quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Capa da Semana: Cascão Nº 109

Uma capa bem legal com o Cascão dormindo no ninho dos filhotes de urubu, se sentindo em casa, como se fosse da família e a Mamãe Urubu com raiva do Cascão lá. Ele gostava de ficar junto com bichos considerados sujos como porcos, urubus, gambás, sempre rendiam capas e histórias muito boas envolvendo isso.

A capa dessa semana é de 'Cascão Nº 109' (Ed. Abril, Outubro/ 1986).


domingo, 11 de agosto de 2019

Magali: HQ "Só um passeio!"

No Dia dos Pais, mostro uma história em que a Magali foi passear com o seu pai em um parque do bairro e pedia comida o tempo todo para ele. Com 6 páginas, foi publicada em 'Magali Nº 82' (Ed. Globo, 1992).

Capa de 'Magali Nº 82' (Ed. Globo, 1992)

Começa a Magali e Seu Carlito no parque do bairro e Magali reclama que o pai prometeu que eles iam passear. Seu Carlito pergunta o que estão fazendo e Magali responde que estão andando no parque, mas que preferia que o passeio fosse a uma lanchonete, sorveteria ou pizzaria. Seu Carlito diz que ela precisa pensar em outra coisa sem ser comida.

Em seguida, os ambulantes vendo a Magali passar, ficavam gritando o tempo todo o que estavam vendendo para dar tentação a ela. Era algodão-doce, pipoca, maçã do amor, pirulito, cocada, tudo gritando ao mesmo tempo. Magali não resiste e corre pelo parque atrás dos ambulantes.


Ao encontrar o sorveteiro, ela o vê falando que moça bonita não paga e Magali se entusiasma que o sorvete seria de graça para ela. O sorveteiro fala que é só para moça bonita e Magali começa a fazer escândalo, reclamando que o sorveteiro disse que ela é feia, o chama de mentiroso, quer o sorvete dela de graça e grita pelo pai. Seu Carlito aparece, ela conta a história e Seu Carlito se prepara para bater no sorveteiro, quando ele pergunta quantos sorvetes a Magali vai querer. Ela diz que de todos os sabores. Ela toma todos os sorvetes e quando outro cliente chega perguntando se tem sorvete, ele diz que não tem, mas se quiser pode comprar o carrinho de sorvete.


Seu Carlito comemora que economizou dessa vez, quando Magali diz que não aguenta. Ele dá bronca, pensando que ela estava com dor de barriga de tanto tomar sorvete , mas era de ver todos os ambulantes de comidas parados à espera da Magali comprar as guloseimas. Magali pergunta ao pai se pode e ele deixa.

Seu Carlito diz que tinha economizado, Magali come tudo que tinha dos ambulantes e o pai tem que pagar a todos eles, e ainda pergunta se tem banco 24 horas lá perto. Ele fala que a Magali precisa se controlar, não dá para comprar tudo que ela quer. Magali compreende e diz que não vai pedir mais nada para comer. No final, ela vê uma barraquinha de brinquedos e já começa a pedir para ele com voz doce, prestes a dar mais prejuízo para o Seu Carlito.


História muito legal mostrando a  Magali comendo tudo que vê pelo parque para o desespero do seu pai, que chega a ficar sem dinheiro por causa das gulodices da filha. Definitivamente não é fácil sustentar uma filha tão comilona como a Magali. E pior que quando não pede comida, pede brinquedos. O final fica na imaginação de saber se ele comprou os não os brinquedos para Magali, ficando na imaginação de cada um. Eu gostava desses finais abertos, permitindo imaginar continuação.

Legal ver as cenas dos vendedores  dando tentação para Magali comer, já sabendo da sua fama de comilona, e também ela tentando resistir, mas não conseguindo a sua compulsão pela comida e o pai desesperado com o dinheiro que vai pagar com a comilança dela. O escândalo que ela fez com o sorveteiro foi bem engraçado.


Além de divertir e ainda mostrar cotidiano de um simples passeio de pai e filha em um parque, a história mostra também esse lado da vida real de crianças pedirem tudo para os pais, dando prejuízo financeiro a eles. Alguns com pena de dizer não, aceitam as vontades dos filhos e acabam se endividando por causa disso. Se levar o caso da Magali para vida real, Seu Carlito tem que ser milionário para poder sustentar tudo que ela come. Já tiveram outras histórias com esse tema da Magali comer tanto a prejudicar as finanças da família, os pais precisando fazer contas para pagar as dívidas no final do mês, era bem bacana isso. 


Hoje em dia impublicável histórias assim, justamente para não incentivar as crianças fazerem o mesmo, fora que a fome exagerada dela nem mostra mais nos gibis. Para se ter uma ideia, hoje não aparece a Magali comendo nada, nem comidas saudáveis, como uma maçã, por exemplo. As vezes até tem citação de comidas, mas aparecer ela comendo alguma coisa, não aparece, nunca mais vi Magali com algo na boca. Impressionante como mudaram a personagem. 


