sexta-feira, 12 de julho de 2019

Os Filmes da Turma da Mônica (Parte 1)

Ao longo da trajetória, a MSP desenvolveu vários filmes da Turma da Mônica, sejam animações ou estilo "live action", os filmes marcaram várias gerações. Então, vou mostrar em 2 postagens os filmes da Turma da Mônica, ilustradas com as propagandas que saíam nos gibis. Nesse post, mostro os filmes entre 1982 a 1989.

Os filmes foram lançados nos cinemas ou em fitas de vídeo VHS ou DVD. Alguns lançados primeiro nos cinemas e outros já direto em fitas VHS ou DVD. A maioria dos filmes eram desenhos animados baseados em histórias em quadrinhos já produzidas anteriormente, mas tiveram alguns com histórias próprias para o cinema.

Nos anos 60 e 70 as animações eram exclusivas para televisão com propagandas dos produtos da CICA, além de ter animações de curta metragem como o clássico "O Natal da Turma da Mônica" de 1976 na televisão. Até que em 1982, foi lançado o primeiro filme longa metragem oficial da Turma da Mônica projetado para os cinemas, que foi "As aventuras da Turma da Mônica". Com mistura de animação e técnica "live-action", trata-se de aparições do Mauricio em carne e osso planejando fazer um filme e a turma telefonando para ele para participar do filme interligados com 4 desenhos animados com a Turma da Mônica.

Os desenhos animados foram: "O plano infalível", "Um amor de ratinho", "A ermitã" e "O império empacota". Os 3 primeiros foram baseados em histórias que já existiam em gibis e o último foi uma história inédita com a presença do Lorde Coelhão, baseado na saga "Star Wars". Quando foi lançado, nos gibis eram mostrados essa propaganda com o cartaz do filme.

Propaganda tirada de 'Cebolinha Nº 121' (Ed. Abril, 1983)

No início de 1984, lançaram o filme "A princesa e o robô". Com o sucesso do filme anterior, sobretudo com a história "O império empacota", a MSP criou esse filme com uma história inédita próprio para os cinemas com 90 minutos de duração. Nesse filme, inspirado em "Star Wars", a turma viaja pelo espaço para ajudar o Robozinho a encontrar um coração para poder namorar a coelhinha Mimi, só que são impedidos pelo vilão Lorde Coelhão. Esses personagens do filme depois foram aproveitados em algumas histórias de gibis. Para anunciar o lançamento nos cinemas, era  mostrada essa propaganda nos gibis com o cartaz do filme.

Propaganda tirada de 'Cebolinha Nº 133' (Ed. Abril, 1984)

Em 1986 eles voltam ao cinema com o filme "As Novas Aventuras da Turma da Mônica". É apresentado pelo Jotalhão, que anuncia e comenta os desenhos animados ao lado da turminha em um set de gravação. Foram 8 desenhos animados curtos: "Oh! Que dia!", "Um cão bem treinado", "O vampiro", "A fonte da juventude", "O último desejo", "O monstro da lagoa", "Cascão no país das torneirinhas", "O grande Show".

Esses desenhos foram adaptados de histórias que existiam anteriormente em gibis. E, curiosamente, "Um cachorro bem treinado", "O último desejo", "Oh, que dia!" e "O grande show" são originais de curtas de 1980 em Super-8 e que foram aproveitados e inclusos nesse filme.

Nos gibis, mostrava essa propaganda, com imagens de cada desenho animado, sendo que mostraram apenas dos considerados inéditos até então e citando que o filme era lançado aos poucos em cada estado em 3 sessões e não estreando para todo o Brasil no mesmo dia.

Propaganda tirada de 'Cascão Nº 114' (Ed. Abril, 1986)

Em 1987 é lançado "Mônica e a sereia do rio", que mistura animação com "live-action". Nele, Mônica está passeando na rua, quando surge uma porta que acaba de ser desenhada e é jogada para dentro, onde encontra uma floresta real e uma fada, interpretada pela Tetê Espíndola. tem musicais com as duas e Mônica conta para a fadinha as histórias da sua turma, que são os ganchos para passar os desenhos animados. Foram eles: "A gruta do diabo", "Jacaré de estimação", "O tocador de sinos" e "A sereia do rio", todos adaptados de histórias de gibis.

Durante cada passagem de histórias, Tetê Espíndola se transforma em fada, onça, flor, pássaro e sereia. Um clássico. O filme todo foi gravado na Pousada do Rio Quente, em Goiás, e fizeram uma história em quadrinhos publicada em 'Mônica Nº 5' (Ed. Globo, 1987), com o título "Uma aventura cinematográfica", como se fosse os bastidores do filme, com Capitão Feio tentando impedir a gravação do filme. 

