebê e início da infância. Ela não sabia o que fazer, foi engraçado ela com 6 anos no berço, brincando com chocalho e tentando brincar com os brinquedos de bebê. A Mariazinha ficou bem parecida com a Magali e interessante depois de ter tomado a fórmula o vestido, sapato e chupeta cresceram juntos também com ela, mostrando que a fórmula fazia crescer também toda a vestimenta que estava usando.

Foi legal a amizade da Mariazinha com a Mônica e Magali, que pensaram que era outra irmã do Cebolinha, não associaram que era a mesma bebê. Pena que quando a Mariazinha crescer de verdade e ter 6 anos, não vai poder brincar com as meninas como brincaram já que Mônica e Magali terão 4 anos a mais que ela. Muito bom também Cascão com interesse em namorar a Mariazinha e ainda chamar Cebolinha de cunhadinho, mesmo ele namorando Cascuda. Cascão soube que a mesma irmã do Cebolinha e prometeu que vai procurá-la quando ela ter 6 anos. Terá mais idade que ela, mas daria pra namorar se ela quiser.

Foi engraçado Cascão achar Mariazinha uma boa menina por rasgar o plano infalível, Franjinha não querer inventar fórmula de crescer porque já havia inventado, Mariazinha com 6 anos falar "Monca", "Ca-cão", Cebolinha ser obrigado a gastar grana com roupa nova para irmã, Cascão com tara pela Mariazinha, oferecer até flores e chamar Cebolinha de cunhadinho, Mariazinha bater no Cebolinha e dizer "escreveu não leu, toma girafada!" e ele como Dona Cebola mexendo no sentimentalismo da Mariazinha e ainda chamar de "menina maluca".

Personagens que cresciam, diminuíam, ficavam adultos ou bebês, sempre era justificado por causa de invenção de Franjinha ou  algum cientista maluco ou por causa de magia de bruxa ou fada. Curioso também que a Mariazinha falando externamente tinha falas de bebê e quando pensava, a fala era normal e que Mônica, Magali e Mariazinha juntas representou as 3 primeiras filhas do Mauricio de Sousa Mônica Sousa, Magali Spada e Mariângela. A estatura da Mariazinha na história ficou do tamanho do Cebolinha como quando a segurava no colo, depois de crescida, ela ficou maior que o irmão mais velho.

Foi história póstuma escrita pela Rosana, lançada depois que ela morreu. Com muito bom humor, mostrou lição de não querer crescer antes do tempo, curtir a fase de criança no seu tempo, fazer coisas de criança, condizente com a faixa etária, sem pressa para virar adulto. Incorreta atualmente por Cebolinha não gostar de tomar conta da Mariazinha, achar que é inferno ter que cuidar da irmã e transformá-la de criança de 6 anos sem  medir consequências para ela, só visando seu benefício próprio, mãe que criança sozinha tomar conta da bebê, Mariazinha nua quando trocava de fralda, Cascão querer namorar a Mariazinha, além palavras e expressões populares de duplo sentido proibidas como "inferno", "estou duro", "tiro saiu pela culatra", "seu bandido", "gozado".

Traços ficaram bons, do estilo com língua ocupando espaço maior na boca, típicos de histórias entre 1993 a 1996, dando mais humor. As cores tiveram mudanças a partir de fevereiro de 1996, passando a ficar escuras demais, sobretudo o marrom com tudo do mesmo tom, como pode reparar o Jeremias com tom de pele mais escura. Não gostava de cores assim. E o degradê, presente desde agosto de 1995, não aparece mais em todos os quadros, só em alguns pontuais. As capas dos gibis também passaram a ter tonalidades mais escuras desde então.  Teve erro de nariz da Mariazinha mudando formato ao longo dos quadros e a cor da camisa do Cebolinha aparece verde quando tira as bolas do disfarce da Dona Cebola. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Bidu: HQ "Juro que vou me vingar"

Compartilho uma história em que o Bidu paquera uma cachorrinha na frente do namorado dela e deseja se vingar do cachorrão para que se afaste dela e Bidu poder conquistá-la. Com 5 páginas, foi publicada em 'Cascão Nº 48' (Ed. Abril, 1984).

Capa de 'Cascão Nº 48' (Ed. Abril, 1984)

Escrita por Robson Lacerda, Bidu assobia por uma cachorrinha que viu saindo pelo muro, interessado por ela, e estava acompanhada do namorado e percebe que deu mancada. O Cachorrão quer saber que negócio é esse de mexer com a namorada dele, Bidu disfarça, fingindo que é gay e dizendo nem pensar e o cachorrão bate nele.

