segunda-feira, 17 de junho de 2019

A saga de histórias do Astronauta sem Ritinha


Em junho de 1989 começava a saga do Astronauta de ter a surpresa que sua namorada Ritinha se casou com outro enquanto esteve fora em suas intermináveis viagens espaciais, caindo em profunda depressão. Em homenagem aos 30 anos, nessa postagem mostro essa série de histórias desde que ele teve a notícia do casamento da sua namorada e as formas que ele fez para superar essa perda.

Astronauta é integrante da BRASA (Brasileiros Astronautas) e recebe várias missões espaciais a procura de novas civilizações fora da Terra, além de ajudar habitantes extraterrestres a se livrarem de algum perigo espacial ou vilão que está querendo tomar posse do planeta dos ETs. Volta e meia ele retorna à Terra para matar saudades, mas a maior parte parte do tempo fica no espaço, muitas vezes meses sem voltar para Terra. Com isso, ele fica muito tempo longe da sua família e amigos que vivem em uma fazenda no interior do Brasil.

Ele tinha uma namorada, chamada Ritinha, que sempre a via quando estava a Terra. Ela aparecia pouco nos gibis, só de vez em quando, e chegou a aparecer última vez antes da saga, participando da história "Solidão" de 'Cebolinha 28', de 1989. Um dia, Astronauta volta para visitar sua família e tem a notícia que a Ritinha se cansou de esperar o Astronauta voltar de suas longas viagens espaciais e se casou com o Bonifácio. Isso foi um baque para ele, e, assim, fica deprimido e passa a ter uma série de histórias com ele com dor-de-cotovelo e à procura de outras namoradas para poder tentar esquecer a Ritinha.


A saga teve 7 histórias no total, que saíram entre junho de 1989 e julho de 1990, a maioria em gibis da Mônica, sendo as 2 últimas saindo em gibis do Cebolinha. Não foram todos os meses seguidos, eram intercaladas com histórias normais das suas missões no espaço no período, por isso a saga durou mais de 1 ano no total. A seguir mostro como foi cada uma dessas histórias.

1-  HQ "Quem espera sempre alcança (ou se cansa)"

Publicada em 'Mônica Nº 30' (junho/ 89), foi a primeira história da saga. Com 5 páginas, começa o Astronauta voltando à Terra pra visitar a sua família e Ditão começa a engasgar e tossir e dá desculpa que é um início de resfriado quando Astronauta pergunta quais as novidades para o amigo. Quando Astronauta se encontra com os pais e pergunta pela Ritinha, eles também se engasgam e tentam contar a novidade, quando ela chega.


Ritinha conta que casou com o Bonifácio há 6 meses. Astronauta fala que não contou nada para ele e ela diz que não tinha como, ele estava no meio de suas intermináveis viagens espaciais, que não podia continuar apaixonada por uma lenda, um mito, que um dia vai encontrar outra garota, mas não era para deixá-la esperando e dá um beijo nele.

O casal vai embora e Astronauta vai arás, não vai entregar a Ritinha sem luta. Chegando lá, ele vê o casal feliz cozinhando, lavando louça, lendo livro juntos, jogando, e, assim, Astronauta toca a campainha falando que foi desejar felicidades a eles e fala ao Bonifácio cuidar do amor da sua vida. Depois, Astronauta decide voltar para o espaço, preferindo enfrentar mil monstros a outra história como essa e termina mostrando a sua nave no universo com Astronauta com coração partido.



2 - HQ "Mudando de profissão"

Publicada em 'Mônica Nº 31' (julho/ 89) e com 6 páginas no total, mostra o desejo do Astronauta mudar de profissão, pois, para ele, perdeu a Ritinha por ser astronauta. Nela, ele está em um médico, se queixando de dor-de-cotovelo e sendo infachado o braço por causa disso. Astronauta comenta que quer outra profissão para esquecer a Ritinha. O General propõe uma nova missão e Astronauta recusa, mesmo o espaço estando no sangue dele.