Tiveram 3 propagandas de gibis desse filme. Uma foi essa com o cartaz do filme com Cebolinha apaixonado querendo ir ao encontro da Sereia do Rio e Mônica tentando impedir.

Propaganda tirada de 'Mônica Nº 5' (Ed. Globo, 1987)

Outra foi essa contando que o filme já havia estreado no cinema de algumas cidades, contando que teve novidade do som "Dolby Stereo" e contava com presença da Tetê Espíndola e que tinha 4 desenhos animados com a turminha,

Propaganda tirada de 'Cascão Nº 6' (Ed. Globo, 1987)

E nessa, além de contar um pouco sobre o filme mostra a imagem do cartaz oficial e da Tetê Espíndola, além de canas de cada desenho animado.

Propaganda tirada de 'Cascão Nº 11' (Ed. Globo, 1987)

"O Bicho-Papão e outras histórias" foi lançado nos cinemas em 1987. O filme é um show de variedades, com a turma apresentando um programa de auditório para a TV, com musicais, apresentação de jogos e brincadeiras, além de Mônica e Cebolinha encarnando apresentadores de telejornal "Jornal da Mônica", parodiando o "Jornal Nacional" da TV Globo e após cada passagem apresentam os desenhos que estavam por vir. Como se fosse um verdadeiro programa infantil estilo os da Xuxa, só que apresentado pela turminha.

Os desenhos que foram apresentados foram: "Quero entrar", "Montanha suja" "Bicho-Papão" e "O ogro da floresta", todas adaptadas dos gibis. Tiveram 2 propagandas nos gibi. A primeira foi essa mostrando a sinopse dos desenhos do filme.

Propaganda tirada de 'Cascão Nº 22' (Ed. Globo, 1987)

A outra foi essa com o cartaz do filme quando foi lançado em fita VHS da "Transvideo" no início de 1988. Na verdade, todas as fitas VHS dos filmes dos anos 80 foram da "Transvideo".

Propaganda tirada de 'Mônica Nº 13' (Ed. Globo, 1988)

Em 1988 teve "A Estrelinha Mágica". Nele, tem uma introdução com Mônica e Cebolinha apresentando novamente o "Jornal da Mônica", uma paródia do "Jornal Nacional" e em seguida vem os desenhos animados, todos em sequência, sem um gancho de apresentação pelos personagens como nos filmes anteriores. Os desenhos animados foram: "Super-heróis", "O detetive", "Um dia de cão" e "A Estrelinha Mágica".

Esse filme primeiro foi lançado como um especial de fim de ano na Rede Globo de Televisão e só depois, em dezembro de 1988, que foi para os cinemas. A Estrelinha Mágica fez sucesso e, assim, tiveram produtos com ela, como um boneco que brilha no escuro e algumas histórias com ela nos gibis após esse filme.

Tiveram várias propagandas sobre esse filme. A primeira no final de 1987, mostrando o cartaz do filme e anunciando que teria uma novidade em breve em cinemas e fita para vídeo cassete, mas que acabou tendo estreia só 1 ano depois.

Propaganda tirada de 'Cascão Nº 24' (Ed. Globo, 1987)

Outra foi em 1988 quando estreou nos cinemas, mostrando o novo cartaz do filme e imagens de cada desenho animado dele.

Propaganda tirada de 'Cascão Nº 51' (Ed. Globo, 1988)

Quando foi lançado em fita VHS da "Transvideo", teve essa propaganda com a turma contando a sinopse de cada filme.

Propaganda tirada de 'Cebolinha Nº 29' (Ed. Globo, 1989)

Em 1989 teve o lançamento da fita VHS do filme "No mundo de Romeu e Julieta". Filmado em 1979, trata-se de uma adaptação cinematográfica de uma peça de teatro, toda em "live-action", baseados nas histórias "Romeu e Julieta", que haviam saído nos gibis 'Mônica Nº 115' e 'Cebolinha Nº 79' (Ed. Abril, 1978). São interpretados por atores reais, com as cabeças como dos personagens, uma espécie de bonecos reais, bonecos ao vivo. Esse filme foi mostrado na TV Bandeirantes em 1979 e só 10 anos depois que resolveram criar a fita VHS. Nos gibis, saíram essa propaganda com Julieta Mônicapuleto e Romeu Montéquio Cebolinha interpretando a cena do balcão.