Bidu diz que isso não vai ficar assim, o Cachorrão pode ser forte, mas ele é mais inteligente. Assim, executa seu plano de chamar atenção do homem da carrocinha para levar o Cachorrão, mas o homem acaba levando o Bidu, que dá uma surra nele e consegue escapar. Em seguida, Bidu resolve darum presente para o Cachorrão pra provar que não guarda rancores. O Cachorrão não consegue abrir o pacote, Bidu abre e leva soco da luva de boxe do presente que ele mesmo tinha enviado, voa longe e cai abrindo cratera no chão.

Depois, Bidu abre um bueiro para o Cachorrão cair, mas ele desvia. Bidu desiste e depois vê o casal brigando, a Cachorrinha acusa que o namorado olhou para uma sirigaita, ele diz que nunca faria uma cachorrada dessas e eles terminam o namoro. Como o perigo passou, Bidu resolver dar uma cantada nela para conquistá-la, mas ela bate nele, dizendo que odeia cantadas.

História legal em que Bidu quis se vingar do cachorrão depois que apanhou por ter mexido com a namorada dele. Queria que o Cachorrão saísse de cena para poder paquerar a namorada dele, aí faz plano atrás do outro toda vez que fracassava. Bidu não teve sorte, apanhou demais nessa, inclusive da Cachorrinha que era braba e não gostava de cantadas. Ele pensou que seria sorte o término do namoro para poder namorá-la, não contava que ela era geniosa e bater nele. Assim, adiantou nada as tentativas de vingança ao Cachorrão já que no fim não ficaria com ela de qualquer maneira.

O Cachorrão não estava errado, afinal Bidu mexeu com a namorada dele, mesmo não sabendo que ela tinha namorado, e com as vinganças o Bidu que ficou sendo o vilão com as maldades para poder separar o casal. Cada tentativa de vingança foi divertida, Bidu não teve sorte com o homem da carrocinha, foi ele que quase foi parar lá no lugar do Cachorrão. Com o presente, Bidu foi bem atrapalhado não lembrar que tinha uma luva de boxe na caixa  e não poderia abrir a caixa, mesmo o Cachorrão não conseguindo desatar nó do laço. E é óbvio que o Cachorrão ia desviar do buraco no meio da rua, a não ser que tivesse muito distraído para não ver. 

Foi engraçado Bidu fingir que é gay e com trejeitos com mão e com voz, provavelmente, bater no homem da carrocinha prendendo com a rede, levar o soco da luta de boxe no lugar do Cachorrão e abrir cratera no chão  om formatodele, Cachorrinha se queixar que o namorado olhou para uma sirigaita e ele dizer que nunca faria uma cachorrada dessas e Bidu apanhar dela no final. O roteirista Robson não deu nomes ao casal de cachorros e eles apareceram só nessa história como de costume de personagens secundários criados para aparições únicas.

Foi uma história do Bidu agindo só como cachorrinho e com uma turma de cachorros, uma de suas várias facetas de histórias. Essa lembra desenhos animados que personagens fazem planos fracassados um atrás do outro como os de "Looney Toones", eles costumavam ter inspiração de desenhos animados da época para criar as histórias da MSP. Incorreta atualmente por ter namoro, vingança, Bidu fazer maldades para separar o casal em benefício próprio, surras, Bidu ser levado por homem da carrocinha, além da palavra proibida "Cruzes!"

Traços ficaram bons, típicos de histórias de miolo dos anos 1980. Tiveram erros do homem da carrocinha não ter camisa pintada de verde no quarto quadro da segunda página da história, o Bidu deveria falar ou pensar alguma coisa por estar de boca aberta e ficou omitido o balão no primeiro quadro da terceira página e a Cachorrinha apareceu só com a parte preta dos olhos no penúltimo quadro da terceira página. Foi republicada depois em 'Almanaque do Chico Bento Nº 29' (Ed. Globo, 1995).

Capa de 'Almanaque do Chico Bento Nº 29' (Ed. Globo, 1995)

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Capa da Semana: Cascão Nº 91

Este mês de fevereiro completou 40 anos da última passagem do cometa Halley no planeta Terra e, então, mostro uma  capa em que o Cascão leva um soco tão forte da Mônica depois de pegar o Sansão e vai parar no universo em uma velocidade maior do que o Cometa Halley, que estava chegando na Terra. 

Mesmo sem aparecer, a Mônica formou a piada da capa com um soco que faz a pessoa voar mais veloz que um cometa. Coitado do Cascão que sofreu com a surra e nem viu o cometa Halley ao lado dele já que com os dois olhos roxos nem dava para enxergar alguma coisa, se soubesse não mexia com o coelhinho de pelúcia dela. Para Mônica, bateu no Cascão, mas lado negativo que ficou sem o Sansão. Fica na imaginação dos leitores de como Cascão conseguiu voltar para a Terra depois com o Sansão.

