quarta-feira, 13 de maio de 2015

Mônica 35 Anos


A edição especial "Mônica 35 Anos" foi lançada em 1998 para comemorar os 35 anos de criação da personagem. Nessa postagem faço uma resenha de como foi  essa edição.

A minha intenção era falar desse especial antes da "Mônica 40 anos", mas é que não tinha esse exemplar até então. Apesar de não ser muito difícil de encontrar em sites de venda na internet, mas o estado de conservação e o preço que cobravam não valia a pena comprar. Depois de tanto tempo procurando, consegui comprar no Mercado Livre, em ótimo estado e custando R$ 20,00 e mais R$ 5,00 de frete, o que achei bem justo.

O livro tem 112 páginas no total, formato 21 X 27,5 cm, com papel de capa e de miolo em papel couche, sendo que o da capa é mais grosso, custando R$ 8,90 na época. Não foi muito caro na época, pois, para ter uma noção de preço hoje em dia, foi praticamente um pouco a mais que o 'Almanacão de Férias', que custava R$ 7,00 em 1998. Junto com esse livro na época, veio de brinde um CD com músicas clássicas de temas dos personagens que tinha no clássico LP da Turma da Mônica de 1987. (o exemplar que adquiri na internet foi sem CD).

Diferente da "Mônica 30 Anos", todas as histórias são inéditas. Até mesmo para diferenciar um pouco daquela edição. O ponto alto é que tiveram 12 páginas destinadas a seções e curiosidades. Já um lado negativo é que colocaram no miolo muitas propagandas comuns que circulavam nos gibis da época. Foram 18 páginas de propagandas internas, algumas no meio das histórias.

Frontispício da edição

Abre com um frontispício com a Mônica segurando estatueta de ouro e apresentando a edição. Em seguida, vem uma entrevista com o Mauricio de Sousa, com 5 páginas, Contando, dentre outras coisas, sobre planos e projetos para os personagens nos próximos anos e de politicamente correto. Fala, inclusive, que recebeu abaixo-assinado para a Mônica bater menos nos meninos e por isso precisou mudar a característica dela de ser tão braba.

Uma das páginas com entrevista do Mauricio

Depois mostra a "Ficha do chefe", uma ficha técnica do Mauricio, em 1 página, com seu nome completo, data de nascimento, signo, preferências como filme, etc. Logo depois "Mônica entrevista o Mauricio", com a personagem entrevistando o pai de criação. Na entrevista de 2 páginas, ela faz perguntas como qual personagem que criou primeiro, quem nasceu primeiro na Turma da Mônica, o que fazer para se tornar desenhista de sucesso, quais projetos realizados, outros não, entre outras.  

A seguir vem "Álbum de família" que mostra, em 2 páginas, fotos da família do Mauricio, sua infância e juventude, na época que era repórter policial. E as páginas de seções termina com "Os presentes da turma para a Mônica" em 2 páginas, em que personagens de vários núcleos dão presentes para a Mônica, de acordo com o seu estilo. Por exemplo, o Cebolinha deu esteira para ver se a Mônica emagrece, Piteco deu uma roda de madeira, uma grande invenção da sua época pré-histórica, e por aí vai.

Uma das páginas da seção "Mônica entrevista Mauricio"

As histórias foram 6 no total, contando com a tirinha final, sendo poucas histórias com a Mônica. Se o especial é dela, tinha que ser todas histórias protagonizadas por ela. Além disso, muitas podiam ter saído em gibi convencionais da época, mas que resolveram colocá-las nesse especial.

A de abertura foi a história "Mônica 35 Anos", com 30 páginas no total, em que o Mauricio dorme enquanto prepara a história especial para o livro "Mônica 35 Anos" e a partir daí o seu lápis mágico, Zé Rabisco, cria vida e viaja no tempo junto com a Mônica e o Cebolinha para contar a trajetória do Mauricio desde a sua infância até a atualidade da MSP, desde então.

Dividida em 4 partes ("Mônica 35 Anos", " O início", A Criação" e "Como surgiu a Mônica"), mostra a infância do Mauricio em Mogi das Cruzes desde 1942, o seu interesse por desenhar e pelas histórias em quadrinhos naquela época, quando se tornou repórter policial, a inspiração e criação de seus primeiros personagens, como surgiu a Mônica e principais fatos que aconteceram até os anos 90, inclusive, falando do Parque da Mônica. Ou seja, mostra a história de vida do Mauricio, através de uma biografia em quadrinhos.

