sexta-feira, 7 de junho de 2019

Cascão: HQ "O futebol entre nós"

Mostro uma história em que o Cascão teve que se decidir entre namorar a Cascuda ou jogar futebol. Com 4 páginas, foi publicada em 'Cascão Nº 13' (Ed. Globo, 1987).

Capa de 'Cascão Nº 13' (Ed. Globo, 1987)

Começa a Cascuda avisando o Cascão que está tudo acabado com o namoro deles. Cascão pergunta o motivo e ela diz porque ele prefere jogar futebol a namorar com ela. Cascão ri e diz que é verdade enquanto cabaceia a bola e Cascuda sai correndo chorando.


Cascão vai atrás, dizendo que estava brincando e Cascuda achou que estava falando sério. Cascão diz que estava brincando, tanto que deu risada e Cascuda manda provar. Cascão chuta a bola para longe, dizendo que não quer mais saber da bola, deixando Cascuda feliz. Um menino encontra a bola e Cascão avança nele, brigam e ele consegue recuperar a bola.

Cascuda fica braba, não querendo saber do Cascão e ele fala que não podia o menino levar a bola, pois custa uma nota. Nessa hora, aparecem Cebolinha e Zé Luís convidando cascão a participar de um jogo contra.  Cascão fala que não vai porque precisa ficar com a Cascuda. Eles pegam a  bola do Cascão emprestada e vão pro jogo.

Cascuda fica feliz, pois foi prova de carinho já que ele nunca deixou de ir ao futebol. Eles namoram, mas Cascão fica o tempo todo pensando na bola e no futebol. Cascuda percebe que o namorado está triste e fala que quem sabe um dia ele se torna um jogador famoso como o Careca, Pita ou Zico e para isso ele tem que treinar bastante, deixando então, ele ir jogar futebol com os meninos. Cascão vai todo contente, mas tem a surpresa que o time estava completo e teria que ficar no banco, ficando triste.


Uma história simples e muito bacana, dessa vez sem tema de banho e sujeira, apenas mostrando o namoro do Cascão com a Cascuda, que cansada de vê-lo só jogando futebol ao invés de namorarem e dar atenção a ela, faz Cascão escolher entre ela e a bola. Foi difícil ele escolher, mas preferiu ficar com Cascuda. Ela acaba deixando jogar futebol, vendo que estava errada, mesmo tendo sido tarde demais pra jogar. namoro do cascão com Cascuda e futebol. Mostra de uma forma divertida relações de namorados na vida real que não sabem dividir o tempo entre namoro e vida social e a namorada ou esposa fica enciumada do companheiro não dar atenção a ela.


Engraçada a parte do Cascão falando que prefere ficar com a bola no início, magoando a namorada, assim como ele partir para briga com o menino que queria pegar  a bola, chamando até de atrevido e que acha que dinheiro nasce em árvore. A relação do Cascão com Cascudas apesar de serem namorados, mas ele não seguia tão fiel a ela, tinha interesse por outras meninas, traindo na cara de pau, fora algumas brigas por outros motivos, inclusive para conhecê-lo a tomar banho.

Eu gostava das histórias do Cascão junto com Cascuda. Hoje em dia não costumam mais mostrar histórias dos personagens crianças namorando, discutindo e brigando no namoro, bem raro isso agora,  por conta da patrulha do politicamente correto acharem que é errado crianças namorando e, com isso, história assim não seria criada atualmente.


Os traços muito bons, bem típicos de histórias de miolo dos anos 80, só ficou estranho, por esquecimento do desenhista, que em alguns quadrinhos a Cascuda não apareceu com sujeirinhas e em outros sim. Cascuda quando foi criada em junho de 1974 (coincidentemente há exatos 45 anos), gostava de sujeira que nem o Cascão, um casal de sujinhos, mas depois com o passar do tempo e pelo politicamente correto, deixaram apenas o Cascão gostando de sujeira e ela passou a tomar banho a partir dos anos 80, com Cascão considerando isso um grande defeito dela, mas a Cascuda aparecia de sujeirinha no rosto de vez em quando. Os nomes dos jogadores acabaram não sendo parodiados, algumas vezes colocam nome normal dos artistas sem paródias.