O cometa Halley passou na Terra no dia 9 de fevereiro de 1986. Tinha muita expectativa do povo de ver a passagem do cometa, que passa pelo planeta a cada 75 a 76 anos. Na época só se falava nisso e a MSP não perdeu tempo criando capas especiais nos gibis 'Mônica Nº 190', 'Cebolinha Nº 158', 'Cascão Nº 91' e 'Almanaque do Pelezinho Nº 8', uma história sobre o Cometa Halley publicada em 'Mônica Nº 191', citações ao cometa em outras histórias depois ao longo de 1986 e fora a referência no filme "Os Trapalhões no Rabo do Cometa", que teve parceria com a MSP. A próxima passagem do cometa Halley está prevista em 2061, por isso a expectativa deles era tão grande já que para muitos seria a única vez que o viriam.

Capa dessa semana é de 'Cascão nº 91' (Ed. Abril, Janeiro/ 1986).

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Turma da Mônica: HQ "Cebolobisomem"

Mostro uma história em que a Mônica pensa em que o Lobisomem da Turma do Penadinho era o Cebolinha fantasiado durante o baile de Carnaval do Parque da Mônica.  Com 11 páginas, foi publicada em 'Parque da Mônica Nº 14' (Ed. Globo, 1994).

Capa de 'Parque da Mônica Nº 14' (Ed. Globo ,1994)

Mônica está fantasiada de fadinha para pular Carnaval no Parque da Mônica. Vai atender a porta e se assusta com o Cebolinha fantasiado de Lobisomem. Depois, vão à casa do Cascão, que diz que não vai ao parque porque carnaval é muito sem graça, é um querendo molhar o outro. Mônica diz que no Parque tem nada disso, é só pular e brincar. Então, Cascão busca sua fantasia de porquinho e cebolinha pergunta cadê fantasia.

No caminho, encontram a Magali fantasia de melancia e acham bem original e quando entram no Parque da Mônica, encontram o Chico Bento fantasiado de príncipe. A turma acha legal o Parque todo enfeitado de Carnaval e acham as fantasias do pessoal bacanas. Em seguida, encontram o Pixuquinha, acham que era uma pessoa tão bem fantasiada que parecia um fantasma de verdade e Pixuquinha diz que é mesmo, acabou se sair da "Tumba do Penadinho" e Cebolinha comenta que nem os monstrinhos da "Tumba do Penadinho" resistiram ao Carnaval do Parque.

Enquanto isso, o Lobisomem da Turma do Penadinho resolve sair da Tumba para brincar e ao mesmo tempo, Cebolinha sai para procurar o resto da turma. Lobisomem anda ao lado da Mônica, que pensa que o Cebolinha ainda estava ali e fala que é para esquecer a turma e irem para o "Brinquedão". Lobisomem manda a dentuça largá-lo, Mônica taca a varinha de cordão para bater nele, erra o alvo e Lobisomem vai pegar como um cachorro pega graveto.

Mônica acha que a fantasia está muito quente que está afetando os miolos dele. Em seguida, Lobisomem vê uma criança fantasiada de esqueleto tomando sorvete, Lobisomem pensa que são ossos e vai atrás para devorar e Mônica o segura pelo rabo achando que era coisa feia e que depois paga um sorvete para o Cebolinha. Lobisomem se enfeza e fala que agora vai pegar a Mônica, que pensa que está brincando e diz que o último que chegar é um bobão. Lobisomem persegue a Mônica no "Brinquedão", se desequilibra, é pisoteado por outras crianças e sofre para sair do "Brinquedão".

Mônica pergunta onde Lobisomem quer ir agora, ele responde ao "Carrossel do Horácio", mas logo se corrige que quer ir a lugar nenhum. Cascão pergunta do que estão brincando, Lobisomem acha que era um porquinho de verdade e quer devorá-lo. Cascão não gosta da cara do Cebolinha, Mônica também acha que está estranho e que está pensando em algum plano infalível, tenta tirar a máscara e descobre que era um Lobisomem de verdade.

Cascão tenta fugir, Lobisomem corre atrás, tropeça na Magali melancia e Chico Bento sobe em cima do Lobisomem. Penadinho aparece com Pixuquinha, fala par ao Lobisomem que é uma vergonha e ele diz que a culpa foi da menina, ele só queria se divertir. Penadinho diz que em outubro eles têm a própria Festa do Terrir e Lobisomem gosta. 

Cebolinha volta, a turma ainda fica em dúvida se era ele mesmo, mas ao gritar "Glauu!", passam ter certeza que era ele. Cebolinha não acha graça e Mônica pergunta se ele não vai ao show de carnaval deles. No final, enquanto se apresentam, Penadinho e Lobisomem estão na plateia e acham que essa turma é demais.