Propaganda tirada de 'Magali Nº 6' (Ed. Globo, 1989)

Em 1989 também foi lançado o filme "A Rádio do Chico Bento", seguindo esse estilo "live-action" com atores reais como bonecos vivos com cabeça como dos personagens. Nele, Chico Bento como locutor de rádio apresentando um programa de rádio com presença da turminha, com muitos musicais, personagens fazendo imitações e Chico Bento entrevistando os personagens. Esse foi direto para fitas cassetes e nunca teve um relançamento em outras mídias como DVD, sendo considerado raro, nem teve uma propaganda de gibi, e, com isso, deixo essa imagem, tirada do Wikipedia, para ilustrar.

Filme "A Rádio do Chico Bento" (1989)

Nos gibis, teve também essa propaganda com todos os filmes lançados até então em VHS da "Transvideo", podendo ter individualmente e um box reunindo todos. E conta que os filmes da Turma da Mônica só em 1988 foram vendidas mais de 18 mil fitas cassetes e também eram muito procurados nas locadoras, só perdendo para "Indiana Jones e "De volta para o futuro". Com eles reunidos assim, ficou até como um resumo de tudo que foi falado nessa postagem.


Propaganda tirada de 'Chico Bento Nº 66' (Ed. Globo, 1989)

Dá para ver que foram filmes simples, mas muito bons e bem divertidos, deram para entreter as crianças. Os traços dos filmes no geral seguiram os mesmos estilos, tudo de forma bem simples, com contornos finos e bem manuais, o que marcou esse início de animação da MSP. e o "live action junto com animação em alguns deixaram eles mais encantadores. Nessa fase todos são clássicos, conseguiu uma geração de fãs e cada um vai ter os seus filmes favoritos. Todos esses filmes tem maiores detalhes de sinopses e produções no Wikipedia e podem ser vistos no YouTube. 

Para saber sobre os filmes de 1990 até 2019, clique nessa postagem

terça-feira, 9 de julho de 2019

Capa da Semana: Mônica Nº 75

Uma capa bem criativa com Mônica e Cebolinha como piratas e ela descobre que o tesouro que tanto procurava era o Sansão que o Cebolinha tinha escondido lá. 

A capa dessa semana é de 'Mônica Nº 75' (Ed. Globo, Março/ 1993)


quinta-feira, 4 de julho de 2019

Histórias semelhantes 7: Cascão tirando coisas do bolso

Nessa postagem, mostro 2 histórias semelhantes em que o Cascão tirou várias coisas do bolso para dar algo de comer para Magali. A versão original saiu em 'Cascão Nº 77' (Ed. Globo, 1989) e a segunda versão saiu em 'Cascão Nº 122' (Ed. Globo, 1991).

Capas: 'Cascão Nº 77' (Ed. Globo, 1989) e 'Cascão Nº 122' (Ed. Globo, 1991)

Na versão de 1989, com o título "No bolso", Cascão e Magali estão juntos, quando a barriga da Magali começa a roncar de fome e pergunta se tem o Cascão tem alguma coisa para comer. Ele diz que acha que tem e põe a mão no bolsa e pega um estilingue. Aí ele sai pegando as coisas do bolso, sai carrinho velho, espelho quebrado, pneu velho, telefone de lata, tabuleiro de dama, lagartixa de estimação, bola furada, até que encontra meio biscoito no bolso. Magali fica com nojo de tanta porcaria que tinha junto com o biscoito no bolso e sai correndo, enquanto Cascão reclama que teve tanto trabalho para achar e para ela não querer mais.

HQ "No Bolso" ('Cascão Nº 77'  - Ed. Globo, 1989)

Já na versão de 1991, com o título "A oferta", Cascão encontra por acaso a Magali na rua e oferece algo para ela comer como um presente e começa a procurar no bolso dele. Ele tira do bolso um ioiô, bolinha de gude, rã de estimação, estilingue, caminhãozinho, lenço, até que encontra uma bolacha e pergunta se ela está servida. Magali sai correndo de nojo com tanta porcaria misturada com a bolacha e Cascão se espanta que foi a primeira vez que viu a a Magali recusar comida.

HQ "A oferta" ('Cascão Nº 122' - Ed. Globo, 1991)

Comparando as 2 histórias, vimos que elas começam diferentes e depois ficam iguais e com o mesmo final. Uma começa com eles juntos na rua e o motivo do Cascão procurar o biscoito no bolso foi porque a Magali estava com fome, com barriga roncando enquanto que na segunda ele ofereceu o biscoito e foi procurar no bolso após encontrá-la por acaso na rua. Ao procurar as coisas, nas 2 foram 8 objetos no total, sendo que os objetos foram diferentes entre uma e outra, único exatamente igual foi estilingue e no final em 1989 foi oferecido meio biscoito enquanto que em 1991 foi biscoito inteiro, com nomenclatura de "bolacha" no lugar, dando um ar mais paulista, já que eles moram em São Paulo. Os traços até que ficaram parecidos de uma para outra, muito bons, por sinal, e ambas tiveram 2 páginas.