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Capa da Semana: Chico Bento Nº 68

Uma capa bem fofa, com o Chico Bento resolve fazer uma surpresa para Rosinha e surgir uma flor na sua frente com uma varinha de pescar. Eram muito boas as capas de namoro do Chico com a Rosinha..

A capa dessa semana é de 'Chico Bento Nº 68' (Ed. Globo, Agosto/ 1989).



quinta-feira, 30 de maio de 2019

Turma da Mônica: HQ "O plano sangrento"

Em maio de 1994 era lançada a história "O plano sangrento", de quando a Mônica pensou que matou o Cebolinha e o Cascão após ter dado coelhadas neles. Com 11 páginas, foi história de abertura de 'Mônica Nº 89' (Ed. Globo, 1994).

Capa de 'Mônica Nº 89' (Ed. Globo, 1994)

Escrita por Rosana Munhoz, começa a Mônica assistindo a um filme de terror bem assustada quando alguém é atingido e aparece sangue. Mônica desliga a TV, reclamando que odeia seriados violentos. Cebolinha surge, falando que ela é a maior carrasca e Mônica diz que só se defende quando alguém a xinga. Cebolinha diz que é para ela tomar cuidado porque um dia pode dar tragédia.


Nisso, Cascão aparece e xinga a Mônica de bobona, dentuça e gorducha e faz careta para ela. Mônica corre atrás dele e joga o Sansão longe e consegue acertá-lo. Quando ela vê, encontra o Cascão deitado e todo ensanguentado e Mônica se desespera. Cebolinha diz que Mônica matou o Cascão e a chama de assassina. Mônica diz que sempre fez isso e ele já devia estar machucado antes.


Cebolinha afirma que não, tem provas e Mônica demonstra, dando uma coelhada na sua cabeça. Sai sangue da cabeça dele, fica tonto e cai no chão. Mônica segura o Cebolinha e ele diz que a Mônica não conhece a força dela e pede, como seu último desejo antes de morrer, que não bata nos meninos, mesmo se eles xingarem ou fazer careta. Mônica se ajoelha e promete não bater mais em ninguém e ele morre. 

Mônica ainda sacode o amigo, mas ele não acorda e ver também Cascão morto. Ela nota que suas mãos estão sujas de sangue, igual ao filme, corre  e vai lavar as mãos em uma torneira e acredita que vai ser presa, mas foi sem querer. Magali aparece na hora e Mônica a abraça, falando que é uma assassina.


Enquanto Mônica explica a história, Cebolinha e Cascão acordam. Cascão comenta que não aguentava mais ficar naquela posição e Cebolinha reclama que a coelhada doeu mesmo. Cebolinha diz que o plano foi ótimo e Cascão diz que gastaram muito catchup. Cebolinha diz que depois dessa, a Mônica nunca mais vai querer bater neles. Cascão pergunta como eles vão aparecer vivos depois já que a Mônica pensa que eles morreram e Cebolinha responde que depois vão inventar que o médico salvou. Cebolinha tenta ir embora pra tomar banho e tirar o catchup do corpo, quando Mônica e Magali voltam e os meninos voltam a se fingir de mortos.


Mônica chora e mostra os meninos mortos, achando horrível , parecendo notícia policial e lamenta que vai ser presa. Magali diz que deu vontade de comer hambúrguer porque estava sentindo cheiro de catchup, e, por ser vermelho, acha estranho. Bidu aparece e fica lambendo o Cascão e Mônica o afasta, falando que não era para ele lamber sangue. Depois, Magali diz que vai ter que enterrar os meninos porque morreram. Eles ficam nervosos e acabam se levantando. Mônica fica feliz por eles estarem avisos e se abraçam, enquanto Magali diz que a história está estranha e Cebolinha diz para Magali não se meter.


Nessa hora, aparece a mãe do Cascão carregando sacola de compras e reclama com o Cascão que sabia que quando ele pediu catchup era para fazer sujeira e reclama das roupas deles manchadas. Dona Lurdinha diz ainda que vai comprar mais pois está indo ao mercado, mas não vai mais deixar o Cascão pegar.