Uma boa história em que a turma vai pular Carnaval no Parque da Mônica e como Cebolinha estava fantasiado de lobisomem, Mônica pensou que o Lobisomem da Turma do Penadinho era o Cebolinha e Lobisomem sofreu com ela. Foi só Cebolinha se afastar e coincidentemente Lobisomem aparecer que a Mônica confundiu. De qualquer forma, não dava para ela se enganar, a cor da camisa da fantasia era diferente, a pelugem do Lobisomem era mais escura e ele é mais alto que o Cebolinha, sem dúvida ela precisava de óculos. O Parque era tão bom que os personagens queriam dar voltinha lá na pausa do trabalho. Se Lobisomem soubesse, não sairia da "Tumba do Penadinho", coitado só queria descansar do trabalho, mas não teve sorte.

Foi bom o embate entre eles para capturar o Lobisomem, Chico Bento agiu rapidamente, subindo nele, com a experiência de caçar lobisomens na roça, serviu pra capturá-lo também. No fim, vemos que Turma da Mônica é tão sensacional que nem os monstros da Turma do Penadinho resistiram de dar espiadinha no show de carnaval deles. 

No início da história o Cascão dizer que todos se molhavam um ao outro, se referindo a costume de squeezes d'água que gostavam jogar nos outros durante o Carnaval. Foi engraçado o Cebolinha perguntar cadê fantasia com o Cascão vestido de porquinho, a Magali de melancia que não se sabe como ela não comeu a própria fantasia, se assustarem por não identificarem que o Pixuquinha era fantasma de verdade passeando pelo Parque, o Lobisomem pegar varinha de condão como se fosse graveto, confundir menino fantasiado de esqueleto com ossos que ele gostava de comer e ser pisoteado pelas crianças no "Brinquedão"

Na MSP, tinham vários lobisomens diferentes, o Lobisomem da Turma do Penadinho, o folclore da Turma do Chico Bento, além dos lobos maus de paródias de contos de fadas como Chapeuzinho Vermelho e Os Três porquinhos. Todos se encaixavam bem em suas respectivas histórias. A partir dos anos 2000, o Lobisomem passou a se chamar apenas "Lobi", uma abreviação do seu nome para deixar mais simples  e não deixar tão genérico e confundir com os outros tipos de lobisomens da MSP. Continua sendo chamado "Lobi" até hoje, prefiro ele sendo chamado de Lobisomem mesmo.

Histórias do Parque da Mônica costumavam ter muitos crossovers de personagens, todos se reuniam lá, fora brinquedos terem nome de personagens de vários núcleos e trabalhavam lá que também ajudavam a ter presenças  deles. Normalmente todos os secundários conhecem um ao outro, dessa vez o Lobisomem não conhecia a Turma da Mônica. Como o Parque era localizado dentro do Shopping Eldorado em São Paulo, muitas vezes tinham propaganda do shopping todas as vezes que mostravam a fachada quando estavam prestes a chegar lá como foi no penúltimo quadro da página 5 do gibi.

O Parque da Mônica tinham festas comemorativas para atrair a criançada, aí o Parque recebia decorações e shows temáticos nessas datas durante mês todo. Com isso, em fevereiro de cada ano, em época de Carnaval, tinha baile lá e o Parque todo com decoração carnavalesca e nos meses de outubro, época de Halloween, tinha a "Festa do Terrir" com decoração temática de bruxas e monstros e com show com a Turma do Penadinho. Bom entretenimento para criançada.

Os traços ficaram bons do estilo consagrados dos personagens, personagens ficaram bem fantasiados, Mônica bonita de fadinha e com destaque de fantasias do Cascão e da Magali personalizadas de porquinho e melancia, respectivamente, com características de personalidades deles. Não considero que tenha um roteiro incorreto hoje em dia, apesar que podem implicar de ser história de Carnaval que não gostam, e tem elementos que podiam mudar como Cascão com fantasia de porquinho, menino fantasiado de diabinho, Mônica segurar Lobisomem pelo rabo e ele ser pisoteado pelas crianças no "Brinquedão".

domingo, 15 de fevereiro de 2026

HQ "Olha a cabeleira do Cascão!"

Mostro uma história em que o Cascão se fantasia de menina para ganhar o concurso de melhor fantasia do baile de Carnaval, só que se envolve em confusão. Com 4 páginas, foi história de miolo de 'Cascão Nº 3' (Ed. Globo, 1987).

Capa de 'Cascão Nº 3' (Ed. Globo, 1987)

Cascão se fantasia de menina para o baile de Carnaval com a intenção de ganhar prêmio de melhor fantasia. Está tão perfeito que nem a mãe o reconhece, se perguntando quem era a menina que estava na casa. Na rua, Cascão recebe um "Fiu-fiu!" de um menino e acha graça e depois o Pedrão diz que já tem companhia para pular o Carnaval do clube. Cascão fala que já tem companhia e Pedrão diz que ninguém recusa convite dele.