Astronauta se despede da nave e do Centro Espacial e vai à rua como uma pessoa comum. Na rua, encontra um casal fantasiados de extraterrestres e ele ataca o casal , pensando que era invasão de guerreiros plutônicos. Depois, um menino está fantasiado e Astronauta pensa que é um guerreiro do planeta Nanico. O menino atira água no Astronauta e ele vê que era apenas um menino normal. E paga mico ao pensar que um cachorro é um espião do planeta Peludus,

Astronauta volta par ao Centro Espacial, admitindo que nasceu para ser Astronauta e pergunta ao General qual era missão. General diz que é para o Astronauta acompanhar da sua nave a sobrinha Aline em sua primeira pilotagem de um caça. No final, Astronauta observa Aline pilotando o caça, prometendo um clima de romance entre eles. Interessante o Astronauta com faixa no cotovelo, o que ficou marcado nessa série de histórias, como se dor-de-cotovelo fosse muscular, mas na verdade era para simbolizar depressão.



3- HQ "Aline"

Publicada em 'Mônica Nº 32' (agosto/ 89) e com 6 páginas no total, mostra o  Astronauta com esperança de ter um relacionamento com a Aline, sobrinha do General. Começa com eles em um missão na nave dela, quando são atacados por 3 caças do planeta Guerreiro. Eles lutam com os caças dentro da nave mesmo e depois eles vão para o centro espacial.


Astronauta elogia a performance da Aline e ele a convida para almoçar. Lá, ele fala do fim do seu relacionamento com Ritinha, que podia ter largado de ser astronauta para ficar com ela. Aline comenta que ela podia ter acompanhado, mas ele diz Ritinha tinha medo de altura, tinha vertigens. Depois, Astronauta e Aline vão ao parque, se divertem em carrossel, montanha russa e túnel do amor.

No final, eles voltam para casa dela e Astronauta tem a surpresa do noivo da Aline estar lá. Eles se cumprimentam, o noivo fala que Aline fala muito do Astronauta e quem sabe seja o padrinho do casamento deles. Astronauta vai embora e vai curtir uma nova dor-de-cotovelo, agora tanto pela desilusão da Ritinha, quanto da Aline.



4 - HQ "Eleonor, a mulher perfeita"

Publicada em 'Mônica Nº 35' (novembro/ 89) e com 8 páginas no total, Astronauta está se recuperando da dor de cotovelo, quando é chamado ao gabinete do General para mais uma missão espacial. Teria que acompanhar o Doutor Fritz e sua filha Eleonor ao planeta Orion, que é ideal para colonização e eles vão para lá estudá-lo.


No trajeto, Eleonor pilota a nave, faz comida para eles, dispensando Astronauta a tomar pílulas de alimentação, joga xadrez muito bem e ainda cuida do braço do Astronauta com dor-de-cotovelo, com massagem e carinho.Eles chegam ao planeta Orion, veem que a atmosfera é idêntica a da Terra, água potável, frutas saborosas e solo é fértil e acampam no laboratório instantâneo com uma pílula jogada no solo.


Astronauta e Eleonor exploram o planeta Orion entrando na cachoeira e brincando de balanço na árvore, passeiam pelo planeta de mãos dadas. Astronauta se declara, falando que a Eleonor é a garota mais linda, sensível e simpática que ele conheceu, quando habitantes nativos sequestram o Doutor Fritz. Astronauta e Eleonor tentam impedir e ela recebe uma paulada na cabeça.

Quando se livram dos invasores, Doutor Fritz  vê que a pancada avariou alguns circuitos e ele precisa trocar umas peças da Eleonor. Depois de consertada, ela fica sem memória e Doutor Fritz precisa reprogramá-la, e, com isso, Astronauta descobre que ela era um robô, causando mais uma decepção para ele e sem condições de trabalhar, volta para a Terra. Na nave, Astronauta comenta que a mulher perfeita que ele se apaixonou era apenas um robô e não sabe o que dói mais se é a cabeça ou o cotovelo.