Trecho da HQ "Mônica 35 Anos"

Em seguida vem "Admirável mundo novo", com 10 páginas no total, uma história do Cebolinha passada no futuro, no ano de 3030, em que mostra como o Cebolinha XXV apronta com a Mônica do futuro. Essa podia muito bem sair em um gibi convencional do Cebolinha na época, mas preferiram colocar nesse especial.

Na história "Um joguinho muito louco", com 25 páginas e escrita por Emerson Abreu, Cebolinha e Cascão entram em mundo do jogo Quake, enfrentando monstros baseados no game. Dividida em 3 capítulos, foi uma boa homenagem ao jogo. Mais uma que a Mônica praticamente não aparece, só nas 2 últimas páginas, inclusive caracterizada como "Chthônica".

O Emerson até mostrou há algum tempo mais detalhes dessa história no blog dele que pode ser conferido AQUI e AQUI. Do tempo que os traços das histórias dele eram bons, com a única careta com os personagens de língua de fora para dar destaque que falaram algo engraçado e  ainda não tinham enquadramento de 4 quadrinhos por páginas a história toda.

Trecho da HQ "Um joguinho muito louco"

Depois vem a história "As coisas da desenhista", protagonizada pela  Marina, com 15 páginas, em que mostra a Marina desenhando o que seus amigos pedem através de seu lápis mágico, mas o cebolinha rouba o lápis e apronta com eles. Essa história não mereceria mesmo estar em um especial da Mônica como esse. Essa história não é ruim, mas dava perfeitamente em sair em um gibi convencional, ainda mais que a Marina que é a protagonista.

O livro termina com a história "Parque 2023", com 16 páginas, sendo uma nova história dos personagens já adultos no ano 2023 que apareceram em "Mônica 30 Anos", só que dessa vez com eles indo ao Parque da Mônica para levarem os seus filhos para conhecerem e, com isso, mostro como seria o Parque do futuro, que ainda existia em 2023.

Bem interessante essa, mas que também dava para sair em uma 'Revista Parque da Mônica' da época. Nessa história foi interrompida por propagandas 2 vezes, enquanto que nas outras foram só em 1 vez, normalmente na metade ou então com propaganda a cada troca de capítulos.

Trecho da HQ "Parque 2023"

Em 2004, "Mônica 35 Anos" foi reimpressa em uma nova versão como formato mais luxuoso, com papel de miolo off-set e sem as propagandas. Tem um informe "Edição Comemorativa" no topo, em vez de "Edição de Aniversário" e não tem código de barras na capa para diferenciar da versão de 1998. Também não veio CD de brinde nessa reedição. Foi lançada junto com as outras versões também de luxo de "Maurício 30 Anos", "Mônica 30 Anos" e "Mônica 40 Anos" (originais de 1990, 1993 e 2004, respectivamente).

Como podem ver, foi uma edição mais simples em comparação a "Mônica 30 Anos", anteriormente lançada, a começar pelo número de páginas. As histórias inéditas serviram para diferenciar das republicações, pena que a maioria delas não foram comemorativas, podendo sair em qualquer gibi convencional da época e a Mônica não foi protagonista em todas. Com a Mônica tão apagada, inclusive nas seções de entrevistas, ficou parecendo um especial do Mauricio, não da Mônica. Podia ter tido também algumas tirinhas antigas para complementar a parte de seções. Mesmo assim foi uma boa edição e vale a pena ter na coleção, nem que seja só pelo valor histórico.

21 comentários:

  1. Li você citar o almanacao pelo fator do preço... Não gosto do almanacao porque tem muitas paginas de passatempo. Acho inviável. Se fosse como uma revista da Mônica, com apenas umas três ou quatro paginas de passatempo e o resto fosse HQs, seria um titulo realmente incrível. Mas uma pena que não está assim. Até tenho um almanacao que achei por aí, mas se trata do único a vir pra cá.

    Abraços.

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    1. Até q eu gostava dos almanacões antigos. Apesar de sempre ter muitas páginas de passatempos, os antigos tinham mais páginas no total, com mais páginas de hqs do q de passatempos... eram 212 páginas, com 80 de passatmepos e o resto eram hqs. E as hqs eram muito bem selecionadas, muitas clássicas.

      Atualmente, são 160 páginas no total, com 80 de hqs (incluindo propagandas) e 80 de passatempos, aí realmente não compensa. Ao menos, vc tem um na sua coleção.

      Abraços

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    2. Sim. Tenho um que achei, vem velhinho. 80 páginas de passatempos. É pra dar um tiro na cabeça mesmo.