Cascão fala que é muito macho, tenta tirar a peruca e não sai e Pedrão gosta que a menina é brabinha e leva Cascão para o baile à força. Eles dançam, Cascão pensa que tem sorte que ninguém está o reconhecendo, um menino aperta a bunda do Cascão, que faz queixa com o Pedrão e parte para a briga com o menino. Cascão aproveita, corre para o banheiro tirar a fantasia e depois Pedrão fica procurando a menina no baile. Cascão fica com pena que não vai mais ganhar prêmio de melhor fantasia, só que,para sua surpresa, ganha o concurso porque pensam que ele estava fantasiado de poluição.

História muito engraçada, Cascão só queria ganhar prêmio de melhor fantasia de menina, mas não contava do Pedrão forçá-lo a ser companhia dele do baile de Carnaval e passa sufoco de até ser assediado por outro menino. Foi se fantasiar de menina e quase se deu mal. Mesmo assim ainda ganhou o prêmio por conta do jurado não conhecê-lo e achar que estava fantasiado de poluição. Se o Pedrão não tivesse forçado o Cascão para ir à festa, ele iria continuar fantasiado de menina e não seria garantido que ganharia o concurso de fantasia, então há males que vem para o bem. Agora, se o Pedrão tivesse descoberto que estava paquerando um menino, era Cascão que ia apanhar feio. Interessante que nem desconfiou quando Cascão disse que era macho e com sua voz normal, provavelmente. 

Muito engraçado Cascão dizer que está "perfeita", fazer trejeitos de menina com as mãos e mudar até voz, não ser reconhecido nem pela mãe, ser paquerado por outros meninos antes da festa e levar apertão na bunda, a música "mamãe eu quero mamar" bem quando entravam no baile e o jurado achar que ele estava fantasiado de poluição depois que tirou a fantasia de menina. Mônica e Cebolinha não estavam fantasiados, mas também podem ser desconhecidos fantasiados de personagens, ou então, quem sabe, Cebolinha está fantasiado de Monica, e a Mônica, de Cebolinha. Já o Pedrão só apareceu nesta história, como de costume de personagens secundários criados para aparição única. O título com paródia da marchinha "Cabeleira do Zezé, será que ele é" ficou o mistério inicial se Cascão vestiu de menina porque era gay, mas logo descobrimos que foi fantasia de Carnaval. 

Além de divertir os leitores, história serviu como crítica, mostrando assédio que mulheres sofrem em bailes de Carnaval ou blocos de rua, com pegadas à força, apalpadas maliciosas na bunda, pernas ou outra parte do corpo sem autorização, muitas vezes até por homens mais velhos. Ficou retrato do que mulheres assediadas passam na vida real e Cascão sentiu o que elas passam. 

Completamente impublicável hoje em dia por conta de crianças paquerando, assediando, levar à força para a festa, menino negro como machista, Cascão vestido de menina, os meninos brigando no baile e com olhos roxos e ideia de Cascão ser sujo e representar poluição como serem coisas boas, o Pedrão desenhado com lábios como círculo rosa na boca desse jeito, o título da história com insinuação de crítica ao Cascão de se vestir de menina que será que ele é gay. Já vi gente comentando que essa história é horrorosa, criticando que assédio considerado como coisa normal e com tom de comédia em gibi infantil, aí para agradar esse povo do politicamente correto não fazem mais histórias assim.

Traços ficaram excelentes com personagens no estilo consagrado nos desenhos. Cores foram mais fortes características dos primeiros números da Globo com personagens com peles mais rosadas e o fundo azul ficava em tom de aquarela. O título bem criativo, automaticamente a gente lê cantando e continuando com "será que ele é". Sem dúvida a intenção era essa, já que colocaram símbolos de notas musicais representando letra de música.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Chico Bento: HQ "Chico vê o Carnaval"

Mostro uma história em que o Chico Bento foi conhecer como era o Carnaval da cidade grande e viu que não era bem como ele imaginava. Com 3 páginas, foi história de encerramento de 'Chico Bento Nº 65' (Ed. Abril, 1985).

Capa de 'Chico Bento Nº 65' (Ed. Abril, 1985)

Chico está animado que finalmente  vai conhecer o Carnaval da cidade, o primo falava tanto quando ia na casa dele na roça e a mãe fez a fantasia de palhaço. Assim, Chico e Zeca vão ao baile, estranha o pessoal fantasiado chegando e depois de entrar, não consegue visualizar nada no meio da multidão, muito menos o palco com os cantores. Termina o baile bem tarde da noite, Zeca e o pai estão exaustos, Zeca dorme no carro e Chico fica só olhando. No outro dia, Chico volta para a roça e conta para a mãe que o que viu no Carnaval da cidade foi só um monte de bundas e pernas.