Cebolinha reclama com o Cascão que quando não é ele que estraga o plano, é a mãe dele e Cascão diz que depois eles discutem isso. Mônica segura os meninos, Cebolinha diz que Mônica tinha prometido que não ia bater neles e Mônica diz que aquela promessa não valeu e dessa não vai bater neles, e,sim, o coelhinho dela e taca o Sansão neles e depois de surrá-los, ela reclama que o Sansão ficou sujo de catchup e Magali pede para lamber.


No final, Dona Lurdinha volta do mercado e vê Cascão e Cebolinha surrados e os leva para casa para tomarem um lanche. Lá, com eles já na mesa, ela entrega hambúrgueres com bastante catchup e eles fogem pela janela com enjoo e prestes a vomitarem, com trauma do catchup e Dona Ludinha estranha o nojo deles e acha que deixou a carne muito sangrenta.


História muito legal e engraçada. Voltada para o terror, os meninos aproveitam que a Mônica estava impressionada com o filme de terror da TV e bolam um plano infalível para ela achar que eles morreram e ficar traumatizada e não bater mais neles. Estava dando tudo certo, até Magali estranhar a situação e sentir cheiro de catchup e também do Bidu lamber o catchup, mas que acabou indo tudo abaixo com a mão e do Cascão que estragou o plano.


Muito boa as tiradas, legal ver o medo da Mônica de ter matado os meninos e se sentir uma assassina só por ter dado uma coelhada. Ela também era muito boba nessas histórias de planos infalíveis, caia em tudo que os meninos faziam até descobrir toda a farsa. Gostava da Mônica agindo como boba nessas histórias de planos. A Mônica, apesar de forte, batia ou dava coelhadas fortes, mas não a ponto de matar alguém, no máximo que acontecia é pararem no hospital por ter quebrado braço, perna, mas normalmente só apareciam surrados e com olho roxo mesmo.


Os traços muito bons, um estilo um pouco diferente, meio fofinhos, ficou mais característico em meados dos anos 90. É bem incorreta, por isso de ter personagens supostamente mortos, fazendo a Mônica pensar que morreram e estavam ensanguentados, podem achar que é algo macabro e traumatizante e, com isso, não fariam uma história assim atualmente. Curioso a Mônica chamar o Sansão só de "coelhinho", mesmo ele já ter sido batizado de Sansão há muito tempo, desde 1983. Talvez Rosana queria voltar as origens de quando ele não tinha nome ainda. O Cebolinha pensou trocando o "R" pelo "L" ao pensar "enterrar", ultimamente ele não troca as letras quando pensam e iam alterar isso em alguma republicação.


Essa história considero clássica, além de ser muito lembrada pelos fãs, ela depois teve uma versão em desenho animado, estreando no VSH "Video Gibi" em 1998 e também teve um livrinho infantil em 2000, deixando mais amena. Não foi republicada na Panini, mas o livrinho infantil teve relançamento em 2014. Então, uma história clássica e muito bom relembrá-la há exatos 25 anos.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Magali Nº 4 - Editora Globo


Em maio de 1989 era lançado pela Editora Globo 'Magali Nº 4', o gibi que ficou marcado por vender mais que o gibi da Mônica naquele mês. Nessa postagem mostro, então, como foi esse gibi histórico que conseguiu bater as vendas da Mônica há exatos 30 anos.

O gibi da Magali tinha sido lançado há pouco tempo, em fevereiro de 1989, e a novidade foi muito bem vinda na época. Apesar de ter várias opções de gibis de outras turmas e outras editoras, os da Turma da Mônica sempre eram os mais vendidos e em especial os da Mônica eram os campeões de venda, até por conta da tradição, já que por preço os da Mônica eram mais caros, até por ter maior número de páginas,

Até que com o lançamento das revistas da Magali, todo mundo queria ter os gibis dela, justamente pela novidade, por gostar da personagem ou por curiosidade para saber como era. Com toda essa novidade, acabou que em maio de 1989 esse gibi 'Magali Nº 4" bateu o número de vendas de 'Mônica Nº 29' (já comentado aqui no Blog), um feito histórico até então. Com essa surpresa, a MSP até fez uma capa especial em 'Magali Nº 6' com a Magali ter dado um soco na Mônica e os meninos rindo ao fundo e um frontispício na primeira página para mostrar esse acontecimento de vendas.