5- HQ "Coração Solitário"

Publicada em 'Mônica Nº 38' (fevereiro/ 90) e com 6 páginas no total, Astronauta está muito deprimido, ouvindo música de fossa e olhando foto da Ritinha, quando não aguenta mais a situação e quebra o disco e comenta com a foto que precisa esquecer a Ritinha, mas não sabe como. Ele liga a televisão e vê um anúncio para o viajante solitário ir para o Planeta dos Solteirões, onde vai encontrar muita diversão e alegria e o lema era "Venha só e saia acompanhado".


Astronauta vai até lá e é recepcionado pelo dono do planeta, prometendo que vai encontrar a garota dos sonhos lá. Astronauta vê garotas de vários planetas, de diferentes espécies. Primeiro uma gigante gorda que se encantou pelo Astronauta e queria que a levasse para nave, mas ele diz que a nave é pequena, e se ela entrar, ele que tem que sair. Depois encontra garota de 2 cabeças que uma discorda da outra sobre o Astronauta e ele acaba fugindo. Em seguida, tenta se aproximar de uma garota que estava de costas e quando vê que ela tem dois olhos e dois narizes, ele desmaia, enquanto ela sai achando que ele era feio com um só nariz.

Na sequência, Astronauta vê um concurso de beleza com as garotas mais bonitas do universo e por serem todas exóticas, ele não se interessa por nenhuma. O dono do planeta fala que ninguém sai sozinho do planeta deles, e, com isso, o Astronauta ganha um cachorro espacial bem dócil para fazer companhia, terminando assim. Essa até que teve um final feliz, mesmo o Astronauta não ter arranjado outra namorada e esse cachorrinho não apareceu de novo em outras histórias depois.



6 - HQ "Astronauta"

Publicada em 'Cebolinha Nº 39' (Março/ 90) e 6 páginas no total, começa o Astronauta emparelhando cartas como uma importante pesquisa quando ouve um barulho de algo que chocou na nave. Ele vai conferir, pensando que era um meteoro e era um extraterrestre surfista. Ele tira a prancha da nave e se apresenta como Surfista Esverdeado, mas que podeira ser Surfista Azarado.


Ele conta que no planeta Ava-i ele criou o surfe aéreo e todos se divertiam no planeta, até que apareceu o governante tirano Malactus e proibiu o surf no planeta e ele foi expulso por ter se revoltado com a medida. O pior foi ter perdido a sua amada Karamélia quando foi expulso, ela não gostava de surf e o trocou por um "goiabão" e desde então ele tem vagado pelo espaço sem destino pegando altas caudas de cometas, furando névoas cósmicas para tentar esquecer a sua amada Karamélia.

Astronauta fica chateado, conta a sua história com a Ritinha que se casou com outro homem, mas estava quase esquecendo até ouvir a história parecida dele e agora ficou mal. Surfista Esverdeado oferece um trago da sua bebida de suco de frutas com guaraná em pó que dá mais disposição e energia. Assim, eles bebem lembrando das suas amadas afundando suas mágoas, quando surge uma nave com uma dupla de alienígenas e eles se interessam e vão fazer tentativas para uma segunda chance de um novo amor, terminando assim. No caso, foi só uma tentativa amorosa por parte deles, que não foi pra frente, já que não foi abordado Astronauta ter ficado com a alienígena em outras histórias. Mostra que em depressão amorosa pode chorar mágoas e tentar esquecer relacionamento através de bebida. Não foi alcoólica por ser gibi infantil, foi só pra demonstrar o que acontece na vida real.