História legal, bem curtinha e com grande conteúdo, como o Chico é criança e baixinho, só conseguia ver até a altura da cintura das pessoas no baile de Carnaval, aí com o campo de visão limitado só via bundas e pernas e achou nada agradável, tudo sem graça e ficou sem entender como o povo da cidade gostava daquilo. Aí, acostumado com o Carnaval da roça ser mais tranquilo, com blocos de rua que podia circular e sem tanto movimento, estranhou muito o Carnaval da cidade.

Mostra que por ser criança, Chico era inocente e não tinha maldade de tantas bundas de mulheres na frente dele, apenas não curtiu de só ver aquilo, sem nem ver o palco principal com os cantores. Já o Zeca, já acostumado, curtiu tudo bem animado e até ficando exausto depois, agora se ele fosse para curtir o carnaval da roça não ia gostar. Sempre tinham esses contrastes de cidade e roça nas histórias com  o primo, independente quem estava na roça ou na cidade. Eram legais e ainda mostravam muitas críticas.

O pai do Zeca, Seu Rodrigo, bem que poderia ter levados os dois em um baile infantil, aí não aconteceria isso e o Chico poderia gostar, vai ver que ele também queria curtir o carnaval e levou filho e sobrinho em um baile convencional e ainda foi irresponsável de largar as duas crianças sozinhas na multidão. Normalmente em histórias de carnaval eram mostradas as crianças em bailes infantis do tipo matinês, nessa que colocou em um baile normal para poder desenvolver a história. Também era raro crianças em blocos de rua ou em desfiles de samba e quando teve, foram nos anos 1970 e 1980.

Engraçadas também algumas fantasias das pessoas no baile no último quadro da segunda página como o cara de máscara do Batman e com roupa do Super-Homem e duas bolas debaixo da mulher que  faz imaginar se eram duas cabeças, ou seios dela, ou bundas de alguém virado por baixo.  Impublicável atualmente por duas crianças em um baile de adultos e largadas sozinhas na multidão no carnaval, crianças saíram em baile de carnaval altas horas da noite, Chico com autonomia de viajar sozinho em um ônibus da cidade para roça, bundas de mulheres seminuas bem explícitas e com bastante sensualidade com destaque no último quadro, definitivamente anos 1980 não era para amadores. E fora de não gostarem de histórias de Carnaval em gibis atuais, no máximo citarem que são festas à fantasia e só com crianças.

Traços bons de estilo de histórias de miolo dos anos 1980. Cgico ficou bem fantasiado de palhacinho. Erro foi a roupa do pai do Zeca mudar de cor em cada quadro que aparecia, ora azul, cinza, marrom, verde. Essa história foi republicada depois em 'Coleção Um Tema Só Nº 13 - Mônica Carnaval' (Ed. Globo, 1996) cuja edição, inclusive, completou 30 anos neste ano, só com histórias carnavalescas clássicas entre 1971 a 1987.

Capa de 'Coleção Um Tema Só Nº 13 - Mônica Carnaval' (Ed. Globo, 1996)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Magali: HQ "O anel de Cleópatra"

Em fevereiro de 1996, há exatos 30 anos, era publicada a história "O anel de Cleópatra" em que a Magali pensa que é a Rainha do Egito depois de usar um anel mágico roubado do Museu Egípcio. Com 14 páginas, foi publicada em 'Magali Nº 175' (Ed. Globo, 1996).

Capa de 'Magali Nº 175' (Ed. Globo, 1996)

O bandido Picaretes vem para ficar no Brasil até que se esqueçam do roubo que cometeu do anel de Cleópatra no Museu Egípcio e passado o escândalo, pretende voltar ao Egito para ter todos os tesouros a que o anel pode levá-lo. Na esquina, ele é assaltado por um outro ladrão que rouba a mala onde estava o anel. Picaretes tenta chamar a polícia, mas desiste porque vão saber do anel e pretende esperar, logo saberá onde está o anel porque conhece os poderes que tem.

No dia seguinte, o ladrão que roubou o anel de Cleópatra está vendendo coisas como camelô dizendo que são artigos importados. Magali aparece e diz que se interessa só se for coisa de comer. O ladrão diz que não tem de comer, mas tem coisas úteis. Magali se interessa pelo anel, ele diz que é cinco reais porque é artigo importado. Magali quer saber como vai saber que é importado, o ladrão responde que só assalta turistas que desembarcam no aeroporto internacional, mas logo corrige que é piadinha e que para ela o anel fica por 3 reais.