Capa de 'Magali Nº 6' com alusão ao recorde de vendas

Esse gibi 'Magali nº 4'  tem capa muito boa com a Magali prestes a comer o bolo inteiro após a Mônica ter cortado um pedaço. Intenção da Mônica seria um pedaço para Magali. Tem 7 histórias no total e, dessa vez, todas as histórias foram da Magali. Histórias com os secundários dos gibis dela eram com Dudu e Mingau e pela primeira vez até então que eles não apareceram em gibis dela, nem fazendo figuração.

Abre com a história "Amigas... apesar de tudo", de 6 páginas. Nela, Mônica vai a casa da Magali para chamar para brincarem de queimado e ela tem que esperar um tempão a Magali terminar de tomar o café da manhã. Ao saírem de casa, Mônica derruba a porta da casa da Magali com sua força exagerada. No caminho, encontram um sorveteiro e Magali pede picolés de chocolate, abacaxi, creme, morango e jaca, mesmo de já ter tomado um super café da manhã, deixando Mônica irritada e a situação piora quando vê que a Magali não trouxe dinheiro e a Mônica que teve que pagar os picolés.

Depois, elas brincam de queimada. Mônica bate a bola tão forte que faz a Magali parar longe e ela diz que nem foi queimada, aleijou. Mônica tenta de novo e acaba acertando a janela da casa da Magali, furando a bola da Magali e quebrando a vidraça da mãe dela. Com isso, elas começam a brigar. Magali reclama que não vai mais brincar enquanto a Mônica não controlar a força dela. Mônica, por sua vez, reclama que a Magali só pensa em comer, incomoda esperar 2 horas para a "madame" acabar de comer, fora prejuízos financeiros e Magali ter acabado com a despensa da casa quando foi almoçar na casa dela. Magali chama Mônica de chata, gorducha, forçuda e estabanada e Mônica chama a Magali de magrela e esfomeada.

Trecho da HQ "Amigas... apesar de tudo"

As duas ficam de mal, cada uma vai para um lado. Mônica acha bom que assim ninguém vai pegar no pé dela por ser um pouquinho forte e Magali vai descontar comendo 3 bombas de chocolate na doceria. Mônica diz que se tem a força, é azar da Magali que é fracota, enquanto quebra uma pedra com as mãos, e, Magali diz que gosta de comer e se a Mônica não tem apetite é problema dela. Logo sentem falta uma da outra e as duas correm em direção da outra para pedir desculpas e se reconciliam. Elas se abraçam, só que com a força da Mônica, machuca as costas da Magali, que estava segurando a bomba de chocolate e suja todo o vestido da Mônica. Termina com Mônica falando que vão ser amigas pra sempre, apesar de tudo, ou seja, apesar das diferenças delas.

Uma história muito legal e com bonita mensagem, mostrando a amizade da Magali e da Mônica, o contraste da Magali comilona e Mônica forçuda, com uma causando problemas uma para a outra, mas que mesmo assim, não conseguem ficar separadas uma da outra por muito tempo. Brigam, mas volta logo as boas. Os traços excelentes e destaque as meninas falarem "azar", hoje em dia é proibido essa palavra no MSP e seria substituída por "má sorte" ou outra coisa similar.

Trecho da HQ "Amigas... apesar de tudo"

Depois tem uma história de 1 página em que a Magali mostra a sua cozinha para a Mônica, entusiasmada que era a mais moderna do bairro por ser tudo elétrico. Tinha cortador de pão, torradeira, micro-ondas, entre outros, tudo elétrico e moderno, que só precisava ligar os botões, quando falta luz na casa e ela tem que ir jantar na casa da Mônica. Mostra as inovações na época, poucos tinham chance de ter uma cozinha como ela, mas que não adianta nada se não tiver luz em casa. Aqui o tabloide completo.

Tabloide da edição

Em seguida, vem "Beijinho", de 3 páginas, em que o garoto Lino pede um beijinho para a Magali, e, com isso, ela dá um beijo na bochecha dele. Ele tenta pedir de novo, aí Magali pensa que o Lino não gostou do beijo dela e dá outro na bochecha. Sem graça, ele pede de novo e Magali dá vários beijos nele, que fica até apaixonado.,No final, é revelado que o beijinho que ele queria era o docinho de coco e leite condensado que ela estava comendo e assim ela não dá e vai embora.