Os traços muito bons, tem arte-final do Alvin Lacerda, que diferenciava muito dos outros estilos de desenhos da época. Vale destacar também a capa da edição excelente com uma paródia de Adão e Eva, com Magali como Eva comendo todas as maçãs do Paraíso e não só uma.

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Piteco: HQ "Tchum"


Mostro uma história em que o Piteco ficou curioso em descobrir como era a seita "Tchum". Com 6 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 54' (Ed. Globo, 1991).

Capa de 'Cebolinha Nº 54' (Ed. Globo, 1991)

Começa com Piteco vendo um grupo fantasiado de tigres animados exaltando e querendo ver o "Tchum". Piteco pergunta a um deles o que era esse tal de "Tchum". O homem estranha Piteco não saber o que era e ele simplesmente responde que Tchum era Tchum.


Piteco acha que o grupo era um bando de malucos, cada dia inventam um deus e não queria saber quem era Tchum. Fala isso da boca pra fora, pois, estava muito curioso e logo vai atrás do grupo da seita para saber onde vão e quem era Tchum. Ele chega ao templo e o segurança o barra de entrar.


Piteco diz que quer ver o Tchum e o segurança diz que para entrar tem que ter o traje dos Tchuns. Ele consegue a roupa e o segurança se banhar no lago sagrado Tchum. Piteco entra no lago, mas ao ver um monstro carnívoro volta à superfície. Ele pergunta se pode entrar agora e o segurança cobra 10 machadinhas para entrar.


Ele consegue entrar e chega bem na hora que o Sacerdote ia mostrar o Tchum ao grupo. O Sacerdote enrola um pouco, falando se eles querem ver o Tchum, que vão adorar vê-lo. O Sacerdote mostra o recipiente com água e uma tocha de fogo em uma na mão, ele coloca a tocha na água e o fogo, ao se apagar, descobre que Tchum não era um deus e apenas o fogo apagado ao cair na água, deixando todos surpresos, terminando assim.


Essa história é legal,  fica o mistério sobre quem ou o que é o Tchum que tanto endeusavam. Tanto o Piteco quanto o pessoal da seita, que ainda não tinham visto o Tchum, pensavam que era um deus, mas acabaram sendo surpreendidos que era apenas uma experiência de jogar fogo em um recipiente de água. Ficou até como uma forma de arrecadação de dinheiro para o povo que acreditava na doutrina só ver aquilo já que cada membro da seita tinha que pagar 10 machadinhas para ver o Tchum.


O final fica aberto para o leitor imaginar o que aconteceu depois de quando o Piteco e os membros da seita descobriram a farsa do "Tchum". Eu gostava de finais assim que podiam permitir imaginar o que vem depois. Foi bacana também ver o Piteco curioso e querendo descobrir a todo custo quem era Tchum. Eram boas as histórias do Piteco envolvendo as pessoas idolatrando um deus, como se fosse uma religião, sempre rendiam bons roteiros. Infelizmente hoje em dias histórias assim envolvendo deuses e religiões não são mais feitas.


Os traços muito bons, da fase consagrada dos personagens que dava gosto de ver. Curioso que dessa vez não teve prego na clava do Piteco. Na época, as vezes colocavam, as vezes não, mas depois foi aposentado o prego e hoje em dia até é raro o Piteco aparecer com clava na mão por ser uma arma.

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Capa da Semana: Cebolinha Nº 11

Uma capa do Cebolinha fazendo alusão à história de abertura "O plano da calcinha de rendinha". Nessa capa, então, Cebolinha e Cascão provocando a Mônica que a calcinha estava à mostra, deixando ela com vergonha. Na Globo não costumava ter capas com alusão às histórias de aberturas, só de vez em quando, normalmente quando julgavam que era uma história boa ou marcante a ponto de criar uma capa referente às histórias.

A capa dessa semana é de 'Cebolinha Nº 11' (Ed. Globo, Novembro/ 1987).


sábado, 3 de agosto de 2019

Tirinha Nº 64: Chico Bento

Nessa tirinha, Hiro pede ajuda para o Chico Bento aliviar  a forte dor nas costas que não estava nem conseguindo se levantar e o Chico se aproveita da posição do amigo para pular carniça no Hiro ao invés de ajudá-lo a aliviar o mau jeito nas costas. Bem incorreta por conta do Chico querer se aproveitar do sofrimento do Hiro para se divertir, mesmo assim  é muito engraçada.

Tirinha publicada originalmente em 'Chico Bento Nº 116' (Ed. Globo, 1991).