Magali fica com o anel, esperando não se arrepender porque com aquele dinheiro podia comprar 5 sorvetes. Ela coloca o anel no dedo, sente uma coisa estranha e, ao se ver no espelho, pensa que é a Cleópatra, perguntando onde estão as areias do deserto e todos seus servos.

Com o jeito de andar da Magali, Cebolinha pergunta para ela se deu mau jeito nas costas. Magali como Cleópatra, pergunta como um servo dela se atreve a se dirigir a ela daquele jeito e que é a grande rainha. Cebolinha diz que é outra querendo mandar neles. Cascão aparece perguntando se Magali deu mau jeito nas costas e Cebolinha diz que deu mau jeito no cérebro, acha que é a rainha do pedaço e Cascão fala que a Mônica não vai gostar.

Magali pergunta quem é Mônica, meninos falam que é a melhor amiga dela e a dona da rua. Magali diz que não tem amigas, só escravos, e ninguém pode ser dona de nada, estes são domínios dela. Mônica aparece perguntando se Magali deu mau jeito nas costas, meninos respondem que ela pensa que é dona da rua e outras coisinhas mais. Magali diz que é a Cleópatra, Rainha do Egito, e eles acham que Magali pirou.

Magali vê o Quinzinho e o enxerga como Marco Antônio, o seu amor, e diz que está tendo problema com os escravos. Quinzinho entende nada e nem a turma, então Magali pede para trazer uma jarra d'água e quatro copos. A turma traz, Magali coloca escondido pozinhos mágicos em cada copo com água para eles se lembrarem quem são. Quando tomam a água, primeiro não se lembram quem eles são e logo depois, Quinzinho lembra que é o Marco Antônio e a turma, escravos.

Magali quer que os escravos construam pirâmide porque ela e Marco Antônio estão desambientados e Quinzinho queria que fosse um circo romano. Enquanto constroem, Magali come pãozinho dado pelo Quinzinho e diz que o trabalho progride rapidamente. Cebolinha diz que graças à escrava dentuça e Mônica bate nele. A pirâmide fica pronta, Magali diz que não gostou e terão que fazer outra, um projeto mais agradável unindo o útil ao agradável.

No hotel não muito longe dali, o bandido Picaretes assiste pela televisão que surgiu da noite para o dia uma pirâmide no Bairro do Limoeiro. Picaretes diz que é a pista que queria e vai lá de táxi, dizendo que quem usa o anel dá o poder da memória de Cleópatra, revelando todos os segredos da rainha, inclusive onde ela escondeu todos os tesouros.

Enquanto isso, Magali está feliz com a construção da pirâmide de comida, Cascão lamenta que essa vai durar nadinha. Picaretes chega depois da Magali comer a pirâmide e manda Magali lhe entregar o anel. Ela não entrega, falando que é herança de família e mágico. Então, o Picaretes resolve sequestrá-la já que como pensa que é Cleópatra, a memória vai ajudá-lo a ficar rico no Egito. Quinzinho manda os escravos impedirem e falam que estão muito cansados para isso e pedem demissão.

No caminho, Picaretes encontra com a descendente de Cleóprata, que estava junto com agentes internacionais para prendê-lo e ela fala que descobriu porque ele deixou cair panfleto no museu e ao chegarem ao Brasil souberam da construção da pirâmide e ligaram uma coisa a outra. A descendente fica aliviada que os tesouros de seus antepassados estão preservados e tira o anel da Magali, que passa a deixar de pensar que é Cleópatra e a descendente dá dinheiro para ela para comprar sorvetes.

Magali vai falar com a turma que uma moça bonita lhe deu dinheiro e a turma volta ao normal, sonolentos, achando que acordaram de um sonho e cheios de dores com o trabalho que tiveram no sonho. Magali acha bom que o dinheiro que ela tinha, gastou com o anel, nota que não estava mais com ele e a turma acha que ela sonhou também. No final, vão todos à sorveteria, Magali pede sorvete caprichado, a turma acha exagero e parece Rainha do Egito e Magali forma uma pirâmide de sorvete antes de tomar, achando que agora está mais bonito.

História legal em que um bandido egípcio rouba o legítimo anel de Cleópatra de um museu do Egito, vem par ao Brasil até o caso abafar e é roubado por outro bandido para revender como camelô os artigos importados que rouba dos turistas em frente ao Aeroporto Internacional. Magali compra o anel do camelô e passa a pensar que é Cleópatra, que Quinzinho é seu amor Marco Antônio e que a turma são escravos, fazendo construir uma pirâmide no Bairro do Limoeiro, chamando atenção do Picaretes, que vai lá para sequestrar a Magali e revelar todos os segredos de Cleóprata. É impedido pela descente de Cleópatra, que aparece junto com agentes internacionais e prendem Picaretes. No final ,ela leva o anel, Magali e a turma voltam ao normal e na sorveteria a Magali ainda vestígios de Cleóprata, deixando sorvete em forma de pirâmide.