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    3. Rsrs... é q a finalidade é essa de distrair as crianças nas férias com os passatempos. Só achei bobagem terem criado o 'Almanacão Turma da Mônica', pq não sai nas férias, aí sim acho mais caça níquel.

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  2. Este é um dos gibis que mais gosto de ter na coleção da Turma da Mônica. Gosto justamente por trazer a trajetória do Mauricio de Sousa, também acho que poderiam teer incluído histórias comemorativas. Mas, mesmo assim é um gibi legal para guardar e reler. Abraço.

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    1. É ver a trajetória do Mauricio até em uma hq em quadrinhos como foi a de abertura foi legal. Só achava q podia ter mais foco na Mônica. Mesmo assim foi um especial bom e a data não passou em branco. Abraços

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  3. Eu gosto da Monique e do Asparguinho, eles são legais e poderiam aparescer mais vezes. Pena que que os outros dois filhos da mônica e do cebolinha não aparesceram neste especial, porque será?

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    1. Talvez quiseram dar foco às crianças maiores, com idade de ir ao Parque. Aì pra ter coerência, acho q os filhos menores devem ter ficado na casa da avó rsrs.

      Para eles voltarem a parecer, só se fizerem outras hqs com eles no futuro. Creio q vai ficar só nessas 2 hqs mesmo.

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  4. Marcos, estou com as revistas de numero 1 deste mês.
    Já li Mônica e Magali. Farei uma postagem a respeito no meu blogue, pena que só ficará pronta durante esta semana que está vindo.
    E esta edição espécia da Mônica 35 anos está a venda no site da casa do gibi. Custa um pouco mais de vinte reais.

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  5. Afff.. Oi, Marcos, aqui é o Fabiano. Esqueci que estou na conta do meu companheiro. Desculpe! Rsss...

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    1. Legal q vc comprou essas novas, Fabiano. É melhor ler com calma e depois faz a postagem. Vou aguardar.

      Quanto a esse livro Mônica 35 Anos à venda na Casa do Gibi, a versão q eles estão vendendo é o relançamento de 2004. Tem um informe "Edição Comemorativa" no topo e não tem código de barras na capa para diferenciar. Eu sempre fiz questão de comprar a versão original de 1998, q acho melhor.

      Para quem se interessar por essa versão de 2004, então fica a dica de compra. Abraços

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  6. Será que vai ter uma postagem especial sobre o reboot das mensais? Eu estou na dúvida se compro as número 1 ou não, vai que a qualidade das hqs continua a mesma...

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    1. Fábio, essa pergunta também é minha! Espero que o Marcos faça uma postagem das novas edições # 1 dos gibis atuais. Assim ficarei sabendo qual delas é a melhor pra eu comprar. Abraços!!!

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    2. Vai ter sim, mas só depois de eu ler. Mas adianto q estão tudo a mesma coisa q antes, aí comprem o q interessar ao folhear os gibis. Abraços

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  7. Foi bom ver sua opinião sobre esta HQ, pois já pensei em comprá-la. Tenho a 30 anos. Esta já vi à venda, mas não comprei por receio do conteúdo.
    Abraços!!

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    1. Não foi uma edição ruim, mas tbm não excelente. Vale pelo valor histórico. Até q vende no Mercado Livre e Estante Virtual, mas tem q ficar de olho no estado pra ver se vale a pena. Abraços

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  8. Essa "Parque 2023" é curiosa, pois mostra o Cascão casado com a Magali ao invés dos namoradinhos de infância...

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    1. Verdade, preferiram juntar os 2. Talvez foi para não criarem mais personagens., ou seja, criar versão adulta do Quinzinho e Cascuda.

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  9. Marcos, qual seus shipps da turma (shipp: torcer por um casal) ?

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    1. Ah, Pipa e Zecão merecem ficar juntos

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  10. Eu sei que eu falei do Emerson em outro post, mas dessa história baseada em Quake eu até gostei (achava muita graça de momentos como o Franjinha dormindo enquanto o jogo baixava e o jeito como é mostrado o Cascão usando cheats). Acho que o que me afasta das histórias dele é quando o Sidão desenha enchendo daquelas caretas doidas, aquele abuso de primeiro plano que faz parecer que a revista vai pular em cima de mim (não que isso não seja uma convenção aceitável, mas as revistas tiveram histórias memoráveis sem precisar de toda essa maluquice) e aqueles textos floreados e nada-a-ver que o Cascão e o Cebolinha vivem falando.

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