Mostro uma história em que o Anjinho fica entalado em uma chaminé na fábrica deixando o dono muito irritado. Com 7 páginas, foi publicada em 'Mônica Nº 165' (Ed. Abril, 1984).
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| Capa de 'Mônica Nº 165' (Ed. Abril, 1984) |
Anjinho voa no céu quando é atropelado por um avião e com a queda fica preso em uma chaminé de uma fábrica. Tenta voar para sair de lá, mas não consegue e fica cansado. Na fábrica, o Chefe está trabalhando fumando charuto e comenta consigo que está soltando muita fumaça e esfumaçou toda a sala. Ele apaga o charuto e ainda assim a sala fica cada vez mais esfumaçada.
Um funcionário entra, avisando que tem alguma coisa entupindo a chaminé da fábrica, por isso a fumaça toda está entrado lá. No lado de fora, o Chefe quer saber por que eles não desentopem logo a chaminé e o funcionário pede desculpa, é porque nunca desentupiu anjo.
O Chefe sobe até a chaminé, Anjinho diz que ele foi lá soltá-lo, só que não adianta, está entalado e até está gostando porque ali era uma área muito poluída, tinha que passar ali tapando nariz e agora que ele está entalado, já dá pra ver o Sol, apareceram pássaros cantando e borboletas, muito melhor que aquela nuvem mal cheirosa.
O Chefe reclama que a fábrica e a chaminé são dele e manda sair porque está atrapalhando a produção da fábrica. Anjinho pergunta se não dá para produzir sem poluir o céu e o ar. O Chefe grita que agora ele quer ensiná-lo a conduzir seus negócios, um filtro de chaminé custa muito caro e ainda tem muito ar por aí, não seria a fumacinha dele que vai fazer diferença.
Anjinho comenta se todo mundo pensasse assim, a essa hora já teriam que usar máscaras de oxigênio. O Chefe acha ótimo porque ele tem uma fábrica de máscara de oxigênio e que ia faturar uma nota e tenta tirar o Anjinho na força. Ele consegue tirar, mas passa a voar quando segura o Anjinho. Ele solta a mão do Anjinho para descer e cai, ficando entalado na chaminé. Os funcionários em baixo correm, mandando todos fugirem.
O Chefe olha para baixo, a chaminé incha que nem um balão e estoura por causa da pressão da fumaça para sair e ele vai parar longe se acidentando. No final, Anjinho está em frente ao hospital que o Chefe está internado, fazendo fumaça com a fogueira, Cascão pergunta se Anjinho está brincando de índio e ele responde que é fumaça para o caso do Chefe recair enquanto ele fica gritando que é para tirar a fumaça, que odeia fumaça e chaminé.
História legal em que Anjinho fica preso em chaminé , que faz a fumaça entrar pra dentro da fabrica, fazendo o dono subir até lá para tirar o Anjinho de lá. Anjinho gosta porque ajudou a despoluir, deixar o ar mais limpo na área, fazendo até Sol, passarinhos e borboletas voltarem a passar ali. O Chefe não quis saber desse papo ecológico, tira Anjinho de lá, só que voa também e cai na chaminé ao se soltar do Anjinho. Com seu peso gordo, a chaminé incha e estoura fazendo ele parar no hospital e, assim, ficou traumatizado com fumaça e chaminé.
O Chefe aprendeu na marra e no sofrimento que não deve poluir meio ambiente com sua fábrica, precisou ficar todo quebrado e internado no hospital para se traumatizar e Anjinho ainda faz fumaça na fogueira ao lado do hospital pra deixar mais traumatizado e não ter risco de mudar de ideia. Se ele tivesse chamado bombeiros para tirar o Anjinho de lá, não precisaria passar por isso, mas era do estilo muquirana, que queria gastar com nada, nem com filtros de chaminé.
Anjinho só se preocupava com o ar da região e deu uma aula ao Chefe que não se deve poluir pensando que o diálogo ia ser o suficiente para se tocar e o Chefe nem ligando e achando bom mundo poluído porque iam comprar as máscaras de oxigênio da fábrica dele. Ainda bem que se deu mal no final.
Foi engraçado o choque do Anjinho com avião de frente, o Chefe achar que era o charuto que estava esfumaçando a sala e depois ficar tudo esfumaçado lá, o funcionário dizer que nunca desentupiu ônibus, ele discutir com o Anjinho, tirá-lo à força, voar e cair e todo quebrado no hospital. Muito bom também o recurso do Sol personalizado, feliz que acabou a poluição no local, sempre caía bem esse recurso. Não mostrou nome do dono da fábrica e ele só apareceu nessa história, como de costume de personagens secundários criados para história única. Nas histórias antigas, os adultos viam o Anjinho, depois predominou de só as crianças da turma o verem.
Ensinou sobre poluição, perigos de chaminés de fábricas, empresários egoístas que só querem saber de lucrar com seus negócios sem se importar com meio ambiente e bem estar das pessoas, tudo de forma divertida sem deixar didático. É assim que a gente aprendia muito mais sobre as coisas do que do jeito de uma cartilha educativa que se encontram os gibis atuais.
História é completamente impublicável hoje por conta de Anjinho ser atropelado, ficar preso em chaminé, homem fumando charuto e ainda em ambiente fechado, mostrar gordofobia por homem estourar chaminé por ser gordo, se acidentar parando em hospital, todo quebrado e enfaixado, Anjinho mexer com fogueira, citação do Cascão de brincar de índio, além de palavras proibidas "Droga!" e "índio". Nada disso tem mais nos gibis atuais.
Traços ficaram bons do estilo consagrado dos personagens, estava começando o estilo de traços assim. Na época o Anjinho não tinha auréola, só foi ter em definitivo a partir de 1988, já na Editora Globo. Essa história foi republicada depois em 'Almanaque da Mônica Nº 22' (Ed. Globo, 1991).
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| Capa de 'Almanaque da Mônica Nº 22' (Ed. Globo, 1991) |

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