Picaretes não imaginava que ia ser roubado assim que chegasse ao Brasil senão ficaria mais atento, mas foi o gancho para o anel parar nas mãos da Magali e pensar que é Cleópatra. Por sua vez, Magali também nem imaginava que aquele anel era mágico e deu efeito instantâneo assim que colocou no dedo. Por Quinzinho ser namorado dela, logo imaginou que ele era Marco Antônio enquanto a turma sofreu como escravos para construir uma pirâmide de concreto e uma só de comida pra ela devorar tudo em minutos, incrível absurdo de como conseguiram tijolos e tanta comida para formar as pirâmides e em tão pouco tempo. Magali e a turma tiveram sorte da descendente de Cleópatra impedir a fuga do Picaretes, fazendo tudo ficar bem no final, só o bandido camelô que se deu bem, continuou vendendo produtos roubados na rua e continuando a roubar turistas no aeroporto.

Eles não se transformaram de fato em Cleópatra, Marco Antônio e escravos, apenas pensavam que eram com o efeito do poder do anel mágico. Assim, não estavam com as roupas egípcias, só se imaginavam que estavam, por isso oscilações de ora estarem com as roupas egípcias e outras vezes normais. Quando estavam com roupas egípcias era quando estavam sozinhos interagindo entre si para mostrar como eles se imaginavam estar e quando com roupas normais é quando tinha alguém com eles como estavam sendo vistos por quem estava de fora, ficou legal assim. Mesmo se imaginando egípcios, não perderam essência de suas características. Magali continuou gulosa, Mônica com grande força, Cebolinha provocando Mônica, Cascão sujo e fedorento, gostei disso também. Interação do Quinzinho com eles sem ser só na padaria sempre era bom quando tinha.

Foi engraçado Picaretes ser assaltado por outro bandido e vacilar chamando polícia, o camelô falar que só assalta quem desembarca no Aeroporto Internacional, a turma perguntando se Magali deu mau jeito nas costas quando andava como egípcia, e depois Cebolinha dizer que ela deu mau jeito no cérebro quando pensava que era Cleópatra, Cascão beber água de canudinho e bem longe do copo, Cebolinha não saber o que é pirâmide, Cascão dizer que ser escravo é dureza e Cebolinha dizer que principalmente com ele na frente por causa do mau cheiro, galo na cabeça do Cebolinha em forma de pirâmide após a surra, Magali comer a pirâmide de comida em 10 minutos, a turma não ir atrás da Magali sequestrada  porque pediram demissão de serem escravos, como se escravos tinham direito à demissão.

Foi história póstuma de Rosana, lançada depois que a roteirista morreu. Mostrou até realidade do Brasil, com assaltos, de turista que mal chegou ao Brasil e já foi roubado, vendas de camelôs de contrabando e roubos, e que na época 5 reais era muita coisa, pode achar que um anel por esse preço é barato hoje, mas valia bastante na época. E ainda ajudou leitores a despertar interesse de saber e pesquisar sobre Cleópatra e História do Egito Antigo. Teve erro de Magali contar de boca fechada no primeiro quadro da página 8 do gibi. 

Incorreta atualmente por ter bandidos, assaltos, crianças trabalhando como escravos, gula exagerada da Magali capaz de comer um pirâmide de comida sozinha em 10 minutos, absurdos de força da Mônica de carregar vários tijolos tranquilamente, calcinha da Magali à mostra, principalmente do jeito de costas como no 5º quadro da penúltima página e 3º quadro da última página, Mônica sem um "top" no peito enquanto estava como escrava, e podem implicar com a TV de tubo para colocar uma LED no lugar.

Traços ficaram bonitos da fase consagradas das personagens. Foi legal um anel no título, eles tinham criatividade até na arte dos títulos das histórias. Já a colorização passou a ter diferenças nos gibis a partir de fevereiro de 1996, cores em tons mais escuros, marrom bem escuro quase preto e usado para tudo e sem variações de tons dando diferença na cor do cabelo do Quinzinho nessa história, por exemplo, e ficando pior em personagens com pele marrom como Papa-Capim e Raposão parecendo negros. Não gostava de cores escuras desse jeito, pareciam que estavam de luto. Cores assim ficaram até em junho de 1996. Outra mudança os fundos em degradê, que estavam desde agosto de 1995, agora não estão mais em todos os quadros, só em alguns bem pontuais em ambientes externos. Lembrando que degradês pontuais continuaram até no final da Editora Globo em 2006. E as capas do gibis também passaram a ficar diferentes com cores com tonalidades mais fortes e vivas, e adotando também o marrom escuro para tudo, bem estranhas. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.