7 - HQ "Conclusão"

Publicada em 'Cebolinha Nº 43' (Julho/ 90) e com 4 páginas no total, mostra no início uma retrospectiva que aconteceu na saga, começando com momento que a Ritinha estava casada com Bonifácio depois de voltar de suas intermináveis viagens espaciais e passou a ter terrível doença de dor-de-cotovelo. Aí passou a conhecer outras garotas, algumas bem exóticas, enfrentou monstros e vilões espaciais e viajou por vários planetas, até que retornou a Terra para visitar sua família.


Quando chega, vê um menino pequeno andando no sítio e logo descobre que era o filho que a Ritinha teve com Bonifácio que teve no período que ele estava fora desde que que descobriu o casamento da Ritinha. Astronauta cumprimenta o casal e diz que vai explorar um pouco o planeta dele e, assim vai curtir mais uma dor-de-cotovelo, agora com um filho da Ritinha, que poderia ser dele. Sempre que ele retornava para a Terra era uma surpresa ruim e decepção e agora com filho da Ritinha confirmou que perdeu a sua amada pra sempre.


Como podem ver foi uma saga marcante do Astronauta, tipo uma novela, de como ele perdeu sua namorada Ritinha por ter ficado muito tempo fora da Terra e a sua luta para tentar esquecê-la e arrumar um novo amor. Essa série deixou o personagem mais popular, muitos pulam suas histórias, e mostrou alternativas de como superar o fim do relacionamento, seja conhecendo novas garotas, refúgio no trabalho ou até na bebida e transmitiu a mensagem para refletir se vale investir no trabalho ou no amor, se o leitor deixaria seu grande amor por causa do trabalho ou não. Acabaram tendo final bem triste e deprimido com casamento e filho da Ritinha, deixando ele mais para baixo ainda quando começou a saga. Muito boa a sacada de dor-de-cotovelo simbolizado como se fosse dor muscular com braço quebrado, mas na verdade era depressão amorosa.

Após essa série, Astronauta continuou com suas viagens e missões espaciais e não esqueceu completamente a Ritinha, ficou sempre no seu coração. Com o sucesso, acabaram tendo outras histórias com Ritinha, seguindo esse estilo do Astronauta à procura de um novo amor, ou então imaginando como seria a sua vida se tivesse casado com a Ritinha, foi uma forma de ela aparecer de vez em quando nos gibis. Uma delas eu postei AQUI. Enfim, uma saga bem marcante, uma história melhor que a outra, e que foi muito relembrar há exatos 30 anos.

Termino mostrando as capas das revistas que saíram as histórias dessa saga.

Capas: Mônica Nº 30, 31, 32, 35, 38; Cebolinha Nº 39, 43

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Capa da Semana: Magali Nº 47

No Dia dos Namorados, uma capa com a Magali com Quinzinho em que ela pinta a Lua Minguante como uma banana enquanto namoravam para ficar do jeito que gosta. Só Magali para conseguir absurdos assim tão legais.

A capa dessa semana é de 'Magali nº 47' (Ed. Globo, Abril/ 1991).


domingo, 9 de junho de 2019

Chico Bento: HQ "Flor da discórdia"


Mostro uma história em que a Rosinha terminou o namoro com o Chico Bento quando lhe deu uma flor para ela e, assim, o Chico precisou fazer de tudo para reconquistá-la. Com 6 páginas, foi história de encerramento de 'Chico Bento Nº 26' (Ed. Globo, 1988).

Capa de 'Chico Bento Nº  26' (Ed. Globo, 1988)
Nela, Chico Bento entrega uma flor para a Rosinha. Ela acha atitude romântica e quando vai da rum cheiro na flor, é picada por uma abelha no nariz. Rosinha dá um soco no Chico e fala que está tudo terminado entre eles.


Chico ainda tenta explicar que não sabia que tinha uma abelha na flor, mas Rosinha não quer saber de conversa e no caminho encontra o Toninho que convida a Rosinha para alguma coisa e antes de ele terminar, ela já aceita, só para dar ciúme no Chico e confirmar que terminaram o namoro e ainda mostra língua para o Chico, que chupa o dedo.