Gostei mais da primeira versão. Apesar do roteiro igual, das duas terem absurdo de caber tanta coisa em um bolso pequeno como aquele, essa de 1989 teve mais absurdos ainda, bem ao extremo, de caber um espelho quebrado, um pneu e um tabuleiro de damas em um simples bolso, aí ficou mais engraçada ainda. Não seriam publicadas hoje por conta desses absurdos e da ideia do Cascão oferecer para Magali um biscoito contaminado de tanta sujeira.

Comparação do final das histórias de 1989 e 1991

O motivo de criarem histórias iguais em pouco tempo não se sabe ao certo, provavelmente esqueceram que já existia uma e resolveram criar sem querer. Curioso que essa de 1991 foi história de encerramento e teve referência que era uma história da Magali. Provavelmente estava programada em sair em um gibi da Magali, mas como a história de abertura de 'Cascão Nº 122' foi bem longa para um padrão de gibi quinzenal, com mais de 20 páginas, o resto do gibi teve histórias curtas e acredito que colocaram essa às pressas para fechar o gibi. Em breve posto mais histórias semelhantes aqui no Blog.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Capa da Semana: Chico Bento Nº 194

Dia Primeiro de julho é aniversário do Chico Bento. Então, mostro uma capa com o Chico recebendo presentes e felicidades da árvore e dos bichos da fazenda e do mato por causa do seu aniversário. Bem criativa, não necessariamente eles faziam capas com alusão a histórias de aniversário nos gibis da Editora Globo. Foi  o primeiro gibi do Chico com capa e histórias de aniversário desde que ficou fixa a data de aniversário dele como essa.

A capa dessa semana é de 'Chico Bento Nº 194' (Ed. Globo,. Julho/ 1994).


quinta-feira, 27 de junho de 2019

Cebolinha: HQ "O dia em que a Terra se partiu"

Compartilho uma história em que a Mônica conseguiu rachar a terra ao tentar bater no Cebolinha. Com 11 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 164' (Ed. Abril, 1986).

Capa de 'Cebolinha Nº 164' (Ed. Abril, 1986)

Nela, Mônica está prestes a bater no Cebolinha depois de ele ter aprontado mais uma, quando ela acerta o Sansão no chão formando uma rachadura de tão forte que foi a coelhada. Antes nem é mostrada uma rachadura, apenas a Mônica caindo e só depois que veem que era uma rachadura.


Cascão e Xaveco veem  a cena e tem uma ideia de um plano infalível. Enquanto Cebolinha comenta que foi o Sansão que causou a rachadura e Mônica discorda, surge o Cascão desesperado, gritando que todos estão perdidos. Mônica comenta que a casa dele é logo ali perto e Cascão diz que não por muito tempo porque o noticiário falou que a Terra está se partindo ao meio.


Mônica acha que é uma piada e dá gargalhada , mas ao ver o Cascão sério ela passa a acreditar. Ele dá um rádio para a Mônica ouvir a notícia e como não fala nada, ele taca uma pedra na cabeça do Xaveco para ele acordar atrás da moita e começar a falar. Xaveco anuncia que o mundo está se partindo ao meio e que os cientistas não sabem como isso começou e acabam de ver que está localizada em uma cidade do interior do Brasil, mas precisamente em um campinho entre uma menina dentuça e um menino de cabelo espetado. Mônica estranha e pergunta para o rádio como um computador vai saber esses detalhes e Xaveco responde que tem um satélite bem em cima deles e complementa que a rachadura foi feita por um coelho de pelúcia.


Cascão reclama que a culpa foi da Mônica, que se defende que foi o Cebolinha que desviou e ele, por sua vez, diz que não desviasse iria virar pó de cebola. Cascão pergunta o que vai ser da terra e pior que a casa dele está no outro lado da rachadura. Mônica também lembra que o Reinaldinho, o garoto mais fofo do bairro, também mora do outro lado da rachadura. Mônica fica apavorada em ficar longe do Reinaldinho e pergunta para o Cebolinha e Cascão que eles tem que fazer alguma coisa, que se ficar sem ver Reinaldinho, logo emenda sem visitar os meninos, não iria conseguir viver.