Essa é legal, mostra trocadilho de beijo com beijinho de coco, mas como Magali não gosta de dividir o que come, acaba recusando o pedido do Lino. Na época a Magali era egoísta, comia tudo sozinha e fazia de tudo para não compartilhar a sua comida com ninguém. Hoje em dia isso não tem mais nos gibis dela, se tiver situação parecida, ela dividiria numa boa. Esse garoto Lino só apareceu nessa história, por muito tempo até pensava que era um namorado dela nessa história, mas era só um amigo mesmo, podiam colocar qualquer personagem, preferiram um figurante.

Trecho da HQ "Beijinho"

Em "Eta namorada difícil", de 4 páginas, Luciano vê a Magali encostada na árvore, se apaixona e arruma umas flores para ela, mas Magali recusa dizendo que única flor que gosta é de couve-flor. Depois, ele faz uma canção para ela batendo um tambor e Magali taca o tambor nele, ficando entalado nele. Luciano chora e Mônica dá dicas para conquistar a Magali.

Trecho da HQ "Eta namorada difícil"

Depois, Luciano tenta agradar dando um anel que veio com doce, mas como ele comeu o doce, Magali recusa, falando para ele ficar com anel. Ele declara uma poesia, mas ela acha horrível, ruim demais. Em seguida, Luciano convida para tomar sorvete com ele, aí ela topa, e no embalo ele compra pipoca, maçã do amor e cachorro-quente. No final, Mônica pergunta como está o namoro dele com a Magali e Luciano diz que desistiu, com ele dentro de um barril por ter precisado dar as suas roupas para poder bancar as gulodices da Magali.

Vimos que para namorar a Magali tem que presentear com comida, nada mais serve, e  tem que ter uma excelente situação financeira para poder bancar a sua fome exagerada. Apesar do Quinzinho ter sido criado para ser namorado da Magali, nos primeiros gibis, ele não era ainda o oficial, em toda a história aparecia com namorados ou pretendentes diferentes a cada história, uma vez ou outra que aparecia o Quinzinho. Só a partir de 1991 que ficou o Quinzinho como namorado fixo. No caso, o Luciano só pareceu nessa história e se deu muito mal.

Trecho da HQ "Eta namorada difícil"

Em "Doente por sorvete", de 5 páginas, Magali está doente e deseja um sorvete, mas a mãe não deixa e só pode comer sopa e também não deixa Magali sair da cama. Cebolinha aparece na janela, vê que ela está doente e  pergunta se pode tomar sorvete sozinho. Magali diz que pode e não vai pedir nenhum pedacinho. Cebolinha, então, resolve chupar sorvete de creme com morango, o preferido da Magali, na janela bem na frente da Magali só para ela passar vontade. Magali fica verde de vontade, ela pede um teco, mas ele acaba com sorvete, deixando a Magali só na vontade.

Trecho da HQ "Doente por sorvete"

Cebolinha compra outro sorvete, agora o de chocolate, e chupa na janela da Magali. Ela  fecha a janela, mas Cebolinha vai falando do lado de fora que é mais gostoso que o outro e Magali põe travesseiro para tentar não ouvi-lo. Cebolinha toma vários sorvetes lá e Magali fica verde. Ao toma r a sopa da mãe, ela fica melhor e como não está mais com febre, sai para a rua. Ela compra muitos sorvetes, mas não encontra o Cebolinha. Cascão diz que ele está com gripe porque tomou muito sorvete de manhã e, assim, Magali vai na janela da casa dele para fazer o mesmo como vingança.

Percebemos que o Cebolinha era bem perverso nos seus planos, aproveitou a Magali doente para ela passar vontade com ele chupando sorvete na frente dela. Mas, como castigo, acabou ficando gripado e Magali se vingou. Hoje em dia não tem histórias assim com personagens querendo se aproveitar das doenças dos outros.

Trecho da HQ "Doente por sorvete"

Termina com a história "Lar doce lar", de 9 páginas, em que extraterrestres em formato de doce invadem a Terra e transformam tudo em comida para que se adaptado a eles e os humanos acharem insuportável e irem embora. Começam transformando pedra em sorvete, árvore em algodão doce, rio em suco de laranja. Um militar tenta impedir, mas eles transformam o cassetete dele em pirulito.