Ele encontra o Zé da Roça e diz que estava triste porque era o fim. Zé da Roça diz que eles ainda estavam na segunda página e Chico fala que a Rosinha deu o fora nele. Zé da Roça até fica animado pela Rosinha estar livre para ver se ele namore com ela e Chico diz que assim o Zé da Roça não sendo amigo dele e que precisa reconquistara Rosinha. Zé da Roça dá ideia do Chico agir como machão e explica o plano.


Depois, Chico vai até onde estava a Rosinha, fala com o Toninho que a Rosinha é namorada dele e  bate no Toninho. Rosinha não gosta e dá um soco na cabeça do Chico e sai de mãos dadas com o Toninho. Em seguida, Chico se faz de coitado e resolve pular no rio com uma pedra grande no pescoço. Rosinha vê e tenta impedir, mas quando ela vê que a pedra era de isopor, bate d enovo no Chico e vai embora com o Toninho.


Com isso, Zé da Roça fala para o Chico que o jeito era desistir e arrumar outra namorada. Chico encontra Mariazinha e começa a desenrolar conversa com ela. Rosinha vê, fica com ciúme e diz que resolveu perdoá-lo, que ele não fez de propósito e, assim saem abraçados apaixonados de novo, enquanto o Toninho se aproxima da Mariazinha. No final, Rosinha vê uma flor no chão e pergunta para o Chico se ele não vai pegar. Chico diz que não para não arranjar mais confusão e Rosinha diz que não tem mais cavalheiro romântico como antigamente.


Uma história muito legal, com o término do namoro do Chico Bento com Rosinha por não ter visto que tinha uma abelha escondida na flor. Muito boa as ideias do Chico agir como machão e o suicídio para ver se volta com a Rosinha, mas o que deu certo foi quando resolveu arrumar outra namorada. Na verdade, isso era sem intenção de plano, a ideia era que já que as outras tentativas não deram certo, que parta para outra, mas acabou Rosinha tendo ciúme e com medo de perder o Chico acabou voltando para ele. Afinal, a Rosinha estava mais querendo dar uma lição no Chico ficando com o Toninho, só que quando ele agiu na mesma forma, Rosinha voltou atrás, pois ela gosta mesmo do Chico.


Interessante o Chico levar muita surra da Rosinha, ficou engraçado. A picada da abelha foi o absurdo da história, do Chico não ver que tinha uma abelha lá enquanto carregava a flor, fora quando a Rosinha foi picada, o nariz inchou só em 2 quadrinhos e depois voltou ao normal. Com o perigo de uma picada de abelha na vida real, não fariam isso atualmente. Tem as partes incorretas como Rosinha ser picada por abelha, Chico agindo como machão e simular suicídio, as surras, tudo isso não são aceitos nas histórias hoje, nem como brincadeira e aí não seria aprovada hoje em dia. Sem contar que histórias de namoro com crianças são evitadas ao máximo hoje.


Legal também a parte de metalinguagem com Zé da Roça falando que não era o fim, pois estavam na segunda página, dando a entender que eles sabiam que estavam em gibis e eram personagens em quadrinhos. Os traços muito bons, típicos de histórias de miolo dos anos 80. Os personagens Toninho e Mariazinha são só figurantes e não apareceram em outras histórias depois, como de costume.

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Cascão: HQ "O futebol entre nós"

Mostro uma história em que o Cascão teve que se decidir entre namorar a Cascuda ou jogar futebol. Com 4 páginas, foi publicada em 'Cascão Nº 13' (Ed. Globo, 1987).

Capa de 'Cascão Nº 13' (Ed. Globo, 1987)

Começa a Cascuda avisando o Cascão que está tudo acabado com o namoro deles. Cascão pergunta o motivo e ela diz porque ele prefere jogar futebol a namorar com ela. Cascão ri e diz que é verdade enquanto cabaceia a bola e Cascuda sai correndo chorando.