Cascão fala que eles não podem fazer nada e logo olham para ela, dando a entender que só ela pode salvar a Terra. Mônica pergunta por que não chamam o "Super-Homão" ou "Ri-Man". Cebolinha responde que porque eles são de outro gibi e que foi que ela que rachou a Terra. Os meninos levam a Mônica até a rachadura faz com que ela fique segurando e fazendo força para que a cratera volte à posição normal. E aproveitam para tirar o "coelho encardido" dela, alegando que é para ela ter mais movimento e estar atrapalhando. 


Mônica sai da posição querendo saber aonde os meninos vão com o Sansão. O rádio começa a falar que a Terra está se partindo de novo e a Mônica tem que voltar  ase deitar  naquela posição e não sair de lá para não destruir o mundo e para esquecer o coelho e pergunta se é mais importante o mundo ou o coelho. Mônica comenta que por uns segundos não ia fazer diferença e o rádio pergunta se ela está duvidando do que está falando, enquanto Cebolinha e Cascão estão dando socos e pontapés no Sansão.


Mônica diz que duvida sim e nem sabe com quem está falando e não pode confiar em um estranho. Xaveco sai atrás da moita com raiva e e fala que desde quando ele é estranho para ela, é o Xaveco e avisa que vai voltar atrás do mato para continuar a enganando. Ele acha uma ousadia duvidar dele e, já atrás da moita, ele continua avisando para ela continuar lá senão o mundo vai acabar e vai ficar com peso na consciência, quando a Mônica puxa o fio do rádio. Ela bate neles e faz com que eles tapem a rachadura formada e Xaveco fala que pelo menos não é cabeça deles que estão rachadas, enquanto Cebolinha fala para ficar quieto e continuarem tampando, terminando assim.


Muito engraçada essa história com a Mônica pensando que realmente a Terra se partiu ao dar uma coelhada no chão. Já foi absurdo ter um rachamento com uma simples coelhada, mas não seria a ponto do mundo se partir por causa disso. A maioria dos planos eram planejados pelos meninos, mas às vezes os planos surgiam de repente ao verem uma situação e que podiam se aproveitar da situação para derrotar a Mônica. Nas histórias antigas de plano infalíveis a Mônica acreditava em tudo que os meninos falavam, adorava a Mônica se passando por boba até descobrir o plano deles. 


Interessante que nem foi o Cebolinha que bolou o plano infalível dessa vez, a ideia não foi dele, mas seguiu adiante quando o Cascão deu toque que era um plano. Outra coisa diferente foi que quem estragou o plano foi o Xaveco e não o Cascão como de costume, dando um destaque, então, para o Xaveco na história. Ele era um personagem exclusivamente secundário, só fazia pontas nas histórias, só a parir dos anos 2000 que o personagem já teve uma outra visão pela MSP e passou a ter mais participação e até histórias solo e até brincadeiras que ele era um personagem secundário.


Engraçado a Mônica falar com o rádio e ele responder normalmente. Se fosse uma transmissão real não teria como ter essa interação. Legal também o Xaveco levando uma pedrada do Cascão e a Mônica preocupada que não veria o Reinaldinho, o garoto fofo da rua. Era só eles irem para o lado que eles queriam antes de aumentar rachadura. Aliás, Reinaldinho era referência ao roteirista Reinaldo Waismann. Na Editora Abril ele era praticamente o oficial dos garotos fofos que as meninas admiravam. Na Editora Globo, com a sua saída da MSP, passou a ter outros meninos, como Fabinho, Ronaldinho,Robertinho, etc, mas ainda assim de vez em quando ainda tinham referência a Reinaldinho de garoto mais fofo.


Muito legal a a referência ao He-Man, ele estava muito em alta na época e até chegou a ter histórias com ele ou participando junto com outros super-heróis famosos, chegando, assim, no mesmo nível a super-heróis da Marvel e DC. Os traços excelentes da fase de ouro dos personagens. E mais uma vez teve propagandas inseridas em finais de páginas, coisa muito comum na época. Assim, a história era para ter 10 páginas, mas somando os quadros de cada propaganda, ocupou mais 1 página no gibi. Dessa vez os anúncios foram do chocolate Lolo e dos gibis do Mickey, Luluzinha e Bolinha, todos da Editora Abril, fora o anúncio do lápis Labra na lateral direita na primeira página que não influenciou nos quadros das histórias.


Foi republicada depois no 'Almanaque do Cebolinha Nº 33' (Ed. Globo, 1996), naturalmente sem as propagandas inseridas e ocupando as 10 páginas normais. Abaixo, deixo a capa desse almanaque.

Capa de 'Almanaque do Cebolinha Nº 33' (Ed. Globo, 1996)