Trecho da HQ "Lar doce lar"

O noticiário da TV avisa sobre a invasão dos alienígenas, contando que o Pão de Açúcar foi transformado em gelatina, a Amazônia, uma floresta de pirulitos e o Oceano Atlântico virou um mar de suco de tomate. Os ETs comemoram e vão à nave deles para avisar o povo deles sobre a invasão. Chegando lá, veem que a nave deles sumiu e se desesperam. Logo eles veem a Magali comendo o algodão de doce e pirulitão de árvores que eles transformaram e eles acham um perigo e vão tomar satisfação com ela.

Magali acha que eles são bonequinhos de chocolate branco falantes  e corre atrás deles para comê-los. Eles se escondem em cima de um algodão doce de árvore e explicam que eles são do planeta Doce, onde tudo é feito de guloseimas doces, mas por causa da alta população, resolvem invadir a Terra e precisam transformar as coisas em doces para o povo deles se adaptarem ao planeta, e a Magali comendo tudo está acabando com o plano deles. Magali gostaria que eles ficassem lá, a Terra ficou mais bonita sem poluição, arranha-céus, fábricas, só tem doces e mais doces e ia adorar os outros bonequinhos brancos estivessem lá para devorar todos.

Trecho da HQ "Lar doce lar"

Os alienígenas fazem tudo voltar ao normal na Terra para derrotar a Magali e depois aparece o chefe deles reclamando que a missão não foi cumprida. Eles avisam que  a Terra não é lugar seguro para o povo deles, os habitantes são nativos canibais e eles vão embora na nave à procura de outro planeta. No final, o noticiário da TV mostra que a os extraterrestres foram embora e a Terra está salva da invasão e Magali fica com raiva , falando que quando a história começa a ficar boa, acaba.

Deu para ver que sem querer a Magali salvou a Terra de mais uma invasão alienígena. A intenção dela era comer os doces criados, além dos próprios ETs e como eles não queriam ser devorados acabaram desistindo da missão deles na Terra. Boa sacada de ETs feitos de doces,tudo a ver com a Magali e segue estilo de histórias de duplas de alienígenas invadindo a Terra, muito comum na época. Mereceria até ser história de abertura por ser a mais longa do gibi.

Trecho da HQ "Lar doce lar"

Na tirinha final, Magali está em um dentista, que manda a Magali abrir a boca ela diz que depende do que ele vai vai dar para comer. Abaixo, a tirinha completa.

Tirinha da edição

Então, esse gibi é muito bom, mostra a característica real da Magali de só pensar em comida, em todas as histórias envolveram comida, pena que não teve Dudu e Mingau, as novidades da época, mesmo assim não tirou a magia do gibi. Traços excelentes em todas as histórias, dava gosto de ver desenhos assim. Marcado por desbancar o gibi da 'Mônica Nº 29', embora foi muito bom também, mais gente teve essa 'Magali Nº 4' do que da Mônica, na minha parte foi comprado os 2 gibis e nem sei qual foi o melhor deles. Enfim, um gibi que vale a pena ter na coleção e muito bom relembrar há exatos 30 anos.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Histórias Semelhantes 6: Cascão apaixonado pela Mônica quando cai na lama

Mostro 2 histórias semelhantes com o Cascão apaixonado quando a Mônica caiu na lama. A versão original foi publicada em 'Mônica Nº 17' (Ed. Globo, 1988) e a segunda versão saiu em'Cascão Nº 62' (Ed. Globo, 1989).

Capas: 'Mônica Nº 17 (Ed. Globo, 1988) e 'Cascão Nº62' (Ed. Globo, 1989)

Na versão de 1988, com o título "Bela Mônica", de 5 páginas, ela está caminhando e tropeça numa pedra e acaba caindo em uma lama, ficando toda imunda. Cascão  encontra a Mônica suja e fica admirado, perguntando se é ela mesma, que está uma gracinha, um charme, beija a mão dela e pergunta se quer ser sua namorada.

Trecho da HQ "Bela Mônica" ('Mônica Nº 17' - Ed. Globo, 1988)

Mônica diz que ele está doido e maluco e Cascão responde que está maluquinho por ela, principalmente por ter aderido à sujeira e ela diz que é por pouco tempo. Ela encontra um suposto rio e tenta mergulhar, mas estava seco e só consegue ficar mais empoeirada, fazendo o Cascão ficar mais admirado ainda e deseja um abraço dela, mas ela recusa.