Cascão vai atrás, dizendo que estava brincando e Cascuda achou que estava falando sério. Cascão diz que estava brincando, tanto que deu risada e Cascuda manda provar. Cascão chuta a bola para longe, dizendo que não quer mais saber da bola, deixando Cascuda feliz. Um menino encontra a bola e Cascão avança nele, brigam e ele consegue recuperar a bola.

Cascuda fica braba, não querendo saber do Cascão e ele fala que não podia o menino levar a bola, pois custa uma nota. Nessa hora, aparecem Cebolinha e Zé Luís convidando cascão a participar de um jogo contra.  Cascão fala que não vai porque precisa ficar com a Cascuda. Eles pegam a  bola do Cascão emprestada e vão pro jogo.

Cascuda fica feliz, pois foi prova de carinho já que ele nunca deixou de ir ao futebol. Eles namoram, mas Cascão fica o tempo todo pensando na bola e no futebol. Cascuda percebe que o namorado está triste e fala que quem sabe um dia ele se torna um jogador famoso como o Careca, Pita ou Zico e para isso ele tem que treinar bastante, deixando então, ele ir jogar futebol com os meninos. Cascão vai todo contente, mas tem a surpresa que o time estava completo e teria que ficar no banco, ficando triste.


Uma história simples e muito bacana, dessa vez sem tema de banho e sujeira, apenas mostrando o namoro do Cascão com a Cascuda, que cansada de vê-lo só jogando futebol ao invés de namorarem e dar atenção a ela, faz Cascão escolher entre ela e a bola. Foi difícil ele escolher, mas preferiu ficar com Cascuda. Ela acaba deixando jogar futebol, vendo que estava errada, mesmo tendo sido tarde demais pra jogar. namoro do cascão com Cascuda e futebol. Mostra de uma forma divertida relações de namorados na vida real que não sabem dividir o tempo entre namoro e vida social e a namorada ou esposa fica enciumada do companheiro não dar atenção a ela.


Engraçada a parte do Cascão falando que prefere ficar com a bola no início, magoando a namorada, assim como ele partir para briga com o menino que queria pegar  a bola, chamando até de atrevido e que acha que dinheiro nasce em árvore. A relação do Cascão com Cascudas apesar de serem namorados, mas ele não seguia tão fiel a ela, tinha interesse por outras meninas, traindo na cara de pau, fora algumas brigas por outros motivos, inclusive para conhecê-lo a tomar banho.

Eu gostava das histórias do Cascão junto com Cascuda. Hoje em dia não costumam mais mostrar histórias dos personagens crianças namorando, discutindo e brigando no namoro, bem raro isso agora,  por conta da patrulha do politicamente correto acharem que é errado crianças namorando e, com isso, história assim não seria criada atualmente.


Os traços muito bons, bem típicos de histórias de miolo dos anos 80, só ficou estranho, por esquecimento do desenhista, que em alguns quadrinhos a Cascuda não apareceu com sujeirinhas e em outros sim. Cascuda quando foi criada em junho de 1974 (coincidentemente há exatos 45 anos), gostava de sujeira que nem o Cascão, um casal de sujinhos, mas depois com o passar do tempo e pelo politicamente correto, deixaram apenas o Cascão gostando de sujeira e ela passou a tomar banho a partir dos anos 80, com Cascão considerando isso um grande defeito dela, mas a Cascuda aparecia de sujeirinha no rosto de vez em quando. Os nomes dos jogadores acabaram não sendo parodiados, algumas vezes colocam nome normal dos artistas sem paródias.

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Capa da Semana: Chico Bento Nº 68

Uma capa bem fofa, com o Chico Bento resolve fazer uma surpresa para Rosinha e surgir uma flor na sua frente com uma varinha de pescar. Eram muito boas as capas de namoro do Chico com a Rosinha..

A capa dessa semana é de 'Chico Bento Nº 68' (Ed. Globo, Agosto/ 1989).