Trecho da HQ "Bela Mônica" ('Mônica Nº 17' - Ed. Globo, 1988)

Depois, Mônica encontra uma torneira, mas estava seca e vai correndo para casa. Lá, toma banho na banheira e fica toda limpa e faz questão de voltar para rua para o Cascão vê-la linda e ele se decepciona. No final, Magali tropeça na mesma pedra e cai na lama e Cascão se apaixona por ela, começando tudo de novo.

Trecho da HQ "Bela Mônica" ('Mônica Nº 17' - Ed. Globo, 1988)

Na segunda versão de 1989, com o título "Divina e maravilhosa", de 3 páginas, começa com mesmo estilo da outra, com Mônica caminhando e tropeçando em uma pedra e caindo na lama. Cascão vê e fica admirado. Mônica diz que vai dar cascudo se ele rir, e ele diz que não faria isso e ajoelha, beijando a mão  e falando que ela está linda, divina e maravilhosa.

Trecho da HQ "Divina e maravilhosa" ('Cascão Nº 62' - Ed. Globo, 1989)

Mônica pensa que Cascão está tirando onda com a cara dela, mas logo vê que não quando ele a convida para tomar sorvete. Ela dispensa e fala que vai para casa tomar banho. Cascão diz para não fazer isso porque toda a beleza dela vai para o ralo e eles farão um casal perfeito. Mônica responde que nem morta e vai para casa. Assim, Cascão joga uma pedra  no chão e mais água na lama e surge a Magali prestes a cair na lama e a gente descobre, então, que foi um plano para deixar as meninas sujas e ver se namora alguém.

Trecho da HQ "Divina e maravilhosa" ('Cascão Nº 62' - Ed. Globo, 1989)

Comparando as 2 versões, a ideia original do roteiro é igual da Mônica cair na lama e o Cascão se apaixonar por ela, que foge dele por não quer namorá-lo. Nas 2 versões aparecem só 3 personagens: Mônica, Cascão e Magali.  A grande diferença foi o final, já que na primeira versão, tanto Mônica e Magali caem acidentalmente, de forma natural e o Cascão encontra as meninas por acaso também enquanto que na segunda versão, o motivo delas caírem foi por plano do Cascão para namorar uma menina suja. Diferencia também que a versão de 1988 tiveram mais situações da Mônica fugindo do Cascão enquanto que em 1989 foi criada de forma mais objetiva, ela já deu fora nele logo.

Gostei mais da primeira, até por ser mais elaborada e achei a melhor espontaneidade da Mônica e Magali caírem na lama. Não gostei muito também do Cascão segurar balde d'água, mesmo que a intenção era para formar a lama para Magali cair. Quem sabe a intenção do roteirista seria lama no balde e pintaram de azul sem querer, mas fica a impressão de como saiu no gibi.

Comparação das primeiras páginas entre as histórias de 1988 e 1989

Motivo de criarem histórias semelhantes em tão pouco tempo (exatos 1 ano de uma para outra, pois as duas são do mês de maio)  não dá para saber, pode simplesmente esquecerem que já havia sido publicada ou então quiseram dar um novo final para a primeira história.  Aliás, essa foi uma piada muito comum nos gibis, além dessas histórias tiveram até outras envolvendo outras meninas fora das principais e tiveram tirinhas e até capas semelhantes envolvendo isso.

Capas semelhantes: 'Cascão Nº 55' (Ed. Globo, 1989) / 'Cascão Nº 183 (Ed. Globo, 1994)

De curiosidade, a primeira história era para ter 4 páginas se não tivesse propagandas inseridas, tão comuns na época. Cada propaganda ocupou 1 ou 2 quadrinhos cada páginas e somadas incluiu 1 página a mais na história. Em republicações, não colocavam propagandas nessas partes, ficando o número real de páginas nos almanaques. Interessante a propagando das crianças pedirem pipa do Atchin & Espirro por correspondência, chato é que teria que cortar o gibi para enviar esse cupom para poder comprar a pipa. Em breve posto mais histórias semelhantes aqui no Blog.